who’s who
BERNARDO
“A Vista Alegre tem uma ligação muito especial ao Chiado, a sua primeira loja foi aqui”. Quem fala nestas aspas é Bernardo Vasconcellos e Souza, presidente da Vista Alegre e representante da sétima geração do grupo familiar da famosa empresa. Formado em engenharia civil, veio para a Vista Alegre num momento de mudança de gerações. Diz que o que lhe dá mais gozo é “a parte criativa da gestão” e que gosta de preencher a vida com diversos interesses, sendo que a sua “segunda natureza” é montar a cavalo, o que faz desde sempre e com a mesma naturalidade com que anda a pé. “Vista Alegre has special links with Chiado, it had its first ever shop here”. The words belong to Bernardo Vasconcellos e Souza, boss of Vista Alegre and the 7th generation of the same family to run it. Trained in civil engineering, he joined Vista Alegre when the company brought in new blood. He says what he enjoys most is “the creative part of management” and that he likes to live an active lifestyle. Horseriding is his favourite pastime, which he says comes as easy as walking.
RITA
No Rossio, ainda brilha uma chapelaria, uma das únicas em Lisboa. Lá dentro encontramos Rita Rua, bisneta do fundador, e responsável pelas Chapelarias Azevedo Rua. Desde pequena que ia para a loja com o pai e sempre se sentiu encantada por aquele lugar, “um chapéu é uma peça fascinante, está associado a momentos importantes, a personagens, a filmes...”. Começou por tirar design mas o apelo da loja com uma história familiar de 120 anos foi mais forte. Desde a escolha das colecções ao atendimento faz de tudo e afirma que a loja é uma verdadeira “escola de vida”. One of Lisbon’s last hat shops lives on in Rossio. Inside, we’re met by Rita Rua, granddaughter of the founder and manager of Chapelarias Azevedo Rua. She’s always loved it, ever since she started coming when she was small: “Hats are fascinating. They’re associated with important moments.”. She enrolled on a design course, but the pull of the shop and the family ties going back 120 years were stronger. She does everything, from choosing the collections to serving customers and describes the shop as a “university of life”.
SeRGIO
Normalmente o que começa como uma brincadeira acaba a ocupar um lugar fundamental. O Mezzogiorno foi assim. A ideia nasceu “numa noite de copos no Bairro Alto” e pouco depois Sergio Cammarosano trocava Sapri, a sua terra em Itália, por uma nova vida no Chiado. “Posso dizer que desde 2002 estou casado com uma pizzeria”, comenta com um sorriso largo de quem não se arrepende. Já fez muitas coisas na vida mas foi neste restaurante (que partilha com mais dois sócios) que conseguiu unir o que é ao que faz: “quero criar aqui uma mentalidade que se espalhe”, conclui. Usually, what starts as a joke, eventually becomes more serious. That’s the way it was with Mezzogiorno. The idea came about “one night in Bairro Alto” and soon after Sergio Cammarosano moved to Chiado from Sapri in Italy. “You could say that since 2002 I’ve been married to a pizzeria,” he says with a broad, and unrepentant, smile. His life has been colourful, but it is this restaurant (which he co-owns) that has brought together who he is with what he does: “I want to create a mentality here that grows,” he says. baiX A & CHIADO con vida · 23