Descobertas - 1º Trimestre de 2017

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VIAGENS CNC 2017

Os portugueses foram os primeiros ocidentais a chegar a Hoi An, hoje Vietname, e aí se estabelecerem, em 1516. Em 2017, o CNC propõe uma viagem aos locais de memória dos portugueses por terras da Cochinchina, visitando o legado português que ali permanece bem visível, como é exemplo uma nova escrita romanizada (Quôc Ngû) que substituiu integralmente o uso dos ideogramas de feição chinesa graças ao trabalho dos Jesuítas/linguistas portugueses Gaspar do Amaral, Francisco de Pina e António Barbosa. Não deixaremos de conhecer a cultura local e evocar as grandes personalidades com ligações aos sítios que visitaremos,

AMADEO EM FRANÇA De Paris à Bretanha Em 2016, o Centro Nacional de Cultura viajou até Paris para visitar a exposição retrospetiva de Amadeo de Souza-Cardoso, no Grand Palais, organizada na celebração dos 50 anos da delegação da Fundação Calouste Gulbenkian naquela cidade. Desta viagem surgiu outra, dada a importante influência que Paris e a Bretanha têm no trabalho de Amadeo de Souza-Cardoso, facto que nos motiva a organizar uma visita mais prolongada a França em junho de 2017 (datas previstas a confirmar: de 10 a 17 de junho) acompanhados

MECENAS OURO

Mstyslav Chernov

OS PORTUGUESES AO ENCONTRO DA SUA HISTÓRIA Cochinchina

desde Ho-Chi-Minh, a André Malraux, a Graham Greene e a Marguerite Duras, sempre acompanhados por um especialista do CHAM (Centro de História de Aquém e d’Além Mar, da Universidade Nova de Lisboa). O CNC está a preparar esta viagem para

o final de agosto e início de setembro (datas previstas a confirmar: 26 de agosto a 6 de setembro). Poderá enviar mail para hserra@cnc.pt ou ligar para o CNC manifestando o seu interesse e passará a receber novidades sobre este projeto.

pela especialista na obra Amadeo de Souza-Cardoso, Dra. Helena de Freitas. Poderá enviar mail para hserra@cnc.pt ou telefonar para o CNC pedindo mais informações sobre este projecto.

GALA O AH! DAS COISAS No passado dia 30 de novembro decorreu no Museu do Oriente uma Gala de homenagem a Alberto Vaz da Silva em que foram relembradas as diversas áreas a que Alberto se dedicou. Contámos, entre outros, com testemunhos de Maria Flávia de Monsaraz (Astrologia), Máximo Ferreira (Astronomia), Margarida Gil (Cinema), dos filósofos Edgar Morin e Eduardo Lourenço e, ainda, com evocações de Sophia de Mello Breyner e Agustina Bessa-Luís, interpretações de Rão Kyao e Adriano Jordão e testemunhos da família e de amigos.

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NOTÍ Notícias CIAS CICLO DE CONFERÊNCIAS: HISTORIA PARALELA DO TEATRO PORTUGUÊS PALÁCIO DE INDEPENDÊNCIA fevereiro a dezembro de 2017 A Sociedade Histórica da Independência de Portugal, o Instituto D. Antão de Almada – Memória de Portugal e o Centro Nacional de Cultura promovem um ciclo de palestras, integrado no Curso Geral levado a cabo pela Academia Lusófona Luís de Camões, que versarão a obra dos dramaturgos que antecederam,

enquadraram ou se seguiram aos grandes nomes do teatro português. Para ilustrar as sessões, Francisco Fragoso promoverá a leitura encenada dos textos citados nas palestras por alunos da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa e do Curso Geral promovido pela Academia Lusófona Luís de Camões. COORDENAÇÃO: Duarte Ivo Cruz ORADORES, ENTRE OUTROS: José Alarcão Troni, Guilherme d’Oliveira Martins, Duarte Ivo Cruz, Annabela Rita, Pedro Saraiva, Ana Isabel Vasconcelos, António Braz Teixeira, Renato Epifânio Programa completo em www.cnc.pt

DIAS LITERÁRIOS CCB Em 2017 o CNC volta a associar-se ao Centro Cultural de Belém para a organização de três “Dias Literários”: Camilo Pessanha, Herberto Hélder e Agostinho da Silva. Estas sessões surgem no âmbito da programação da área da Literatura e Pensamento do CCB e no seguimento das já realizadas a propósito de António José Saraiva, António Lobo Antunes, Óscar Lopes, Carlos Queiroz, Eça de Queiroz, Ramalho Ortigão, Vasco Graça Moura, entre outras. Esteja atento ao anúncio das datas e programas de cada sessão.

SERIGRAFIA JORGE MARTINS O Pintor Jorge Martins é o autor da mais recente serigrafia da coleção do CNC, lançada por ocasião da homenagem a Alberto Vaz da Silva, em novembro passado, juntando-se assim a artistas como Graça Morais, Júlio Pomar, Menez, Manuel Amado, Helena Almeida, Nikias Skapinakis, Siza Vieira e António Palolo. Não deixe de nos consultar para mais informações sobre esta coleção.

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DISQUIET 2017 Mais de quinhentos escritores norte-americanos participaram já nas passadas seis edições do programa Disquiet. A próxima edição terá lugar em Lisboa entre 25 de junho e 7 de julho de 2017, uma vez mais organizada pelo CNC. O projeto tem como principais objetivos aprofundar o conhecimento entre escritores norte-americanos e lusófonos e divulgar a obra destes artistas para além das suas habituais fronteiras. Pretende também proporcionar o contacto entre escritores portugueses e escritores norte-americanos. O número de candidaturas ao programa Disquiet tem vindo a sofrer um significativo aumento, o que reflete o êxito do programa nos Estados-Unidos da América. Para a última edição foram recebidos cerca de mil dossiers, entre os quais foram selecionados 100 escritores participantes.

