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CONSTRUINDO O RAMO FINANCEIRO

Edição: 551 | Maio 2019

Reforma: trabalhador não vai conseguir poupar para se aposentar

Santander abre aos sábados e Sindicato protesta

Itaú fecha agência da Rosário

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Edição 551 - Maio/ 2019

Governo ataca Banco do Brasil

O governo demonstra o total desconhecimento da importância da entidade para o país. Em abril, em clara demonstração de parcialidade, o presidente Jair Bolsonaro pediu ao presidente do BB que reduza os juros de empréstimos aos ruralistas. Esta declaração, feita durante um evento agrícola, resultou na queda das ações do BB na Bolsa de Valores de São Paulo. Ainda em abril, o presidente censurou uma propaganda do BB com uma peça que trazia a diversidade no país. Tal veto contraria a lei que garante autonomia às estatais e companhias mistas, como é o caso do BB.

Comercial do BB, mostrando diversidade, foi censurado pelo Governo Federal

Jundiaí: tá caro viver aqui! Desde o dia 28 de abril a passagem de ônibus ficou mais cara em Jundiaí. O aumento foi de 4,5%. Para quem mora em outra cidade e trabalha em Jundiaí, a situação ficou ainda mais complicada, porque os passageiros gastam também com os ônibus intermunicipais. A Prefeitura justifica que o aumento é decorrência da qualidade, mas usuários contestam. E a partir de 3 de junho a água também fica mais cara para quem vive na Terra da Uva. As tarifas de água e esgoto serão reajustadas em 6,95% e serviços como coleta e afastamento, em 4,58%.A correção passa a vigorar em todas as contas com leitura a partir de 21 maio.

A cidade também é considerada uma das mais caras pra se viver. É a 6a mais cara para se almoçar fora. Segundo pesquisa da ABBT, trabalhadores da cidade gastam, em média, R$ 35,23 para almoçar fora de casa. Na capital paulista o valor fica em torno de R$ 34,67.

Dengue

Só a prevenção evita o Mosquito da Dengue Até o fechamento desta edição, Jundiaí registrava 1.471 casos suspeitos de Dengue na cidade. 1.138 casos já foram confirmados. Segundo a prefeitura, o bairro São Camilo é a região com a maior concentração.

Saúde

Vale quanto vende

A política de metas de produtividade para os funcionários não é recente e espalha-se cada vez mais dentro de empresas, entidades financeiras e até em órgãos públicos.

Fonte: www.ladario.gov.br

Chegamos ao ponto em que a pressão por metas, normalmente acompanhada do assédio moral, desencadeia distúrbio no ambiente de trabalho, levando trabalhadores a situações de extrema ansiedade. Essa realidade é ainda mais evidente no ambiente bancário,

fazendo com que as instituições financeiras liderem as estatísticas oficiais da Previdência Social de afastamento por problemas físicos e psíquicos, chegando a causar danos irreversíveis à saúde e até mesmo incapacitando a pessoa permanentemente para o trabalho.

Denuncie ao Sindicato as práticas abusivas e o assédio moral. O sigilo é absoluto

EDITAL DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA SINDICATO DOS EMPREGADOS EM ESTABELECIMENTOS BANCÁRIOS DE JUNDIAÍ E REGIÃO, inscrito no CNPJ/MF sob o nº 58.377.441/0001-97, Registro Sindical nº 24000.001653/90-11, por seu presidente abaixo assinado, convoca todos os empregados do Banco Itaú-Unibanco S/A, dos municípios de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Itupeva, Cajamar, Franco da Rocha, Francisco Morato e Caieiras, para Assembleia Geral Extraordinária, que se realizará no dia 06 de junho de 2019, às 18h00, em primeira convocação e às 18h30mim, em segunda convocação, na sede da entidade sindical, situada na Rua Prudente de Moraes, nº 843, Centro, na cidade de Jundiaí – Estado de São Paulo, tendo a seguinte ordem do dia: 1) Discussão e deliberação sobre a revogação do contrato de CCV - Comissão de Conciliação Voluntária, existente entre a entidade sindical e o Banco Itaú- Unibanco S/A. 2) Outros assuntos de interesse da categoria profissional. Jundiaí, 17 de maio de 2019. Paulo Eduardo Silva Malerba, Presidente


