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Revista mensal

Edição #8 - ano2 - Maio-Junho /2010

Bauru

Virada Cultural Paulista Botucatu

Agulhas de fogo Aviação

Vôo da águia

Teatro

20 anos de “Atos & Cenas”

ensaio

Ana Cláudia Cruzatti


O Teatro em Lençóis Paulista já é uma realidade e será um marco na história da cidade!!!


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Câmara Jovem desperta novo sentimento de cidadania Nome: Alan Rener Andrade Camargo Colégio: Escola Philomena

Nome: Daniela Francisco de Carvalho Colégio: Escola Vera Braga

Nome: Débora Diana Dutra Colégio: Escola Rubens

Nome: Eloísa Alves Leite Colégio: Guiomar Fortunata

Fotos Vereadores Mirins: Roberto Faria

Borcat

Nome: Emily Dias Alves Colégio: Idalina Canova de Barros

No mundo político a cidadania vai se alastrando como uma grande raíz. Isso é a Câmara Jovem, regada pela democracia brasileira e pela atual legislação da Câmara Municipal de Lençóis Paulista. Como não dizer, novamente, que é um marco na política lençoense. Bel Lorenzetti, prefeita municipal, reconheceu isso. A Câmara Jovem, formada por alunos das escolas da cidade representa uma mudança na forma de ver a política. Não que os preconceitos vão terminar. A corrupção é algo muito presente na cabeça do eleitor. Mas, o projeto da margem para que a esperança floresça. Uma das vereadoras mirins, não teve nem o apoio dos pais para a empreitada, mas sonha, dentro de seu mundo adolescente, transformar o que pensa, em realidade palpável à população. O que poderiam pensar pais que não acreditam em nosso futuro, em nossa juventude? Não dá para medir, de forma alguma. Um país que oferece pouco ao seu povo, um assistencialismo que beira a mendicância. Então, como acreditar? E é justamente isso que pensam esses pais. E também é assim em grande parte do país. Gente que perdeu as esperanças naqueles que deveriam defender os interesses da população: os políticos. Tudo bem, não dá para generalizar. Alguns, fazem tudo o que podem pela população, lutam por interesses comuns. Mas nem sempre conseguem seus intentos. Em Lençóis Paulista não é diferente. Imagine uma adolescente que quer mudar sua realidade, encontrar resistência dentro de seu próprio lar? Não é fácil. Por isso a atitude de estabelecer a Câmara Jovem deve ser apreciada. A cidadania e a dignidade contam nesse processo. Não pensem que mudanças extraordinárias acontecerão nessa gestão e que grandes transformações estarão em pauta. Na verdade, a transformação acontece gradualmente. Mas, se não houver o primeiro passo, aí sim, a coisa desanda. As próximas eleições tendem a renovar os representantes do Legislativo, pelo menos no que depender de Ismael de Assis Carlos. Como presidente da Câmara, Formigão criou a Câmara Jovem em Lençóis Paulista e trabalha para que novas opções de representantes surjam na cidade. Fato interessante é o de mulheres se interessarem mais pela política do que homens, o que nesta gestão da Câmara Jovem está muito evidente. Não dá pra saber se foi o exemplo da eleição de Bel Lorenzetti que despertou essa atitude nas adolescentes, ou se esse é um ciclo natural. O que podemos esperar mesmo é que, independende de quem sejam, que esses adolescentes não percam do foco o que realmente é ser um representante do povo. Billy Mao

