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GEC_2020_PT

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ISO 50001 GESTÃO DE ENERGIA Portugal acompanha a tendência da Europa e desce de forma significativa no âmbito desta norma. A redução de 24 certificados corresponde a uma queda de 45%, pois passa de 53 para 29 registos. Não sendo expectável que esta norma venha a ter, pela sua área de atividade, uma grande expressão junto do tecido económico nacional, não deixa de se registar com preocupação esta queda. Depois de alguns anos a crescer, tendo duplicado nos últimos três anos, esta queda abrupta pelos números em causa é estranha. O sector das energias tem dinamismo para manter o ritmo de crescimento dos anos anteriores, pelo que se aguarda pelos resultados do próximo ano para perceber melhor a tendência da norma junto das empresas. A quota europeia passou para 0.22% e a mundial para 0.16%, reduzindo-se quase pela metade nos dois casos. CONTEXTO ECONÓMICO PORTUGUÊS O Instituto Nacional de Estatística (INE) fornece os dados utilizados para efetuar a análise ao tecido económico português, repartidos por cinco regiões continentais e duas insulares. Em cada uma analisa-se o número de empresas existentes, o volume de negócios e as variáveis referentes ao emprego, apurando-se também a variação anual desse período temporal, de acordo com as NUT II. Os últimos elementos disponíveis são de 2018.

É, ainda, através do INE que são recolhidos e tratados os dados necessários para apurar as empresas com mais de dez trabalhadores, que são relevantes estatisticamente para este estudo, como já explicitado em anteriores edições do GEC. As empresas certificadoras com atividade em Portugal forneceram – com data de 31 de Dezembro de 2019 – os dados sobre o número de empresas certificadas existentes. Alertamos, tal como em anteriores edições, que o manancial de dados reunidos e a grande diversidade de fontes que os facultam comportam riscos, os quais procuramos minimizar da forma mais correta. As listagens que as entidades certificadoras nos facultam, caso fossem por nós recebidas ao mesmo tempo e de acordo com a forma solicitada seria um grande fator facilitador e ajudaria a ultrapassar algumas questões. Infelizmente, tal ainda não acontece, embora seja justo referir que são várias as entidades certificadoras que o fazem no tempo e no modo certos, reconhecendo a mais-valia da publicação destes dados, inclusive para a sua atividade e análise. Além do mais, a informação facultada ao survey da ISO e ao GEC são efetuadas em momentos distintos, pelo que recomendamos que os dados sejam lidos de forma individual evitando o seu cruzamento. A uniformização beneficia largamente todos os leitores, empresários e técnicos da Qualidade que recorrem ao GEC, bem como um grupo alargado de académicos para quem esta publicação funciona como um verdadeiro serviço público, gratuito, na sua necessária recolha de informação para a elaboração de trabalhos académicos.

EVOLUÇÃO DA CERTIFICAÇÃO |

Os últimos anos têm demonstrado o quanto é vital para as empresas e para a sua atividade a segurança da sua informação, considerada cada vez mais um dos seus maiores ativos.

Os elementos facultados pelo INE comprovam que a criação líquida de emprego, de empresas e o aumento do volume de negócios anual em todas as regiões NUT II é uma realidade, tal como já tinha acontecido no ano anterior (de 2017). O número de empresas passou de 1.242.693 para 1.278.164, ou seja, mais 35.471. Neste período, foram acrescidos 168.233 mil novos postos de trabalho a somar aos 187 mil do ano anterior. Nas empresas com 10 ou mais trabalhadores o número foi de, aproximadamente, 18 mil, distribuídos pelo todo nacional. O volume de emprego também aumentou em todas as regiões. Nas empresas com 10 ou mais trabalhadores, o saldo é igualmente positivo, passando de 45.940 para 48.225, ou seja, mais 2285 empresas. Estes números confirmam a tendência registada nos anos mais recentes, ficando perto dos 50 mil que já existiram. Os números apresentados demonstram claramente que Portugal é um país de micro e pequenas empresas, onde as estratégias concertadas entre poderes públicos e organismos sectoriais de empregadores, para fomentar o crescimento do emprego e assim tornarem-se mais fortes, tardam.


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