MECENAS PRATA ANA ­‑ Aeroportos de Portugal, SA | Correio da Manhã (Presslivre) | Diário de Notícias | DID ­‑ Doc. Informática Desenv. | Duvídeo | Hoteis

Heritage Lisboa | Imprensa Nacional ­‑ Casa da Moeda | Instituto Nacional de Estatística | Jornal de Notícias | Novo Banco | REN ­‑ Rede Eléctrica Nacional | Tabaqueira II, SA


SERVIÇOS Serviços BOLSAS JOVENS CRIADORES Durante o mês de outubro decorreu o processo de pré-seleção pelas duas Comissões Especializadas nas áreas contempladas este ano: ARTES DO ESPETÁCULO e ARTES VISUAIS. Após análise dos dossiers pré-selecionados e entrevistas com os candidatos, o júri decidiu distinguir os seguintes sete projetos: ARTES DO ESPETÁCULO – DANÇA/TEATRO • Sandra Henriques (teatro) PROJETO: Pesquisa, conceção, montagem e apresentação de um espetáculo de intervenção acerca da aldeia de Foz do Dão • Ana Sofia Abreu (teatro) PROJETO: Mestrado em Práticas Escénicas y Cultura Visual – Madrid • Giovanni Lourenço (dança) PROJETO: Formação no C.E.M. Centro Em Movimento e apresentação no Bairro do Fim do Mundo • Bruno Senune (dança) PROJETO: “A Deriva dos Olhos” – solo de dança ARTES VISUAIS: VÍDEO/ARTES PLÁSTICAS/FOTOGRAFIA Paulo Carneiro (vídeo) PROJETO: Documentário acerca da aldeia de BOSTOFRIO (Boticas) • Daniela Viçoso (desenho) PROJETO: “Boy’s Love à Portuguesa” – projeto de (re)criação de ícones da tradição portuguesa • Nadia Duvall (instalação/performance) PROJETO: Criação de próteses/objetos extensíveis ao corpo. • Rita Ferreira (pintura/video) PROJETO: velas de um veleiro pintadas e vídeo de navegação

BOLSAS CRIAR LUSOFONIA Foram selecionados os bolseiros do concurso Criar Lusofonia do Centro Nacional de Cultura com o apoio da

ASSOCIAÇÕES

Direção Geral dos Arquivos, do Livro e das Bibliotecas, na área de Criação/ Investigação literárias. Por unanimidade do júri foram selecionados os seguintes projetos: • Projeto de Romance a desenvolver em Portugal e na Guiné Bissau, “Cravos em Lisboa mudam destinos em Bissau”, apresentado por Tony Tcheka, de nacionalidade guineense. • Projeto de Romance a desenvolver em Portugal e nas comunidades lusófonas em Roterdão, “Esmeralda de Roterdão”, apresentado por Aida Gomes, de nacionalidade portuguesa.

1. Café No Chiado do almoço à ceia, no interior ou na esplanada, um café literário todos os dias das 10h às 2h

2. Galeria Fernando Pessoa para almoços de negócios, para apresentação de produtos, para jantares de anos, ou para lançamentos de livros, com ou sem catering.

3. Ciber­‑Chiado uma ligação ao mundo num ambiente de requinte português de segunda a sexta das 10h00 às 18h00

4. Residência de artistas “apartamentos de charme” no Chiado (mínimo 1 semana máximo 2 meses)

5. Acolhimento VIP para Estrangeiros Para Empresas e Embaixadas Serviço de visitas em Lisboa e fora de Lisboa com guia de turismo cultural especializado (francês / inglês)

6. Introdução à Língua e Cultura Portuguesa para empresários estrangeiros

COLABORAÇÃO DO CENTRO NACIONAL DE CULTURA COM A UNESCO

Programa de cursos de língua e cultura portuguesa de curta e media duração para quadros de Empresas e Embaixadas

7. Loja Atelier 55 A colaboração entre o CNC e a UNESCO é cada vez mais intensa. O CNC integra o Conselho Consultivo da Comissão Nacional da Unesco, sendo um dos três membros eleitos de entre representantes de instituições nacionais, fundações, associações ou academias de carácter educativo, cultural e científico que prosseguem atividades a nível nacional no âmbito das finalidades desta instituição. É também uma das entidades fundadoras do Centro UNESCO para a Salvaguarda do Património Cultural Imaterial, criado em Beja a 6 de Maio de 2016. Está a desenvolver uma parceria com a Cátedra Unesco “O Património Cultural dos Oceanos”, instalada na Universidade Nova de Lisboa, cuja atividade incide no património marítimo e subaquático.

mesmo ao lado do CNC um espaço de acolhimento para turistas, onde pode encontrar as nossas edições e peças únicas, artesanato e mobiliário português

8. Gabinete de Tradução de e para várias línguas, rápido e com qualidade

9. Lisbon Walks passeios a pé, para portugueses e estrangeiros, guiados em várias línguas

10. Gincanas para Crianças para escolas e aos sábados mediante inscrição

APAI ­‑ Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial | ATL ­‑ Associação de Turismo de Lisboa | Associação de Valorização do Chiado | Fundação Passos Canavarro ­‑ Arte, Ciência e Democracia | Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana | SEDES ­‑ Associação para o Desenvolvimento Económico e Social | SLP ­‑ Sociedade da Língua Portuguesa

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Passeios de Domingo 1.º Trimestre 2017

2] [Ponte Cultural Lisboa-Porto: As Novidades

Sábado e Domingo, 21 e 22 de janeiro

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Ciclo Ateliers | Ateliers de Campo de Ourique Sábado, 14 de janeiro

