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PRESSUPOSTOS 1. Líderes são pessoas capazes de prever aonde ir, que desejam assumir o risco de ir à frente para mostrar o caminho. E, que tem a confiança daqueles que o seguem. 2. Quem exerce a liderança, visando seus próprios interesses a curto prazo, causará danos à organização que lidera a longo prazo. 3. Liderar pelo legado requer, o sacrifício dos interesses pessoais em detrimento dos interesses comuns. 4. Pessoas que alcançam alturas excepcionais podem diferir umas das outras, mas uma coisa que todas elas podem compartilhar, é o claro objetivo nascido de algum propósito que reúne seus talentos, aponta seus objetivos e os dirige para a direção correta. 5. O nada é a possibilidade plena. 6. Temos carência e necessidade de que a vida seja muito mais a realização de uma obra, do que de um fardo que se carrega no dia a dia. 7. A arrogância de um líder pode acabar com uma empresa. Arrogância é o oposto de humildade, e humildade é um terreno fértil para o aprendizado. Líderes que se comportam como gente que já sabe tudo, não conseguem avançar para a excelência. 8.Todo comportamento possui uma intenção positiva. Tendo sido útil no ambiente em que foi criado. 9. As pessoas mais bem-sucedidas na vida, são aquelas que realmente conhecem a si mesmas. Além do mais, possuem grande capacidade de adaptar suas habilidades a situações inesperadas.

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Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________

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O ENEAGRAMA E AS NOVE FACES DA ALMA

1. O que é o Eneagrama? - É um mapa de viagem ao mistério humano! O ser humano é um mistério amplo, complexo e fascinante. Este mistério tem sido explorado profundamente por alguns, vividos superficialmente por outros e absolutamente ignorado por tantos. Este mistério nos convida a fazer nele uma expedição: somos chamados não somente a vivê-lo, mas a explorá-lo. Precisamos de um mapa nesta expedição, uma orientação. Um mapa não é a realidade toda do caminho, é apenas uma síntese da jornada a seguir. O Eneagrama é este mapa que nos ajuda a ver de maneira sintética a complexidade do mistério humano. - É um método de leitura da personalidade! É uma sabedoria milenar que tem uma origem tanto remota como desconhecida. Apenas se sabe que nasce dentro do mundo oriental. Um rápido apanhado histórico pode ser traçado. O Eneagrama é um método de leitura da natureza humana baseado numa tipologia das personalidades. É uma chave de leitura que sintetiza e resume o comportamento humano em nove diferentes tipos de personalidade. Portanto, baseia-se no princípio de que existem nove tipos básicos de personalidades, nove pontos de vista, nove sistemas de valores, nove formas fundamentais de ser no mundo . Estes nove tipos de personalidade interagem e são semelhantes em alguns aspectos, mas cada um deles manifesta seu próprio grupo de atitudes e comportamento, reações e motivação, defesas e hábitos. A palavra eneagrama é uma junção de duas palavras gregas: ennea (nove) gramma (letra ou tipo). - O Eneagrama faz parte da psicologia-trans-pessoal! A psicologia tradicional tem suas teorias da personalidade. O problema é que elas abordam somente o lado emocional do ser humano, a dimensão existencial e essencial do ser ficava de fora. Ficam presas ao lado ordinário da vida, não tocando a dimensão trans-pessoal. Por isso na década de 50, setores da psicologia abriram-se para estudar a dimensão trans-pessoal, que vai além da pessoa em si. Nesta perspectiva o ser humano não é somente visto e estudado a partir de uma ótica puramente psicológica, mas trans-psicológica. 8


- O Eneagrama vai trabalhar em duas direções: Interna – autoconhecimento e externa – conhecimento do outro. O Eneagrama vai nos ajudar a entender nossas forças e fraquezas, defesas e ansiedade, verdades e ilusões, vícios e dons.

2. Como o Eneagrama vê a personalidade humana - Temos uma essência boa! A nossa essência é naturalmente boa, mas desde o ventre de nossa mãe vamos sendo expostos a situações que vão alterando nossa essência. Vamos tendo que nos defender e interagir. A Personalidade é uma criação para nos relacionarmos com o mundo ao nosso redor. A fim de interagir com o mundo ao nosso redor e nos defender dele, proteger e buscar caminhos de preservação, nós criamos nossa personalidade: o ego e suas estruturas. Portanto, nascemos pura essência, mas a personalidade dos nossos pais e até antepassados vai determinando a nossa. Nossa personalidade é uma coleção de defesas e reações internas, de crenças e hábitos que trazemos do passado, mas especificamente da nossa infância. Nossa personalidade é um mecanismo do passado. Todos esquecemos nossa verdadeira natureza e vivemos somente nossa personalidade. - Nossa personalidade é um aspecto da nossa essência e não o todo dela! Somos mais do que nossa personalidade. Na verdade, nossa personalidade é uma construção artificial e não corresponde inteiramente ao que somos, mas para nós somente existe ela e pensamos que somos isso, porque somente a conhecemos. Nosso verdadeiro eu é maior do que nossa personalidade. - O Eneagrama nos revela que tipo de personalidade temos! O eneagrama trabalha com a consciência; quer trazer à luz e à consciência o não sabido. Quanto mais conscientes estivermos de nós mesmos mais reais e inteiros seremos, isto é verdadeira essência. A nossa personalidade vai sendo o nosso modo de ver e interpretar as coisas. O Eneagrama busca fazer-nos entender como funciona a nossa personalidade, como ela se liga a outras, quais suas forças e fraquezas, vícios e dons.

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3. Benefícios do Eneagrama: - O Eneagrama nos faz conscientes e nos aponta o caminho para nos libertar do nosso ego, nossos medos, restringidos em nossa liberdade, sofrendo a nossa condição. Não somos totalmente livres. Não há liberdade plena para a psique humana. Precisamos de chaves que nos ajudem a abrir esta prisão, o eneagrama é a chave para abrir e sair da cadeia. O Eneagrama lança um olhar sobre nós mesmos. - Há uma relação entre cada tipo de personalidade e uma fraqueza essencial! Cada tipo de personalidade descrito no eneagrama tem uma fraqueza essencial, um vício básico da alma. Portanto, não se trata apenas de realidades psicológicas, mas também essência. O Eneagrama se relaciona com os sete pecados capitais no ocidente e com os nove do oriente.

4. Os nove tipos de personalidade - É importante ao entrarmos em contato com cada tipo de personalidade descrita no Eneagrama, que saibamos que tais descrições são sínteses, amostras que não esgotam a complexidade do ser humano. Os tipos descritos são padrões gerais, todavia, cada indivíduo pode ser uma variação dentro destes padrões. É como as cores. Falamos em vermelho como cor geral, mas dentro desta cor existem tonalidades e variações. Portanto, o Eneagrama é um sistema dinâmico onde os tipos interagem entre si. Não é uma tipologia estática.

Anotações: _____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 10


ALGUMAS OBSERVAÇÕES: 1. Você vai achar um pouco de você em cada um dos tipos, mas as características que mais prevalecerem serão aquelas que vão indicar o seu tipo. 2. As pessoas tendem a pegar o tipo que elas gostariam de ser e não aquele que elas realmente são. 3. Pessoas tendem a fazer identificação baseada num único traço. Não faça isto! Procure uma média de todos os traços descritos. Não se fixe em um ponto. 4. Dificuldades de identificação e mesmo equívocos são muito naturais! 5. Você será capaz de se conhecer a partir do eneagrama. O CENTRO EMOTIVO Os tipos que fazem parte do centro emotivo têm nos sentimentos suas maiores luzes e sombras. Quando estes tipos alcançam o melhor deles mesmos, seus sentimentos é que são o foco mais admirável da sua personalidade. Todavia, são exatamente os seus sentimentos que os desequilibram deixando os fora de sintonia consigo mesmo e com os outros. As pessoas que se encaixam no centro emotivo estão focadas em relacionamentos, afinidade, emoções, sentimentos. Os tipos 2, 3 e 4 formam o centro emotivo do eneagrama, Isto é, as pessoas que tem nas emoções o centro de suas vidas. O tipo 2 é o que mais expressa nas suas relações uma maneira afetiva relacional e de ser; o tipo 3 é o menos relacional, enquanto o tipo 4 busca não exprimir de maneira tão intensa sua maneira relacional de ser 11


TIPO 2: O AJUDADOR! Misericordioso, generoso, possessivo e manipulador - Luzes: São pessoas com uma capacidade impressionante de empatia. São compassivas, capazes de sentir com e pelos outros. Preocupadas com a necessidade dos outros, por isso mesmo têm facilidade de se colocar no lugar dos outros com quem se preocupam. São abertas aos outros e com facilidade de oferecer amizade e carinho. São calorosas, encorajadoras, apreciadoras e capazes de ver coisas boas nos outros. São muito generosas. Colocam seus dons a serviço dos outros. Preocupam-se com a saúde, a alimentação e o bem-estar dos outros. Solidárias com os que partilham dores e sofrimentos e assim com generosidade dividem o que têm. São capazes de sentir raiva sem guardar rancor. São emotivas e sensíveis (gostam de acarinhar, fazer e receber agrados). Gostam de falar sobre relacionamento e amor. Gostam de amar e ser amados à vontade, e viver para o ente amado. Geralmente tem grande número de conhecidos e facilmente chama a todos de amigos. Preserva seus relacionamentos e querem ser importantes para todos. No seu melhor: podem ser pessoas totalmente desprendidas de si mesmas, humildes, altruístas, capazes de oferecer amor incondicional. Sentem ser um privilégio participar das necessidades dos outros. - Penumbra: As pessoas do tipo 2, por quererem sempre estar por perto, podem se tornar bajuladoras. Podem vir a ter exageradas demonstrações emocionais. Sentem-se “cheias de boas intenções” para todas as coisas. Tentam ganhar os outros através de remuneração emocional. Podem se tornar intrusivas. Tornam-se pessoas que nunca acham suficiente o que fazem pelos outros, tentando criar-lhes necessidades para que possam supri-las. Desejam que os outros sejam dependentes delas, mantenha-as informadas e lhes peçam permissão e conselho. Têm um senso de importância que as faz sentirem-se indispensáveis para os outros, o que as fazem sofrer de uma síndrome de messias (o resgatador das necessidades, o salvador indispensável). Sempre esperam ser reconhecidas pelo que fazem. São pessoas altamente manipuláveis por não conseguirem dizer não aos pedidos que lhe fazem, mesmo que depois se recriminem de terem cedido.

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- Sombras: Por sentirem-se rejeitadas e não apreciadas, as pessoas deste tipo, podem se tornar ressentidas e amargas. Com medo de perder os outros, tentam diminuir suas competências e acentuar sua habilidade somente para sentirem-se necessárias. Podem se tornar extremamente possessivas e manipuladoras a ponto de coagir e cobrar tudo quanto fizeram. São capazes de se desculparem ao extremo o que fazem, somente para se sentirem vítimas da ingratidão do outro e isso justificar qualquer coisa. Se falhar o agradecimento (“Como podem fazer isso comigo depois de tudo que fiz? ”). A queixa se torna um hábito para que os outros reconheçam o que lhe devem. Pessoas com um eu múltiplos, pois variam de identidade para agradar e ajudar os outros. Vivem sob a compulsão de estarem sendo usados.

- Passado: Quando crianças, as pessoas do tipo 2 podem ter vivido em um lar no qual só conheceram um amor condicional: tinham que fazer ou demonstrar algo para serem aceitas. Neste contexto, o amor de pessoas influentes teve que ser “comprado” por suas manifestações de ajuda e carinho . Assim, quando crianças, aprenderam que se encaixavam e eram aceitas pela família servindo e agradando os outros e, por causa disto ganhavam amor e louvor. Podem, em um nível mais profundo, terem se sentido rejeitadas pela figura protetora da casa, isto é, a pessoa responsável no sistema familiar pela estrutura, direção e disciplina. Frequentemente, mas nem sempre, esta é a figura paterna. Não conectadas ou identificadas com a figura paterna, buscaram então uma identificação com a figura nutridora (na maioria dos casos, a mãe) e assim, para se defenderem dessa rejeição, criaram então este modelo nutridor, ajudador, apoiador para serem aceitos.

- As motivações e desejos básicos: As pessoas do Tipo 2 desejam basicamente serem amadas. Por isso mesmo, têm um medo muito forte da rejeição. Para serem aceitas e amadas, expressam de maneira intensa e visível seus sentimentos aos outros, a fim de serem apreciadas e sentirem que os outros precisam delas. No fundo, desejam que os outros respondam ao seu forte clamor interno por aceitação e amor.

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- Idealização e queixa escondida: As pessoas do tipo 2 têm um pensamento básico sobre si mesmas: “Eu sou uma pessoa sensível, misericordiosa, amável e gosto de ajudar”. Esta idealização de si mesmas fazem com que elas, quando não correspondidas nas suas expectativas, vivam sob o peso de uma queixa fundamental: “Eu sempre amo mais as pessoas do que elas a mim; estou sempre ajudando e nunca sou reconhecido. Dei demais e na hora que eu preciso não recebo”. - Tentação ou erro básico: As pessoas do tipo 2 erram basicamente ao cederem a tentação de pensar que não têm necessidades e estão sempre bem-intencionadas. Erram por nunca, ou quase nunca, desconfiarem de que por trás da sua ajuda existe uma lista de cobranças e necessidades a serem satisfeitas em troca da ajuda oferecida. Erram ao caírem na tentação de não querer enxergar suas próprias necessidades e não percebem o quanto procuram manipular os outros para preencher a sua. Erram por acreditar que o seu valor depende ou está relacionado com a resposta positiva do outro e, que somente se outro responder daquela maneira que eles escolheram, se sentirão amadas e valorizadas. - Estilo de comunicação: O discurso das pessoas do tipo 2 ou a maneira característica com a qual se comunicam é através do elogio, da lisonja, do aconselhamento, da tentativa de salvar com a sua conversa a situação daqueles que se encontram necessitados.

