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Revista Análise | Regional - Edição n.º 3

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pelas comunidades locais – abordagem LEADER (Ligações Entre Acções de Desenvolvimento da Economia Rural ), no essencial, mecanismos de delegação de competências que permitem mobilizar fundos de diversos eixos e, mesmo, de diversos PO a favor da prossecução de estratégias integradas de desenvolvimento). Esta negociação decorre num período muito complexo da construção europeia, no centro de uma de crise de um dos seus principais projetos políticos – o euro, de uma crise de confiança dos cidadãos europeus nas instituições e no próprio processo de integração e de uma crise de crescimento europeu no contexto mais global, com alterações profundas do centróide económico a nível mundial. Neste difícil contexto, é imperioso que a discussão sobre a Política de Coesão se centre no seu efetivo contributo para o crescimento e emprego em todos os territórios da UE, suportado no seu vasto património de uma política de desenvolvimento da União que concilia solidariedade e equidade na afetação dos recursos com eficiência na sua utilização. Este novo quadro de intervenção ora proposto coloca desafios complexos mas, simultaneamente, decisivos aos atores da Política de Coesão nas suas diferentes escalas territoriais de intervenção (europeia, nacional, regional e local). Independentemente dos melhores equilíbrios que será necessário encontrar entre focalização e flexibilidade ou entre reforço da coerência nacional e europeia das intervenções e espaço de adaptação às diferentes realidades territoriais, é hoje claro que o valor-chave do quadro de programação e implementação proposto pela CE é o compromisso. Mais compromisso com resultados e com a sua monitorização e avaliação, mais compromisso com a garantia de condições necessárias ao sucesso das intervenções, mais compromisso na cooperação entre atores, mais compromisso na articulação entre políticas, mais compromisso com a sustentabilidade das intervenções ■ Duarte Rodrigues Coordenador Adjunto do Observatório do QREN NOTA: Este artigo foi escrito ao abrigo do novo acordo ortográfico.

vido por las comunidades locales – perspectiva LEADER, en lo esencial, mecanismos de delegación de competencias que permiten movilizar fondos de diferentes ejes e, incluso, de diferentes PO a favor de la consecución de estrategias integradas de desarrollo). Esta negociación se lleva a cabo en un periodo muy complejo de la construcción europea, en medio de una crisis de uno de sus principales proyectos políticos: el euro, de una crisis de confianza de los ciudadanos europeos en las instituciones y en el propio proceso de integración y de una crisis de crecimiento europeo en el contexto más global, con alteraciones profundas del centroide económico a escala mundial. En este difícil contexto, es imperioso que la discusión sobre la Política de Cohesión se centre en su contribución efectiva para el crecimiento y el empleo en todos los territorios de la UE, sostenido por el vasto patrimonio de una política de desarrollo de la Unión que concilia solidaridad y equidad en la afectación de los recursos con eficiencia en su utilización. Este nuevo marco de intervención propuesto contempla retos complejos pero, al mismo tiempo, decisivos para los actores de la Política de Cohesión en sus diferentes escalas territoriales de intervención (europea, nacional, regional y local). Independientemente de los mejores equilibrios que será necesario encontrar entre focalización y flexibilidad o entre refuerzo de la coherencia nacional y europea de las intervenciones y espacio de adaptación a las diferentes realidades territoriales, hoy día está claro que el valor clave del marco de programación e implementación propuesto por la CE es el compromiso. Más compromiso con los resultados y con su monitorización y evaluación, más compromiso con la garantía de condiciones necesarias para el éxito de las intervenciones, más compromiso en la cooperación entre actores, más compromiso en la articulación entre políticas, más compromiso con la sostenibilidad de las intervenciones ■ Duarte Rodrigues Coordenador Adjunto do Observatório do QREN


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