Descobertas _ 2º Trimestre 2016

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Boletim Trimestral

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FESTA NO CHIADO A Festa no Chiado regressa ao seu calendário primaveril inicial, decorrendo este ano de 14 a 21 de maio. Inúmeras iniciativas irão ter lugar nesta animada zona de Lisboa: “Portas Abertas” e “Encontros à Esquina” dedicados ao património do Chiado, “5 Livros 5 Autores” com conversas com escritores, ateliers infantis para os mais pequenos, roteiros pela música, pelas artes e pela gastronomia numa agenda variada e completa. Consulte a agenda online a partir de 9 de maio em www.cnc.pt: a maior parte das iniciativas são gratuitas mas requerem inscrição prévia.

CHIADO-CHIADINHO O Centro Nacional de Cultura promove mais uma série de ateliers infantis com as escolas do agrupamento Baixa-Chiado, desta vez com atividades no Museu Arqueológico do Carmo. Dirigidos a crianças do primeiro ciclo do ensino básico de Escolas em Territórios Educativos de Intervenção

Prioritária (TEIP), pretende-se nesta atividade potenciar a expressividade e a criatividade das crianças e desenvolver nelas o interesse pelo património artístico e cultural, dando-lhes ainda a conhecer uma Lisboa com História. O Chiado-Chiadinho tem o patrocínio do Montepio e está integrado na rede “Passaporte Escolar” da Câmara Municipal de Lisboa.

DISQUIET 2016 DIÁLOGO ATLÂNTICO CONTINUA O projeto Disquiet, que nos últimos cinco anos já reuniu em Lisboa mais de 400 escritores norte-americanos, regressa entre 3 e 15 de julho. Serão duas semanas de um programa intenso, organizado pelo CNC, que tem o objetivo de dar a conhecer a cultura portuguesa aos participantes, promovendo o contacto com personalidades da cultura lusófona, nomeadamente escritores. Estão já confirmadas as participações de Richard Zenith, José Luís Peixoto, Luísa Costa Gomes, Teolinda Gersão, Jacinto Lucas Pires, Rui Vieira Nery, entre outros. Esteja atento ao programa no nosso site, pois a maior parte das sessões são também abertas ao público.

MECENAS OURO

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NOTÍ Notícias CIAS BIBLIOTECANDO

“HAVIA UM SINO NO MEIO DA ESTRADA” “Havia um sino no meio da estrada” é uma instalação escultórica e sonora que Inês Botelho e Diogo Vaz Pinto concretizam a partir da viagem à Índia que os dois autores realizaram em Setembro de 2014 a convite do CNC. A viagem do ciclo “Os portugueses ao encontro da sua História” foi o resultado da colaboração com o Centro de Estudos dos Povos e Culturas de Expressão Portuguesa da Universidade Católica Portuguesa e contou com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Fundação Oriente e da Fundação EDP. Estará patente no Museu da Eletricidade, entre 11 de março e 22 de maio. Encontra­ ‑se também no prelo o diário desta viagem, coassinado pelos dois artistas e dado à estampa pela editora Sistema Solar. Diogo Vaz Pinto é poeta e jornalista. Publicou três livros (“Nervo”, “Bastardo” e “Anonimato”) e é cofundador das Edições Língua Morta. Inês Botelho é escultora. O seu trabalho incorpora e subverte conceitos elementares e universais de espaço, concretamente da Física e Geometria (gravidade, perspetiva, orientação, tempo). Tendo como Princípio que espaço e habitante são ambos tão dinâmicos como fixos; as Esculturas/ Instalações são espaços personificados, os espectadores/transeuntes são “espacializados” e suas interacções são proporcionadas com base numa crença e motivação por uma qualquer hipotética possibilidade de alteração de paradigmas.

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Nos dias 6 e 7 de maio terá lugar, pelo sétimo ano consecutivo, o encontro Bibliotecando em Tomar, organizado pelo Agrupamento de Escolas Templários, Câmara Municipal de Tomar, Centro de Formação ‘’Os Templários’’, Instituto Politécnico de Tomar, Rede de Bibliotecas Escolares e pelo Centro Nacional de Cultura. Esta iniciativa pretende proporcionar um espaço de discussão e aprendizagem em torno da importância das bibliotecas enquanto agente de conhecimento e saberes. A temática deste ano será “Os Outros e Nós”. Se a questão da construção

identitária portuguesa tem estado sempre no âmago das reflexões destes encontros anuais, nesta edição procurar-se-á aprofundar as discussões em torno do processo de identificação do Eu que se confronta com o Outro. Participarão nomes como Eduardo Lourenço, José-Augusto França, José Tolentino Mendonça, José Pacheco Pereira, Manuel Villaverde Cabral, Luísa Costa Gomes, entre muitos outros.

100.º ANIVERSÁRIO DE YEHUDI MENUHIN E 20.º ANIVERSÁRIO DO MUS-E PORTUGAL CICLO DE CONFERÊNCIAS

JORNAL FALADO

O programa completo pode ser consultado em www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt

Neste ciclo de conversas e debates informais à volta de temas da atualidade, com entrada livre, o Centro Nacional de Cultura organiza este trimestre as seguintes sessões: 13 de abril | 18h30

HOMENAGEM A D. TOMAZ DA SILVA NUNES No âmbito das comemorações do 100.º aniversário de Yehudi Menuhin e do 20.º aniversário do MUS-E Portugal, a Associação Yehudi Menuhin Portugal, em colaboração com o Centro Nacional de Cultura, está a organizar um ciclo de três conferências. A 1.ª Conferência, realizada em janeiro, foi dedicada à vida e obra de Yehudi Menuhin. A 2.ª Conferência, realizada em fevereiro, abordou o Projeto MUS-E, na sua vertente internacional. A 3.ª Conferência, a realizar em abril, em data a anunciar brevemente, será centrada no Projeto MUS-E Portugal, enquanto projeto de educação artística generalista. Fique atento ao nosso site!