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CONHEÇA SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 1. Os médicos não sabem por que fico doente com tanta frequência, embora eu ache que as doenças que tenho tido já vão além da minha cota. 2. Por amar muito, também sofro muito, sobretudo por que as pessoas me acham satisfeito e não se interessam muito por minhas necessidades. 3. Um dia, os outros terão de cuidar de mim como eu tenho cuidado deles. 4. Não acho que manipulo os outros, mas quando às vezes faço, é para conseguir que façam o que é mais conveniente. 5. Se faço algo por uma pessoa e às vezes menciono isso, é apenas para ajudá-la a ter consciência de que me interesso por ela. 6. Francamente, sou uma pessoa muito generosa e considerada, e os outros tem sorte de me terem como amigo. 7. Talvez, eu seja demasiado bom; deveria pensar mais em mim, em vez de interessar-me tanto pelos outros. 8. Acredito que eu “necessito de ser necessitado”; mas, isso não acontece com todo o mundo? 9. Não acredito que seja possessivo com as pessoas, embora sinta que me custa “soltar” aquelas que são importantes para mim. 10. Gosto de estar rodeado de minha família e meus amigos e fico feliz quando me pedem conselhos e orientações. 11. Penso muito nos meus amigos e nas minhas amizades e acho que poderia contar facilmente cinco ou dez amigos íntimos. 12. É bom estar próximo das pessoas e não me envergonho de expressar meus sentimentos, especialmente abraçando e beijando amigos. 13. Faz parte do ser um bom amigo permitir que os outros saibam o quanto lhes quero bem. 14. O valor maior na vida é o amor. O que seria a vida sem amor? 15. Sou uma pessoa carinhosa, e meus sentimentos pelos outros me fazem estar profundamente interessado neles. 16. Fico feliz quando acontecem coisas boas aos outros e faço um esforço extraordinário para ajudar os outros do jeito que posso. 17. Posso ser abnegado sem chamar a atenção sobre mim mesmo ou sobre o que fiz pelos outros. 18. Pode ser que algumas pessoas me considerem um santo, mas conheço minhas imperfeições e não me vejo assim. 19. As pessoas acham que sou altruísta e me preocupo verdadeiramente com o bem-estar dos outros. 20. No meu melhor estado, quero bem aos outros incondicionalmente e não me preocupo se as pessoas retribuem o que faço por elas. 15


DICAS DE CRESCIMENTO Procurar ver as necessidades dos outros e ajudá-los. Se você dá aos outros o que realmente precisam – não necessariamente o que os outros desejam ou, o que você acha que lhes vai agradar além de os ajudar, estará evitando conflitos com eles e consigo mesmo. Ser generoso sem esperar recompensa. Valorize e estimule as potencialidades dos outros. Se você for uma pessoa boa, os outros irão procurá-lo livre e espontaneamente. Nunca você conseguirá espaço na vida de uma pessoa manipulando-a. Tomar consciência das motivações, do que você pretende, da tendência a controlar as pessoas, de suas agressões, de sua língua feroz e outros elementos negativos que possam aparecer em sua personalidade: isso transparece para os outros e os afasta de você. Resistir à tentação de chamar a atenção sobre si mesmo e suas boas obras. Quando fizer algo de bom pelos outros, não lhes fique lembrando isso, pois apenas conseguirá que se sintam incomodados. Não estar sempre “fazendo coisas” pelos outros nem procurar agradar dando presentes ou elogiando sem razão. Não deixe de ajudar só porque os outros não retribuem do jeito que esperava. Ajude os outros quando eles tiverem necessidade, procurando, sobretudo que sejam capazes de caminhar com os próprios pés. Conter a tendência de fazer novas amizades e curtir novas companhias, pois, embora isso seja excitante, pode levá-lo a descuidar das amizades antigas e a deixar de lado os compromissos que tem com outras pessoas. Procurar agir mais nos bastidores, trabalhando para o bem dos outros sem que isso apareça. Lembre-se que ocupar um espaço na vida dos outros é um privilégio e não um direito seu. Não ser possessivo nas amizades: partilhe seus amigos com outras pessoas, pois o amor genuíno é suficiente para todos. Tomar consciência da ambiguidade das motivações: às vezes as suas intenções são boas, mas, por trás delas, há um desejo de aparecer e satisfazer suas próprias necessidades. Amar desinteressadamente. Essa é uma das maiores capacidades humanas e será sua maior conquista: amar os outros e valorizá-los por aquilo que são. 16


TIPO 3: O REALIZADOR Motivador, competente, ambicioso e pragmático - Luzes - São pessoas seguras de si mesmas, energéticas e com uma autoestima em alta. Acreditam em si mesmas e sabem valorizar-se. São pessoas com uma boa capacidade de adaptação a situações diferentes; atrativas e populares. Estão sempre buscando o ideal de si mesmas tentando fazer as coisas da maneira mais eficiente. São habilidosas e focalizadas em realizar tarefas com eficiência e competência, fixando metas e atingindo-as. Podem ser excelentes comunicadores, encorajadores e promoters, vendendo uma ideia com muita competência. São pessoas que realmente fazem acontecer as coisas. São pessoas que têm a capacidade de inspirar outras a serem melhores e a desenvolverem-se. Têm facilidade de se identificar com a organização a que pertencem e hábeis em criar um bom ambiente de trabalho. No seu lado mais luminoso, podem tornar-se muito autênticas, desenvolver uma retidão interior muito intensa e podem ser bondosas e genuinamente modestas. - Penumbra - Tornam-se guiadas pelo seu conceito de sucesso, vivendo a partir do valor que dão a si mesmas. Focalizam-se na sua performance e estão quase sempre na dependência da apreciação da sua atuação. Altamente dependentes do elogio dos outros. O combustível que os move é o elogio. Necessidade de ser o melhor naquilo que fazem. Comparam-se o tempo todo com os outros. Forte empatia com o status social: vencedor e perdedor, assim a vida acontece para eles. Perdem contato com os seus sentimentos mais íntimos e com o seu mundo interior, pois estão focalizadas no fazer. Não permitem a entrada dos outros em sua intimidade e têm reais dificuldades de permitirem que os outros possam chegar realmente perto do seu coração. Narcisistas por natureza inflacionam seus talentos e qualidades. Mantêm uma programação atulhada, sem tempo livre para que os sentimentos possam aflorar. São viciados em trabalho. Pessoas com uma ótima aparência de sucesso exterior, sempre para cima, quando obtêm algum sucesso sabem usar isso a favor de sua imagem, mas por dentro trabalham duro para manter toda esta exterioridade.

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- Sombras - Medo do fracasso e da humilhação, por isso tentam convencer a si mesmas que realmente são pessoas superiores. Não querem lidar com o seu furacão interior, não admitem ter problemas e geralmente desembocam num quadro de depressão. Podem se tornar exploradoras e oportunistas, ambiciosas do sucesso dos outros, estando dispostas a fazer o que for preciso para terem sucesso. Podem se tornar mentirosas compulsivas e patológicas, para encobrir os seus fracassos. No extremo podem se tornar pessoas com um alto poder de sabotar o outro, somente para firmar o seu sucesso e ainda podem se tornar no extremo, pessoas vingativas e violentas, dispostas a tudo a fim de apagar qualquer vestígio de seus fracassos. - Passado - Quando crianças, aprenderam que se encaixavam e eram aceitas pela família em função de sua performance e capacidade de realização. Eram mais perguntadas por suas realizações do que por suas emoções. Podem, em um nível mais profundo, terem se ligado à pessoa que mais recompensava emocionalmente. Esta é frequentemente, mas não sempre, a figura da mãe. Via de regra, as pessoas do tipo três são muito ligadas a figura nutridora da casa (na maioria das vezes a mãe). Aprenderam a controlar e a ocultar emoções canalizando a energia para as realizações que lhe asseguravam o papel de serem amadas. - As motivações e desejos básicos - As pessoas do tipo 3 querem basicamente sentirem-se valorizadas e afirmadas, distinguidas dos outros, admiradas e cativar a atenção. O fracasso é o medo e temor básico dessas pessoas. - Idealização e queixa escondida - As pessoas do tipo 3 idealizam-se dizendo: “Eu sou competente”. Esta idealização provoca sua queixa básica quando nem tudo sai como esperado: “Eu sou superior e os outros é que têm inveja de mim”. - Tentação, mecanismo de defesa e erro básico - A grande tentação dessas pessoas é a busca radical da posição de vencedoras. Por isso mesmo, fogem da rejeição e do fracasso para manterem este papel, quase sempre jogando a culpa nos outros. Seu erro básico é estar constantemente pressionando a si mesmas para serem as melhores. Pensam 18


que o seu valor vem da sua performance e da sua imagem externa: quão bem-sucedidas são em termos de riqueza, posição social e realizações profissionais. Tem na identificação o seu mais forte mecanismo de defesa. Isto é, por identificarem-se sempre com o papel de vencedoras, defendem-se através desta identificação das suas reais necessidades, sentimentos e fracassos. - Discurso - O discurso das pessoas do tipo 3 ou a maneira característica com a qual se comunicam é através da propaganda, da motivação, da tentativa de vender sempre uma ideia.

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CONHEÇA SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 1. Se as pessoas me humilham de alguma maneira, posso fazer coisas ruins para me vingar delas, e geralmente faço isso. 2. Tive vários relacionamentos em que a outra pessoa ficou de mal comigo quando nos separamos, mas elas têm de aprender a responsabilizar-se por si mesmas. 3. Muitas pessoas me conhecem como sou, embora eu não goste de me aproximar delas, pois acho que, se pudessem me utilizariam. 4. Às vezes, enveredei por atalhos para chegar na frente dos outros; mas todo o mundo faz isso, por que me preocupar? 5. Acho-me melhor que a maioria das pessoas: mais inteligente, mais elegante, consigo mais êxito... 6. Há “vencedores” e “perdedores”, e eu, definitivamente, sou um vencedor. 7. Para mim, é importante o que os outros pensam a meu respeito, e fico chateado quando alguém faz uma má imagem de mim. 8. Quando alguma coisa não funciona bem, é preciso mudar a estratégia e fazer o necessário para obter o que desejamos. 9. As pessoas criam sua própria realidade. Se não querem agir ou se fracassam, essa foi a sua opção e terão de aceitá-la. 10. Se a pessoa quer ter êxito, é importante projetar uma imagem adequada. 11. Querer causar uma boa impressão não tem nada de mal, mesmo que para isso a pessoa se apresente como gostaria de ser e não como realmente é. 12. Sou eficiente, sei como conseguir que as coisas aconteçam e não aceito que a agenda de outras pessoas se interponha no meu caminho ou na minha carreira. 13. Sei que sou competitivo; aqueles que não o são, talvez sejam perdedores que não conseguem enfrentar a realidade. 14. Os outros geralmente não o dizem, mas posso assegurar que frequentemente ficam com ciúmes de mim, por uma ou outra razão. 15. Sempre me distingo de alguma forma das pessoas comuns, e os outros me veem como alguém que sobressai, como um “triunfador”. 16. Sou ambicioso e acho que os outros também deveriam dedicar tempo e esforço para se aperfeiçoarem. 17. Tenho muita autoestima. Sinto-me valioso e desejável e gosto de ser quem sou. 18. Os outros me veem como uma pessoa segura de si mesma e equilibrada, como alguém que tem muita autoestima. 19. É fácil me afirmar a mim mesmo como pessoa, porque me sinto útil e valioso. 20. Aceito-me como sou e sou honesto acerca de minhas limitações e qualidades. 20


DICAS DE CRESCIMENTO­ Desenvolver o amor e a cooperação nos relacionamentos. Evite humilhar os outros, excluí -los de situações ou dar-lhes a impressão de serem inferiores. Tenha consciência de seus sentimentos e necessidades, pois isso o ajudará a ser uma pessoa mais amorosa, um amigo mais fiel e mais agradável. Ser sincero: honestidade a respeito de seus êxitos, sem querer exagerá-los ou impressionar os outros. Ser confiável: capaz de guardar segredos e confidências, resistindo à tentação de usá-los em benefícios próprio. Desenvolver consciência social: você é parte de uma sociedade/comunidade e lhe deve muito. Por isso, tome consciência de sua tendência a sentir-se no direito de obter o que deseja à custa dos outros. Uma tendência de sua personalidade desintegrada é a de utilizar os outros... Procure dar mais do que recebe. Não se adaptar às expectativas dos outros, como camaleão. Procure guiar-se por suas melhores qualidades e desenvolva suas próprias atitudes e valores. Apoiar e estimular os outros. Procure dar atenção aos outros e expressar sua admiração por eles, em vez de buscar isso para si. Assim você se sentirá melhor consigo mesmo, e seus relacionamentos serão mais felizes se forem baseados na cooperação e não na competição. Utilizar as qualidades em benefício do grupo a que pertence e das pessoas que dele fazem parte. Você tem muita energia e sentido de humor, capacidade de organização e jeito para infundir entusiasmo. Não exagerar a importância do que faz: muitas vezes, por exagerar na avaliação de seus êxitos, você fica furioso quando sente que os outros os menosprezam ou não o elogiam como esperava. Conter a tendência à competição: ela leva à hostilidade, ao desprezo dos outros e a frustrações. Você terá um êxito mais autêntico se conseguir eliminar esses sentimentos. Não se comparar com os outros nem se irritar com os êxitos alheios. Concentre-se em desevolver o melhor de si mesmo e não se preocupe com os outros. 21


TIPO 4: O ROMÂNTICO Intuitivo, sensível, individualista e melancólico - Luzes: Por serem pessoas muito introspectivas têm uma boa consciência de si mesmas. São pessoas com uma consciência muita apurada dos seus sentimentos. Por serem muito sensíveis captam com muita precisão os sentimentos que estão ao redor. Pessoas com uma incrível capacidade intuitiva e sensibilidade nas relações. São gentis, tocáveis e compassivas. Pessoas em busca de si mesmas. São muito criativas com tendência a artes, teatro e literatura. Pessoas capazes de transformar coisas simples e ordinária em arte. Vivem numa constante busca pelo belo, um anseio forte pela poesia. Ajudam os outros a descobrirem o belo que está por trás de todas as coisas. Têm um faro muito especial para coisas originais e diferentes, tem um gosto muito apurado. São pessoas muito inspiradas e inspirativas, com uma capacidade enorme de autorenovação.

