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Ano 02 - Edição 1 - Fevereiro 2012 Cravinhos/SP

XÔ CALOR

Toques para o dia a dia Dicas sobre alimentação, hidratação e cuidados com o sol FACHADAS

A importância da Arquitetura O que fazer e o que evitar

EM FEVEREIRO

CARNAVAL História das repúblicas e a trajetória do carnaval de rua


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EXPEDIENTE

O sonho não terminou!

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Nossa Capa Bruna Molesin Veste: Parte de Cima Foto: Cris Soares Cabelo e Maquiagem: Janaine Centro de Beleza Produção: Leandro Mauricio Realização: Kátia Cavalcanti Diretor Geral Francisco Cavalcanti MTB 33.717 Jornalista Responsável Kennedy Oliveira Gomes MTB 46.290 Projeto Gráfico Leandro Cavalcanti Jornalismo Jamila Grecco Departamento Comercial Kátia Bionês Cavalcanti

título torna a se repetir em nosso editorial: O sonho não terminou! A revista L’Chain com uma nova cara, novo layout, novos editores, enfim, futuristicamente ‘nova’. Usamos este termo (futurista) já que não é uma ideia nova, e sim um projeto novo. Há 16 anos atrás - março de 1994 - nasceu junto do jornal A Tribuna Regional em Cravinhos, um suplemento titulado Revista L’Chain, tendo como frente a jovem Carla Castelano, acompanhada dos colunistas Leandro Mauricio e Gisele Fernandes, o fotógrafo Luis Ribeiro, e na primeira capa a modelo Jaqueline Orteiro. Nesse tempo o suplemento era papel sulfite, a impressão em preto e branco, tamanho ofício e 8 páginas. Viveu vinte edições. Passado todo esse tempo, a equipe do jornal A Tribuna Regional de Cravinhos volta com esta ‘novidade’ que há tanto tempo vem sendo cobrada pelos apreciadores da leitura em Cravinhos. Estamos lançando a 21ª Edição da Revista L’Chain, uma expressão judaica onde seu significado é “Brinde a Vida”. Iremos trazer o mesmo editorial de 16 anos atrás. Os assuntos abordados serão direcionados ao publico jovem (não só de idade, mas também de espírito), com temas relacionados ao cotidiano como: alimentação, cuidados com a pele e o corpo, cuidados com os animais, turismo, moda, estética, arquitetura, atualidade, etc. Nesta ‘primeira’ edição traremos em nossa capa a exuberante Bruna Molesin, que pousou para a fotógrafa profissional Cris Soares, em seu estúdio. Na Revista L’Chain participaram ativamente, Francisco Cavalcanti e seus filhos Kátia e Leandro, os jornalistas Kennedy Oliveira e Jamila Grecco, a professora Lucimara Souza, os colunistas Fabiano Palmarin e o sempre ativo na cultura cravinhense e um dos fundadores da L’Chain: Leandro Mauricio. Deixamos nossos sinceros agradecimentos aos colaboradores, anunciantes e amigos, que estão participando e entrando para mais esta ferramenta que registra a história de Cravinhos. Que possamos sempre celebrar e brindar com L’Chain (para toda a vida)! Boa leitura!

Em Março

Mulher

Nesta Edição Dê sugestões, envie carta, fax ou e-mail para: Rua Cristiano Barreto, 54 - Centro Cravinhos/SP - CEP. 14.140-000 e-mail: jornalismo@atribunaregional.com.br

Fone: (16) 3951-2228 / Fax: (16) 3951-4819

A Redação se reserva o direito de adaptar as mensagem sem alterar o conteúdo. A L’Chain não se responsabiliza por opiniões expressas em matérias, publicidades e artigos assinados.

