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EDITORIAL             A Simplesmente JUDÔ número  12  é  o  resultado  de  um  grande  de­ safio.  Na  mesma  pegada  da  edição  11,  desta  vez  o  #TBT  será,  acredi­ tem, de 2020! Ano que prometia ser  intenso, ano de olimpíada, de muitas  competições  e  eventos.  E  começou  forte  nos  três  primeiros  meses.  De­ pois,  um  hiato  de  alguns  meses...  Tudo  parou!  Foi  a  hora  do  judô  se  reinventar. De professores e dirigen­ tes usarem da criatividade e da tec­ nologia  para  dar  opções  para  os  judocas. Ninguém poderia ficar para­ do.  Hora  das  competições  virtuais  e  funcionais.  Novembro  e  dezembro,  alguns  eventos  realizados  com  cui­

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dados e  protocolos,  alguns  em  for­ mato bolha, e mais eventos virtuais.  Um ano complicado, que não gosta­ ríamos  de  lembrar.  Mas  se  formos  lembrar, que seja com o que aconte­ ceu de bom. E para isso, fomos um  pouco além das nossas coberturas e  fomos  buscar  notícias  de  eventos  que  aconteceram  pelo  Brasil  e  pelo  mundo.  Assim,  guardamos  em  nos­ sas  memórias  bons  momentos  que  aconteceram  e  mostramos  que    ju­ docas são criativos e se adaptam às  circunstâncias.  Continuamos  toman­ do  todos  os  cuidados  necessários  para  a  volta  plena  das  atividades  que no momento está sendo gradati­ va.  Vamos  com  paciência  e  espe­ rança. Saúde pra todos!  


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Professor Sebá Alexandre

Professor Sergio Ferrante

Professor Marcos Barbosa

Professor Lairton Mansor

        O  Shotyugueiko  de  São  Carlos  aconteceu entre os dias 24 e 26 de ja­ neiro de 2020, reunindo no ginásio Mil­ ton  Olaio  Filho  cerca  de  80  atletas  do  judô  e  jiu  jitsu  para  um  grande  treina­ mento  e  intercâmbio  entre  os  partici­ pantes das duas modalidades.         Os  treinamentos  de  jiu  jitsu  foram  conduzidos pelo professor Marcos Bar­ bosa, da B9, e do judô pelos professo­ res Lairton Mansor e Sérgio Ferrante.              A  coordenação  do  evento  ficou  a  cargo do professor Sebá Alexandre da  Fábrica  de  Campeões/SMEC  com  o  apoio  da  Secretaria  Municipal  de  Es­ portes  e  Cultura  de  São  Carlos,  que  cuidou  de  toda  a  infra  estrutura  para  atender  com  conforto  todos  os  partici­ pantes.             No  sábado,  além  dos  treinamen­ tos,  que  somaram  seis  horas  por  dia,  06

houve a palestra com o professor Gio­ vani  Marcon,  analista  de  desempenho  do EC Pinheiros e no domingo, após o  encerramento dos treinos da manhã os  participantes  participaram  de  um  en­ contro  com  a  judoca  olimpica  e  cam­ peã  mundial  Mayra  Aguiar  no  Sesi  de  São Carlos.       O Professor Sebá relatou que foi o  terceiro  Shotyugueiko  realizado  em  São  Carlos,  disse  que  o  evento  tem  crescido  tanto  em  volume  de  atletas,  quanto  em  qualidade  técnica,  e  que  o  evento  já  está  consolidado  no  cenário  do  Judô  Paulista.  "Só  quem  já  partici­ pou de um Kangueiko (treinamento de  inverno)  e  Shotyugueiko  (treinamento  de  verão)  sabe  a  'magia'  que  tem  um  treinamento  intensivo  nesse  formato",  finalizou o professor Sebá.


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Mesa de Honra na cerimônia  de abertura

Presidente da CBJ Silvio Acácio Borges  e Daniel Del´Aquilla

     E até então, seguia­se todo o pla­ nejamento  do  boletim  OSOTOGARI  para a temporada de competições, fos­ sem  elas  de  âmbito  regional,  estadual  ou nacional. E no final de semana dos  dias  01  e  02  de  fevereiro,  o  Campeo­ nato  Brasileiro  Interclubes  ­  Meeting  Nacional Sub 18 e Sub 21 2020, agitou  o  ginásio  poliesportivo  do  Clube  Pai­ neiras do Morumby na capital paulista.       Foi a primeira competição oficial da  Confederação  Brasileira  de  Judô  (CBJ),  abrindo  o  calendário  esportivo  de 2020 e colocando frente à frente os  oito  melhores  judocas  do  Brasil  de  ca­ da  classe  e  categoria  de  2019  e  mais  quatro judocas indicados pela CBJ pa­ ra  as  duas  classes.  A  garotada  vinha  forte para o início de temporada!       O evento distribuiria pontos para o  Ranking Nacional da Base, que é clas­ sificatório  para  torneios  internacionais  da seleção brasileira. A competição se­ ria um dos seis Campeonatos Brasilei­ ros Interclubes que a CBJ realizaria em  2020,  sendo  esta  uma  oportunidade  10

dos judocas da base pontuarem e subi­ rem  na  classificação.  São  atletas  que  abdicaram tudo para se dedicarem aos  treinamentos  em  busca  do  sonho  real  de  um  dia  chegarem  à  seleção  nacio­ nal  principal.  Os  demais  eventos  pro­ gramados  não  aconteceram  em  2020,  mas  os  sonhos  dos  atletas  continuam  vivos!       O desafio desses jovens atletas é  grande  e  não  é  nada  fácil.  Ali  no  shiai  jô,  histórias  individuais  que,  se  compi­ ladas,  daria  para  editar  um  livro.  E  se  somarmos  as  histórias  de  superação  durante o isolamento que ocorreu logo  em seguida, esse livro se transformaria  em um super livro motivacional.       No sábado (01/02), as disputas fo­ ram  realizadas  na  classe  Sub  18  e  no  domingo (02/02) na classe Sub 21.       Os atletas participantes deste Mee­ ting Nacional da base tem como foco a  participação  das  Olimpíadas  2024.  Quem  acompanhar,  poderá  confirmar  isso  daqui  três  anos  na  França.  Esta­ remos na torcida!


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A equipe de judô do Country Club  Valinhos reuniu­se em 07 de março, às  06h50  no  dojô  do  clube  para  iniciar  o  Shotyugueiko  2020.  Começou  pontual­ mente  às  07h  com  aquecimento,  uke­ mis e randoris. O primeiro treino do dia  teve duração de 01h30. Após o treina­ mento, tradicionalmente os kimonos fo­ ram estendidos do lado de fora do dojô  para arejar enquanto os judocas foram  até  a  nova  lanchonete  do  clube  onde  foi  oferecido  um  delicioso  café  da  ma­ nhã.  A  digestão  do  café  da  manhã  foi  na  pista  do  entorno  do  lago  com  uma  caminhada  de  duas  voltas  em  toda  a  extensão. a outra etapa do treinamento  foi  no  campo  de  futebol  society,  onde  realizaram exercícios ao ar livre.       Terminada a sessão de exercícios,  hora  do  chuveiro  e  descanso  no  dojô  15

até a  hora  do  almoço.  que  foi  servido  também  na  nova  lanchonete,  com  car­ dápio balanceado e muito saboroso.              Para  fazer  a  digestão  do  almoço,  os  judocas  tiveram  a  opção  de  assistir  ao  filme  "A  Grande  Vitória",  baseado  no  livro  de  Max  Trombini,  Aprendiz  de  Samurai.       Ao término do filme, todos vestiram  os  judogis  e  voltaram  para  mais  uma  bateria  de  treinos,  desta  vez  com  aquecimento  e  treinamento  de  ne­wa­ za.        Ao fim do Shotyugueiko, todos re­ ceberam seu cerificado de participação  e  voltaram  para  casa  com  um  pouco  mais  de  conhecimento,  convivência  e  responsabilidades. Foi a última ativida­ de de judô realizada no clube em 2020.


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O Judô Clube Mogi das Cruzes jun­ tamente com a Kimonos Budokan reali­ zaram  em  08  de  março  de  2020,  domingo,  no  Ginásio  Municipal  de  Es­ portes Professor Hugo Ramos, em Mo­ gi das Cruzes, o Torneio de Aniversário  de 48 anos do Judô Clube de Mogi das  Cruzes  ­  Trofeu  Yokichi  Kimura.  Os  professores Joji Kimura e Yoshio Kimu­ ra,  juntamente  com  o  professor  Yoshiyuki Shimotsu, foram os anfitriões  do  evento  que  recebeu  1700  judocas  de todo o estado de São Paulo, baten­ do  o  recorde  de  participações  nesta  competição. A competição é tradicional  e  marca  o  início  das  temporadas  de  torneios amistosos de São Paulo.       No masculino foram disputadas as  classes  Sub  9  a  Veteranos  acima  de  30  anos  e  no  feminino  de  Sub  9  ao  Adulto  (as  classes  sub  21  e  Sênior  fo­ ram juntadas numa classe só ­ Adulto).  Um  evento  de  alto  nível  técnico,  bas­ tante  prestigiado,  que  teve  como  cam­ peã geral na contagem geral de pontos  a  Associação  Namie  de  Judô,  de  Mogi  das  Cruzes.  Foi  a  última  competição  realizada  no  estado  de  São  Paulo  an­ tes  das  restrições  sanitárias  que  nos  colocariam em isolamento social.  18


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TREINAMENTO DE CAMPO DE MITTERSILL

Em ano olímpico, havia muitas expectativas para a seleção brasileira de judô Com informações da Assessoria de Imprensa da CBJ

     Ano olímpico com projetos e prepa­ rações  para  fechar  o  ciclo  de  quatro  anos  e  embarcar  para  Toquio  no  meio  do ano. Expectativas, ansiedade e mui­ to,  muito  treinamento  para  os  judocas  da seleção brasileira em 2020.       Veremos como foram os primeiros  preparativos  do  ano  que  prometia  ser  muito bom.         Treinamento de Campo de Mitter­ sill,  na  Áustria,  aconteceu  de  06  a  15  de janeiro de 2020.       O treinamento contou com 52 atle­ tas  do  Brasil  em  solo  europeu.  Foi  a  sétima maior delegação do evento. Os  russos lideram a lista com uma equipe  de 120 atletas. Nos sete primeiros dias,  as  equipes  feminina  e  masculina  trei­ naram  separadamente  em  dois  perío­ dos, com os homens divididos em dois  grupos, sendo um com atletas até 73kg  e  o  outro,  com  os  judocas  acima  de  73kg.  Nos  dois  últimos  compromissos  20

em Mittersill,  os  treinos  foram  mistos,  com o último dia sendo apenas no pe­ ríodo da manhã.       O Treinamento de Campo de Mit­ tersill é um dos mais tradicionais e im­ portantes  da  Europa,  e  nesta  edição  reuniu 1.150 atletas de 67 países. Com  predominância dos atletas europeus, o  OTC serviu de preparação para as pri­ meiras  competições  que  aconteceriam  (European Open Odivelas­POR, Grand  Slam  Paris­FRA,  European  Open  Oberwart­AUT  e  Grand  Slam  Düssel­ dorf­GER),  onde  os  atletas  brasileiros  reencontrariam os “parceiros” de treino.       A pré­temporada em solo europeu  contou  ainda  com  o  treinamento  de  campo em Roma, na Itália, no período  do dia 15 ao dia 20 de janeiro, antes do  Grand Prix de Tel Aviv, que foi disputa­ do  de  23  a  25  de  janeiro  de  2020,  em  Israel.