Nome: Iara Luana Carlos Colégio: Escola Dr. Paulo Zillo

Nome: Jonata Dias Quinato Colégio: Escola Antonieta

Nome: Lais C.Coneglian Colégio: Escola Lina Bosi Canova

Nome: Larissa de Souza Colégio: Colégio Francisco Garrido

Nome: Vitor Hugo Lopes da Silva Colégio: Colégio São José


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Fotos: Billy Mao

A edição número 8 da megazzine chega com matérias exclusivas. A principal delas é a cobertura da Virada Cultural Paulista, produzida pela dupla Helder e Diego, em Bauru. Mas megazzine não fica só nisso não: temos fotos fantásticas da Etapa Paulista de Motocross, em Borebi, evento totalmente apoiado pelo prefeito Carlos Vaca e sua equipe da diretoria de Esportes. Outra matéria importante trata dos vinte anos do Grupo Teatral “Atos & Cenas”, sua tragetória e personagens. De Botucatu a megazzine traz uma matéria sobre tatuagens, em uma entrevista bem descontraída. Marcelo Domingues, tatuado,r conta como começou nessa arte e de sua passagem para o profissionalismo. Ao lado você pode conferir a turma que gosta de viver nas alturas. Entre um vôo e outro, uma boa conversa no hangar de Mário Silvio Batistella, entre os aviadores apaixonados pelo sonho de estar no ar. Nos ensaios, a novidade continua, e nessa edição temos a gatíssima de Santa Cruz do Rio Pardo, Ana Cláudia Cruzatti e as irmãs adolescentes Letícia e Ana Flávia Dutra, que retratam os gostos e um pouco do quadro teen lençoense. Não esquecendo a cidadania, Megazzine mostra quem são os vereadores Mirins eleitos para a gestão 2010. Enfim, matérias para todos os gostos e leitura de boa qualidade, com entretenimento. Ou seja, uma megazzine feita com todo cuidado para o seu leitor. Aprecie sem nenhuma moderação!

megazzine é uma publicação independente, de circulação regional (Lençóis Paulista, Areiópolis, São Manoel, Botucatu. Borebi, Agudos, Bauru, Macatuba, Pederneiras). QUEM FAZ A MEGAZZINE: Billy Mao (mtb 39650) - Editor, diagramação, fotografias e vendas; Tânia Morbi - jornalista (mtb 52196) colabora na revisão; Diego Cesario e Helder Aguiar colaboram com as matérias especiais.

CONTATOS COM A MEGAZZINE: (14) 9104.6460 ou 9664-3297. E-mail: megazzine@gmail.com; Twitter: http:// twitter.com/megazzine. Também megazzine online: http://www. revistamegazzine.blogspot.com megazzine conta com apoios culturais em forma de anúncios em suas páginas. Edição número 8 do ano 2. Maio/Junho de 2010.

Mário caminha em seu hangar no Aeródromo Municipal no fim da tarde de um domingo. “Aqui somos como uma grande família” afima o empresário enquanto empurra um avião para o hangar

O vôo da águia

Billy Mao O sonho de ganhar os céus já existia nas asas de cera de Ícaro, na antiga Grécia. Sonho que migrou, rumo ao sol das idéias, e se tornou realidade. Lençóis Paulista, desde seu povoamento também sonhava. Depois da “pista” construída por um alemão na região, que chamavam de ‘Raia’, teve também a de Santa Rita, inaugurada em 1951 para atender os desígnios do então deputado Geraldo Pereira de Barros, que entre outras coisas, agia como governador do interior. Hoje nossa realidade é totalmente diferente, tecnológica, “adiantada”, mas não fosse a paixão de poucos nada teria acontecido. Mário Silvio Baptistela e seu irmão Adilson Baptistella são desses que não abandonam uma idéia assim tão facilmente. Com recursos de suas empresas, construíram o melhor hangar do Aeródromo Municipal, onde amparam uma dezena de aeronaves atualmente. Nesse contexto, guardam histórias variadas sobre a aviação. Desde muito pequenos acompanham a tragetória aérea de Lençóis Paulista. Amigos próximos de José Ângelo Simioni, que elevou o nome da cidade no âmbito aéreo, não deixaram por nenhum instante a aviação. A história mais verídica e humorística que contam é a de que saíram de Botucatu com um avião Paulistinha e foram acompanhados até Lençóis pelo ônibus da empresa Expresso de Prata, que anda a, mais ou menos, 90 km por hora, ou seja, o Paulistinha não voava nada. Histórias, teriam inúmeras, um quase sem fim, com Zé Angelo, o maior incentivador. Aeronautas que residiram ou passaram por Lençóis podem dizer. O que conta na verdade é ver numa tarde de domingo, um domingo comum, sem churrasco, sem comemoração especial, pessoas reunidas, conversando e mantendo a história da aviação lençoense viva. A cada vôo, a cada dia... Ademir Rebellato é um lençoense aventureiro, depois de milhares saltos de paraquedas, ele quer mais. Recentemente adquiriu uma asa voadora. Ademir é especialista em saltos noturnos, em que produz nos céus efeitos de iluminação com fogos de artifício. Patrica seus saltos desde 1995. Um Track (asa delta com motor), para fazer seus vôos e planejar seu futuro como aventureiro. Entre seus saltos está o realizado em Curitiba, ao lado do também aventureiro, Paulo Assís, de Bauru. Para Ade-

mir, estar nos céus é como estar no paraíso, não o da colina, mas o do Todo poderoso. Marcos Paccola, o Marquinho Japonês, é quem garante toda a segurança. Em terra, ele faz a manutençaão necessária para os vôos. Adepto da segurança extrema, não perde o bom humor, sempre apronta uma para os passageiros de primeira viagem. É isso, Lençóis Paulista em sintonia fina com a aviação mundial. Zé Angelo aplaude, de onde estiver.