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Curtas e Boas 05 Garota da capa 06 e 07 Culinária 08 Xô Calor 10 Arquitetura 12 Republicas 14 Carnaval 16 e 17

Turismo Cinema Crônica Putzgrila Seguros Coluna Animal Decoração Foto

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Editado pelo Sistema Impacto de Publicidade e Jornalismo Ltda - ME CNPJ: 04.923.916/0001-74

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CURTAS E BOAS Mauricio de Sousa une seus personagens aos de Osamu Tezuka para uma Aventura Ecológica Pela primeira vez na história acontece um crossover entre personagens japoneses e brasileiros de quadrinhos. A revista Turma da Mônica Jovem 43, a ser lançada no final de fevereiro terá simplesmente os personagens mais famosos do “pai do mangá”, Osamu Tezuka e os de maior sucesso de Mauricio de Sousa, lutando pela Amazônia. Em Cravinhos, um grupo de adolescentes coleciona as revistas de Mauricio Souza, e aguardam com grande expectativa o lançamento da Monica Jovem.

Xiko Cavalcanti

Sem avenida, mas com acesso digno

Álcool é uma das principais causas de morte

O sonho da pavimentação da avenida aberta quando da implantação do Condominio Ana Carolina, ficou apenas no sonho. Para amenizar, a atual administração, fez uma modesta obra, construindo guias e pavimentando o acesso ao condomínio, que lhe rendeu uma faixa de agradecimento no portão de acesso.

Retratos da cidade

Antes dos veículos possantes, eles predominavam

Nos séculos 18 e inicio do século 20, o transporte popular era feito por carroças e charretes, carros de boi. O tempo passou, mas a tradição não morreu. É comum depararmos em pleno transito de Cravinhos, a presença do velho e bom “motorista”, do carroceiro Sr. Quiléu circulando tranquilamente. Envie sua foto da cidade em alta resolução com o seu nome e título da foto para o e-mail: jornalismo@atribunaregional.com.br. Se sua foto for escolhida nós a publicaremos nesta seção.

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Cerca de 15% dos alcoólatras morrerão de cirrose. Entre os casos de câncer, de 20% a 30% estão associados ao consumo de álcool. As informações são do psiquiatra Ronaldo Laranjeira, coordenador da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas (Uniad) na Escola Paulista de Medicina da Unifesp, e retrata o cenário atual do Brasil, que ocupa o quarto lugar no ranking de países da América que mais consomem álcool, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a OMS, são três os padrões para o consumo de álcool. O primeiro é o beber de baixo risco, em que um homem adulto e saudável pode consumir, por dia, até dois copos de vinho, o equivalente a dois copos de chope ou 50 ml de destilado. No caso das mulheres, aconselha-se a metade da dose, já que elas são mais sensíveis biologicamente. Problema de saúde pública, a bebida alcoólica deve ser atacada pela raiz, seja no ambiente familiar ou ainda no controle das primeiras doses, pois qualquer passo adiante as consequências podem ser irreversíveis.

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NÃO DÁ PARA RESISTIR

Fonte: www.receitas.com

Uma receita imperdível que mistura o gostinho do doce e salgado INGREDIENTES • ¼ xícara (chá) de água (60 ml) • 1 colher (sopa) de molho shoyu • 2 cebolas picadas grosseiramente (300 g) • ½ colher (sobremesa) de alho • 1 colher (sopa) de gengibre descascado cortado grosseiramente • 1 colher (sobremesa) de sal • 1 tablete de caldo de frango • 1 kg de costelinha de porco cortada em pedaços pequenos • 1 litro de água • folhas de sálvia, alecrim debulhado e sal a gosto • 3 xícaras (chá) de óleo (240 ml) • 1 ½ frasco de glucose de milho dourada (525 g) • cebolinha verde picada a gosto

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MODO

DE

PREPARO

1°- Coloque num processador ¼ xícara (chá) de água (60 ml), 1 colher (sopa) de molho shoyu, 2 cebolas picadas grosseiramente (300 g), ½ colher (sobremesa) de alho, 1 colher (sopa) de gengibre descascado cortado grosseiramente, 1 colher (sobremesa) de sal, 1 tablete de caldo de frango e bata até a cebola e o gengibre estarem bem picados. Transfira a mistura para um saco plástico, coloque 1 kg de costelinha de porco cortada em pedaços pequenos e misture bem. Deixe marinando por no mínimo 12 h na geladeira. 2°- Numa panela de pressão coloque 1 litro de água, folhas de sálvia, alecrim debulhado, sal a gosto e a costelinha (já temperada) junto com a marinada e leve ao fogo médio por 20 minutos após pegar pressão. Desligue o fogo, retire o vapor da panela e retire as costelinhas de porco cozidas. 3°- Coloque 3 xícaras (chá) de óleo (240 ml) e 1 ½ frasco de glucose de milho dourada (525 g) e leve ao fogo alto até borbulhar (+/- 2 minutos). Abaixe o fogo, mantendo as borbulhas, coloque os pedaços de costelinha de porco (já cozidas) e deixe caramelizar por +/- 15 minutos. Retire os pedaços das costelinhas da panela e coloque-os numa peneira para escorrer o excesso de glucose. Sirva em seguida salpicado com cebolinha verde picada. Cravinhos/SP

