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Representação brasileira / 57ª Bienal de Veneza (2017) - Chão de caça / Hunting Ground

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A Biennale di Venezia e a Bienal de São Paulo são as duas bienais mais antigas do mundo e, nas últimas seis décadas, intercambiaram conceitos, curadores e artistas, sempre com influência e admiração mútuas. Se nos anos 1950, a Biennale foi modelo e inspiração fundamental para a criação do evento brasileiro, os desdobramentos de uma e de outra ao longo da história revelam como cada uma delas soube adequar-se às novas linguagens, desafios e especificidades em seus respectivos continentes, reafirmando sua missão como difusoras da arte contemporânea em um mundo cada vez mais complexo e multifacetado. Não por acaso, portanto, cabe à Fundação Bienal de São Paulo a tarefa e o desafio de idealizar e produzir a representação brasileira em Veneza, numa colaboração conjunta com o Ministério das Relações Exteriores – mantenedor do Pavilhão do Brasil –, e o Ministério da Cultura – por meio do aporte de recursos da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Ao apresentar Chão de caça, de Cinthia Marcelle, instalação concebida em diálogo com a arquitetura do pavilhão, a Fundação Bienal reafirma sua vocação como plataforma de pesquisa, fomento e divulgação da produção brasileira, esperando ampliar algumas das principais discussões artísticas em curso no país em direção a novos olhares, conexões e diálogos.

João Carlos de Figueiredo Ferraz Presidente da Fundação Bienal de São Paulo

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