D. Tomaz Pedro Barbosa da Silva Nunes foi nomeado bispo titular de Elvas e auxiliar do Patriarcado de Lisboa em 1998. No ano seguinte foi eleito secretário da Conferência Episcopal Portuguesa, cargo em que seria reconduzido em 2002. Era vigário-geral e moderador da Cúria Patriarcal, vogal da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã. No mundo da Educação era um profundo conhecedor das escolas e da aprendizagem e um lutador pela liberdade educativa e um defensor do património cultural Com: Guilherme d’Oliveira Martins, Cristina Sá Carvalho e convidados

MECENAS PRATA ANA ­‑ Aeroportos de Portugal, SA | Novo Banco | Correio da Manhã (Presslivre) | Diário de Notícias | DID ­‑ Doc. Informática Desenv. |

Duvídeo | Grupo Babel – Editorial Verbo, SA | Hoteis Heritage Lisboa | Imprensa Nacional ­‑ Casa da Moeda | Instituto Nacional de Estatística | Jornal de Notícias | Metropolitano de Lisboa | Fundação Manuel António da Mota | REN ­‑ Rede Eléctrica Nacional | Tabaqueira II, SA


NOTÍ Notícias CIAS de André Malraux. Escritor francês de assuntos políticos e culturais foi um grande pensador da época. Amigo pessoal de Albert Camus, assim como de Charles De Gaulle, de quem foi Ministro dos Assuntos Culturais, participou ativamente da resistência francesa durante a ocupação nazi na Segunda Guerra Mundial Com: Guilherme d’Oliveira Martins, Idalina Conde e convidados

BOLSAS CRIAR LUSOFONIA 20 de abril | 18h30

A MODA NA 2.ª METADE DO SÉCULO XIX • • • • • • •

Moda e Burguesia Moda e Indústria A Moda Simbolista Moda e Saúde O aparecimento da Alta-Costura Moda e Desporto Moda e Belle Époque

Com: Paulo Morais Alexandre

Foram selecionados os bolseiros do concurso Criar Lusofonia do Centro Nacional de Cultura com o apoio da Direção Geral dos Arquivos, do Livro e das Bibliotecas, na área de Criação/ Investigação literárias. O Júri foi constituído por Leonor Xavier, José Carlos Vasconcelos, Miguel Real, José Cortês em representação da DGLAB e Maria Calado em representação do CNC. Por unanimidade do júri, foram selecionados os seguintes projetos: • Projeto de Romance a desenvolver em Portugal, a partir de um conto já escrito, da autoria do candidato, apresentado por Flávio Cafiero, brasileiro. • “Sonho e Pão: Lições dos Imigrantes de além-mar”, projeto de livro e site a desenvolver no Brasil, pelo português Mario Luis Grangeia.

11 de maio | 18h30

ANDRÉ MALRAUX A propósito dos 40 anos da morte e dos 20 anos da sua trasladação para o Panteão de Paris, celebramos a vida

ASSOCIAÇÕES

O programa Criar Lusofonia foi criado em 1995 e tem por objetivo a atribuição de bolsas no domínio da escrita para estadas em países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, pretendendo-se criar oportunidades de contacto aprofundado com outros países lusófonos aos criadores/investigadores de língua portuguesa a fim de produzirem uma obra destinada à divulgação no espaço lusófono.

BOLSAS JOVENS CRIADORES Em 2015 foram selecionados 5 projetos (de um total de 30) pelas duas Comissões Especializadas constituídas por Teresa Castanheira, José Pedro Caiado e Rui Vieira Nery na área de Música e Fernando Dacosta, Patrícia Portela e Luís Cardoso na área de Literatura. O Júri da Comissão Geral, integrado por Gabriela Lourenço, Maria João Martins, Francisco Belard, Maria Calado representando o Centro Nacional de Cultura e Luísa Ferreira por parte do Instituto Português do Desporto e Juventude, decidiu distinguir os seguintes projetos: ::: LITERATURA Atribuições ex-aequo Samuel Pimenta: Atribuída Bolsa para desenvolver projeto de investigação e criação de um romance sobre a vida numa aldeia e a condição feminina, com o título “Plêiades”. Bruno Magina: Atribuída Bolsa para desenvolver projeto de criação e divulgação de livros ilustrados para crianças e jovens. Bruna Trindade Santos: Atribuída Bolsa para desenvolver projeto de investigação e criação de edição crítica (em papel e formato web) com base no manuscrito “Plano sobre a Civilização dos Índias” do séc. XVIII. ::: MÚSICA João Hasselberg: Atribuída Bolsa para desenvolvimento do projeto de criação e gravação da obra “Songbird”, interpretada por piano e contrabaixo. Daniel Bernardes: Atribuída Bolsa para criação do “Crossfade Ensemble”, com vista à investigação e elaboração de novos arranjos de obras suas para posterior edição de CD e concerto ao vivo.

APAI ­‑ Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial | ASC ­‑ Amigos do São Carlos | ATL ­‑ Associação de Turismo de Lisboa | Associação de Valorização do Chiado | FESPAC ­‑ Federação Portuguesa das Associação e Sociedades Científicas | Fundação Passos Canavarro ­‑ Arte, Ciência e Democracia | Ofícios do Património e da Reabilitação Urbana | SEDES ­‑ Associação para o Desenvolvimento Económico e Social | SLP ­‑ Sociedade da Língua Portuguesa

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SERVIÇOS Serviços

Notícias

CIAS

Viagens OS PORTUGUESES AO ENCONTRO DA SUA HISTÓRIA ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA: JUDEUS PORTUGUESES NA AMERICA DO NORTE [Boston, Nova Iorque, Filadélfia, Charlston e Savannah] [27 de agosto a 7 de setembro 2016]

Universidade de Brown, em Providence, a cidade de Nova Iorque com um dia em Filadélfia, e ainda, na Carolina do Sul, zona onde se encontra a mais antiga sinagoga dos Estados Unidos, por Charleston e Savannah. Ao longo da viagem e em colaboração com a Embaixada de Portugal, promoveremos encontros locais nas Universidades e com comunidades judaicas e personalidades ligadas à nossa história comum. Consulte o programa provisório da viagem em www.cnc.pt e, caso esteja interessado em receber informações e atualizações sobre este projeto, basta enviar-nos um email para hserra@cnc.pt ou telefonar para o 21 346 67 22.

GUIA: José Alberto Rodrigues da Silva Tavim (investigador em Estudos Judaicos no Centro de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa) Este ano o Centro Nacional de Cultura propõe o encontro com a herança cultural portuguesa nos Estados Unidos da América através das rotas dos judeus portugueses desde o Séc. XVI até aos nossos dias. Não deixaremos ainda de abordar memórias literárias invocando, nomeadamente, John dos Passos e José Rodrigues Miguéis, bem como lugares emblemáticos da arte e cultura locais. O percurso passará pela cidade de Boston e os seus locais judaicos de referência, incluindo Newport e a

Bernard Picart: Dutch Portuguese Sephardim in their sukkah during the Jewish holiday of Sukkot.