Com este itinerário, damos início a um novo ciclo temático que nos leva a lugares emblemáticos de criação artística. São os ateliers, espaços muito particulares de vivência quotidiana, onde os artistas realizam o seu trabalho. No bairro de Campo de Ourique em Lisboa, num contexto verdadeiramente único, onde se respira criatividade, persiste um conjunto de ateliers que se configura como um património vivo de criação contemporânea. Neste cenário surpreendente, vamos conhecer o conjunto de pequenos edifícios e a tradição dos ateliers de artistas em contexto urbano, desde os anos 40 do século XX, quando o escultor Leopoldo de Almeida aqui se instalou e descobrir as vivências contemporâneas nos ateliers de cada criador. Esta visita conta com a presença, voz e testemunho de pintores residentes como Jorge Martins (na foto) e Bárbara Assis Pacheco. GUIAS: Maria Calado (CNC); Pintor Jorge Martins e Pintor/Arquiteta Bárbara Assis Pacheco HORÁRIO: 11h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 25 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Rua Coelho da Rocha, 68

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APOIOS

Na Casa de Serralves, a Exposição Joan Miró: Materialidade e Metamorfose é o pretexto para voltarmos ao Porto e conhecermos algumas das novas propostas que fazem parte da vida cultural da cidade. A exposição revela 80 obras de Joan Miró pertencentes ao Estado Português (do conjunto das 85 da Coleção), aqui mostradas pela primeira vez, abarcando um período de seis décadas da carreira do artista catalão, de 1924 a 1981, e abordando as suas metamorfoses artísticas nos campos do desenho, pintura, colagem e trabalhos em tapeçaria. Situado no coração da Baixa do Porto, o conjunto formado pela Igreja e Torre dos Clérigos, recentemente restaurado, é um notável exemplar do barroco do norte de Portugal, projetado pelo arquiteto e pintor italiano Nicolau Nasoni para a Irmandade dos Clérigos, entidade que ainda hoje tutela e preserva, de forma exemplar, este edifício classificado como Monumento Nacional. Conjugando, de forma genial, os modelos barroco internacional com as características locais, este património histórico e artístico é um referencial do barroco setecentista. Recentemente aberto ao público, o grande Paço Episcopal do Porto, implantado na colina da Sé, é uma residência eclesiástica de enorme dimensão e monumentalidade, um verdadeiro palácio, habitado durante muitos séculos pelos bispos do Porto. A construção desta residência episcopal principia no século XIII e termina no século XIX, um percurso longo onde se destaca a intervenção artística de Nicolau Nasoni no século XVIII. Evocando o pintor da modernidade em Portugal, cujo centenário do nascimento se celebra em 2017, a Fundação Júlio Resende é o local para uma nova

abordagem e um novo olhar sobre o acervo da coleção permanente e sobre a exposição Resende – anos 60. GUIAS: Maria Calado (CNC) / Especialistas das Instituições que se inserem no itinerário da visita. HORÁRIO: 8h DURAÇÃO: fim de semana LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte, alojamento e três refeições

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Casa Artur Prat e Palácio Sottomayor Sábado, 28 de janeiro

Projetada pelo arquiteto Ventura Terra para o pintor Artur Prat, a Casa Artur Prat foi construída a partir de 1912 como uma residência de artista onde se incluíam as áreas habitacionais e o próprio atelier. Com uma implantação muito particular, virada sobre o Parque Eduardo VII, a Casa Artur Prat, nas Avenidas Novas em Lisboa, é um exemplar representativo da habitação burguesa na capital no início do século XX, traduzindo bem uma arquitetura eclética de inspiração francesa ao conjugar elementos classicizantes com decoração naturalista de inspiração Arte Nova. O edifício foi distinguido com uma Menção Honrosa do Prémio Valmor em 1913 e encontra-se classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1986. Associado à Casa Prat está o novo edifício da Ordem dos Engenheiros, entidade proprietária deste conjunto patrimonial, projetado em 1992 pelo atelier dos arquitetos Aires Mateus. Muito próximo, mandado edificar no final do século XIX pelo banqueiro Cândido Sotto Mayor para sua residência nas Avenidas Novas, ergue-se o imponente Palácio Sotto Mayor, rodeado por um jardim sinuoso com frente para as Picoas (atual Av. Fontes Pereira de Melo). Iniciado pelo arquiteto Ezequiel


PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo Bandeira e continuado pelo engenheiro Rodrigues Nogueira e pelos arquitetos Evaristo Gomes e João António Piloto, ficou concluído em 1906. É uma grande residência aristocrata “à maneira francesa”, com elementos decorativos de inspiração clássica e naturalista. GUIAS: Maria Calado; Michel Toussaint;

Ordem dos Engenheiros HORÁRIO: 10h30 DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Av. António Augusto de Aguiar, 3D Almoço

4] [Museu Nacional

de Arte Contemporânea: Exposição Amadeo Souza-Cardoso Domingo, 29 de janeiro

A exposição individual de Amadeo de Souza-Cardoso, inaugurada em 1916 no salão de festas do Jardim Passos Manuel no Porto com 114 obras e se apresentou em 1917, em Lisboa, na sede da Liga Naval no Palácio Palmela ao Calhariz, gerou as mais violentas reações às propostas de modernidade e vanguarda do pintor, que viria a falecer dois anos depois. Esta mostra, que se configura hoje como um marco referencial da arte do século XX, é agora reposta no Museu Nacional de Arte Contemporânea-Museu do Chiado, permitindo-nos conhecer de perto as obras e reinterpretar a própria exposição original e o seu significado para a arte moderna e contemporânea. GUIA: Museu do Chiado HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Rua Serpa

