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ANO 2 JUNHO 2015 EDIÇÃO 2 | www.bteditora.com.br

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

LIVROS DE COLORIR que fazem a cabeça de crianças e adultos

Olá, penico

Liberte seu pequenino das fraldas sem trauma

MAMÃE EM FORMA Sem tempo livre, mães carregam os filhos para as academias

CÃO AMIGO Eduque com carinho na medida 1


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Editorial

Para ler e aprender O ser humano está em constante aprendizado. Pode não parecer, mas praticamente todos os dias aprendemos algo novo, independente da idade que temos. As crianças refletem isso com maior facilidade por estarem ainda em formação. Têm um mundo de novidades inexploradas e o brilho nos olhos é mais vivaz a cada descoberta. Porém, mesmo adultos experientes aprendem também com elas. Para lembrar isso, esta edição da revista Mundo da Criança está recheada de aprendizado. Trazemos histórias de gente que aprendeu com a vida. Seja errando, buscando informação sobre algo desconhecido ou simplesmente tentando. Pessoas como a empresária Ana Caroline Amaral que encontrou na falta de tempo uma forma de praticar exercícios com a filha, ou como a jornalista Sabrina de Aquino que aprende todos os dias com o filho autista e repassa suas experiências a outros pais. Enfim, histórias de gente que nos faz lembrar que a internet está aí para o que precisarmos pesquisar, mas que o convívio com o ser humano é sempre enriquecedor.

ANO 2 JUNHO 2015 EDIÇÃO 2 | www.bteditora.com.br

DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

LIVROS DE COLORIR que fazem a cabeça de crianças e adultos

Olá, penico

Liberte seu pequenino das fraldas sem trauma

MAMÃE EM FORMA Sem tempo livre, mães carregam os filhos para as academias

CÃO AMIGO Eduque com carinho na medida

Capa Foto: Dalazen Jr. Modelo: Isabella Bathke Rebelo Modelo canino: Alegria A revista Mundo da Criança não se responsabiliza por conceitos emitidos em artigos assinados, que são de inteira responsabilidade de seus autores. Nem muito menos pelo crédito e fotos inseridas nas páginas dos nossos anunciantes.

Além disso, é claro, também reunimos dicas importantes de especialistas para diferentes momentos da vida de pais e filhos. Esperamos contribuir para seu aprendizado e do seu pequenino.

Expediente Diretor Carlos Bittencourt carlos@bteditora.com.br Jornalista Responsável Marjorie Basso jornalismo@bteditora.com.br Projeto Gráfico Leandro Francisca

Comercial Sônia Bittencourt 47 . 8405.9681 Rose de Souza 47 . 8405.8773

BT Editora

Críticas e sugestões Fone: (47) 3344-8600 direcao@bteditora.com.br

Impressul indústria Gráfica

Rua Anita Garibaldi, 425 | Centro – Itajaí – SC 47 3344-8600 | bteditora.com.br Impressão Tiragem: 10 mil exemplares 3


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Sumário

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Mãe cria blog para trocar experiências sobre autismo

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Saiba por onde começar a planejar o primeiro aniversário

Confira dicas para tirar as faldas do seu bebê sem causar traumas

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Biblioteca disponível contribui para o aprendizado

Encantador de cães brasileiro dá dicas de adestramento

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Livros para colorir: o passatempo do momento da família

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Injeção de ânimo:

crianças acompanham as mães na academia

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O ultrassom é a primeira fotografia do seu bebê

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Conheça a opinião de especialistas sobre os tipos de parto

Opinião: atitudes simples podem prevenir acidentes domésticos

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Projeto prevê que bullying seja debatido e prevenido nas escolas

Opinião: inclusão de crianças com síndrome de Down é um direito

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Especial

Superando o F

autismo

oi por problemas na fala e na dificuldade para sentar que Sabrina D’Aquino começou a perceber que o filho Enzo, hoje com oito anos, era diferente das demais crianças. Enzo nasceu em Porto Alegre, prematuro de 32 semanas e apenas 1,1 quilo. Ficou 43 dias na UTI para ganhar peso. Devido a isso, diagnósticos errôneos surgiram aos montes até de fato descobrir o que causava a aparente lentidão no aprendizado.

Enzo só ficou sentado pela primeira vez aos nove meses de idade. Mãe de primeira viagem, a jornalista que até então não convivia com crianças começou a perceber atrasos motores. Os primeiros passos vieram com um ano e meio. Os pediatras culpavam o nascimento prematuro. Mas Sabrina começou a perceber que de certa forma o filho não via utilidade em caminhar. “Depois eu soube que isso é muito típico do autismo, quando eles não veem função não participam daquilo”. Em julho de 2009 a irmã mais velha dela, que tinha dois filhos, percebeu que Enzo girava muito os objetos, até o que era quadrado. “Foi então que ela disse: isso é coisa de autista”, lembra Sabrina. Para a mãe de primeira viagem, no entanto, o autista era uma pessoa completamente isolada e que não interagia, o que não era o caso do menino. Mas no fim do mesmo ano, uma fonoaudióloga que atendeu Enzo suspeitou de que seria mesmo o caso. O menino já tinha se consultado até com uma neuropediatra que disse que ele não tinha nada. Meses depois veio o diagnóstico. Sabrina, que poderia se mostrar descrente e revoltada, teve um certo sentimento de alívio. Muitas coisas passaram a fazer sentido. O fato de a primeira palavra de Enzo ter sido Mickey, de não dizer o que gostava, apenas repetir frases de filmes e até a falta de apetite. “Antes eu acabava brigando por achar que ele estava fazendo birra”.

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Entendendo o autismo Muito prática, a jornalista não teve tempo para se lamentar e rapidamente começou a pesquisar sobre o tema. O autismo não tem cura, mas pode ser identificado nos primeiros anos de vida. A Organização Mundial da Saúde estima que 70 milhões de pessoas no mundo tenham a doença e no Brasil algo próximo de 2 milhões de pessoas. Pesquisas recentes revelaram que o autismo resulta de anomalias no desenvolvimento de certas estruturas cerebrais do feto. Nos Estados Unidos, onde foi feito o estudo, o autismo atinge uma em cada 88 crianças. De acordo com o diretor do Instituto Americano da Saúde Mental (Iasm), que financiou o trabalho publicado na revista New England Journal of Medicine, Thomas Insel, o autismo é “geralmente considerado um problema do desenvolvimento do cérebro, mas as investigações não permitiram ainda identificar a lesão responsável”. “O desenvolvimento do cérebro de um feto durante a gravidez inclui a criação do córtex - ou córtex cerebral – composto por seis camadas distintas de neurônios”, precisou Eric Courchesne, diretor do Centro de Excelência em Autismo da Universidade da Califórnia (San Diego), principal coautor da pesquisa. “Nós descobrimos anomalias no desenvolvimento dessas camadas corticais na maioria das crianças autistas”, acrescentou. Para Insel os resultados mostram a importância de uma intervenção precoce para tratar o autismo. Os médicos analisaram amostras de tecido cerebral de 11 crianças autistas, com idade entre 2 e 15 anos, no momento da sua morte, e compararam com amostras de um grupo de 11 crianças não autistas. Os investigadores analisaram uma série de 25 genes que servem de marcadores para certos tipos de células cerebrais que formam as seis camadas do córtex e constataram que esses marcadores estavam ausentes em 91% dos cérebros de crianças autistas, contra 9% no grupo de controle (crianças não autistas).

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Especial

Ajudando outras mães O Facebook foi o primeiro aliado de Sabrina no contato com outras mães e pais de crianças autistas. Ela começou a compartilhar suas experiências com Enzo por meio da rede social e os amigos a impulsionaram a criar um blog, como ela acabou fazendo em 2012, quando surgiu umamaecomooutraqualquer.blogspot.com.br. “Não era a intenção ter coisas mais técnicas e sim contar histórias, também é terapêutico. Tem dias que você está pra baixo e as pessoas leem, comentam, elogiam, tudo isso faz diferença”, diz.