SEMINÁRIO INTERNACIONAL DE ARBITRAGEM, ESPORTE E EDUCAÇÃO DA FIJ, EM DOHA Os árbitros  Laedson  Godoy,  Jeferson  Vieira,  André  Mariano  e  Edison Minakawa representaram o Brasil no evento

Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

     Seria a reta final de preparação pa­ ra  os  Jogos  Olímpicos  de  Tóquio  e  a  Federação  Internacional  de  Judô  reali­ zou em 11 e 12 de janeiro de 2020, em  Doha, no Catar, o Seminário Internaci­ onal  de  Arbitragem,  Esporte  e  Educa­ ção.  O  evento,  realizado  anualmente,  reuniu treinadores, árbitros e atletas de  diversos países para discutir as regras  do  judô,  visando  à  padronização  dos  critérios  de  arbitragem.  O  Brasil  foi  re­ presentado no Seminário pelos árbitros  FIJ A Laedson Godoy, Jeferson Vieira,  André  Mariano  e  Edison  Minakawa,  Coordenador Nacional de Arbitragem.       Representantes de 90 países esti­ veram  presentes  para  debater  os  ru­ mos  dos  regulamentos  esportivos  e  educacionais do judô para as próximas  competições FIJ.       Com a ajuda da tecnologia, através  da  apresentação  de  vídeos  com  situa­ ções  de  lutas  dos  eventos  da  FIJ  em  2019, uma grande variedade de regras  21

foi ilustrada e analisada, buscando pro­ porcionar aos árbitros uma alta taxa de  acerto  em  suas  decisões,  para  que  se  atinja o resultado correto.             “Nos  últimos  três  dias,  estivemos  preparando  o  programa  para  incluir  muita  discussão  e  padronizar  ainda  mais  os  critérios  para  todas  as  regras.  O judô é sempre complicado, mas fare­ mos o nosso melhor. A preparação pa­ ra  nossos  futuros  árbitros  olímpicos  é  muito difícil, mas o nível de arbitragem  em Tóquio, nos Jogos Olímpicos, deve  ser  excelente”,  declarou  Juan  Carlos  Barcos, diretor de arbitragem da FIJ.       Além da discussão acerca dos mé­ todos  de  arbitragem,  no  segundo  dia  de  evento  (12),  os  convidados  partici­ param  de  uma  série  de  palestras  da  comissão de educação sobre assuntos  como ética, antidoping e a regra 50 de  Tóquio ­ regra que proíbe os atletas de  realizarem  manifestações  políticas  du­ rante a competição.


Informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: Gabriela Sabau ­ FIJ

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Foi o  primeiro  passo  da  Seleção  Brasileira  de  Judô  na  temporada.  O  Grand  Prix  de  Tel  Aviv,  foi  a  primeira  competição oficial do calendário da FIJ  em 2020.       O torneio aconteceu em janeiro, de  quinta  (23)  até  sábado  (25)  e  contou  com  22  judocas  brasileiros  em  busca  da  medalha  e  dos  700  pontos  (cam­ peão) valiosos na corrida por uma vaga  nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020...       A preparação para Tel Aviv come­ çou três semanas antes, quando a Se­ leção  Brasileira  de  Judô  desembarcou  na  Europa  para  um  período  de  treina­ mentos. Primeiro, em Mittersill, na Áus­ tria,  no  treinamento  de  campo  mais  tradicional  do  início  de  temporada.  Em  seguida,  parte  da  delegação  foi  para  Roma,  na  Itália,  ajustar  os  últimos  de­ talhes antes de chegar em Israel, para  o Grand Prix. Primeiro  dia  de  competição  com  uma medalha de bronze       Daniel Cargnin, atleta da categoria 

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Meio­Leve masculina  (66kg)  faturou  o  terceiro  lugar  no  Grand  Prix  de  Tel  Aviv, após vencer quatro lutas e derro­ tar,  na  luta  pelo  bronze,  o  israelense  Baruch  Shmailov,  número  seis  do  ran­ king mundial. Foi o melhor resultado do  Brasil no primeiro dia de competição e  abriu o ano olímpico com um pódio.       Além de Daniel, outros oito brasilei­ ros  lutaram  no  primeiro  dia,  em  Tel  Aviv,  mas  ficaram  nas  oitavas  ou  na  primeira  rodada.  Sarah  Menezes  (52kg),  Ketelyn  Nascimento  (57kg),  Eric  Takabatake  (60kg),  Nathália  Brigi­ da (48kg), Eleudis Valentim (52kg), Fe­ lipe Kitadai (60kg), Gabriela Chibana e  Willian Lima (66kg). No  segundo  oito  brasileiros  entra­ ram em ação             O  segundo  dia  do  Grand  Prix  de  Tel  Aviv  reservou  mais  uma  medalha  para  o  judô  brasileiro.  Eduardo  Yudy  Santos  (81kg)  conquistou  a  medalha  de bronze, segunda do país na compe­ tição,  e  faturou  350  pontos  no  ranking 


internacional da  FIJ,  essenciais  para  a  corrida  olímpica.  Em  outra  disputa  do  bronze,  Alexia  Castilhos  foi  superada  pela  tcheca  Renata  Zachova  e  ficou  em quinto lugar.       Mais seis brasileiros, além de Ale­ xia e Yudy, estiveram no tatami de Tel  Aviv  no  segundo  dia,  mas  pararam  na  primeira  fase  da  competição.  Maria  Portela (70kg), Eduardo  Katsuhiro  (73kg),  João  Mace­ do  (81kg),  Ketleyn  Quadros  (63kg)  e  David Lima (73kg). No  terceiro  e  último  dia  mais  três  medalhas             O  melhor  desempenho  no  último  dia  de  competição  foi  do  meio­pesado  Leonardo  Gonçalves,  que  enfileirou  quatro adversários nas preliminares até  chegar  à  decisão  pelo  ouro,  vencido  pelo israelense Peter Paltchik.         Na mesma categoria, Rafael Buza­ carini caminhou bem na chave, venceu  25


duas lutas e só parou no alemão Karl­ Richard  Frey,  nas  punições,  nas  quar­ tas­de­final.  O  brasileiro  recuperou­se  na  repescagem,  batendo  o  canadense  Kyle Reyes para, em seguida, assegu­ rar o bronze ao vencer Daniel Mukete,  de Belarus.               Seu  xará,  Rafael  Macedo  (90kg),  teve  desempenho  semelhante,  caindo  26

apenas na  semifinal  diante  do  cam­ peão  mundial  Donghan  Gwak,  da  Co­ reia  do  Sul.  A  derrota  não  abateu  Macedo, que entrou para o bronze de­ terminado a vencer Marcus Nyman, da  Suécia,  e  protagonizou  um  dos  golpes  mais  bonitos  da  competição  para  ven­ cer  o  sueco  por  ippon  e  ficar  com  o  bronze.


Técnica da  seleção  destacou  prepa­ ração  na  Europa  e  confiança  dos  atletas          Para chegar bem na primeira com­ petição do ano, a comissão técnica da  CBJ levou a equipe para uma pré­tem­ porada na Europa, com um período de  volume de treinos em Mittersill, Áustria,  e  de  lapidação  em  Roma,  na  Itália.  A  estratégia deu certo e os resultados vi­ eram,  segundo  a  avaliação  da  técnica  da equipe masculina, Yuko Fujii.       “Acredito que esse treinamento de  campo  em  Mittersill  e  a  preparação  fi­ nal na Itália fizeram uma diferença para  o  nosso  resultado.  Fizemos  um  treino  forte  em  Mittersill  e  um  bom  trabalho  de  ajuste  na  Itália.  Os  atletas  estão  acreditando mais neles mesmos e isso  fez  a  diferença”,  comentou  Yuko  após  as cinco medalhas da equipe. 27


Informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: União Europeia de Judô

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Onze judocas da seleção brasileira  participaram  no  início  de  fevereiro  de  2020  dos  Campeonatos  Abertos  Euro­ peus, com vistas para o Grand Slam de  Paris 2020.       A equipe feminina do Brasil seguiu  para  Portugal,  onde  disputou  o  Aberto  de  Odivelas,  enquanto  a  masculina  foi  para  a  Bulgária  disputar  o  Aberto  de  Sófia.  As  competições  distribuíram  até  100 pontos (campeão) no ranking mun­ dial da FIJ.             Em  Odivelas,  o  judô  brasileiro  foi  representado  por:  Larissa  Pimenta  (52kg), Sarah Menezes (52kg), Samara  Oliveira (63kg), Danielle Karla (70kg) e  Beatriz Souza (+78kg). A seleção mas­ culina de judô em Sófia foi representa­ da  por:  Phelipe  Pelim  (60kg),  Allan  Kuwabara  (60kg),  Willian  Lima  (66kg),  Marcelo Contini (73kg), Michael Marce­ lino  (73kg)  e  Guilherme  Schimidt  (81kg). 30

Preparação para Paris             Após  as  disputas  dos  Abertos  de  Odivelas  e  Sófia,  as  delegações  brasi­ leiras  seguiram  o  cronograma  com  o  foco  no  Grand  Slam  de  Paris.  A  dele­ gação feminina ficou em Odivelas, par­ ticipando  de  treinamentos  em  solo  português,  enquanto  os  homens  saí­ ram de Sófia no dia 3 de fevereiro e fo­ ram  para  Sainte­Geneviève­des­Bois,  na  França,  para  dar  prosseguimento  à  preparação  para  o  Grand  Slam  fran­ cês, que foi disputado em 8 e 9 de fe­ vereiro de 2020.        Paris seria o primeiro Grand Slam  do ano e ofereceu aos atletas a oportu­ nidade de somarem mil pontos no Ran­ king Olímpico.   Três  medalhas  foram  conquistadas  no  primeiro  dia  dos  Abertos  Euro­ peus.       Uma semana após as cinco meda­ lhas  no  Grand  Prix  de  Tel  Aviv,  o  judô 


brasileiro manteve o bom rendimento e  voltou a ter atletas no pódio no sábado,  01 de fevereiro, nos Abertos Europeus.  Em  Sófia,  Bulgária,  os  ligeiros  fizeram  dobradinha,  com  Phelipe  Pelim  cam­ peão  e  Allan  Kuwabara  em  terceiro.  Mesma posição de Larissa Pimenta em  Odivelas,  Portugal,  que  garantiu  a  pri­ meira medalha da seleção feminina do  Brasil em 2020.   No segundo dia, ouro é conquistado  em Portugal             A  judoca  brasileira  Beatriz  Souza  conquistou  a  medalha  de  ouro  no  Aberto  de  Odivelas,  em  Portugal,  na  categoria Pesado feminina (+78kg), ao  vencer,  neste  domingo,  a  japonesa  Maya  Akiba,  por  ippon.  O  resultado  rendeu à brasileira mais 100 pontos no  ranking mundial classificatório para Tó­ 31

quio 2020.  A  Peso  pesado  brasileira  fez quatro lutas e venceu todas por ip­ pon  para  conquistar  sua  primeira  me­ dalha em 2020. Preparação  para  o  GS  de  Paris  ren­ deu 04 medalhas       A seleção brasileira fechou as par­ ticipações  nos  Abertos  Europeus  com  quatro medalhas. Ouro de Bia e bronze  de Larissa Pimenta em Odivelas, ao la­ do do ouro de Phelipe Pelim e do bron­ ze  de  Allan  Kuwabara  no  Aberto  de  Sófia.  As  competições  abertas  distri­ buíram poucos pontos na corrida olím­ pica,  mas  serviram  como  preparação  para o evento mais importante do mês,  o Grand Slam de Paris, que aconteceu  na semana seguinte, na capital france­ sa.