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“Com reforma, trabalhador não vai conseguir poupar para se aposentar”, afirma especialista Nosso Sindicato realizou no dia 24 de abril uma palestra sobre a reforma da Previdência com a presença de José Ricardo Sasseron, especialista previdenciário. Com grande presença de bancários, aposentados e trabalhadores de outros segmentos em geral, Sasseron deu destaque à importância da Previdência como base de um sistema solidário. “Não existe Previdência sem solidariedade, na qual trabalhador, empregador e governo contribuem juntos para a manutenção e equilíbrio da Seguridade Social”. Sasseron destacou que o modelo de capitalização, proposto pelo governo federal, levou muitos países ao caos econômico, com desemprego e idosos na miséria, dando ênfase a países do Leste Europeu e da América Latina. Sindicato trouxe especialista para debater impactos da Reforma

“O Chile, México, Peru, Colômbia são exemplos de quão catastrófico é esse sistema, em que metade dos idosos não consegue se aposentar, porque não conseguem poupar. A renda média do trabalhador brasileiro, que serve aos seus gastos cotidianos, mal consegue chegar no fim do mês. Sem a contribuição do Estado e das empresas e um sistema social, essas pessoas irão para a miséria.”

- Sasseron Entre outros temas, Sasseron afirma que muitos municípios, que tem o benefícios dos aposentados como maior fonte de renda, devem quebrar. Segundo pesquisa, mais de 70% das cidades do país dependem das aposentadorias em sua economia.

A mira do ministro da economia, Paulo Guedes, é exatamente o benefício da população mais pobre, como o trabalhador rural, os idosos que vivem em estado de pobreza e recebem o BPC e os trabalhadores do regime geral, que já possuem teto e fator previdenciário. Sasseron

lembra que o governo tem perdoado dívidas milionárias como as do proprietário das lojas Havan, Luciano Hang, que deve milhões à Seguridade e terá o prazo de 115 anos para quitar a dívida. Confira mais detalhes da palestra em nosso site: www.bancariosjundiai.com.br

Mais de um milhão de pessoas foram às ruas no dia 1° de Maio para protestar contra a reforma da Previdência. Com a certeza de que as mudanças irão deixar milhares de idosos na miséria, pela primeira vez, as centrais sindicais de todo o país se reuniram nas capitais para pedir a derrubada do projeto. O Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região participou do ato realizado no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, onde mais de 200 mil pessoas se reuniram. “Está aprovado! O Brasil vai parar dia 14 de junho em defesa do direito à aposentadoria dos brasileiros e das brasileiras. A única forma de barrar essa reforma é fazer o enfrentamento nas ruas. É greve geral”, destacou o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, que conduziu a votação da assembleia junto aos trabalhadores e trabalhadoras.


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BRASIL VÊ FUTURO R

GOVERNO FEDERAL INVESTE PESADO CONTRA TRABALHADORES COM Força dos bancários está na mira do atual governo

O que podemos fazer para virar o jogo? Não deixarmos essa união se quebrar com as ameaças e projetos absurdos deste governo que veio para aprofundar ainda mais o abismo da desigualdade social no Brasil. Nunca, em toda história de nossa luta, foi tão importante nos fortalecermos e crescermos como categoria que sempre foi uma liderança nos grandes embates contra a retirada de direitos. Esteja onde estiver, una-se a seu sindicato e participe das atividades. Vamos juntos garantir a manutenção de todas as conquistas que são nossas por direito.