- Penumbra: A criatividade excessiva pode gerar fantasia da realidade. Como são pessoas orientadas por sentimentos, apaixonam-se com muita facilidade. Por serem pessoas muito voltadas para dentro, interiorizam muito os sentimentos e trazem muitas coisas para o campo pessoal. São hipersensíveis. São temperamentais. Podem se tornar sonhadores melancólicos. Habitam melhor o mundo da subjetividade e do simbólico. - Pouco práticos e não tão produtivos, não realizadores. Querem parecer criativos, exóticos e extravagantes. Tendem para o esoterismo, para o excesso no vestir. Sentem-se diferentes demais. Têm profundas dificuldades em lidar com leis, autoridades, acham que o mundo deve ser uma grande realidade ecumênica sem proibições ou divisões. Podem cair numa amoralidade. Por tudo isso, sentem-se uma carta fora do baralho. Fogem do trivial e do comum. Têm horror a banalidade do dia a dia. Têm muita dificuldade de lidar com tudo que é normal, mediano e sem estilo. Não se interessam por possuir coisas, desejar é mais importante do que ter.

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- Sombras: Quando seu sonho e fantasias não se realizam, tornam-se furiosos com os outros por não darem a eles o suporte necessário. Vivem atormentados pelos seus fracassos e desejos não realizados. Insatisfação sempre presente. Não amam o que têm, algo está sempre faltando. Possibilidade de abuso de drogas e álcool. Profunda oscilação entre fases de hiperatividade e períodos depressivos. Tendência a desenvolver uma personalidade maníaco-depressiva. - Passado: Provavelmente na infância as pessoas do tipo 4 não estabeleceram forte conexão com nenhum dos pais. Sentiam-se diferentes tanto do seu pai quanto da sua mãe. Muito provável que a ausência real dos pais ou uma presença pouco inspirativa, os tenha levado a buscar em si mesmas e não fora, sua real identidade. É esta ausência de modelos positivos capazes de formar a sua identidade, que explica a busca por si mesmo tão característica de pessoas deste tipo. Pode ser também que na infância, tiveram geralmente a experiência de que o mundo era insuportável e sem sentido – ligada à dolorosa experiência de perda (abandono: real ou emocional). Com a sensação do amor que não se teve ou se perdeu, voltaram-se então para a fantasia, a fim de buscar o grande amor perdido. - As motivações e desejos básicos: Pessoas do tipo 4 querem ser elas mesmas e expressarem-se de uma maneira singular e criativa; desejam achar o seu parceiro ideal, buscam retirar-se para o seu mundo interior a fim de proteger seus sentimentos. Seu medo básico é de não ter identidade ou significado pessoal. - Idealização e queixa escondida: As pessoas do tipo 4 se queixam exatamente do que idealizam de si mesmas: “Eu sou diferente dos outros, eu realmente não me encaixo”. - Tentação, mecanismo de defesa e erro básico: A tentação básica dessas pessoas é a sublimação artística. Isto é, tais pessoas sempre ou quase sempre, somente se expressam através da sua arte. São tentados, portanto, a mostrarem o seu interior não tão bonito, camuflado pela beleza da sua arte. Esta é a razão pela qual alguns se sentem muito mais à vontade com a sua arte do que com as pessoas. Cometem dois erros básicos: busca por uma autenticidade compulsiva e não valorizar o real, fugindo para o subjetivo. 23


- Discurso: O discurso das pessoas do tipo 4, ou a maneira característica com a qual se comunicam é através da poesia, da linguagem subjetiva e cheia de metáforas, do abstrato, do lírico.

“Se alguém é capaz de realizar algo, qualquer pessoa, aplicando os mesmos passos, poderá fazer o mesmo”. Desconhecido

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CONHEÇA SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 1. A vida é cheia de dor, perdas e tristezas; pelo menos, a minha vida tem sido assim. 2. Já pensei em suicídio: é uma saída que algum dia poderia ver-me forçado a tomar. 3. Eu me critico muito: há uma certa voz interior que me diz as coisas mais cruéis e depreciativas. 4. Parece que não consigo “juntar os pedaços” e me arrumar. Não sei por onde começar e, se consigo progredir um pouco, parece que tudo pode se perder de uma hora para a outra. 5. Os outros parecem ser mais felizes do que eu; tenho a sensação de estar emocionalmente ferido e incapaz de viver harmoniosamente. 6. Há momentos em que sinto tanto tédio das pessoas, que nem sequer consigo estar no mesmo ambiente que elas e, muito menos, dizer-lhes o que me chateia. Isso é doloroso para mim. 7. Quando me sinto vulnerável, a tendência é me retrair dentro da minha couraça, para me proteger e não continuar sendo ferido. 8. Frequentemente me sinto incomodado com as pessoas, incluindo meus amigos, e nem sempre sei o pôr que; talvez, simplesmente, eu seja uma pessoa solitária. 9. Quando alguém diz algo que me perturba, não consigo fazer outra coisa senão refletir profundamente sobre isso, até resolver tudo. 10. Talvez os outros achem que não sou decidido ou suficientemente ambicioso, mas ser agressivo ou competitivo não faz parte de mim. 11. Eu me questiono a respeito de tudo: minhas motivações minhas atitudes, o que digo a alguém, se serei ou não competente para certa tarefa, a ponto de às vezes isso me impedir de fazer outras coisas. 12. Tenho sensibilidade poética, mesmo que isso, infelizmente, me faça sentir melancólico e emocionalmente vulnerável. 13. Dedico muito tempo a longas conversas e a fantasiar sobre elas na minha imaginação. 14. Felizmente ou infelizmente, tenho uma imaginação muito viva e sou capaz de criar um mundo de fantasias que é muito real para mim. 15. Tenho consciência do que sinto e procuro ser honesto comigo mesmo a respeito do que os meus sentimentos me dizem. 16. A força da minha criatividade provém da expressão de meus sentimentos mais profundos, seja pessoalmente ou de forma artística. 25


17. Estou profundamente convencido de que devo ser fiel a mim mesmo e, na medida do possível, procuro atuar de maneira autêntica. 18. Quando sigo as minhas intuições, quase nunca me engano. 19. Nos meus melhores momentos, sou capaz de criar algo que parece brotar do nada, como um tipo de “inspiração”.

DICAS DE CRESCIMENTO Não dar tanta atenção a seus sofrimentos: para você eles não são uma fonte de apoio, igualar -se com eles pode ser um erro fatal. Seus sentimentos revelam apenas como você está neste momento, mas você é muito mais do que isso. Assim, é necessário desarmar a tentação de achar que para se compreender e poder atuar, é preciso compreender primeiro seus sentimentos, especialmente os negativos. Comprometer-se com um trabalho produtivo, significativo, que contribua para o bem-estar próprio e dos outros. Evite ficar adiando as coisas até sentir ânimo para fazê-las. Trabalhar constantemente no mundo real o ajudará a se descobrir e sentir-se mais feliz. Comprometer-se com algo que seja útil e bom: a autoconfiança e a autoestima dependem de experiências positivas... Você precisa buscá-las, mesmo que não esteja preparado. Adotar formas concretas de autodisciplina: nos horários ou nos exercícios, pois isso terá um efeito fortalecedor. Se a autodisciplina brotar de uma opção sua, ela não será contrária à sua liberdade ou individualidade. Isso lhe dará o contrário do efeito debilitante que a fantasia, a sensualidade e os vícios provocam em você. Evitar as cargas de conversas na imaginação, especialmente quando são negativas, cheias de ressentimento ou exageradamente românticas. Elas são pouco realistas. Em vez disso, você precisa começar a viver o concreto.

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Partilhar abertamente com alguma pessoa em que você confie. É importante para você expressar espontaneamente seus sentimentos e ter alguém que reaja a eles honestamente. Relacionar-se com outra pessoa será uma forma mais segura de “se encontrar a si mesmo”. Assumir trabalhos concretos de serviço comunitário: isso lhe dará uma melhor perspectiva de si mesmo, e o fará menos retraído. Evitar a baixa autoestima: superar a autocompaixão, a queixa a respeito dos pais, as recordações da infância triste, do passado insatisfeito, dos relacionamentos fracassados, a ideia de que ninguém o compreende. Seu autoconhecimento deve ajudá-lo a tomar consciência dos efeitos de sua autoestima. Não interpretar tudo de forma pessoal: supere sua hipersensibilidade, que o leva a pensar que tudo o que os outros dizem é dirigido contra você. Procure ser mais crítico acerca dos comentários dos outros e menos crítico em relação a si mesmo. Ser amigo de si mesmo: você é melhor amigo dos outros que de si mesmo, faz e diz de si mesmo coisas que nunca sonharia dirigir a outra pessoa. Seja menos hostil e menos depreciativo em relação a você e mais interessado no seu verdadeiro bem-estar.

Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 27


CONTRADIÇÕES, CURIOSIDADES E COMPARAÇÕES DOS TIPOS DO CENTRO EMOTIVO

• A contradição básica do tipo 2 está em que ao mesmo tempo em que amam genuinamente, buscam recompensa e retorno por este amor. • O tipo 3 de todos os tipos do centro emotivo é aquele que mais longe está dos sentimentos. Afasta-se o máximo que pode dos seus reais sentimentos, pois sua visão está focada no fazer, no realizar. Sua contradição é que por mais que fuja dos seus sentimentos, ele essencialmente está no centro emotivo do eneagrama, é um ser cujas emoções lhe dominam a vida. • O tipo 4 vive a contradição da abertura e do fechamento, da expressão e do recolhimento. Busca-se ao máximo se expressar e ser autêntico, mas ao mesmo tempo foge para o mundo interior, o mundo subjetivo que é o mundo das emoções. Abre-se através da sua arte, mas é individualista, introspectivo e fechado. • O tipo 2 está voltado para pessoas, o tipo 3 para realizações e o tipo 4 para si mesmo. • Enquanto os tipos 2 e 3 são pessoas voltadas para fora e facilmente conectáveis, o tipo 4 é um ser voltado para dentro. • O tipo 2 vive para agradar os outros, o tipo 3 vive para ser admirado pelos outros, enquanto o tipo 4 vive para si. • O tipo 2 para ser amado procura servir ao próximo. O tipo 3 para ser amado procura realizar com eficiência suas tarefas. O Tipo 4 para ser amado procura revelar-se através da sua arte.

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O Centro Racional Os tipos que fazem parte do centro racional têm nos pensamentos suas maiores luzes e sombras. Quando estes tipos alcançam o melhor deles mesmos, seu racional é o foco mais admirável da sua personalidade. Todavia, é exatamente a sua racionalidade que os desequilibram deixando-os fora de sintonia consigo mesmo e com os outros. As pessoas que se encaixam neste centro estão focadas em visão, consciência, reflexão, articulação do pensamento, significado das pessoas e da realidade. Os tipos 5, 6 e 7 formam o centro racional do eneagrama, isto é, as pessoas que tem na razão o centro de suas vidas. O tipo 5 é o que mais expressa nas suas relações sua maneira racional de ser, o tipo 6 é o menos racional enquanto o tipo 7 busca não expressar intensamente, mas reprimir sua maneira racional de ser. 29


TIPO 5: O OBSERVADOR Perceptivo, investigador, isolado e intimista - Luzes: Uma capacidade incrível de observação e de percepção da realidade. São pessoas com uma forte atividade mental e, portanto, com uma capacidade de inteligência muito aguçada. Estão constantemente excitadas por adquirir conhecimentos; frequentemente terminam se tornando experts em alguma coisa. São pensadoras independentes, inovativas, altamente imaginativas, com boas ideias originais. A capacidade mental é equilibrada com sentimentos de compaixão e misericórdia. No seu melhor, podem se tornar incríveis exploradoras, cabeça aberta, com capacidade de analisar todo o contexto, toda realidade. Podem se tornar descobridoras. Podem ser boas ouvintes e ajudarem aos outros a perceberem melhor a si mesmos e ao mundo que lhes cerca. São pessoas gentis, delicadas, corteses e ternas. - Penumbra: Pessoas que conceitualizam tudo antes de agir. Veem a vida como estando dentro de um castelo e de cima da área de observação analisam a todos; mas veem os que dele se aproximam como invasores. Retiram-se do mundo para habitar o seu mundo interior de conceitos e imaginação. Podem se tornar intelectualizados demais. Gastam muito tempo em pequenas áreas da vida enquanto outras são negligenciadas. Altamente especulativas. Preocupam-se mais com sua visão e interpretação do que com a realidade. Desconectadas do mundo prático. Tendem a se tornar reativas a pessoas que as impeça de fazer estas viagens interiores. Podem se tornar cínicas e argumentativas, defensivas ao extremo. Vivem uma busca compulsiva por privacidade. Não gostam da interação - relacionamentos cansam. Autocontrole abusivo. Busca pela previsibilidade, saber com antecedência o que vai acontecer, o que as leva a ter dificuldade de lidar com o inesperado. - Sombras: Rejeitam e repulsam qualquer ligação social. Temem laços concretos. Tornam-se reclusivas e isolados das pessoas e realidades. Incrivelmente secretivas e mentalmente instáveis. Forte depressão e niilismo são muito comuns. São umas esponjas. Tudo veem, tudo observam. - Passado: Pode ser que tenham sido pessoas invadidas e muito exigidas na sua infância e por isso buscaram um ninho para se defenderem da invasão e, por isso estes refúgios se tornaram mais importantes do que as relações. Podem ter sido rejeitadas, por isso se fecharam, e aprenderam naturalmente a se desconectar, a não expressar o sentimento, pois entendem a vida a partir deste isolamento.