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Informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: Federação Internacional de Judô

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A Seleção Brasileira de Judô teve  seu primeiro grande desafio na tempo­ rada  olímpica  no  forte  Grand  Slam  de  Paris,  disputado  na  capital  francesa  nos  dias  8  e  9  de  fevereiro  de  2020.  Tradicional  no  Circuito  Mundial  da  Fe­ deração  Internacional  de  Judô,  o  tor­ neio  distribuiu  até  mil  pontos  (campeão) no Ranking Mundial, núme­ ros importantes na corrida por uma va­ ga  olímpica,  já  que  o  campeonato  é  o  terceiro  que  mais  distribui  pontos.  Só  fica atrás do World Masters, que reser­ va  1800  pontos,  e  do  Campeonato  Mundial,  que  dá  2000  pontos  no  Ran­ king.       Para o primeiro Grand Slam do ano  olímpico,  o  Brasil  teve  16  atletas,  sen­ do  nove  homens  e  sete  mulheres,  en­ tre  novatos  e  experientes,  como  os  medalhistas  olímpicos  Sarah  Menezes  (52kg), Leandro Guilheiro (81kg) e Ra­ 37

fael Silva  Baby  (+100kg).  Larissa  Pi­ menta  (52kg),  Jessica  Pereira  (57kg),  Samara Contarini (63kg), Mariana Silva  (63kg),  Beatriz  Souza  (+78kg)  e  Maria  Suelen Altheman (+78kg) completam o  time feminino. Entre os homens, o Bra­ sil  teve  ainda  Allan  Kuwabara  (60kg),  Phelipe  Pelim  (60kg),  Willian  Lima  (66kg), Marcelo Contini (73kg), Michael  Marcelino  (73kg),  Guilherme  Schimidt  (81kg),  e  David  Moura  (+100kg),  que  esperava  por  um  reencontro  com  o  francês  Teddy  Riner  após  a  final  de  Brasília.        Ao todo, a delegação contou com  cinco estreantes: Samara, Willian, Mar­ celino  e  Schimidt,  todos  da  equipe  de  transição  (Base­principal),  além  de  Kuwabara,  judoca  do  Clube  Paineiras  do  Morumby,  que  havia  deixado  uma  ótima  impressão  em  sua  estreia  com  ouro  no  Grand  Slam  de  Brasília  em 


2019.       Um dos grandes títulos almejados  pelos  judocas,  o  Grand  Slam  de  Paris  reúniu  os  melhores  atletas  da  modali­ dade.  Nesta  edição,  nomes  como  Teddy  Riner  (+100kg/FRA),  Ryuju  Na­ gayama  (60kg/JPN),  Daria  Bilodid  (48kg/UKR),  Majlinda  Kelmendi  (52kg/KOS)  e  Clarisse  Agbegnenou  (63kg/FRA),  por  exemplo,  estiveram  presentes  no  torneio,  além  do  grande  público e a atmosfera que é marca re­ gistrada dos franceses. Medalhas no feminino para o Brasil       O Brasil conquistou duas medalhas  de bronze na competição com as judo­ cas Larissa Pimenta e Beatriz Souza. A disputa pelo terceiro lugar na catego­ ria  até  52kg  foi  doméstico.  Larissa  Pi­ menta  e  Sarah  Menezes  lutaram  pela  medalha.  Pimenta  levou  a  melhor  so­ bre  Menezes  e  garantiu  a  medalha  de  bronze  no  Grand  Slam.  Ela  subiu  ao  pódio pela primeira vez em Paris, após  vencer a adversária no golden score. 38

     “Estou muito feliz pela competição.  É  importante  este  processo  de  Grand  Slam.  Isso  serve  para  nos  fortalecer”,  declarou Larissa na saída do tatame. “A gente esperava uma de um lado e a  outra de outro (na tabela), mas a gente  não  escolhe,  e  tivemos  que  lutar”,  dis­ se  ao  ter  que  enfrentar  a  compatriota  na briga pela medalha.       Beatriz Souza, de 21 anos, da ca­ tegoria  +78kg,  venceu  por  ippon  a  ar­ gelina Sonia Assalah e conquistou sua  medalha  do  judô  feminino  no  torneio.  Muito  sorridente  e  feliz  por  subir  pela  primeira vez no pódio de Paris, ela atri­ bui o resultado a uma boa fase. "Eu es­ perava  ir  bem.  Estava  muito  bem  preparada.  Comecei  o  ano  bem",  co­ mentou,  em  referência  à  vitória  no  Open Europeu de Odivelas.        Os outros judocas brasileiros esti­ veram  no  tatame  em  Paris  mas  não  chegaram à etapa final.        Os judocas brasileiros ficam mais  três dias em Paris para um treinamento  de campo no Instituto Francês de Judô. 


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Após as  boas  campanhas  em  Tel  Aviv,  Odivelas,  Sófia  e  Paris,  o  judô  brasileiro  seguiu  na  estrada  e  desem­ barcou na Eslováquia e na Áustria para  a  disputa  dos  Abertos  Europeus.  A  se­ leção  feminina  lutou  em  Bratislava,  en­ quanto os homens encararam o torneio  de  Oberwart.  Os  confrontos  acontece­ ram nos dias 15 e 16 de fevereiro, e va­ leram  até  100  pontos  (campeão)  no  Ranking Mundial da Federação Interna­ cional de Judô.       Foram 23 atletas em busca do pó­ dio  naquele  final  de  semana,  sendo  12  mulheres  e  11  homens.  Na  disputa  do  Aberto da Bratislava, a delegação femi­ nina  foi  formada  por:  Gabriela  Chibana  (48kg),  Nathalia  Brígida  (48kg),  Eleudis  Valentim  (52kg),  Sarah  Menezes  43

(52kg), Ketelyn Nascimento (57kg), Ale­ xia  Castilhos  (63kg),  Ketleyn  Quadros  (63kg),  Ellen  Santana  (70kg),  Maria  Portela  (70kg),  Mayra  Aguiar  (78kg),  Beatriz  Souza  (+78kg)  e  Maria  Suelen  Altheman (+78kg).       A seleção masculina que competiu  o Aberto de Oberwart foi composta por:  Eric  Takabatake  (60kg),  Felipe  Kitadai  (60kg),  Daniel  Cargnin  (66kg),  Charles  Chibana  (73kg),  Eduardo  Barbosa  (73kg),  Eduardo  Yudy  (81kg),  Victor  Penalber  (81kg),  Rafael  Macedo  (90kg),  Leonardo  Gonçalves  (100kg),  Rafael  Buzacarini  (100kg)  e  Rafael  Sil­ va (+100kg). Sete medalhas conquistadas       E foi um final de semana de pódios 


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no Circuito Mundial, com sete medalhas  nos  Abertos  Europeus.  Foram  quatro  ouros,  uma  prata  e  dois  bronzes  nas  disputas em Oberwart e na Bratislava.         No sábado, 15, a seleção feminina  arrematou  cinco  pódios  no  Aberto  da  Bratislava, na Eslováquia. Destaque pa­ ra  os  três  ouros  conquistados  por  Ke­ telyn  Nascimento  (57kg),  Ketleyn  Quadros  (63kg)  e  Maria  Suelen  Althe­ man  (+78kg).  Gabriela  Chibana  (48kg)  e  Maria  Portela  (79kg)  ficaram  em  ter­ ceiro lugar.         As duas medalhas da equipe mas­ culina  no  Aberto  de  Oberwart,  na  Áus­ tria,  vieram  neste  domingo,  16,  com  direito  a  dobradinha  no  meio­pesado  (100kg).  Leonardo  Gonçalves  e  Rafael  Buzacarini venceram todos os adversá­ rios  nas  preliminares  e  se  enfrentaram  pelo  título  da  competição.  Com  duas  45

projeções por  waza­ari,  Léo  conseguiu  o ippon e o ouro de Oberwart.         Os Abertos continentais, na hierar­ quia  dos  pontos  do  Ranking  Mundial,  são  as  competições  que  distribuem  a  menor  quantidade  de  pontos.  Mas,  no  planejamento  da  seleção,  eles  funcio­ nam  como  preparação  para  etapas  mais  importantes,  como  os  Grand  Slam, que distribuem até mil pontos no  Ranking  e  reúnem  os  principais  atletas  do mundo.         Assim como Sófia e Odivelas servi­ ram  de  preparação  para  o  Grand  Slam  de  Paris,  onde  Larissa  Pimenta  e  Bea­ triz Souza foram bronze, os Abertos de  Oberwart  e  Bratislava  serviram  como  preparação  e  adaptação  ao  fuso­horá­ rio  da  equipe  que  disputaria  o  Grand  Slam de Düsseldorf, no final de semana  seguinte.


