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GEC_2020_PT

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A maioria dos estados-membros apresenta um ano de crescimento nestes normativos. A Itália é a que mais cresce, mas todos nos lembramos de grandes oscilações nos últimos anos protagonizados por este país. Regista um acréscimo de 10.000 certificados. A uma grande distância, a Espanha aumenta mais 1900 e a Polónia mais 1000 certificados. Os restantes estão abaixo deste valor. Portugal tem um ano muito negativo, perde quase mil certificados a juntar às perdas dos anos anteriores, sendo das maiores descidas deste ranking e desde que temos registo neste Guia. Percentualmente a descida é de 12%. Este desempenho teve como consequência a descida na sua posição relativa. Nos últimos três anos, passou da 10ª posição para a 13ª. Uma queda significativa. De referir que nestas duas normas (ISO 9001/14001), a Europa e o mundo crescem, o que permitiu nas duas normas uma redução das perdas sofridas em anos mais recentes. A maior parte das empresas certificadas por estas normas está na Ásia e na Europa, por esta ordem, com percentagens esmagadoras. África continua a ter uma representação marginal nestes valores. A América, no seu conjunto, representa uma pequena percentagem a nível mundial, com um desempenho misto em que encontramos países em perda e outros com crescimentos muito interessantes como mencionado anteriormente.

A C E R T I F I C A Ç Ã O N A E U R O PA C O M U N I TÁ R I A |

CONCLUSÃO No conjunto destes países europeus, a liderança é – desde sempre – da Itália. É seguida pela Alemanha. A Espanha fecha o pódio. Nas dez primeiras posições as trocas são pequenas. Podemos mesmo referir que são poucas, no conjunto de todos os estados. A Hungria subiu para a nona posição, trocando com os Países Baixos. A Bulgária sobe para a 11ª posição que era ocupada por Portugal, que foi ultrapassado igualmente pela Grécia, ficando na 13ª posição – a pior dos últimos anos. A Suécia também perde terreno e uma posição. Na parte final da tabela, Malta relega o Luxemburgo para a última posição, o inverso do que tinha acontecido no ano anterior. Como analisado anteriormente, o crescimento europeu é uma realidade em quase todas as normas. A única exceção aconteceu na norma ISO 50001, com uma queda de 550 certificados (-4%) e um crescimento mundial de apenas 168 (+0.9%) registos. Esta é uma norma recente em que a Europa no seu conjunto representa mais de 70% do total. Pela negativa destacam-se poucos países. A maior descida foi da Suécia, que perdeu 1125 certificados, seguida de Portugal (-969) e do Reino Unido com 923 a menos. Em percentagem, a maior queda é do Luxemburgo com menos 37.3%, seguido da Lituânia e da Suécia com, respetivamente, menos 18.3% e 14.8%.

Pelos números apresentados podemos finalizar referindo, uma vez mais, que existe um número significativo de empresas, de muitos e diferentes países, que utilizam, com sucesso, estas normas no seu dia-a-dia. Economias com uma componente exportadora forte, como a Alemanha, Itália ou China, tendem a valorizar mais estes referenciais normativos, como se pode depreender do total de empresas certificadas que cada um deles apresenta.


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