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National Institute of General Medical Sciences Casa das Ciências
UTA VON SCHWEDLER E WES SUNDQUIST
Partículas de VIH (a vermelho) brotando de uma célula infectada (a azul).
Vendo-nos Livres dos Elementos Perturbadores Durante uma infecção, a apoptose pode ter uma função protectora matando as células contaminadas por vírus antes que se desintegrem espalhando partículas virais. Este acto de auto-sacrifício impede que a infecção se espalhe e pode salvar todo o organismo. Infelizmente os nossos assaltantes virais não se desencorajam facilmente. Eles vêm armados com uma caixa cheia de ferra-
mentas para iludir a resposta apoptótica. Uma vez que os vírus dependem dos seus hospedeiros celulares para sobreviverem, é no seu próprio interesse manter as células vivas até que os vírus estejam prontos para avançar. As ferramentas que os vírus usam para evitar a tentativa de suicídio da célula são notáveis pela sua diversidade e engenhosidade. Alguns vírus, tais como os do tipo que causa os resfriados comuns, produzem proteínas que mimetizam reguladores que desligam as vias apoptóticas das células,
O SPITZ da vida A natureza tem duras realidades, mesmo ao nível celular.
nervosas faz com que estas libertem um mensageiro
Onde esta verdade é mais evidente é no sistema nervoso
químco chamado SPITZ que adere e activa receptores
onde a regra prevalecente é “Tornem-se úteis ou morram”.
moleculares à superfície das células da glia. Os re-
Os cientistas descobriram que algumas células morrem
ceptores activados desencadeiam, então, uma cascata
automaticamente por apoptose quando estão incorrecta-
de reacções enzimáticas no interior das células da glia
mente posicionadas e não é provável que desempenhem
que acabam por bloquear a apoptose. Este processo
um papel útil no sistema nervoso. Assim, se a altenativa é
assegura que as únicas células da glia que sobrevivem
a morte, como é que as sobreviventes se mantêm vivas?
são as que estão suficientemente perto de uma célula
Os cientistas têm vindo a especular sobre isto há algum
nervosa para competir pelo SPITZ. Se uma célula da glia
tempo mas só recentemente identificaram os mecanismos
estiver suficientemente próxima de uma célula nervosa
exactos. Hermann Steller, um biólogo do desenvolvimento na
para ser “SPITZizada” estará também suficientemente
Rockefeller University em New York City, investiga os
“SPITZizadora”. Assim, tal como os vizinhos intere-
sinais que controlam a morte celular no embrião em de-
sseiros, as células nervosas só estendem uma mão
senvolvimento da mosca do vinagre. Ele e os seus
salvadora àquelas que estão em posição de retribuir o
colegas foram os primeiros a identificar todos os mensageiros moleculares que controlam a sobrevivência de
favor. Estas descobertas podem ajudar os cientistas a com-
certas células da glia no sistema nervoso.
preender melhor a morte celular e a sua sobrevivência
Acontece que o sinal para as células da glia sobreviverem tem origem nas células nervosas próximas. Assim,
no cérebro humano e possivelmente em outras partes
as células da glia têm de agradecer a continuação da sua
novos tratamentos para doenças resultantes da morte
existência às suas vizinhas.
premtura das células do cérebro, tal como Parkinson e
O contacto físico entre as células da glia e células
próxima para dar suporte e nutrientes à célula nervosa
do corpo. Estes trabalhos podem também apontar para
Alzheimer.