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#01 ▪ ABR / MAI / JUN 2018

Hospital de Loulé

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DESTAQUE

Como prevenir e tratar as p 4 alergias que têm o seu pico na Primavera INOVAÇÃO p7

Nova Unidade de Endoscopia e Gastro


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BREVES

VOLTARAM AS CAMINHADAS DO HOSPITAL DE LOULÉ

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A próxima caminhada está marcada para o dia 29 abril, às 15:00, com ponto de encontro à entrada do hospital. O grau de dificuldade da caminhada é ligeiro, pelo que é adequada a pessoas de qualquer idade e condição física. Convidamos todos os nossos utentes, familiares e amigos, mesmo os de quatro patas, a juntarem-se nas nossas próximas caminhadas, que vão realizar-se sempre nos primeiros domingos de cada mês, da parte da tarde.

NOVAS REGRAS DA ADSE

A

ADSE tem novas regras, procedimentos e tabelas de preços para os seus beneficiários, regras que o Hospital de Loulé está obrigado a cumprir. Nas consultas não programadas (Serviço de Atendimento Permanente), independentemente da hora e do dia da semana, sem marcação antecipada, apenas é comparticipada uma consulta, por beneficiário, no mesmo dia e em cada acesso. No decurso do mesmo acesso, as comparticipações com as consultas urgentes não são acumuláveis com quaisquer encargos com outras consultas. Se for no mesmo dia, também não é comparticipada mais do que uma consulta de Clínica Geral ou da mesma especialidade. Nas cirurgias que não exijam internamento, se o mesmo se justificar clinicamente, o Hospital de Loulé pode pedir autorização à ADSE para a comparticipação de diárias, mas essa autorização pode ser recusada. Nas situações em que não exista comparticipação da ADSE, o beneficiário poderá sempre optar pela liquidação do valor global. Uma regra básica é a de que o utente deve manter os seus dados pessoais atualizados e exibir o cartão de beneficiário da ADSE (digital ou em papel) e um documento de identificação civil com fotografia. 2

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Foto: Susana Silva

chegada do bom tempo convida a atividades ao ar livre e é a altura ideal para retomar os passeios na natureza. Também a pensar na saúde dos seus colaboradores e utentes, o Hospital de Loulé retomou as suas habituais caminhadas de Primavera e Verão para o ano de 2018.

A SUA OPINIÃO CONTA

A

sua opinião é muito importante para nós, por isso, implementámos recentemente no nosso hospital a aplicação de questionários de satisfação aos nossos utentes. Participe, avaliando o desempenho dos nossos colaboradores e do funcionamento do hospital, ajudando-nos a melhorar os nossos serviços. Os questionários são de rápido preenchimento e de vital importância para conhecermos a perceção que os utentes têm acerca dos serviços que prestamos. Após cada consulta, receberá uma mensagem por e-mail, na qual será convidado a classificar cada uma das fases do seu atendimento. No caso de ficar internado, ser-lhe-á pedido que responda a um pequeno questionário antes de ter alta médica, para avaliar o nosso desempenho durante a sua visita ao Hospital de Loulé.

OTIMIZE AS SUAS VISITAS AO HOSPITAL

S

empre que o seu médico lhe prescrever exames ou análises, não perca tempo. Marque logo o seu exame junto da receção e otimize o seu tempo, evitando posteriores visitas ao hospital ou telefonemas para a marcação de atos médicos. Com esta atitude, estará a poupar tempo e a evitar deslocações desnecessárias, permitindo um acesso mais rápido aos resultados dos seus exames clínicos.


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ÍNDICE BREVES

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DESTAQUE

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Como prevenir e tratar as alergias que têm o seu pico na Primavera

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INOVAÇÃO Nova unidade de Endoscopia e Gastro SERVIÇOS CLÍNICOS

MENSAGEM do Diretor Clínico O Hospital de Loulé cumpriu recentemente sete anos ao serviço da saúde no Algarve, mas a sua origem tem raízes muito mais antigas

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Nova sala do Bloco Operatório MEDICINA PREVENTIVA

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Analisar para prevenir SEMPRE MAIS PRÓXIMO

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ALGARVE DESVENDADO

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História e tradições do Mercado Municipal de Loulé

Instalado num edifício com quase cinco séculos, o antigo Hospital da Misericórdia de Loulé foi criado por D. Sebastião como retaguarda aos feridos que chegavam das campanhas do norte de África. Funcionou até 1975 como Hospital da Misericórdia e assumiu a partir do ano de 2011 o modelo atual. Ano após ano, a unidade e o corpo clínico foram crescendo até se tornar, hoje, numa referência, prosseguindo a tradição de qualidade e os valores que estiveram na origem da sua criação.