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XÔ CALOR

Leandro Cavalcanti

Fotos: Divulgação

Toques para o dia a dia

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calor do verão acoplado com a folia de carnaval faz com que perdemos uma quantidade maior de água e sais minerais, isso devido à transpiração. A nutricionista Marcela Alves dos Reis alerta que os idosos devem ter maior atenção em relação à hidratação, devido ao mecanismo de percepção da sede estar mais prejudicado por causa da idade. A recomendação é de ingerirmos no mínimo 2 litros de água por dia, lembrando que essa quantidade pode variar de acordo com os fatores como sexo, idade, temperatura, sudorese, alimentação, estado de saúde e atividade física. Em relação a alimentação, ela também explica que deve-

mos dar preferência a alimentos com maior quantidade de água como saladas, frutas, sucos naturais e água de coco, além optar por preparações grelhadas, assadas ou cozidas. Evitar frituras, empanados, bebidas alcoólicas, refrigerantes, alimentos com muito sódio (sal), biscoitos recheados, chocolates, tortas, bolos e salgadinhos. É importante também ter uma atenção especial com as crianças. Em passeios, o ideal é levar de casa frutas de fácil manuseio e pouca manipulação como pêra, pêssego, banana e maça, biscoito de polvilho, garrafinhas de água e barrinha de cereal.

Cuidados para quem abusou do sol

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uem nunca esqueceu o protetor solar e ficou da cor de um pimentão? A dermatologista Flávia Fonseca Dias Paes afirma que para aliviar a dor e diminuir a progressão da queimadura é muito importante o uso de compressas frias e até banhos frios, dependendo da extensão da queimadura. Além disso, o uso de produtos com propriedades calmantes, hidratantes e cicatrizantes como aloe vera e calamina, aliviam bastante os sintomas e aceleram a recuperação da integridade da pele. Se a queimadura for mais profunda com a formação de bolhas, o melhor é que um médico avalie o quadro para sua correta medicação. Ela deixa a dica: “o ideal é não remover o teto da bolha, apenas drenar o seu conteúdo para que a pele não fique desprotegida e usar um creme cicatrizante com antibiótico prescrito pelo médico”. Em alguns casos é necessário também o uso de medicamentos por via oral como anti-inflamatórios e analgésicos. O mais importante é a prevenção, lembrando sempre de passar 30 minutos antes da exposição solar um protetor solar com fator, no mínimo, 30, repetindo a cada 2 horas ou após sair da água. Evitar o sol de 10:00h às 15:00h e usar chapéus e barracas.

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ARQUITETURA

Bruna Cavalcanti

A importância da boa arquitetura em seu comércio!

N O QUE FAZER: Fachadas com espaços previstos e adequados para publicidade/merchandising; Fachadas que se harmonizem com a vizinhança, mas que marquem sua presença; Fachadas que reforcem a personalidade da Unidade de Varejo, eventualmente podendo se tornar uma “marca registrada” da loja, inclusive em futuras expansões; Fachadas e acesso à loja bem iluminados, dando ampla visão à comunicação visual e outros elementos do prédio que mereçam um destaque.

O QUE EVITAR: Fachadas que se destaquem excessivamente na paisagem causando transtorno para a vizinhança; Fachadas poluídas com excesso de publicidade ou com peças colocadas em locais inadequados; Fachadas repetitivas ou que simplesmente copiem a concorrência sem demonstrar personalidade; Fachadas cuja principal ou única vantagem seja a facilidade de execução, ou preço reduzido, ou o gosto do empreendedor. O mais importante é o gosto do cliente e do mercado.