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O carnaval  do  judô  brasileiro  no  ano  que  seria  olímpico  foi  no  tatame.  Entre  os  dias  21  e  23  de  fevereiro  a  seleção  disputou  o  Grand  Slam  de  Düsseldorf,  na  Alemanha,  uma  das  etapas  mais  concorridas  do  Circuito  Mundial  FIJ  e  que  distribuiu  importan­ tes  mil  pontos  no  ranking  mundial  classificatório para Tóquio 2020.         A seleção brasileira contou com a  participação de:   SELEÇÃO MASCULINA  Eric Takabatake 60kg Felipe Kitadai 60kg Daniel Cargnin 66kg Eduardo Katsuhiro 73kg Charles Chibana 73kg Eduardo Yudy Santos 81kg Victor Penalber 81kg Rafael Macedo 90kg Leonardo Gonçalves 100kg Rafael Buzacarini 100kg Rafael Silva “Baby” David Moura 48

SELEÇÃO FEMININA  Gabriela Chibana 48kg  Nathália Brígida 48kg Sarah Menezes 52kg Eleudis Valentim 52kg Ketelyn Nascimento 57kg Ketleyn Quadros 63kg Aléxia Castilhos 63kg Maria Portela 70kg Ellen Santana 70kg Mayra Aguiar 78kg  Maria Suelen Altheman +78kg

Beatriz Souza +78kg 

          E  o  Brasil  encerrou  sua  participa­ ção no Grand Slam de Düsseldorf, com  dois  judocas  no  pódio.  Mayra  Aguiar,  que  defendia  o  título  de  2019,  ficou  com  a  prata,  enquanto  Rafael  Silva  Baby  (+100kg)  conquistou  o  bronze.  Beatriz  Souza  (+78kg)  e  Rafael  Buza­ carini  (100kg)  também  chegaram  às  disputas pelos bronzes de suas catego­ rias, mas terminaram em quinto lugar.             Era  a  sétima  competição  do  judô 


brasileiro em  2020  com  o  país  che­ gando  à  vigésima  medalha  na  tempo­ rada.  A  classificação  olímpica  iria  até  30 de maio e os convocados para Tó­ quio  2020  seriam  divulgados  nos  dias  01  e  02  de  junho  pela  CBJ  e  pelo  COB.       A competição marcou a estreia de  Mayra  Aguiar  no  Circuito  Mundial  em  2020  e  a  bicampeã  mundial  começou  com tudo. O caminho até sua segunda  final consecutiva em Düsseldorf come­ çou  com  vitória  por  ippon  sobre  a  equatoriana  Vanessa  Chala,  na  pri­ meira rodada. Nas oitavas, passou por  Alexandra  Babintseva,  da  Rússia,  por  ippon  novamente,  e  foi  às  quartas­de­ final, onde derrotou a austríaca Berna­ dette Graff, nas punições.             O  duelo  de  semifinal  foi  tenso  e  equilibrado,  com  Mayra  mantendo  a  agressividade  e  a  concentração  em  confronto aguerrido com a cubana Ka­ liema Antomarchi, a quem já havia su­ perado  outras  sete  vezes,  incluindo  a  final dos Jogos Pan­Americanos de Li­ ma 2019. 49

          Depois  de  forçar  duas  punições  à  adversária  no  tempo  normal,  Mayra  foi  decisiva  no  Golden  score  e  liquidou  o  duelo com um waza­ari para garantir­se  na final do Grand Slam.       Na decisão pelo ouro, Mayra foi pa­ ra cima de Shori Hamada, mas a japo­ nesa  encaixou  uma  transição  para  a  luta de solo. Mayra ainda escapou duas  vezes,  mas  a  japonesa  conseguiu  en­ caixar a imobilização para conquistar o  ouro e deixar a prata para Mayra.             A  segunda  medalha  brasileira  na  competição alemã veio com o peso­pe­ sado  Rafael  Silva,  o  Baby.  Desde  o  Mundial de Tóquio, em 2019, ele vinha  batendo  na  trave,  com  quintos  lugares  em Tóquio, Brasília, Paris e um sétimo  em  Osaka.  Isso  porquê,  na  véspera  dos  Jogos  Pan­Americanos  e  do  Mun­ dial,  Baby  fraturou  a  mão  durante  um  treinamento  no  Japão  e,  desde  então  vinha buscando retornar aos pódios do  Circuito Mundial.             A  medalha  da  resiliência  chegou  para  o  pesado  brasileiro,  em  Düssel­ dorf,  com  vitórias  sobre  Erik  Abramov 


(GER), Pedro  Pineda  (VEN)  e  Aliak­ sandr  Vakhaviak,  da  Bielorrússia,  al­ goz  do  brasileiro  David  Moura,  na  primeira rodada.       A única derrota foi na semifinal di­ ante  do  campeão  mundial  de  2018,  Guram  Tushishivili  (GEO),  com  uma  punição  bastante  controversa  para  o  brasileiro.  Na  luta  pelo  bronze,  Rafael  impôs maior volume de ataques e der­ 50

rotou Richard  Sipocz,  da  Hungria,  nas  punições para garantir a medalha.       As próximas competições da sele­ ção  principal  no  calendário  internacio­ nal  seriam  o  Grand  Prix  de  Rabat,  no  Marrocos,  de  06  a  08  de  março,  e  o  Aberto Pan­Americano de Bariloche, na  Argentina, de 07 a 08 de março. Mas...


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A última vez que a seleção brasilei­ ra  de  judô  se  encontrou  no  saguão  de  um  aeroporto  para  uma  viagem  inter­ nacional  foi  no  dia  09  de  março.  Na­ quele  dia,  porém,  a  FIJ  reconhecia  os  riscos  da  pandemia  de  COVID­19  e  anunciava  a  suspensão  de  todas  as  competições  do  Circuito  Mundial,  in­ cluindo  o  Grand  Slam  de  Ecaterimbur­ go,  na  Rússia,  destino  final  daquela  viagem que nunca chegou a acontecer.  Em  17  de  julho  de  2020,  após  quatro  meses  de  confinamento  e  treinos  com  restrições, os judocas brasileiros se re­ encontraram  no  Aeroporto  de  Viraco­ pos,  em  Campinas  (SP),  para  embarcar,  finalmente,  com  a  Missão  Europa,  do  COB,  para  treinar  em  Por­ tugal, com malas abarrotadas de judogi  e uma saudade: treinar judô.               “É  o  que  eu  estou  morrendo  de  vontade  de  fazer  e  é  essa  a  minha  maior saudade. Botar o quimono e po­ der  treinar  judô,  algo  que  eu  não  faço  há,  pelo  menos,  cinco  meses”,  contou,  54

na época,  o  peso­Ligeiro  da  seleção,  Eric  Takabatake  (60kg),  que  mora  em  São  Paulo,  uma  das  cidades  mais  afe­ tadas  então  pela  pandemina  no  Brasil.  “Nunca  fiquei  tanto  tempo  assim  sem  poder treinar judô, sem fazer a parte fí­ sica  numa  academia.  Essa  retomada  é  muito importante, apesar de não ter ne­ nhuma competição. Eu já estava quase  louco  de  ficar  em  casa.  Então,  voltar  à  rotina  vai  ser  muito  importante  para  a  gente.”        Para a meio­leve da equipe femini­ na,  Larissa  Pimenta  (52kg),  a  oportuni­ dade  de  voltar  a  conviver  com  os  colegas de seleção foi uma motivação a  mais para encarar o retorno aos treinos.        “Estamos há muito tempo parados.  Acredito que a primeira saudade a ma­ tar vai ser a de estar com a galera, com  a equipe. Sentimos muita falta disso. E  o  mais  importante  vai  ser  matar  a  sau­ dade  do  tatame  depois  de  quatro  me­ ses  sem  treinar  judô”,  reconhece  a 


campeã dos Jogos Pan­Americanos Li­ ma  2019  e  na  época  a    número  8  do  mundo em sua categoria.         Após passarem por todos os proto­ colos  sanitários  na  chegada  à  Lisboa,  incluindo novos testes e isolamento, os  atletas treinaram judô na manhã de se­ gunda­feira,  20  de  julho,  no  Complexo  Esportivo  de  Rio  Maior,  base  do  Time  Brasil  em  Portugal.  Na  terça,  21  de  ju­ lho, os judocas viajaram para Coimbra,  onde  ficaram  concentrados  em  treina­ mento  de  campo  com  a  seleção  portu­ guesa  de  judô  até  o  dia  29  de  agosto,  data do retorno do Judô ao Brasil.       A estratégia de levar atletas para a  Europa,  onde  a  pandemia  estava  mais  controlada, foi desenvolvida e financia­ da  pelo  Comitê  Olímpico  do  Brasil.  A  CBJ  foi  uma  das  18  Confederações  olímpicas  brasileiras  a  aderiram  ao  programa,  levando,  tanto  a  seleção  masculina,  quanto  a  feminina  para  os  treinos em Portugal.        Na última semana de treinamentos  55

em Portugal, na Missão Europa, a sele­ ção  brasileira  recebeu,  em  21  de  se­ tembro,  a  visita  do  presidente  da  Confederação Brasileira de Judô (CBJ),  Silvio  Acácio  Borges.  Ele  desembarcou  em  Coimbra  para  acompanhar  os  últi­ mos  dias  de  treino  do  Judô  na  Missão  Europa  e  para  prestigiar  a  disputa  da  Taça  Internacional  Kiyoshi  Kobayashi,  que  seria  realizada  no  dia  26  de  outu­ bro, na mesma cidade. Assim  como  toda  a  delegação,  o  diri­ gente da CBJ passou por todas as eta­ pas  do  protocolo  de  segurança  estabelecido  pelo  Comitê  Olímpico  do  Brasil  e  pelas  autoridades  portuguesas  e  foi,  então,  liberado  para  se  juntar  à  equipe nacional brasileira.             Silvio  Acácio  assistiu  aos  treinos,  onde  cumprimentou  os  atletas  e  agra­ deceu, pessoalmente, ao presidente da  Federação  Portuguesa  de  Judô,  Jorge  Fernandes, por todo o suporte oferecido  à  seleção  brasileira  durante  os  70  dias  de estadia em Portugal.


"Desde o início estou acompanhan­ do  as  primeiras  dificuldades  e  movi­ mentações para aqui chegar e todos os  dias  conversando  com  o  Ney  Wilson  a  respeito do que está acontecendo aqui,  de todas as situações. Primeiro, é mui­ to  bom  estar  com  vocês  e  poder  ver  o  trabalho de bem perto. E, segundo, po­ der  vir  agradecer  essa  gentileza,  essa  receptividade  e  todo  esse  aparato  que  a  Federação  Portuguesa  colocou  à  nossa  disposição”,  salientou  na  época  o presidente da CBJ.       “Eu não me lembro de um período  tão  grande  em  que  nossa  equipe  ficou  junta.  Um  período  longo  de  concentra­ ção  e  de  trabalho.  É  um  momento  de  agradecer  esse  empenho  e  dizer  que  nós  estamos  sempre  juntos.  É  uma  oportunidade que o COB tem proporci­ onado  a  nós”,  complementou  Silvio  Acácio  ressaltando  o  importante  inves­ timento do Comitê Olímpico para ofere­ cer  aos  atletas  brasileiros  condições  ideais  de  preparação  para  os  Jogos  Olímpicos de Tóquio.