Edição nº 01 • Abril, Maio e Junho 2018 Proprietário Hospital de Loulé Av. Marçal Pacheco, 8100-503 Loulé Editor Nuno Sancho Ramos Redação Departamento de Comunicação Design Gráfico Hugo Ávila Fotografia Hugo Ávila, Susana Silva & Shutterstock Distribuição Gratuita Tiragem: 1.500 exemplares Periodicidade: Trimestral Impressão Gráfica Arneiro Vale Judeu, 8100-333 Loulé Esta revista foi escrita ao abrigo do novo Acordo Ortográfico Todos os textos, infografias e fotografias encontram-se protegidos pelo código de direitos de autor, não podem ser total ou parcialmente reproduzidos sem permissão prévia e escrita do editor da revista.

Com o crescimento do hospital, sentimos a necessidade de dar a conhecer aos nossos utentes o que aqui fazemos, quais os nossos planos futuros para aumentar a qualidade e a diferenciação dos nossos serviços e mostrar os rostos de quem diariamente constrói a identidade desta instituição.

A nossa primazia é tratar quem nos procura, mas nunca perdemos de vista a importância de renovar a esperança dos pacientes, amparando aqueles que os acompanham, que acolhemos com a mesma dedicação. Acima de tudo, porque cuidamos dos nossos doentes como família.

José Estevens Diretor Clínico

O esforço e a superação fazem parte da cultura de trabalho do Hospital de Loulé e a nossa maior preocupação está centrada em tratar os nossos pacientes num ambiente humanizado, seguro e de respeito mútuo.

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DESTAQUE

Com a Primavera chega o bom tempo, os passeios ao ar livre e… os espirros, comichão nos olhos e no nariz, tosse e dificuldade em respirar. A culpa é do pólen transportado pelo vento e pelos insetos

A “febre” da Primavera

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rinite alérgica sazonal, também conhecida como “febre dos fenos”, causada por alergia aos grãos de pólen, é a doença alérgica mais comum. A alergia ao pólen pode causar reações do aparelho respiratório (asma e rinite alérgica), dos olhos (conjuntivite alérgica) ou da pele (urticária e

eczema).

Visto que o pólen se encontra no ar, a melhor forma de evitar as reações alérgicas é limitar tanto quanto for possível o tempo que se passa ao ar livre, sobretudo durante a manhã, que é a altura do dia em que a contagem de pólen no ar é maior, e também nos dias de mais vento.

Para ajudar os pacientes que sofrem de alergia ao pólen, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) divulga, desde 2002, um Boletim Policlínico em www.spaic.pt. O boletim fornece informação sobre os pólenes clinicamente mais prevalentes, em Portugal Continental e Ilhas. Mais recentemente, foi lançada a aplicação “Diário da Alergia”, disponível no Google Play e na Apple Store, que permite manter um registo diário sobre a doença alérgica e que ajuda o paciente a tomar a medicação prescrita. A aplicação gratuita foi desenvolvida por uma equipa mundial de especialistas em alergias de que fazem também parte representantes nacionais. Em Portugal, a produção de pólenes está a aumentar e as pessoas mais sensíveis começam a sentir os sintomas de alergias cada vez mais cedo, revela um estudo nacional que avaliou as mudanças registadas na última década. A incidência e prevalência destas patologias tem aumentado devido à crescente urbanização das sociedades modernas, à poluição ambiental e a outras alterações do estilo de vida. Algumas teorias responsabilizam também as alterações climáticas e a crescente redução da biodiversidade.

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ENTREVISTA Manuela Sousa Fernandes, Imunoalergologista do Hospital de Loulé, explicou à be healthy como podem os doentes atenuar e tratar as crises alérgicas amplificadas pela Primavera. Em caso de suspeita de doença alérgica, a especialista aconselha à realização de um despiste, que pode ser feito desde o primeiro ano de vida Quais são as alergias mais comuns nesta época do ano, a “época alta” das alergias? A Primavera é a época em que, se por um lado os nossos sentidos se deslumbram com a chegada dos campos floridos e das temperaturas amenas, por outro, as queixas alérgicas se intensificam de forma exponencial. A elevação progressiva e contínua das quantidades de pólenes no ar e a flutuabilidade dos valores de humidade e temperatura ambientes, promovendo, em simultâneo, níveis também muito elevados de ácaros, amplificam as queixas alérgicas respiratórias, oculares e cutâneas. Também a eclosão de muitos insetos, nomeadamente, himenópteros (que incluem abelha, vespa e formiga) leva ao aparecimento de muitas alergias a venenos, desencadeadas pelas respetivas picadas. Finalmente, fatores físicos como a luz solar e o calor são facilitadores de alguns quadros de urticária. Quais os sintomas clássicos das alergias respiratórias e que tratamentos pode o doente fazer para reduzir a sua incidência? A presença de elevadas concentrações de pólenes no ar, na Primavera e no Outono, e o seu contacto com a mucosa do aparelho respiratório condicionam o aparecimento dos vários sintomas