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ão há dúvidas de que um ambiente bonito, funcional e confortável favorece o bom desenvolvimento do trabalho dos funcionários de uma empresa e estimula as compras por parte dos clientes. Essa preocupação, é claro, deve estar presente em todo o conjunto da loja. Isto demonstra a preocupação do empreendedor com os detalhes e com certeza, em um mundo altamente competitivo. São os detalhes que fazem a diferença. Daí a importância de que uma loja já tenha uma boa apresentação naquela sua parte que pode ser considerada um verdadeiro cartão de visitas: a fachada. Sendo a fachada a primeira referência física da loja para o público, pode fazer realmente a diferença e transformar um pedestre, um motorista ou um passageiro, efetivamente, em um cliente. Não é por acaso que as fachadas geralmente são bem elaboradas. Sem causar uma boa impressão desde o primeiro momento, os esforços de vendas terão que ser redobrados. Esta é a palavra chave quando se fala de fachadas para uma loja: comunicação. A fachada será tão mais eficiente como elemento de apoio às vendas, quanto maior for sua capacidade de comunicar às pessoas tudo aquilo que a loja que lhe está por trás pode potencialmente oferecer.

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As mudanças das repúblicas carnavalescas Jamila Grecco

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ormalmente encontramos, principalmente em cidades pequenas, repúblicas em que as turmas se reúnem e vestem-se iguais antes de ir a algum baile de salão no Carnaval.

Entretanto com o passar dos anos os tradicionais bailes foram acabando e com isso os integrantes de repúblicas tiveram que se adaptar ao novo estilo, se juntar e desfilar na rua. Na cidade de Cravinhos as repúblicas começaram a se destacar nas décadas de 40 e 50, estando à frente a saudosa Neide Bagatin, que tinha em seu bloco aproximadamente 30 casais, que eram amigos e aproveitavam o Carnaval para desfilarem com suas fantasias e procuravam a diversão. Os preparativos das repúblicas, antigamente, começavam com um mês de antecedência, dessa maneira era possível o bloco escolher a fantasia, música e acertar os últimos detalhes. A escolha da fantasia ficava a cargo dos integrantes de cada república, sendo que eram guardadas em sigilo para que as outras não ficassem sabendo, uma vez que aconteciam

concursos com grandes premiações. Dona Neide, como era conhecida, costurava e confeccionava todas as fantasias de sua república, uma vez que queria ter certeza de ficarem todas iguais. Isso fez com que ganhasse grande notoriedade e fosse disputada por outras repúblicas, mas nunca quis sair de sua casa. As atuais repúblicas não têm a mesma pretensão das antigas, pois as pessoas já não se preocupam com as fantasias, e confeccionam simplesmente camisetas para identificar os integrantes de seu bloco. A música também foi substituída, deixou de ser as tradicionais marchinhas para cair no embalo do axé e funk.

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CARNAVAL

A tradicional Festa de Momo

Kennedy Oliveira

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uem é a gente que samba? É o povo, é o cidadão, é toda pessoa, que, por ser tão feliz, deseja contagiar a todos cantando, dançando e sorrindo. A história do Carnaval de Cravinhos vem de muitas décadas, primeiramente com os tradicionais “bailes de salão”, em que os sócios de clubes da cidade se organizavam para a disputa a da fantasia mais bonita, bem como se reuniam com a turma e festejavam as quatro noites da Festa de Momo. O Desfile de Rua teve início com blocos e repúblicas, sendo que os clubes cravinhenses (Cravinhos Tênis Clube, Recreativo e Clube Atlético de Cravinhos) faziam luxuosos carros alegóricos e também os colocavam na “passarela do samba”, o que fazia a população sair de suas residências e ir prestigiar o irreverente Carnaval.