1933 Conquista da jornada de seis horas de trabalho

1962 Fim do trabalho aos sábados

1990

OITO DÉCADAS DE CONQUISTAS

As vitoriosas campanhas nacionais que conquistaram aumento real de salário, melhorias na PLR e em outras cláusulas econômicas e sociais, são resultado dos 27 anos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos Bancários. Assinada pela primeira vez em 1992, a CCT garante aos bancários o mesmo piso salarial e os mesmos direitos em todo o território nacional. Com essa unidade nacional e capacidade de mobilização, nos últimos 8 anos os bancários conquistaram com paralisações massivas 58,75% de aumento salarial acumulado no período, além de melhorias sucessivas na PLR. “Hoje o bancário e a bancária são protegidos pela melhor convenção coletiva do Brasil, desde cláusulas econômicas e sociais até garantia de plano de saúde”, destaca o presidente do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e região, Paulo Malerba. Por ser uma das categorias com maior força de mobilização e uma das que mais conquistou direitos, os bancários e seus sindicatos estão na mira do atual governo que, junto com os banqueiros já deu uma rasteira nos trabalhadores com a Reforma Trabalhista e agora se articula para aumentar privilégios da elite e retirar direitos dos mais pobres com o desmonte da Previdência.

Conquistado vale-refeição

1994 Conquista do vale-alimentação

2000 Inclusão na CCT da cláusula sobre Igualdade de Oportunidades

2009 Ampliação da licença-maternidade para seis meses e extensão de direitos aos casais homoafetivos

2012

PLR sem imposto de renda

2015 Luta garante 12º ano consecutivo de aumento salarial acima da inflação

1951 Ao fim da greve que durou 69 dias, é instituído o Dia do Bancário, em 28 de agosto. Conquista de 31% de reajuste Criação do Dieese

1981

Conquista do auxílio-creche

1992 Assinatura da primeira Convenção Coletiva de Trabalho válida para todo o país

1995 Primeira categoria a conquistar PLR em Convenção Coletiva de Trabalho

2007 13ª cesta-alimentação

2010 Conquistado o instrumento de combate ao assédio moral

2013 Abono-assiduidade que garante o direito a folgar um dia durante o ano. O combate ao assédio moral é ampliado com a proibição de envio de mensagens aos celulares dos funcionários para a cobrança de metas

2016 Licença-paternidade de 20 dias


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REPETIR O PASSADO

M RETIRADA DE DIREITOS E ENFRAQUECIMENTO DOS SINDICATOS

JÁ PERDEMOS MUITO! Só em 2019 os bancos fecharam 1.655 postos de trabalho no país.

100 DIAS DE PESADELO

Trabalho aos sábados Em 1962 nossa categoria conquistou os sábados livres. Nossa Convenção Coletiva prevê o trabalho de segunda a sexta-feira, mas o banco Santander já informou que funcionará aos sábados até o final de junho, os sindicatos, junto com a Contraf-CUT estão se mobilizando para garantir a conquista dos sábados livres.

Em 100 dias o Brasil retrocedeu décadas com as ações do atual governo. Milhares de famílias estão de volta à extrema pobreza, a educação só é direcionada para a elite, a mulher torna-se objeto como propaganda para turismo sexual e o Brasil volta a se curvar aos Estados Unidos. Confira as medidas e consequências de maior impacto para a população no atual governo:

Terceirizados Todos trabalhadores podem ser terceirizados e as empresas que contratam terceirizados não tem mais responsabilidade solidária sobre a indenização do trabalhador. Rescisão Não há mais a obrigatoriedade das rescisões trabalhistas serem homologadas pelo sindicato, a partir da reforma a rescisão é feita onde o empregador decidir e, na maioria das vezes, sem a presença do sindicato. No caso dos bancários, os sindicalizados podem e devem pedir acompanhamento do Sindicato na homologação. Justiça gratuita A Justiça do Trabalho não é mais gratuita. Os trabalhadores terão que pagar honorário até do perito. Portanto, só quem tem condições poderá entrar com processo contra a empresa. E se perder o processo, o trabalhador pode ter de pagar todas as custas para empregador. Acordo coletivo O negociado entre patrões e empregados prevalece sobre a lei. Daí a importância de a categoria ser representada por um Sindicato forte e combativo, porque a correlação de forças entre empregado e empregador é extremamente injusta. PDV O trabalhador que aderir ao plano de demissão voluntária (PDV) não poderá pedir na Justiça do Trabalho os possíveis direitos que perceba depois que foram violados.