GABRIELA SHINOBU CHIBANA  GUILHERME CESAR SCHIMIDT  JÉSSICA PEREIRA  JOÃO PEDRO GODOY DE MACEDO  KETLEYN LIMA QUADROS  LARISSA CINCINATO PIMENTA  LEONARDO RIBEIRO GONCALVES  MARIA DE LOURDES M. PORTELA  MAYRA AGUIAR DA SILVA  NATHÁLIA CASTELAN BRÍGIDA  PHELIPE ANDRÉ PELIM  RAFAEL AUGUSTO BUZACARINI  RAFAEL CARLOS DA SILVA  SAMANTA DE ALMEIDA BATISTA SOARES  SARAH GABRIELLE CABRAL DE MENEZES  TIAGO SILVA PALMINI SOUZA  VICTOR R. PENALBER DE OLIVEIRA  WILLIAN DE SOUSA E LIMA 

Delegação do Judô em Portugal

MÉDICO: RAFAEL LINDI SUGINO 

ALÉXIA TAIS WILLRICH CASTILHOS  ALLAN EIJI KUWABARA  BEATRIZ RODRIGUES DE SOUZA  DANIEL BORGES CARGNIN  DAVID DIAS LIMA  EDUARDO KATSUHIRO BARBOSA  ELEUDIS DE SOUZA VALENTIM  ELLEN FRONER SANTANA  ERIC GOMES TAKABATAKE 

CHEFES DE EQUIPE: KATHERINE S. CAMPOS DE MORAES NEY WILSON PEREIRA DA SILVA  FISIOTERAPEUTAS: LUANA ASSIS DE CARVALHO MARCO ANTONIO G. DE M. FILHO 

PREPARADOR FÍSICO: WAGNER ANDRADE ZACCANI  TREINADORES: MARIO TSUTSUI YUKO FUJII 

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Rafael Carlos  da  Silva,  o  Baby,  é  um  dos  maiores  judocas  da  história  do  judô nacional. Dono de duas medalhas  olímpicas  e  outras  oito  em  mundiais,  o  peso  pesado  brasileiro  tem  um  longo  histórico de conquistas vestindo os qui­ monos  da  seleção,  mas  se  engana  quem  pensa  que  sua  relação  com  o  judô vem desde a infância. Nascido em  Campo Grande, Mato Grosso do Sul, e  criado em Rolândia, interior do Paraná, 

Por: Olimpíada Todo Dia www.olimpiadatododia.com.br 58


Rafael conheceu o judô apenas aos 15  anos, idade bem avançada para atletas  de  ponta.  As  dificuldades  trazidas  pelo  começo  tardio  no  esporte,  como  a  au­ sência de técnica e os fundamentos bá­ sicos  do  judô,  foram  superadas  com  muito treinamento.             A  ascensão  de  Rafael  foi  rápida.  Em 2005 Rafael já representava o Bra­ sil  internacionalmente,  mesmo  tendo  apenas  3  anos  no  esporte,  e  em  2006  Rafael disputava o Campeonato Mundi­ al  Júnior  de  Santo  Domingo.  Mas  foi  mesmo  em  2010  que  os  resultados  de  Rafael começaram a aparecer de forma  mais  destacada.  Rafael  foi  campeão  dos  Jogos  Sul­Americano  de  Medelín,  na  Colômbia,  além  de  ter  conquistado  diversas medalhas no Circuito Mundial,  como  o  ouro  na  Copa  do  Mundo  de  Madrid  e  o  bronze  no  Grand  Prix  de  Qingdao,  na  China.  Foi  também  em  2010  que  Baby  disputou  seu  primeiro  mundial  adulto,  quando  terminou  em  quinto lugar. Em 2011, Rafael disputou  pela  primeira  vez  uma  edição  dos  Jo­ gos  Pan­Americanos,  em  Guadalajara,  ficando  em  segundo  lugar  ao  perder  a  final  para  o  cubano  Oscar  Bryson.  Ao  longo  de  2011  e  2012  o  brasileiro  se  consolidou  como  um  dos  judocas  mais  promissores  da  categoria,  conquistan­ do  mais  de  11  medalhas  no  Circuito  Mundial,  entre  elas  a  prata  no  tradicio­ nal Grand Slam de Tóquio e a medalha  de  prata  no  mundial  por  equipes  mas­ culino, em Salvador, Bahia.             Foi  também  em  2012  que  Rafael  entrou  definitivamente  para  a  galeria  dos  grandes  nomes  de  nosso  judô,  quando conquistou a medalha de bron­ ze  nos  Jogos  Olímpicos  de  Londres,  a  única  do  judô  masculino  naquela  edi­ ção  e  a  primeira  medalha  da  história  dos  pesados.  Rafael  manteve  sua  óti­ ma  fase  ao  longo  do  ciclo  olímpico  de  2016 e chegou a liderar o ranking mun­ dial,  ficando  a  frente  do  francês  Teddy  Riner, um dos maiores nomes da histó­ ria do judô mundial. 59

          No  Mundial  do  Rio  de  Janeiro,  em  2013, Rafael chegou na final de sua ca­ tegoria,  parando  justamente  no  astro  francês,  conquistando  a  medalha  de  prata. Em 2014, Rafael voltou a subir no  pódio  do  Mundial,  dessa  vez  ficando  com o bronze em Chelyabinsk, na Rús­ sia. No mesmo mundial o Brasil também  foi bronze por equipes, com o judoca fa­ zendo parte da equipe. Dentre as várias  conquistas no período se destacam ain­ da o ouro no Masters de Almaty e o ou­ ro  no  Grand  Slam  de  Tyumen,  na  Turquia.             Na  Rio  2016,  Rafael  Silva  voltou  a  subir  no  pódio  olímpico.  Diante  de  mi­ lhares  de  brasileiros  que  acompanha­ vam sua luta na Arena Carioca 2, Baby  derrotou  o  uzbeque  Abdullo  Tangriev  e  conquistou  sua  segunda  medalha  olím­ pica.  O  histórico  de  vitórias  do  judoca  seguiu por 2017, tendo novamente subi­ do ao pódio de um Mundial, e assim co­ mo  em  2014,  por  duas  vezes.  Além  do  bronze em sua categoria, Baby também  brilhou  na  disputa  por  equipes  mista  e  conquistou  a  medalha  de  prata  em  Bu­ dapeste, Hungria.       Em 2019 o Brasil voltou a conquistar  uma  medalha  na  disputa  por  equipes  mistas no Mundial de Tóquio, dessa vez  um bronze, e novamente com Rafael fa­ zendo  parte  da  equipe.  Ao  longo  de  seus  17  anos  nos  tatames,  além  das  medalhas olímpicas e mundiais, o atleta  do  Pinheiros  possui  mais  de  20  meda­ lhas  no  Circuito  Mundial,  cinco  títulos  continentais,  um  ouro  e  um  bronze  nos  Jogos Mundiais Militares.       E para quem se pergunta como um  atleta de 2,03 metros de altura, 155 qui­ los e ainda terceiro sargento do Exército  Brasileiro pode ter o apelido de Baby, a  resposta é simples: Rafael Silva tem fa­ ma  de  ser  bonzinho,  às  vezes  tímido  e  retraído, além de ser bem tranquilo. Em  2021, Baby vai atrás de sua terceira me­ dalha olímpica, feito ainda não alcança­ do por nenhum judoca brasileiro.


Informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: Federação Internacional de Judô

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O Grand Slam de Budapeste mar­ cou  o  retorno  dos  torneios  oficiais  da  FIJ.  Foi  o  primeiro  torneio  do  circuito  internacional  desde  março  de  2020  e  contou com um rígido protocolo sanitá­ rio  que  previu  até  eliminação  de  toda  equipe  que  tiver  um  membro  'furando'  isolamento.       Os judocas brasileiros que brigam  por  vaga  na  Olimpíada  de  Tóquio  pu­ deram retornar a caminhada dentro do  ranking  internacional.  Foram  400  atle­ tas  de  69  países  que  participaram  do  Grand  Slam  de  Budapeste.  Do  Brasil  foram  18  atletas  que  participaram  da  competição.       Foi o primeiro grande teste depois  da  paralisação  do  circuito  em  virtude  da  pandemia  de  coronavírus.  O  Brasil  se  preparou  para  a  competição  com  o  período  de  treinos  em  Portugal  e  no  CT de Pindamonhangaba (SP).        A expectativa de quem foi escolhi­ do  foi  a  melhor  possível  para  ter  um  bom  resultado  logo  neste  recomeço  e  ganhar tempo na briga por Tóquio. Protocolo rigoroso       Para diminuir as chances de conta­ minação  de  qualquer  membro,  a  orga­ 62

nização do  evento  exigiu  que  todos  os  países  passassem  por  um  rígido  pro­ cesso  de  controle.  Testes  foram  feitos  antes e depois da viagem até o local do  torneio.  Se  um  membro  da  delegação  'furasse'  o  isolamento,  toda  a  equipe  seria desclassificada do torneio imedia­ tamente.       O saldo do Brasil no Grand Slam de  Budapeste, na Hungria, foi positivo com  um  total  de  três  medalhas,  todas  de  bronze.              Willian  Lima  (66kg),  Suelen  Althe­ man  e  Beatriz  Souza,  ambas  na  cate­ goria  +78kg  foram  os  medalhistas  na  competição.        “Essa medalha eu dedico às pesso­ as da Itália que, por motivos de saúde,  não  puderam  competir.  Mas,  também  dedico a cada pessoa responsável pela  Missão Europa: COB, CBJ e a Federa­ ção  Portuguesa  de  Judô,  pois,  se  não  fosse a ajuda de vocês nesse tempo di­ fícil de pandemia, não teria conseguido  treinar  de  forma  que  atingisse  minha  melhor  forma  para  voltar  a  competir.  Muito  obrigado  a  todos  que  torcem  e  estão  comigo  nessa  caminhada”,  co­ memorou William.


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Informações da Assessoria de Imprensa da CBJ Fotos: Federação Internacional de Judô

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A Confederação Brasileira de Judô  (CBJ) lançou a Copa Brasil Interclubes  de  Judô,  uma  novidade  no  calendário  nacional  de  2020.  Com  protocolo  de  isolamento,  competição  por  equipes  mistas  reuniu  seis  clubes  e  principais  judocas  brasileiros  em  Santana  de  Parnaíba  (SP)  nos  dias  25,  26,  27,  28  e 29 de novembro.       Paralisado desde março pela pan­ demia do novo coronavírus. Este foi  o  principal evento nacional de judô orga­ nizado  pela  CBJ  neste  ano  e  contou  com a presença de grandes nomes da  modalidade.  Todos  os  quatro  dias  de  competição  foram  transmitidos  ao  vivo  pelo canal SporTV.        A competição, que foi por equipes  mistas no formato da nova prova olím­ pica  do  judô  para  Tóquio,  reuniu  seis  grandes  clubes  do  Brasil  em  estrutura  “bolha”, seguindo rígidos protocolos de  segurança,  no  centro  de  treinamento  do Futebol Clube Ska Brasil, em San­ 67

tana de Parnaíba, São Paulo.              O  Instituto  Reação  (RJ),  a  Sogipa  (RS),  o  Minas  Tênis  Clube  (MG),  o  Es­ porte  Clube  Pinheiros  (SP),  o  Clube  Paineiras  do  Morumby  (SP)  e  o  Sesi  (SP) foram os clubes que disputaram o  título  inédito  da  Copa  Brasil  em  2020.  Todos eles são formados, em sua mai­ oria,  por  judocas  que  integram  a  sele­ ção  brasileira  principal,  fortalecendo  ainda mais a preparação desses atletas  rumo a Tóquio 2020.  Formato de disputa       Os seis clubes foram divididos em  dois  grupos  de  três.  Todos  se  enfren­ tam dentro dos seus respectivos grupos  e os dois melhores classificados de ca­ da  lado  avançaram  às  semifinais.  Os  vencedores  das  semifinais  se  enfrenta­ ram pelo título, enquanto os perdedores  decidiram o terceiro lugar.              Cada  equipe  foi  formada  por  até  seis atletas, sendo três categorias mas­


