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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE PETRÓPOLIS Instituto de Pesquisa e Tecnologia

Curso Pós-Graduação Lato Senso – Especialização Administração, Supervisão, Orientação Educacional e Pedagógica.

Portfólio Dinâmicas

Arlindo Nascimento Rocha1 Matricula n° 091-13401 1

Graduado em Filosofia pela Universidade Pública de Cabo Verde.


Universidade Católica de Petrópolis Instituto de Pesquisa e Tecnologia Pós-Graduação em Administração, Supervisão, Orientação Educacional.

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Arlindo Nascimento Rocha2 arlindonascimentorocha@gmail.com “A dinâmica de grupo constitui um valioso instrumento educacional que pode ser utilizado para trabalhar o ensino e aprendizagem quando opta-se por uma concepção de educação que valoriza tanto a teoria como a prática e considera todos os envolvidos neste processo como sujeitos”... Susan Chiode Perpétuo e Ana Maria Gonçalves autoras do livro “Dinâmicas de Grupos na formação de lideranças”.

RESUMO Este portfólio, que será utilizado como instrumento de avaliação na disciplina de Princípios e Métodos em Administração Escolar, contém um conjunto de dinâmicas de grupo que podem ser utilizado com crianças, adolescentes, jovens e adultos, como forma de desencadear o processo ensino e aprendizagem de forma lúdica, formar e informar sobre determinados assuntos, onde a participação ativa de todos é importante ou simplesmente para motivar/quebrar o “gelo” em encontros onde as participantes não se conhecem muito bem. Todas as dinâmicas apresentadas seguem a mesma matriz metodológica. Assim sendo, todas estão devidamente explicadas indicando o objetivo da atividade, o tempo, o material necessário e o passo a passo para desenvolver a dinâmica de maneira lúdica a fim de atingir seus objetivos, os resultados esperados e no final, ressalta-se os pontos de discussão, que preferencialmente devem ser desenvolvidas em rodas de conversa, onde todos possam participar. Utilizaremos como suporte algumas dinâmicas disponíveis na internet, cujos endereços estarão disponíveis no final do trabalho, no item “web grafia”. Palavras chaves: dinâmicas, lúdica, participação ativa.

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Currílo Lattes: http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4300114T0

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SUMÁRIO RESUMO ..................................................................................................................................... 3 INTRODUÇÃO............................................................................................................................5 Dinâmicas no processo de ensino e aprendizagem .......................................................................6 DINAMICAS PARA CRIANÇAS ...............................................................................................7 1. A metade certa.......................................................................................................................7 2. Partilha de material didático .................................................................................................8 3. Caça ao tesouro......................................................................................................................9 DINAMICAS PARA JOVENS E ADOLESCENTES ...............................................................10 4 – A visita do E.T...................................................................................................................10 5 – Porque tanta diferença?..................................................................................................... 11 6. Espelho mental.................................................................................................................... 12 7. Beleza e idealização............................................................................................................ 13 DINAMICAS PARA ADULTOS (Pais e Professores)...............................................................14 8. Casa, morador e terremoto.................................................................................................. 14 9. Costa com costa ..................................................................................................................15 10. Conheço meu filho ........................................................................................................... 16 Conclusão ................................................................................................................................... 17 Web Grafia ................................................................................................................................. 18

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INTRODUÇÃO A utilização de dinâmicas3 participativas busca tornar mais simples e até mesmo divertida a reflexão sobre um ou vários temas, de preferencia que tenham algo de comum a todos os participantes. O objetivo é proporcionar a todos uma melhor compreensão e assimilação do tema. As dinâmicas são formas específicas de trocar conhecimentos e refletir sobre mudanças de atitude. É um processo que implica uma concepção metodológica por meio da qual ele se desenvolve. A técnica, por si só, não é formativa nem tem caráter pedagógico. Ela funciona como ferramenta educativa, devendo ser utilizada em função de um tema específico e com um objetivo concreto. Então, quando escolhemos uma dinâmica, devemos ter claro qual objetivo que queremos atingir com ela, por isso devemos relacionar a técnica com o objetivo de determinar a atividade a seguir para sua aplicação, de acordo com o número de participantes e o tempo disponível. Quando utilizamos qualquer dinâmica, ela nos dá elementos que motiva uma discussão, por isso temos que ter claro onde quer e pode chegar com essa técnica. Portanto, devemos conhecer bem a técnica, saber utilizá-la no momento certo e saber conduzi-la corretamente para evitar imprevistos dentro do grupo de trabalho. Uma única dinâmica muitas vezes não é suficiente para trabalhar um assunto. Devemos ter conhecimento de outras dinâmicas de grupo que possam permitir um aprofundamento do tema em questão, bem como entender e conhecer as possibilidades e limites de cada uma delas. As técnicas devem ser fáceis e estar ao alcance de todos para que sejam utilizadas com criatividade

