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Cultura – Poder – Comunicação – Crise e Imagem

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Temperar a cultura que as empresas devem fazer quando encontram um cenário pintado de greves, reivindicações, dúvidas, expectativas de natureza política, normas constitucionais que começam a afetar diretamente o universo organizacional, ameaças de recessão e turbulência? Entre as diversas respostas para a questão, pelo menos uma merece criteriosa reflexão. Em um cenário como esse, as empresas precisam colocar urgentemente um pouco de tempero no caldo cultural do ambiente interno. O equilíbrio de uma empresa, a manutenção das condições indispensáveis para seu crescimento e o aproveitamento de situações de crise para sair na frente, na briga da concorrência, constituem um conjunto de metas que dependem, para sua eficácia, de um fator: o oposicionamento da comunidade de empregados. Quando a comunidade repousa sobre um ambiente de harmonia ou quando o caldo de cultura está sendo dosado, de forma a permitir a mediação de interesses, a empresa estabelece as bases para se expandir, mesmo em tempos de turbulência. O caldo cultural de uma empresa é um amálgama de desejos, satisfações, alegrias, frustrações, expectativas, dúvidas, comportamentos e atitudes. Em momentos de tensão, o caldo engrossa. Falta tempero, os gostos da empresa não coincidem com os gostos dos empregados, as ameaças rondam os setores produtivos, criando uma onda de sensibilização que, a qualquer sinal, pode desencadear efeitos perturbadores no sistema produtivo e tecnológico.

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