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da população portuguesa sofre de doença alérgica

30%

tem queixas de rinite

18% tem queixas de conjutivite

10% tem asma * Dados da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica

que constituem o quadro da alergia polínica. A rinite, ou “febre dos fenos”, é a mais comum e manifesta-se por espirros frequentes, congestão e corrimento nasal, prurido no nariz, garganta, olhos e ouvidos, podendo ainda haver cefaleias e alterações do olfato e da audição. A conjuntivite alérgica, que regra geral é companheira fiel da rinite, apresenta-se com prurido ocular, lacrimejo, sensação de “areia” dentro do olho e fotofobia. Por último, a asma brônquica, o quadro mais grave e que pode aparecer isoladamente ou em associação com a rinoconjuntivite. Caracteriza-se por queixas de opressão torácica, cansaço, falta de ar, tosse persistente e pieira. De destacar que a tosse irritativa persistente (por vezes associada a sensação de comichão ou “picadas“ na garganta), pode ser a única manifestação clínica de asma, em especial nas crianças. Pela

sua maior gravidade, a avaliação médica e a orientação terapêutica, em caso de asma brônquica ou sua suspeição, deve ser feita com caráter de alguma urgência. De que formas pode o doente portador de alergia proteger-se, no seu dia-a- dia, em casa? A máxima “O melhor tratamento é a prevenção” encaixa de forma perfeita na abordagem da doença alérgica. No que toca às alergias primaveris, os fatores desencadeantes são basicamente fatores outdoor, pelo que a profilaxia tem a ver com a menor exposição do doente ao ambiente de ar livre. As atividades em recinto fechado são as mais indicadas, por exemplo, em vez de uma corrida ao ar livre, pode fazer-se passadeira em ginásio ou exercício aquático. É extremamente vantajoso fechar as janelas e recorrer ao ar condicionado sempre que possível, não só em casa, mas também em viagens de automóvel. www.hospitaldeloule.com


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É desejável usar aspiração central ou aspiradores com filtro Hepa, bem como pano húmido ou esfregona. Antes de dormir, deve tomar-se banho e lavar a cabeça, evitando a presença de pólenes na roupa de cama.

ambiente, evitando as crises, ou, pelo menos, levando a que as mesmas, quando surgem, se controlem com doses terapêuticas mais baixas e de menores efeitos secundários.

Devem sempre fazer-se os testes às alergias? Que tipos de exames de Há outros cuidados que se possam diagnóstico existem? ter na rua? Qualquer que seja o tipo de Nos meses com grande carga alergia, o seu estudo começa polínica, em especial, Abril, Maio e com a colheita da história clínica, Junho, devem evitar-se atividades seguida de uma observação médica ao ar livre, especialmente de manhã. experiente e cuidadosa, e só depois Passeios pelo campo ou corridas ao se partirá para o pedido de exames ar livre são desaconselhadas, mas, complementares. caso sejam imprescindíveis, deverão Os testes para estudo das alergias ser feitas ao final do dia. Face ao risco são inúmeros, mas os mais usados acrescido, nesta época, de reação às são os testes cutâneos. Dentre picadas de insetos, é recomendável estes, testes por picada são os mais usar um bom repelente, evitar largamente usados em consultas perfumes intensos e roupa muito da especialidade. Seguros, colorida. Atividades agrícolas ou praticamente indolores e com leitura de jardinagem não são em minutos, são usados as ideais para estes como ferramenta doentes. Deve básica de estudo usar-se óculos em quase todos Ao contrário do que se escuros e para os alérgicos, ouve com frequência, não existe limite mínimo de quem viaja de em especial idade para o despiste da mota, o uso na alergia doença alérgica, que pode de capacete respiratória ser diagnosticada desde integral é uma e alimentar. que a criança nasce boa escolha. Outros testes cutâneos, como os Qual a importântestes de contacto cia do diagnóstico para ou intradérmicos, são evitar o desenvolvimento de opções a ter em conta. As futuras de doenças? provas de provocação requerem Quanto mais precocemente se cuidados especiais e usualmente identificar a doença alérgica, mais serão feitas em meio hospitalar. fácil será proceder ao seu controlo Também os testes laboratoriais e tratamento e evitar complicações para a alergia se apresentam em exfuturas. tensa panóplia de escolha. Ao contrário do que se ouve com As provas de função respiratória, frequência, não existe limite mínimo em especial na asma e na bronquite de idade para o despiste da doença crónica, e exames de imagem são alérgica, que pode ser diagnosticada também um valioso auxiliar. desde que a criança nasce. Diagnosticar a alergia em estadios Quais os riscos da automedicação? precoces permite implementar com Existe perigo em tomar anti-histaeficácia as medidas preventivas e de mínicos com outros medicamentos?