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Assim, a jornalista acabou se envolvendo numa rede de pais que torcem uns pelos outros e trocam informações. “Existem instituições de tratamento, mas não necessariamente de apoio aos pais para questões políticas e civis, por exemplo, por isso é importante essa troca de experiências”. O blog também serve para que Sabrina releia histórias antigas e veja o quanto Enzo se desenvolveu nos últimos anos. Apesar de algumas dificuldades motoras, ele é considerado um autista de alto desenvolvimento. Fala inglês e espanhol fluentemente

e aprendeu a ler e escrever aos 6 anos de idade. “Com três anos ele entrava nos sites que gostava sozinho, ia no histórico do browser e clicava nos jogos pela memória visual”, lembra. Como todo autista, Enzo tem dificuldade de imaginar e criar suas próprias histórias. Por isso permanece repetindo muitas frases de filmes e jogos. Hoje, no entanto, consegue contextualizar essas falas, mesmo que tendo sido extraídas de filmes, e frequenta a escola regular com acompanhamento.

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Motivação

Crescendo com livros Pesquisa indica que acesso a biblioteca contribui para aprendizado infantil

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U

ma pesquisa divulgada neste mês de junho pelo Instituto Brasil Leitor indica que o acesso a uma biblioteca contribui significativamente para a aprendizagem infantil. O estudo mostra que o acesso aos livros e brinquedos em um espaço organizado e supervisionado faz com que mais de 80% das crianças atinjam o nível máximo de aprendizado. Os dados foram levantados a partir do acompanhamento de crianças entre 2 e 6 anos em um centro de educação infantil e uma escola municipal de educação infantil na cidade de São Paulo. Foram observados 32 itens, distribuídos em seis categorias: iniciativa, relações sociais, representação criativa, música e movimento, linguagem e comunicação e matemática e ciência. O desenvolvimento é medido em níveis que vão de 1 a 5. Segundo a pesquisa, de modo global, o percentual de crianças no nível 5 de aprendizagem no centro de educação infantil passou de 42% antes da biblioteca para 92%, após o contato dos estudantes com o espaço. Na escola municipal de educação infantil, apenas 5% dos alunos atingiam o nível máximo, antes da biblioteca. Após a implantação do projeto, o percentual chegou a 83%. No quesito representação criativa, 49% das crianças do centro de educação infantil estavam no nível na criação do espaço, índice que subiu para 70% na etapa final.

O resultado foi ainda mais expressivo na avaliação do item de música e movimento. Antes da biblioteca, nenhum aluno da escola municipal de educação infantil chegava ao nível máximo nesse quesito. Com a chegada da biblioteca, o percentual atingiu 93%. No centro, o índice saiu de 26% para 92%. A coordenadora da pesquisa, Roseli Monaco, explica que, além da estruturação adequada do espaço, é fundamental para o sucesso dos projetos a formação oferecida aos professores e famílias. “Em uma instituição de educação infantil, não adianta colocar só o material. O educador tem que planejar e observar a criança brincando.” Outra estratégia importante, de acordo com Roseli, é associação entre os livros e os brinquedos, repassada aos professores no trabalho de capacitação. “Para todo livro tem um brinquedo ou uma brincadeira associada. A criança, na educação infantil, só aprende brincando. O livro é um objeto lúdico.” Para ela, com todos esses elementos, a criança tem mais condições de desenvolver todo seu potencial. “Quando se oferece o material, o livro, o brinquedo, a formação e se envolve a família, o nível de aprendizagem da criança evolui”, enfatiza.

Fonte: Agência Brasil

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Passatempo

Terapia

em cores

Depois do sucesso Jardim Secreto, editoras apostam em outras obras ilustradas para colorir Eles invadiram as prateleiras na maioria das livrarias, estão nas listas de livros mais vendidos e são os preferidos entre adultos e crianças. Os livros de colorir ganharam mais espaço após o sucesso das obras “Jardim Secreto” e “Floresta Encantada”, da ilustradora Johanna Basford, publicadas pela editora Sextante. A proposta das páginas ilustradas de Johanna era promover a ideia de relaxamento e uma caça ao tesouro. As obras de Johanna continuam no topo dos livros de colorir preferidos entre os leitores. Artistas ou não, adultos ou crianças, eles se divertem em cada página com inúmeras ilustrações da artista. Para fugir do óbvio, Johanna apostou em uma atividade de caçada dentro dos livros de colorir. São objetos pequenos, colocados em pontos estratégicos entre as ilustrações. O objetivo é promover a arte terapêutica e mandar o estresse para longe. Com a febre de Jardim Secreto e Floresta En-

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cantada, outros livros terapêuticos chegaram às livrarias. As prateleiras e estoques foram atualizados com novos títulos do segmento. Mesmo com novas obras à disposição dos leitores, as ilustrações de Johanna são as mais vendidas e procuradas nas livrarias Catarinense. O preço é outro atrativo. Jardim Secreto e Floresta Encantada custam em média R$ 29,90 cada. Nessa mesma linha e com o mesmo valor, Um Jardim de Cores e Um Reino de Cores, da editora Gutenberg, disputam a preferência dos leitores. As obras são classificadas para todas as idades e o que não faltam são pais e filhos dividindo os lápis de colorir. Além disso, a terapia é indicada para qualquer hora do dia. Há quem goste de colorir na mesa logo após o jantar, outros levam os livros para a cama e também podem surgir momentos divertidos com lápis espalhados pelo chão da sala.


Escolha seu livro e comece a colorir Só para os pequenos (Johanna Basford) Editora Sextante Preço médio: R$ 29,90

Fotos: Livraria Cultura

Jardim Encantado e Floresta Encantada

A Catarinense também oferece livros para colorir só para as crianças com ilustrações menores e fáceis para pintar. São desenhos de animais, brinquedos e guloseimas. Para os pequenos artistas, os vendedores indicam a coleção Color Kids, da editora Libris, em promoção por R$ 6,45, e a coleção Colorê, por R$ 7,45, da mesma editora.

Um Jardim de Cores e Um Reino de Cores Editora Gutenberg Preço médio: R$ 29,90

Obras de Arte Para Colorir – de Botticelli a Picasso Editora Universo dos Livros Preço médio: R$29,90

Color Kids Editora Libris Preço médio: R$ 6,45

Pinte Seu Próprio Van Gogh

Editora Universo dos Livros Preço médio: R$29,90

Coleção Colorê: Vermelho, Azul ou Verde Editora Libris Preço médio: R$ 7,45

Pinte Seu Próprio Monet Editora Universo dos Livros Preço médio: R$ 29,90

*exclusivo para os pequenos

O Pequeno Livro de Colorir do Príncipe Editora Universo dos Livros Preço médio: R$ 29,90

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Saúde

Tudo para ficar

em forma

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ão é de hoje que as mulheres reclamam que ser mãe, esposa, dona de casa, profissional e ainda estar com a saúde e a beleza em dia é tarefa quase impossível. Apesar das queixas, cheias de razão, o que sabemos é que elas sempre conseguem dar conta do recado, mesmo que isso implique em uma dose enorme de força de vontade. É o caso das mulheres que, para não deixar de praticar esportes e assim saírem derrotadas da eterna guerra contra a gravidade, desdobraram-se e conseguiram inserir a academia na rotina dos filhos.

Levantamento de bebê Praticante regular de atividade física há mais de 10 anos, a empresária Ana Carolina Amaral, 29 anos, viu-se perdida quando o médico a liberou para voltar aos exercícios após o nascimento da filha Luíza. Como já fazia academia e permaneceu fazendo pilates durante a gestação, quando Luíza estava com três meses a mamãe fitness pôde voltar às atividades. O problema foi conseguir um tempinho livre para isso. Começava então a saga de Carol no retorno à academia. Sem ter com quem deixar a pequena Luíza, o jeito foi se aventurar com a filhinha em meio as barras, esteiras e colchonetes. Muitas mães teriam desistido diante da trabalheira que dá apenas sair de casa com uma criança

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pequena e todos os aparatos que ela exige para ficar um tempo fora. Mas a empresária não se abateu. A vontade de retomar os treinos na academia e voltar ao peso que tinha antes da gestação falaram mais alto e, para surpresa geral, o que poderia ser um martírio virou divertimento para mãe e filha. Luíza passou então a servir de altere para os exercícios da mãe. Agachamentos e levantamento de peso se tornaram uma atribuição, durante as horas de academia, e ainda o lazer favorito da pequena, que gargalha ao ser sacudida para lá e para cá. Surgia assim a sensação da academia. Quando não está no colo da mãe dando uma força nos treinos, Luíza fica ali pertinho na cadeirinha observando seu maior exemplo. “O pessoal da academia nunca se opôs, pelo contrário. Fazem bastante festa com ela e acham legal, dizem que sou a mamãe que faz de tudo pra ficar em forma”, conta Carol.