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- As motivações e desejos básicos: Desejam ser capazes e competentes, para gerenciarem um corpo de conhecimentos, para explorar a realidade, para permanecer não perturbado pelos outros, para reduzir as suas necessidades. Temem basicamente serem invadidos. - Idealização e queixa escondida: A idealização das pessoas do tipo 5 baseia-se na sua capacidade de observação e sabedoria: “Eu sou uma pessoa observadora e por isso sou sábio”. Daí nasce sua queixa: “As outras pessoas não podem entender as coisas que eu entendo ou apreciá -las da maneira que as aprecio”. - Tentação, mecanismo de defesa e erro básico: Substituir a realidade pelo pensamento excessivamente abstrato e o exagero de análise. Identificarem-se a si mesmas como estando desconectadas do mundo e podem ser assim observadoras. Seu mecanismo de defesa básico é o isolamento, pois o que mais temem é a conexão e os laços concretos. Portanto, se defendem do seu temor isolando-se. - Discurso: O discurso das pessoas do tipo 5, ou a maneira característica com a qual se comunicam é através da sistematização, da linguagem excessivamente arrumada, de conceitos, uma linguagem filosófica.

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1. CONHECENDO SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 2. Pode ser que meus pensamentos mais secretos sejam estranhos e aterradores, mas eles expressam a minha visão do mundo. 3. Meus pensamentos parecem ter vida própria: veem um atrás do outro, com tanta velocidade, que fica difícil frear a mente, relaxar ou conciliar o sono. 4. É mais fácil e mais seguro viver sozinho, não gosto que os outros se aproximem muito ou saibam o que estou fazendo ou pensando. 5. A maior parte das religiões satisfazem as necessidades infantis e supersticiosas, sem as quais as pessoas não podem viver. 6. Na realidade, a maioria das pessoas é demasiado estúpida para compreender o que está ocorrendo ou para captar seja o que for. 7. Sou fascinado por assuntos políticos, especialmente porque sempre desconfio daqueles que têm algum tipo de poder sobre mim. 8. Algumas vezes descobri introspecções extraordinárias, uma “chave de leitura” que explica muitas outras coisas e já vinha sendo largamente procurada. 9. Geralmente o gênio é incompreendido, e as minhas teorias são avançadas para o nosso tempo. 10. Habitualmente minhas relações são tormentosas, assusto os outros com a minha curiosidade, intensidade, paixão e desejo de compreendê-los profundamente. 11. As minhas ideias são tão complexas que ás vezes tenho dificuldade de expressá-las e os outros também têm dificuldade de compreender o que estou tentando explicar. 12. Algumas pessoas têm rido de mim porque pensam que sou um pouco estranho. Já me chamaram de “rato de biblioteca” ou “doido”, e acho que, até certo ponto, isso é verdade. 13. Sou uma pessoa bastante intensa: posso concentrar-me totalmente em meus interesses, porque me envolvo completamente neles. 14. Tenho uma atração pela investigação e pelo saber, e gostaria de um dia ser um especialista ou um perito em alguma área, reconhecido mundialmente. 15. O conhecimento me encanta: deixem-me sozinho com um livro e serei perfeitamente feliz. 16. As pessoas me procuram, buscando respostas para perguntas técnicas ou acadêmicas, porque acreditam que eu saiba do que estou falando. 17. Acho que tenho tido mais pensamentos originais e inovadores que o comum das pessoas. 18. Parece que sou capaz de prever o resultado das coisas, antes que elas aconteçam. 32


DICAS DE CRESCIMENTO Analisar menos e observar mais: você procura entender o ambiente, mas às vezes tem ideias preconcebidas sobre a realidade, em vez de observá-la. Use mais sua capacidade de observação, em vez de ficar elaborando teorias fantásticas e especulações intermináveis. Aprenda a ficar calmo, de modo sadio: pela tendência a ser muito intenso e excitável, você tem dificuldade de relaxar. Será útil usar algo (exercícios, técnicas, meditações, esporte...). Que o ajude a canalizar sua grande energia nervosa. Fazer opções concretas, a partir das muitas possibilidades que vê: conseguir escolher, ver o que é mais importante. Aceitar o conselho de alguém poderá ajudá-lo a ter mais segurança em seus próprios julgamentos e a confiar em outras pessoas. Não tirar conclusões precipitadas: às vezes, há tendência de formar opiniões com base em poucas evidências e isso pode causar problemas, sobretudo nos relacionamentos. Mantenha a cabeça aberta e dê às pessoas uma segunda oportunidade, à medida que vai obtendo mais informações sobre elas. Confiar em alguém: é importante ter alguém amigo com quem você partilha porque confia, sem medo de conflitos. Esse medo não pode fechá-lo: é preciso entender que os conflitos se enfrentam e são solucionáveis. Isolar-se para evitar conflitos não resolve. Cooperar mais, evitando ser solitário. Mesmo que isso vá “contra a sua natureza”, será útil aprender apoiar e cuidar das pessoas. Preocupar-se com os outros, fazendo com que eles se sintam à vontade junto de você. às vezes, há a tendência de deixar os outros se sentirem meio incômodos. Você pode mergulhar tão intensamente 33


no que o interessa, nas suas ideias fascinantes, que tende a esquecer determinadas delicadezas que ajudam o outro se sentir acolhido. Utilizar os dons em benefício dos outros e não contra eles: se você perceber a tendência de menosprezar aqueles que considera menos inteligentes, procure aceitar as suas próprias limitações intelectuais, sem ser cínico ou duro em seus juízos. Mesmo que suas capacidades intelectuais sejam superiores, isso não lhe dá o direito de se julgar melhor que os outros. Auto analisar-se quando há conflito: se os outros se afastam ou reagem de forma antagônica, procure ver se não terá sido você – e não eles – quem começou esse distanciamento. Desenvolver a compaixão pelos outros: você tem grande capacidade de compreensão, procure cultivar a empatia. Ao ver os outros com compaixão e carinho, seus sentimentos mais ternos poderão emergir e suavizar seus pontos mais ásperos, ajudando-o a ser uma pessoa mais confiante, relaxada e feliz. Não fique só restrito à cabeça: utilize mais o coração.

Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________

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TIPO 6: O DESCONFIADO Leal, engajado, desconfiado e inseguro - Luzes: São pessoas engajadas e engajáveis, não ficam em cima do muro, tomam partido e vão em frente. São pessoas com capacidade grande de trabalho e são muito confiáveis. Pessoas com uma alta capacidade de comprometimento e lealdade, para com aqueles a quem amam: amigos, família e etc. São pessoas de ação e que não fogem a desafios. São pessoas com um bom nível de confiança em si mesmas, com uma capacidade forte de se deixarem guiar por suas intuições. São pessoas independentes, mas ao mesmo tempo, com um bom espírito cooperativo. - Penumbra: Têm a tendência a desconfiarem de si mesmas, assim buscam qualquer coisa que seja capaz de dar estabilidade e confiabilidade que não encontram em si mesmas. Esta autodesconfiança os torna cautelosas, medrosas, desconfiadas; sempre farejando perigo. São obsessivas por segurança. Revelam uma forte ansiedade sobre o futuro e estão constantemente vigiando, buscando a todo custo antecipar problemas, cobrir todas as bases. E, mesmo assim não sentem que fizeram o bastante para assegurarem-se. Quanto mais ansiosas, tanto mais comprometidas, tanto mais sérias ficam. Desenvolvem um sentimento ambíguo de confiança e desconfiança nos outros a quem elegeram como confiáveis. Estão quase sempre testando os outros. - Sombras: São pessoas pessimistas e têm medo do sucesso. Não tendo sucesso o risco de aparecer os invejosos e outros ladrões do seu sucesso, é menor. Quando têm algum êxito, focalizam-se muito mais nos perigos que passaram, do que propriamente na conquista que tiveram. Desconfiam da ajuda dos outros e preferem passar pelas situações sozinhas. Podem ser: Fóbicas - o medo delas se volta contra elas mesmas. Precavidas, hesitantes, desconfiadas, evasivas, dificilmente confiam em si e nos seus instintos. E, contra fóbicas - podem causar grandes prejuízos aos outros. Em casos extremos podem se associar a grupos radicais, assim tentam driblar o medo interior assumindo uma postura de força bruta exterior. - Passado: Muitos não desenvolveram o sentimento de confiança, porque tiveram pais sem autoridade e sem confiabilidade. Quando pequenas, perderam a fé na autoridade. Muitos podem ter sido violadas, recebendo castigos sem razão evidente. Por esta razão, podem ter sido levadas a desenvolverem um senso aguçado capaz de lhes avisar dos perigos que poderia machucá-los. 35


- As motivações e desejos básicos: Querem se sentir pessoas seguras, apoiadas e para isso testam os outros para perceberem quão a salvo estão de qualquer ataque. Seu desejo básico é de defesa e segurança. - Idealização e queixa escondida: Sua idealização as leva a sua queixa: “Eu sou uma pessoa fiel, confiável e procuro fazer a coisa certa”; “Eu sou confiável e faço o que tem de ser feito, mas as pessoas não”. - Tentação, mecanismo de defesa e erro básico: Pessoas do tipo 6 projetam nos outros a sua própria autodesconfiança. A projeção é um mecanismo de defesa deste tipo, pois que toda sua desconfiança do outro no fundo é um reflexo projetado de sua própria desconfiança de si mesmas! Assim, terminam projetando nos outros sentimentos de inimizade, ódio, pensamentos negativos, por indícios insignificantes. Sua tentação e erro básico é buscar seu suporte e segurança em pessoas fora de si, para se libertarem da sua insegurança. - Discurso: O discurso das pessoas do tipo 6 ou a maneira característica com a qual se comunicam é através de questionamentos sempre presentes, de palavras defensivas, de um discurso que limita, que estabelece fronteiras claras.

“Para adquirir conhecimento é preciso estudar; mas para adquirir sabedoria é preciso observar”. Marilyn Vos Savant 36


CONHECENDO SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 1. Tenho tendência a ficar tenso e reagir quando estou perturbado ou sob pressão e quando as coisas não saem do jeito esperado. 2. Tenho tendência a ser receoso em relação a algumas pessoas e sinto que não lhes agrado e elas procuram me atrapalhar, ou fariam se pudessem. 3. Posso chegar a ter ódio de mim mesmo por não ser tão agressivo e independente como gostaria de ser, especialmente se com isso decepcionei alguém que contava comigo. 4. Posso tornar-me realmente agressivo e teimoso quando tenho que ser, mesmo que não me sinta agressivo interiormente. 5. Existe uma parte de mim que fica contente quando os outros “aprendem uma lição” por “terem ido além” ou por não terem obedecido às regras como o comum das pessoas. 6. Fico furioso quando vejo que as pessoas infringem a lei e não são castigadas. 7. Descobri que posso me “vingar” das pessoas “jogando sujo”, como perder “acidentalmente” suas cartas ou chamá-la anonimamente e logo cair fora. 8. Embora geralmente falo o que me ordenam, há momentos em que também me revelo contra isso. 9. Acho que às vezes dou mensagens ambíguas às pessoas, dizendo sim quando realmente quero dizer não, ou estando de acordo com o desejo de outra pessoa sem que eu deseje isso. 10. O meu senso de humor despista as pessoas, porque digo o contrário do que realmente quero dizer e assim, não sabem se estou falando sério ou não. 11. Nem sempre estou seguro a respeito do que os outros pensam de mim, às vezes, sinto que lhes agrado, outras vezes acho que não. 12. Tenho tendência a ficar indeciso e me angustio quando tenho de tomar decisões por mim. 13. Quando tenho de decidir sobre algo importante, geralmente peço conselhos aos outros ou, se possível, procuro as respostas em alguma regra que seja aplicável. 14. Não me custa cumprir ordens, se quem as dá é uma pessoa de autoridade ou alguém que respeito profundamente. 15. Sou um trabalhador confiável e muito constante, e tenho trabalhado intensamente para construir uma vida segura. 16. Sou muito compreendido por aqueles que têm compromisso comigo: minha família e meus amigos sabem que podem contar comigo. 17. É importante para eu sentir-me seguro no meu trabalho e nos meus relacionamentos. 37


18. Geralmente, os outros procuram me proteger de algum jeito e curto a sensação de lhes agradar. 19. As pessoas me acham atraente e cativante e já têm falado o quanto sou agradável. 20. Em meus melhores momentos, dou-me conta de que sou igual aos outros e tão capaz como qualquer outra pessoa.