Colocou a Reforma da Previdência no topo da agenda de governo: ficará mais difícil de se aposentar, benefícios menores, idosos na pobreza Aprovou 166 novos registros de agrotóxicos Extinguiu os ministérios do Trabalho, da Cultura, das Cidades, Esportes e Integração Racial Declarou que fazendeiro ou funcionário que atirar ao defender a propriedade rural poderá ter “excludente de ilicitude”, ou seja, responde, mas não será punido Cortou 30% no orçamento das universidades federais e do ensino básico federal Aumentou sucessivamente os combustíveis (a gasolina aumentou 31% somente neste ano) Defende a privatização de todas as estatais, como bancos públicos e Petrobrás, anulando a soberania nacional Faz apologia ao Turismo Sexual: “quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade” Perdoou dívida de R$ 17 bilhões dos ruralistas Prometeu R$ 40 milhões em emendas parlamentares para cada deputado que votar a favor do desmonte da Previdência Desmontou o programa Mais Médicos Dificultou o acesso ao programa Minha Casa Minha Vida Destruição das políticas ambientais


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SANTANDER

Mudanças de vale alimentação afeta rotina dos bancários

Os bancários do Santander estão insatisfeitos com a mudança de bandeira dos vales-alimentação e refeição, implementado no último dia 30 de abril. O Sindicato tem recebido diversas reclamações de funcionários do banco que estão tendo dificuldade de uso do Ben Visa Vale, pois não encontraram lugares cadastrados no novo sistema. As reclamações também foram feitas no aplicativo Santander Now e no site Reclame Aqui. O Sindicato informa que vários locais que aparecem como cadastrados não aceitam o cartão e muitos que os

trabalhadores pediram o cadastro há meses ainda não foram cadastrados. O banco informa que uma equipe irá solucionar o problema com brevidade. A direção do banco informou, em reunião do COE, que tinha cadastrado 123 mil pontos de atendimentos e até o fim do ano seriam 300 mil. Alegou ainda que, por questões contratuais, não poderia prorrogar, mantendo a data de início do Ben Vale. Acompanhe mais informações sobre o caso em nosso site.

Agências abertas aos sábados: medida viola a convenção coletiva e Sindicato protesta Sindicato protestou durante trabalho realizado no sábado: “trabalho voluntário” em empresa bilionária? No dia 04 de maio o banco deu início ao funcionamento de 29 agências aos sábados em todo Brasil. Em Jundiaí, a agência escolhida foi a da Rua Barão de Jundiaí. O Sindicato fixou faixas e cartazes chamando atenção para o abuso cometido pelo Santander. “O banco chamou os funcionários para trabalharem, e mais grave, de forma voluntária, com o argumento de realizar uma orientação financeira”, destaca Paulo Malerba, presidente do Sindicato. Segundo ele, o correto seria fazer esse trabalho de forma remunerada e durante a semana. “É um absurdo um banco que tem finalidade de lucro, e é de fato muito rentável, pedir que os funcionários façam trabalho voluntário. Não somos contra a orientação financeira, mas pelo que presenciamos, o banco pode abrir precedentes para abertura habitual das agências aos sábados”, disse Malerba.

ITAÚ

geral do Sindicato. Segundo ele, Em todo o Brasil cerca de 1200 a medida também é ilegal porque bancários “voluntários” tiveram descumpre a Convenção Coletiva que participar da atividade do de Trabalho da categoria que vale sábado. “O banco quer orientar a para todo o território nacional e população, mas esquece de dar não permite trabalho aos sábados. o exemplo, porque cobra juros O Sindicato continuará acompanhando o processo e fará e tarifas bancárias altíssimas de clientes e usuários”, lembra os encaminhamentos necessários Douglas Yamagata, secretário