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APOIOS

1. Café No Chiado do almoço à ceia, no interior ou na esplanada, um café literário todos os dias das 10h às 2h

2. Galeria Fernando Pessoa para almoços de negócios, para apresentação de produtos, para jantares de anos, ou para lançamentos de livros, com ou sem catering.

3. Ciber­‑Chiado uma ligação ao mundo num ambiente de requinte português de segunda a sexta das 10h00 às 18h00

4. Residência de artistas “apartamentos de charme” no Chiado (mínimo 1 semana máximo 2 meses)

5. Acolhimento VIP para Estrangeiros Para Empresas e Embaixadas Serviço de visitas em Lisboa e fora de Lisboa com guia de turismo cultural especializado (francês / inglês)

6. Introdução à Língua e Cultura Portuguesa para empresários estrangeiros

A GRANDE EXPOSIÇÃO DE BOSCH de 2 a 5 de junho, Madrid GUIA: Anísio Franco Tal como anunciámos no anterior boletim, o CNC associa-se à celebração do quinto centenário da morte de Hieronimus Bosch, organizando o ciclo A importância de ver Bosch. Encontram-se ainda abertas as inscrições para a viagem a Madrid para visitar A grande exposição de Bosch, no Museu do Prado, de 2 a 5 de junho. Consulte o nosso site - www.cnc.pt – e, caso esteja interessado em viajar connosco, basta enviar-nos um email para hserra@cnc.pt ou telefonar para o 21 346 67 22

Programa de cursos de língua e cultura portuguesa de curta e media duração para quadros de Empresas e Embaixadas

7. Loja Atelier 55 mesmo ao lado do CNC um espaço de acolhimento para turistas, onde pode encontrar as nossas edições e peças únicas, artesanato e mobiliário português

8. Gabinete de Tradução de e para várias línguas, rápido e com qualidade

9. Lisbon Walks passeios a pé, para portugueses e estrangeiros, guiados em várias línguas

10. Gincanas para Crianças para escolas e aos sábados mediante inscrição


PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo 2.º Trimestre 2016 [1] Galeria Millennium:

Exposição “Esconjurações” Quarta, 13 de abril Esconjurações reúne um significativo núcleo de obras de José de Guimarães pertencentes à coleção Millennium BCP, realizadas em suportes muito distintos, em particular um raro e surpreendente conjunto de tapeçarias de Portalegre de grandes dimensões que, pela primeira vez, podem ser vistas pelo público em geral. São ainda mostradas obras de luz, com néon e LED, de vários períodos do percurso do autor; caixas-relicário que dialogam com peças da coleção de arte africana que vem reunindo desde há décadas e, ainda, esculturas de grandes dimensões que dão corpo ao perturbante sincretismo prosseguido, desde os anos 1960, por José de Guimarães. GUIA: José de Guimarães HORÁRIO: 10h30 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 25 pessoas LOCAL DE ENCONTRO:

Galeria Millennium - Rua Augusta, 96

[2] Jornais históricos do Bairro Alto Sábado, 16 de abril A vida dos jornais marcou profundamente o bairro. Jornalistas, tipógrafos e ardinas, escritores e políticos, caricaturistas e ilustradores cruzavam-se – dia e noite – nas suas ruas onde proliferam as casas de pasto e os botequins e onde o ambiente era de grande efervescência intelectual e política. Neste roteiro vamos percorrer as ruas onde se escreveram as notícias que contaram as histórias e estórias de dois séculos: XIX e XX. Dos jornais impressos aos jornais online, passamos por 12 periódicos, incluindo O Século, Diário de Notícias, Diário Popular, A Capital e o Observador. E porque é de informação que se trata, evocamos também a Censura e o Secretariado da Propaganda Nacional, organismo criado em 1933 e dirigido por António Ferro.

APOIOS SITE

GUIA: João Moreira dos Santos HORÁRIO: 10h00 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Jardim de São Pedro de

Alcântara (junto à estátua de Eduardo Coelho)

[3] Gouveia:

100º aniversário de Vergílio Ferreira Sábado, 30 de abril No ano do centenário do nascimento de Vergílio Ferreira, importante romancista existencialista, urge visitar os lugares que o autor palmilhava na sua infância e inspiraram a sua riquíssima novelística. Vamos encontrar em Melo as “circunstâncias físicas e espirituais” que moldaram o homem, a sua forma de sentir e a sua perceção do mundo. O escritor reconheceu a importância do espírito da montanha: “ao contemplá-la eu próprio repouso sobre mim, esvaziado do que me oprime ou inquieta, transmudando-me ao que nela há de estável e denso e alastrado aos poderes cósmicos” e escreveu, em 1988, no Livro de Honra da Câmara Municipal de Gouveia: “Regressar de vez em quando aqui é naturalmente recuperar na idade. Assim é esta a melhor forma de a juventude se não perder de todo”. Teremos também ocasião de visitar a Biblioteca de Gouveia que tem por patrono Vergílio Ferreira e reúne a sua biblioteca particular doada pela esposa, Regina Kasprzykowsk. GUIA: Paula Oleiro HORÁRIO: 6h30 DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação

de Santa Apolónia (junto às bilheteiras) Transporte e almoço

[4] Rio Maior: Da Época Romana à Atualidade

Sábado, 7 de maio A Villa Romana de Rio Maior é datável do século III / IV e foi descoberta em 1983 pelo Sector de Museus, Património Histórico, Arqueológico e Cultural da Câmara Municipal. Até ao momento estamos apenas em

presença de uma parte da Pars Urbana da Villa, a área onde o proprietário vivia com a sua família. O espólio recolhido no decurso das escavações é sobretudo composto de peças indicadoras do grande luxo e riqueza desta Villa e ainda de uma peça quase intacta – a Ninfa Fontenária de Rio Maior. Visitaremos ainda Casa Senhorial d’El Rei Dom Miguel implantada bem perto de um cruzamento de duas importantes vias romanas, uma proveniente de Santarém e outra de Lisboa. A partir deste sítio a povoação cresceu, sendo no século XVI a área preferida pelos abastados para construção das suas casas, atraindo também estabelecimento de comerciantes e ofícios. O imóvel sempre foi conhecido por Casa de D. Miguel por se saber que o rei aqui estacionou no período conturbado da Revolução Liberal. Este edifício dispõe de um espaço onde está exposto o espólio da Villa Romana de Rio Maior. A Fundação António Quadros tem por fim o estudo e a divulgação do Pensamento e da Obra de António Quadros, Fernanda de Castro, António Ferro e de quaisquer personalidades de mérito, através de ações de caráter cultural, artístico, científico, educativo e social com especial enfoque nas áreas da cultura popular, literária, histórica e do estudo do pensamento filosófico em Portugal. Ao longo dos últimos anos, o património da Fundação tem vindo a aumentar graças à integração de obras literárias, teses, documentos, fotografias, telas, aguarelas, desenhos, retratos, esculturas, cartazes, diplomas e medalhas, fruto de doações de particulares e Instituições. Teremos ainda ocasião de visitar a recém-inaugurada exposição comemorativa do centenário da morte de Mário de Sá-Carneiro, sempre acompanhados pela filha de António Quadros. GUIAS: Câmara Municipal de Rio Maior e Mafalda Ferro HORÁRIO: 9h00 DURAÇÃO dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa –Campo Grande, 25) Transporte e almoço