Pinto, 4

APOIOS

5] [Sítio do Quelhas

e Palácio do Machadinho Quarta, 1 de fevereiro

Numa encosta ingreme de Lisboa, entre a Lapa e a Madragoa, o Palácio inscreve-se no espaço entre as atuais ruas do Quelhas e do Machadinho. O edifício, na sua origem, é um exemplar de residência aristocrata dos séculos XVII e XVIII em contexto urbano. Pertenceu a José Machado Pinto, próspero comerciante, nomeado pelo Marquês de Pombal administrador do contrato do tabaco do reino, que aqui faleceu em 1771. Ao longo dos tempos, foi casa nobre, palácio burguês, habitação multifamiliar, colégio, escola primária, edifício de serviço público. No século XIX aqui viveram o poeta António Feliciano de Castilho e seu filho, o olissipógrafo Júlio de Castilho. As múltiplas vidas do palácio do Machadinho contam a história social, política, arquitetónica e artística da Lisboa dos últimos quatrocentos anos. GUIA: Técnicos do Departamento de

Património Cultural da CML HORÁRIO: 10h30 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Rua do Quelhas, 13

6] [Ciclo Hotéis Históricos: Hotel Ritz

Sábado, 4 de fevereiro Junto do Parque Eduardo VII, no topo de uma colina virada sobre o estuário do Tejo, o Hotel Ritz, inaugurado em 1959 com a presença de figuras notáveis da sociedade portuguesa e internacional, é um exemplar dos modernos edifícios da hotelaria de luxo. Projetado pelo arquiteto Porfírio Pardal Monteiro e decorado com obras de grandes artistas, o imponente edifício de 15 andares reflete a modermidade, tanto no programa

e linguagem arquitetónica como no mobiliário e na decoração, onde se revelam elementos de Art Déco. No conjunto, que se encontra classificado como Monumento de Interesse Público, inserem-se obras de notáveis artistas plásticos, nomeadamente pinturas Almada Negreiros, Lino António, Pedro Leitão e Sara Afonso, esculturas de António Duarte, Barata Feio, Hein Semke, João Farinha, Joaquim Correia, Lagoa Henriques, Martins Correias, azulejos de Jorge Barradas e painéis cerâmicos de Querubim Lapa. GUIAS: Michel Toussaint e Maria Calado HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Hotel Ritz,

Rua Rodrigo da Fonseca, 68

7] [Ciclo Património

Industrial: Estações do Rossio e Sul Sueste Domingo, 5 de fevereiro

Estação Central, ferroviária, de grandes dimensões, para onde afluíam todas as vias férreas nacionais e internacionais, a Estação do Rossio foi construída a partir de finais do século XIX de acordo com o projeto de José Luís Monteiro. Apresenta-se segundo um modelo revivalista neomanuelino e de arquitetura de ferro. Segue os cânones das grandes estações europeias, especialmente o modelo da Estação de Saint-Lazare, em Paris, possuindo o interior simples e as fachadas com decoração neomanuelina. Este edifício veio fechar o “boulevard” português, fazendo par com o Hotel Avenida Palace, com o qual tinha ligação física, facilitando o acesso aos turistas que visitavam o país. Apesar das sucessivas remodelações que sofreu, a estação não perdeu a sua estrutura inicial. Projetada pelo arquiteto Cottinelli Telmo, a Estação Sul e Sueste foi construída entre 1929 e 1931, estabelecendo ligação fluvial à estação ferroviária do Barreiro. É constituída por um único pavimento,

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Passeios de Domingo

em três corpos. Poderá observar-se no hall, painéis de azulejos policromados, representando os brasões de Évora, Setúbal, Beja, Estremoz, Portalegre, Faro, Lagos, Tavira, Silves e Portimão. Nas duas salas de espera existem silhares de azulejos policromados (visita exterior) GUIAS: APAI/ Paula Azevedo HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 35 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação do Rossio

(entrada Pç. D. João da Câmara)

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Elvas-Património Mundial e Cidades Fronteiriças Sábado e Domingo, 11 e 12 de fevereiro

Cidade raiana junto da linha de fronteira entre Portugal e Espanha, Elvas tem a sua história ligada a esta localização estratégica de cariz defensivo e possui hoje uma herança cultural viva que se encontra classificada pela Unesco como Património da Humanidade. Invocando essa história que nos deixou o notável legado do património militar da cidade, visitaremos o conjunto fortificado que é a maior fortaleza abaluartada do mundo. Com um património rico e diversificado, Elvas ostenta um conjunto construído com edifícios de grande valor histórico, artístico e cultural, com destaque para a Igreja de S. Domingos e o monumental aqueduto da Amoreira. Numa relação histórica direta com o povoamento e defesa da fronteira entre os dois países, a cidade espanhola de Olivença está ligada à reconquista cristã da região pelos Templários do Reino de Portugal. Incorporada no território português pelo Tratado de Alcanizes, celebrado entre os Reis D. Dinis, de Portugal, e D. Fernando IV de Castela, em 1297, Olivença seria anexada a Espanha, em 1801, na sequência da Guerra das Laranjas. Do seu património monumental ligado à história e com claros traços da cultura lusa, destaca-se a Igreja de Santa Maria Madalena, notável

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exemplar da arquitetura quinhentista. A principal cidade espanhola desta zona raiana é Badajoz, que apresenta ainda partes consideráveis da sua muralha. Para além do património construído, merece visita o MEIAC-Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo. Relevante é o edifício, implantado sobre a antiga cadeia, por sua vez construída sobre o recinto de um antigo baluarte militar seiscentista, mas também o espaço museológico que possui uma das mais importantes coleções de arte ibero-americana, onde se inscrevem obras de destacados criadores portugueses. GUIAS: Maria Calado (CNC); Gabinete do Centro Histórico – C. M. de Elvas; MEIAC HORÁRIO: 8h DURAÇÃO: fim de semana LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte, alojamento e três refeições

