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Jornal Briefing, 96

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Raquel Bento, rs@briefing.pt

desporto lhe ficou como uma “escola de vida”: “Valorizo muito as pessoas que fizeram desporto, sobretudo com um determinado nível, porque acho que para se chegar lá é preciso muito trabalho e muito esforço”. Foi este racional que levou a Multicert até Telma Monteiro, a judoca que arrecadou Bronze nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Conheceu-a na Gala da Confederação do Desporto e nesse contacto, além da empatia, identificou na atleta o perfil que procurava – “Uma pessoa que nos possa acrescentar coisas e que veja isto a longo prazo”. O facto de se manter na equipa do Benfica também contribuiu, diz, em jeito de brincadeira: “Não é por eu ser do Benfica, mas porque iria dispor metade da população portuguesa contra ela”… O acordo foi assinado para quatro anos, acompanhando o programa olímpico da desportista. “A nossa ideia é, durante estes quatro anos, irmos aprendendo mutuamente. Para nós também é uma experiência nova”, refere, sublinhando que em comum a empresa e Telma Monteiro têm valores e objetivos, além da analogia mais direta que se prende com a defesa pessoal inerente ao judo e ao negócio da Multicert. Jorge Alcobia faz questão “que a Telma vista a camisola”. Não só literalmente, pois a marca terá o logotipo inscrito no judogi (equipamento de judo), como também estando presente em eventos relevantes, como a próxima WebSummit. Visando chamar a atenção para a cibersegurança, está a ser planeada uma iniciativa em que a judoca começa por dar uma aula de autodefesa física e, num segundo momento, a empresa apresenta a autodefesa em contexto digital. A participação neste evento foi, aliás, assumida como uma importante ferramenta de marketing B2B. “Conheço dois ou três executivos, e estamos a falar de administradores de bancos e grandes empresas, que fizeram algum tipo de arte marcial, quando mais jovens, e tenho a certeza de que mais um ou dois gostariam de fazer um treino com a Telma”, justifica Jorge Alcobia. Para Telma Monteiro, o desafio começou no dia em que decidiu ir sozinha à primeira reunião na empresa e encarou os imperativos da parceria:

“Em Portugal não temos concorrência, às vezes o problema que temos é o contrário”

(IN)segurança Comunicar uma marca com a especialização da Multicert e um produto pouco visível ao comum dos utilizadores tem alguns desafios subjacentes. Para o CEO, o problema está na falta de atenção das pessoas: a verdade, diz, é que são muitas as inseguranças no meio digital, mas, como não são visíveis e palpáveis, os utilizadores tendem a menosprezar: “Queremos que as pessoas passem a prestar mais atenção ao que acontece com os seus computadores, aos seus telefones, às coisas que fazem no mundo digital”, explica. Entre a facilidade com que um desconhecido acede aos conteúdos pessoais dos aparelhos, através de redes wi-fi comuns ou outros métodos, Jorge Alcobia dá o - 27 Briefing 2017 -

exemplo do “caso dos e-mails do Benfica” que explica ser fácil e até barato de evitar. “A dificuldade que temos aqui, no ponto de vista do marketing, é comunicar que é possível fazer coisas contra estas situações”, acrescenta. Apesar de assumir que o mundo digital não são só vantagens e que, efetivamente, existem riscos, a Multicert pretende amenizar os perigos e promover o meio digital para o tratamento de assuntos dependentes de proteção. “O nosso maior desafio é mostrar que ainda há coisas que as pessoas desconhecem do lado digital e que nós temos soluções para isso, seja de um ponto de vista de mobilidade, facilidade, usabilidade, segurança ou confiança”.


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