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CARNAVAL No final da década de 60 o policial militar, Salvador Nascimento (Dodô) e o carnavalesco, carioca, Carlos Roberto Ferreira Caldas (Carlinhos Durão) se uniram e fundaram a primeira escola de samba de Cravinhos, que não tinha um nome fixo, mas a cada ano desfilava em homenagem a uma ilustre pessoa ou lugar. No ano de 1967 Dodô veio a falecer, e com isso terminou a luxuosa escola de samba, que tinha encantado a todos durante esse período. Empolgado com o Carnaval cravinhense, o filho da terra, Roosevelt Jordão, que era instrumentista da antiga agremiação, fez questão de fundar uma escola de samba, Unidos da Vila Claudia, posteriormente, Escola “Águias do Samba”, que teve início de forma modesta, mas com uma alegria inexplicável. No embalo, no final da década de 70, o pintor Horácio Luís dos Santos fundou a escola de samba Unidos de Vila Viegas, que inicialmente era composta por jovens do bairro que “batiam lata”, e alegravam a todos que participavam do Desfile de Rua, nascendo assim o Bloco “Vai quem quer”. Entretanto o sucesso foi tanto que nos anos posteriores a agremiação veio com diversas alas e até mesmo carros alegóricos. As duas escolas de samba e os blocos carnavalescos alavancaram o Car-

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naval de Rua de Cravinhos, enquanto isso os bailes nos salões iam sendo abandonados pelas novas gerações, o que em pouco tempo deixou de existir completamente. Em 2004 uma nova etapa do Carnaval se deu na cidade, Carlinhos Durão, de forte personalidade, voltou ao município e se tornou o carnavalesco oficial, assim desenvolvendo, anualmente, em torno de seis carros alegóricos, que posteriormente eram colocados no Desfile de Rua. No ano de 2006 surgiram as escolas de samba Fanfolia e União da Mocidade, sendo que a primeira existe até os dias atuais. Já em 2010 foram incorporadas as agremiações Império de Nova Cravinhos e Beija-Flor de Cravinhos. As repúblicas foram ampliando seus “sócios” e Durão foi demonstrando todo seu trabalho e conhecimento. Com o fim dos bailes nos clubes, a administração municipal abriu espaço para a realização de grandes noites de Carnaval, primeiramente no terminal rodoviário “João Higyno Berbel” e depois no estádio municipal do Jardim Bela Vista, denominado “Andréa Ippolito”. Tudo parecia caminhar para que o Carnaval pudesse ser ainda mais belo, mas quis o destino que no ano de 2009 o carnavalesco Carlos Durão pegasse seu tamborim e fosse tocar no andar de cima. Atualmente o Carnaval de Rua conta com cinco escolas de samba, inúmeras repúblicas e a incerteza de como será o futuro desse tradicional evento.

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Foto e texto: divulgação

TURISMO

Gruta do Itambé

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ruta do Itambé está localizada no município de Altinópolis/SP, possui 100 metros de altura, com uma fachada de 28 metros de altura e 350 metros de galerias. Devido a escuridão e o silêncio, ao se passar muito tempo na gruta se perde a noção do tempo e espaço. A gruta foi descoberta no período de 1888. Possui várias atrações como a formação rochosa “cara de índio”, e as duas cavidades em forma de orelhas de onde jorra pequena quantidade de água, que muitos imaginam ser um milagre religioso. A cachoeira do Itambé está localizada a 300 metros da gruta e possui 60 metros de queda.

Cachoeira da Serra

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ubatão é um rio que passa por montanhas e rochas, dando origem a muitas corredeiras e cachoeiras. É esse rio que passa pela “Cachoeira da Serra” formando uma belíssima queda d água. Além da exuberante cachoeira. Para quem possui caiaques, o rio Cubatão é muito gostoso para a prática deste esporte. A rusticidade do lugar unidos ao bom gosto dão um toque charmoso e especial, nos aproximando mais ainda da natureza e das coisas simples da vida. Fica localizada na cidade de Cajuru/SP. A região abriga 70 cachoeiras e quedas de água, grutas e uma fauna e flora privilegiada. Além disso os turistas podem encontrar várias trilhas, perfeitas para os esportes radicais. Em consequência desses atrativos turísticos que a região possui, a cidade recebe pessoas que buscam sossego e paz que não encontram nas grande cidades.