Companheiros de tatame Quando as crianças já estão um pouquinho maiores acompanhar as mães pode ser mais fácil. O difícil, porém, é justamente conciliar horários ou praticar uma atividade que possa ser feita por mãe e filho. O jiu-jitsu foi a solução encontrada pela empresária Laurie Madureira, 29, e a fonoaudióloga Jéssica de Souza, 34. Assistir aos treinos de Laurie foi o que motivou o filho Vinicius Alexandre, 7, a ingressar na modalidade. Ao ver a mãe participando de um campeonato o, até então, atleta de taekondo ficou super empolgado. “Chegou a brigar comigo, disse que não ganhei porque não treinei”, conta rindo. Laurie e Vinicius se aventuraram nos rolas juntos, o que melhorou inclusive a relação entre ambos. Na academia que frequentam, os pais podem dividir tatame com os filhos. Isso favorece para que os pequenos se sintam mais à vontade com o esporte e mais confiantes. “Também aumenta nosso vínculo, claro. Ficamos mais próximos e além disso estamos sempre treinando em casa”, conta. Jéssica é outra mãe que não perdeu o pique. Além de acompanhar a filha Ingrid Souza, 6, nos treinos, também pratica jiu-jitsu. As duas chegaram a fazer aulas juntas, mas assim como ocorreu com Laurie e Vinicius, acabaram ficando em turmas separadas. “Depois de um tempo eles acabam ficando com uma certa vergonha de ter a mãe ali”, diz. Mas sem dúvida o incentivo dos pequeninos é o combustível para as mamães fitness.

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Saúde

Exercícios podem prosseguir na gestação

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lém das mães que dão seu jeito para encontrar tempo e malhar, mesmo na presença dos filhos, o que vem dominando as redes sociais são as gestantes fitness. A modelo Sarah Stage surpreendeu seus seguidores ao postar fotos da barriga ainda chapada mesmo estando grávida. Bella Falconi também não deixou de fazer exercícios na gestação. Mas neste caso, a modelo diz que adaptou-se e nunca teve como objetivo manter a barrigada malhada. Disse, inclusive, estar feliz com as transformações de seu corpo. Modismos à parte, o que especialistas recomendam é que as mulheres pratiquem exercícios com frequência na gestação se isso já for uma constante. “O que acontece muitas vezes é a pessoa nunca ter feito atividade física, engravidar e aparecer para começar a treinar”, explica a personal trainer da Prideway, em Itajaí, Carla Trindade.

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Toda atividade física no caso de gestantes, segundo Carla, deve ser avaliada por um médico. Não é proibido que mulheres que nunca pisaram numa academia comecem a se exercitar na gestação. Porém, elas deverão passar por um médico que dirá exatamente o que estão aptas a fazer. “Algumas modalidades como hidroginástica são muito boas para grávidas, mas só um médico pode liberálas”. O mesmo ocorre quando a mamãe acabou de dar à luz. Algumas mulheres são liberadas para exercícios um mês após o parto, outras demoram um pouco mais. “Aqui, de jeito nenhum deixamos a mulher nessas situações fazer atividade sem liberação médica”, lembra Carla. Outro aspecto importante é a alimentação. Uma alimentação saudável durante a gestação fará com que a perda de peso após ela seja muito mais rápida e natural. Além disso, uma gravidez sadia também favorecerá uma gestação sadia, segundo a obstetra Ana Comin.


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Planejamento

Saiba como organizar o primeiro aniversário do bebê Fazer a lista de convidados, escolher o local, o tema, as comidas, as brincadeiras. A lista para deixar tudo pronto para comemorar o primeiro aniversário do bebê é imensa e costuma deixar muitas mamães de cabelo em pé. Para as que optam por terceirizar todo o serviço, basta contratar os profissionais e esperar pelo grande dia, porém, para aquelas que gostam de colocar a mão na massa e fazer tudo sozinha, ou com pequenas ajudas, o trabalho deve começar bem cedo, pelo menos quatro meses antes do evento. E se você é destas que gosta de acompanhar tudo na vida do seu bebê, separamos algumas dicas para ajudá-la a acertar na hora de organizar o primeiro aniversário.

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para as crianças. Ofereça lanches com pães molinhos (pão de forma sem casca, por exemplo), água e suco de frutas. E claro, não podem faltar docinhos e o bolo. Os convites devem seguir a mesma temática da festa e o envio deve ser feito com pelo menos 15 dias de antecedência.

Escolha um tema que tenha relação com a idade da criança. Se for fazer a decoração sozinha, busque dicas na internet, há muitas ideias fáceis de fazer. Se for contratar um profissional, essa é a hora de ir atrás de alguém que trabalhe de acordo com seus gostos. Faça uma lista com pessoas que foram importantes para vocês no decorrer do primeiro ano. O número de convidados é que determinará o tamanho e o local da festa. Nessa contagem é essencial saber o número de adultos e crianças, pois esse dado ajudará na hora de planejar o cardápio e a recreação.

Como a festa é de criança, não pode faltar recreação. Teatro de fantoches e contação de histórias costumam fazer sucesso com a garotada. Já para os maiores, é possível alugar brinquedos como cama elástica e piscina de bolinhas. Não esqueça das lembrancinhas. Uma boa pedida é dar brinquedinhos que estimulem a criatividade da criançada: blocos de montar, massinha e kit de pintura são ótimas opções.

Escolha o local da festa. Se forem poucos convidados é possível fazer em casa mesmo ou no salão de festas do condomínio. Mas com uma lista muito grande a melhor opção é encontrar um salão com melhor infraestrutura. Para o cardápio, é preciso oferecer pratos para os adultos, mas nunca esquecer que a festa é

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Adestre seu

melhor amigo sem broncas ou carinho em excesso

Texto: Fernanda Vieira Modelos: Isabella Bathke Rebelo e Alegria Fotos: Dalazen Jr.

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les se divertem com adultos e crianças e, muitas vezes, são dóceis até com desconhecidos, fazendo graça da janela dos carros onde tomam um ventinho. Há centenas de anos os cães são parte do recinto familiar e não demoraram a ganhar o título de melhor amigo do homem. Mas você sabe o que seu amigo canino precisa para estar feliz? O encantador cães brasileiro, Roberto Mayer, compartilha algumas dicas para manter uma boa convivência entre cachorros e seus donos. Os conselhos são baseados na psicologia canina.

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Seja referência para seu cão Os bichinhos de estimação são o reflexo de seus donos. Não adianta gritar com o animal de estimação para ele fazer as tarefas do jeito correto. “A psicologia canina deve ser feita com calma, para projetar uma boa energia ao cachorro”, diz Mayer. Para isso, você deve impor regras e limites ao companheiro canino com tranquilidade.

Dê carinho, mas sem exageros Seu cãozinho é muito agitado? Para o encantador, a agitação dos cães é resultado de carinho em excesso. Não faça uma festa quando seu cachorro acertar o local para fazer as fezes. “Essas tarefas devem ser naturais”. Em todo caso, você não precisa ser agressivo com seu cachorrinho, mas dê espaço a ele. Para projetar boas energias ao cão, você pode massageá-lo durante cinco minutos. Isso o faz relaxar e sentir-se protegido. “O cão sabe quando você não confia nele”.

Coleiras são essenciais Cerca de 90% dos cachorros não têm estrutura para liderar um grupo. Eles atacam as pessoas, sobem em cima da cama e tomam posse dos lugares dentro de casa. Para reverter essa situação, o especialista acredita que seja essencial o uso das coleiras no cão. “Essa é a primeira ferramenta de controle do dono”.

