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EXTRA: mergulhe sem medo com os poderosos tubarões-tigre! Mergulho.com.br

ano XiII nº 159

R$ 8,90

Carolina do Norte Tesouro da segunda guerra: o naufrágio do submarino alemão U-352, permanece intacto no oceano

Filipinas

Mergulhe na biodiversidade marinha mais rica do mundo São mais de 450 espécies de corais e inacreditáveis 3000 espécies de peixes!!!

África do Sul Sardine Run: conheça o maior movimento de biomassa do planeta


Briefing Presidente e Editor: Ernani Paciornik Vice-Presidente: Denise Godoy denise@gr1editora.com.br Vice-Presidente executiva: Silvana Cassol

As pessoas têm momentos definidores na vida. O meu momento definidor, revelou-se quando mergulhei pela primeira vez, em 1997. Naquele instante, tive a certeza de que meu destino estava ligado ao mergulho e ao mar . De lá pra cá, foram muitos mergulhos, muitos cursos e muita dedicação, até me formar instrutora. Já estava felicíssima em ensinar e apresentar o mar a novos mergulhadores, até que, convidada por Alcides Falanghe, passei à fazer parte do time responsável por colocar a Revista Mergulho todo mês nas bancas... Melhor que isso impossível!!!

Redação Diretor de Produto: Alcides Falanghe afalanghe@revistamergulho.com.br EditorA: Daniela Maximo Breitbarg daniela@revistamergulho.com.br Editor de Arte: Alexandre Sakihama alexandre@gr1editora.com.br Tratamento de imagem: Paulo Nery paulo@gr1editora.com.br EstagiáriO: Murilo Barros murilo@revistamergulho.com.br Colaboraram nesta Edição: André Valentim, Ary Amarante, Áthila Bertoncini, Cezar Torres, Daniel Botelho, Gabriel Ganme, “Johnny” Pavani Franco, Maira Borgonha, Mauricio Carvalho, Osmar Luiz Jr., Paulo Amorim, Rodrigo Figueiredo, Rodrigo Guimarães, Rogério Franze, Silvio Piesco, Tatiana Zanardi

Hoje vivo meu sonho diariamente e viajo nas matérias da revista. Não há como não viajar com Áthila Bertoncine e Maira Borgonha que trouxeram das Filipinas um verdadeiro tesouro fotográfico. Foi quase impossível escolher as fotos e confesso que estou usando uma como fundo de tela. Mereceram as oito páginas e teriam mais oito se fosse possível... A diversidade da vida marinha das Filipinas é impressionante e como diria uma grande e queridíssima amiga: “Quanta vida”!!!!!

Publicidade gerente: Alcides Falanghe afalanghe@revistamergulho.com.br Representante Paraná: Gustavo Ortiz Sampaio gustavo@nautica.com.br

Da mesma forma, Daniel Botelho nos trouxe um material riquíssimo em imagens e informações sobre o maior cardume do planeta. Um acontecimento que ocorre todos os anos na África do Sul, o chamado Sardine Run (corrida das sardinhas). Fico imaginando a sensação de cair na água com milhões de sardinhas, golfinhos (meus preferidos), tubarões de diferentes espécies, baleias gigantes e atobás !!!

Endereço Av. Brigadeiro Faria Lima, 3064 – 10º andar - CEP:01451-000 São Paulo – SP – Tel.: (11) 2186-1000

Circulação/Assinaturas

Também na terra dos leões, Gabriel Ganme, aficionado por tubarões, não foi atrás das sardinhas mas sim dos temidos tubarõestigre, também conhecidos como tintureiras. Pelo relato do Gabriel, o encontro com as tintureiras é fascinante e não tem nada de amedrontador. Ao contrário do que muito mergulhador pensa, o tubarão-tigre não é tão mau quanto parece e é possível ficar cara a cara com os bichões e continuar com todas as partes do corpo intactas. Áthila Bertoncine e Maira Borgonha

Daniel Botelho

Atendimento ao leitor

Tatiana Zanardi dá dicas IMPORTANTÍSSIMAS para que nós, mulheres, possamos sobreviver em um live aboard, sem todas as roupas e sapatos que gostaríamos de levar, sem uma manicure e um hair stylist a bordo e sem irritar o capitão da embarcação.

Bons Mergulhos!!!