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Passeios de Domingo [5] Bairro de Campo

[6] Igreja do Menino Deus

Domingo, 8 de maio

Localizada no Largo do Menino Deus, em Alfama, junto ao Castelo de São Jorge, meio escondida na encosta nascente da colina do castelo, este templo é desconhecido da grande maioria dos lisboetas.No entanto, a Igreja do Menino Deus é uma obra de grande importância histórica e patrimonial, tendo sido classificada como Monumento Nacional em 1918. Tanto a sua notável qualidade e originalidade arquitetónica, como o facto de ser uma das raras igrejas que escapou intacta ao grande terramoto de 1755, fazem da igreja do menino Deus um verdadeiro marco da Arquitetura Barroca nacional. A conceção da obra está atribuída ao Arquiteto Real João Antunes, autor de obras de referência como a Igreja de Santa Engrácia em Lisboa. O seu interior é um perfeito exemplo da Arquitetura portuguesa do início do séc. XVIII, tratando-se de um espaço amplo, à maneira de um grande salão, com cantos cortados, o que confere à igreja uma peculiar forma oitavada. As paredes são totalmente revestidas de pedra e embutidos de pedraria de várias cores.

de Ourique

Entre a década de 70 do século XIX e a primeira década do século XX, Lisboa está em constante transformação, decorrente da concretização de uma série de operações urbanísticas que conduziram a uma modificação da sua fisionomia e à ampliação da sua área urbanizada. O programa de melhoramentos materiais para a capital, ensaiado desde a década de 60 do século XIX, e fomentado por um plano de regeneração nacional, encontrava na intervenção urbanística o meio para a requalificação e modernização da cidade. Problemas como a inexistência de saneamento básico, ou uma oferta escassa de habitações em termos qualitativos e quantitativos, punham em causa o ambiente urbano e as condições de habitabilidade da população, revelando-se urgente a sua resolução. O mesmo programa procurava expandir o conceito de cidade até aos limites do perímetro urbano, apostando nos princípios da comunicação e circulação. Lisboa ficaria, deste modo, ao nível das mais modernas capitais e cidades europeias. O projeto de um bairro para a zona de Campo de Ourique, uma área marcadamente rural, a Nordeste do centro da capital, aprovado em novembro de 1878, constituiu uma das primeiras iniciativas da Repartição Técnica da Câmara Municipal de Lisboa no âmbito da nova estratégia urbana para a cidade. É este o cenário e o ponto de partida para este passeio na companhia da autora da tese de mestrado sobre a matéria: “O bairro de Campo de Ourique: projetos e atuações (1878-1958)” GUIA: Susana Maia e Silva HORÁRIO: 10h00 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 25 pessoas LOCAL DE ENCONTRO:

Igreja do Santo Condestável

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Quarta, 11 de maio

GUIA: Fernando Jorge/Anísio Franco HORÁRIO: 10h00 DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO:

Largo do Menino Deus

[7] Ponte Cultural Lisboa-

-Porto: Porto Industrial Sábado, 14 de maio

100 anos de História da rua do Freixo (De Campanhã ao Rio Douro) A rua do Freixo é uma via recortada e íngreme que liga a rua do Heroísmo à Estradada Circunvalação e as margens do rio Douro. Ela reflete o processo de industrialização das áreas servidas pelo caminho de ferro e pelas antigas estradas e vias fluviais. A partir da segunda metade do século XIX, assistimos neste território ao nas-

cimento de unidades fabris saboarias, destilações, curtumes, moagens, unidades de lavagem de lãs…etc. Já no século XX, vemos surgir uma fábrica de louça esmaltada, marcenarias, às quais se somam uma Subestação de distribuição de eletricidade, uma Central termoelétrica e uma fábrica de carboneto de cálcio. A partir de 1970, esta região sofrerá o impacto dos processos de desindustrialização e terciarização e pouco a pouco, as unidades encerram, criando áreas devolutas, degradadas que agora procuram novas ocupações. No dealbar do século XXI, o território que se estende da Estação de Campanhã à quinta do Freixo possui novas áreas funcionais, novos empreendimentos imobiliários, novas áreas de lazer e turísticas (Museu Nacional da Imprensa, Pousada do Freixo e Marina do Freixo), mas persistem áreas degradas e devolutas, assim como unidades industriais como a moagem Ceres, a Harmonia ou a saboaria do Freixo – um tecido industrial ativo e emblemático. GUIA: Maria da Luz Sampaio HORÁRIO: 7h30 (o comboio parte às 8h) DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação de Santa

Apolónia (junto às bilheteiras) Transporte e almoço

[8] Crato

Domingo, 15 de maio A convite da Santa Casa da Misericórdia do Crato, voltamos a esta vila para uma visita ao património pertencente àquela instituição: a Casa Museu Padre Belo e o Convento e Igreja de Santo António. Não deixaremos ainda de conhecer o nucleo museológico do Mosteiro de Flor da Rosa, onde consta uma coleção de esculturas em pedra do Museu Nacional de Arte Antiga. A Casa Museu Padre Belo resulta de uma vontade expressa do Reverendo Padre Francisco Rosado Belo, que tendo constituído, ao longo da sua vida, uma importante coleção de arte, decidiu doar


PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo todo o seu espólio e respetiva casa de habitação à Santa Casa da Misericórdia do Crato. Tendo vivido neste espaço até à altura da doação, aqui foi deixando a sua marca na forma como decorou as paredes e arrumou os móveis. A sua formação artística e católica orientaram desde muito cedo o seu intento de colecionador de arte. Numa elevação de terreno, fora do perímetro das muralhas da vila, em lugar outrora isolado e proeminente (como recomendavam as regras franciscanas), à beira do antigo caminho que levava do Crato a Alter do Chão encontramos o Convento de Santo António. Convento franciscano da Província dos Algarves, fundado em 1603 por Leonardo de Campos e subsidiado pelos populares e pela Câmara do Crato com a adjudicação, nessa altura, de uma renda para obras e sustento. Sobretudo no último quartel do século XVIII, este Convento viria a receber os favores da pequena nobreza e burguesia local, conforme o atestam os enterramentos que ai se efetuaram, preferência expressa pelo conjunto de lápides sepulcrais do templo. O Mosteiro de Flor da Rosa é um dos mais originais e intrigantes edifícios do gótico português. A sua monumentalidade exerce ainda hoje um fascínio que resulta, pelo que se sabe, da história da sua própria edificação. Na fachada do edifício são logo percetíveis os nexos de construção: à direita, o volume da igreja, cruciforme, coroada por modilhões; ao centro, mais discreta, a galilé da entrada e as duas janelas da Sacristia; à esquerda, as três torres do Paço senhoriais; por detrás desta fachada adivinha-se, a zona monástica, mais recolhida, com o Claustro e restantes dependências em seu redor. GUIA: Anísio Franco HORÁRIO: 8h DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos

(em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

O papel é um produto renovável e reciclável. Todos os papéis provenientes de florestas com gestão sustentável são ambientalmente responsáveis.

[9] Vale do Lima

Sábado e domingo, 21 e 22 de maio Depois do Passeio a Arcos de Valdevez e Ponte da Barca no passado trimestre, ficou feita a promessa que voltaríamos ao Minho para visitar alguns dos solares que não pudemos incluir no programa. Tendo como base Ponte de Lima, onde se situa o Solar dos Condes de Aurora, vamos ainda ao Paço de Lanheses e ao Paço de Calheiros. Aproveitaremos ainda para visitar o Museu de Terceiros e o Museu dos Carros de Cavalos, fantástica coleção de carros de cavalos do séc. XIX, da coleção do Dr Lopo de Carvalho, em Geraz do Lima. GUIA: Anísio Franco HORÁRIO: 6h30 (o comboio parte às 7h) DURAÇÃO: fim de semana LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação de Santa

Apolónia (junto às bilheteiras) Transporte; alojamento; 3 refeições

[10] Imagens e Memórias

dos Nossos Reis e Rainhas Medievais Contadas pelos Próprios Sábado, 28 de maio Neste passeio pelos panteões dos Mosteiros de Alcobaça e Batalha, vamos conhecer melhor não só os túmulos de Pedro e Inês que são sempre o “obrigatório” e têm tantas histórias verdadeiras e apaixonantes para contar, mas também os que são menos conhecidos, como o da rainha D. Urraca, mulher de D. Afonso II e neta dessa mulher extraordinária que foi Leonor da Aquitânia… Os do Mosteiro da Batalha, de um outro tempo e de outra dinastia, representam o que de melhor se fez nos séculos XV e XVI. E basta que nos concentremos nos panteões para termos um dia cheio e com muitas novidades. GUIA: Carla Varela Fernandes HORÁRIO: 8h30 DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas

LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos (em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte e almoço

[11] Pombal:

Património e História Sábado, 4 de junho Entre o oceano e a serra de Sicó, num vale do rio Soure (ou Arunca), esta cidade do centro do país está inevitavelmente associada à figura do Marquês de Pombal, que aqui viveu. As memórias do estadista estão espalhadas por toda a sede de concelho, desde a antiga Casa do Celeiro, que mostra o seu brasão e armas, ao Museu Municipal Marquês de Pombal, onde está exposta uma coleção de arte e de documentos a ele ligados. As origens do município remontam, no entanto, ao século XII, altura em que Gualdim Pais ergueu o castelo no cimo de um morro. Já em matéria de património natural merece visita a praia dourada do “Osso da Baleia”, ladeada por grandes dunas. O Museu Marquês de Pombal, instalado na antiga Cadeia Velha de Pombal, edifício mandado construir pelo Marquês de Pombal em 1776, teve a sua origem num trabalho de pesquisa, recolha e seleção de um pombalense, o antiquário Manuel Gameiro que doou a coleção à Autarquia, sob a condição de se criar um Museu Municipal. O Museu de Arte Popular Portuguesa, instalado num edifício pombalino, foi mandado construir em 1776 pelo Marquês para armazenar os cereais que vinham da sua quinta, a Quinta da Gramela. Tem origem numa importante coleção de artesanato, também doada ao município e resultante de uma permanente procura e seleção criteriosa de Nelson Lobo Rocha, ao longo de mais de 30 anos de convívio com os próprios artesãos. O Castelo foi edificado no século XII, por Gualdim Pais, Mestre da Ordem do Templo e integrou um conjunto de praças militares destinadas a defender Coimbra. Ampliado no reinado de D. Sancho I, voltou a ser objeto de cuidado régio no reinado de

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PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo D. Manuel I, beneficiando de melhorias estruturais e de obras de reconstrução. Igreja Matriz: de construção antiga, a Igreja Matriz de Pombal foi profundamente remodelada em 1816 pelo Capitão-mor de Pombal, Jorge Coelho de Vasconcelos Botelho, após a sua devastação cinco anos antes, provocada pelo vandalismo das tropas francesas. Foi nesta Igreja, que, em 1323, D. Dinis e seu filho D. Afonso celebraram o juramento público de paz conseguido pela Rainha Santa Isabel. O destaque artístico concentra-se no retábulo da capela lateral, de pedra policromada, obra renascentista dos meados do século XVI, atribuída ao atelier do escultor francês João de Ruão. Igreja do Cardal: mandado construir em cumprimento de um voto pelo Conde de Castelo Melhor, Luís de Vasconcelos e Sousa, no final do século XVII, este monumento de estilo Barroco foi riscado pelo Arquiteto Régio João Antunes. Aqui permaneceu o Marquês de Pombal após a sua morte a 8 de maio de 1782 e até 1856, data em que o terceiro neto o trasladou para a Ermida da Mercês, em Lisboa. Convento das Clarissas: O convento do Desagravo do Santíssimo Sacramento é um valioso exemplar da arquitetura religiosa da época áurea de D. João V, onde ainda hoje habitam em regime de clausura as Irmãs Clarissas. Por fim, ficaremos a conhecer a Praia do Osso da Baleia, situada em plena Mata Nacional do Urso e que deve o seu nome ao aparecimento de um esqueleto de baleia que, segundo testemunhos orais, terá dado à costa naquele areal no início do século XX. GUIA: : Câmara Municipal de Pombal HORÁRIO: 7h30 (o comboio parte às 8h) DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação de Santa