culinas (73kg, 90kg e +90kg) e três fe­ mininas  (57kg,  70kg  e  +70kg).  Cada  clube  foi  composto  por,  no  máximo,  dez  integrantes  entre  atletas  e  comis­ são técnica. Interatividade,  torcida  virtual  e  for­ mato inédito no judô       A Copa Brasil Interclubes de Judô  trouxe  muitas  inovações  para  o  tata­ me. A começar pela torcida virtual que  pôde  assistir  e  interagir  com  a  trans­ missão  oficial  do  evento  por  meio  de  uma  sala  de  videoconferência  de  for­ ma gratuita.        Além disso, o evento foi transmitido  na  íntegra  pelo  Canal  Brasil  Judô,  o  canal oficial da CBJ no Youtube.        Na parte técnica da competição, a  novidade  ficou  por  conta  do  Tempo  Técnico,  uma  pausa  de  30  segundos  nas lutas no momento exato em que o  cronômetro  batesse  dois  minutos.  O  momento aconteceu nas lutas de semi­ 68

finais, final e disputa por bronze. Duran­ te  a  pausa,  os  atletas  puderam  ir  até  o  técnico  para  ouvir  orientações  e  traçar  a  melhor  estratégia  para  o  combate.  O  tempo técnico, contudo, não é uma no­ va regra da Federação Internacional de  Judô.  Foi  apenas  um  novo  dispositivo  para  levar  o  fã  do  judô  cada  vez  mais  para "dentro" do tatame, vendo de perto  seus  ídolos  e  ouvindo  claramente  as  orientações técnicas.        O formato "bolha", que manteve to­ dos  os  integrantes  das  delegações  e  equipe  de  trabalho  confinados  e  isola­ dos  em  um  centro  de  treinamento  du­ rante  cinco  dias  para  a  competição  também  foi  inédito  no  judô.  O  objetivo  foi  oferecer  o  maior  nível  de  controle  e  segurança  no  ambiente  para  os  partici­ pantes minimizando os riscos de contá­ gio pelo novo coronavírus. Todos foram  testados antes de viajar e na chegada à  bolha.  Apenas  aqueles  que  apresenta­ ram  resultados  negativos  nos  dois  tes­


tes (PCR) foram liberados para a com­ petição. Um atleta teve resultado posi­ tivo  na  entrada  e  foi  isolado.  Nenhum  outro  caso  de  COVID­19  foi  registrado  durante  o  torneio,  comprovando  a  efi­ cácia dos protocolos estabelecidos pe­ la organização.  De  virada,  Pinheiros  bate  Minas  por  4 a 3 e leva o título da competição.             A  primeira  edição  da  Copa  Brasil  Interclubes  de  Judô  consagrou  o  Es­ porte  Clube  Pinheiros  como  grande  campeão. A equipe paulista conseguiu  uma  virada  emocionante  sobre  o  Mi­ nas  Tênis  Clube  e  venceu  o  duelo  na  luta  extra,  por  4  a  3.  O  ponto  de  ouro  foi  marcado  pela  peso  médio  Ellen  Santana,  que  pontuou  um  waza­ari  no  golden  score  contra  Sarah  Nascimen­ to.  A  medalha  de  bronze  ficou  para  o  time  do  Clube  Paineiras  do  Morumby,  que  superou  a  jovem  equipe  do  SESI  no primeiro confronto do dia.   69

     As duas equipes finalistas foram as  que  fizeram  também  melhor  campanha  na fase de grupos. O Pinheiros passou  em primeiro no Grupo A, com uma vitó­ ria sobre a Sogipa  (4 a 0) e uma derro­ ta  para  o  Paineiras  (4  a  3).    Na  semifinal,  a  equipe  do  técnico  Douglas  Vieira passou pelo SESI chegou à deci­ são.         Já o Minas, estava invicto na com­ petição  até  chegar  à  final.  Na  fase  de  grupos, os comandados de Fulvio Miya­ ta  venceram  Instituto  Reação  e  SESI  para  passar  em  primeiro  lugar  do  Gru­ po  B.  O  cruzamento  na  semifinal  foi  contra o Paineiras do Morumby e, mais  uma vez, os mineiros foram superiores,  vencendo o confronto por 4 a 2.               No  combate  pelo  título,  o  Minas  abriu dois pontos de vantagem, com as  vitórias  de  Juscelino  Nascimento  Jr  (+90kg)  e  Maria  Taba  (57kg)  sobre  Jo­ nas Inocêncio (+90kg) e Ketelyn Nasci­ mento  (57kg).  O  Pinheiros  reagiu,  com 


vitórias de  Marcelo  Contini  (73kg)  so­ bre  Julio  Koda  Filho  (73kg)  e  de  Ellen  Santana  (70kg)  sobre  Sarah  Nasci­ mento (70kg). Dois a dois e o equilíbrio  persistia no duelo.               Eduardo  Bettoni  (90kg)  deu  novo  fôlego ao Minas com um ipponzaço so­ bre Giovanni Ferreira (90kg), mas Bea­ triz Souza (+70kg) se impôs e superou  Millena Silva (+70kg) para levar a deci­ são  para  a  luta  extra.  Três  a  três  no  placar  e,  quando  isso  acontece,  sor­ teia­se uma categoria para repetir a lu­ ta,  mas  em  ponto  de  ouro.  Quem  marcar primeiro, vence.              Neste  momento,  Ellen  Santana  e  Sarah  Nascimento  foram  as  sorteadas  e retornaram ao tatame para o tudo ou  nada.  Em  combate  acirrado,  Ellen  achou  um  waza­ari  salvador  e  sacra­ mentou a vitória do Pinheiros.  Paineiras  bate  SESI  por  4  a  0  e  fica  com  o  bronze  da  Copa  Brasil  Inter­ clubes de Judô       Depois de surpreenderem na fase  de grupos e eliminarem equipes fortes,  como  Sogipa  e  Reação,  Paineiras  do  Morumby  e  SESI  se  encontraram  no  tatame  no  domingo  para  definir  quem  ficaria com o terceiro lugar.        Mais experiente, a equipe do trei­ 70

nador Alexandre  Lee  dominou  os  jo­ vens  promissores  da  equipe  de  Bauru,  liderada pelo sensei Marco Dantas, e fi­ cou com o bronze da Copa Brasil Inter­ clubes de Judô.        Eleito melhor atleta da competição  entre  os  homens,  Rafael  Buzacarini  (+90kg) marcou um waza­ari no golden  score  diante  de  Guilherme  Cabral  (+90kg)  para  abrir  a  contagem  para  o  Paineiras.  O  judoca  paineirense  e  da  seleção brasileira, fechou a competição  invicto,  com  cinco  vitórias  em  cinco  lu­ tas,  mesmo  lutando  uma  categoria  aci­ ma da sua.               Em  seguida,  Kamilla  Silva  (57kg)  imobilizou  Catarina  Bárbara  (57kg);  Eduardo  Katsuhiro  (73kg)  forçou  três  punições  em  Michael  Marcelino  (73kg)  e  Maria  Eduarda  Diniz  (70kg)  venceu  Gabriela  Fontes  (70kg)  por  ippon  para  fazer o quatro a zero.         Os atletas “Revelação” da competi­ ção  também  saíram  dessas  duas  equi­ pes.  Wilgner  Mendes,  peso  médio  do  SESI,  foi  o  eleito  entre  os  homens,  en­ quanto  Maria  Eduarda  Diniz  levou  o  prêmio de revelação entre as mulheres.  Wilgner tem 19 anos e Diniz apenas 18.  Ela  é  judoca  do  Clube  de  Regatas  do  Flamengo  e  foi  emprestada  ao  Painei­ ras exclusivamente na Copa Brasil. 


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Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

     Em 2020, o Judô feminino celebra su­ as pioneiras. Há 40 anos acontecia no Rio  de  Janeiro  o  primeiro  Campeonato  Brasi­ leiro  de  Judô  para  mulheres  e,  em  Nova  Iorque,  o  primeiro  Campeonato  Mundial,  no qual o Brasil foi representado por sete  guerreiras que abriram as portas do shiai­ jo para as gerações futuras.        Para contar um pouquinho dessa his­ tória, a CBJ convidou a Drª Gabriela Con­ ceição  de  Souza,  professora  do  Instituto  Federal do Rio de Janeiro e autora de di­ versos trabalhos acadêmicos sobre o judô  feminino  brasileiro,  entre  os  quais  o  livro  Mulheres  no  tatame:  o  judô  feminino  no  Brasil. Confira abaixo: As  pioneiras  do  judô  brasileiro  de  alto  rendimento Drª. Gabriela Conceição de Souza  Instituto Federal do Rio de Janeiro – IFRJ

     A história das mulheres no judô brasi­ leiro  foi  marcada  por  muita  resistência,  com  proibições  e  rupturas  e,  finalmente,  com a superação e vitórias. A participação  nos  primeiros  eventos  competitivos  de  judô,  demonstraram  a  determinação  que  elas teriam que ter para dar início a cami­ 72

nhada que,  32  anos  depois,  trouxe  um  dos melhores resultados de todos os tem­ pos para as brasileiras, neste esporte.               A  trajetória  das  pioneiras  do  judô  de  alto rendimento brasileiro começa ao final  dos  anos  de  1960  e  início  dos  anos  de  1970,  embora  muitas  anônimas  tenham  começado  a  prática  do  judô  já  nos  anos  1950, mas sem visar competições.              O  que  muitas  delas  não  sabiam  era  que  desde  1930,  médicos  eugenistas  ori­ entavam  que  as  mulheres  deveriam  se  exercitar  apenas  através  de  esportes  que  valorizavam  a  beleza,  plasticidade  e  con­ tribuíssem  para  a  “boa  maternidade”.  En­ tretanto, as filhas dos professores de judô  e mulheres curiosas por praticar uma arte  marcial,  acabaram  aderindo  ao  judô  sem  nem mesmo saberem destas orientações,  ignorando a cultura vigente. Foi o caso de  Eiko Suzuki, em São Paulo, primeira faixa  preta  da  América  Latina,  em  1963,  e  Léa  Linhares,  gaúcha,  primeira  faixa  preta  do  Sul  do  Brasil,  em  1969,  ambas  não  tive­ ram suas faixas reconhecidas pela Confe­ deração da época.        O que antes era orientação dos médi­ cos  eugenistas,  se  tornou  um  decreto­lei  em  1941,  onde  dizia  que  esportes  como 


