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GEC_2020_PT

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78 G U I A D E E M P R E S A S C E R T I F I C A D A S : A Q U A L I D A D E FA C E À PA N D E M I A |

CERTIFICAÇÃO EM NORMAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR, AGORA MAIS DO QUE NUNCA

TERESA SOLEY • Food Techical Manager Intertek Ibérica info.portugal@intertek.com

Fornecer alimentos seguros em tempos de pandemia estará mais facilmente ao alcance das empresas que implementaram e certificaram um sistema de gestão da segurança alimentar e desenvolveram procedimentos para fazer face a situações de crise. Todavia, o surto da doença Covid-19 tem constituído um desafio sem precedentes para toda a cadeia alimentar, conduzindo a inúmeros impactos a diversos níveis.

Nesse sentido, os proprietários das normas, como IFS, BRCGS ou FSSC 22000, têm feito esforços para editar recomendações, ao mesmo tempo que tornaram os seus protocolos mais flexíveis para ajudar as empresas a manterem os seus certificados ou divulgarem o motivo pelo qual a data de renovação foi excedida.

ão valorizámos suficientemente a coragem e o esforço do sector agroalimentar para nos fornecer alimentos seguros e sem interrupção durante esta crise pandémica, desde os produtores do sector primário até às lojas, fabricantes de alimentos e embalagens e toda a cadeia logística que garante o abastecimento. São empresas habituadas a gerir riscos, através dos seus planos de Análise de Perigos e Controlo de Pontos Críticos (HACCP). Outras há que implementaram e certificaram um sistema de gestão da segurança alimentar e desenvolveram procedimentos para lidar com possíveis situações de crise, incluindo uma pandemia. Mas, ainda assim, o surto da doença Covid-19 tem representado um desafio sem precedentes, causando um impacto devastador a nível económico e social, como a queda na demanda por alimentos, devido à redução do poder de compra da população ou ao encerramento da hotelaria, baixa médica devido a quarentenas, interrupções no transporte, entre outros fatores. A cadeia alimentar provou a sua maturidade graças a sistemas robustos, em muitos casos auxiliados por certificações no âmbito da GFSI (Global Food Safety Initiative).

• Formação de um comité de gestão de crises para tomar decisões, comunicar e rever a eficácia das ações realizadas.

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Em termos gerais, essas recomendações podem resumir-se da seguinte forma:

• Plano de Segurança Alimentar HACCP: os programas de pré-requisitos provavelmente serão afetados por alterações efetuadas em resposta à Covid-19. Por exemplo, aumento de materiais quebradiços devido à instalação de divisórias entre postos de trabalho, portas ou janelas abertas para ventilação ou ajustes feitos nas velocidades das linhas de produção para se adaptarem a níveis reduzidos de pessoal. É importante rever as mudanças planeadas para compreender e mitigar qualquer impacto na segurança do produto. • Auditorias internas: o programa de auditorias internas deve ser revisto para garantir que o foco esteja nos processos de maior risco, como resultado das mudanças introduzidas em resposta à pandemia. Poderá ser necessário dar maior ênfase à gestão de Pontos Críticos de Controlo e a aspetos de higiene da fábrica e do pessoal. Além disso, a auditoria remota deve ser considerada sempre que a atividade a ser verificada o permitir.


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