DICAS DE CRESCIMENTO 1. Aprender a usar a angústia: explorá-la e chegar a um acordo com ela. Recorde que é fácil você se angustiar. Trabalhe de forma criativa em suas tensões, sem recorrer a soluções externas para aliviar a angústia. 2. Procurar não ficar na defesa nem ser irascível (irritável): você fica nervoso quando está chateado, incomodado ou enjoado, e tende a voltar-se contra as pessoas. Quando estiver de mau humor, resista à tendência de ficar se lamentando e pensando negativamente, se autodestruindo. 3. Aprender a identificar o que o faz reagir exageradamente: quando você está sob pressão ou angustiado, pode perceber essa tendência. Tome consciência de que quase sempre as coisas que tanto temia não se materializaram, a não ser que você mesmo tenha feito com que elas se tenham concretizado, auto derrotando-se. 4. Procurar ser mais confiante: desenvolva a confiança em suas relações, comunicando às pessoas seus sentimentos. Certamente, na sua vida há pessoas a quem pode pedir ajuda, que se interessam por você e são confiáveis. Esforce-se ao máximo para encontrar pelo menos uma pessoa assim e aproxime-se dela.

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5. Não levar a sério os medos em relação ao que os outros pensam de você: os seus medos dizem mais acerca de suas atitudes para com os outros do que acerca das atitudes dos outros em relação a você. 6. Aceitar as responsabilidades com mais coragem e maturidade: se procurar evitar responsabilidades, talvez consiga apenas afastar (-se das) as pessoas e destruir o respeito que elas têm por você. As pessoas respeitam aqueles que assumem a responsabilidade pelos seus atos, especialmente quando cometem erros. 7. Desenvolver a autoconfiança: é preciso concentrar-se em ser mais auto afirmativo, desenvolvendo uma fé realista em si mesmo e em suas capacidades. Se você não acredita em si mesmo, dificilmente os outros serão capazes de fazê-lo. 8. Não idolatrar uma “autoridade” nem se esconder atrás de uma atitude como “eu estou simplesmente cumprindo ordens”: pactuar com uma “autoridade” pode levá-lo a associar-se a pessoas que realmente não valem muito... Se alguém está procurando um colaborador que faça tudo o que lhe dizem, você não deveria ser esse colaborador. É possível que esse tipo de pessoa o traia ou se desfaça facilmente de você. 9. Ser justo com os outros e dizer-lhes o que pensa: o que mais afeta os outros e destrói as relações é dar sinais confusos e ambíguos de suas verdadeiras atitudes e desejos. 10. Manter o equilíbrio de suas emoções: conseguir isso é sinal de verdadeira maturidade. É sinal de coragem para você ser capaz de “levantar a voz”, especialmente contra uma “autoridade”. No entanto, é preciso ter cuidado para que o “levantar a voz” não o faça cair no outro extremo, tornando-se beligerante, agressivo e “do contra”.

Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________

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TIPO 7: O EPICURISTA Vivaz, estimulante, voraz e desfocado - Luzes: São pessoas espontâneas e aventureiras. São pessoas que respondem muito rápido a cada estímulo da vida, pois são orientadas por sensações e experiências marcantes. São pessoas muito vivas e estimulantes. São pessoas generalistas que fazem muitas coisas ao mesmo tempo e as fazem, quase sempre, bem-feitas. São pessoas com talentos múltiplos. São pessoas práticas, produtivas, cheias de energia e ação. São pessoas cuja mente os leva a explorar coisas diferentes, em diferentes áreas da vida. Olham o lado positivo da vida, pois conseguem viver o dia a dia, buscando fazer dele uma experiência que vale a pena. Entusiastas e cheias de planos e com uma boa capacidade de influenciar outros. - Penumbra: Pessoas que precisam de cada vez mais opções à sua disposição. Pessoas pouco focadas, sempre em busca de uma variedade, de novos projetos e experiências, tornando-se ávidos consumistas, sofisticados e buscadores de sensações. São bons para iniciar novos projetos, mas têm uma tremenda dificuldade de se manterem dentro deles até o fim. Tornam-se hesitantes para agir em certas situações, com medo de perder a melhor opção. Pessoas com dificuldades sérias de dizerem não a si mesmas. Temem em excesso a chatice, a rotina, por isso vivem picos de ansiedade fortes, tentando buscar excitação e estímulos. Agendas e planos prévios podem ser descartados quando opções mais interessantes aparecem. Extravagantes, extrovertidos, tentam chamar atenção para si. Podem ser autocentradas e insensíveis. Dificuldade de assumir culpa ou responsabilidades pelos problemas que criou. O prazer está no futuro e não no presente. Ávidas por novidades. Tarefas desagradáveis são adiadas. São viciadas em adrenalina. Evitam a dor a todo custo. Tem dificuldade de ver o lado negativo das pessoas e mesmo o seu lado. - Sombras: Pessoas com uma certa facilidade para frustração. Buscam fugas infantis, escapes ingênuos para fugir da dor. Cansam-se facilmente dos outros e tendem a descartá-los. Alta ansiedade, descontrole de seus impulsos por buscar o novo. Podem tornar-se sonhadores altamente irrealistas e, por isso frustrados com forte tendência a depressão, álcool e drogas. São obsessivas por projetos e estão sempre planejando para experimentar tudo. Aparecem em duas versões: o aventureiro e o bobo da corte. 40


- Passado: Desconectadas com a figura nutridora, geralmente a mãe. Na sua infância foram privadas de boa parte de suas demandas e necessidades, sejam elas, materiais ou emocionais. Desenvolveram um senso de busca para que estas necessidades fossem satisfeitas e jamais fossem privadas delas. - Motivações e desejo básico: Querem ser felizes e satisfeitas e por isso buscam uma variedade de experiências, mantendo sempre a porta aberta para novas, pois querem tirar o melhor do que a vida pode lhes oferecer. - Idealização e queixa escondida: “Eu sou uma pessoa entusiasta e feliz” e “Eu sou feliz, mas seria mais se eu pudesse conseguir tudo quanto sonho”. - Mecanismo de defesa tentação e erro básico: Tem na racionalização seu mecanismo de defesa. Isto é, tende a racionalizar situações com potencial a dor e o sofrimento, para fugir delas. Assim, fogem das dores internas sempre com um riso, uma piada nervosa, ou um otimismo exagerado. Alegria e despreocupação, são armas sempre presentes para tentarem enfrentar as situações de dor. Sua tentação e erro básico está em idealizar situações pessoais evitando os aspectos negativos, achar que o melhor está ainda por vir na próxima esquina; viver planejando para usufruir o melhor que a vida tem, tentar antecipar o futuro através de sonhos e não valorizar o presente e aquilo que tem. - Discurso: O discurso das pessoas do tipo 7, ou a maneira característica com a qual se comunicam é através de palavras entusiasmadas que reflitam sempre um sonho ou um projeto, um falar recheado de bom humor, enfim, um falar tagarela.

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CONHECENDO SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 1. Às vezes me sinto aterrorizado e angustiado, mas aí eu me lanço em alguma coisa nova e a sensação de angústia desaparece. 2. Houve períodos em que estive fora de controle ou quase. 3. Talvez algumas pessoas digam que insisto demasiado para obter o que desejo, mas não me importa o que os outros pensam: corro atrás daquilo que desejo na vida. 4. É melhor ser um “escapista” do que andar deprimido e triste. Prefiro estar em movimento e não olhar para trás. 5. Tenho tendência a dedicar-me a diferentes coisas ao mesmo tempo, pois quando me acostumo a uma coisa, desejo usufruir ao máximo dela. 6. Concordo com afirmações do gênero: “nada tem tanto êxito como o excesso” e “jamais alguém poderá ter o suficiente de uma coisa boa”. 7. Tenho tendência a me exceder. Para mim, ou é um “banquete” ou passo fome, e eu, geralmente, procuro me “banquetear” o mais possível. 8. Não me importa se as pessoas pensam que sou “materialista”; gosto do que é belo e caro. 9. Sou uma das pessoas mais desinibidas e francas que conheço: digo o que os outros gostariam de conseguir dizer. 10. Detesto estar aborrecido (com tédio) e gosto de estar o mais possível em movimento: minha agenda está cheia de coisas para fazer, e isso me agrada. 11. Tenho um apetite muito forte e tendência à cobiça: se desejo uma coisa, por que renunciar a ela? 12. Mantenho-me distraído fazendo muitas coisas diferentes; além de tudo, a gente só tem uma vida e como se diz, é preciso aproveitá-la bem. 13. Gosto de ir a festas, receber convidados, viajar e me divertir com meus amigos. 14. Sou muito prático e produtivo: tenho os pés na terra e sei como conseguir que as coisas sejam feitas. 15. Tenho muitos dons diferentes e sou uma das pessoas mais versáteis que conheço; realmente, tenho habilidade para muitas coisas diferentes. 16. Desfruto muito das coisas e sou entusiasta a respeito de tudo, pois tudo parece me dar prazer. 17. A vida é realmente maravilhosa e, quando paro para pensar, encontro muitas razões para ser agradecido. 42


DICAS DE CRESCIMENTO 1. Evitar ser impulsivo: desenvolva o hábito de analisar seus impulsos, antes de se deixar dominar por eles. 2. Aprender a escutar os outros e a apreciar o silêncio e a solidão: os outros podem ser muito interessantes e você pode aprender muito com eles, abrindo perspectivas novas; ficar em silêncio, afastando-se das distrações e dos ruídos externos pode ajudá-lo a confiar mais em si mesmo e a descobrir aí uma felicidade mais profunda que aquela que vem dos estímulos exteriores. 3. Não querer fazer tudo ao mesmo tempo: você não precisa aproveitar todas as oportunidades no mesmo momento. A maior parte das boas oportunidades voltará novamente e você poderá estar em melhores condições de aproveitá-las, discernindo quando cada uma é oportuna. 4. Escolher a qualidade acima da quantidade (especialmente no que diz respeito às suas experiências): se você consome todas as possibilidades com voracidade, perde a oportunidade de curtir o valor de cada uma e nunca se sentirá satisfeito. 5. Certificar-se de que o que você deseja será bom futuramente: considere as consequências daquilo que você deseja a longo prazo. 6. Acreditar que a felicidade vem indiretamente, quando se faz algo que vale a pena: quando você se dedica, quando faz as coisas adequadamente. Não faça da felicidade a meta da sua vida, pois isso pode torná-lo ansioso, exigente e egocêntrico. 7. Evitar a tendência de perder o controle sobre si mesmo: como você se entusiasma com tudo, é fácil perder o controle, pois você tem muita energia e impulsos fortes. Talvez você pense que é difícil se privar de algo, mas, se não se privar de algumas coisas, corre o risco de se ver privado da felicidade.

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8. Ter cuidado com aquilo que fala: como você pode ser engraçado e divertido e achar nisso um prazer para si mesmo e para os outros, corre o risco de ofender, dizendo mais do que realmente queria dizer, para causar impacto nos outros. E assim pode ferir as pessoas. 9. Procurar doar em vez de receber as coisas materiais nunca irão satisfazê-lo e você nunca poderá ter tudo o que deseja; mesmo que pudesse, essas coisas não satisfariam suas necessidades mais profundas. A única coisa que realmente pode satisfazê-lo é o relacionamento profundo. 10. Cultivar a gratidão: você tem a capacidade de se alegrar e sentir agradecido pelo que é e pelo que tem. Arrume tempo para estar agradecido e deixe-se cativar pela vida: a admiração perante a beleza e a preciosidade da existência o conduzirá a um nível inesperado de satisfação.

Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 44


CONTRADIÇÕES, CURIOSIDADES E COMPARAÇÕES DOS TIPOS DO CENTRO RACIONAL - A contradição básica do tipo 6, está em que ao mesmo tempo em que desconfia essencialmente dos outros, é alguém extremamente leal àqueles com quem se identifica. Logicamente, sua desconfiança básica o levaria a não se entregar lealmente a ninguém com medo de que o outro não corresponda a entrega, mas se dá exatamente ao contrário. O tipo 5 de todos os tipos do centro racional, é aquele que mais calcado está na razão. O mundo racional é o seu habitat por natureza. Suas emoções são suprimidas pelo racional. O tipo 5 se isola das pessoas, o tipo 6 desconfia das pessoas e o tipo 7 usa as pessoas como instrumentos do seu prazer. O tipo 5 teme as pessoas por questões de privacidade, o tipo 6 teme as pessoas por questões de desconfiança, o tipo 7 não teme as pessoas, ao contrário, erra por não enxergar seu lado negativo. Os tipos 5 e 6 vivem a vida com um pé atrás, o tipo 7 mergulha na vida com toda intensidade. O tipo 5 usa a razão para se isolar e evitar vínculos, o tipo 6 usa a razão para se defender e evitar insegurança, o tipo 7 usa a razão para planejar e evitar a dor.

O Centro Instintivo Os tipos que fazem parte do centro institivo têm nos instintos suas maiores luzes e sombras. Quando estes tipos alcançam o melhor deles mesmos, seu agir instintivo é o foco mais admirável da sua personalidade. Todavia, é exatamente a sua maneira instintiva que os desequilibram deixando-os fora de sintonia consigo mesmo e com os outros. As pessoas deste tipo estão focadas em reações espontâneas, segurança, intenção, movimento e ação. Os tipos 8, 9 e 1 formam o centro instintivo do eneagrama, Isto é, as pessoas que têm nos instintos o centro de suas vidas. O tipo 8 é o que mais expressa nas suas relações uma maneira de ser instintiva, o tipo 9 é o menos instintivo enquanto o tipo 1 busca reprimir sua maneira instintiva.