9] [Museu Nacional de Arte

Antiga: Exposição “A Cidade Global – Lisboa do Renascimento” Quarta, 15 de fevereiro

A exposição conta com peças do acervo deste museu nacional e, ainda, de obras de arte de várias instituições museológicas e colecionadores estrangeiros. Revelando o papel de mediação artística e cultural de Portugal e da sua capital cosmopolita, através de ligações interculturais com África, Ásia e o Extremo Oriente, esta exposição celebra a posição de Lisboa como uma verdadeira “cidade global” no séc. XVI, onde as lacas asiáticas, a porcelana azul e branca Ming e os marfins, os cristais esculpidos, as joias e os intrincados trabalhos de ourives do Ceilão e de Goa estavam entre os produtos vendidos a preços extraordinários pelos mercadores da Rua Nova de Lisboa. A exposição mostrará uma impressionante

seleção de obras provenientes de instituições do Reino Unido, nomeadamente uma pintura proveniente da Sociedade de Antiquários de Londres, com extensa vista de cidade e detalhes da vida quotidiana, cuja temática é identificada com a Rua dos Mercadores, GUIA: Anísio Franco HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: MNAA – Entrada

lateral (Rua das Janelas Verdes)

10] [Bairros Com História: Madragoa

Domingo, 19 de fevereiro Um dos bairros históricos da Lisboa Ocidental, a Madragoa, começou por ser um povoado ribeirinho implantado na encosta virada a sul, ente a Lapa, Santos e a Pampulha. A sua origem como conjunto urbano desenhado e consolidado remonta ao século XVI, quando aqui se instalaram conventos e palácios, junto dos quais se fixou uma população oriunda de várias regiões do país e que se veio a ligar à produção agrícola conventual e à faina fluvial. A toponímia regista a matriz histórica e urbanística, invocando o convento das Trinas do Mocambo, conhecidas como freiras ou madres de Goa. Pelas ruas da Madragoa, podemos descobrir um património histórico e cultural vivo, onde edifícios monumentais convivem, lado a lado, com ambiências tradicionais e vernáculas. Num bairro repleto de história, esta visita evocará ainda figuras e factos da nossa memória coletiva e testemunhará a vitalidade das ambiências culturais. GUIA: Guilherme d’Oliveira Martins HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Chafariz

da Esperança (à Av. D. Carlos I)


PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo 11] [Património e Memória: Évora Renovada e Revisitada Sábado, 4 de março

A Igreja de São Francisco é um notável edifício do nosso património histórico, classificado como Monumento Nacional e inserido no conjunto classificado pela UNESCO como Património Mundial. O complexo conventual começou a ser construído no século XIII, quando esta ordem mendicante se instalou na cidade, tendo-se a atual igreja erguido a partir do século XV e concluído no século XVI. Peça-chave deste conjunto artístico é a Capela dos Ossos. Raro exemplar do barroco setecentista, assume particular brilho e beleza após o coerente restauro e iluminação, o que nos permite hoje uma verdadeira leitura de todas as suas componentes. O núcleo museológico, instalado no âmbito das recentes obras de restauro e valorização, dá-nos a conhecer aspetos essenciais deste monumento e permite-nos compreender, de forma integrada, uma história multisecular. Completando este périplo em Évora, um percurso pela cidade levar-nos-á a reencontrar testemunhos coevos incontornáveis, como a Capela de S. Brás ou o complexo arquitetónico da Sé, onde o gótico dos séculos XIII e XIV foi matricial, mas onde o barroco também se associou e o neoclassicismo setecentista se integrou. GUIAS: Anísio Franco e Direção Regional

da Cultura do Alentejo HORÁRIO: 9h DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

12] [Ciclo Património Industrial: Estações do Cais do Sodré; Alcântara-Mar e Alcântara-Terra Domingo, 5 de março

As estações, mais especificamente os edifícios de passageiros, são os objetos mediadores entre o comboio e o espaço urbano, palcos onde se movimentam milhares de pessoas por dia. Nesta visita vamos conhecer o passado e o presente das estações de Lisboa-Cais do Sodré, de Alcântara-Mar e de Alcântara-Terra. Iremos de comboio até à estação de Alcântara-Mar, autoria do arquiteto Cottinelli Telmo, inaugurada em 1928, e a pé até à estação de Alcântara-Terra, inaugurada em 2 abril de 1887.

e porcelanas da Companhia das Índias, destacando-se o serviço de cristal «Roma». O Convento dos Capuchos, exemplar de arquitetura residencial conventual, foi fundado em 1560 por D. Álvaro de Castro, conselheiro de Estado do rei D. Sebastião, com o nome de Convento de Santa Cruz da Serra de Sintra, e entregue a frades arrábidos franciscanos, em resultado do cumprimento de um voto de seu pai, D. João de Castro, quarto vice-rei da Índia. Construído de acordo com uma filosofia de extremo despojamento arquitetónico e decorativo, este conjunto de dimensões reduzidas é notável pela extrema pobreza da sua construção A sua rusticidade e austeridade são indissociáveis da vegetação envolvente, numa integração total com a natureza, até ao ponto de incorporar na construção enormes fragas de granito. GUIA: Augusto Moutinho Borges HORÁRIO: 10h30 DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 25 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos

GUIAS: APAI/ Paula Azevedo e Jorge Custódio HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 35 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação do Cais do Sodré (entrada Pç. Duque da Terceira)

(em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

13] [Ciclo Residências com

14] [Ciclo Escritores:

História: Villa Roma e Convento dos Capuchos Sábado, 11 de março

No cenário romântico de Sintra, a Villa Roma foi construída no final do século XVIII por Carlos Morato Roma, economista português de sucesso, que lhe imprimiu um acentuado gosto britânico. Edifício de fachada original pelo reboco imitando tijolo, conserva no interior pinturas a fresco de motivos floridos. Mas o elemento que diferencia a Villa Roma das outras quintas de Sintra é a entrada guarnecida por um pórtico colunado saliente. O património familiar inclui ainda uma boa coleção de faianças

O papel é um produto renovável e reciclável. Todos os papéis provenientes de florestas com gestão sustentável são ambientalmente responsáveis.