BRADESCO

Itaú fecha agência da Rosário

A agência do Itaú-Unibanco na rua Rosário, centro de Jundiaí, terá suas atividades encerradas no dia 31 de maio. Embora o banco afirme que não haverá demissões, os funcionários temem a mudança, haja vista o alto número de fechamento de agências do Itaú por todo o país, com alegação de que as unidades são deficitárias, o que tem causando grande apreensão entre os bancários. Entre janeiro e março o banco fechou 100 gências físicas no Brasil. De janeiro a março, nove agências digitais foram

Medo de demissão

inauguradas, somando 144 em março, contra 135 em dezembro. Diante do fechamento das agências, os sindicatos cobram esclarecimentos do Itaú. “Esperamos que o Itaú realmente cumpra sua palavra e efetive a realocação de todos os funcionários das agências desativadas. Estamos acompanhando a situação de perto e orientamos que bancários que se sintam lesados, sem chances de recolocação, procurem nosso Sindicato’’, informa Gisele Bonati, funcionária do ItaúUnibanco e diretora do Sindicato.

Lucro do Bradesco cresce mais de 22% no primeiro trimestre Recentemente, o Bradesco publicou o seu lucro líquido do 1º trimestre de 2019, obtendo um crescimento de 22,3% em relação ao mesmo período de 2018. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) aumentou 1,9 p.p. em doze meses

e a carteira de crédito cresceu 12,7% no mesmo período. O índice de inadimplência superior a 90 dias caiu 1,13 p.p. em doze meses. Nos último 12 meses, o Bradesco fechou 114 agências, mas obteve saldo positivo de 1.563 contratações.

“Com este resultado observamos que é possível o Bradesco implementar um PDE mais justo, onde todos possam ser incluídos. Da forma que está, o PDE ao mesmo tempo que valoriza os gerentes, menospreza os outros funcionários que também ajudaram no resultado do

banco. O programa poderia ter sido discutido com o movimento sindical, mas o banco infelizmente apresentou um programa de forma unilateral, sem consulta aos Sindicatos.” – afirma Douglas Yamagata, Secretário Geral do Sindicato e funcionário do Bradesco.


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CAIXA

Não tem sentido privatizar Mesmo sendo apontada como o principal agente das políticas públicas e indutor do desenvolvimento, se caracterizando como o “banco do trabalhador”, “banco do aposentado” e “banco da casa própria”, a Caixa foi indicada recentemente como a empresa que irá puxar as privatizações do atual governo, com a venda de ativos do banco em 38 operações no mercado de capitais.

Para Sérgio Kaneko, empregado Caixa e diretor do Sindicato, o atual governo está interessado somente em satisfazer as vontades do mercado colocando à venda “fatias” lucrativas da empresa. “ Enquanto defendemos o fortalecimento de uma Caixa 100% Pública o atual governo planeja vender estas “fatias” que interessam ao mercado e se esquece da importância do papel social da Caixa Econômica

Federal. Qual banco privado financiaria obras públicas de saneamento no mesmo volume que a Caixa? Quais bancos ofertariam financiamentos imobiliários com juros/prazos acessíveis ao trabalhador? É por isto que alertamos não só os empregados Caixa sobre as ameaças de privatização mas sim toda a população que sofrerá diretamente os impactos resultantes de uma eventual privatização da Caixa”, concluiu Kaneko.

Bancos Públicos

Os bancos públicos respondem por quase metade dos ativos, das operações de crédito e dos depósitos totais do segmento bancário no Brasil. Além disso, as instituições financeiras públicas respondem pela operação de políticas sociais como o Bolsa Família, Habitação Popular (Minha Casa, Minha Vida),

Agricultura Familiar, Abono PIS/PASEP, FGTS, Seguro Desemprego e FIES. As áreas da Cultura, Esporte e Segurança Pública também estão no guardachuva dos bancos públicos.