Pilotos da cidade posam para a fotografia, juntos ao Monsenhor Carlos e Pe. Silvano na revoada sobre Lençóis Paulista, no Cerco de Jericó Arquivo Pessoal

Ademir participa, em Curitiba, de salto acrobático aéreo, junto à equipe de Paulo Assis, de Bauru

Marquinhos Japonês dando uma geral no Ultraleve, antes de um sobrevôo pela cidade de Lençóis Paulista. Segurança, sempre.


BillyMao

5 Etapa Paulista coloca Borebi no Circuito Nacional de motocross; além do esporte, entretenimento e diversão para a população borebiense.

Borebi nas alturas Borebi sediou a 1ª Etapa Circuito Interior Paulista de Motocross no dia 17 de maio. O evento foi organizado pela Eterno Promoções e Eventos, sob a direção de Marcelo Roncada, em parceria com a Prefeitura. Reginaldo Cesar Martins, diretor de Esportes de Borebi não mediu esforços para que a Etapa Paulista acontecesse. Na pista municipal de Motocross os motores roncaram e a platéia gostou. Na categoria MX 250 cilindradas o campeão foi o piloto Pit Bull, de Bauru. Na categoria Motos Nacionais, quem levou a premiação foi o piloto Didão, de Jau, que recebeu seu troféu das mãos do prefeito Antonio Carlos Vaca. Um pouco de história - O Motocross é um esporte de adrenalina. Uma corrida de velocidade em circuito fechado, sobre terreno acidentado com buracos, saltos, inclinações, curvas e obstáculos dos mais diversos tipos, é praticamente uma arte - a arte do motocross. Foi na Inglaterra que a pacata moda de passear pelo campo, andar entre árvores e pelo leito dos riachos acabou gerando competições acirradas e radicais. Nessa primeira fase, as provas eram pontuadas de acordo com o número de faltas cometidas pelos concorrentes em trechos controlados por fiscais. Isso ainda não era motocross: parecia mais uma prova de regularidade. Insatisfeitos, os ingleses colocaram novas regras no jogo. O percurso passou a ser totalmente delimitado, transformando-se num circuito fechado e protegido do público. Uma vez lá dentro, salve-se quem puder. Ganha o mais rápido. Essa nova modalidade foi chamada de scramble, e por muito tempo foi dominada pelos ingleses. A partir de 1920, quando começou a ser conhecido na Holanda e Bélgica, é que o esporte ganhou o nome de motocross. No princípio, o cross era praticado com máquinas inglesas derivadas das motos de turismo de série, mas muito rapidamente se percebeu que embora modificadas, essas motos ainda eram muito pesadas e pouco ágeis. Foi o piloto inglês Brian Stonebridge quem construiu a primeira motocicleta específica para a modalidade, a partir de um motor de 197 cm3. Mais tarde esse motor teve a sua cilindrada aumentada para 250 cm3 e para 500 cm3. A primeira competição internacional foi na França, em 1939, mas por muito tempo o motocross não seria reconhecido internacionalmente como esporte. Só em 1952 foi declarado oficialmente o primeiro campeão da Europa, na única categoria disputada: a de 500 cm3. O campeão foi o belga Victor Leloup, com uma FN, também belga, que junto com as Gillet e as Sarolea era uma das principais motos usadas nos campeonatos. (Fonte: Enciclopédia do Enduro)


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Ana Cláudia Cruzatti

Quem a vê pela primeira vez, se encanta. Ana é uma garota meiga, apaixonada. Parece sentir, de verdade, cada instante de sua vida. Essa geminiana de 18 anos é apaixonada também pela família, que é prioridade em sua vida. Quando tem tempo livre gosta de viajar e conhecer novos lugares. Guarda desde criança a gostosa sensação de ter entrado em um palco para dançar. E dança com a vida. Mas Ana não fica só nisso. A moça gosta de uma boa conversa e adora fotografia, não apenas posar para, mas clicar realmente, procurar ângulos e uma boa luz. Outra coisa, a garota não entra numa saia justa facilmente. Boa de argumento, acaba driblando uma situação. Talvez, por isso, escolheu cursar Publicidade e Propaganga. Fotos: Billy Mao


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Letícia e Ana Flávia Dutra

Neste ensaio megazzine traz as duas irmãs Letícia e Ana Flávia Dutra. O cenário foi o Parque Paradão, próximo ao centro da cidade. As garotas têm gostos um pouco parecidos. Adolescentes que são, o que mais agrada às duas é a navegação na internet. Letícia sonha conhecer París. Diz que imagina o lugar como encantado. Já Ana Flávia, gosta mesmo é de animais. Tem um cavalo chamado Chaparral e quer ser veterinária. “Acho os bichinhos muito fofinhos, gosto de cuidar deles”, afirma.