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A arte de encantar cães Natural de Horizontina, no Rio Grande do Sul, o gaúcho Roberto Mayer trocou a palavra “adestrador” por “encantador”. Para ele, todos os ensinamentos da psicologia canina são hábitos naturais dos animais, mas esquecidos pelos bichos. “Os seres humanos aprendem a falar e observar o comportamento físico das outras pessoas, os animais, não”, explica. Na psicologia canina, o cachorro pode fazer leituras de energia tanto de outros animais quanto de seus donos. Roberto aprendeu a dominar as técnicas do mundo canino com o adestrador de cães mexicano, César Millan. César é apresentador do programa O Encantador de Cães, transmitido pelo canal fechado Animal Planet. O primeiro encontro entre os dois encantadores foi em 2013, em Las Vegas, a partir de um curso ministrado por Cesar. Hoje, Roberto domina a psicologia canina e treina cães com tarefas de reabilitação. Os bichinhos aprendem hábitos de liderança, exercícios físicos e regras de limite. Uma de suas clientes mais renomadas é a modelo Gisele Bündchen. O trabalho foi feito nos Estados Unidos com a cadela Lua. O atual parceiro de Roberto, o pitbull Buddy, foi um presente da top. Roberto Mayer esteve em Itajaí em abril deste ano em um evento patrocinado pela DalPet, quando aproveitou para dar algumas dicas.

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Escolha

É chegada

a hora

O

tão aguardado bebê está quase pronto para vir ao mundo e é preciso definir como será essa chegada. Especialistas explicam as principais particularidades dos tipos de parto e suas indicações.

Parto normal Especialista em obstetrícia, a médica Ana Comin, assim como muitos médicos, defende o parto normal e afirma que o método é benéfico para o bebê e a gestante. “Para o bebê, é sempre melhor que ele saia na hora em que ele está pronto. O bebê pode ficar na barriga até o final da gestação, quando a mãe está com 41 semanas e seis dias”. Segundo ela, os benefícios do parto normal para a paciente e o bebê são inúmeros. “É, sem dúvida, o método mais humanizado porque existe carinho e não é mecânico”. No final da gestação, o bebê é estimulado quando as contrações começam e a paciente entra em trabalho de parto. As contrações do parto normal servem, também, para avisar à criança que é hora dela vir ao mundo. É no parto normal, quando deixa o ventre da mãe, que a criança é estimulada, automaticamente, a dar o primeiro suspiro e fazer o pulmão trabalhar. Para a obstetra, a criança nasce com os sentidos imunológicos melhores e mais preparada para a vida. “Não sabemos o porquê, mas o bebê do parto normal possui imunidade melhor e enfrenta os vírus e bactérias logo na infância”. Outro benefício é que um dia após o parto normal, a paciente pode retornar para a casa com o bebê. “Dói, mas é momentâneo. A gestante volta para casa sem dor nenhuma. Muitas voltam para a academia um mês depois de darem à luz porque não há sequelas durante o pós-operatório”, comenta. Já nas cirurgias de cesárea, a mulher deve permanecer no hospital durante 48 horas após o nascimento do bebê. “É uma cirurgia. Nós abrimos sete camadas para realizar a operação de cesariana. As pacientes reclamam de dor no pós-operatório”.

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Contraindicações Apesar de ser o método mais recomendado pelos obstetras, o parto é contra indicado em alguns raros casos. Pacientes diagnosticadas, por exemplo, com problemas cardíacos ou ortopédicos devem escolher a cesárea. Gestantes com epilepsia ou outras alterações específicas não podem passar pelo trabalho de parto e contrações. “Nesses casos, os médicos nos encaminham uma carta apontando o motivo pelo qual a paciente não pode passar pelo estresse do trabalho de parto”.

Se o bebê tem má formação ou pesa acima de cinco quilos, o obstetra deve ter conhecimento de que a criança não terá forças para ultrapassar o canal vaginal. “É arcaico se o médico tenta o parto normal mesmo com essas alterações. Eu sou a favor do parto normal, mas sei que não pode ser feito em todas as pacientes. Já tive plantões em que fiz só cesáreas”.

Foto: Ana Steil

Pressão alta e diabetes não são desculpas para descartar a opção do parto normal. Os médicos são preparados para

controlarem as alterações de pressão e não há riscos para a gestante. Quando há pacientes diagnosticadas, a carta do médico é anexada ao pré-natal da gestante.

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Foto: Ana Steil

Escolha

Parto humanizado Gisele Bündchen, Juliana Knust, Daniele Suzuki. A onda do parto humanizado virou tendência entre as celebridades e ganhou adeptos no Brasil. O método é feito sem intervenção cirúrgica e farmacológica, dependendo principalmente da gestante. O protagonismo da mulher é um dos pilares do parto humanizado. Outra figura importante nesta modalidade é a doula. Quem fica com a gestante durante todo o trabalho de parto, fazendo exercícios e técnicas de posicionamento para amenizar a dor e as contrações. A intenção é que o parto humanizado ocorra sem analgesia, que pode atrapalhar, por isso todo esse trabalho é tão importante. Rachel da Costa coordena dois grupos de parto humanizado na região. O Gesta Brusque, fundado em 2010, e o Gesta Itajaí, fundado em 2013. Os grupos promovem seminários e reuniões para tratar sobre o parto humanizado para que as futuras mamães e papais tomem conhecimento. A doula, que já ajudou em mais de 135 partos totalmente naturais, sendo 35 só neste ano, conta que eles tendem a ser até mesmo mais rápidos em função desses exercícios. “Com o parto humanizado a mãe pode ter o bebê na presença de pessoas queridas e como ela escolher, seja na água, na cama, enfim”, conta.

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Os partos realizados com o auxílio de Rachel ocorrem todos no Hospital Evangélico de Brusque. Um médico obstetra faz parte da equipe e acompanha todos eles desde o início. É importante ter alguém da área médica presente para o caso de surgirem complicações e haver a necessidade de uma cesariana, por exemplo. “As doulas, geralmente, fazem um curso de enfermagem, mas quando o bebê sofre complicações, só os obstetras, formados, podem resolver”, lembra a médica Ana Comin. Rachel é fonoaudióloga e passou por um curso de formação para doula. O primeiro Gesta do Brasil surgiu em Maringá em 2006. A partir dele, Rachel e outras ativistas do parto humanizado levaram a filosofia para outras regiões. Hoje, além de Itajaí e Brusque, em Santa Catarina há o grupo Gesta Indaial. Desde o trabalho de parto, o método normal pode ser um dos mais dolorosos, mas nem por isso deve ser a técnica mais temida entre as mulheres. Quando escolhe o parto normal, a gestante escolhe se quer ganhar o bebê embaixo do chuveiro ou até em um banco. Mas Ana Comin defende que isso seja feito dentro do hospital. “O parto é feito ao lado das pessoas que a paciente escolhe, com obstetras e médicos especializados. O médico deve estar ali caso haja alterações durante a operação”, pontua.