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A medicação por conta própria implica riscos desnecessários e deve sempre ser evitada. A facilidade de consulta da informação online pode gerar a ideia de que a automedicação é segura, abdicandose da opinião médica, o que é um erro. Fármacos usados de forma indevida podem agravar a doença, ao mascarar os seus sintomas ou ao promover associações farmacológicas inadequadas, em que um medicamento pode anular ou potenciar os efeitos do outro. A automedicação pode ter consequências graves, como reações alérgicas, dependência e mesmo morte. Os anti-histamínicos, mesmo os de uso corrente, têm indicações e doses personalizadas e alguns efeitos adversos, não devendo ser usados sem indicação médica. Os doentes alérgicos podem também recorrer à vacinação como forma de prevenção? As vacinas são um terreno nem sempre isento de controvérsia e no qual as opiniões dos especialistas nem sempre são consensuais. De uma forma geral, aceita-se que as vacinas de prevenção infecciosa, quer as vacinas antigripais e antipneumocócicas, quer os lisados bacterianos, podem ter um importante papel na melhoria da doença alérgica respiratória, prevenindo ou minimizando o papel das infeções no desencadear das crises. No que toca à Imunoterapia Específica, as vulgares vacinas “anti-alérgicas”, elas representam, quando os doentes são selecionados com prudência e critério, um dos mais valiosos recursos para controlo e melhoria da doença alérgica. Contudo, repito, nem todos os doentes são selecionáveis para este tipo de terapêutica, havendo que ajuizar caso a caso.


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INOVAÇÃO

Nova Unidade de Endoscopia e Gastro O Hospital de Loulé tem desde o início do ano uma nova Unidade de Endoscopia e Gastroenterologia que oferece as mais inovadoras técnicas existentes no país para diagnosticar e tratar as doenças do foro digestivo

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om a abertura da nova unidade passaram a estar concentradas no mesmo local as consultas e os exames da especialidade, proporcionando um atendimento mais rápido, num ambiente de maior conforto e privacidade. Para além da realização dos exames habituais de diagnóstico, os utentes podem agora também naquela unidade ter acesso ao tratamento de patologias mais complexas, evitando o recurso à cirurgia, explica o Gastroenterologista André Sancho Ramos. “A nova unidade dispõe atualmente de variadas técnicas endoscópicas complexas, entre as quais, a mucosectomia e dissecção endoscópicas, que permitem inclusive a cura de determinados tumores do esófago, estômago e cólon sem recurso a cirurgia”, indica o especialista. Por outro lado, acrescenta, a unidade oferece também a possibilidade de técnicas endoscópicas de paliação em doentes crónicos e/ou oncológicos (próteses, gastrostomias de alimentação). “Conseguimos, igualmente, responder em situações que requerem intervenção urgente, como é o caso das hemorragias do tubo digestivo”, sublinha André Sancho Ramos. Segundo o clínico, neste momento, no Algarve, não há mais instituições de saúde com a oferta deste tipo de técnicas de Endoterapia, que aliam a vertente terapêutica ao diagnóstico. “Tudo o que foi criado aqui é a pensar no doente, desde o seu acolhimento à tentativa de aliviar-lhe as dúvidas e receios, porque o que fazemos são exames que acabam por ser invasivos e ainda existe algum medo, que tentamos desmistificar”, conclui. Com uma equipa fixa de três médicos gastroenterologistas e três enfermeiros, a nova unidade dispõe de dois gabinetes de consulta, de uma sala de preparação e recobro e de outra para a realização de exames. A Unidade de Endoscopia e Gastro está situada junto à entrada para as consultas externas do edifício central do hospital. www.hospitaldeloule.com


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André Sancho Ramos, Gastroenterologista do Hospital de Loulé, falou à be healthy sobre sinais que podem interferir na sua saúde digestiva e formas de prevenção. O especialista aconselha toda a população, a partir dos 50 anos, a submeter-se ao rastreio do cancro do cólon para a remoção de eventuais pólipos, travando a possibilidade de evoluírem para cancro Quais são os sinais de alarme para que uma pessoa procure um Gastroenterologista? No geral, um quadro de perda de peso é sempre um sinal de alarme, sobretudo se estiver associado a outros sintomas, como a diarreia crónica, dor abdominal ou vómitos persistentes. A fadiga pode ser outro sinal de alarme. A história familiar de tumores do tubo digestivo e a idade também são fatores importantes a ter em conta. A Gastroenterologia é muito abrangente, não há critérios rigorosos de referenciação. Uma coisa são sintomas e sinais, aquilo que a pessoa sente e motiva a vinda ao Gastroenterologista. Mas há pessoas que fazem exames por qualquer motivo e se veem uma alteração a nível hepático, ou a nível pancreático, vêm até nós. Nós tentamos é fazer uma sistematização: doença do tubo digestivo e das glândulas anexas, pâncreas, fígado, vias biliares. Mas não trabalhamos sozinhos, temos que ter ligação com as outras especialidades. Com que idade é aconselhável fazer o rastreio ao cancro do cólon? Aconselho quem tem mais de 50 anos ou história com familiares de primeiro grau que tenham tido

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a doença que façam o rastreio e a melhor forma é a colonoscopia, porque diagnostica e pode ser terapêutica ao mesmo tempo. Como é um cancro com uma elevada incidência e com uma mortalidade ainda significativa em Portugal (2.000 pessoas por ano), justificase claramente um rastreio, seja individual ou coletivo.