Desenho é o forte de Letícia, passa horas e horas com o lápis na mão transformando traços. Sua meta é ser engenheira aeronáutica. As duas estudam no colégio Virgílio Capoani e encontram na mãe o amparo diário. Brigas entre elas, que nada! Um desentendimentozinho aqui outro ali, mas nada que fuja ao normal. O que agrada também a dupla são fotografias. Posar para foto está entre as preferências das garotas. Fotos: Billy Mao.


24 h de muito som,

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Terceira edição da Virada Cultural presenteou Bauru e região com um espetáculo de organização e diversas manifestações artísticas. No final de semana do dia 22 e 23 de maio os bauruenses puderam curtir a terceira edição da Virada Cultural Paulista na cidade. O projeto do Governo Estadual Paulista, inspirado no sucesso da experiência desenvolvida na cidade de São Paulo, trouxe atrações musicais, intervenções artísticas ue parqda e oficinas o n an ou meç ow da b nda, . o . . c A , a b ÉGI /05 o sh IA R ado, 22 s, com Dogs. A nk-rock R Ó T u a l VI O sáb 8 hor Devi de p do cine NO a 1 r y t u s t h i à s s g vl égia e Almi uma mi pitada , o “De e R a i e h r o z Vitó uense T 003, fe f music iro disc priedad 2 o r e r r u u p m m s i a b ada e com pr muita ulista. a. u e form nos 70 . Com s iu com ltural Pa a Públic r r a a dos e horro iou e ab irada Cu da bandTV) na c e d d z V r ma ”, incen ção da foi a ve 009 (M uxe o m 2 i dogsceira ed eguida, o VMB blica tro mo nu d m o s ú r a e P r Em cedo vo, a isco “C dos pa m at n rnati o d ll ses e e o v r d and e Alte ma uen gun cha Gaú ria Rock seu se O rockos baur com u ca. o o tegoório de m fim”uentou Mesm ow o v qui. t h u e q r s e pe sem u e es cidad is do nossa “Pra e filmlevantofria na a, depou com show, isas s co so e do uc a p noit voz ro converiência a das Paua um e e a Metz xper foi um m São no o s e viro Pedro obre a tante, orar e orand tanil sta falou s impor indo m está m impor u o i v e o s pe eé muit ou ter a gent os mai ente v ws. g sho z e d i s l a u i ó n viab ês q m ada éu s ndo que z um mvento na pas os ve tem a e m ia” lo, f do. O a sema e vira p a r e Esta qui. N capital al”. o T a da ére n t s o s i e E t c a “ nto nsa eve cho se band A Eu a

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lúdicas gratuitamente para a população. Neste ano, o foco foi a cidade. A idéia é que as pessoas possam curtir e redescobrir o lugar onde vivem, valorizando os seus espaços e percebendo o seu potencial. É mais um estímulo para que os cidadãos se sintam parte e contribuam para a ma is d vida cultural do seu mupal c ec nicípio. Los o cominco a dos Herm gran nos d me pont anos edes a e car lod os Au rtist reir a b ias and ro altos toramas na a e já púb a mâ da as cion di t ban lico. eve unticas noite . A ba ais, cvidiu E , semda, m de ma id e um alemnda foomo anu ter éia e n ciê min qu rock de t i um n tes nci r pes cia e de g ou qu ado pe surp meló azer i c s e r o r o o e a n l s e dic s sem as podógica sol p oltar to do ndeu o, e n i a ela a b sho o s tes eri que ra par se c ou aam le o e refor alões w, a ç u v v q com ue. ltivemté me ar pa ento ar a ccom O r s cre o surg voc ali m mo, a suapreviaonst a con aria d iu a id lista esmo deixars casa. As e J é s c C te e ienti ultu ia: “H osiel no gr com s as z r ouv Ru ama que a a t ç a d “M s il A l. Age ão, de e São e uma mont do d o que nos nte fala Pau pr é co ” de seria , que tem u r sobr lo de via da nta l g e f h os g irassoegal e ala da ma m o me aver Sen um ú io l i e c s ras sóispara q her o ternid ica qu ambi a s e u a e pud e q bal de c na ba nda E com essemuandoões co , e achhama de d enc esp ele m s am flo e Bauruerrou o írito de rir ”. s estoementos ura es con está seu um sse m sho E a no bem r show e sciênc w d ite i e m a p e ap con resen ostro ecoló u roxi tinu t g mad ou s ada mu que a ica, ame urpr sica cidante eend lmen uma end te. hor o, em ae mei a,