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Daniela Maximo Breitbarg

Roberta Coelho atendimento@revistamergulho.com.br

Atendimento ao assinante CENTRAL DE ATENDIMENTO SP (11) 3512-9474 RJ (21) 4063-9507 BH (31) 40639703 Horário de atendimento: das 8h às 18h OU PELO “FALE CONOSCO”: www.assinemergulho.com.br/fale conosco

André Valentim, Rodrigo Figueiredo, João Tavares e Michel Medeiros, foram até a Carolina do Norte para mergulhar em uma parte da história da segunda guerra mundial. Conferiram de perto, com direito à penetração, o imponente submarino alemão U-352 de 218 pés, abatido em 9 de maio de 1942. O naufrágio esta praticamente intacto e repousa no fundo do Atlântico. Mergulho pra gente grande!!!!

Por fim, gostaria de dar os parabéns aos colaboradores desta edição, pois até fecharmos todas as matérias, três já tinham se casado e um estava escolhendo a cor do fraque que usará no próximo mês. O cupido esta à solta!!!!

06  Revista mergulho

Gerente de Circulação: Luiz Henrique Cuin luiz.cuin@gr1editora.com.br Assessor de Circulação: Ricardo Rodrigues rico@gr1editora.com.br Relacionamento assinaturas: Eduardo Saigh eduardo@gr1editora.com.br Números Atrasados: Camila Leal www.mergulho.com.br/lojavirtual

Mergulho é uma pu­bli­ca­ção men­sal da GR Um Edi­to­ra Ltda. ISSN 1413-408X. Outubro 2009. Jor­na­lis­ta res­pon­sá­vel: De­ni­se Go­doy MTb 14037. Ar­ti­gos as­si­na­dos não re­pre­sen­tam ne­ces­sa­ri­a­men­te a opi­ni­ão da re­vis­ta. To­dos os di­rei­tos re­ser­va­dos. Mergu­lho é dis­tri­bu­í­da com ex­clu­si­vi­da­de no Bra­sil pe­la Dis­tri­bu­i­do­ra Na­ci­o­nal de Pu­blica­ções – Di­nap. Nú­me­ros atra­sa­dos poderão ser adquiridos mediante disponibilidade de estoque e ao preço da última edição em banca, mais as despesas de postagem, pelo site www.mergulho.com.br/loja. As­si­na­tu­ras: www.assinemergulho.com.br. A Edi­to­ra ga­ran­te aos assinantes des­ta pu­bli­ca­ção que a interrupção na en­tre­ga dos exem­pla­res contratados im­pli­ca­rá na res­tituição, em reais, do va­lor pa­go cor­respondente aos exem­pla­res a en­tre­ gar de­vi­da­mente cor­ri­gi­do, de acor­do com as dis­posições le­gais.

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Mabuhay! Textos e Fotos: Maira Borgonha e Áthila Bertoncini

Bem vindos às Filipinas! Mabuhay! Em língua local essa é a saudação aos aventureiros que aportam no idílico arquipélago de inacreditáveis 7.107 ilhas, segundo maior no mundo, abrigo de mais de 450 espécies de corais e 3.000 espécies de peixes marinhos. Um verdadeiro Éden submerso!

No arquipélago das maravilhas

O exuberante arquipélago da República das Filipinas divide-se em três grupos de ilhas: Luzon, centro do governo e economia, onde encontra-se a capital Manila. Visayas, grupo central das ilhas e também principal abrigo da natureza e biodiversidade. E, Mindanao, última região do território, rica por exibir incontáveis manifestações culturais. Considerado como um a rota “contrária” para quem se destina ao Sudoeste Asiático, ou seja, situado fora do percurso usual dos viajantes (vide a localização de Indonésia e Tailândia), o arquipélago promete recompensar aqueles que arriscam percorrer uma distância extra para alcançá-lo. De fato, para nós “brazucas” por exemplo, são aproximadamente 30 horas de vôo até a capital, indiscutivelmente compensatórias com momentos que serão rememorados por muito tempo. Berço dos grandes tubarões-baleia, as Filipinas encontram-se na porção central da região do “Triângulo de Corais” que compreende também as águas da Indonésia, Papua-Nova Guiné, Ilhas Salomão, Malásia e Timor Leste reconhecidas por compor a maior biodiversidade marinha do planeta. A vida subaquática é fabulosa: mergulhamos ao lado de medusas, corais de incontáveis formas e cores, cardumes de diferentes espécies de peixes, serpentes marinhas, gorgônias, enormes esponjas e exuberantes peixes-leão, além da vida microscópica que explode por todos os cantos. Como nas aventuras à terra das maravilhas, vamos juntos a um mundo habitado por criaturas surpreendentes. Um mundo encantador e misterioso, em que todos gostaríamos de mergulhar...