José Gomes Ferreira Domingo, 12 de março

Nascido no Porto, em 1900, profeticamente na Rua das Musas, José Gomes Ferreira veio para Lisboa aos quatro anos. E, do mesmo modo que Camilo, nascido em Lisboa, foi um escritor do Norte, José Gomes Ferreira, nascido no Norte, foi um intelectual de Lisboa. A sua vida e a obra atravessaram praticamente todo o século XX e fazem parte do património da capital. A história do Poeta Militante e do cidadão empenhado nas causas da cultura e da liberdade cruzam-se com a própria história da nossa cidade. As casas que

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PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo habitou, as ruas que percorreu e os cafés que frequentou são espaços de memória do escritor e de todos aqueles que com ele criaram cumplicidades. Uma boa forma de evocar o poeta é passar pelos lugares onde viveu e conviveu. GUIA: Paula Oleiro HORÁRIO: 10h00 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Rua dos Caetanos,

Tabaqueira e Casa-Museu Leal da Câmara Sábado, 18 de março

Em plena frente ribeirinha de Lisboa, a visita leva-nos ao encontro do lugar de criação e produção de uma das mais emblemáticas artistas plásticas do nosso tempo, com obra relevante e inovadora no panorama internacional e com expressão e visibilidade no espaço público, dos museus a contextos urbanos. O processo criativo de Joana Vasconcelos assenta na apropriação, descontextualização e subversão de objetos pré-existentes e realidades do quotidiano. O ateliê é um espaço de grandes dimensões. Aqui emerge a arte de Joana de Vasconcelos, num processo onde o pensar e o fazer são indissociáveis e onde uma vasta equipa, composta por artesãs, costureiras, eletricistas, carpinteiros, pintores, arquitetos, fotógrafos, profissionais da comunicação, gestores de projeto e estagiários de vários países do mundo se articulam.

Esta visita leva-nos ao encontro da modernidade na arquitetura e nas artes visuais em Portugal. Edificada no bairro industrial da Tabaqueira em Albarraque e inaugurada a 18 de dezembro de 1965, a Igreja da Sagrada Família, tal como o conjunto fabril e habitacional em que se integrou, deve-se à iniciativa daquela empresa. Nesta obra, exemplo pioneiro da arquitetura religiosa moderna, o arquiteto Jorge Viana, autor do projeto, contou com a participação de destacados artistas plásticos contemporâneos como Lima de Freitas, Maria do Carmo d’Orey ou Graça Costa Cabral. Por ser uma das obras que melhor testemunha o confronto de mentalidades da sociedade portuguesa, mas também pelo mérito e valor das soluções que apresentou, está em curso o seu processo de classificação como edifício de interesse público, por iniciativa da família do criador deste património cultural. Do mesmo modo, a Casa-Museu de Leal da Câmara na Rinchoa, instalada na moradia onde o desenhador e caricaturista viveu, desde 1930 até à sua morte em 1948, é um espaço museológico dedicado à obra deste modernista. O acervo da Casa-Museu é composto por objetos de pintura, mobiliário, caricatura, desenho, têxteis, cerâmica e, ainda, pelo arquivo fotográfico de correspondência e outra documentação. No século XIX, o edifício funcionou como Hospital de Campanha das tropas portuguesas durante as Invasões Francesas.

GUIA: Guilherme d’Oliveira Martins e Joana Vasconcelos HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Edifício Gonçalves Zarco, Rua da Cintura do Porto de Lisboa Doca de Alcântara Norte (junto ao Museu do Oriente)

GUIAS: Arquiteto José Manuel Fernandes e Casa-Museu Leal da Câmara HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

29 (Escola de Música do Conservatório Nacional) – Bairro Alto

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Ciclo Ateliers | Atelier Joana Vasconcelos Quarta, 15 de março

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16] [Igreja do Bairro da

17] [Ciclo Património Industrial: Entroncamento Sábado, 25 de março

Propõe-se uma visita ao Museu Nacional Ferroviário, recentemente inaugurado, para observar o modo como a museologia ferroviária e industrial passou a observar a história dos caminhos de ferro e o património ferroviário, na sua intrínseca relação com as diferentes componentes da cultura técnica, industrial e social, de feição nacional e internacional. Situado no Entroncamento, o Museu encontra-se estabelecido num complexo de edifícios que faziam parte das instalações oficinais daquela estação. Visitar-se-ão ainda os edifícios da Oficina de Creosotagem, datados de 1907, cujos vestígios têm um significado muito importante no âmbito do património industrial do país, dado serem a única unidade de tratamento das travessas de madeiras usadas antigamente para assentar os carris de ferro das linhas ferroviários da empresa dos Caminhos de Ferro de Portugal, que ainda subsiste no nosso país. Propõe-se ainda a visita aos bairros ferroviários do Entroncamento, cujo projeto se deve ao arquiteto modernista Cottinelli Telmo (1897-1948). GUIAS: APAI; Jorge Custódio; Paula Azevedo; Luis Lopes; Nuno Barrento HORÁRIO: 9h DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

Números de telefone para contacto no dia dos Passeios: 965 271 877 | 969 082 566

Se se inscrever num Curso em conjunto com um Passeio beneficie de um desconto de 10% no total* * Não acumulável com o desconto sénior ou jovem já aplicado nos cursos livres



Cursos Livres

[A]