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TIPO 8: O CONFRONTADOR Forte, líder, agressivo e insensível. - Luzes: São pessoas autoconfiantes e muito orientadas para a ação, são pessoas que sentem que podem realizar tudo ou quase tudo. Adoram iniciar projetos do nada, apenas para fazê-los funcionar. São pessoas com vontade e persistência de ferro. Muito diretas. São líderes naturais e autoritários e por isso mesmo com uma capacidade grande de direcionar pessoas. São pessoas muito fortes e obcecadas. - Penumbra: Podem se tornar mandonas, chefonas e muito autoritárias. Não enxergam os outros como estando no mesmo nível que elas e muitas vezes faltam com o respeito. Não têm muito limite e confrontam, com determinada força e cometem injustiça o que faz com que os outros não gostem deles. Têm uma incrível dificuldade em se submeter a qualquer tipo de autoridade. Tomam o partido dos fracos e somente quando eles se mantêm fraco. Pois a fraqueza deles acentua sua força e capacidade de protegê-los, mas se estes fracos se tornaram fortes, logo se convertem em uma ameaça. - Sombras: Desafia qualquer pessoa que lhes desafie a autoridade e lhes imponha limites. Tirânicos, violentos e extremamente defensivos. Não lidam bem com a vulnerabilidade. Força é sua busca e a vulnerabilidade é sinal de fraqueza. Podem ser muito pouco misericordiosas com pessoas que são fracas. Tomam o partido dos fracos, mas detestam a fraqueza. Buscam o domínio e o poder das situações, querem estar seguros de que são elas que mandam. Não se desculpam e não voltam atrás. Detesta que lhe desafiem a autoridade. - Passado: Quando crianças desconectadas do Pai e da mãe. Podem ter sido desrespeitadas e jogadas de lá para cá. Defendendo-se, buscando sua independência. Não tinham em quem confiar, a não ser em si mesmas. Infância combativa em que os fortes eram respeitados e os fracos não. Bem cedo chegou a conclusão de que o mundo era dominado pelos fortes e castigava as tendências fracas. Alguns também criaram estas atitudes como reação a pais muito frágeis e sem coragem. 46


- Motivações e desejos básicos: Desejam ser autoconfiantes para resistirem a fraqueza e assim estar em permanente controle e na liderança. Desejam basicamente protegerem- se e serem independentes. - Idealização e queixa escondida: Sua idealização alimenta sua queixa: “Eu sou uma pessoa forte e justa”; “Eu estou lutando pela minha sobrevivência e não posso fraquejar senão será o fim”. - Mecanismo de defesa, tentação ou erro básico: Negação de tudo quanto não condiz com o seu conceito de justiça. Pessoas deste tipo não tem necessariamente sua energia vinda da força, mas daquilo que acreditam como sendo algo justo. Como não têm medo de nada ou ninguém, nem se preocupam se o seu agir e falar vai machucar alguém, então fazem e falam de acordo com aquilo que entendem ser o certo. Estabelecer vingança e retribuição como forma de equilibrar a justiça da situação e o poder de determinar as coisas. Sua tentação e erro básico é pensar que são completamente independentes e autossuficientes. Identificar a si mesmas como pessoas que para se defenderem, tem que ser independentes e agressivas. - Discurso: O discurso das pessoas do tipo 8 ou a maneira característica com a qual se comunicam é através de palavras provocantes, que reflitam sempre quem está no controle e na liderança. Um falar direto e algumas vezes agressivo.

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CONHECENDO SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 1. Se não posso conseguir o que desejo, procuro que os outros também não consigam. 2. Acredito em mim: sou o melhor; deveria ter sido um rei ou algo desse gênero. 3. O modo como estruturo as coisas me dá o controle de tudo, e mais ninguém consegue obter nada, a não ser que coopere comigo. 4. Às vezes, no passado, minha lógica chegou a ser: “O que o poder faz, está correto”, e cheguei a ser bastante impiedoso quando tive de aplicar isso. 5. Sou conhecido como uma pessoa muito dura e como resultado disso, muitas pessoas desejaram nunca terem chegado a se envolver comigo. 6. Temos de infundir medo aos outros, pois, sem dúvida, eles não farão o que queremos só por sermos agradáveis. 7. Não me importo de “atropelar os outros” quando tenho de fazê-lo. Quando a gente quer conseguir uma coisa, as pessoas só respeitam a força. 8. Não acredito no amor desinteressado nem no altruísmo de fazer o bem; essas coisas são para “débeis sentimentais” que não conseguem triunfar por si mesmos. 9. Quando me agarro (dedico) a uma coisa, é questão de vida ou morte: ou eles ou eu; e eu serei a pessoa que acabará ficando por cima. 10. As pessoas não se atrevem a não fazer o que digo, porque eu sei obter o que quero. 11. Sou um negociador duro: sei como pressionar e como dizer não e não cedo. 12. O dinheiro é importante porque ele é poder, tendo o suficiente, ninguém terá poder sobre mim. 13. Sou um bom negociante e comerciante, e meus projetos sempre terminam muito melhor do que quando entrei neles. 14. Sou persuasivo, um vendedor natural, e quase sempre tenho algum tipo de oportunidade lucrativa para mim. 15. Eu infundo respeito: os outros me respeitam e obedecem. 16. Gosto da excitação do perigo e de aventura. Com frequência entrei em situações difíceis e consegui triunfar, apesar das adversidades. 17. As pessoas me procuram para que eu seja o seu líder, porque sou forte, decidido e consigo tomar decisões difíceis. 18. Tenho muita “agilidade”: sou valente, e com frequência tenho aceitado a provocação de desafios difíceis e tenho conseguido êxito. 19. Consigo ver as oportunidades e o modo como quero que sejam as coisas, e posso congregar os outros à minha volta para consegui-las. 20. Sou uma pessoa afirmativa e tenho muita confiança em mim mesmo. 48


DICAS DE CRESCIMENTO 1. Agir com moderação. Quando você se abstém de atacar os outros, mesmo quando poderia fazê-lo, demonstra sua verdadeira grandeza. Sua maior potencialidade é incentivar e animar as pessoas. Usar a misericórdia em vez da força é um caminho muito mais seguro para conseguir a lealdade dos outros. 2. Não se considerar o único no mundo. Os outros têm os mesmos direitos e necessidades que você, e isso não pode ser ignorado nem violado. Quando você viola esses direitos e necessidades, os outros podem até temê-lo, mas, certamente, vão também perder-lhe o respeito e até odiá-lo. 3. Aprender a ceder. Aceitar que os outros “vençam”, sem medo que isso sacrifique seu poder. Quando surgir o desejo de dominar todo o mundo o tempo todo, é sinal de que seu ego está começando a inchar, é o alerta para o perigo de conflitos sérios com as pessoas. 4. Precaver-se contra a autossuficiência: sua autossuficiência é uma ilusão. Mesmo que ache que não precisa nem depende de ninguém, na realidade você depende de muita gente. Se afasta as pessoas que colaboram com você, acabará tendo de procurar colaboradores cada vez mais servis e menos confiáveis, para que cumpram suas ordens. Mas então sua autoridade estará realmente fragilizada, embora aparentemente seja tranquila, pois ninguém o questiona. 5. Não supervalorizar o dinheiro como fonte de poder. A riqueza talvez signifique poder fazer o que se deseja, sentir -se importante, ser temido e obedecido. 6. Descobrir objetivos mais nobres que o ajudem a transcender ao encontro do sentido da vida. Mas, se predomina o interesse próprio, a autotranscedência é eliminada e, desse modo, se elimina a possibilidade de felicidade profunda, do crescimento espiritual e de outros valores. O “ego inchado” é o jeito de evitar a falta de sentido que você mesmo cria. 49


7. Compreender a necessidade de mudar a vida enquanto é possível, quando percebe que ofendeu o outro, que o utilizou, que foi impiedoso. 8. Criar oportunidades para os outros. Quando você usa suas capacidades para despertar a esperança nas pessoas, suas melhores potencialidades estão sendo exercidas e você será respeitado por isso. 9. Pensar no mal que pode causar aos outros e, ao mesmo tempo, no bem que lhes pode fazer. Como você quer ser lembrado?

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TIPO 9: O PACIFICADOR Paz, conciliação, indefinição e fuga - Luzes: São pessoas receptivas, abertas, emocionalmente estáveis e serenas. Assumem uma postura de leveza diante da vida, diante de si mesmas e dos outros. Pacientes e gentis, são inocentes e despretensiosas. Pessoas que se preocupam com o bem-estar das outras e estão sempre promovendo a paz e querendo que os outros se sintam confortáveis. Podem ver com facilidade o ponto de vista das outras pessoas e, por isso são facilmente boas negociadoras, mediadoras e pacificadoras. São pessoas que experimentam o bom nível de contentamento consigo mesmas. Não é à toa que estão no ápice do Eneagrama. A humanidade no seu sentido primitivo deveria ter sido assim. - Penumbra: São pessoas que têm medo de enfrentar conflitos. Acomodam-se facilmente em situações de crise e começam a dizer sim para situações que realmente gostariam de dizer não. Tornam-se concordantes e conciliatórios na superfície, mas por dentro vivem fortes resistências. Fogem de mudanças, chateações ou pressões de qualquer tipo. Podem se tornar passivas, fleumáticas e mesmo irresponsáveis jogando a sujeira para debaixo do tapete. Vivem uma certa indiferença e uma preguiça procrastinadora, preferindo que os problemas possam ir embora por si mesmos. Tendem a minimizar os problemas com receio das dores que eles possam causar. Agem pelo hábito, ligam o automático e fazem várias coisas ao mesmo tempo sem dar realmente muita atenção a cada uma delas. Dão-se bem em empregos e rotinas. - Sombras: São pessoas que estão sentadas sobre uma enorme montanha de ira não expressada. Podem se tornar pessoas absolutamente teimosas no que diz respeito a ter que admitir que há algum problema ou que alguma coisa está errada. Querem ter relacionamentos, mas não ser afetadas pelos lados negativos das relações humanas. Podem se tornar absolutamente irresponsáveis na negação que fazem dos problemas. São pessoas com dificuldade de dizer não e posicionam-se quase sempre em um lugar onde não se comprometem: ficam em cima do muro. Sua decisão é não tomar decisão. Esperam que as coisas apodreçam por si mesmas. Mas quando tomam, são os mais teimosos e não se movem uns milímetros. São promotores da paz, porque tem a habilidade de concordar com todos os pontos de vista sem se comprometer com nenhum. 51


- Passado: Conectados com ambos os pais. Desde cedo aprenderam ou viam rejeição ou indiferença, por quererem se conectar com mais profundidade aos pais. De repente, por esta sede de conexão, o problema dos outros se tornou mais importante ou tão importante quanto o seu. Com medo da quebra desta conexão, aprenderam a segurar a raiva ao extremo. Foram desconsiderados, ignorados naquilo que pensam e perceberam que aquilo que os irmãos ou os outros pensam tem mais importância. Sendo desconsiderados, aprenderam a se entorpecer, a desviar suas energias das prioridades e esquecer de si mesmos. Outros, ainda viviam numa situação conflituosa em casa, na qual sempre foram colocadas no meio e tiveram que desenvolver uma habilidade para agradar os lados opostos e assim sobreviver.

- Motivação e medo básico: Desejam sempre ser aceitos, por isso não se posicionam temendo conflitos, pois seu medo básico é da perda e separação e por isso temem o conflito. Buscam a paz a todo custo.

- Idealização e queixa escondida: Sua idealização alimenta sua queixa: “Eu sou uma pessoa pacificadora e tranquila”, “Eu estou contente como as coisas estão, embora todo mundo fique me pressionando por mudanças”.

- Mecanismo de defesa: Seu mecanismo de defesa é o anestesiamento. Tentam refugiar-se numa ilusória sensação de paz e tranquilidade que não corresponde a realidade. Tem como tentação auto rebaixamento, não se auto afirmarem e esperar que os outros reconheçam sempre suas necessidades. Seu erro básico consiste em pensar que o conflito e o seu posicionamento necessariamente vão levar a perda.

- Discurso: O discurso das pessoas do tipo 9 ou a maneira característica com a qual se comunicam é através de um falar dispersivo, pouco claro, sem que pelas suas palavras fique claro o que realmente pensam.

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Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 53


CONHECENDO SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 1. Se me acontece alguma coisa ruim, é como se de repente tudo fosse irreal, como se fosse um sonho e não estivesse acontecendo realmente comigo. 2. A ira e outros sentimentos perturbadores parecem surgir do nada, mas também logo se acabam. 3. As pessoas às vezes se “chateiam” comigo e eu não entendo por quê; sou uma pessoa boa e não faço nada para ferir os outros. 4. O que passou, passou, e é melhor deixar os problemas para trás, logo que seja possível. 5. Descobri que quando a gente não se preocupa com os problemas durante um certo tempo, eles desaparecem. 6. Não preciso refletir muito sobre mim mesmo: não adianta de nada. Pra que se preocupar? 7. Aceito a vida do jeito que vier, porque as coisas vão acontecer de qualquer jeito, independentemente do que a gente fizer. 8. As pessoas, na realidade, não mudam, é preciso aceitá-las do jeito que são. 9. Talvez, algumas pessoas achem que sou “esquecido” ou “desligado”, mas há coisas a que eu preferia não prestar atenção, e por isso simplesmente não penso nelas. 10. A maioria dos problemas, na realidade, não são tão problemáticos e geralmente, com o tempo, todos se resolvem bem. 11. Gosto que tudo seja tranquilo e agradável e não me agrada quando as pessoas discutem, lembram problemas ou causam “chatices”. 12. Muitas pessoas são demasiado críticas e se preocupam exageradamente; eu não entendo para que se preocupar com a maioria das coisas. 13. Acho que tenho tendência a ser conservador e antiquado nos meus pontos de vista, especialmente no que diz respeito à minha família e outros valores. 14. Sinto necessidade de estar próximo de minha família e de meus amigos; quando procuro estar de acordo com algumas coisas que eles querem que eu faça por eles, parece que isso os faz felizes. 15. Tenho um lado contemplativo e místico: me encanta entrar em comunicação com a natureza e frequentemente me sinto em comunhão com o universo. 16. Acho que não sou uma pessoa muito complicada: sou otimista e estou satisfeito comigo mesmo e com a vida do jeito que ela é. 54


17. As pessoas são essencialmente boas e eu confio nelas, sem ficar questionando se têm motivos ocultos. 18. Gosto de criar um ambiente caloroso, de apoio, onde os outros possam florescer, ser felizes e querer-se bem entre eles. 19. No meu melhor estado, sou capaz de me impor, mas continuo próximo das pessoas, especialmente de meus familiares e amigos.

