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Rumos 50

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auxílios à navegação navigational aids

O Brasil entra na era do VTS? A troca de mercadorias por via marítima é parte essencial da história do comércio entre os povos, e sua importância gerou a busca por uma navegação cada vez mais segura e eficiente. Como destaca a sexta edição do manual VTS da International Association of Marine Aids to Navigation and Lighthouse Authorities (Iala), um dos primeiros passos para ajudar a navegação marítima foi a instalação de faróis, seguida pela colocação de boias para sinalizar perigos à navegação e demarcar os canais. Embora ao longo dos anos esses equipamentos tenham sido aperfeiçoados, logo depois da Segunda Guerra Mundial tornou-se evidente a insuficiência dessas medidas para garantir um tráfego marítimo realmente seguro. Especialistas marítimos chegaram à conclusão de que uma possível solução, pelo menos para a navegação costeira, seria monitorar o tráfego usando radares baseados em terra combinados com técnicas de comunicação. A primeira estação de Controle de Porto apoiada no uso de radar foi implantada em Douglas, Ilha de Man, em 1948. Na década de 1950, vários sistemas foram instalados em portos europeus e em outras regiões, constituindo-se nos primeiros sistemas formais Vessel Traffic Service (VTS) do mundo. O valor do VTS para a segurança da navegação foi reconhecido pioneiramente pela Organização Marítima Internacional (IMO) na Resolução A.158 (ES.IV), de 1968. Em 1985, a Resolução A.578 da IMO adotou 14 diretrizes para os serviços de tráfego. Nesse documento, foi estabelecido que o VTS seria particularmente apropriado nas proximidades de canais de acesso a um porto, em áreas com alta densidade de tráfego, com movimentação de cargas perigosas ou dificuldades de navegação, em canais estreitos e áreas ambientais protegidas. As orientações também destacam a importância da praticagem no VTS e os procedimentos de notificação para os navios que passam em uma área de operação. Em 1997, a IMO atualizou as diretrizes pela Resolução A.857 (20), ainda vigente. Padrões detalhados para o funcionamento das estações VTS são definidos pela International Association of Marine Aids to Navigation and Lighthouse Authorities (Iala). O desenvolvimento da tecnologia moldou o conceito técnico do VTS, que passou de um sistema simples de radar e rádio visando melhorar a navegação em situações de pouca visibilidade para um sistema que usa múltiplos sensores com o objetivo de aperfeiçoar a segurança da navegação, aumentar a eficiência do tráfego marítimo e proteger o meio ambiente. Logo havia 500 desses sistemas operando em todo o mundo. A tecnologia atualmente instalada nos navios, que dispõem de radares sofisticados, cartas eletrônicas associadas com Global Positioning System (GPS) e Automatic Identification System (AIS), sistemas de comunicação muito eficientes, além do uso crescente pelos práticos de equipamentos de navegação portáteis conectados entre si e com estações de terra (Portable Pilot Units), reduziu, entretanto, tanto a importância do VTS para a segurança da navegação quanto seu ritmo de expansão. Hoje em dia, a segurança marítima, mais do que a segurança da navegação, e o controle e eficiência das 16

Is Brazil entering the VTS era? Seaborne trade is a key part of the history of trade between nations and its importance has generated the search for increasingly safe and efficient navigation. As the sixth edition of the VTS handbook of the International Association of Marine Aids to Navigation and Lighthouse Authorities (IALA) highlights, one of the first steps toward helping maritime shipping was to install beacons, followed by placing buoys to warn of navigation hazards and to demarcate the channels. Although, over the years, these instruments have been refined, soon after World War II it became evident that these measures were not enough for ships to sail safely and efficiently. Maritime specialists reached the conclusion that the solution would be to monitor the traffic using onshore radars combined with communication techniques. The first radar-supported port control station was implemented in 1948 in Douglas, capital of the Isle of Man. In the 1950s, several systems were installed in European ports and other regions, and became the world’s first formal Vessel Traffic Service (VTS) systems. The International Maritime Organization (IMO) recognized the value of VTS for navigation safety in its Resolution A.158 (ES.IV) in 1968. In 1985, the IMO Resolution A.578 adopted 14 guidelines for the traffic services. This document established that the VTS would be particularly appropriate in the vicinity of the access channels to a port, in areas with heavy traffic, shifting hazardous cargoes or navigation difficulties, in narrow channels and areas of environmental protection. The guidelines also stressed the importance of pilotage in the VTS and the procedures of notifying ships sailing through an operating area. In 1997, the IMO updated the guidelines with its Resolution A.857 (20), still in force. The International Association of Marine Aids to Navigation and Lighthouse Authorities (IALA) defines in detail the operating standards of the VTS stations. Technological development shaped the technical concept of VTS, which went from being a single radar and radio system to improve navigation in situations of poor visibility to a system that uses multiple sensors to enhance navigation safety, to further the efficiency of maritime traffic and protect the environment. Soon there were 500 such systems operating worldwide. The technology currently installed in ships, which have sophisticated radars, electronic charts associated with the Global Positioning System (GPS) and Automatic Identification System (AIS), very efficient communication systems, in addition to the growing use by pilots of portable navigation equipment connected to each other and onshore stations (portable pilot units), reduced, however, both the importance of the VTS for navigation safety and its rate of expansion. Nowadays, maritime safety rather than navigation safety, and control and efficiency of the port facilities are the main motives for implementing the system that includes all these functions, named Vessel Traffic Management Information System (VTMIS).


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