Cesárea Falta de dilatação, cordão umbilical enrolado no pescoço, cesárea anterior, bacia estreita, nenhum desses motivos é considerado, pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasco), como justificativa real de cirurgia cesariana. De acordo com o médico James Cadidé, da Comissão de Parto da federação, só existem duas indicações absolutas: a desproporção céfalo-pélvica e a apresentação prévia da placenta. A desproporção ocorre quando a ossatura da bacia da mãe é incompatível com a da cabeça do bebê. Isso acontece em casos de mães que possuem alguma deformidade ou desalinho nos ossos, por conta de um acidente ou deficiência física. Ou em casos em que o bebê tem a cabeça maior que o normal, devido a problemas de saúde como hidrocefalia ou diabetes. No caso da apresentação prévia da placenta, o parto normal não acontece devido à oclusão da passagem do bebê. Os dois casos são considerados de baixa incidência. Há ainda, segundo ele, indicações relativas, ou seja, dependem da avaliação do médico, como: sofrimento fetal quando a mulher não tem dilatação completa, descolamento prematuro de placenta, placenta prévia com sangramento intenso, distocia (complicações que atrapalham ou impedem a passagem do bebê), herpes vaginal ativa (por conta do risco de desenvolver cegueira no bebê), mãe portadora de HIV. James Cadidé reforça também que há situações em que a mulher, por cansaço físico, posição ruim e situações de distocia em que não é possível usar o fórceps (instrumento cirúrgico semelhante a uma colher que é inserido no canal vaginal para ajudar a retirar o bebê) ou a vácuo-extração (ou ventosa – retira o bebê por sucção) a cesárea é recomendada. Essas situações, de acordo com Cadidé, é que fazem com que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tenha previsto um volume de cesarianas que é de, no máximo, 15% do total de partos realizados no país. No entanto, segundo a pesquisa Nascer

no Brasil da Fundação Oswaldo Cruz, a cesariana é realizada em 52% dos nascimentos e no setor particular, chega a 88%. “Se nós estivéssemos fazendo mais cesáreas e tivéssemos os melhores números de mortalidade materna e os mais baixos níveis de mortalidade perinatal isso justificaria, mas não estamos. Estamos entre os piores”, critica o especialista. Na opinião dele, não é correto culpar apenas os obstetras pelos índices: “É um comodismo assistencial que não envolve apenas médicos obstetras, mas também o gerenciamento dos hospitais. É cômodo ter cesáreas programadas para o fluxo de gerenciamento de um centro obstétrico porque se marca a cesárea na hora em que ela é cômoda para todos os atores envolvidos no processo”. “Nós que lutamos pelo parto natural somos vistos quando chegamos no hospital como um transtorno. A gente é mal olhado desde a hora em que a gente chega no hospital até a hora que a gente sai porque a nossa paciente tem um horário de chegada mas não tem um horário de ir pra sala de parto ou de saída”, reclama. Para Ana Comin, a região sul do Brasil sofre com a falta de tolerância das futuras mamães durante o período de gestação. “As mulheres querem engravidar, mas não têm o conhecimento do tempo da gestação”. Segundo a médica, é comum encontrar gestantes cansadas do barrigão. “Quando estão com 36 semanas, elas [pacientes] já querem tirar o bebê. Isso é um problema sério e coloca muitas crianças na unidade de terapia intensiva (UTI) porque não era a hora para eles nascerem”, comenta. O período de gestação pode ser complicado e cansativo para algumas mulheres, mas Ana garante que é possível mudar e tornar a gestação uma fase proveitosa na vida das mulheres. “Entendo que alguns pacientes começam a ter falta de ar na gestação, a barriga atrapalha e as atividades tornam-se difíceis”.

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Comportamento

A prevenção é o caminho

Escolas podem incentivar campanhas e prevenir essa violência

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termo que passou a fazer parte do vocabulário de muitas crianças, jovens e adultos nos últimos anos, origina do inglês e quer dizer “valentão”. Porém mais que um modismo, o bullying é um problema mundial que cresce, principalmente, entre os adolescentes. Para combater essa prática nas escolas, tramita no congresso o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, (PLC 68/2013). O texto define bullying como “sequência de episódios de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados reincidentemente por indivíduo ou grupo contra outro indivíduo ou grupo, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas, produzindo na vítima prejuízos psicológicos, físicos ou morais”.

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Entre outros pontos, a proposta destaca que ataques físicos, insultos pessoais, xingamentos, comentários sistemáticos, apelidos, ameaças por quaisquer meios e até grafites depreciativos podem caracterizar a prática. A proposta não trata de criminalização, mas de ações para prevenir e combater o bullying nas escolas. Além da publicação bimestral de relatórios das ocorrências de violência em escolas e redes de ensino, o texto determina que profissionais de educação deverão ser capacitados para implementar iniciativas de discussão, prevenção e solução do problema. As famílias e responsáveis também serão orientados sobre como identificar e enfrentar as situações de bullying, bem como garantir assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e agressores.


Depressão é um agravante Mas mesmo antes da aprovação do projeto, muitos educadores já acordaram para a problemática e estão tomando medidas para reduzir o número de casos no ambiente escolar. “O tema precisa ser tratado constantemente nas esferas sociais. É papel da instituição propor uma reflexão a esse respeito e buscar a conscientização de todos”, afirma o diretor da escola Barão do Rio Branco, de Blumenau, professor Marcos da Silva. Na escola dirigida por Silva, por exemplo, o tema é debatido em sala de aula, no ensino fundamental e médio com atividades inseridas no dia a dia das crianças e dos jovens. “A psicologia escolar faz trabalhos constantes sobre o assunto e alguns componentes curriculares também abordam o bullying, sempre buscando levar o estudante a construir conceitos sobre o tema e mostrando o quão danosa a prática pode ser”, acrescenta. Uma das ações da campanha foi fixar adesivos que lembram uma moldura de smartphone nos espelhos dos banheiros. Na suposta tela de telefone surgem mensagens ofensivas e com teor agressivo. “Quando o estudante vê sua imagem refletiva dentro da tela, ele se vê como alvo do bullying. Os estudantes foram levados à reflexão de se colocar no lugar do outro, pensando como seria ser vítima dessa prática”. Para informar sobre os malefícios, a escola Barão do Rio Branco está promovendo uma campanha de orientação. Com materiais de divulgação, palestras e atividades em sala de aula,

Para a professora do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Ângela Branco, as maiores vítimas de bullying são as que apresentam maior dificuldade social de se defender. “Essas pessoas são particularmente afetadas no seu desenvolvimento. Elas começam a se sentir inferiores e, às vezes, até culpadas pelas agressões. Vão internalizando, transformando-se em pessoas inseguras, ansiosas e angustiadas.” Ângela Branco acrescenta que a prática pode levar as vítimas a problemas graves de depressão e até a transtornos que, no futuro, se transformarão em profunda agressividade. “Vítimas de bullying podem se tornar agressores futuros”, alerta a professora, destacando a importância da proposta em tramitação no congresso. Na avaliação da assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos e especialista em violência doméstica contra crianças e adolescentes, Márcia Acioli, o bullying tem dois reflexos principais: o impedimento do desenvolvimento social e naturalização da violência, que, muitas vezes, banaliza o ato. “Nenhum homem homofóbico começa a ser homofóbico com determinada idade. É um clima que permite que ele cresça não reconhecendo a humanidade do outro. Tem a ver com a educação escolar, mas também está na televisão e família. É a educação no sentido de formação do sujeito cidadão”, conclui. Com informações de Agência Brasil

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Educando

Castigo Pra pensar... Será? A cena é conhecida em muitos lares. A criança faz algo de errado e os pais logo a mandam para o “cantinho do pensamento”, onde ela deve permanecer o tempo de minutos correspondente à sua idade, pensando no que fez de errado. Mas será que o castigo resolve mesmo?

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técnica aplicada por babás aqui do Brasil e também do exterior vem ganhando espaço na educação de muitas famílias, mas é questionada por vários psicólogos e pedagogos, que avaliam o “parar para pensar” como alternativa viável para os pais se verem livres das armações dos pequenos. Segundo a psicopedagoga Teresa Messeder Andion, membro do Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Psicopedagogia, a criança só consegue pensar sobre o que fez e só compreende o sentido moral das regras e valores a partir dos seis, sete anos de idade. Antes disso, o “cantinho do pensamento” para ela nada mais é do que um momento para ficar sozinha. “Não adianta colocar a criança para pensar e ela ficar ali sentada, olhando para a parede. Ela vai ficar entediada. A criança precisa ter noção do que fez de errado. Precisa entender a causa e a consequência do seu erro. Nestes casos, o diálogo deve vir sempre em primeiro lugar. Os pais têm que olhar no olho e explicar o que a criança está fazendo de errado”, ressalta.

