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AS GARRAFAS SIBILANTES
Huántar.
Embora ainda se desconheçam o uso e o significado social e cultural que tiveram as garrafas sibilantes, deduz-se, pela variedade.de suas formas escultóricas, que podem ter sido oferendas sem nenhum uso prático ou, o que é mais provável, um instrumento sonoro utilizado em alguns ritos ou cerimônias.
1. Personagem tocandoantara. Virjí. 2. Personagem cadavérico, cerâmica. Moche.
3. Lobo-marinho. Huaura. 4. Lobo'marinho, cerâmica. Chancay.
Mais do que instrumentos musicais, as garrafas sibilantes são instrumentos sonoro-hidráulicos. Sua construção está relacionada com conhecimentos de hidráulica e de acústica, cuja máxima expressão poderia ser o sistema sonoro-hidráulico do templo de Chavín
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OS IDIÕFONOS DO NORTE
Os idiófonos dessa área do antigo Peru se caracterizam pela variedade de formas e pela gama de seus materiais.
Outros idiófonos - algumas soalhas de metal ou de cerâmica, tumis ou copos-soalhas - indubitavelmente se vinculam a ritos ou cerimônias.
As altas classes sociais, principalmente, para combinar com som seus movimentos, lançaram mão dos idiófonos: penduraram pequenas lâmjnas em algumas de suas vestimentas e se enfeitaram com peitorais, alfinetes, braceletes, tornozeleiras, cetros, etc., que produziam sons suaves.
Na guerra, o chalchalcha foi o idiófono estridente empregado simultaneamente com gritos e ruídos de outros instrumentos para que, com seus estrondos, gerassem terror no inimigo; a mesma finalidade tiveram os enormes tumi-soalhas que, além do mais, eram empregados para degolar os adversários.
1. Copo-soalha, cerâmica. Moche. 2. Prato-soalha, cerâmica. Cajamarca. 3. Chalchalcha, soalha, cobre. Moche. 4. Matraca, cerâmica. Moche. 5. Bastão-soalha de ritmo, madeira. Chimú. 6. Guisos, cobre. Costa Norte.
7. Guiso, prata. Costa Norte. 8. Guisos de entrechoque, cobre. Vicús. 9. Cones de entrechoque, cobre. Vicús (7 cones). 10. Copos de entrechoque, cobre. Costa Norte. 11. Copo-soalha, cerâmica. Moche.
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IDIÕFONOS DO CENTRO E DO SUL
No antigo Peru, os idiófonos que mais abundam, comuns a todas as culturas, são as soalhas de cerâmica. Porém, observamos que os idiófonos metálicos não
foram empregados no Centro e no Sul com a mesma profusão com que foram empregados no Norte.
1. Soalha, cerâmica. Costa Central. 2. Soalha, cerâmica. Costa Central. 3. Soalha, cerâmica. Costa Central. 4. Soalha, cerâmica. Costa Central. 5. Copo-soalha, cerâmica. Pativilca.
6. Figurina-soalha, cerâmica. Paracas. 7. Figurina-soalha, cerâmica. Wari. 8. Figurina-soalha, cerâmica. Costa Sul. 9. Copo-soalha, cerâmica. Huaura.
CANTO E DANÇA
Desde tempos remotos, na área andina, o canto e a dança estiveram estreitamente unidos. Por isso, esta é uma das primeiras manifestações que, juntamente com os instrumentos musicais, tiveram um longo processo de desenvolvimento estético e técnico. O canto foi utilizado, entre outras coisas, para o trabalho, as guerras, os rituais e as cerimônias. Mas 1. Cena de dança, vasilha pintada, cerâmica. Moche. 2. Cena de dança, prato com esculturas, cerâmica. Huaura.
VITRINA N.o 11 também para memorizar as façanhas heróicas e os fatos históricos que deviam ser recordados. A dança, do mesmo modo que o canto, teve várias formas. Desde as de caráter cerimonial, organizadas coreograficamente com grandes massas humanas, até o Taki, que é o canto e a dança popular.
3. Personagem cantando, vasilha esculpida, cerâmica. Nazca. 4. Personagem cantando, vasilha esculpida, cerâmica. Moche.
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