Apolónia (junto às bilheteiras) Transporte e almoço

[12] Caminhos do Orpheu Domingo, 5 de junho

Foi um verdadeiro escândalo em Lisboa quando, a 25 de março de 1915, o primeiro número da revista

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Orpheu chegou às bancas. O órgão do movimento modernista português, que reunia os três magníficos - Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada Negreiros - , constituía um projeto multidisciplinar e internacional, contando com a colaboração de poetas e artistas plásticos. Neste itinerário passaremos por locais ligados à publicação de maior relevância cultural e literária do século XX, mas que teve uma curta existência. GUIA: Paula Oleiro HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Largo do Chiado

[13] Igreja de Nossa

Senhora do Rosário e Capela dos Castros Sábado, 18 de junho Tanto a primitiva Igreja de N. Sra. do Rosário como a Capela dos Castros integravam o antigo Convento de São Domingos de Benfica, fundado em 1399, numas casas doadas por D. João I, por ação do seu confessor Frei Vicente de Lisboa e de D. João das Regras. Entre 1624 e 1632, edificou-se o atual templo sob orientação do Padre Mestre Frei João de Vasconcelos. Funcionou como paroquial de São Domingos de Benfica até à década de 70 do séc. XX, altura em esta igreja passou para as mãos da Força Aérea Portuguesa, com a substituição do orago inicial de São Domingos pelo de Nossa Senhora do Rosário. No interior merecem destaque os painéis de azulejos figurativos de António de Oliveira Bernardes e o túmulo de D. João das Regras. Obra de referência na tumulária medieval, o túmulo de D. João das Regras, falecido em 1404, está classificado como Monumento Nacional; trata-se de uma arca brasonada, executada em mármore branco proveniente da região de Montelavar. A figura, com a mão direita sobre o peito segurando um livro, apresenta do seu lado esquerdo uma espada com um cinturão e o punho lavrado com minúcia. A Capela dos Castros, hoje integrada

nas instalações dos Pupilos do Exército, foi mandada construir em 1644 por D. Francisco de Castro, neto do vice-rei D. João de Castro, para acolher o panteão da sua família. A sua consagração terá ocorrido provavelmente em 1648, data que surge inscrita numa lápide da estrutura. Encontrando-se integrada na estrutura do claustro, a sua fachada surge rasgada apenas por portal de moldura retangular, encimado pela pedra de armas dos Castros, ao qual se sobrepõe uma janela retangular iluminante. O retro-coro, elemento pouco comum na arquitetura portuguesa, abre-se atrás do retábulo, sendo um espaço para uso exclusivo da comunidade monacal. Após a extinção das ordens religiosas, em 1834, a Capela de Corpus Christi manteve o padroado da família Castro. AO ABRIGO DA COLABORAÇÃO CNC/SOS AZULEJO GUIA: José Meco HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Igreja N. Sra. do

Rosário (Lg. da Força Aérea) Travessa São Domingos de Benfica (a caminho do Palácio Fronteira)

[14] Entroncamento e Museu Nacional Ferroviário Sábado, 25 de junho Propõe-se uma visita ao Museu Nacional Ferroviário, recentemente inaugurado, para observar o modo como a museologia ferroviária e industrial, passou a observar a história dos caminhos de ferro e o património ferroviário, na sua intrínseca relação com as diferentes componentes da cultura técnica, industrial e social, de feição nacional e internacional. Situado no Entroncamento, a cidade que tomou o nome da sua função inicial de entroncamento ferroviário das Linhas do Leste e do Norte, o Museu encontra-se estabelecido num complexo de edifícios que faziam parte das instalações oficinais daquela estação ferroviária e que consta do Armazém de Víveres, das oficinas de manutenção, de uma rotunda de


PASSEIOS DE DOMINGO Passeios de Domingo locomotivas, de uma Central Elétrica e outros edifícios complementares. Visitarse-ão ainda os edifícios da Oficina de Creosotagem, datados de 1907, cujos vestígios têm um significado muito importante no âmbito do património industrial do país, dado serem a única unidade de tratamento das travessas de madeiras usadas antigamente para assentar os carris de ferro das linhas ferroviários da empresa dos Caminhos de Ferro de Portugal, que ainda subsiste no nosso país. Propõe-se ainda a visita a um interessante bairro ferroviário do Entroncamento, cujo projeto se deve ao arquiteto modernista Cottinelli Telmo (1897-1948), um dos três bairros ferroviários desta cidade (Camões, Bonito, Vila Verde). A visita integra-se no Curso Livre sobre caminho de ferro e Património Ferroviário (1.º módulo). Encontra-se aberto, no regime de visitas guiadas, aos sócios do CNC e da APAI no âmbito do Protocolo estabelecido entre as duas associações. Esta visita será objeto de um caderno entregue às pessoas inscritas no Curso Livre e na Visita do CNC GUIA: APAI HORÁRIO: 9h (comboio parte às 9h30) DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Estação de Santa

Apolónia (junto às bilheteiras) Transporte e almoço

[15] Museu de Lisboa:

Palácio Pimenta Domingo, 26 de junho

Museu de Lisboa é o novo nome do Museu da Cidade. Um nome que traz consigo um novo conceito, o de um museu polinucleado, no qual Lisboa e as suas histórias se revelam sob diferentes perspetivas. São cinco os núcleos do Museu de Lisboa: Palácio Pimenta, Teatro Romano, Santo António, Torreão Poente e Casa dos Bicos. Cinco espaços distintos, com valências e objetivos complementares, que partilham uma missão, uma identidade e uma nova imagem. O propósito é o de revelar

Lisboa de diferentes formas, para dar a conhecer a riqueza de uma das cidades mais antigas da Europa. Depois do Museu do Teatro Romano, vamos agora conhecer outro núcleo instalado no Palácio Pimenta ao Campo Grande. No Pavilhão Preto vamos conhecer uma exposição de azulejos da coleção do Museu, nunca antes expostos, comissariada por José Meco. GUIAS: Museu de Lisboa e José Meco HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Palácio Pimenta

(antigo Museu da Cidade);