De encontro ao povo gentil

Recife Artificial Cars

Mercado de peixe Dumaguete

Beleza filipina Estrela chocolate chip (Protoreaster nodosus)

Peixe Mandarim (Synchiropus splendidus)

Peixe-leão (Pterois volitans)

Labrídeo (Cheilinus trilobatus)

Muitos são os points de mergulho consagrados nas Filipinas como Cebu, Bohol, Anilao e Palawan. Atraídos por uma rota alternativa e pelos anúncios dos encantos naturais, nosso destino nesta reportagem é rumo ao mar das Visayas Central, na porção oriental da Ilha de Negros. Chegar a Negros Oriental é emocionante, especialmente para os aficionados em náutica! Imprescindível na longa história da coloRevista mergulho  23


nização espanhola no país. Foi no mar das Visayas que Fernão de Magalhães aportou – para sempre – em 1521, durante a descoberta de uma nova rota comercial marítima. Conhecida como a “cidade do povo gentil”, Dumaguete, capital de Negros Oriental, à primeira vista parece um local de poucos atrativos. De fato poucos dias são suficientes para conhecer e aproveitar bem as atrações em terra. Em compensação, existem bons hotéis, incluindo dive resorts. O calor escaldante, o divertido e caótico trânsito e a paisagem exuberante, faz com que o visitante sinta-se bastante à vontade para... mergulhar!

Coral Fungia sp Moréia (Echidna nebulosa)

Ducomi Pier

Peixe-cachimbo (Dunckerocampus pessuliferus)

Peixe-borboleta (Chaetodon octofasciatus)

“Provence Submersa” Cardume de donzelinhas (Chromis atropectoralis)

24  Revista mergulho

Apnéia nos recifes em frente ao hotel logo nos primeiros raios de sol: um ótimo início de dia!

Para baixo, para baixo, para baixo!

Dos aproximadamente 30 locais indicados para mergulho em Dumaguete, “caímos” em quatro dive points muito especiais: Cars (sunken trucks); Ducomi Pier (Dumaguete Coconut Mill); Coral Garden e o Atlantis House Reef. Como resultado da escolha, a investida nesses points nos trouxe a garantia de mergulhos tranquilos, divertidos e a oportunidade de captar boas imagens. Apresentando uma rica vida marinha, Cars é o mais profundo dos mergulhos, alcançando os 30 metros. A sua principal atração são os recifes artificiais formados por carcaças de carros que deram origem ao nome. O mergulho se inicia na praia, navegando por cerca de três minutos sobre fundo arenoso, intercalado com bancos de algas, até atingir um acentuado declive aos seis metros e alcançar rapidamente os carros. É impressionante a concentração de organismos nos recifes artificiais, satisfazendo tanto a fotografia macro como grande angular. O retorno do mergulho é tão interessante quanto o naufrágio, pois é possível fazer um excelente muck diving, ou mergulho na lama, onde observam-se cardumes isolados de peixes-leão de diferentes espécies (Pterois volitans e Pterois antennata), peixe-cachimbo-fantasma (Solenostomus paradoxus) com suas formas e cores diversas, pequenos góbios escondidos (Bryaninops yongei), sépias e os fascinantes mergulhadores-deareia (Trichonotus setiger), peixes de corpo muito alongado que vivem em cardumes sobre fundos arenosos e inclinados onde há alguma correnteza. Antes do término do mergulho, já na porção rasa, um excêntrico jardim de enguias concede o ato final desse espetáculo.

Estrela azul (Linckia laeriguta)

À beira mar: Lapu-lapu com calamansi.

Peixe Borboleta (Chaetodon punctatofasciatus)

Apogon (Cheilodipterus quinquelineatus)

Garoupinha (Epinephelus ongus)


Banca: embarcação típica das Filipinas

Recife Artificial Cars Apogon (Apogon fleurieu)

Pequeno góbio sobre coral (Eviota pellucida)

Ducomi Pier

Ascídias

Nudibranquio (Risbecia tryoni)