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Castigo Para a especialista, o castigo é importante e deve ser aplicado sempre com correspondência direta com o erro. A criança precisa entender por que está sendo castigada. “Primeiro os pais precisam parar o que estão fazendo, segurar a criança, olhar no olho e conversar. Dizer: você gostaria que isso acontecesse com você? Você acha que o que você fez é certo? Depois os pais podem retirar algo de que ele goste e que tenha relação com o que ele fez, assim a criança aprende que suas atitudes têm consequências. O castigo deve ser educativo e não punitivo”, explica. Porém, a perda material, de algo que a criança goste, deve vir aliada à perda psicológica e afetiva. A criança precisa ver que a mãe ou o pai ficaram magoados com o que ela fez. Precisa se sensibilizar que o que ela fez não é legal, nem para ela e nem para o outro. “Isso só se alcança com diálogo. A mãe tem que explicar. Assim a criança aprenderá a lição”, opina a psicopedagoga.


Dar limites é mais importante que castigar Muito melhor e mais eficiente do que colocar a criança para pensar no que ela fez, é dar limites aos pequenos desde cedo. Ouvir NÃO é essencial para a educação de uma criança, e para isso não há idade. “Um bebê pode e deve ouvir que não pode fazer algo, até para livrá-lo de perigos. É claro que as linguagens se adequam ao desenvolvimento infantil, mas o não sempre deve ser dito. Ele é o limite para o excesso de permissividade. A criança que não conhece o não se sente o rei e torna-se um tirano”, salienta a psicopedagoga Teresa Messeder Andion, membro do Conselho Nacional da Sociedade Brasileira de Psicopedagogia. Enquanto o castigo é restrito à infância, o limite é para a vida toda. É por meio dele que os pais ensinam seus filhos para o convívio social enquanto pessoa, sujeito e cidadão do mundo. “O limite é o divisor de águas, com limite a criança aprende o que é dele e o que é do outro. Por isso é importante os pais desde sempre darem certo limite aos filhos. Costumo dizer que a criança sem limites, que nunca ouve um não, é como um carro sem freios, que sai por aí fazendo o que quer sem se importar com o espaço do outro”, afirma a especialista. Para Tereza, não há receita para educar filhos. Afinal, estamos falando de vidas, e cada um tem suas próprias características, crenças e ideais, porém, se os pais souberem conversar, dizer não e impor limites, o castigo poucas vezes será necessário. “Os pais devem sempre primar pelo bom senso, seguir bons exemplos, ensinar à criança o que é certo e errado e que na vida nem sempre conseguimos tudo o que queremos. A criança precisa aprender a se frustrar, entender que nem sempre terá tudo o que ela quer, e assim ela crescerá entendendo que para poder conviver socialmente bem, é preciso ter respeito a si próprio e pelo outro”, finaliza a psicopedagoga.

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Educando

Muito prazer, eu sou o PENICO Tirar as fraldas pode não ser tarefa fácil, mas algumas dicas podem ajudá-lo a se preparar e preparar seu filho para essa nova etapa

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eu filho já come sozinho, anda por toda a casa e fala muitas, muitas palavras. Ele cresceu e deixou de ser aquele bebezinho dependente que saiu da maternidade nos seus braços. Apenas as fraldas ainda fazem parte da rotina do pequeno e você sente que está na hora de se desfazer delas também. Afinal, trocar de cinco a oito fraldas por dia não é tarefa fácil e quando eles crescem a rotina fica ainda mais complicada. Mas, o que parece ser um alívio para a mãe, muitas vezes torna-se motivo de trauma para a criança. Afinal, qual a hora certa de fazer o desfralde sem causar traumas? Para o pediatra José Paulo Ferreira, membro do Departamento Científico de Pediatria do Comportamento e Desenvolvimento da Sociedade Brasileira de Pediatria, a hora certa é quando a criança dá sinais de que está preparada e não quando a mãe acha que a criança deve deixar as fraldas. “Geralmente a criança está pronta após os dois anos de idade. Nesta fase ela está mais madura e tem capacidade para perceber que está com vontade de fazer xixi e também para controlar o xixi. Antes disso a criança não está madura. Forçar a criança a tirar a fralda é como querer que ela fale ou ande sem estar preparada”, aponta. Segundo o especialista, os principais sinais que a criança costuma dar quando está pronta para ser apresentada ao penico são simples e podem ser percebidos pelos pais ou cuidadores. “Primeiro a criança percebe que tem algo na fralda e sente-se incomodada com isso. Depois ela descobre o que a incomoda e avisa a mãe que fez xixi ou cocô. Em breve ela começa a avisar no momento em que está fazendo xixi ou cocô e depois avisa que vai fazer. Esta é a hora de tirar as fraldas, pois a criança mostra que está preparada. Esse é um aprendizado individual, que a criança tem a partir da observação e conhecimento dela mesma”, orienta.

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Tire as fraldas sem estresse Para acertar na hora de fazer o desfralde não há regras fixas. Cada criança tem seu tempo e mostra estar preparada de acordo com seu amadurecimento. Segundo o pediatra José Paulo Ferreira, da Sociedade Brasileira de Pediatria, normalmente a criança aprende primeiro a avisar que quer fazer xixi, depois cocô.

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O primeiro passo para o desfralde é perceber os sinais da criança, depois disso, a dica do especialista é que os pais conversem com a criança, apresentem os novos objetos que farão parte da rotina dela, como papel higiênico, penico, vaso sanitário e que ela perceba que o papai e a mamãe também fazem uso destes objetos.


A escolha pelo penico ou redutor de acento no vaso sanitário deve ser feita pela criança. Os pais devem apresentar ao pequeno as duas opções e ele deve escolher a que se sentir mais confortável. No caso da escolha pelo redutor de acento, o pediatra lembra aos pais que não devem esquecer de providenciar um apoio para os pés. “Muitos pais sentam a criança no vaso com os pés no ar, só que para fazer cocô precisamos de prensa abdominal, os pés no chão ajudam a fazer a força abdominal, por isso é essencial que a criança tenha apoio para os pés”, alerta.

Algumas dicas básicas para tirar as fraldas sem estresse: Perceber os sinais da criança; Apresentar ao pequeno os objetos que passarão a fazer parte da rotina dela, como papel higiênico, vaso sanitário e descarga; Ensinar a criança a sempre lavar as mãos após fazer xixi ou cocô; Apresentar ao pequeno o penico e o redutor de assento e deixar a criança escolher o que achar mais confortável;

Depois de retiradas as fraldas, é melhor não voltar atrás. Pais e escola devem fazer a retirada no mesmo momento e da mesma forma. Apesar disso, o pediatra José Paulo Ferreira afirma que não é preciso ser rígido nesta regra.

Tirar primeiro a fralda do dia e levar a criança ao banheiro de uma em uma hora;

“Se a criança acabou de sair das fraldas e vai fazer uma viagem longa de carro, por exemplo, não vejo problemas em colocar a fralda para garantir o bem-estar dela. Normalmente quando tirou, tirou, mas nada impede que em algumas situações atenda-se às necessidades e à evolução emocional da criança. É preciso ser firme na decisão, mas não rígido”, opina. Outra dica é levar a criança ao banheiro de uma em uma hora enquanto ela ainda estiver se adaptando à vida sem fraldas.

Não oferecer muito liquido à noite e sempre levar a criança para ir no banheiro antes de dormir;

Sinais que a criança dá quando está preparada para ser apresentada ao penico b Ela percebe que tem algo na fralda e sente-se

incomodada com isso; b Ela avisa a mãe que fez xixi ou cocô; b Ela avisa que está fazendo xixi ou cocô; b Ela avisa que vai fazer xixi ou cocô.

Tirar a fralda da noite quando perceber que a criança acorda com a fralda seca;

Nunca brigar com a criança quando ela deixar escapar o xixi ou o cocô; Lembre-se: a criança está crescendo e aprendendo, e este é um universo novo e desconhecido para ela.

Desfralde noturno Normalmente o desfralde começa com as fraldas do dia, quando a criança está acordada e percebe mais fácil que precisa ir ao banheiro. À noite, dormindo e sem consciência, a criança não percebe que precisa fazer xixi. “O desfralde noturno ocorre geralmente até os três anos de idade. Os pais tiram a fralda do dia e percebem que à noite a criança acorda com a fralda seca. Esta é a hora de tirar a fralda da noite também”, explica o pediatra. A dica para fazer o desfralde noturno dar certo é não oferecer muito líquido para a criança à noite e sempre levá-la para fazer xixi antes de dormir.