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A palavra dinâmica tem sua origem no grego dynamike que significa "forte", esta palavra foi muito utilizada pela física através do estudo do movimento dos corpos e suas causas. Nos anos 40 o psicólogo alemão Kurt Lewin começou a realizar pesquisas com grupos de pessoas no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o famoso MIT, seu objetivo era entender o comportamento de diversos grupos e suas motivações. Baseado nos resultados de suas pesquisas Lewin desenvolveu a Teoria do Campo Psicológico onde identificou a variação do comportamento humano relacionado quando um indivíduo está inserido em um grupo a partir da percepção de si mesmo e aquela gerada pelo ambiente em que está inserido, família, sociedade, política, trabalho, etc. A partir de suas descobertas Kurt Lewin começou a utilizar o termo "dinâmica de grupo" para explicar esses comportamentos fortes que movimentam um grande número de indivíduos em prol de um objetivo comum.

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DINÂMICAS NO PROCESSO DE ENSINO E APRENDIZAGEM Para obter um ensino mais eficiente aperfeiçoou-se novas técnicas didáticas consistindo numa prática inovadora e prazerosa. Dentre essas técnicas temos as dinâmicas (jogos lúdicos), como recurso didático que garante resultados eficazes. As dinâmicas em grupo são atividades lúdicas trabalhadas pelos professores, pois estimulam as várias inteligências, permitindo que o aluno se envolva em tudo que esteja realizando de forma significativa. Através das dinâmicas o educador desenvolve atividades que sejam divertidas e que, sobretudo, ensine os alunos a discernir valores éticos e morais, formando cidadãos conscientes dos seus deveres e de suas responsabilidades. Porém, as dinâmicas no processo de ensino e aprendizagem não devem ser absolutizadas ou subestimada. Sua utilização deve responder a objetivos específicos de uma determinada estratégia educativa, no sentido de estimular a produção do conhecimento e a recriação deste conhecimento tanto no grupo/coletivo quanto no indivíduo/singular, uma vez que a técnica da dinâmica não é um fim, mas um meio - é uma ferramenta a ser usada. É de ressaltar que a escolha e organização das dinâmicas não obedecem a uma organização específica, em função de um objetivo geral. Todas foram escolhidas de forma aleatória, entre as várias possibilidades para a realização do trabalho.

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DINAMICAS PARA CRIANÇAS As dinâmicas para crianças

já vem sendo utilizadas há muitos anos por

professores/educadores, animadores sociais, com grande sucesso tanto em sala de aula, encontros extraescolares e em qualquer tipo de atividade ou brincadeiras onde o foco seja distrair e instruir crianças de uma maneira divertida e lúdica. As atividades para crianças que apresentamos estão devidamente explicadas indicando o objetivo da atividade, o tempo, o material necessário e o passo a passo para desenvolver a dinâmica de maneira lúdica a fim de atingir seus objetivos. 1. A metade certa Objetivo: Estimular a participação dos alunos em grupo em atividades que exigem concentração. Material: Público alvo: crianças até os 12 anos Tempo: 30 minutos Material: Imagens cortadas ao meio (revistas, fotos, desenhos). Fita adesiva para as crianças unirem as imagens. Resultado esperado: Que as crianças consigam desenvolver estratégias de trabalho em grupo para resolver um problema. Metodologia: 1. Dividir o grupo de crianças em duplas e dar a cada participante a metade de uma imagem, as demais devem ser espalhadas pelo chão ou colocadas em uma ou mais caixas grandes para que os alunos possam procurar os respectivos pares. Obs.: Para tornar a atividade mais interessante é importante que o número de imagens seja maiores do que o número de participantes. 2. Conforme as duplas forem encontrando as partes que faltam das imagens o coordenador dá uma nova imagem para que as crianças encontrem a parte que falta, no final a dupla que conseguir unir o maior número de partes de imagens é a vencedora. Pontos de discussão: a) Qual foi a estratégia usada por cada dupla? b) Quais foram às dificuldades que tiveram para realizar as atividades? c) Qual é a importância do trabalho de grupo? No final da atividade o professor realça a questão da importância do trabalho em grupo para conseguirem atingir seus objetivos.