ERROV IÁRIA. .. Bauru A estação setem foi inaugura ferroviária b d aband ro de 1906 a no dia 2 de onada 7 . Hoje , ra Mu a esta de nicipal mas alguns ção p sede d o pode da cidade p rojetos tram a itam n e s t a r Legis ra que a cidade O prédio já lativo e Judic a estação Câmat , princ iá orne-s f o r i io p . alco de ferênc ipalme e ia m São Pa por estar nte na imigr uitas conq lo u a u ultima lo. A estaç calizado no ção, e se to istas da ão é u mente r c nou re e n t ro que m m erece. não vinha se a relíquia do estado na cid de das pr A Secr ndo tr a e a in projet cipais ince taria de Cult tada com o de, mas o. u ntivad r oras d ra municipa espeito a l U r e m v italizaç é umas a das no Rod p ão do Ferrov rigo Agostin rimeiras pro ho foi iário. H vidênc a reina aureos ias do oje, o u pulaçã da cidade de museu agre guração do goverga o M B Cultur todos os dia auru, e têm peças dos useu tempo al é um s da se visitas s hall pr aberta evento mana. in s pista d cipal da es que agrega Mas como a à potação a e danç se tran trações mu Virada a. sic sformo u em ais, o

Em Bauru, foram 45 atrações, divididas em sete ambientes culturais. No palco principal, no parque Vitória Régia aconteceu a maioria dos shows e manifestações culturais. Nossa equipe de reportagem se dedicou inteiramente às 24 horas de atrações e nas próximas linhas o leitor poderá vivenciar um pouco das inúmeras sensações desse incrínte vel final de semana. lme as a u t pon blem alco ns pro smo e p o me un tá algu ntro ido há ram ali que es e r m Rigo s dev afina anda a co aje aite, ma ntes se nte, a b continu gente r t l o U ia no tegra etriza anos, as. “A ann e l n à m m, os i eçou. E e vinte divertidemocio am o t d s s s É m s no w co á mai e letra reter. des go o ah t a o h n d s e o trad elerad a de si ae s t as a na e itmo ac r e gos de tod Roger. a galer e r a r m s seu de toc pessoa ocalista diverti aulo, ti na v a P a gost ber que ”, diz o tinuou o São rce. Qu

d n te sa sso somnda co o hino anda toes hits, ao o b r a n a A b m toc ista da grand era foi u do cal gal bro eus ue saio ue o vo m dos s aia”, a relem Zen e r q até tebol cou u sua p banda o Led a o m e u de f banda t invadir o bis, a roll”, co ou sobr uln l s C a d a o á f do s vam final, j ock an bém irada ão V r “ Nóio e, ao es do “ ger tam para a gente, n o, o u r í R m r a l viã . o u de es n ones a Ba para do de a nça, d a r n s m a a a a t a l gr n e R e vo ta é c ão an de av d li ppe riência r paulis as eu n e a ida . as ” o m expe. “Interi não, m confor o Paulo Régia, m ra , l ã a tura magogi ez mais ior de S Vitória o emb r v im é deo cada no inte inou noso próx . s r u ã m ent ro toca ite ter am, no e Baur Às A no o parar viária d prefi duas ã o r n r rações ção fe da manhã a t começou o som as a na est é com o Dj bauruense que por