[16] Novo Museu de Arte,

Arquitetura e Tecnologia Sábado, 2 de julho

O novo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT) está localizado na zona ribeirinha de Belém, em Lisboa. O edifício, desenhado pelo ateliê de arquitetura britânico AL_A, cria espaços de exposição sob uma cobertura ondulante, concebida para criar um novo espaço público acima das galerias. Incorporando mais de 7000 m² de espaço público novo, o MAAT explora a convergência da arquitetura, tecnologia e arte contemporânea como um campo de prática cultural. Este novo Museu centra-se na cultura contemporânea, através da combinação de artes visuais e media, arquitetura e cidade, tecnologia e ciência, sociedade e pensamento. A partir de um património físico único, uma coleção de arte portuguesa em expansão e um inovador programa de exposições, o novo museu da Fundação EDP é um espaço para a descoberta, a reflexão crítica e o diálogo internacional. GUIA: Museu da Eletricidade HORÁRIO:10h

[17] Ciclo Teatros

com História: Cascais Domingo, 3 de julho Tendo como pretexto a visita ao Teatro Gil Vicente, aproveitamos o dia para percorrer alguns dos mais emblemáticos exemplos do património de Cascais, como a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz e o Palácio Cidadela, a Igreja da Assunção ou o Museu Condes Castro Guimarães. Depois de, em 1869, os jornalistas lisboetas noticiarem a inauguração de um “teatro de luxo na vila de Cascais”, os cerca de 500 lugares da sala de espetáculos esgotaram várias vezes. Por ali, como se de uma grande capital cosmopolita se tratasse, passaram os grandes nomes da vida artística europeia dessa época. Terá sido também a partir da construção do Teatro Gil Vicente, que se criaram em Cascais numerosos grupos, coletividades, associações e academias, que alteram por completo a vivência social e cultural do velho burgo. O teatro de amadores, ainda hoje recordado com nostalgia por ter marcado de forma perene a História de Cascais, desenvolveu-se sempre em torno deste espaço. Foi também a inauguração do Teatro Gil Vicente, com toda a animação que a envolveu, que motivou o Rei Dom Luís I e a Corte Portuguesa a escolherem Cascais como estância de veraneio a partir de 1870, tendo a Família Real assistido, de forma reiterada, a várias peças de teatro e inúmeros eventos culturais nas cadeiras deste novo espaço de entretenimento. GUIAS: Duarte Ivo Cruz e Anísio Franco HORÁRIO: 10h DURAÇÃO: dia inteiro LIMITE: 45 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Entrecampos

(em frente ao edifício da Câmara Municipal de Lisboa – Campo Grande, 25) Transporte, almoço

DURAÇÃO: manhã LIMITE: 30 pessoas LOCAL DE ENCONTRO: Museu da Eletricidade

(junto à bilheteira)

Se se inscrever num Curso em conjunto com um Passeio beneficie de um desconto de 10% no total* * Não acumulável com o desconto sénior ou jovem já aplicado nos cursos livres

9


Cursos Livres

[A] CAMINHO DE

FERRO E PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO Este Curso, desenvolvido em dois módulos, procura fazer uma abordagem integrada da história, da cultura, dos valores e dos bens ferroviários e do respetivo património cultural. Remontando à génese da Revolução Industrial e à inovação do fenómeno ferroviário, pretende-se mostrar os caminhos percorridos da afirmação da identidade e memória material e social de um dos principais transportes da era da industrialização de caráter universal e dos seus efeitos económicos, sociais e culturais. Estudam-se os casos de bens ferroviários salvaguardados e museus, mostrando as características específicas da museologia ferroviária. Todas as sessões serão animadas com projeções de imagens e de pequenos filmes. No final de cada módulo haverá uma visita guiada.

1º módulo: património ferroviário (2º trimestre) 1ª sessão: Revolução Industrial, Industrialização e Caminho de Ferro: visão geral Jorge Custódio 2ª sessão: História do Caminho de Ferro em Portugal: síntese Ana Silva e Sousa 3ª sessão: Património Cultural, Património Industrial e Património Ferroviário a) Conceitos e Instituições Jorge Custódio 4ª sessão: b) Documentação internacional e legislação Jorge Custódio e Paula Azevedo

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5ª sessão: c) Identificação dos bens culturais ferroviários Nuno Barrento e Paula Azevedo 6ª sessão: d) Proteção e Salvaguarda: princípios, critérios e casos Paula Azevedo 7ª sessão: e) Conservação, restauro e reabilitação: critérios, metodologias e técnicas Judite Roque 8ª sessão f) Valorização, Educação e Divulgação Luís Filipe Lopes 9ª sessão: g) Museologia e museus ferroviários Luís Filipe Lopes 10ª sessão: visita Entroncamento e Museu Nacional Ferroviário (ver Passeios de Domingo) O conteúdo de cada sessão está disponível online no site do Centro Nacional de Cultura. COORDENAÇÃO: Grupo de Investigação

do Património Ferroviário da APAI HORÁRIO: terças-feiras; das 18h30 às 20h DURAÇÃO: 9 sessões teóricas; de 12 de abril a 7 de junho

[B] CAMINHOS

DE SANTIAGO: A ARTE DOS PRIMEIROS CONSTRUTORES SÉCULO XII-XV O fascinante mundo das peregrinações medievais, com os seus monumentos, imagens, relíquias e relicários está diretamente relacionado com o fascínio dos homens desse tempo pelos poderes milagrosos dos santos. Muitos milhares de homens e mulheres de todos os estratos sociais (incluindo reis e rainhas)

caminharam por caminhos diferentes, em especial na direção de Compostela, na procura da proximidade do túmulo do apóstolo Tiago. Apesar de não ser a única, esta foi, sem dúvida, a mais famosa das peregrinações, com um extraordinário sucesso a partir do século XI. Hoje parece ter recuperado muito do poder atrativo que antes tinha. Foram trilhados caminhos que atravessam países e, no seu percurso, construídos mosteiros, catedrais, igrejas, albergues, pontes… Estes muitos templos foram, não raras vezes, verdadeiros “laboratórios artísticos” onde arquitetos, escultores, pintores, ourives de várias origens e, eles próprios, em circulação pelos caminhos, experimentaram novas formas, novos temas, novas estéticas. Nas várias sessões abordaremos temas relacionados com alguns dos principais monumentos medievais dos Caminhos Santiago, procurando questionar o grau de investimento dos promotores na decoração dos exteriores e dos interiores, e as características identificadores de alguns artistas e oficinas, em esculturas, pinturas, ourivesaria e outro mobiliário litúrgico. Veremos as principais iconografias (temas) e os seus significados, procurando desvendá-los, em particular nas obras de arte mais emblemáticas. Os participantes serão sensibilizados para a importância do desenvolvimento da arte produzidas nesses séculos iniciais e pujantes da formação dos Caminhos de Santiago (séculos XI-XIV) e da sua ligação estreita às correntes religiosas, às alterações socioeconómicas, mas também aos medos e desejos mais profundos do homem comum. O conteúdo de cada sessão está disponível online no site do Centro Nacional de Cultura. COORDENAÇÃO: Carla Varela Fernandes

e Paulo Almeida Fernandes HORÁRIO: quartas-feiras; das 18h30 às 20h DURAÇÃO: 8 sessões; de 27 de abril a 15 de junho


2.º Trimestre 2016

Regras para Marcação de Passeios • As reservas podem ser feitas pelo telefone 213 466 722 das 11h às 13h e das 14.30h às 17h, ou pessoalmente das 17h às 19h, nos dias 7 e 8 de abril de 2016. • A partir de 11 de abril os sócios poderão inscrever-se por telefone durante a semana anterior a cada passeio, no caso de haver vagas • Os passeios são atribuídos por ordem de inscrição e os pagamentos deverão ser feitos até ao dia 12 de abril.