banco do brasil

Votação da proposta para a Cassi vai até 27de maio Os associados poderão votar pela internet, aplicativo, SISBB e terminais eletrônicos, Contraf e sindicatos indicam voto SIM. Ao contrário da proposta anterior, rejeitada pelo corpo social, a atual votação acontece mediante uma negociação entre as entidades representativas e o banco. A união de diversas entidades, lideradas pela Contraf/ CUT, levou o BB a aumentar sua participação com o plano de saúde. Pela atual proposta os associados contribuirão com 4% sobre os salários, o BB 4,5%. Pelas regras da CGPAR23 é obrigatória a cobrança por dependentes e a negociação garantiu que essa cobrança será de acordo com um percentual do salário, tanto para os funcionários da ativa quanto para os aposentados, conforme informado no quadro ao lado:

CUSTEIO PROPOSTA REJEITADA

PROPOSTA ATUAL

– 4% de contribuição dos titulares

– 4% de contribuição dos titulares

– Cobrança por dependentes baseada no VRD (Valor de Referência por Dependente) por faixa salarial, reajustado anualmente pela inflação médica

– Cobrança por dependentes com base no percentual do salário e reajuste pelo mesmo índice de reajuste dos salários em setembro

– Contribuição do BB com base em subsídio em cima da contribuição do ativo aos seus dependentes – Taxa de Administração paga pelo BB sobre a contribuição dos ativos

– Contribuição do BB de 3% sobre o salário do titular para cada dependente dos ativos até o terceiro dependente – Taxa de Administração paga pelo BB sobre a contribuição dos ativos retroativa a janeiro de 2019

CONTRIBUIÇÃO POR DEPENDENTE

Ativos – Mínimo de R$68,00 por dependente Aposentados – Mínimo de R$ 154,00 por dependente

Ativos – Mínimo de R$50,00 por dependente 1º dependente: 1% do salário 2º dependente: 0,50% do salário 3º dependente em diante: 0,25% do salário Aposentados – Mínimo de R$50,00 por dependente 1º dependente: 2% do salário 2º dependente: 0,50% do salário 3º dependente em diante: 0,25% do salário Teto de R$300,00 por dependente Teto de contribuição – 7,5% do salário, somando com a contribuição do titular mais a contribuição por dependente

A proposta estabelece teto de 7,5% do salário. A proporção de contribuição será mantida de 60% para o BB e 40% aos associados por meio da contribuição de 3% sobre cada dependente dos ativos e do pagamento da taxa de administração. Fica assegurada a inclusão dos novos funcionários no Plano Associados; o voto de minerva será apenas para assuntos operacionais, sem a possibilidade de alterar direitos ou estrutura de governança; por fim, o BB fará a cobertura das despesas administrativas, com contribuição de 10% calculados pelo somatório total das contribuições até 2021. A rejeição da proposta não vai levar à abertura de novas negociações, de modo, que nesse cenário, o BB não aumentará mais seus compromissos com a Cassi. É certo que o banco tem responsabilidade sobre

a situação da Cassi, tanto pelos problemas de gestão da Caixa, adoecimento de funcionários, quanto pelo período sem reajustes salariais (entre 1997 e 2002), que deixou consequências e desequilíbrios financeiros até hoje. Não há nenhuma lei no Brasil que garanta plano de saúde aos seus empregados. Foi a luta de gerações que assegurou que tivéssemos uma convenção coletiva nacional para os bancários com direito ao plano de saúde e no caso do BB foi essa luta que fez com que o banco assinasse o estatuto da Cassi que o obriga a cumprir para com seus funcionários. Pela importância de equilibrar as finanças da Cassi, pela sustentabilidade do plano e pelo processo de negociação ter sido construído e levado ao limite, recomendamos o voto SIM.

Expediente Informativo do Sindicato dos Bancários de Jundiaí e Região - Filiado à Contraf/Fetec-SP/CUT Presidente: Paulo Malerba

Redação Tarantina - Assessoria de Imprensa

Diretor Responsável: Sérgio Kaneko

Diagramação/ Projeto Gráfico: Guilherme Hilário

Tiragem: 1.500 exemplares Impressão: Metagraff

Contato: (11) 4806-6650 atendimento@bancariosjundiai.com.br Rua Prudente de Moraes, 843, Centro Jundiaí - SP


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Jornal dos Bancários - nº 551 - Maio/2019  

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