futebol, levantamento de peso, lutas, den­ tre outros não eram compatíveis com a fe­ minilidade esperada da mulher.       O fim do decreto­lei veio com a partici­ pação de uma equipe de quatro mulheres  judocas no campeonato Sul­americano de  Montevideo,  em  outubro  de  1979,  de  for­ ma  escondida  do  governo  brasileiro,  uma  vez  que  não  seria  permitida  a  saída  do  país  para  esta  participação.  Ao  retorna­ rem do evento com as medalhas, somado  a  uma  série  de  acontecimentos  políticos  em  defesa  dos  direitos  das  mulheres,  o  decreto­lei foi revogado, em dezembro do  mesmo  ano.  Esta  subversão  dos  dirigen­ tes  da  época  deu  início  a  tortuosa  cami­ nhada  do  judô  feminino  no  alto  rendimento.       Para o primeiro campeonato brasileiro  em 1980, os Estados brasileiros deveriam  selecionar  as  atletas  que  os  representari­ am.  Em  muitas  destas  competições  esta­ duais  o  número  de  atletas  surpreendeu,  deixando de fora muitas mulheres que de­ pois, ano após ano, foram disputando va­ gas  na  seleção  brasileira  para  sul­americanos, pan­americanos e mundi­ ais. As judocas não faziam ideia da quan­ tidade  de  mulheres  que  já  praticavam  o  judô  por  todo  território  nacional  e  muitas  delas não sabiam que, menos de um ano  antes,  este  evento  seria  proibido  por  de­ creto­lei.        A primeira equipe feminina que dispu­ tou  o  primeiro  campeonato  mundial  de  judô nos Estado Unidos, na cidade de No­ va  Iorque,  foi  composta  pelas  primeiras  campeãs brasileiras de judô: Gislene Apa­ recida Lamano (SP), Iara Cunha (RS), So­ lange  Almeida  Pessoa  (SP),  Heliana  do  Carmo  (SP),  Ângela  Cruz  (BA),  Helena  Cristina  Guimarães  (BA),  Soraia  André  (SP).  Neste  mundial,  participaram  153  mulheres, de 28 países dos 5 continentes.       Aos poucos as brasileiras começaram  a  participar  de  eventos  internacionais  e,  para  isso,  as  lutas  começaram  a  aconte­ cer  fora  dos  tatames  também.  Além  dos  problemas  já  enfrentados  por  todos  os  atletas,  como  falta  de  infraestrutura  e  de  patrocínios,  as  mulheres  judocas  enfren­ 73

taram lutas contra preconceitos, estereóti­ pos  e  silenciamentos.  Elas  foram  impedi­ das  de  competir  em  outras  edições  de  campeonatos  mundiais,  tiveram  o  direito  de  competir  em  eventos  internacionais  cerceados  pela  própria  gestão  brasileira,  mas nada foi suficiente para diminuir a de­ terminação destas judocas.        Na virada do século, de 2001 em dian­ te,  a  mudança  da  gestão  da  Confedera­ ção  Brasileira  de  Judo,  as  Leis  de  Incentivo,  Bolsa  atleta  e  outras  ações  go­ vernamentais  em  favor  do  esporte  deram  às novas gerações de judô um cenário ini­ maginável para as pioneiras, com equipes  multidisciplinares,  investimento  separado  para  o  judô  feminino,  dentre  outros  que  alavancaram a qualidade do judô feminino  de alto rendimento.       O caminho que começou com as pio­ neiras, levou 28 anos até que as mulheres  pudessem subir ao pódio olímpico, com o  terceiro lugar de Ketleyn Quadros, em Pe­ quim/2008,  e  quatro  anos  depois  ao  ouro  olímpico,  com  Sarah  Menezes  em  Lon­ dres/2012.        Fica marcado nesta trajetória que as  pioneiras  do  judô  feminino  brasileiro  que­ braram  paradigmas  e  foram  as  responsá­ veis  pela  sua  legitimação  no  cenário  do  judô  brasileiro.  Elas  pavimentaram  uma  estrada de sucesso para que a atual gera­ ção  pudesse  usufruir  de  uma  estrutura  que desse condições para a conquista de  resultados  significativos  em  todos  os  ní­ veis de competição.    Referências do texto: SOUZA,  Gabriela  Conceição  de;  MOU­ RÃO, Ludmila. Mulheres no tatame: o judô  feminino  no  Brasil.  Rio  de  Janeiro:  MAU­ AD X/ FAPERJ, 2011. SOUZA,  Gabriela  Conceição  de;  VOTRE,  Sebastião;  PINHEIRO,  Claudia;  DEVIDE,  Fabiano.  Rosicleia  Campos  no  judô  femi­ nino  brasileiro.  Revista  de  Estudos  Femi­ nistas,  Florianópolis,  v.  23,  n.  2,  p.  352,  maio/ago.  2015.  Disponível  em:  <https://periodicos.ufsc.br/in­ dex.php/ref/article/view/38865>  


Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

     Cinco judocas brasileiros medalhistas  olímpicos  que  marcaram  seus  nomes  na  história do esporte receberam uma home­ nagem especial da Confederação Brasilei­ ra  de  Judô,  nesta  terça­feira,  15,  em  Pindamonhangaba,  onde  acontece  o  trei­ namento  de  campo  da  seleção  brasileira.  Sarah  Menezes  (ouro  em  Londres  2012),  Tiago  Camilo  (prata  em  Sydney  e  bronze  em  Pequim  2008),  Flavio  Canto  (bronze  em  Atenas  2004),  Leandro  Guilheiro  (bronze em Atenas 20014 e Pequim 2008)  e  Carlos  Honorato  (prata  em  Sydney  2000)  foram  promovidos  à  Faixa  Verme­ lha  e  Branca  6º  Dan,  ostentando,  a  partir  de  agora,  o  título  de  Kôdansha.  Ao  lado  deles, esteve também o presidente da Fe­ deração de Judô do Rio Grande do Norte,  Tibério  Maribondo,  que  também  recebeu  sua promoção ao 6º Dan.               Em  cerimônia  reservada  e  restrita  apenas  aos  homenageados,  seguindo  os  cuidados de prevenção à Covid­19, os no­ vos  Kôdansha  receberam  das  mãos  do  presidente  da  CBJ,  Silvio  Acácio  Borges,  do gestor de Alto Rendimento, Ney Wilson  Pereira, e do gestor das Equipes de Base,  Marcelo Theotônio, suas faixas e certifica­ dos.        A honraria é um reconhecimento iné­ 74

dito da  CBJ  a  ex­atletas  que  dedicaram  grande parte de suas vidas ao judô e tive­ ram  relevante  contribuição  para  o  desen­ volvimento  e  evolução  da  modalidade  no  Brasil.  Os  cinco  atletas  homenageados  desta terça se encaixam nos novos critéri­ os  de  graduação  estabelecidos  pela  CBJ  em  portaria  publicada  no  dia  04  de  no­ vembro  de  2020,  que  valoriza  ainda  mais  os  atletas  e  medalhistas  olímpicos  brasi­ leiros.                 “Para  reformular  os  critérios,  busca­ mos  referências  de  outros  países  que  já  adotam esse critério de promoção e apro­ veitamos  para  fazer  essa  outorga  nesta  semana  em  que  realizaremos  também  o  Encontro  Nacional  de  Kôdanshas  a  partir  da  próxima  sexta­feira.  Hoje  são  esses  cinco atletas homenageados mais o presi­ dente  Tibério,  que  já  tinha  carência  e  eu  trouxe  para  esse  momento  para  valorizar  ainda  mais  todos  os  seguimentos.  Esta­ mos atentos a todos: árbitros, atletas, téc­ nicos,  veteranos,  kôdanshas,  com  um  olhar muito especial. Essa ação continua­ rá e vai a todos os atletas que se encaixa­ rem  nos  novos  critérios”,  explicou  o  presidente  da  CBJ,  Silvio  Acácio  Borges  durante a cerimônia.   Kôdansha  é  um  título  de  alta  graduação, 


específico do  Judô  criado  pelo  Instituto  Kodokan, e que deve ser outorgado àque­ les  que  se  empenharam  no  aprendizado,  na  prática  contínua,  na  demonstração  da  sua  eficiência  técnica,  e  à  devida  dedica­ ção  no  ensino,  no  estudo  e  na  pesquisa  do Judô. Portanto, é depositário e respon­ sável  pela  difusão  dos  princípios  filosófi­ cos e educacionais do Judô, preconizados  pelo Prof. Jigoro Kano.  Sarah Menezes: “Para mim, essa promo­ ção é uma honra. Fico muito feliz e consi­ go relembrar do meu início no judô com 9  anos  de  idade,  uma  carreira  brilhante,  al­ tos  e  baixos  também  e,  agora,  essa  con­ quista  inédita.  Só  tenho  que  agradecer,  pelos feitos que tive, pela minha carreira e  a todos que estiveram comigo”, resumiu a  campeã olímpica Sarah Menezes.   Leandro  Guilheiro:  “É  um  pouco  surpre­ endente.  Nunca  imaginei  que  aconteceria  tão rápido assim. E acaba vindo num mo­ mento  bem  oportuno  para  mim,  porque,  de  certa  forma,  simboliza  muito  a  minha  aposentadoria  dos  tatames,  que  é  uma  coisa que muita gente ainda não tinha en­ tendido o que tinha acontecido, não sabia.  E,  para  mim,  representa,  simbolicamente,  realmente o meu adeus ao judô competiti­ vo.  É  um  momento  que  eu  olho  minha  carreira,  esses  32  anos  de  dedicação  ao  judô  e  que,  de  certa  forma,  acaba  sendo  coroada por essa promoção.”  Flavio  Canto:  “É  um  dia  super  especial.  Para mim é uma baita honra receber essa  graduação ao lado de pessoas que eu ad­ miro tanto, que sonharam comigo durante  tantos anos, lutaram juntos, alguns, como  o eu e o Tiago, fomos adversários durante  tantos anos das nossas vidas e hoje aqui  nesse momento dividindo esse dia especi­ al. Acho que é uma cultura muito positiva  pensando  em  Confederação  Brasileira  de  Judô.  Outros  países  já  fazem  isso  e  é  uma maneira de reconhecimento, de pres­ tígio de pessoas que dedicaram a vida ao  judô e que agora fazem parte de um gru­ po seleto. Eu sei da responsabilidade que  é,  tantos  kodanshas  que  passaram  tam­ bém uma vida inteira dedicada ao judô. A  gente  também  se  dedicou,  mas  de  uma  forma  um  pouco  diferente,  mas  fazemos  parte  de  uma  família  só.  Pretendo  honrar  75

essa faixa  todos  os  dias,  especialmente,  por  todos  aqueles  que  vieram  antes  de  mim.”   Carlos Honorato: “Fico muito agradecido  à CBJ, às Federações que aprovaram es­ sa  portaria.  Isso  aqui  é  a  dedicação  de  uma  vida  nossa  dentro  do  judô.  Não  é  porque  nós,  medalhistas  olímpicos,  pas­ samos  a  ser  Kôdanshas  através  dessa  portaria  que  a  gente  não  continue  estu­ dando, trabalhando pelo judô brasileiro. É  mais  uma  etapa  que  a  gente  está  cres­ cendo na nossa vida. E, para mim, aqui é  resultado  de  toda  minha  dedicação  ao  judô brasileiro.”  Tiago  Camilo:  “Me  sinto  muito  feliz  e  honrado  com  essa  graduação.  Nós,  atle­ tas, tivemos momentos de conquistas du­ rante  toda  nossa  vida,  nossa  carreira  e,  de forma muito merecida, estamos felizes,  porque  é  um  reconhecimento  por  toda  nossa  dedicação  ao  esporte  e  por  todo  o  impacto  que  extrapolam  nossas  conquis­ tas. É uma marca que ficará para todos os  atletas  que  trilharam  esse  caminho  que  nós  trilhamos.  Eles  verão  que  existe  um  reconhecimento  pós­carreira.  A  Confede­ ração  está  dando  esse  suporte  para  que  eles  continuem  trilhando  esse  caminho  dentro  do  esporte.  Agradeço  à  CBJ,  ao  professor  Ney  Wilson,  a  todos  os  presi­ dentes  de  Federação  que  apoiaram  essa  iniciativa,  ao  presidente  Silvio.  De  forma  merecida  os  atletas  foram  condecorados  com o 6º grau. Muito obrigado.”  Tibério Maribondo: “São 38 anos vestin­ do o quimono. 27 anos como faixa­preta.  E, sem dúvida, o meu melhor sonho não  seria como hoje, da forma como está sen­ do, estando ao lado dos nossos ídolos do  judô, medalhistas olímpicos e receber a  mesma graduação que eles, no mesmo  dia, na frente da seleção brasileira, do  presidente de CBJ, do professor Ney Wil­ son, de grandes amigos que a gente  construiu ao longo dessa caminhada no  judô brasileiro. Gostaria de parabenizar a  CBJ pela ação de valorização dos atletas  olímpicos e agradecer a Comissão Nacio­ nal de Graus pela homologação da minha  graduação. Vou me esforçar muito para  honrar a faixa que agora está na cintura.”