Fer Siqueira, passando Dj’s de todo o Brasil. O mais interessante é que a noite contou com a Os Vj`s Vinicius Luz e Edgard atrações da casa. Em uma parceria com ra orSalmen fazem o Projeto Out Produções, a Secretaria de Cultu dj’s ganizou um line-up ( programação dos Multimídia Vídeo Mapping ,a outra deu não E ). noite na am tocar que com intervenções na cidade. s ônico eletr sons os ndo curti galera ficou Fotos do Projeto de Luis até o meio dia. Germano Pinelli Uma das atrações foi o DJ bauruense rs. Bruno Criscuolo, conhecido como Dj Loke cone os amig os com tocar de fato Sobre o fação terrâneos ele conta: “Foi muita satis ior ver bauruenses e pessoas de todo inter Acho curtindo conosco a Virada Cultural. e como que falo em nome de todos, como dj mo. A pessoa que foi curtir, que achei o máxi ferestação ferroviária ficou lotada e a pista tuniveu o tempo todo. Foi uma ótima opor sons e dade para nós dj’s mostrarmos nossos os”. ecê-l conh es para os bauruens de Uma das novidades foi a intervenção en e Vivídeo mapping que os Vj’s Edgar Salm prédio. O nicius Luz fizeram na arquitetura do baterias a, mídi multi tores proje a projeto utiliz A dupla automotivas e inversores de energia. ntos e sai pelas cidades procurando monume mostrar de to intui com nicos itetô arqu s traço que muios prédios e monumentos públicos causar tas vezes não são notados e, com isso, Edgar ico. ilusão de ótica e divertimento ao públ fica para Salmen define bem o que a arte signi vezes, Às fácil. foi a nunc co artísti ado ele: “O merc s. forte ser que s temo Mas tir. você pensa em desis ao sol”. Só os que insistem conquistam um lugar


Arquivo pessoal

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Trabalhos de Marina Zumi podem ser vistos pelos muros da capital paulista. A artista viaja entre a natureza, sua paixão, grafismos e psicodelia em seu grafites

Quase que simultaneamente aos shows, rolavam duas atrações logo após a apresentação da banda Pública. Em frente ao palco principal, os expectadores puderam ver uma bela apresentação de dança com bastões de fogo. O Liê Cultural é um grupo de Bauru, formado por artistas com habilidades múltiplas, como dançarinos, malabaristas e acrobatas. Enquanto isso, no anfiteatro do parque, artistas plásticos faziam intervenções de grafi-

te que também impressionaram os presentes. Marina Zumi, a cima, faz parte do Coletivo 132, grupo formado na cidade de São Paulo, que está em plena atividade cultural. Marina veio da Argentina para dar o seu toque feminino ao coletivo de artistas e já está há um ano morando em São Paulo. Em entrevista, Marina traça um paralelo entre a diferença cultural dos dois países e fala sobre as mulheres no grafite: “Bueno, a cena da Argentina é um pouco me-

nor do que no Brasil. Na real, começou nos anos 70 e 80 e haviam poucas pessoas, podíamos contar com os dedos”. Sobre as mulheres no grafite diz: “Eu acho que é assim, quando o trampo é verdadeiro, não importa se é de homem ou mulher, vai sair de um jeito verdadeiro e de alma, então não importa o sexo de quem faça. E cada vez aparecem novas minas, e isso é da hora”. Os trabalhos de Zumi estão no endereço: www.flickr.com/photos/_zumi_

intervenções e muita gente se divertindo Fotos: Helder Aguiar

DOMINGO DE SOL... E não acabou por aí, voltando ao parque Vitória Régia no domingo ensolarado, foi o samba que animou os persistentes bauruenses que lotaram e fizeram a festa do domingo no parque. A criançada pode curtir com brincadeiras supervisionadas por monitores da secretaria de Cultura do Estado, enquanto rolavam os shows impecáveis. O grupo Demônios da Garoa subiu ao palco às 15h30 pontualmente e agradou a todas as idades. O conjunto musical mais antigo em atividade do Brasil fez a galera balançar com o legítimo samba paulistano. O grupo já vendeu mais de dez milhões de cópias durante a carreira e sua marca registrada é o bom humor. Ricardo, vocalista e um dos mais novos da banda, em entrevista à equipe da megazzine falou sobre a Virada Cultural e revelou: “ Vamos fazer o possível para gravar nosso DVD aqui em Bauru, o astral do show foi ótimo e se possível estaremos aqui mais vezes”. Quando a banda cantou um dos seus maiores sucesso “Trem das Onze” a galera foi ao delírio e cantou juntou com a banda, que em seguida se despediu e foi muito aplaudida. Logo após, continuando com o samba, foi a vez de Diogo Nogueira. Carioca e filho de um dos maiores intérpretes da música brasileira, João Nogueira colocou o samba carioca em evidência. O cantor, além de sucessos de seu novo álbum “To fazendo a minha parte”, cantou sucessos do pai e sambas enredos de antigos carnavais do Rio de Janeiro. Diogo ficou no palco durante quase duas horas e foi um dos melhores shows da Virada Cultural Paulista. E a terceira edição da Virada em Bauru foi um grande sucesso. Artistas revelações e já consagrados fizeram a alegria da população de Bauru e toda a região. O incentivo do Governo de São Paulo nesta iniciativa é de se respeitar. Muito bem estruturado e com uma organização perfeita. Cumprindo as 24 horas de eventos culturais, o público se despediu e já espera o próximo ano. Com uma mistura de samba paulistano e carioca, as atrações se encerarram por volta das 19h. De acordo com a Polícia Militar, nenhuma ocorrência grave foi registrada, apenas a sujeira de garrafas de plásticos e vidro, e muitas bitucas de cigarro deu muito trabalho para o pessoal da limpeza. O balanço geral foi positivo em todas as questões. Reportagem especial: Helder Fernandes de Aguiar Filho Diego Cesário