Em que situações deve o rastreio ser feito antes dos 50 anos? Aconselho quem tem Se houver mais de 50 anos ou história história facom familiares de primeiro miliar de grau que faça o rastreio e a cancro em Dr. André Sancho Ramos, melhor forma é a colonosparentes Gastroenterologista do copia, porque diagnostica e Hospital de Loulé de pripode ser terapêutica meiro grau, os pais ou Existe a noção, muitas irmãos, raravezes certa, de que a mente os filhos, o preparação implica uma dieta rastreio deve ser feito restritiva prolongada com períodos 10 anos antes da idade recomenda- largos de jejum, e que os laxantes da ou 10 anos antes da idade com de ingestão oral são desagradáveis que o familiar foi diagnosticado. no cheiro e sabor, implicando quase Não há nenhum exame, além da sempre baixa adesão do doente e colonoscopia, que tenha mostrado cumprimento dos procedimentos eficácia superior no rastreio do can- pré-colonoscopia. Na abertura cro do cólon. da nova unidade, este aspeto não foi descurado. Dado que a Esse é o tempo médio que a personalização e atenção cuidada doença demora a desenvolver-se? às necessidades específicas de O tempo médio até que se declare cada pessoa são da máxima o tumor são 10 anos. Um vulgar importância para nós, decidimos pólipo pode ser ele já um cancro alterar o paradigma da preparação em fase inicial e a colonoscopia para a colonoscopia. A preparação é claramente a melhor forma de que criámos foi feita com esses detetar e tratar, o que o exame de pressupostos: é agradável em pesquisa de sangue oculto nas termos de sabor e cheiro e não fezes não faz. implica os longos períodos de jejum. Pode ser feita no dia do exame, Quem faz a colonoscopia refere sem necessidade de preparação na que o que custa mais é mesmo a véspera ou antevéspera. Cremos preparação, é verdade? que com esta inovação podemos Para que se obtenha a máxima ter a máxima limpeza intestinal com rentabilidade da colonoscopia é um claro menor esforço por parte do essencial uma boa limpeza do cólon. utente.

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Foto: Hugo Ávila

ENTREVISTA


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Gastroenterologista. Tem vindo a estabelecer-se cada vez mais a ideia de que o consumo de glúten está relacionado com as doenças do intestino. Faz sentido? Na minha opinião, não faz sentido. Só quando realmente se tem alguma doença desse foro. A doença celíaca é que pode ser considerada verdadeira intolerância ao glúten e aí há sinais clínicos claros, devendo ser despistada quando existe essa suspeita.

A presença da helicobacter pylori na mucosa gástrica deve ser valorizada como um sinal de alarme para o desenvolvimento de tumores? Trata-se de uma bactéria que está relacionada com algumas patologias, entre as quais o tumor gástrico. Mas não é algo que deva assustar as pessoas, porque é quase transversal à população mundial. Em Portugal, a prevalência está na ordem dos 60% e no Algarve, de acordo com um estudo, a percentagem de prevalência ainda era mais baixa, à volta dos 40%. Ou seja, em cada 10 pessoas, 4 tinham a bactéria. Considera que há uma tendência para as pessoas desvalorizarem os sintomas gástricos e só procurarem o médico já muito tarde? Acho que o paradigma está a mudar, o acesso ao médico é cada vez mais fácil, houve uma democratização dos processos de saúde. Faz-se mais diagnósticos, houve claramente um boom grande e as pessoas facilmente recorrem ao médico. Com o advento das tecnologias de informação as coisas mudaram substancialmente. Mas temos de tudo. Pessoas que desvalorizaram claramente sinais de alarme e que vêm tardiamente. Outras há, que ao mínimo sinal, aparecem aqui. O espectro é muito alargado.

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As doenças inflamatórias do intestino aparentemente têm vindo a aumentar, ainda há dificuldade em diagnosticá-las? Há a perceção de que a frequência é maior porque temos acesso mais facilmente à informação. Além disso, encurtouse muito o tempo desde que há o sintoma até se ter um diagnóstico, quando se trata de uma doença inflamatória declarada. No caso do cólon irritável, que é uma patologia funcional, não existe nenhum exame específico de diagnóstico. Os sintomas do cólon irritável são de longe o principal motivo que leva as pessoas a consultarem um

Quando retiramos o glúten também retiramos uma série de alimentos que podem provocar os mesmos sintomas.