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2. Partilha de material didático Objetivos: Mostrar para as crianças a importância de compartilhar suas coisas estimulando o relacionamento interpessoal e a união entre os membros do grupo. Material: Um lápis de cor por participante e uma folha com desenho impresso para colorir. Público alvo: crianças até os 12 anos Tempo: 50 minutos Material: lápis de carvão, lápis de cor, folhas A4 Resultado esperado: Espera-se que os alunos sejam solidários com os colegas e que possam espírito de troca e partilha de materiais dentro da sala de aulas. Metodologia: 1. Um dia antes da atividade com crianças em sala de aula a professora deve orientar que no próximo dia cada um traga apenas um lápis de cor. 2. O professor também deverá providenciar um desenho para colorir (qualquer tema), 3. Importante que cada folha tenha duas cópias do desenho, um ocupando a metade superior da folha e outro ocupando a metade inferior da folha. Dica: Ao escolher o desenho certifique-se que ele tenha várias partes para colorir. 2. O professor deverá verificar se todos trouxeram e estão usando apenas um lápis de cor. Deve pedir aos alunos outros lápis sejam guardadas. 4. O professor orienta que as crianças pintem somente o desenho de cima da folha com o lápis que trouxeram. 5. Após todos terminarem de pintar o primeiro desenho o professor orientará da seguinte maneira: Agora vocês vão pintar o segundo desenho, mas não podem utilizar o lápis que trouxeram4. 6. Dependendo da idade das crianças que estão participando da brincadeira logo se darão conta e começarão a emprestar os lápis dos amigos, se a solução demorar a aparecer o professor deverá interagir para que os alunos cheguem a conclusão por si próprios. 7. Quando todos entenderem o que deve ser feito o coordenador da atividade deverá orientar que podem usar quantas cores quiserem para pintar o desenho de baixo mas precisarão trocar e emprestar os lápis de seus amigos. Pontos de discussão: a) Como pintaram o primeiro desenho? b) O que fizeram para pintar o segundo desenho? c) Qual dos desenhos ficou mais bonito? Porque? d) Porque foi importante a troca de material? No final da atividade, o professor deverá mostrar aos alunos que em certas circunstancias de nossa vida devemos aprender a compartilhar nossas coisas com nossos amigos para atingirmos um objetivo em comum.

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É importante nesse momento o professor observe a reação das crianças para ver se por si só encontrarão a solução para o problema, ou seja, se não podem usar o próprio lápis então como pintarão o desenho? A solução é simples, trocar o lápis com o de um amigo.

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3. Caça ao tesouro Objetivo: ajudar as crianças a memorizarem os nomes umas das outras, desinibir, facilitar a identificação dos colegas. Material: uma folha com o questionário e um lápis ou caneta para cada um. Público alvo: crianças até aos 10 anos. Tempo: 30 minutos Resultado esperado: Espera-se que os alunos sejam capazes de memorizar em pouco tempo o máximo de nomes dos seus colegas... Metodologia: O professor explica aos participantes que agora se inicia um momento em que todos terão a grande chance de se conhecerem. A partir da lista de descrições, cada um deve encontrar uma pessoa que se encaixe em cada item e pedir a ela que assine o nome na lacuna. 1. Alguém com a mesma cor de olhos que os seus; 2. Alguém que viva numa casa sem fumantes; 3. Alguém que já tenha morado em outra cidade; 4. Alguém cujo primeiro nome tenha mais de seis letras; 5. Alguém que use óculos; 6. Alguém que esteja com uma camiseta da mesma cor que a sua; 7. Alguém que goste de verde-abacate; 8. Alguém que tenha a mesma idade que você; 9. Alguém que esteja de meios azuis; 10. Alguém que tenha um animal de estimação (qual?). Pode-se aumentar a quantidade de questões ou reformular estas, dependendo do tipo e do tamanho do grupo.

