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Ed26

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Ambiente

Arquitetura verde

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arquitetura se baseia na relação do ser humano com o seu entorno e, nesse sentido, a arquitetura verde ou arquitetura sustentável pressupõe o equilíbrio entre o homem, a arquite­ tura e o meio ambiente. Criado na década de 70, o termo “Greenbuilding”, que significa “cons­ Por Ticiana Fahel trução verde”, se refere a uma arquitetura projetada e construída para minimizar o seu impacto sobre a natureza, com a utilização racional de recursos naturais, com o míni­mo consumo de energia, dando prioridade a utilização de materiais ecológicos e saudáveis para a vida e o trabalho do homem. Com o crescimento dos movimentos ambienta­ listas e com a preocupação globalizada com o meio ambiente, surgiram, a partir da década de 90, movimentos internacionais para a avaliação dos edifícios e a adoção dos “selos verdes”, caracterizando os empreendimentos de baixo impacto ambiental. Dentre os mais importantes selos estão: o BREEAM (Building Research Establishment Enviromental Assessment), do Reino Unido, lançado em 1990; o LEED (Leadership in Energy and Enviromental Design), dos EUA, criado pelo United States Green Building Council; HQE (Haute Qualité Environnementale), da França, criado em 1996; CASBEE (Comprehensive Assessment System for Building Enviromental Efficiency), do Japão, lançado em 2002. Se, inicialmente, a construção verde encontrou resistências por apresentar, muitas vezes, um custo inicial elevado, em pouco tempo se verificou a grande economia no longo prazo, além do marketing da sustentabilidade. Daí porque, hoje em dia,

muitas empresas brasileiras estão buscando conseguir o selo verde para seus empreendimentos. Uma vez que a sustentabilidade envolve a questão social, econômica e ambiental, a criação de um selo nacional brasileiro já está sendo debatida, mas, enquanto isso não ocorre, o sistema norte-americano LEED já está atuando no país. Alguns empreendimentos já receberam o selo e outros estão à espera. Confira abaixo algumas soluções verdes: • O aproveitamento da incidência solar e dos ventos, que envolve a boa implantação da edificação no terreno, utilizando ao máximo a iluminação e ventilação naturais • A captação das águas das chuvas para o reaproveitamento da água nos jardins, nos vasos sanitários ou para limpeza • A utilização de materiais reciclados ou certificados ou de demolição • A utilização de placas solares para captação e energia e sua distribuição nos sistemas de energia ou aquecimento da água • A utilização de sensores de presença ou iluminação automatizada para reduzir o consumo de energia • A utilização de materiais de pisos e revestimentos que regulam a temperatura do ambiente e, por conseqüência, reduzem o consumo de energia • A utilização de telhados verdes, ou seja, vege­ tação nos telhados, seja para consumo, no caso de hortas, seja para reduzir o gás carbônico no meioambiente • Sistemas paralelos de refrigeração e ar condicionado sem a utilização de gases que poluem o meio-ambiente • A coleta seletiva de lixo para reciclagem dos materiais; dentre outros.CS

Ticiana Fahel é arquiteta, especialista em projetos de arquitetura e interiores, consultora do programa Metrópole Imobiliário.

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Revista Cadê o Síndico • janeiro/fevereiro 2010

www.cadeosindico.com.br


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