Skip to main content

Revista Análise | Regional - Edição n.º 3

Page 71

69

obviamente para criar mais valias para quem investe e para quem usufrui desse investimento, e já agora resta dizer que a Herdade do Rocim fica situada entre a Vidigueira e Cuba. Mas além de se falar dos projectos, do bom vinho e de tudo o que está associado à Herdade do Rocim, interessa saber se tudo isto pode surgir de uma forma fria, de uma forma meramente pragmática e, é claro que não! Tornava-se mais que evidente à medida que caminhávamos para o interior da herdade, que há ali muito sonho muita vontade de vencer. Catarina Vieira, José Ribeiro e Alexandra Vieira são uma trindade que sustenta um projecto profissional. E, se não é só o sonho que pode mover as vontades, ele é para Catarina Vieira importante, é mesmo decisivo como nos disse “Infelizmente não se vive só do sonho. Vive-se fundamentalmente de outras questões que nos permitem ter o sonho. O sonho é o ponto de partida no sentido que nos faz trabalhar para o poder alcançar....” Aliás foi o sonho aliada à vontade de trabalhar e mostrar o seu valor que fez com que Catarina Vieira tivesse a ideia de um projecto profissional “A ideia deste projecto surgiu da vontade de eu, após finalizar o curso de Agronomia e depois de ter regressado de Bologna onde fiz o meu trabalho final e onde estagiei, ter manifestado ao meu pai a vontade de ter uma pequena vinha para poder colocar em prática alguns ensaios e um estudo mais profundo sobre a viticultura”. Mas, se a vontade de Catarina era um pequeno projecto, uma pequena vinha onde pudesse desenvolver os conhecimentos adquiridos, o de seu pai era mais ambicioso e de repente a pequena vinha transformou-se num “Projecto de maior dimensão que é hoje a Herdade do Rocim”. E, porquê o Alentejo? “O Alentejo representava uma região com elevado potencial para a produção de vinhos de elevada qualidade. Para além disso também me fascinava, e fascina, o céu do Alentejo, o relevo, as pessoas desta região, refiro-me sobretudo ao Baixo Alentejo” foi-nos confidenciando Catarina Vieira, que continua a cimentar a ideia que trazia dos primeiros tempos no Alentejo, que esta região é óptima em oportunidades. “A ideia que tinha mantem-se, vista agora de uma forma mais pragmática, mas mantem-se. As oportunidades de negócio só existem com muito trabalho, muito rigor e muito método. A criatividade é fundamental. Mas tudo isso tem que estar assente num conhecimento transversal que não é só o técnico”. Quando se percorre a herdade e se vai tendo conhecimento de toda a envolvência do projecto, pode-se ser levado a pensar que o projecto da Herdade do Rocim entrou em velocidade cruzeiro. Aí mais uma vez a força de acreditar de Catarina Vieira coloca travão ao nosso pen-

un proyecto que asocia el vino, la cultura, el turismo y el ocio, obviamente, para crear valores añadidos para quien invierte y para quien disfruta de esa inversión, y aprovecho para decir que la Herdade do Rocim está situada entre Vidigueira y Cuba. Además de hablar de los proyectos, del buen vino y de todo lo que está vinculado a la Herdade do Rocim, interesa saber que si todo esto puede surgir de una forma fría, meramente pragmática. ¡Claro que no! Esto se hacía cada vez más claro según íbamos caminando hacia el interior de la finca, hay allí muchos sueños y muchas ganas de vencer. Catarina Vieira, José Ribeiro y Alexandra Vieira son una trinidad que sostiene un proyecto profesional. Y, aunque no es solo un sueño el que puede mover la voluntad, para Catarina Vieira es muy importante, realmente decisivo, como nos dice: “Desgraciadamente no se vive solo de sueños. Vivimos fundamentalmente de otras cuestiones que nos permiten tener ese sueño. El sueño es el punto de partida porque nos hace trabajar para poder conseguirlo…” Por ello, el sueño y las ganas de trabajar y mostrar su valor hicieron que Catarina Vieira tuviese la idea de un proyecto profesional: “La idea de este proyecto surgió de las ganas que yo, tras acabar mi carrera de Agronomía y tras haber vuelto de Bolonia, donde realicé mi trabajo final y donde hice las prácticas, le transmití a mi padre sobre la idea de tener una pequeña viña para poder poner en práctica algunos ensayos y un estudio más profundo sobre la viticultura”. Pero, si las ganas de Catarina eran un pequeño proyecto de una pequeña viña en la que poder llevar a cabo los conocimientos adquiridos, las de su padre eran más ambiciosas y, de repente, la pequeña viña se transformó en un “proyecto de mayor dimensión, que es hoy la Herdade do Rocim”. ¿Y Por qué en el Alentejo? “El Alentejo representaba una región con un alto potencial de producción de vinos de clidad. Además, también me fascinaba, y lo sigue haciendo, el cielo del Alentejo, el relieve, las personas de esta región, sobre todo del Bajo Alentejo”, nos fue contando, entre confidencias, Catarina Vieira, que sigue consolidando la idea que traía de sus primeros tiempos en el Alentejo, sobre que la región es excelente para nuevas oportunidades. “La idea que tenía se mantiene, vista ahora de una forma más pragmática, pero se mantiene. Las oportunidades de negocio solo existen con mucho trabajo, mucho rigor y mucho método. La creatividad es fundamental. Pero todo tiene que estar asentado en un conocimiento transversal que no es solo técnico”. Cuando se recorre la finca y se va teniendo conocimiento de todo el contexto en el que se insiere el proyecto, podemos tender a pensar que el proyecto de la Herdade do Rocim ha entrado en velocidad crucero. Pero, una


Turn static files into dynamic content formats.

Create a flipbook
Revista Análise | Regional - Edição n.º 3 by CCDR Alentejo - Issuu