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DINAMICAS PARA JOVENS E ADOLESCENTES Os adolescentes e jovens adoram viver em grupos, então, reuniões de jovens é uma maneira prática de agregar, integrar e educar a nova geração, seja uma reunião com objetivos religiosos, culturais ou políticos, é na adolescência que a mente está preparada para entender o mundo em que vivemos e nos prepararmos para sermos cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Aqui apresentaremos dinâmicas de grupo como forma de integrar, apresentar e quebrar o gelo dos participantes. Apostar em jovens é apostar no futuro, jovens que vivem em grupos aprendem a importância da vida social como elemento fundamental para o progresso de uma nação. Seja na escola, num grupo de estudos, ou num evento cultural, é importante promover dinâmicas de grupo em reuniões, porque os resultados são imediatos. 4 – A visita do E.T. Objetivo: Levantar questionamentos relativos à sexualidade, desvinculados deum contexto sociocultural. Material: Sala ampla, 5 cartolinas, 5 pincéis atômicos, fita crepe, adereço para cabeça. Público alvo – Adolescentes. Tempo – 45 minutos Resultado esperado: Ter possibilitado a verbalização de fantasias e assuntos desprovidos das “amarras sociais”, isto é, de preconceitos, estigmas, estereótipos e crendices. Metodologia O professor pedirá a todos que caminhem pela sala. 2 - Ele avisará que chegaram E.T.s na Terra e gostariam muito de saber sobre a sexualidade dos humanos. 3 - O facilitador comentará que apareceram cinco jornalistas para conversar com os E.T.s e colocará crachás com a inscrição "Imprensa" em cinco participantes. 4 - Em seguida, o facilitador pedirá que se formem cinco grupos de E.T.s, com um jornalista em cada grupo, sentado no chão. 5 - Esses cinco jornalistas irão registrando as perguntas que os E.T.s fizerem sobre a sexualidade dos terráqueos. 6 - Para cada grupo, serão dados 1 cartolina e 1 pincel atômico; e o(a) jornalista anotará os itens mais interessantes perguntados pelos E.T.se irá procurar respondê-los. 7- A Prefeitura também pretenderá ajudar e enviará cinco consultores da cidade para complementar as dúvidas dos E.T.s. (nesse caso, poderão ser envolvidos outros facilitadores da instituição). 8- Antes de finalizar, o facilitador perguntará se as expectativas dos E.T.s foram atendidas e pedirá aos jornalistas que afixem a matéria da reportagem (as cartolinas) na parede. Pontos para discussão: a) Refletir se é fácil ou não falar sobre sexualidade. b) Por que é fácil para algumas pessoas e difícil para outras? c) Com quem os adolescentes se sentem mais à vontade para conversar sobre sexualidade?

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5 – Porque tanta diferença? Objetivo: Discutir como os participantes percebem os papéis sexuais entre homens e mulheres na sociedade. Material: Sala ampla, folhas de papel sulfite, canetas, cartolinas ou papel manilha. Público alvo – Adolescentes. Tempo: 40 minutos. Resultado esperado: Espera-se que os membros dos grupos (adolescentes de ambos os sexos) terão começado a pensar sobre as diferenças dos papéis sexuais. Metodologia: 1 - Dividir os participantes em 6 grupos: três grupos do sexo masculino: três grupos do sexo feminino. 2 - Solicitar os três grupos do sexo masculino a discutirem em subgrupos: as vantagens de ser mulher; as desvantagens de ser mulher. 3 - Solicitar os três grupos do sexo feminino a discutirem em subgrupos: as vantagens de ser homem; as desvantagens de ser homem. Após a discussão, deverão preparar uma lista com as referidas vantagens e desvantagens de ser homem ou mulher. 4 - Após a montagem da listagem, cada grupo apresenta seus resultados. Observação: Nesta dinâmica de grupo, é proposital que os garotos pensem sobre as vantagens e, às desvantagens de ser mulher e vice-versa. Dessa forma, um sexo se colocará no lugar do outro. Pontos para discussão: a) Qual a origem dessas diferenças? b) Como essas diferenças são vistas em outras sociedades? c) Como essas diferenças afetam a vida dos homens e das mulheres? d) Quais das vantagens de ser homem ou mulher são reais e quais são estereotipadas? e) É possível ser homem e exercer alguns dos tópicos listados em “mulher” e viceversa? f) O que significa “masculino e feminino”? É o mesmo que “macho e fêmea”?