XAILES DE FINAL DE TARDE

«Xailes de final de tarde» visam constituir-se como um itinerário em 6 sessões, testemunhando o quanto uma pequena história pode ser a grande sabedora no descobrir e compreender realidades que em nós habitam. Tomaremos, como caução, histórias publicadas e, através delas, projetaremos espaços de diálogo, no aconchego que advém do individuo coincidir com o mundo e nele encontrar uma existência a partilhar. Serão distribuídos pequenos textos de histórias cujos títulos, desde logo, visam provocar um agarrar o tempo, numa relação de abertura com o espírito da escrita, por oposição à profissionalização das palavras. Esse tempo pretende, serenamente, constituir-se também como encruzilhada de esperanças, quantas vezes até mágicas?, no espaço dos encontros destes Xailes. COORDENAÇÃO: Teresa Bracinha Vieira HORÁRIO: quintas-feiras; das 18h às 19h30 DURAÇÃO: 6 sessões; de 12 de janeiro a 16

de fevereiro

[B]

CAMINHO DE FERRO E PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO (2º MÓDULO) BENS CULTURAIS FERROVIÁRIOS

No âmbito do ciclo que temos vindo a desenvolver, este segundo módulo apresenta novos temas, abordados por especialistas de cada uma das áreas: 1. Documentação ferroviária António Vieira 2. Paisagens ferroviárias Paula Azevedo 3. e 4. Infraestruturas Ferroviárias Nuno Barrento

10

5. e 6. Material Circulante Fernando Pedreira 7 e 8. Arquitetura ferroviária Paula Azevedo 9. Património Imaterial e os Ferroviários Ana Silva e Sousa COORDENAÇÃO: Grupo de Investigação

do Património Ferroviário da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial HORÁRIO: terças-feiras; das 18h30 às 20h DURAÇÃO: 9 sessões; de 24 de janeiro a 28 de março (28 de fevereiro não há sessão)

[C]

PALÁCIOS PRESIDENCIAIS A atribuição de funções de representação do Estado a edifícios com valor histórico e patrimonial é uma prática virtuosa que confere ao imóvel uma utilização enquanto arquitetura, que o dignifica e lhe assegura uma manutenção adequada ao protocolo inerente à função. Por outro lado, sujeita o edifício a pressões resultantes do serviço, dos regulamentos, da segurança. As presidências instaladas em antigos palácios reais, imperiais, papais ou desde sempre presidenciais, são exemplos paradigmáticos desta polaridade, que se pode transformar em conflitualidade. Neste contexto, propõe-se uma visita virtual em quatro sessões a vários exemplos de Palácios Presidenciais, abordando a História sumária da sua construção e modelos de intervenção, integrados nos contextos doutrinares da sua época: 1. Palácio de Belém 2. Palácio de Hofburg (Viena) e Kremlin (Moscovo) 3. Palácio de Quirinal (Roma) e Eliseu (Paris) 4. Palácio de Bellevue (Berlim) e Casa Branca (Washington DC) COORDENAÇÃO: Pedro Vaz, arquiteto HORÁRIO: quartas-feiras; das 18h30

às 20h DURAÇÃO: 4 sessões; de 1 a 22 de fevereiro

[D]

CRIAÇÃO SONORA – CAMINHOS EXPLORATIVOS Destinada a jovens e adultos, esta oficina pretende explorar várias técnicas de expressão criativa através do som, utilizando a experimentação, a improvisação e a composição em tempo real. Os objetivos são permitir aos participantes adquirir ferramentas de trabalho criativo com sons e desenvolver a autoconfiança nas suas capacidades criativas a nível sonoro. As sessões estimulam a procura de possibilidades criativas partindo da própria voz e corpo e de objetos do quotidiano. Procurar-se-á também apresentar propostas que permitam desenvolver projetos e ideias, independentemente dos recursos materiais existentes. Visa-se ainda a criação relacionada com o meio ambiente, contextos imaginários, histórias, imagens, textos e movimento. Temáticas para cada sessão: 1. Voz – experimentação sonora e criação coletiva com voz. 2. Percussão corporal – exploração e criação rítmica e sonora com o corpo. 3. Objetos do quotidiano – descoberta do fascínio da criação sonora com objetos do quotidiano. 4. Paisagens sonoras – criação sonora representando contextos de paisagens e locais imaginados. 5. Contando histórias com sons – como os sons podem contar histórias e estimular o imaginário. 6. Imagens e sons – exploração das relações entre som e imagem – pinturas descritivas ou abstratas, desenhos, linhas e cores. Organização da Associação Yehudi Menuhin Portugal em parceria com o CNC. COORDENAÇÃO: Claire Honigsbaum

(Associação Yehudi Menuhin Portugal) HORÁRIO: quintas-feiras; das 18h às 19h30 DURAÇÃO: 6 sessões; de 12 de janeiro a 16

de fevereiro


1.º Trimestre 2017

Regras para Marcação de Passeios • As reservas podem ser feitas pessoalmente ou pelo telefone 213 466 722, a partir das 11h do dia 4 de janeiro. • A partir de 5 de janeiro os sócios poderão inscrever-se por telefone durante a semana anterior a cada passeio, no caso de haver vagas. • Os passeios são atribuídos por ordem de inscrição e os pagamentos deverão ser feitos até ao dia 9 de janeiro.

• Os sócios-participantes nos Passeios devem sempre comparecer no local de partida com antecedência, de maneira a não pôr em causa a hora de partida e os horários estabelecidos.