Fotos: Maria Clara de Oliveira

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20 anos de Atos, Cenas e muita coragem

Lençóis Paulista nunca foi uma cidade de apenas alguma coisa, e sim de muitas coisas. Princesinha dos Canaviais, Cidade do Livro (título tomado pela cidade de Parati). Usando essa “alguma coisa”, temos cidades como: Ibitinga, a cidade do bordado; Holambra, a cidade das flôres, e Macatuba, rumo a ser a cidade patriótica. Enfim, se esses bordões acompanham aquilo que a cidade tem de melhor, Lençóis poderia, hoje, ser chamada a cidade do teatro. O título acima remete ao seguinte: primeira cena: um grupo de adolescentes dispostos a conquistar o mundo da forma que lhes fosse possível. O melhor caminho? O teatro. Uma reunião nas escadas da Concha Acústica deu o pontapé inicial à essa

história que ganhou o Brasil. Um pequeno grupo de deslumbrados se reunia também na casa da Cláudia (Christian, da Casa da Cultura), que foi a pessoa que esteve em todos os momentos, desde o princípio. O grupo tinha como espelho o teatro UBG e outros grandes nomes. Mas a paixão e o entusiasmo, beirando a chatice quem tinha era Nilceu Bernardo, peça chave nessa evolução que tomou a frente do sonho. A briga institucional para as apresentações não era assim tão simples. Quem, há 20 anos, queria um teatro forte na cidade? Quem pensaria um teatro (no sentido estrutural da coisa)? Pouquíssimas pessoas. Para garantir seu objetivo, Nilceu buscou conhecimento na capital paulista, se aprimorou, se formou, se instruiu. Novas safras de atores foram se formando durante a tragetória do Atos&Cenas. Gente boa, potenciais que continuam atuando. Não seria possível mensurar a quantidade de pessoas que fizeram parte desse sonho, muito menos, citar nomes. Ao ser indagado, durante as comemorações de aniversário, sobre o que era para mim o AC, a única coisa que me veio à mente, saindo da memória foi a coragem. Digo isso pela quebra de preconceitos, pela valorização da arte, pelo enfrentamento da educação

cultural, pela valorização do sonho de cada um. Comemorar 20 anos de Atos & Cenas é mais que aniversário. Vivemos à sombra da obra de Orígenes Lessa há muito tempo. Quantos escritores estiveram aqui por conta disso? Deveríamos, sim, reverenciar o teatro de nossa cidade, que lota Concha Acústica, que lota Casa da Cultura, que lotará o Bregão, se for o caso. E aí, valorizar outras artes, todas as que a cidade produz. O teatro se tornou parte de nossa cultura, parte de nosso dia-a-dia. Assim, porque não, a partir de, daqui a pouco, Lençóis Paulista não ser conhecida como a Cidade do Teatro. Tenho certeza, Shakespeare iria adorar. (BM)

A agulha nervosa de Marcelo Domingues

O pintor de telas corporais se prepara para sua primeira competição de tatuagem Diego Cesario - Mega Botucatu Com apenas dois anos de trabalho como tatuador, o bem humorado artista Marcelo Domingues vai para sua primeira feira competitiva. Alternando-se entre Botucatu e Areiópolis, Marcelo, que também é músico, tem a agenda apertada e deu essa entrevista a Megazzine enquanto o barulho de sua “agulha nervosa” criava mais um trabalho na pele de um cliente.

Daniel Nogueira Tancler

Megazzine- Tem algum tipo de tatuagem que você não gosta de fazer? Eu detesto fazer borboletas! Já nem lembro quantas eu tive que fazer e odeio esse desenho, mas, a partir do momento que eu fecho com um cliente, eu dou meu melhor pra ficar legal. Se começo, tem que ficar bem feito, mesmo porque, não dá pra recusar trabalho pelo meu gosto.