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6. Espelho mental Objetivo: Auxiliar o adolescente a tomar consciência da imagem que ele tem do seu próprio corpo. Material: Sala ampla e confortável, folhas de papel sulfite e lápis, toca-fitas, música lenta. Publico alvo: Adolescentes Tempo: 50 minutos. Resultado esperado: Espera-se que os alunos adquirem a consciência da imagem do seu corpo e que desenvolva mais sua autoconfiança e reforce positivamente sua autoimagem. Metodologia: Orientação geral (5 minutos): 1 - Pedir a todos os participantes que andem pela sala (descalços) ao som da música seguindo as instruções: andar na ponta dos pés; andar apoiando o corpo no calcanhar; andar na chuva; andar em uma superfície quente; andar passando por urna porta estreita; andarem câmera lenta; andar em marcha ré. Os adolescentes não deverão tocar o corpo do outro colega. 2 - Pedir a todos que parem onde estão, fechem os olhos, pensem na parte do seu corpo que acham mais bonitas e atrativas, e guardem mentalmente essa imagem consigo. Trabalho individual (10 minutos): 2.1 - Solicitar cada participante a sentar, a pegar sua folha de papel sulfite e a procurar esquematizar no papel a imagem captada pelo seu cérebro. Não colocar o nome. 2.2 - Lembrar que é somente um esquema e não um desenho artístico. Trabalho em grupo (35 minutos): 3 - Pedir a cada participante que vire o esquema para baixo e aguarde. 4 - Quando todos terminarem, pedir que façam as folhas circularem, como esquema para baixo. 5 - Pedir-lhes que parem de passar quando as folhas atingirem a metade do círculo, e que desvirem-nas. 6 - Cada participante, com uma folha nas mãos, comentará ou mostrará o que a pessoa conseguiu passar de sua imagem mental. 7 - Quando todos terminarem a tarefa, pedir que façam circular todos os esquemas, para serem vistos. 8 - Cada participante guardará sua folha Pontos para discussão: a) O que acharam da atividade? b) Que dificuldades tiveram na atividade? Porque? c) Que conclusões tiraram da atividade? d) O que podemos fazer para melhorar a nossa autoimagem?

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7. Beleza e idealização Objetivo: Encorajar o adolescente a aceitar do seu próprio corpo e a entender que os ideais de beleza também são estabelecidos pela cultura. Material: Sala ampla e confortável que permita a formação de grupos, folhas de papel sulfite, lápis ou caneta, revistas, jornais, tesouras, cola e papel pardo. Tempo: 40 minutos. Resultados esperados: Ter promovido uma discussão sobre ideais de beleza e aceitação do seu próprio corpo. Metodologia: 1 - Formar grupos pequenos só com meninos e outros grupos só com meninas. 2 - Solicitar os grupos de meninos a conversarem entre si sobre o tipo de mulher que consideram ideais. 3 - Solicitar os grupos de meninas a conversarem entre si sobre o tipo de homem que consideram ideal. 4 - Cada grupo deverá fazer uma listagem com as características que considera importantes. 5 - Cada grupo, utilizando-se de revistas, lápis, cola e tesoura, deverá fazer uma colagem, identificando os critérios que utilizou para o homem ideal e para a mulher ideal. 6 - Cada grupo apresentará sua colagem, referindo-se aos critérios evidenciados. Pontos para discussão: a) Aceitação da aparência física por homens e mulher. b) Como é a ideia de beleza do grupo? c) As mudanças que eu sinto, em mim mesmo, sobre minha aparência e meu jeito de ser, por influência da opinião de outras pessoas. d) Como são criados os critérios de beleza?