• Os sócios-participantes nos Passeios devem sempre comparecer no local de partida com antecedência, de maneira a não pôr em causa a hora de partida e os horários estabelecidos.

Números de contacto no dia dos passeios: 965 271 877 ou 969 082 566

Caro(a) Sócio(a) O Centro Nacional de Cultura vem chamar a atenção para as regras de marcação dos passeios, designadamente no que diz respeito aos prazos de pagamento e a confirmação da participação nas atividades. Assim, seremos rigorosos na aplicação da regra da confirmação do passeio apenas com o pagamento integral (no caso dos passeios de meio dia ou de um dia) e de um sinal de 50% no ato da inscrição e o restante com 15 dias de antecedência (no caso dos passeios de fim de semana). A falta de pagamento implica a perda da vaga no Passeio.

Apenas nos passeios de meio-dia poderão ser admitidos sócios sem inscrição prévia no próprio dia do passeio, ficando sempre sujeitos à existência de vagas, sendo neste caso o pagamento da senha feito no local do passeio. Os pagamentos dos passeios poderão fazer-se no CNC, por cheque enviado por correio, por multibanco ou por transferência bancária para o NIB 0033 0000 0002 3009 9530 5 - Millennium BCP, sendo neste caso obrigatório enviar documento comprovativo por correio ou email (info@cnc.pt)

Tabela de Preços – Passeios e Cursos PASSEIOS DE DOMINGO PASSEIO

DATA

SÓCIO

JOVEM SÓCIO

[1] [2]

Exposição “Esconjurações” – Galeria Millennium

13 abril

71

71

Jornais Históricos do Bairro Alto

16 abril

10 1

10 1

[3]

Gouveia: 100º aniversário de Vergilio Ferreira

30 abril

65 1

521

[4]

Rio Maior: Da Época Romana à Atualidade

7 maio

55 1

44 1

[5]

Bairro de Campo de Ourique

8 maio

71

71

[6]

Igreja do Menino Deus

11 maio

71

71

[7]

Ponte Cultural Lisboa–Porto: Porto Industrial

14 maio

75 1

60 1

[8]

Crato

15 maio

65 1

52 1

[9]

Vale do Lima

21 e 22 maio

255 1*

204 1*

[10]

Imagens e Memórias dos Nossos Reis e Rainhas Medievais Contadas pelo Próprios

28 maio

65 1

52 1

[11]

Pombal: Património e História

4 junho

65 1

52 1

[12]

Caminhos do Orpheu

5 junho

71

71

[13]

Igreja de N. Sra. do Rosário e Capela dos Castros

18 junho

10 1

10 1

[14]

Entroncamento e Museu Nacional Ferroviário

25 junho

45 1

36 1

[15]

Museu de Lisboa: Palácio Pimenta

26 junho

71

71

[16]

Novo Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia

2 julho

71

71

[17]

Ciclo Teatros com História: Cascais

3 julho

35 1

28 1

* suplemento single 25 €

CURSOS LIVRES

CURSO

[A] [B]

Nº DE SESSÕES

ADULTO [ S | NS ]

‹ 25 OU › 65 ANOS [ S | NS ]

CAMINHO DE FERRO E PATRIMÓNIO FERROVIÁRIO

9

135 1 | 162 1

108 1 | 130 1

CAMINHOS DE SANTIAGO A ARTE DOS PRIMEIROS CONSTRUTORES

8

120 1 | 144 1

96 1 | 115 1

[ S ] Sócio [ NS ] Não Sócio

11


Rua António Maria Cardoso, 68 • 1249-101 LISBOA

CASO NÃO SEJA ENTREGUE AO DESTINATÁRIO É FAVOR ASSINALAR A RAZÃO COM X E DEVOLVER

❏ Desconhecido ❏ Endereço Insuficiente ❏ Ausente ❏ Falecido ❏ Não Reclamado ❏ Recusado ❏ Encerrado ❏ Mudou-se

Descobertas n.º 2, Ano IX ­‑ Nova série DEPÓSITO LEGAL N.º: N.º REGISTO ERC:

282 473/08

125 483

PROPRIEDADE / ADMINISTRAÇÃO / REDAÇÃO: DIRETOR: DESIGN:

CNC

Guilherme d’Oliveira Martins

Atelier B2

IMPRESSÃO: Multitipo - Artes Gráficas Lda,

Rua Sebastião e Silva, 19, 2715-311 Queluz TIRAGEM DESTE N.º: PERIODICIDADE:

2.000 exemplares

3x/ano (Janeiro, Abril e Outubro)

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

CNC Lisboa Rua António Maria Cardoso, n.º 68 | 1249­‑101 Lisboa TEL: +351 213 466 722 | FAX: +351 213 428 250 E­‑MAIL: info@cnc.pt HORÁRIO DE ATENDIMENTO AO PÚBLICO: 2.ªs a 6.ªs feiras das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 19h00 CNC Porto Palacete Viscondes de Balsemão Pça. de Carlos Alberto, n.º 71 | 4050­‑157 Porto TEL: +351 213 466 722 | FAX: +351 213 428 250 E­‑MAIL: info.porto@cnc.pt

HOMEPAGE:

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O CNC gostaria de entrar em contacto consigo mais vezes. Envie­‑nos do seu e­‑mail uma mensagem para lmendes@cnc.pt com o seu nome e número de sócio para que registemos o seu endereço eletrónico, ou devolva­‑nos este boletim por correio ou fax: Nome: N.º sócio: Endereço eletrónico: Rua António Maria Cardoso, 68 – 1249­‑101 Lisboa ­‑ Fax 213 428 250


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