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der melhor”. A olaria Egídio Santos é hoje um empresa familiar “Eu trabalho sozinho com a minha mulher, meter pessoal torna-se complicado e por isso optamos por trabalhar os dois e de forma artesanal tentando manter as tradições, pois eu tenho muitas peças antigas que eram do meu bisavô e eu faço cópias dessas peças que estou a vender bem, tenho trabalho por causa disso”. “O maior problema das olarias foi a mecanização, porque enquanto trabalhávamos todos à mão a produção nunca era muito grande e conseguíamos vender praticamente tudo o que produzíamos, com as máquinas não.” Das mais de duas dezenas e meia de olarias que existem em S. Pedro do Corval algumas viram-se para a exportação “O meu irmão e a minha irmã, que estão na olaria que era dos meus pais, estão a exportar muito, há outras olarias que vendem para casas no Algarve, eu com a louça utilitária tenho clientes certos, pessoas que fazem feiras e mercados aqui no Alentejo”, referiu Egídio Santos Mestre, será que um mestre reconhece as suas peças? A resposta veio rápida,” sim reconheço todas as minhas peças assim que as vejo. Um dia estávamos no campo e vi lá um cântaro e disse aos meus companheiros, olha este cântaro foi feito por mim, e eles disseram, não pode ser os cântaros são todos iguais como é que você sabe que este foi feito por si, havia ali barro eu amassei um bocadinho e fiz uma asa igualzinha à do cântaro”. Isso dá-lhe um certo orgulho perguntei? “Nostalgia” respondeu o mestre Velhinho ■
hago este tipo de piezas, porque creo que es lo que mejor se vende”. La alfarería Egídio Santos es hoy una empresa familiar: “trabajo con mi mujer, meter más personal se hace complicado y por eso hemos optado por trabajar los dos y de forma artesanal, intentando mantener la tradición, porque tengo muchas piezas antiguas que eran de mi bisabuelo y hago copias de esas piezas y se venden, así que me dedico a ello”. “El mayor problema de las alfarerías ha sido la mecanización, porque mientras trabajábamos todos a mano, la producción nunca era muy grande y conseguíamos vender prácticamente todo lo que hacíamos, con la máquina no”. DE las más de dos docenas y media de alfarerías que existen en S. Pedro do Corval, algunas se dedican a la exportación: “mi hermano y mi hermana, que están en la alfarería que era de mis padres, están exportando mucho, hay otras que venden para casas del Algarbe, yo con la loza utilitaria tengo clientes seguros, personas que hacen ferias y mercados aquí en el Alentejo”, añadió Egídio santos. Maestro, ¿un maestro reconoce sus piezas? La respuesta no se hizo tardar: “sí, reconozco todas mis piezas en cuanto las veo. Un día estábamos en el campo y vi un cántaro y les dije a mis compañeros: mira, ese cántaro lo he hecho yo, y ellos me dijeron que no podía ser, que todos los cántaros son iguales y que cómo podía saberlo. Había barro por allí, cogí un poco, lo amasé e hice un asa igualita a la del cántaro”. ¿Y se siente orgulloso? “Nostalgia”, respondió el maestro Velhinho ■ S. Pedro do Corval