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DINAMICAS PARA ADULTOS (Pais e Professores) As dinâmicas são instrumentos e ferramentas muito importantes para os adultos na medida em que se enquadram dentro de um processo que possibilita a criação e recriação do conhecimento. Para a população adulta são instrumentos utilizados para variadíssimos fins, como em casos de estudo para processos de grupo, na qual se deposita grande confiança neste tipo de métodos de discussão formal/informal para a aprendizagem do comportamento dos grupos, na qual uma das razoes é que, pela sua experiência no seio do grupo, o individuo descobre as relações íntimas e complexas que existem entre os diversos fenómenos da vida de grupo. Quanto às relações interpessoais do adulto quer a nível pessoal ou profissional, e na qual tantas vezes alguns adultos são confrontados ao longo da sua vida com a verdadeira dificuldade de progredir por falta de conhecimento a nível de interação de grupo e como interagir com pessoas, aqui as dinâmicas de grupo tem um papel fundamental. 8. Casa, morador e terremoto Objetivo: Fazer com que os adultos que participem de uma assembleia ou reunião do tipo se soltem e participam mais soltos. Material: uma cadeira ou banco e um espaço não muito apertado. Público alvo: Pessoas adultas Tempo: até que a mesma pessoa sobre três vezes. Resultado esperado: Que os participantes participem de forma espontânea e interajam com outros participantes. Metodologia: O animador pede aos participantes que se formem os trios, sendo que em cada trio ficam duas pessoas, uma de frente para outra, de mãos dadas e a terceira pessoa no meio das duas. Depois de formado todos os trios, tem que ficar sobrando uma pessoa (somente uma pessoa). O animador vai descrevendo os papéis de cada um. Aqueles que estão no trio no meio das duas pessoas serão os moradores, os que estão de mãos dadas serão as casas e aquele que sobrou deverá, após o comando, fazer parte de uma casa ou ser um morador. Os comandos: Quando o animador falar morador, os moradores de cada trio deverão sair de suas casas e procurar outra, aquele que estava de fora aproveitará e procurará uma nova casa. Quando o animador falar casa, as casas deverão deixar seus moradores e procurar outro morador, mas só pode sobrar uma pessoa, se sobrar duas pessoas os integrantes da casa poderão virar um morador. Quando o animador falar terremoto vai ser uma bagunça geral, tanto os moradores quanto as casas deverão se desmanchar por completo e formarem novas casas e novos moradores. Aquela pessoa que sobrar três vezes deverá pagar um mico pré-determinado ou não. Possíveis questionamentos: a) Vocês se concentraram para entendimento da dinâmica? b) Houve algum tipo de vantagem ou combinação, tipo panelinha, para que o amigo mais próximo não sobrasse? c) Houve respeito na hora da explicação da dinâmica? d) Alguém se preocupou de incentivar os mais tímidos a participarem da dinâmica? 14


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9. Costa com costa Objetivo: Desencadear no grupo o processo de descontração, facilitar o entrosamento e alongar o corpo, despertando-o e criando maior disposição para os trabalhos grupais. Material: nenhum Público alvo: pessoas adultas (pais/professores) Tempo: 20 minutos Resultado esperado: Que os participantes consigam estabelecer um melhor entrosamento e melhor aproximação com os outros participantes... Desenvolvimento: O orientador pede aos participantes que formem duplas de forma aleatória. Cada dupla deve ficar posicionada costa com costa, bem juntinha. Pegar as mãos um do outro, por cima, de modo a ficarem bem esticados os braços. Segurando as mãos, dobrar bem devagar para frente, ficando com o corpo do parceiro sobre as costas. Dobrar para a direita e para a esquerda, também. Efetuar cada movimento ais de uma vez (pelo menos três). Soltar as mãos, sem descolar os corpos. Começar a virar, lentamente, sem descolar, de forma que os dois de cada dupla fiquem frente a frente, bem juntinhos. Juntar as mãos, palma com palma. Ir abrindo os braços, cm as mãos coladas, bem devagar, forçando para frente (forças opostas), ficando em forma de cruz (braços abertos). Deslizar as mãos e fechar os braços em torno do corpo do companheiro, abraçando-o. Conclusão: Todo esse ritual... só para um abraço. Que bom! "Aproveite e abrace tantas pessoas quantas você queira e possa." Pontos de discussão: a) Como sem sentiam antes da atividade e como se sentem agora? b) Alguém se sentiu incomodado (a) com o abraço do colega? c) Qual foi a importância dessa atividade? Que outros acréscimos poderíamos acrescentar á atividade?