DICAS DE CRESCIMENTO 1. Ser você mesmo: você tem a tendência para estar sempre de acordo com os outros, fazendo o que eles querem, para manter a paz, evitar conflitos e ser amável. Mas essa cedência constante não o fará feliz. Você não vai conseguir querer bem às pessoas se não desenvolver sua autonomia, para poder dar importância para eles. 55


2. Esforçar-se: você precisa se “policiar” para prestar atenção ao que está acontecendo. Não viva sem rumo, nem se afaste das pessoas. Concentre sua atenção, para participar ativamente no mundo que o rodeia. 3. Reconhecer as agressividades, as angústias e outros sentimentos: os impulsos negativos fazem parte de você e afetam sua condição física e emocional e seu relacionamento com os outros. Tome consciência de seus sentimentos e expresse as coisas abertamente. 4. Analisar sua parte de responsabilidade nos conflitos: mesmo que isso lhe seja doloroso, procure analisar e descobrir sua parcela de culpa quando um relacionamento vai mal ou quando surge algum conflito nesse relacionamento. 5. Exercitar a tomada de consciência do corpo e das emoções: procure concentrar-se frequentemente em perceber seu corpo e seus sentimentos, pois isso o ajudará a tomar mais consciência de sua vida. 6. Não reprimir os sentimentos: se você reprime os sentimentos, isso será somatizado. Você começa a sentir dores de cabeça, de coluna, enxaqueca, crises de choro, ataques de pânico, sensação de angústia. Não tenha medo de trabalhar seus sentimentos ou de buscar ajuda para fazê-lo. 7. Não tomar tranquilizantes nem se “anestesiar” (a não ser em momentos de crise grave): isso pode aliviar sua angústia, mas vai também enganar sua consciência, impedindo-o de encarar a realidade. Enfrentar a crise ajuda a desenvolver sua autoestima e será para os outros um sinal de que você é uma pessoa forte, em quem eles podem confiar. 8. Aceitar a vida e sentir a grandeza de viver: não renuncie à sua consciência. Se você se reprime e se deixa viver num estado de “dormência”, poderá chegar ao fim da vida com a sensação de não ter vivido. 9. Confiar em si mesmo e partilhar os temores: pode lhe ser difícil partilhar os sentimentos. Tenha confiança: não vai prejudicar seus relacionamentos, pelo contrário, vai torná-los mais sólidos e você se sentirá seguro e cômodo. 10. Escutar e compreender os outros: você tem a capacidade de fazer com que os outros se sintam tranquilos, seguros e aceitos perto de você. Procure conhecer os outros como realmente são. O amor entre você e os outros será mais real e valioso. 56


TIPO 1: O REFORMADOR OU PERFECCIONISTA Integro, sábio, legalista e auto justificável - Luzes: São pessoas com um forte senso do que é certo ou errado. São racionais, autodisciplinadas e moderados em todas as coisas. Altamente éticas: verdade e justiça. Têm um forte senso de missão e propósito na vida, gastando seu tempo para cumprir este propósito. Podem se tornar pessoas de extraordinária sabedoria, com profundo discernimento. Têm ótima capacidade de organização. Têm paciência com que aqueles que admitem seus erros e que geralmente têm força de vontade. Têm uma intuição aguçada e percebem facilmente os erros e também como algo poderia ser mais perfeito. - Penumbra: Pessoas insatisfeitas com a realidade do jeito que ela é, o que as faz sentirem-se na obrigação pessoal de mudar o status quo. Tornam-se idealistas, fortes professores da moral, críticos, promotores de grandes causas. Têm uma incrível necessidade de explicar com clareza e detalhadamente porque as coisas estão erradas. Podem ser puritanos, meticulosos, pontuais e pedantes. Tendem a ter um pensamento maniqueísta: tudo está dividido entre preto e branco. Altamente opinadores sobre tudo e todos, sempre querendo reformar. Altamente críticos com relação a si mesmos e aos outros. Perfeccionistas, sempre acham falhas no ambiente. São capazes de refazer um projeto desde o início só porque encontram um pequeno erro. O Prazer é quase sempre adiado pois tudo está dentro de um plano disciplinado. Têm a tendência de economizar para guardar, têm mania de limpeza e ordem. Têm dificuldade para tomar decisões importantes (medo de errar). - Sombras: Acham que só há uma visão correta, uma solução certa para cada coisa. Podem se tornar pessoas dogmáticas, legalistas, intolerantes, inflexíveis e com uma mente muita fechada. Muito severas nos seus julgamentos. Donas da verdade. Implacáveis com aqueles que fazem coisas erradas. Lógica da lei e dificuldades com a misericórdia e a graça. Tendem a ser pessoas conservadoras, não desafiando as autoridades, mas o mesmo tempo questionando-as o tempo todo no que é certo e errado. No extremo podem sofrer de depressão, colapso nervoso e certa abertura a possibilidade do suicídio. 57


- Passado: Duas coisas podem ter acontecido na infância das pessoas desse tipo... (1) Ausência de Pressão: Desconexão com a figura paterna repressora o que os levou a achar que a orientação que receberam na infância ou era muito fechada, vaga ou ausente. Por isso, procuraram o seu próprio caminho a sua própria regra que lhe faltou na infância. (2) Pressão Excessiva: Criadas para serem crianças modelos (seja bom, comporte-se bem, esforce-se). Ficaram sujeitas a altas expectativas. Foram educadas para a limpeza. - Motivação básica e medo básico: Desejam ter integridade e equilíbrio, serem honestas, lutam para consertar e reformar pessoas e circunstâncias. A busca básica é por integridade e perfeição. - Idealização e queixa escondida: Sua idealização as leva ao seu lamento: “Eu sou uma pessoa justa, objetiva e estou com a razão”. “Eu ajo certo a maioria das vezes e o mundo seria melhor se as pessoas ouvissem o que eu tenho a dizer. ” - Mecanismo de defesa, tentação ou erro básico: Vivem um forte controle interno da reação. O medo de ser criticado durante a infância, desenvolveu um sistema de vigilância interna que controla o pensamento, a palavra e a ação. A sua insatisfação com a imperfeição ao seu redor gera uma ira interna que as leva a reprimir e essa repressão das agressões gera uma pressão terrível, uma espécie de panela de pressão. A fúria é a válvula de escape e vaza quando têm um motivo que parece legítimo, descarrega tudo. Têm um crítico interno muito forte: pensamentos julgadores, uma voz que constantemente os censura, os compara com os outros. A crítica externa é geralmente muito dolorosa, pois se sentem muito criticados internamente. Necessidade de atribuir culpa aos outros a fim de contrabalançar a intensa crítica dirigida a si mesmo. Têm a sensação de dois “eus”: um lúdico e outro punitivo. É como uma casa dividida: em cima, mora o “critico interno e, no porão, ficam os sentimentos. Isso gera uma tensão, pois os sentimentos são reprimidos”. Alguns tentam resolver o dilema levando vida dupla (concretamente desejos sexuais reprimidos). Isso (funciona como um alçapão, que de vez em quando, em certas situações, da passagem para a liberação dos sentimentos reprimidos no porão) . Seu erro básico é pensar que as coisas dependem dele para serem melhoradas e, somente elas têm a habilidade de fazê-las e se não fizerem ninguém mais fará. 58


- Discurso: o discurso das pessoas do tipo 1 ou a maneira característica com a qual se comunicam é através de um falar moralizante, corretivo, cheio de avisos sobre certo e errado, enfim, um discurso reformador.

“Não há esforço de pacificação duradouro com uma sociedade que abandona parte de si mesma”.

Papa Francisco

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CONHECENDO SUAS TRÊS ATITUDES BÁSICAS 1. As pessoas que estão erradas receberão o que merecem, mesmo que eu tenha de me ocupar disso. 2. Até aceito que posso tornar-me obsessivo e bastante exigente a respeito de algumas coisas, mas acredito que as coisas devem ser feitas do modo correto. 3. Estou tão convencido de que tenho razão acerca da maioria das coisas da minha vida, que é praticamente impossível que possa estar errado. 4. Não tenho obrigação de tolerar disparates, e quando as pessoas estão erradas, acho que meu dever é ensinar -lhes a verdade. 5. O que está certo está certo e o que está errado está errado, e não vejo razão para haver exceções. 6. Acho que os outros estariam melhor se fizessem com mais frequência o que lhes aconselho. 7. Tenho opinião própria sobre a maioria das coisas e acho que tenho razão a respeito delas; se não fosse assim, não poderia sustentar minhas opiniões. 8. Não acho que seja viciado em trabalho, mas há tantas coisas que precisam da minha atenção, que fica difícil encontrar tempo para relaxar. 9. Poucas pessoas fazem as coisas tão conscientemente como eu; a maioria das pessoas é muito vagarosa e larga as coisas facilmente. 10. Frequentemente sinto que se não fizer alguma coisa ninguém mais o fará; e, realmente, na maior parte das vezes tenho razão. 11. Para que as coisas funcionem e estejam sob controle, é necessário ser organizado. 12. Às vezes os outros me veem como uma pessoa fria ou estereotipada, mas isso é porque não me conhecem realmente. 13. É difícil aceitar, mas é verdade; torna-se esgotante estar sempre lutando para atingir meus ideais. 14. Sinto o dever de melhorar as coisas quando percebo que estão mal, para que o mundo seja melhor. 15. A integridade é muito importante para mim; não poderia dormir tranquilo se sentisse que tinha prejudicado gravemente alguém. 16. Procuro sempre ser o mais justo possível, não permitindo sobretudo que meus sentimentos interfiram na minha objetividade. 60


17. Minha consciência me leva a fazer o que acredito ser o melhor, seja ou não o mais conveniente para mim e para meus interesses mediatos. 18. Compreendo e aceito os outros, com suas convicções atitudes, mesmo que não concorde com eles ou lhes dê razão. 19. Sou criterioso e muito prudente: essa é uma das minhas capacidades mais fortes.

Anotações: _____________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 61


1. DICAS DE CRESCIMENTO 2. Aprender a relaxar! Dar tempo para si mesmo, sem ficar pressionado pela ideia de que tudo depende de si ou que, se deixar de fazer alguma coisa, o mundo vai cair. Ninguém é absoluto e insubstituível! 3. Compreender que os outros não vão mudar de um dia para o outro, por muito boas que sejam as “lições” que lhes dão! Aquilo que é tão óbvio para você talvez não seja tanto para os outros, sobretudo se não estão tão acostumados com a disciplina como você. 4. Dominar a irritação que os erros dos outros causam: “retire primeiro a trave do seu olho”. 5. Entrar em contato com medo de seus sentimentos tomando consciência dos impulsos inconscientes, limitações, necessidades. 6. Controlar a “ira farisaica” que o leva a colocar-se sempre como juiz de tudo e de todos, moralizando e fazendo “sermões” para os outros (geralmente sem proveito). Essa ira poderá estar causando uma úlcera, pressão alta ou outros problemas psicossomáticos. 7. Deixar que os outros sejam como são e tomem decisões por conta própria: para isso é preciso superar a tentação de ficar sempre dizendo aos outros o que devem fazer. Mesmo que você tenha razão, a maneira como fala pode atrapalhar. É preciso saber quando falar e quanto falar, perceber o que o outro é capaz de entender e aceitar. Os pensamentos mais sábios não servem de nada quando as pessoas não estão preparadas para ouvi -los. 8. Escutar os outros: eles também podem ter razão. Mesmo que não tenham razão, você se torna mais sensível ao escutá -los e, quando falar, vão perceber que estão ouvindo um ser humano e não uma máquina lógica. 9. Entender que no mundo quase tudo é relativo: não existe apenas uma única maneira correta de fazer as coisas! As coisas podem ser feitas de modo muito diferente, sem que isso comprometa o essencial. O perfeccionismo, que é uma exigência inútil, vai minando a confiança que os outros têm em você, quando se tratar de coisas realmente importantes. É preciso distinguir o essencial do secundário, o relativo do absoluto. 10. Perceber os pensamentos obsessivos e os atos compulsivos: eles são características da personalidade desintegrada ou em vias de desintegração. É preciso suspender essas tendências, tão logo se aperceba delas. Preste atenção, especialmente, ao desejo de ordem e controle de seu ambiente, pois ele é precursor de outras tendências mais negativas. 11. Curtir a sensação de tornar-se humano: ninguém precisa ser perfeito para ser bom. 62


CONTRADIÇÕES, CURIOSIDADES E COMPARAÇÕES DOS TIPOS DO CENTRO INSTINTIVO • A contradição básica do tipo 8 está em que rejeita a fraqueza, mas precisa dela para afirmar a sua força. Ao mesmo tempo em que teme e não aceita a vulnerabilidade, busca e atrai para si pessoas que respeitem a sua força sem questionar: ou seja, a fraqueza que mais rejeita é aquela que mais lhe atraí. • O tipo 8 confronta as pessoas baseados na sua força e espírito de liderança, o tipo 9 por temer o conflito não confronta, o tipo 1 confronta as pessoas baseadas no seu senso de reforma. • O tipo 9 vive um conflito básico: alimenta-se de duas forças muito significativas. Por um lado, vive baseado no seu sentimento de paz, mas por outro vive alimentado pela ira reprimida que é o preço que pagam para terem esta paz. Portanto, vive sob a pressão de duas forças contraditórias: a paz e a ira.

Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 63


PONTOS DE INTEGRAÇÃO E PONTOS DE DESINTEGRAÇÀO DOS TIPOS - É bom lembrar que o eneagrama se distingue de outras teorias da personalidade pela dinâmica e pela inter -relação dos tipos. Ele não apenas descreve os tipos, mas aponta caminhos de crescimento. Os pontos de integração e desintegração são precisamente esses caminhos de crescimento das nossas fixações.

TIPO 1 Desintegração – 4: O espectro melancólico do tipo 4 é a desintegração do tipo 1. Quando frustrado, esse tipo descobre que não pode controlar tudo e todos. Tende a experimentar então o mesmo sentimento de frustração do tipo 4, mas por outra razão: O 4 frustra-se por não alcançar atingir o sucesso pretendido; o 1 frustra-se por não conseguir mudar o mundo. Essa frustração o leva à melancolia, tão presente no tipo 4. Integração – 7: A leveza da vida, o aspecto lúdico da existência, a vida como um prazer a ser vivido, do tipo 7, é um excelente ponto de integração para o tipo 1.

TIPO 2 Desintegração – 8: Seu ponto de desintegração é o tipo 8, quando suas expectativas de reconhecimento e recompensa falham, assumindo uma postura duramente radical, mandona e mesmo violenta, como a do tipo 8. Seu ódio e sua amargura acumulada pela suposta ingratidão de todos cegam a dimensão compassiva do seu ser. A dureza e a falta de vulnerabilidade do 8 são uma ameaça para o 2. Integração – 4: A autenticidade do tipo 4 é um antídoto poderoso contra a motivação secundária do tipo 2 de ajudar, mas com uma agenda subjacente. O tipo 4 convida o tipo 2 à criatividade, ao distensionamento ou afrouxamento da vida. 64


TIPO 3 Desintegração – 9: Quando o tipo 3, na sua sede de realizar e fazer acontecer, chega até um limite de cansaço emocional, ele tende a assumir a postura do tipo 9. Inclina-se a uma certa apatia e a uma fuga de conflitos. Isso porque mais parece uma borracha cansada, depois de esticada até seu limite. Pode se tornar impessoal, bastante fechado, indeciso. Integração – 6: Quando o tipo 3 vai para o tipo 6, ele se torna mais comprometido com os outros e retira o foco de si mesmo. Começa a valorizar a mutualidade da relação, em lugar da realização pessoal. Torna-se muito menos competitivo e mais cooperativo. Abandona a postura de superioridade para medir-se em igualdade. Encontra a alegria de realizar ao lado de outros e de ver no resultado do conjunto um benefício melhor do que o reconhecimento da própria realização.

TIPO 4 Desintegração – 2: O desintegrado se torna melancólico, atrapalhado, e duvida de si mesmo. Quando se sente derrotado, tende a se alienar de relacionamentos vinculantes e procura recobrar o contato apresentando-se com a mesma cara do tipo 2: eu ajudo. Contudo, o que no fundo deseja é receber compaixão, como o 2. Integração – 1: O 4 precisa do perfeccionismo e da disciplina do tipo 1 para realizar seu insight ou descoberta genial. Deixa de se guiar pela oscilação de humores; desiste de ser autoindulgente, passando a autodisciplinar-se. Deixa-se orientar por realidades objetivas, e não por oscilações subjetivas.

65


TIPO 5 Desintegração 7: Na tentativa de sair da caverna existencial onde vive, o tipo 5 pode buscar a satisfação pessoal num ativismo vazio, na ânsia de evitar a dor, na busca de prazer. Pode tentar buscar a satisfação de uma incontrolável sede por se entreter a si mesmo Integração – 8: A confiança em si mesmo, a força, a energia e a iniciativa características do 8 podem ser cura para o 5.

TIPO 6 Desintegração – 3: O medo do fracasso do tipo 3 somente reforça no tipo 6 a sua desconfiança diante da vida. Este fator de desintegração do tipo 6 - advogado do diabo não somente das pessoas, mas de toda e qualquer vida , o coloca numa senda de mais desintegração ainda. Integração – 9: A leveza diante da vida, a serenidade, o hábito de olhar o lado positivo das pessoas, que há no tipo 9, irão libertar o tipo 6 de sua desconfiança dos outros e da vida; enfim, irão retirar a tensão de sua vida mediante a serenidade.

TIPO 7 Desintegração – 1: A obsessão pelo controle, pelo planejamento do tipo 1, pode se transformar na morte da essência criativa e da leveza do tipo 7. A rigidez típica do 1, que o 7 busca para tentar se enfocar, causa nele uma certa morte do seu lado alegre e aventureiro de ser. Integração – 5: O 5 é um convite ao aprofundamento, à profundidade, à reflexão e à desintoxicação da adrenalina, que caracterizam o tipo 7. No processo de recolhimento do tipo 5, o 7 encontra seu equilíbrio.

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TIPO 8 Desintegração – 5: Aqui acontece uma coisa curiosa: a reclusão do tipo 8 é uma pausa para pensar e repensar mágoas, e a maneira de conseguir dar a volta por cima. Por isso o isolamento do tipo 5 lhe é fatal no processo de desintegração. Além disso, traz para o 8 mais e mais afastamento das pessoas, reforçando nele sua indiferença para com os outros. Integração – 2: A doçura, a vulnerabilidade, a abertura ao outro, do tipo 2, é a medida da cura para o tipo 8. Quando o 8 enxerga os outros pelo olhar do 2, esses outros ganham realmente importância para o 2, e se tornam companheiros de existência, em lugar de seres menores, a serem dominados.

TIPO 9 Desintegração – 6: O 6 é um convite perigoso ao 9, de perder a confiança e a leveza da vida em função da desconfiança generalizada do tipo 6. Integração 3: O senso de valorização e de posicionamento do tipo 3 é o caminho para o 9. A atividade e o poder realizador do 3 podem livrar o 9 de uma inércia profunda.

Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 67


AS ASA DO ENEAGRAMA O QUE SÃO AS ASAS DE CADA TIPO? São os tipos circundantes de cada tipo: o tipo anterior e o tipo posterior. Não devem ser entendidos como necessariamente tendências; ou mesmo que haja uma correlação lógica, espiritual ou psicológica entre as asas. Devem ser consideradas curiosidades, ou mesmo uma livre associação entre os tipos. Essas associações mostram como a convivência com os diferentes tipos nos leva ao equilíbrio. Quanto maior for o esp ectro das nossas relações, e o fato de nos permitir ser afetados por elas, mais equilibrados seremos. Percebomos nas asas um movimento no qual às vezes os tipos circundantes apontam para uma mesma direção, e outras vezes apontam para uma direção oposta, produzindo uma situação elástica na qual o tipo é esticado ou atraído para direções opostas.

TIPO 9

TIPO 1

TIPO 2

Está cercado por dois tipos marcados pela gentileza e pela suavidade - dois tipos com forte agenda escondida e com uma capacidade muito grande de mascaração dos seus reais sentimentos. O tipo 1 se opõe diretamente a esses tipos circundantes: não esconde sua agenda e tem pouco compromisso com a gentileza ou doçura; pelo contrário, parte de uma visão negativa, e em lugar de ajudar ou conciliar pretende reformar as pessoas.

TIPO 1

TIPO 2

TIPO 3

Está cercado por dois tipos orientados não por pessoas, mas por realizações. Tanto o tipo 1 quanto o tipo 3 são tipos orientados pelo fazer, e não pelo ajudar. O tipo 1 centraliza-se na reforma, na retidão das coisas, enquanto o tipo 3 é basicamente orientado pela ação. O tipo 2 se diferencia dos tipos circundantes por estar focalizado na compaixão, e não na ação. 68


TIPO 2

TIPO 3

TIPO 4

Está cercado por dois tipos orientados pela subjetividade e pela paixão platônica, quer seja voltada para as artes, quer seja voltada para a compaixão na ajuda às pessoas. Vê-se rodeado por dois tipos, que o convidam a desfocar-se da ação.

TIPO 3

TIPO 4

TIPO 5

Está cercado por dois tipos cujos sentimentos são inatingíveis. São dois tipos que de alguma maneira se escondem por trás da ação desenfreada ou do fechamento em retiro para as cavernas do ser. O interessante é que o tipo 4 se contrapõe a este por expor-se ao extremo; por colocar-se para fora e fazer aparecer. Ou seja: não se esconde, mas se mostra com muita clareza.

TIPO 4

TIPO 5

TIPO 6

Está circundado por uma espécie de desequilíbrio, como se o tipo 4 o convidasse a sair e o tipo 6 o convidasse a ficar. Há aqui uma espécie de corda puxada para lados opostos.

TIPO 5

TIPO 6

TIPO 7

Ainda na zona do desequilíbrio o 6 se posiciona dentro de uma guerra de forças na qual o 5 reforça seu lado de desconfiar de tudo e de todos, de suspeitar do mundo como um lugar confiável para se viver, enquanto o 7 o chama para sair da desconfiança e arriscar-se, prosseguir apesar das consequências, enfim, caminhar sem garantias.

TIPO 6

TIPO 7

TIPO 8

O 7 está circundado por dois tipos que veem as pessoas como ameaças e não como cúmplices da existência. Neste sentido são duas forças que o puxam para o esvaziamento das suas relações pessoais. O 7 já tem dificuldade com as pessoas, e essas forças contribuem para sustentar ainda mais as dificuldades. 69


TIPO 7

TIPO 8

TIPO 9

O tipo 8 está cercado por duas forças que o equilibram, na medida em que o 9 o convida a uma valorização das pessoas, uma pacificação das relações, uma capacidade de compreensão da vulnerabilidade, enquanto o 7 reforça o lado mais prioritário da pessoa humana.

TIPO 8

TIPO 9

TIPO 1

O tipo 9 está cercado por dois tipos que têm profundas dificuldades com a vulnerabilidade das pessoas. Ambos, ao contrário dele, não conseguem vê-las, muito menos valorizá-las; ao contrário, olham para elas e as enxergam como problemáticas e necessitadas - ou de força, ou de reforma.

Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 70


Considerações finais: - Todos os tipos são importantes! Não há o tipo melhor ou pior; - A grande questão é o equilíbrio que cada pessoa deve buscar para si. Bons líderes, demonstram ser pessoas com um bom nível de equilíbrio emocional; - Conhecer nossas tendências comportamentais, é fator imprescindível para equilibrarmos pontos de alternância do tipo dominante em nós; - Todos os tipos nos revelam possibilidades de ação além do que é trivial e costumeiro. No entanto, se fizermos as coisas exatamente como sempre as fizemos, obteremos os mesmos resultados. O fato é que podemos dar flexibilidade às nossas ações. - O eneagrama revela que todas as pessoas possuem, ou potencialmente possuem todos os recursos que necessitam para agirem efetivamente. - Sobre o desequilíbrio, ainda poderíamos observar que algumas qualidades quando sob a influência dele, dão origem ao que podemos chamar fraqueza essencial. Assim, podemos ver que:

A perfeição gera a Ira A ajuda gera o Orgulho O sucesso gera a Mentira A originalidade gera a Inveja O acúmulo gera a Avareza A desconfiança gera o Medo As experiências geram a Gula A insensibilidade gera a Luxúria A paz gera a Preguiça

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REFLEXÃO:

Anotações: ______________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ ________________________________________________________________________________ 72


Bíbliografia: CORTELLA, M. S. Qual é a tua obra? : inquietações propositivas sobre gestão. Petrópolis - RJ: Vozes, 2011. ______________. Não nascemos prontos: provocações filosóficas. Petrópolis - RJ: Vozes, 2010. CUNHA, A. G. (2010). Dicionário etimológico da lingua portuguesa. Rio de Janeiro: Lexikon. H. PALMER, O Eneagrama. São Paulo, Paulina, 1993. HURLEY & DOBSON. Qual é o meu Tipo? São Paulo, Mercuryo, 1995. HUNTER, J. C. (2006). O monge e o executivo: uma história sobre a essência da liderança. Rio de Janeiro: Sextante. INEXH, I. N. (2015). Apostila do curso practitioner. Araxá: INEXRH. LAHAYE, T. (1997). Por que agimos como agimos? São Paulo: Abba. MARSTON, Willian Moulton. As emoções das pessoas normais. São Paulo: Success For You Editora, 2014. MELENDO, M. O Eneagrama. Petrópolis, Vozes, 2001. PEREIRA, E. R. (2005). Curso: as nove faces da alma - o Eneagrama. Campinas: SPS. RISO, R. & HUDSON, R. Understanding the Enneagram. Boston, Houghton Mifflin Company, 2000. ____________________, Personality Types. Boston, Houghton Mifflin Company, 2000. RISO, R. Discovering your Personality Type. Boston, Houghton Mifflin Company, 1995. RHOR, R. As Nove Faces da Alma. Petrópolis, Vozes, 1996. STANKO, J. W. (2010). Muitos líderes, pouca liderança. Rio de Janeiro: BV Films Editora LTDA.

Notas: STANKO, 2010, p. X Ibid p. XI Ibid Ibid p. 1 CORTELLA, 2011, p. 14 Ibid p. 16) PEREIRA, 2005, p. 7 PEREIRA, 2005, p. 17)

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