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E após o exame, que cuidados se devem ter? No próprio dia o utente praticamente pode fazer uma vida normal, mas há algumas recomendações. Não se aconselha a operar maquinaria pesada nem a conduzir a própria viatura, por exemplo. Apesar de as substâncias que utilizamos para a sedação terem um efeito temporal relativamente curto, as pessoas ficam sempre um pouco mais diminuídas que o normal.

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Foto: Hugo Ávila

SERVIÇOS CLÍNICOS

Nova sala do Bloco Operatório O Hospital de Loulé inaugurou recentemente uma segunda sala operatória, duplicando a capacidade do Bloco Operatório, para responder à crescente procura de cirurgias nas várias especialidades

O

Bloco Operatório do Hospital de Loulé tem desde Janeiro uma nova sala operatória, o que permitiu duplicar a sua capacidade instalada e dotar o bloco com novos e modernos equipamentos para a realização de cirurgias.

Em entrevista à be healthy, a coordenadora do Bloco Operatório, Sónia Neto, afirma que a inovação é uma das apostas do hospital, que está a tentar implementar no Algarve novas técnicas cirúrgicas de ponta. “Nas especialidades de Oftalmologia e Urologia, mesmo em termos de tecnologia, pode dizer-se que nos equiparamos a grandes centros cirúrgicos a nível nacional”, refere. Segundo a enfermeira instrumentista, a segurança é a principal preocupação no Bloco Operatório, existindo protocolos que visam diminuir os riscos, para o paciente e para os profissionais de saúde. O objetivo é garantir que estão reunidas as condições máximas de segurança para os profissionais de saúde, pacientes e visitas. “Dentro do Bloco Operatório existem regras e protocolos para tudo”, sublinha, acrescentando que, se as regras forem cumpridas, a probabilidade de acidentes ou erros derivados de falhas nos procedimentos reduz drasticamente. O Bloco Operatório do Hospital de Loulé cumpre as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Cirurgia Segura, seguindo uma check-list elaborada com base em 10 objetivos.

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A Lista de Verificação de Segurança Cirúrgica começa logo antes da indução da anestesia, para confirmar o nome do paciente, o procedimento e o local onde vai ser realizada a cirurgia. A equipa deve igualmente conhecer eventuais alergias ou outros dados clínicos relevantes.

As salas operatórias são igualmente submetidas a auditorias regulares para monitorizar os parâmetros de segurança, nomeadamente, através de análises microbiológicas às superfícies, da avaliação da poluição de gases anestésicos e dos mecanismos de renovação de ar.

Foto: Susana Silva

Em todas as etapas da cirurgia, a equipa médica volta a confirmar toda a informação respeitante ao ato cirúrgico, uma prática que já provou reduzir o risco de erros ou de complicações pós-operatórias.

Enfermeira Sónia Neto, Coordenadora do Bloco Operatório

Mais proximidade com o paciente

“A nossa preocupação foi abrir caminhos para além do bloco, porque, normalmente, o enfermeiro perioperatório é aquele que está escondido por detrás da máscara”, explica Sónia Neto.

“Com a realização destas chamadas, conseguimos promover um acompanhamento mais próximo aos nossos doentes. Quando os pacientes ficam internados, também fazemos visitas ao internamento”, refere. Os telefonemas seguem protocolos fechados com cinco perguntas, que visam sobretudo aferir se o paciente tem dúvidas relativamente à intervenção cirúrgica ou à medicação que foi prescrita. “Se houver alguma situação de alerta, o enfermeiro fala com o cirurgião responsável e, se necessário, o doente é convocado para uma consulta”.

Foto: Hugo Ávila

Para promover uma maior proximidade ao utente, foi instalado dentro do Bloco Operatório um call center onde a cada 24 horas após a alta dos doentes de cirurgias que requerem internamento, ou a cada 48 horas após os programas de ambulatório, os enfermeiros telefonam para o doente.

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O Bloco Operatório visto por dentro Atualmente, o Bloco Operatório do Hospital de Loulé é composto por duas salas operatórias, uma sala onde está instalada a Unidade de Cuidados Pós-Anestésicos (UCPA), vulgarmente designada como sala de “recobro”, e duas pequenas salas de preparação e acolhimento dos pacientes. O internamento é composto por nove camas, mas a perspetiva do hospital é, a curto prazo, duplicar o número de camas para ter capacidade de resposta ao aumento da procura por cirurgias. O bloco está dotado de equipamentos avançados para a realização de cirurgias tradicionais e tem também disponíveis duas torres de Laparoscopia para a realização de cirurgias laparoscópicas. Esta é uma técnica menos invasiva que a cirurgia tradicional e que permite fazer procedimentos cirúrgicos na cavidade abdominal e pélvica. Na atualidade, a maioria dos procedimentos da cirurgia geral podem ser executados pela técnica laparoscópica. A laparoscopia é menos agressiva, permitindo uma recuperação pós-operatória mais rápida, o que se traduz em internamentos mais curtos. A indicação cirúrgica parte sempre de uma consulta de avaliação, o utente é encaminhado para um gabinete 12