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10. Conheço meu filho Objetivo: integrar participantes de uma reunião de pais e mestres. Serve para colocar em evidencia todos os integrantes da reunião, diretores, professores, pais e responsáveis pelos estudantes. Materiais: Papel e caneta Tempo: 20 minutos Público alvo: adultos (pais, professores...) Resultado esperado: Melhorar a participação dos pais na educação dos seus filhos através do acompanhamento nos deveres escolares... Metodologia: O orientador pede que os participantes escrevam em um papel a seguinte frase: 'eu amo a minha família'. Não pode ser assinado. Todos os pedaços de papel deverá ter um número que corresponda o número que o orientador da reunião manterá em segredo. No dia da reunião todos os papéis serão colocados espalhados em uma mesa e os pais deverão reconhecer a letra do filho e pegar um papel. Depois a coordenadora irá verificar se os pais acertaram e conhecem a letra de seus filhos. Essa atividade simples pode revelar muitas coisas, entre elas se os pais estão realmente acompanhando as atividades escolares e o desenvolvimento da aprendizagem das crianças. Pontos de discussão: a) Qual foi o objetivo dessa atividade? b) Encontraram alguma dificuldade nessa atividade? Porque? c) O que pretendem fazer para repararem esse erro? d) Qual é a importância de acompanhar os filhos em casa

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CONCLUSÃO Conclui-se que, as dinâmicas de grupo são de extrema importância no que se refere ao desenvolvimento dos valores individuais e coletivos dento de um determinado segmento social. Busca-se através das dinâmicas o fortalecimento do autoconhecimento, da responsabilidade, da confiança mútua, da integração grupal, da cooperação, da polidez, da benevolência, da capacidade de liderança, de decisão e de iniciativa. Então, elas são vistas como modelo lúdico para atingir os domínios afetivo, cognitivo e psicomotor dos integrantes do grupo. É com base no grau de relacionamento estabelecido nos grupos e entre os grupos que se pode definir seu sucesso ou insucesso. O comportamento de um grupo é definido pelo comportamento de cada um dos seus integrantes, pela leitura pessoal que cada um faz do mundo, pelos valores que cada um atribui às coisas e aos fatos que o cercam e principalmente pelo objetivo que cada um almeja e seus métodos pessoais empreendidos para seu alcance. As dinâmicas de grupo tem o poder de converter o participante em um elemento ativo, responsável por seu aprendizado, e permitir que o facilitador fique com a tarefa de efetivamente orientar, coordenar e promover a atividade. Por isso, são ferramentas muito poderosas que o facilitador tem em mãos, mas o uso que cada um faz dela é o que diferenciará um profissional de sucesso de um picareta. As dinâmicas de grupo permitem, a cada grupo em que é aplicada, vários momentos agradáveis e diferentes, os quais proporcionam resultados positivos, no que diz respeito à integração, aprendizagem, motivação, interesse, reflexão e conscientização. Ao longo da prática, pode-se observar mudança de comportamento dos participantes, novo posicionamento às diversas questões apresentadas, eliminação de barreiras interpessoais de comunicação e desenvolvimento de equipes. Os resultados são excelentes e de grande valor para o grupo.

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WEB GRAFIA http://pt.scribd.com/doc/18055084/dinamicas-para-jovens-Sexualidade http://salaeducativa.blogspot.com.br/2009/04/dinamica-de-grupo-psala-de-aula.html http://www.mundojovem.com.br/dinamicas/a-dinamica-promove-a-participacao http://brinquedoteca.net.br/?p=1818 http://associacaopromotoradaeducacaosocial.blogspot.com.br/2012/08/o-educadorsocial-nas-dinamicas-de.html http://mundoinfantil-tianoeme.blogspot.com.br/p/dinamicas-de-grupo.html http://www.esoterikha.com/coaching-pnl/dinamica-para-reuniao-de-pais-e-mestresreunioes-com-pais.php

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Dinâmicas de Grupo  
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