Seguindo a rota anunciada, o mergulho no Ducomi Píer sempre tem data e hora marcadas. Por tratar-se de uma área particular (o que inclui o pagamento de uma taxa) e existir um fluxo de atracagem, a operação está restrita ao horário de ausência de embarcações no local e prévio agendamento. Trata-se de um mergulho em dois estágios: Inicialmente, são exploradas as estruturas principais do antigo píer, que apresentam fauna bastante consolidada e profundidade máxima aproximada de 18 metros. A seguir, depois de breve navegação de cerca de 50 metros, alcançam-se as novas estruturas do píer, de menor magnitude, mas não menos ricas em espécies, totalmente recobertas por esponjas, gorgônias e abundantes corais moles. Na porção inferior e no percurso entre o primeiro e o segundo píer, é provável encontrar diversas espécies de nudibrânquios, moréias (Echidna nebulosa), grandes e coloridos labrídeos (Cheilinus trilobatus) rondando solitários, peixes-leão e pequenos cardumes de peixes-gato (Plotusus lineatus). Atlantis é o mais conhecido dive resort de Dumaguete. Há apenas alguns passos da praia você poderá desfrutar da fabulosa vida marinha circundante. Quem optar por não hospedar-se no local, também poderá ter acesso à área mediante o pagamento de algumas taxas. Aliás, é bom acostumarse, apesar de baratas, as taxas são parte recorrente dos mergulhos! Além disso, queridos fotógrafos e cinegrafistas sub, profissionais ou amadores, portar equipamento também requer o pagamento de taxa extra. Considerado raso, o mergulho não ultrapassa os seis metros, sendo bastante recomendado para a fotografia macro, podem ser vistas várias espécies de peixes como góbios (Eviota pellucida), jovens garoupas (Epinephelus ongus) que ficam entre os corais mortos e apogons (Apogon fleurieu e Cheilodipterus quinquelineatus). Aos iniciantes, da fotografia e do mergulho, é possível explorar o recife e descobrir inúmeras e instigantes formas de vida, como alguns corais (Fungia sp.), crinóides e esponjas. O melhor horário para mergulhar no local, é ao entardecer, pois pode-se presenciar um dos mais belos acontecimentos da vida marinha: é ao pôr-do-sol que o raro bunog, ou peixe mandarim (Synchiropus splendidus), abandona os corais para acasalar. Uma visão inesquecível! Coral Garden, o último dos points, está localizado em Dauin, distrito de Poplación.

Aqui, duas manchas recifais formam uma das muitas áreas marinhas protegidas das Filipinas. Em menos de 20 metros, a partir da praia, é possível cruzar diversas espécies de coral (gêneros Acropora, Porites, Fungia, Pavona, Goniopora) além das raras e gigantes Tridacnias - moluscos de duas conchas em formato ondulado. Chegando ao local, da mesma forma que nos outros points, é necessário o pagamento de taxas. No entanto, aqui o mergulhador pode contar com um “croqui” feito pelos pescadores locais, responsáveis por cuidar da área e que aponta os trajetos, profundidades, correntes e as possíveis atrações como as pawikan (tartarugas); lapu-lapus (Lutjanus sp.); coloridos peixes-borboleta (Chaetodon kleini, Chaetodon octofasciatus, Chaetodon punctatofasciatus), nervosas donzelinhas (Dascyllus reticulatus) tentando se esconder por entre os corais e peixes limpadores trabalhando (Labroides dimidiatus). Ideal para os entusiastas, que podem fazer o circuito explorando a totalidade da área, ou para quem quer apenas curtir uma relaxante apnéia na companhia dos ornamentados peixes-cachimbo (Dunckerocampus pessuliferus) e das estrelas (Linckia laeriguta) ou chocolate chip (Protoreaster nodosus). Durante certos momentos nas águas filipinas, é impossível não pensar em uma “Provence” subaquática! Tons de azul celeste e lilás lavanda dão o encanto de uma pintura de Monet ao lugar onde, ao invés de borboletas, o cenário se completa pela coreografia de minúsculos peixes furta-cor (Chromis atropectoralis). Por fim, não bastasse aquela sensação; “acho que eu deveria gastar só mais um cilindrinho nesse mesmo lugar...”, o povo filipino recebe sempre com um amável sorriso e verdadeira hospitalidade. Boa comida, alegria de um povo acolhedor, biodiversidade esplêndida, excelentes mergulhos… Alice não seria mais feliz no país das maravilhas!