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Cirurgia Geral Cirurgia Maxilo-facial Cirurgia Pediátrica Cirurgia Plástica Cirurgia Vascular Dermatologia Ginecologia Neurocirurgia Neurorradiologia Oftalmologia Ortopedia Otorrinolaringologia Urologia

cirúrgico, onde lhe é fornecida uma estimativa dos custos e explicados os passos seguintes do processo. Assim que houver uma data cirúrgica, tratam-se dos agendamentos pré-operatórios, ou seja, de marcar os exames a que todos os pacientes que necessitam de realizar uma operação estão obrigatoriamente sujeitos. É também necessária a realização de uma consulta de Anestesia para preparação prévia e a verificação de toda a medicação que o paciente toma para não haver risco de incompatibilidade com outras substâncias. A qualidade pretendida nos serviços prestados pelo Bloco Operatório do Hospital de Loulé impõe um rigoroso planeamento da atividade, que exige uma cooperação efetiva entre todos os profissionais envolvidos no processo de intervenção cirúrgica. Para esse efeito, foi criada a Comissão de Gestão do Bloco Operatório, constituída por elementos representativos das várias categorias profissionais que trabalham no bloco. O objetivo principal desta comissão é melhorar a eficiência global do serviço.

Foto: Hugo Ávila

Especialidades cirúrgicas do Hospital de Loulé:


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MEDICINA PREVENTIVA

Analisar para prevenir As análises clínicas são uma das melhores formas para vigiar a sua saúde e prevenir doenças. Hoje em dia, até já permitem conhecer a propensão genética para determinadas patologias e “prever” como se vai comportar o nosso organismo

A

s análises clínicas são um meio complementar de diagnóstico de primeira escolha no que se refere à vigilância da saúde, por solicitação médica ou iniciativa individual. No Hospital de Loulé, as análises a diversos parâmetros são realizadas pelo Laboratório Gnóstica, agora com o nome Synlabhealth Algarve. Em entrevista à be healthy, a Diretora Técnica do laboratório, Marília Faísca, falou da periodicidade com que deve fazer-se análises e também dos últimos avanços nesta área, sobretudo na área oncológica. Segundo aquela responsável, o ideal é fazer análises ao sangue uma vez por ano. Contudo, com o avanço da idade, o intervalo entre cada check-up deve ser mais curto, sendo recomendável, acima dos 50 anos, um controlo a cada 6 meses. Atualmente, a tecnologia já permite fazer rastreios de doenças oncológicas, como o cancro do cólon, um dos que mais mata em Portugal, e o cancro da mama, que também tem ainda uma elevada incidência no país. O “ColonPlus” consiste na análise do ADN do paciente, por sequenciação de 16 genes associados ao cancro gastrointestinal hereditário do estômago, intestino, cólon e reto através de tecnologia avançada.

A presença de mutações nestes genes está associado ao aumento de risco de cancro que varia desde 9% a 100%. No caso do cancro ginecológico hereditário, a sua incidência é maior em pessoas de idades inferiores a 40 anos e representa entre 5 a 15% dos casos de cancro ginecológico da mulher. O teste “BRCAPlus” consiste numa análise de ADN da paciente que faz um estudo completo de 18 genes associados ao cancro da mama, do ovário e do endométrio. É recomendável que o rastreio seja feito, enquanto medida preventiva, em mulheres com mais de 30 anos de idade, mesmo sem antecedentes familiares de cancro. De acordo com Marília Faísca, o laboratório tem ainda disponível um conjunto de testes muito específicos “que ajudam a conhecer melhor a predisposição individual para o desenvolvimento de patologias, permitindo neutralizar o seu aparecimento e contribuindo para uma vida mais saudável”. São exemplos, a avaliação genética para a predisposição da doença de Alzheimer, a avaliação genética da predisposição à doença cardiovascular, a avaliação genética do efeito dos alimentos na saúde ou a avaliação genética do rendimento desportivo.

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SEMPRE MAIS PRÓXIMO

O utente em primeiro lugar

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crescimento dos serviços ao dispor do utente e a crescente procura motivaram o Hospital de Loulé a criar uma função que promovesse um acompanhamento mais próximo e personalizado dos seus pacientes.

Patrícia Matos assumiu, há um ano, o cargo de Gestora do Utente, coordenando todas as ações em que haja contacto direto com os pacientes, desde o call center, à receção, atendimento permanente, consultas externas, cirurgias ou internamento.