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FICA A DICA F

@FabianoCabrera

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alve salve Leitores! Está nos cinemas: “As Aventuras de Tintim” e “As Aventuras de Agamenon, o Repórter”. E grande expectativa vem com eles. O primeiro (já ganhou o Globo de Ouro de melhor animação) trata-se de uma parceria épica: Peter Jackson e Steven Spielberg. Tintim é um antigo quadrinhos (HQ) que virou desenho, fez muito sucesso no mundo todo e causou algumas polêmicas. A obra foi acusada muitas vezes de racismo entre outras coisas, pois Tintim nasceu em 1929 sofrendo pressão dos nazistas, seu autor Hergé nasceu em Etterbeek na Bélgica. A inspiração para Tintim veio, segundo declarou Hergé, do seu irmão Paul. Muitos dos principais personagens retratados nas suas histórias eram baseados em pessoas de carne e osso. O segundo é nacional (por isso deve ser assistido) e vem seguindo a linha dos nossos humoristas tradicionais. Bom para matar a saudade do Casseta & Planeta. Forte abraço, fiquem com Deus, até a próxima!

As Aventuras de Tintim Direção: Steven Spielberg Gênero: Aventura Duração: 107 minutos Classificação: 10 Anos

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As Aventuras de Agamenon, o Repórter Direção: Victor Lopes Gênero: Comédia Duração: 74 minutos Classificação: 14 Anos

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CRÔNICA

Quando o Carnaval chegar... Leandro Mauricio

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uça o rufar dos tambores do Olodum, a bateria da sua escola de samba favorita, o Chiclete com aquela musica chiclete que não vai sair da sua mente tão cedo e... o Michél Teló pela enésima vez!! O carnaval chegou! Pasmem: já estamos em Fevereiro! Para algumas pessoas essa época do ano pode ser a mais desesperadora. Muita gente entra em pânico só de imaginar aquele mundo de gente aglomerada pulando e suando ao som do hitaxé do momento, ou então, se vendo obrigado a acompanhar os desfiles das escolas pela TV, com seus enredos incógnitos do tipo: A viagem de Noé pelo espaço verde da Amazônia de Cristovão

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Colombo!!! Mas para muitos, o carnaval já foi motivo de muita espera. Eu mesmo, quantos carnavais esperei ansioso para saber em que bloco iria desfilar ou pagar o maior mico descendo a Rua XV pulando e sambando ao som de... NADA, pois muitas vezes o trio elétrico ou a bateria do Viega sempre estava à metros de distância do bloco e a gente era obrigado a ir cantando alguma coisa ou então tentar um samba no pé sem som! E as repúblicas? Ah, as repúblicas! As coisas eram bem diferentes. Sim, a gente bebia, curtia, mas mais que isso, o mais gostoso era entrar no clube da XV com toda a turma vestindo o “camiseta da república”, (abadá? A gente nem sabia o que era!) numa espécie de micareta só da gente.

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Era preciso muito fôlego pra agüentar os cinco dias de festa. E a gente agüentava, comendo sempre alguma coisa na lanchonete do Sr. Nilfo depois, mas agüentava. Lembro de minha primeira vez desfilando na rua XV. Todo mundo que gostava do carnaval da cidade já tinha descido a rua XV de pé no chão, menos eu. E fui. Procurei o Dirceu, que na minha época era o “carnavalesco dos blocos” e me ofereci, como bom oferecido que sou. Para meu desespero, início dele, a fantasia era de índio. Vamos combinar que para uma estréia, desfilar com algumas partes do corpo em exposição não era bem o que eu pretendia. Ainda mais sendo eu praticamente um corredor do Quênia de tão magro e estranho. Mas fui, segurando o estandarte e tudo. Hoje em dia desfilar de índio beira o cúmulo da inocência diante de tanta gente pelada na avenida, na rua, no bloco. E os amores de carnaval? Ah, os amores de carnaval. Não subiam serra, mas subiam e desciam pela XV. Parece uma coisa : no carnaval quem está solteiro quer encontrar alguém, quem está casado quer se perder de alguém. O carnaval faz dessas coisas. Talvez por ser tão perto do Natal e do Ano Novo, festas onde se pregam o AMOR, em fevereiro está todo mundo querendo deixar a teoria de lado e fazer AMOR. É em fevereiro que as esperanças se renovam de fato. Afinal, janeiro é apenas uma versão beta do ano. O ano começa mesmo em Fevereiro, depois que o carnaval chegar.