Por: Assessoria de Imprensa da CBJ

     A pandemia do novo coronavírus transfor­ mou  a  forma  como  enxergamos  o  mundo  e  nos apresentou novas possibilidades para fa­ zermos o que sempre fizemos, só que de um  jeito diferente. E é nesse novo contexto, com  seus  desafios  e  oportunidades,  que  a  Confe­ deração Brasileira de Judô promoveu, nos di­ as  18,  19  e  20  de  dezembro,  a  4ª  edição  do  Encontro  Nacional  de  Kôdanshas  do  Judô  brasileiro,  de  forma  totalmente  virtual,  unindo  tradição  e  inovação.  Todas  as  palestras  fo­ ram  transmitidas  ao  vivo  pelo  Canal  Brasil  Judô, no Youtube, e os participantes puderam  acompanhar  as  apresentações  de  forma  re­ mota e em segurança.         “Desde 2017, o encontro reúne os judo­ cas  mais  graduados  do  país  com  o  objetivo  de  reconhecer  e  enaltecer  aqueles  que  são  os  responsáveis  pela  difusão  dos  valores  educacionais e filosóficos do Judô”, ressalta o  presidente  da  CBJ,  Silvio  Acácio  Borges.  “Convidamos  todos  os  judocas  do  Brasil  a  acompanhar  as  palestras  e  prestigiar  esse  evento que já ficou consolidado no calendário  do Judô Brasileiro.”        A programação oficial começou com o ce­ rimonial  de  abertura,  na  sexta­feira,  18,  às  19h  (horário  de  Brasília).  Duas  palestras  fo­ ram realizadas para esse dia: “O histórico da  criação do grupo e encontro de kôdanshas” ­  por  Irisomar  Fernandes  Silva,  Kôdansha  6º  Dan;  e “O que é ser kôdansha” ­ por Oswal­ do Cupertino Simões Filho, Kôdansha 7º Dan.  76

          No  final  de  semana,  a  programação  foi  sempre pela manhã, das 9h às 11h30.         No sábado, 19, o professor Kodansha 9º  Dan,  Ney  de  Lucca  Mecking,  abriu  o  dia  fa­ lando  sobre  “Os  caminhos  do  Judô”.  Em  se­ guida,  Alexandre  Velly  Nunes,  Kôdansha  6º  Dan,  apresentou  o  tema  “Tradição  e  Evolu­ ção”  e  o  professor  Rodrigo  Motta  Guimarães  (6º Dan) falou sobre a “Qualidade total aplica­ da  ao  Judô”.  Fechando  o  dia,  o  coordenador  nacional de Kata, Rioiti Uchida (Kôdansha, 7º  Dan) apresentou o KOCHIKI­NO­KATA.         O último dia também foi recheado de atra­ ções  especiais.  Presidente  da  Federação  de  Judô  do  Espírito  Santo,  o  médico  Marcio  Al­ meida,  apresentou  o  tema  “Retomada  pós­ pandemia”;  e  o  dr.  Ítalo  Rachid  falou  sobre  “Longevidade saudável”. Para fechar, aconte­ ceu uma super mesa redonda com os profes­ sores Solange Pessoa (7º Dan), Tadao Nagai  (9º Dan) e Josmar Amaral (7º Dan), presiden­ te da FEGOJU.    No  primeiro  dia  do  encontro,  participação  do presidente do Instituto Kodokan do Ja­ pão       O primeiro dia do IV Encontro Nacional de  Kodanshas  do  Judô  Brasileiro  foi  prestigiado  por  diversas  autoridades  do  judô  nacional  e  mundial, entre elas, Haruki Uemura, presiden­ te  do  Instituto  Kodokan,  do  Japão,  berço  do  Judô  de  Jigoro  Kano.  O  campeão  olímpico  e  mundial  enviou,  gentilmente,  um  depoimento 


em vídeo  que  foi  exibido  na  abertura  do  En­ contro na noite de abertura do evento.              Uemura  iniciou  sua  fala  relembrando  as  dificuldades  enfrentadas  pelos  judocas  no  contexto da pandemia do novo coronavírus e  como os treinamentos no Kodokan foram im­ pactados, assim como os Jogos Olímpicos de  Tóquio  que,  pela  primeira  vez  na  história,  fo­ ram  adiados  em  um  ano.  Em  seguida,  ele  ressaltou  o  importante  papel  do  Kôdansha  nesse contexto.         “Ainda temos uma luta contra o coronaví­ rus.  Portanto,  neste  momento,  gostaria  que  os  Kôdanshas  fizessem  o  seu  melhor:  ensi­ nando o que foi aprendido nessa experiência  e  orientando  o  que  foi  cultivado  até  agora”,  disse. “Depois de se tornar um Kôdansha vo­ cê  deve  dar  o  exemplo  para  a  geração  mais  jovem. Aprenda o raciocínio das técnicas com  o  Kata;  planeje  aplicações  com  Randori;  ad­ quira  conhecimento  com  Palestra;  e  cultive  a  capacidade de pensar com Perguntas e Res­ postas.  Mostre  essa  prática  para  a  geração  mais jovem. Essa é uma lição do mestre Ka­ no.”  Paulo  Wanderley  Teixeira  e  Geraldo  Ber­ nardes são homenageados             Mantendo  a  tradição  de  homenagear  e  reunir  grandes  mestres  do  judô  brasileiro,  a  abertura foi marcada por momento de grande  emoção com a homenagem surpresa da Con­ federação Brasileira de Judô aos professores  Kôdanshas,  Paulo  Wanderley  Teixeira  (8º  Dan), presidente do Comitê Olímpico do Bra­ sil, e Geraldo Bernardes (9º Dan), técnico do  Instituto Reação e ex­técnico da seleção bra­ sileira.  Ambos  foram  agraciados  com  a  co­ menda  da  Ordem  do  Mérito  CBJ  2020,  honraria  destinada  a  pessoas  e  instituições  com reconhecidos serviços prestados ao judô  brasileiro.        “É com muita emoção que eu recebo essa  comenda. Ao longo dos meus anos e anos no  judô,  talvez  eu  não  seja  o  maior  merecedor,  outros  também  merecem.  Mas,  eu  fico  hoje  duplamente satisfeito, junto ao meu atleta que  começou comigo aos 14 anos, que fez um so­ nho meu tornar­se realidade, ver o Flavio ser  medalhista  olímpico.  Muito  obrigado,  eu  me  sinto  muito  honrado  e  não  vou  guardar.  Vou  mostrar  para  todos  com  muito  carinho  essa  comenda. Eu divido isso com as pessoas que  77

me alavancaram  e  fizeram  chegar  onde  che­ guei”,  agradeceu  o  Sensei  Geraldo  Bernar­ des,  que  recebeu  a  medalha  das  mãos  de  seu pupilo Flavio Canto junto aos seus alunos  no dojô do Instituto Reação.         Em seguida, em mais uma surpresa, foi a  vez de Paulo Wanderley receber sua comen­ da, igualmente das mãos de um de seus atle­ tas,  o  campeão  olímpico  e  diretor  geral  do  COB, Rogério Sampaio. Lisonjeado, ele dedi­ cou a honraria a todos que fizeram parte dos  seus  60  anos  de  judô,  citando  duas  pessoas  especiais nessa caminhada.         “Me sinto triplamente honrado por receber  essa comenda. O Geraldo foi um companhei­ ro no período que estive na seleção e foi uma  grata  surpresa  estar  ao  lado  dele  nessa  ho­ menagem.  Também  por  receber  do  Rogério  Sampaio. Com certeza, é mais do que eu es­ perava.  Estou  bastante  orgulhoso  de  receber  essa  comenda  da  CBJ”,  agradeceu  Paulo  Wanderley.  “São  centenas  de  pessoas  que  eu  teria  que  agradecer,  atletas,  professores,  árbitros. São 60 anos envolvidos com o judô,  48  anos  na  militância  do  esporte.  Mas,  tem  uma pessoa que merece a nossa reverência,  em se tratando de Kôdansha, que é o profes­ sor  José  Pereira  Silva  que,  aos  92  anos  de  idade,  continua  passando  seus  conhecimen­ tos. E, em referência aos atletas, gostaria de  citar  uma  atleta  que  foi  uma  referência  nos  primórdios  do  judô  brasileiro,  enfrentando  to­ das as dificuldades dos anos 70, 80 e é uma  mulher, que é a Soraia André”, completou.               “Fico  muito  orgulhos  de  poder  homena­ geá­los.  O  objetivo  era  trazer  para  esse  En­ contro  um  momento  de  valorização.  Os  três  homenageados  com  a  comenda  nesses  dois  anos  de  existência  são  Kôdanshas  com  uma  grande  contribuição  à  nossa  modalidade  no  nosso território e em qualquer parte do nosso  planeta”, concluiu o presidente da CBJ, Silvio  Acácio Borges.         A Comenda da Ordem do Mérito CBJ foi  instituída  em  2019  como  parte  das  celebra­ ções pelos 50 anos de fundação da Confede­ ração.  O  primeiro  a  recebê­la  foi  Chiaki  Ishii,  primeiro medalhista olímpico do judô brasilei­ ro, bronze em Munique 1972. A partir de ago­ ra,  ele  será  acompanhado  por  mais  dois  baluartes do judô nacional no seletíssimo gru­ po da Ordem do Mérito CBJ. 


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Simplesmente JUDÔ #12 - #TBT 2020  

Simplesmente JUDÔ, a revista digital do boletim OSOTOGARI

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