Foto: Hugo Ávila

Devido à necessidade de acompanhar de perto a visita do utente à unidade, a estrutura do Hospital de Loulé conta agora com uma nova figura que estabelece a ligação entre o paciente e todos os serviços

Patrícia Matos, Gestora do Utente do Hospital de Loulé

“O objetivo é criar mais proximidade ao utente, fazer com que se sinta confortável e confiante, como se estivesse a entrar num ‘hotel’ de saúde e não num hospital”, conta aquela responsável à be healthy. Para tal, a Gestora do Utente está em contacto permanente com todos os serviços do hospital, monitorizando as ações que envolvam o paciente, recolhendo sugestões e intervindo sempre que é necessário, no sentido de melhorar o serviço prestado. “Tentamos que haja uniformidade nos princípios e valores que praticamos diariamente neste hospital, sempre com base no respeito mútuo e nunca esquecendo que estamos a lidar com pessoas que estão numa situação mais vulnerável e, por vezes, de fragilidade”, refere. Manuel Viegas, utente do Hospital de Loulé desde o início, há sete anos, garante à be healthy que a abertura da unidade não só facilitou o acesso a serviços médicos especializados, como mudou a face da própria cidade. “O facto de não haver aqui nenhum hospital obrigava-nos a muitas saídas para Faro e inclusive para Lisboa, mas neste momento há cirurgias que são realizadas aqui que talvez não sejam feitas em mais nenhum sítio a Sul de Setúbal”, conta o utente de 71 anos, natural da freguesia de Querença. Para Manuel Viegas, o hospital funciona como “um polo de atração” e beneficia não só a cidade, como toda a região do Algarve. Manuel Viegas, utente do Hospital de Loulé

Em pouco mais de um ano, já esteve no Bloco Operatório do Hospital de Loulé cinco vezes e elogia o trabalho de toda a equipa que o acompanhou, que “funciona muito bem, quer em termos de pessoal técnico, todos são muitos cuidadosos, e também no pósoperatório”. “Chego aqui, sou logo acolhido e sou sempre encaminhado. Só conhecia uma unidade semelhante a esta no Porto em que desde que chegamos até que saímos temos sempre alguém a acompanhar-nos, foi uma novidade, estou satisfeito, e por isso é que sou cliente deste hospital”, conclui.

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be healthy | #01 • ABR / MAI / JUN 2018


#01 • ABR / MAI /JUN 2018 | be healthy

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Foto: CM de Loulé

ALGARVE DESVENDADO

O Mercado Municipal foi a primeira obra marcante do início do século XX na então vila de Loulé. Com uma arquitetura de inspiração árabe, ainda hoje é o edifício mais emblemático da cidade, recebendo a visita de milhares de turistas

Mercado Municipal de Loulé

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Uma história com 110 anos

m junho deste ano assinalam-se 110 anos da inauguração do Mercado Municipal de Loulé, um dos ex-libris da cidade, galardoado pelo Turismo de Portugal, em 2008, com um prémio que distingue infraestruturas públicas de interesse turístico.

A obra foi projetada ainda durante o século XIX, mas a futura localização do mercado não era consensual. Após serem estudadas várias alternativas, a Câmara decide construir o mercado ao lado do edifício dos Paços do Concelho e o trabalho no terreno inicia-se já no século XX. Projetado pelo arquiteto Alfredo Costa Campos, de Lisboa, o Mercado Municipal de Loulé viria a ser inaugurado a 27 de Junho de 1908, embora não com a magnitude inicialmente prevista. Com uma arquitetura de inspiração árabe, a grandiosidade e os elevados custos da obra ditaram a necessidade de fazer algumas alterações. A Câmara de Loulé, na altura presidida por José da Costa Mealha, acabaria por retirar do projeto dois torreões previstos para a ala sul, algumas lojas e a colocação de azulejos que deveriam revestir o mercado. Ao longo do século XX, o Mercado Municipal de Loulé foi objeto de várias intervenções de ampliação e remodelação, mas a mais recente teve início em 2004. O projeto de modernização incorporou a construção dos dois torreões do projeto inicial, as fachadas foram totalmente reabilitadas e a zona envolvente foi também remodelada. As lojas situadas na parte exterior, antes ocupadas exclusivamente pela venda de produtos alimentares, passaram a estar mais vocacionadas para o turismo. A intervenção acabaria por valorizar o espaço, aliando a promoção dos produtos tradicionais da região a uma estratégia de modernidade, com o mercado a passar a receber também eventos culturais e outros. Todos os sábados de manhã, em redor do mercado, existe também um mercado típico onde se concentram os produtores agrícolas do concelho. Com produtos frescos dispostos em bancas montadas nas ruas, este mercado é um verdadeiro frenesim de cores e cheiros que remetem para os souks árabes, tornando-se num atrativo também para os turistas.

www.hospitaldeloule.com


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