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SEGUROS

Adolfo D. Sanches

Pretensas Associações ou Cooperativas de Seguros Etevaldo Almeida - Bacharel em Direito e Corretor de Seguros

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á alguns anos atrás, caminhoneiros se uniram e organizaram associações ou cooperativas com o fim de otimizar custo para compra de produtos como pneus, combustíveis, etc. Com o desenvolvimento da atividade pensou-se em uma forma de mutualismo para proteção em caso de roubo ou acidentes e alguns grupos se estabeleceram. Desafortunadamente, pessoas inescrupulosas se apoderaram da idéia e criaram empresas fictícias ou com registro irregular para abrigar caminhoneiros com uma proposta atraente, embora ilegal ou ilícita. Essas empresas são verdadeiros monstros jurídico-contábeis e os contratos firmados com estas pretensas empresas padecem de nulidade, conforme se verifica: O Código Civil Brasileiro de 2002, em seu artigo 104, tratando dos requisitos para validade do contrato, assim aduz: A validade do negócio jurídico requer: Agente capaz; Objeto lícito, possível e determinado ou determinável; Forma prescrita ou não defesa em lei. Portanto, o objeto de qualquer contrato regular deve ser: 1.Lícito - Quando é autorizado por lei ou permitido pelas normas vigentes. A legislação securitária não permite cooperativas ou mesmo associações para esse tipo de atividade. Um contrato de seguros deve se agasalhar das normas do Banco Central e da SUSEP para evitar prejuízo ao contratante com a falência da instituição. 2.Possível – Que é a possibilidade física e jurídica do interesse. A possibilidade do objeto deve ser avaliada no momento em que se realiza o negócio, sob pena de nulidade do ato (Se não há possibilidade, não é válido). Esses pretensos contratos “de seguros” não são possíveis, vez que a lei se manifesta em caminho oposto. 3.Determinado - Determinação é a identificação das características do objeto. O contrato de seguros tem suas próprias características firmadas em legislação especial.Nesse entendimento, a falta de cumprimento de qualquer requisito invalida o contrato, assim, é oportuno informar que aqueles que firmarem contrato dessa categoria não terão a proteção jurídica em função da sua ilicitude e ilegalidade. Outra ilegalidade reside na falta de legislação tributária que abrigue tais contratos, o que acaba levando os detentores dessa atividade a transitarem com tranqüilidade à margem da tributação, muito em função da permissividade do Estado pela negligência em fiscalizar. Enquanto os contratos de seguros geram 7,38% de IOF e mais 5% de ISS sobre a comissão dos corretores, esses pretensos contratos circulam longe das garras do Fisco municipal, estadual e federal. Destarte, isso gera uma injustiça tributária, uma vez que enquanto as empresas seguradoras e corretoras de seguros, que são regular e legalmente estabelecidas têm uma carga tributária gigante, essas empresas fictas operam sua ilicitude sem qualquer compromisso fiscal.

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eu trabalho começa em 1993 quando assumo a gerencia regional de uma grande Corretora, a meta era tornarmos uma das maiores corretoras do pais. Consegui em pouco tempo implantar o seguro ASSOBRASC - Associação Brasileira dos Concessionários SCANIA na maioria das revendas Brasil, comercializando o produto voltado aos caminhões SCANIA. Éramos corretores de grandes frotas. Chegamos a fechar negócios com as maiores transportadoras no mercado, como LUBIANI – TRANZAPE – BUTURI – SITCAR – GMCOSTA. Durante minha gestão conseguimos atingir um avanço enorme no mercado de seguros, a produção chegou a superar as corretoras que lideravam o ranking, criamos produto que foram copiados por corretoras especificas em transportes (CARGAS) até hoje existente. Em 2006 decidi fundar minha própria corretora, juntamente com minha esposa que sempre me apoiou, e se esforçou tendo que dividir suas funções do lar e como mãe, formando-se CORRETORA e obtendo a SUSEP. A partir daí trouxe para minha carteira mais de 30 frotas de caminhões pesados, que seguiram-me desde 1993 claro que pelo atendimento que lhes era prestado, sempre preocupei-me com o que vendíamos, “um simples pedaço de papel com um monte de letrinhas” e que na verdade ninguém gostaria de usá-lo, mas quando necessário, precisaria de um bom atendimento e de COBERTURA que e o principal no SEGURO. Hoje ocupamos uma importante fatia no setor, nosso foco de vendas estende-se nas regiões de Campinas, Sorocaba e Ribeirão Preto, somos corretores agentes da AGENCIA BRADESCO de Altinopolis há 03 anos, e nossa meta e atender bem, e nunca decepcionar o nosso segurado. Somos fortes em frotas de pesados, (CAMINHÕES –REBOCADORES), mas atuamos em todos os riscos de seguros, inclusive veículos de passeios. Temos parceria com RASTREADORES de ponta, com função de telemetria, que consegue gerenciar os veículos a distancia e mostrar ao proprietário o tempo de ociosidade de cada item, trazendo economia e tranquilidade para frota. Façam uma visita em nossa corretora, teremos o prazer em recebê-los. Atendimento A Carrier Corretora de Seguros fica localizada na rua Saldanha Marinho, nº 508 - Centro - Cravinhos/SP, o telefone é (16) 3482-1032. Acesse o site www.carrierseguros.com.br .

