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MOÇÃO | CANDIDATURA A PRESIDENTE DA COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DO PS DE SANTO TIRSO


I.

PRINCÍPIOS GERAIS

O Partido Socialista assume, na sua Declaração de Princípios, que a existência do Poder Local democrático é um pilar essencial na organização política da sociedade, por via do qual se procura incentivar a participação dos cidadãos e aumentar a eficiência dos serviços que lhe são prestados. É neste contexto que surge a minha candidatura a presidente da Comissão Política Concelhia de Santo Tirso, assente nos princípios da inclusão e união, no sentido de continuar afirmar o PS como o grande partido do município. Os próximos anos terão de ser de grande estabilidade partidária, face à atual conjuntura nacional, de forma a construir um partido verdadeiramente credível e com peso no contexto local, regional e nacional. Os resultados das últimas eleições autárquicas são demonstrativos da força do PS. Conseguimos a maior vitória de sempre frente ao PSD, deixando a oposição a 13 pontos percentuais de diferença. Apesar desta distância, e tal como se verificou em todo o país, a abstenção cresceu. Esta realidade traz-nos responsabilidades acrescidas: deve haver uma maior aproximação do PS à sociedade civil. O nosso Partido tem essa obrigação e só construindo no terreno um projeto credível e no qual as pessoas se revejam será possível criar essa ligação com o eleitorado. Neste contexto, a articulação entre o Partido e os órgãos autárquicos é, sem dúvida, uma condição fundamental para a imagem de unidade, coesão e credibilidade que deve transparecer para o exterior. O trabalho político com os nossos autarcas, nomeadamente os presidentes de Junta de Freguesia em articulação com a Câmara Municipal será determinante.

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Já demonstrei que sou um defensor da pluralidade de ideias, mas também da unidade na ação. Já dei provas, na prática recente, que sei construir a abrangência que é essencial para a estabilidade partidária e para a democracia interna. Respeitando, sempre, as instituições: não partidarizar a Câmara Municipal, nem municipalizar o Partido. Importa, também, ter presente que o PS de Santo Tirso se insere nos universos de um grande partido nacional e distrital, bem como na Área Metropolitana do Porto, pelo que não deverá estar alheado do debate dos temas que em cada momento estejam presentes, em especial, quando com repercussão direta no nosso concelho. A importância do próximo ato eleitoral é de grande relevância a nível interno, pois desse sufrágio resultará para os eleitos a tarefa de conduzir a atuação do Partido nos próximos quatro anos, decorrente das alterações estatutárias recentemente efetuadas. Assim, os próximos órgãos partidários terão um importante papel no desenvolvimento de uma estratégia de afirmação do PS.

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II.

EIXOS ESTRATÉGICOS

A minha candidatura à Comissão Política Concelhia tem como orientação política 10 eixos estratégicos que pretendem nortear o rumo do PS nos próximos quatro anos. CUMPRIR OS ESTATUTOS. Ouvir as secções e os militantes do PS de Santo Tirso, promovendo reuniões periódicas. Realizar comissões políticas, no mínimo, de três em três meses. Queremos um partido a funcionar da base para o topo e não ao contrário. DSCENTRALIZAR O PARTIDO. Promover a descentralização e a proximidade dos militantes aos órgãos concelhios do partido, através da itinerância das reuniões da comissão política concelhia. Um PS mobilizado tem de contar com TODOS os militantes. GABINETE AUTÁRQUICO. Criação de um gabinete autárquico concelhio, para dar apoio ao militante e aos autarcas do município, nomeadamente em matéria legislativa. FORMAÇÃO POLÍTICA. Dinamizar ações de formação política, dirigida aos autarcas e jovens do município. COMUNICAR PARA INFORMAR. Criar um Boletim Informativo com informação relevante – à semelhança do Ação Socialista -, para distribuição junto dos militantes. Apostar e dinamizar as redes sociais com informação considerada importante, não só para os militantes como para a população em geral, abrindo o partido à sociedade civil. FÓRUM “CONVERSAS COM POLÍTICA”. Criar iniciativas abertas, regulares e descentralizadas de reflexão que abordem diversas temáticas da governação local, regional e nacional, num formato descontraído, que se constitua como um centro de discussão de novas ideias. Será, também, uma forma de chamar a sociedade civil a participar.

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INTERVENÇÃO NA POLÍTICA LOCAL. Fazer uma distinção clara entre os órgãos autárquicos e o partido. Promover reuniões com as freguesias, para acompanhamento da atividade, fazendo recomendações regulares sobre as políticas

municipais e

intermunicipais. LIGAÇÃO COM A JUVENTUDE SOCIALISTA. Considerando que os jovens têm um papel fundamental na renovação do partido, é crucial criar condições para que a JS possa crescer e afirmar-se a nível local, distrital e nacional. Serão, assim, realizados encontros regulares com a JS, delineando estratégias para o envolvimento de cada vez mais jovens junto da estrutura partidária. AFIRMAR O PS DE SANTO TIRSO. Fazer uma interligação com a Federação Distrital do PS/Porto, bem como com a direção nacional do Partido. Projetar Santo Tirso no contexto regional e nacional, aumentando a representatividade do concelho, nomeadamente através da inclusão de um deputado de Santo Tirso na lista à Assembleia da República. CRIAR PROXIMIDADE COM AS PESSOAS. A direção da Comissão Política Concelhia deve unir, motivar e mobilizar o partido e a sociedade tirsense, estando na vida política com valores éticos. A missão será sempre fazer política com as pessoas e para as pessoas.

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III.

CONCLUSÃO

Para a concretização dos desafios anteriormente expostos, necessitamos de um partido unido, afirmativo e ativo. Um partido que não reduza a participação dos militantes aos atos eleitorais. Quero liderar um PS moderno e plural, onde todos tenham lugar, um PS organizado e descentralizado com meios capazes de potenciar uma intervenção política atual. Acima de tudo, esta é uma candidatura que pretende servir Santo Tirso.

UM PS PARA TODOS.

Joaquim Couto

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Moção Um PS para todos 2013 pdf 1