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Descoberta

As primeiras

imagens É quase impossível controlar a ansiedade de uma mãe e um pai de primeira viagem quando entram no consultório do obstetra pela primeira vez

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erá que estamos mesmo grávidos? Será que já vamos ver o bebê? São apenas algumas das milhares de perguntas que causam um turbilhão na mente do casal. É somente ao ouvir o tum-tum-tum daquele pequeno coraçãozinho a bater que as perguntas se dissipam e dão lugar às lagrimas e sorrisos ao observar, pela primeira vez, a imagem daquele que já é o ser mais amado de toda a família.

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A emoção de ouvir o coração do bebê pela primeira vez é algo indescritível e observar os movimentos dele ainda no ventre irá se tornar o programa preferido do casal nos próximos nove meses. A ultrassonografia, ou ultrassom como é popularmente chamado, é um exame que exibe a imagem do bebê dentro da barriga. Por meio do exame, o obstetra registra as primeiras imagens do feto em formação e avalia seu desenvolvimento, sua formação e a evolução das funções de cada órgão. De acordo com o obstetra João Luiz Fabrin Ascoli, pós graduado em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia, a primeira ultrassonografia deve ser feita tão logo a paciente se saiba gestante. “Esta primeira ultrassom normalmente é transvaginal, pois se realiza logo que a paciente descobre a gravidez. Ela se presta para confirmar a gestação, para definir viabilidade da gravidez, confirmar a idade gestacional e principalmente para verificar se a implantação ocorreu no local correto (para afastar os casos de gestação ectópica, ou seja fora do útero). Também se utiliza a ultrassonografia transvaginal para avaliar os sangramentos do primeiro trimestre de gravidez”, explica.


Frequência Ao todo, durante as 40 semanas de gravidez, a futura mamãe precisa fazer pelo menos quatro ultrassonografias. Porém, na maioria dos consultórios os obstetras possuem aparelhos de ultrassom e acabam realizando o exame a cada nova consulta. “Alguns médicos fazem ultrassom todo mês, visto que se ele observar o cuidado de realizar os quatro exames básicos, acabará fazendo apenas dois exames a mais. Um exame no quarto mês para definir o sexo e outro no sétimo. Muitas vezes esses dois exames são feitos a mais para satisfazer a expectativa dos próprios pais. Eles sabem que o médico tem um aparelho de ultrassom e querem ver como está o seu bebê”, ressalta o obstetra.

Avanços Para o obstetra João Luiz Fabrin Ascoli, os avanços da ultrassonografia foram muitos nos últimos anos e permitem ao médico detectar má formações cada vez mais cedo, além de ajudar a controlar os efeitos no bebê de doenças da mãe, como a diabetes e a hipertensão arterial, por exemplo. “Hoje, pela ultrassonografia temos estudos para definir riscos relativos à gestação (como alterações genéticas por exemplo). O desenvolvimento da medicina fetal permitiu que este conhecimento se difundisse. A implementação de novas tecnologias como o Doppler (que avalia a circulação materna e fetal) permite ao ultrassonografista avaliar o

bem-estar fetal de maneira rápida e não invasiva. Também tivemos o surgimento do ultrassom tridimensional”, finaliza o médico, pós graduado em Ultrassonografia em Ginecologia e Obstetrícia.

Ultrassom passo a passo Ao todo, quatro exames são necessários para um pré-natal adequado. Veja abaixo quando cada exame deve ser feito e o que cada um detecta: O primeiro exame serve para confirmar a gravidez, a idade gestacional e verificar se a implantação ocorreu no local correto, para afastar os casos de gestação fora do útero. Deve ser realizado tão logo a mulher se descubra grávida, o que ocorre geralmente na sétima ou oitava semana. O segundo exame deve ser feito entre 11 e 14 semanas, para realizar a translucência nucal, e demais achados do primeiro trimestre, que vão definir o risco que tem de desenvolver hipertensão ou cromossomopatias. Entre 18 e 24 semanas se faz a ultrassonografia morfológica, que avalia diversos sistemas do feto . Como membros, sistema nervoso central, coração, abdome, e sistema gênito urinário. Depois da 34ª semana realiza-se o exame para verificar o crescimento e bem-estar fetal e as condições da placenta e quantidade de líquido amniótico.

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Cuidados

Nascimento dos dentes: uma agonia que pode durar anos Primeira dentição só fica completa quando as crianças têm em média três anos e até lá cada novo dente pode incomodar Irritação, choro e até uma leve febre. Se seu filho está se aproximando do sexto mês de vida fique preparado para esses sintomas. São as principais demonstrações de que o primeiro dentinho está por vir e, infelizmente, a maioria dos pequeninos sofre com isso. Os primeiros dentinhos a apontar são os da frente, quando o bebê está com em média seis meses e a dentição de leite só se completa por volta dos três anos de idade. Ou seja, segundo a odontopediatra Beatriz Shmitt, esse incômodo que os dentes causam ao nascer tendem a permanecer até que todos estejam aparentes. Claro que cada criança reage de uma maneira, mas até mesmo uma pequena febre, chamada de febrícula pelos especialistas, é normal em função do nascimento dos dentes. “Essa febrícula, no entanto, nunca ultrapassa 37,5°C caso isso aconteça com certeza não é por causa do dente”, adverte. E por mais que esse sofrimento seja transmitido até aos pais, é necessário passar por ele. Segundo Beatriz o que se pode fazer para minimizar o incômodo é dar mordedores, fininhos e anatômicos aos bebês. Outra alternativa é massagear a gengiva com chá de camomila e, em último caso, pode-se recorrer ao uso de analgésicos. “Mas isso se a dor e a irritação, consequentemente, forem muito fortes e somente se o pediatra ou odontopediatra receitar”. Outro ponto importante, é que se deve começar a cuidar dos dentinhos da criançada desde o surgimento do primeiro. A Oral-B listou alguns dos principais obstáculos para a saúde bucal infantil. Confira:

Bebês • Cárie de mamadeira Para evitar esse problema comum, limpe a gengiva do bebê com gaze ou pano limpo umedecido depois das mamadas. Quando os dentinhos aparecerem, passe a escová-los todos

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os dias com uma quantidade mínima de pasta sem flúor. Convém também colocar a criança na cama com uma mamadeira de água em vez de leite ou suco. • Primeiros dentes Assim que nascer o primeiro dentinho, normalmente em torno dos seis meses, comece a limpá-lo diariamente e faça uma consulta com o dentista.

Crianças pequenas • Medo de dentista Durante o exame, a criança pode ficar sentada no colo dos pais para se sentir mais segura. • Dificuldade em criar uma rotina de higiene bucal Procure envolver a família toda e dê o exemplo. Escove seus dentes ao mesmo tempo todo dia para criar bons hábitos na criança. • Mancha de antibióticos Converse com o pediatra antes de dar qualquer medicação à criança.

Idade escolar • Doces Procure mandar lanches saudáveis, como legumes, iogurte ou queijo. • Ferimentos na boca causados durante a prática de esportes. Incentive a criança a usar protetor bucal para evitar acidentes com os dentes.