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COLUNA ANIMAL

O que você faria se fosse um pitbull? Jorge Pereira - Cinotécnico e Etólogo, especializado em comportamento canino

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alar que os Pitbull são vítimas e o reflexo dos cuidados que recebem é bater na mesma tecla. Todos nós já estamos cansados de ouvir isso. Por isso, vou abordar esse assunto de outra forma, através da visão do cão. Desta forma, poderemos desvendar alguns dos segredos que cercam esses animais. Esqueçamos um pouco o cão assassino, comedor de criancinhas e matador de velhinhos, cuja fúria sempre é comparada a de um demônio. A história desses cães remonta a uma época cheia de descober-

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tas, pobreza e pouca diversão. No início, alguns cães do tipo bull eram usados para a lida com gado. Muito utilizados por açougueiros, esses cães tinham o papel de dominar touros. Alguns açougueiros tinham a crença de que se um boi fosse morto após um combate sua carne seria mais saborosa por causa do estresse sofrido. Isso é apenas merchandising para vender seus produtos. Nesse processo, além de trazer entretenimento para alguns, ele teria a chance de vender a carne. Muitos vão dizer que isso era algo muito cruel com o touro. Com certeza é. Mas, vamos lembrar dos cães que estavam nesses combates: eles também saiam muito machucados. Imagine: será que algum veterinário iria cuidar desses cães? Com a proibição dos bull baiting, esse era o nome dessa prática, começaram as rinhas, pois isso também poderia render muito dinheiro: na venda de filhotes e cruzas de campeões, e na maioria das vezes com o enfrentamento entre cães. Em alguns países, a luta entre cães é permitida. No Paquistão, esses cães enfrentam outros animais, tais como: ursos, macacos e búfalos.

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Textos e fotos: divulgação

DECORAÇÃO

Decoração Provençal

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decoração provençal é vem sendo muito usada em casamentos e até em festas infantis. O termo vem de Provence, na França. O estilo dessa decoração nos remete à vida rural dos franceses do sul da França nas suas casas de campo em meio a vinhedos e aos campos de lavanda. O estilo provence surgiu em no século XVIII, inspirado no trabalho dos artesões franceses. Até mesmo as plantações de lavandas da Provença serviram de inspiração para compor a proposta de decoração. Por isso, use e abuse

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da lavanda, tanto na decoração quanto no buquê, é ideal para quem quer dar esse ar provençal. Inspirações podem vir em taças de cristal ou até mesmo de vidro bem rústicas

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e pesadas e ainda mobiliário de ferro no jardim. A cor não se resume ao branco, apesar dos tons suaves, o francês usa todo o espectro de cores na decoração, principalmente estampas florais, verdes, ferrugem e tons de madeira crua. É um estilo rústico perfeito para um casamento ao ar livre! Apesar de ter sido esquecido no tempo, algumas pessoas costumam retomar os traços desse estilo e explorar o que ele tem de mais bonito, buscando elegância e nostalgia ao compor a decoração.

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NAS LENTES DE UM CRAVINHENSE Lucimara Souza

Uma imagem vale mais que mil palavras

Por mais simples que seja, o espetáculo da natureza é sempre belo e inédito.

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Revista L'Chain