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16ª Bienal de São Paulo (1981) - Catálogo geral

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MÚSICA E DANÇA NO ANTIGO PERU

A história das artes musicais e coreográficas do antigo Peru começa há cerca de 15000 anos. Através dos séculos o homem pré-colombiano vem aperfeiçoando as técnicas com que satisfaz suas n~cessidades, entre as quais a necessidade de expressão por meio da música, da dança e do canto.' Geração após geração, os primeiros habitantes dos Andes foram definindo, progressivamente, as linhas melódicas de cantos e músicas pelas quais tinham preferência; foram ordenando os movimentos corporais que cederiam lugar a certas formas coreográficas; foram aprimorando o canto e a execução de instrumentos musicais; foram inventando e aperfeiçoando instrumentos. E criaram cantos, música e dança originais.

Os estilos dessas artes, tais como as conhecemos hoje, são o corolário de um longo processo de amadurecimento, fixação e cruzamentos no desenvolvimento técnico, criativo e estético da cultura andina. A exposição MÚSICA E DANÇA NO ANTIGO PERU trata de sintetizar essa história e lembrar ao visitante que na música e na dança andina contemporânea encontra-se esse passado que os povos dessa reM gião souberam desenvolver e enriquecer com sua imaginação.

VITRINA N.o 1

MEMBRANOFONES Reconhecem-se esses instrumentos porque são feitos com uma membrana esticada sobre o aro de uma caixa. Essa membrana, ao ser percutida ou friccionada, vibra.

As caixas dos tambores foram construídas com um tronco escavado, com cerâmica ou com varetas de madeira ou metais preciosos, como o ouro e a prata. As caixas de cerâmica foram feitas de modo a que se assemelhassem aos cântaros, como os tambores de Nazca. Os vicús lhes deram a forma de relógio de areia.

São membranofones todos os objetos arqueológicos que foram encontrados com essas membranas ou que se supõe que as tiveram. Os pequenos tambores foram chamados tinyas; os de grandes dimensões, wankar tinyas ou cajas temerarias (caixas temerárias), como os denominaram os espanhóis. A pele usada como membrana determinou seus nomes: pomatinya, o tambor com pele de puma; runatinya, o que foi confeccionado com pele humana, a dos traidores.

Também foram encontradas caixas que têm forma de barril. Os tamanhos das caixas nazcas variam desde dez centímetros até quase um metro e meio de altura.

1. Tambor de uma membrana. Caixa de cerâmica. Nazca. 2. Tambor de uma melT\brana. Caixa de cerâmica. Nazca.

3. Tambor de membrana dupla. Caixa de cerâmica. Vicús. 4. Tambor de uma membrana. Caixa de cerâmica. Nazca.

Tambor com membrana dupla. Caixa de cerâmica. Vicús.

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