Números de contacto no dia dos passeios: 965 271 877 ou 969 082 566

Caro(a) Sócio(a) O Centro Nacional de Cultura vem chamar a atenção para as regras de marcação dos passeios, designadamente no que diz respeito aos prazos de pagamento e a confirmação da participação nas atividades. Assim, seremos rigorosos na aplicação da regra da confirmação do passeio apenas com o pagamento integral (no caso dos passeios de meio dia ou de um dia) e de um sinal de 50% no ato da inscrição e o restante com 15 dias de antecedência (no caso dos passeios de fim de semana). A FALTA DE PAGAMENTO IMPLICA A PERDA DA VAGA NO PASSEIO. Apenas nos passeios

de meio-dia poderão ser admitidos sócios sem inscrição prévia no próprio dia do passeio, ficando sempre sujeitos à existência de vagas, sendo neste caso o pagamento da senha feito no local do passeio. Os pagamentos dos passeios poderão fazer-se no CNC, por cheque enviado por correio, por multibanco ou por transferência bancária para o NIB 0033 0000 0002 3009 9530 5 – Millennium BCP, sendo neste caso obrigatório enviar documento comprovativo por correio ou email (info@cnc.pt)

Tabela de Preços – Passeios e Cursos PASSEIOS DE DOMINGO PASSEIO

DATA

SÓCIO

JOVEM SÓCIO

[1]

Ciclo Ateliers: Ateliers de Campo de Ourique

14 jan

10 €

10 €

[2]

Ponte Cultural Lisboa-Porto: as novidades

21 e 22 jan

250 €*

200 €*

[3]

Casa Artur Prat e Palácio Sotto Mayor

28 jan

25 €

25 €

[4]

Museu Nacional de Arte Contemporânea: Expo “Amadeu Souza Cardoso”

29 jan

15 €

15 €

[5]

Sítio do Quelhas e Palácio do Machadinho

1 fev

10 €

10 €

[6]

Ciclo Hotéis Históricos: Hotel Ritz

4 fev

10 €

10 €

[7]

Ciclo Património Industrial: Estações do Rossio e Sul e Sueste

[8]

Elvas – Património Mundial e Cidades Fronteiriças

[9] [10] [11]

5 fev

7€

7€

11 e 12 fev

235 €

188 €

MNAA: Expo “A Cidade Global- Lisboa do Renascimento”

15 fev

15 €

15 €

Bairros com História: Madragoa

19 fev

10 €

10 €

Património e Memória: Évora renovada e revisitada

4 mar

65 €

65 €

[12]

Ciclo Património Industrial: Estações do Cais do Sodré e Alcântara

5 mar

7€

7€

[13]

Ciclo Residências com história: Villa Roma e Convento dos Capuchos

11 mar

45 €

36 €

[14]

Ciclo Escritores: José Gomes Ferreira

12 mar

7€

7€

[15]

Ciclo Ateliers: atelier de Joana Vasconcelos

15 mar

7€

7€

[16]

Igreja do Bairro da Tabaqueira e Casa-Museu Leal da Câmara

18 mar

45 €

36 €

[17]

Ciclo Património Industrial: Entroncamento

25 mar

55 €

44 €

* suplemento single 25 €

CURSOS LIVRES

CURSO

[A] [B]

XAILES DE FINAL DE TARDE CAMINHO DE FERRO E PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO

[C]

PALÁCIOS PRESIDENCIAIS

4

60 € | 72 €

48 € | 57,60 €

[D]

CRIAÇÃO SONORA – CAMINHOS EXPLORATIVOS

6

preço único: 90 €

preço único: 72 €

N.º DE SESSÕES

ADULTO [ S | NS ]

‹ 25 OU › 65 ANOS [ S | NS ]

6

90 € | 108 €

72 € | 86,40 €

9

135 € | 162 €

108 € | 130 €

[ S ] Sócio [ NS ] Não Sócio

11


Rua António Maria Cardoso, 68 • 1249-101 LISBOA

CASO NÃO SEJA ENTREGUE AO DESTINATÁRIO É FAVOR ASSINALAR A RAZÃO COM X E DEVOLVER

❏ Desconhecido ❏ Endereço Insuficiente ❏ Ausente ❏ Falecido ❏ Não Reclamado ❏ Recusado ❏ Encerrado ❏ Mudou-se

Descobertas n.º 1, Ano X ­‑ Nova série DEPÓSITO LEGAL N.º: N.º REGISTO ERC:

282 473/08

125 483

PROPRIEDADE / ADMINISTRAÇÃO / REDAÇÃO: DIRETORA: DESIGN:

CNC

Maria Calado

Atelier B2

IMPRESSÃO: Multitipo - Artes Gráficas Lda,

Rua Sebastião e Silva, 19, 2715-311 Queluz TIRAGEM DESTE N.º: PERIODICIDADE:

2.000 exemplares

3x/ano (Janeiro, Abril e Outubro)

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

CNC Lisboa Rua António Maria Cardoso, n.º 68 | 1249­‑101 Lisboa TEL: +351 213 466 722 | FAX: +351 213 428 250 E­‑MAIL: info@cnc.pt HORÁRIO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO: 2.ªs a 6.ªs feiras das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00 CNC Porto Palacete Viscondes de Balsemão Pça. de Carlos Alberto, n.º 71 | 4050­‑157 Porto TEL: +351 213 466 722 | FAX: +351 213 428 250 E­‑MAIL: info.porto@cnc.pt O Estatuto Editorial de Descobertas encontra-se publicado em www.cnc.pt FACEBOOK:

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TWITTER: www.twitter.com/cncultura PORTAL E­‑CULTURA:

www.e­‑cultura.pt

O CNC gostaria de entrar em contacto consigo mais vezes. Envie­‑nos do seu e­‑mail uma mensagem para lmendes@cnc.pt com o seu nome e número de sócio para que registemos o seu endereço eletrónico, ou devolva­‑nos este boletim por correio ou fax: Nome: N.º sócio: Endereço eletrónico: Rua António Maria Cardoso, 68 – 1249­‑101 Lisboa ­‑ Fax 213 428 250


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