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á O ENEG (Encontro Nacional dos Estudantes de Geografia) está de volta! É organizado através da articulação de Escolas de Geografia Brasileiras, mediante esforços da CONEEG. O último ENEG ocorreu em janeiro de 2013, na UFG campus Goiânia e após um hiato de 2 anos, por meio da construção coletiva, temos a confirmação de que será realizado em janeiro de 2016, no campus da UFSM, na cidade de Santa Maria, RS. O ENEG, ao contrário de outros grandes eventos nacionais (simpósios, congressos, conferências, etc.), é autofinanciado e autogerido por estudantes, por isso só será concretizado mediante participação maciça e comprometimento de todas as escolas possíveis. O debate do ENEG vem sendo construído com a intenção de abordar assuntos pertinentes à geografia; O Encontro carrega importância histórica para movimento estudantil da geografia, trazendo as discussões e criticidade para a formação da geógrafa e o geógrafo na sociedade. Estar no ENEG é uma oportunidade de conhecer as geografias do Brasil e suas realidades!!!

º . O 100º Conselho Nacional de Estudantes de Geografia (CONEGEO) foi realizado na Universidade Federal do Paraná! O próximo CONEGEO acontecerá na UFF (Universidade Federal Fluminense), nos dias 10, 11 e 12 de julho. Mobilize-se! º


çã á Sob uma lógica neoliberal, oriunda dos órgãos internacionais como o Banco Mundial e o FMI, o ensino vem sofrendo cada vez mais ataques por diversas políticas impostas no decorrer desse processo. Um exemplo recente está no corte de 7 bilhões de reais promovido pelo governo federal. Nesse sentido, o ensino como um elemento mercadológico reflete na sua defasagem, marcada por ações como o produtivismo acadêmico, a lógica privada, o processo acrítico em sua formação pautada numa lógica empresarial voltada para o mercado. O sucateamento do ensino incide de maneira negativa nos estudantes, professores, técnicos e funcionários terceirizados ligados a universidade. Nossa formação fica comprometida a partir do momento em que a estrutura excludente da universidade não garante os direitos estudantis (políticas de acesso e permanência). A ciência geográfica se encontra cada vez mais moldada a lógica empresarial de mercado, onde nas universidades através de normativas provindas do MEC, seguindo uma lógica publico x privada, abre brecha para empresas determinarem os currículos, redirecionarem saídas de campos de acordo com a sua necessidade, alem de fomentar uma extensão cada vez mais assistencialista, sem criticar de fato a realidade em que vivemos, apenas reproduzindo-a de acordo com a política neoliberal vigente. A Coneeg, como entidade nacional dos estudantes de Geografia, entende que, diante de tal cenário é importante reforçar o debate e a luta sobre os problemas e os ataques que permeiam a questão do ensino e da nossa própria formação crítica enquanto geógrafos e geógrafas. Devemos enquanto agentes transformadores, não compreender apenas o espaço como esta dado, mas sim através de um olhar geográfico critico que nos permita questionar as contradições sócio espaciais presente em nossa sociedade.

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O espaço é uma categoria muito cara à Geografia. Ele é produto social que expressa a historia das diferentes sociedades, ou seja, como elas se apropriam dele e o (re)produz. Desta maneira, o movimento das sociedades e suas contradições estão marcados no espaço. O espaço produzido, neste sentido, materializa as diversas manifestações sociais, e entre elas, infelizmente, as opressões: de classe, de gênero, étnico-raciais, LGBTs, etc. Os lugares nas cidades demonstram essas opressões ocorrendo no espaço e pelo espaço. Pensemos: onde e como mora a maioria da classe trabalhadora; onde étnico-raciais diferentes estão localizadas e como são vistas; qual o lugar das mulheres na sociedade e, por sua vez, nos espaços;

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em quais lugares LGBTs podem manifestar seu afeto e sua sexualidade. Frente a isso, o mesmo espaço que reproduz as opressões também é território de resistência, no sentido em que ele é poder expresso no espaço. As ocupações urbanas, as intervenções artísticas, as diversas formas de manifestações de rua, são exemplos da disputa por esses espaços. Já na universidade uma das ações de resistências é a Semana de Lutas da CONEEG. Nesta semana, é proposto que se discuta nacionalmente o papel da Geografia desse debate e como podemos contribuir e lutar para o combate das opressões, no sentido que possamos, enquanto pessoas que construir a sociedade, produzir outros espaços.

Geobrasilidades #3  

Terceira edição do Geobrasilidades, o Jornal da CONEEG.

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