Megazzine- Quando você se interessou por tatuagem? Eu já trabalhava com desenho e quando fui fazer minha primeira tatuagem (uma guitarra em seu braço esquerdo) me interessei pelos trabalhos. Perguntei se o tatuador dava curso e comecei a treinar com ele. Ai não parei até hoje. Megazzine- Você tem idéia de quantas tatuagens já fez? Já perdi a conta! (risos) A última vez que eu contei tinha mais de 1.500, mas isso já faz tempo. É difícil contar porque algumas acabam se juntando e eu conto como uma só. Eu faço, em média, cinco ou seis trabalhos por dia. Dá pra tirar uma linha de quantas já rolaram, mais ou menos. Megazzine- E em você mesmo, quantas já fez? Já fiz quatro, mas quero fazer mais! A sensação de fazer um trabalho em si mesmo é bem louca, é outro peso na mão e outra medida de proporção, bem diferente de fazer em outra pessoa. É como se fosse outro tipo de tela. Ainda tenho que acabar algumas mas, como o tempo é muito corrido, tatuo o pessoal e não tenho tempo de fazer em mim mesmo. Megazzine- Essa é a primeira convenção que você vai participar? É a primeira sim. São três dias, em outubro, e eu

Megazzine- A gente sempre escuta histórias sobre as formas de pagamento “diferentes” que são propostas aos tatuadores. Você já passou por isso? Algumas vezes!(risos) Já tentaram me pagar com sexo, tanto mulheres quanto homens! Mas eu nunca aceitei, acho que seriedade e profissionalismo têm que ser em tempo integral.

Marcelo Domingues durante sessão de tatuagem em seu ateliê

vou participar de algumas categorias como realismo, realismo em preto e branco, Freestyle e outras. Mas, o mais legal desses eventos é que agente não vai só pela competição e prêmios, e sim, pelo intercâmbio com outros tatuadores. Dá pra aprender técnicas e estilos novos e aplicar no meu trabalho. Megazzine- Qual a tatuagem mais “bizarra” que você já fez? Já fiz muita tatuagem estranha e em lugares estranhos, como uma pimenta pegando fogo na genital de uma garota (ressalto aqui que, por motivos óbvios, não serei tão específico quanto ele foi). Já fiz também uma barata esmagada com uma bandeira branca na mão na sola do pé de um cara. Mas a tatuagem é uma coisa muito pessoal, não dá pra criticar, cada um faz o que quer expressar.

Megazzine- Você acha que ainda tem muita discriminação com os tatuados? Melhorou muito, mas ainda tem preconceito sim. Eu mesmo já sofri com isso. Uma vez, logo quando eu comecei a tatuar, estava na fila da padaria e uma daquelas senhoras religiosas disse que eu iria pro inferno por causa das minhas tatuagens. Eu, com meu bom humor habitual, respondi que se eu fosse mesmo pro inferno levaria umas 200 almas comigo, já que sou tatuador. (risos) Megazzine- Você tem alguma dica pra quem vai fazer sua primeira tatuagem? A dica é pensar muito bem antes de fazer e conhecer o “trampo” do tatuador para não se arrepender. Tem que lembrar que é uma coisa permanente e não é fácil, nem barato para tirar. De resto é fazer mesmo! A sensação de fazer uma tatuagem só sabe quem fez. A tatuagem é muito pessoal, é arte que expressa a personalidade literalmente na pele.


Rachid comemora aniversário entre amigos O Rachid do mercadinho, da São João em Lençóis Paulista, comemorou seu aniversário de 50 anos com muita festa em sua chácara no dia 5 de Junho junto aos amigos e familiares que saborearam um delicioso churrasco. A baixíssima temperatura na região das Quatro Quedas não impediu a diversão. Claro que muita gente preferiu ficar perto da lareira, que aqueceu a sala e todo o ambiênte interno do rancho. Na varanda uma cerveja geladinha para acompanhar o frio. E no embalo da festa, não faltou o joguinho de Truco, para esquentar os ânimos. Sãopaulino de coração, Rachid recebeu seus convidados muito feliz. Na hora de cortar o bolo, adivinhem, o símpolo do time estava por todo o lugar. Da lhes São Paulo!!! Confira os flashs da Megazzine!

A REvista Megazzine parabeniza Macatuba, sua administração e população por seu aniversário!


Revista mensal

Edição #8 - ano2 - Maio-Junho /2010

Botucatu

Agulhas de fogo Aviação

ensaio

Letícia e Ana Flávia Dutra

Vôo da águia

Teatro

20 anos de “Atos & Cenas”

Bauru

Virada Cultural Paulista


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