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Artigo *Dra. Roberta Vieira Garcia e Dra. Renata V. Garcia de Araújo

Prevenção de acidentes na infância Se existe algo unânime entre os pais é o zelo e a segurança da vida dos filhos. Seja com acompanhamento médico ou qualquer outra forma de preservar seu bem mais precioso. Na medicina, os profissionais procuram sempre deixar os pais bem informados. Entre os pediatras existe a especialidade de puericultura, voltada ao bem-estar e saúde das crianças. Este profissional é quem dá todas as orientações sobre o desenvolvimento, desde alimentação, para prevenir distúrbios nutricionais até a imunização, para prevenção de doenças infecciosas. E por muitas vezes, as conversas sobre a maneira de prevenir os acidentes acabam ficando em segundo plano. No Brasil, os casos de acidentes domésticos com crianças aparecem como causa importante de mortalidade infantil, principalmente a partir dos cinco anos de idade, quando as doenças infecciosas são menos frequentes. Mas atenção: os acidentes podem estar presentes em toda infância. Você sabia que a maioria dos casos acontece no ambiente doméstico? Muitos pais não percebem as situações de perigo existentes dentro da própria casa, por isso, é fundamental que especialistas e pais avaliem o estágio de desenvolvimento da criança, para identificar os riscos e direcionar as orientações de acordo com a idade e tipos de acidentes mais comuns. Os recém-nascidos, por exemplo, dependem totalmente do adulto. Nesta faixa etária são comuns as sufocações por vestes inadequadas, roupas de cama e protetores de berço, queimaduras na exposição ao sol ou por água quente no banho, a aspiração de leite, as intoxicações por uso de medicações inadequadas ou em doses errôneas.

preocupação são as quedas, portanto é recomendável colocar redes de proteção nas janelas, proteger a piscina com capa ou rede e evitar o uso de andadores, lembrando que estes são responsáveis por grande parte dos traumatismos cranianos em crianças menores de dois anos e já são totalmente contraindicados pela sociedade brasileira de pediatria. As crianças em idade pré-escolar e escolar com maior desenvolvimento motor e maior capacidade de locomoção, as recomendações são mais diversificadas. Os riscos de quedas e colisões aumentam, eleva-se a frequência das queimaduras que ocorrem tanto na cozinha (com líquidos e comidas quentes) quanto com fósforos e produtos inflamáveis. As intoxicações nos primeiros anos são frequentes e diminuindo posteriormente, exceto no caso das plantas que correspondem a 10% destes casos na infância. Por isso, nesta faixa etária é imprescindível manter produtos de limpeza em suas embalagens originais e não armazená-los em garrafas de refrigerantes. Facas e qualquer tipo de arma jamais devem ficar visíveis, assim como medicamentos e substâncias tóxicas em locais de fácil acesso ou visualização. Também é nessa fase que deve ter início a educação sobre trânsito, informando aos pequenos o local ideal e seguro para as brincadeiras. Por falar em acidente de trânsito, é essencial o transporte adequado no automóvel com cadeirinha e cinto de segurança para todas as faixas etárias. Vale ressaltar ainda que somente com a conscientização eficiente de pais e cuidadores conseguiremos reduzir os acidentes na infância.

Já no primeiro e segundo anos de vida o desenvolvimento motor permite à criança rolar no berço, sentar-se, engatinhar e andar. É nesta faixa etária que aparecem novas situações propícias aos diferentes tipos de acidentes. Logo é necessário cuidar com alfinetes e botões, não oferecer brinquedos que soltem pequenas peças ou deixar a criança sozinha na cama, no trocador, no cadeirão, na banheira. É importante fazer o bloqueio dos acessos às escadas e cozinhas com grades ou trincos, cobrir as tomadas elétricas e não deixar a criança próxima ao ferro quente. Outra grande

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*Dra. Roberta Vieira Garcia e Dra. Renata V. Garcia de Araújo são pediatras da União Saúde, localizada na Alameda Rio Branco, 840, Centro de Blumenau.


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Artigo *Francisca Romana Giacometti Paris

A inclusão dos alunos com síndrome de Down Nossa Constituição diz que toda criança tem direito inalienável à educação. Toda criança, inclusive as que têm síndrome de Down. Embora a educação no Brasil necessite de vários ajustes, felizmente é possível notar o esforço de muitas escolas pela inclusão de alunos com síndrome de Down. Tanto na rede pública de ensino como nas escolas privadas, organizações ligadas à defesa dos direitos de alunos com síndrome de Down confirmam um aumento significativo do número de matrículas nos últimos anos. Mesmo que em alguns casos o atendimento não ocorra de maneira mais satisfatória, deve-se ressaltar a iniciativa pela inclusão. Alunos com síndrome de Down têm a capacidade de aprender assim como quaisquer outros estudantes, apresentando igualmente um pouco mais de habilidade ou de dificuldade em determinadas áreas. Óbvio que existem algumas diferenças durante o processo de aprendizagem desses alunos se comparados a outros, como maior dificuldade de concentração ou de memorização a curto prazo, por exemplo. Mas basta apenas um pouco mais de atenção dos pais e professores a esses alunos e que se respeite o ritmo mais lento de aprendizado deles.

De acordo com a organização Movimento Down, que é filiada à Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down, cada vez mais jovens com síndrome de Down concluem o Ensino Médio e, atualmente, existem pelo menos 20 alunos cursando o Ensino Superior em cursos não adaptados. Ou seja, é apenas uma questão de oportunidade. Quando oferecida, eles correspondem e demonstram plena capacidade para avançar em seu desenvolvimento. Por fim, vale reforçar que recusar a matrícula de crianças e jovens com síndrome de Down ou por qualquer outro motivo relacionado a outras deficiências – o que vale para escolas públicas ou privadas – é crime, de acordo com o artigo 8º da Lei 7.853/89. Pode-se até compreender que algumas escolas realmente tenham suas dificuldades em se adequar a essa realidade, que ainda não tenham alcançado as melhores condições para atender da melhor forma possível as necessidades de estudantes especiais, por falta de recursos humanos e pedagógicos, entre outros pontos. Mesmo assim, espera-se que isso não sirva de justificativa para a recusa. Essa lição, ainda bem, estamos vendo que muitas escolas já aprenderam!

Estudos científicos indicam ainda que a escolarização de alunos com síndrome de Down é mais efetiva em escolas comuns e, de preferência, se iniciada já na educação infantil. O desenvolvimento da criança depende fundamentalmente da estimulação precoce que ela receberá, do ambiente em que estará exposta e do incentivo das pessoas que estão a sua volta. Pois, nas escolas comuns, além de transmitir conhecimento acadêmico, a convivência com alunos de diferentes origens e formações contribui significativamente para o desenvolvimento psicoafetivo da criança, no seu processo de socialização e também no desenvolvimento de suas capacidades. * Francisca Romana Giacometti Paris é pedagoga, mestre em Educação e diretora de serviços educacionais da Saraiva, companhia nacional de capital aberto e que em 2014 celebrou seu centenário. A empresa cria e distribui conteúdo, tecnologia e serviços por meio de seus Negócios Editoriais e Varejo.

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Consciência

Minimizar o pânico de agulha é tarefa dos pais Não assustar as crianças falando sobre vacinas e injeções já é um começo para que elas cresçam sem medo

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ogo após o nascimento o bebê recebe a primeira vacina, a BCG. A saga das picadinhas continua durante os primeiros anos da infância e chegam a aterrorizar algumas crianças. Outras tiram de letra, mas são casos bastante raros.

Outro fator importante é que nunca se deve assustar as crianças usando vacinas e injeções como argumento. “É muito comum a criança fazer uma arte e os pais falarem ‘olha, não faz isso ou vou te levar para tomar pique’”, lembra Andrea.

Aos dois meses uma nova picadinha, aos três outra e assim por diante. Pelo menos até os quatro anos as doses de vacinas são regulares e o medo de enfermeiras só aumenta ao longo da vida. Se ficar doente nesse meio tempo e tiver que tomar uma injeção então, aí esse medo se transforma em verdadeiro pânico.

Ao se lembrar da dor a criança pode ficar até mais obediente, mas provavelmente fará um escândalo da próxima vez que precisar ser vacinada. A gerente de imunização também destaca que os pais devem ficar de olho no calendário nacional de vacinação no site do Ministério da Saúde para não perder nenhuma dose.

O fato é que a picadinha, apesar de necessária, dói. Em alguns casos, como a dose pentavalente, a região onde foi aplicada pode ficar dolorida por dias e é normal que os pequeninos relutem. Muitos choram antes mesmo de entrar nas clínicas e postos de saúde. Gerente de imunização de Itajaí, Andrea Bittencourt explica que não há o que fazer no quesito dor. As crianças sempre sofrerão um pouquinho, umas mais e outras menos. O que os pais podem é conversar e tentar, desde cedo, conscientizar os pequeninos para a importância das vacinas.

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Revista Mundo da Criança - Julho 2015  

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