O movimentado mercado de peixe em Dumaguete

Casal de pequenos góbios sobre coral (Bryaninops yongei)

Picadeiro Sub

Das cerca de 28 espécies de peixe-palhaço existentes, mais de um terço podem ser encontradas nas Filipinas. A sensação de acompanhar esses pequenos destemidos é indescritível. Territorialistas, por vezes agressivos como o Amphiprion polymnus, não abandonam suas anêmonas, posicionando-se de frente como se fossem combater um inimigo! As espécies mais comuns são A. clarkii, A. frenatus, A. Ocellaris, e A. perideraion, que podem ser observadas juntas em um único mergulho.

Top five da trip filipina

Entre um mergulho e outro, não deixe de visitar o Mercado Público de Dumaguete, onde é possível comprar artesanato a preços bastante acessíveis. Visite também o wetmarket, na parte central do mercado, onde são comercializadas as mais diversas espécies de peixes, moluscos e algas, uma boa amostra da diversidade (inclusive culinária). Revista mergulho  27


Recife Artificial Cars

Consulte o calendário de festivais do lugar: Excelente oportunidade de conhecer de perto a cultura local. A cozinha e o tempero filipinos são provenientes da miscigenação espanhola, árabe, chinesa, malaia e indiana resultando em pratos levemente picantes trazendo cebola, alho e gengibre como principais ingredientes. Porco, frango e frutos do mar são muito apreciados. Para beber, não deixe de provar o emblemático rum filipino, o suco de calamansi (pequeno limão doce) e o milk-shake de manga verde. Dizem os entendidos que o país produz as melhores mangas do mundo. Como sobremesa, prove o halo-halo, um tipo de sorvete que mistura frutos e grãos de feijão. Se puder passar uns dias em Manila, conheça o Manila Ocean Park, um oceanário com grandes atrações, como nossos imensos pirarucús, um túnel entre tanques onde é possível ver os mergulhadores alimentado os peixes, o tanque de raias que passam sobre o espectador e o “spa” para pés com peixes limpadores (www.manilaoceanpark.com). Trabalho feminino nos campos de arroz

Dicas

Os espinhos da nadadeira dorsal de um peixe-leão (Pterois volitans), possuem uma glândula em sua base com veneno poderoso que mantém predadores distantes.

Mergulhador de areia (Trichonotus setiger) Crinóides

Ducomi Pier

Peixe-cachimbo-fantasma (Solenostomus paradoxus)

As línguas oficiais das Filipinas são o filipino e o inglês. O Filipino é baseado no dialeto tagalog, falado em maior parte em Luzon. Se você aprender algumas palavras, será uma forma muito gentil de se referir às pessoas que enaltecem tal atitude. Um bom começo é “salamat”, ou seja, obrigado! Deslocar-se nas Filipinas não é nada complicado. Opte por utilizar os diversos tipos de transporte público como os “ferries” entre as ilhas, os jeepneys, cheios de estilo, nas cidades maiores e os populares triciclos motorizados, os padicabs. Além de mais barata essa forma de transporte é bastante divertida. A pesca está baseada na captura de peixes, principalmente os recifais, mas também outros produtos incluindo corais, pérolas e moluscos, que podem ser comprados em diversos locais. Tome cuidado para não fomentar o comércio de espécies cuja captura e comercialização sejam proibidas. Agende-se! Anualmente, cerca de vinte ciclones tropicais atingem o país. A época dos tufões geralmente ocorre entre os meses de julho a novembro, que coincidentemente são os meses de chuvas, enchentes e deslizamentos de terra.

Peixe limpador (Labroides dimidiatus) trabalhando

Vá tranquilo… De forma geral, o que você pode esperar dos mergulhos é a hospitalidade e a já mencionada, proeminente biodiversidade, fomentada pelas inúmeras áreas marinhas protegidas existentes. Além disso, os ótimos serviços prestados pelo Snoopy e a equipe Scuba Ventures (www.divedumaguete.com) deixaram claro que as operadoras dispõem de apropriada infra-estrutura, equipamentos em bom estado de conservação, instrutores e guias experientes e qualificados. O deslocamento nos mergulhos embarcados é feito em típicas bancas, embarcações rápidas e não menos charmosas. Sobre o ambiente, destacam-se as delirantes formações recifais rasas e profundas; os recifes artificiais, o muck diving, considerado o melhor do mundo e é claro, o preço a pagar pelos mergulhos. Comparativamente, mergulhar nas Filipinas sai por aproximadamente metade do que estamos acostumados a pagar aqui na terrinha... Revista mergulho  29


Mergulho 159 - Filipinas - OUT 2009  

Reporgatem de Maíra Borgonha e Áthila Bertoncini sobre as Filipinas, publicado na Revista Mergulho.

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