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Hรก dois modelos bรกsicos de igreja. Hรก os chamados para fora, e os chamados para dentro. Caio Fรกbio


Gente boa de Aracaju! Jesus disse que ele mesmo era o Caminho até Deus, e nisso muita gente acredita. Nós também. Ocorre que o Jesus que hoje é apresentado às pessoas costuma ser muitíssimo diferente daquele que de fato viveu e foi registrado nos Evangelhos. Ele continua sendo o mesmo, porém seus ensinamentos foram distorcidos e a grande parte dos seus “discípulos” não se parecem com ele em muita coisa. Falam de Deus o tempo inteiro, mas não agem com bondade e compaixão com quase ninguém.


Jesus é muito melhor do que você pode imaginar. Ele gosta de você de verdade, te ama demais e quer que você seja feliz. Contudo, ele é o único que sabe como você pode ser feliz na vida, pois só ele é a vida. Melhor que seja do jeito dele, ou nada tem jeito. Somos amigos e irmãos entre nós e entre todos. Ninguém aqui intenta ser perfeito; apenas queremos caminhar nessa terra do mesmo jeito que Cristo fez. Somente queremos que você tente conhecer quem é o verdadeiro Jesus. O resto é com você. Vamos caminhar juntos? Thyago Gutierres Estação Aracaju


Há dois modelos básicos de igreja. Há os chamados para fora e os chamados para dentro. Igreja, de acordo com Jesus, é comunhão de dois ou três, em Seu Nome e em qualquer lugar. E mais: podem ser quaisquer dois ou três e não apenas um certo tipo de dois ou três, conforme os manequins da religião. Igreja, de acordo com Jesus, é algo que acontece como encontro com Deus, com o próximo e com a vida no ‘caminho’ do Caminho. Prova disso é que o tema igreja aparece no Evangelho quando Jesus e Seus discípulos estavam no ‘caminho’ para Cesareia de Filipe: um lugar ‘pagão’ naqueles dias. Assim, tem-se o tema igreja tratado no ‘caminho’ e em direção à ‘paganidade’ do mundo.

Caminho da Graça - Estação Aracaju

A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO

Para Jesus, o lugar onde melhor e mais propriamente se deve buscar o discípulo é nas portas do inferno, no meio do mundo!

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Não posso conceber, lendo o Evangelho, que Jesus sonhasse com aquilo que depois nós chamamos de ‘igreja’. Digo isso porque tanto não vejo Jesus tentando criar uma comunidade fixa e fechada, como também não percebo em Seu espírito qualquer interesse nesse tipo de reclusão comunitária.


No Evangelho, o que existe em supremacia é a Palavra, que tanto estava encarnada em Jesus como era o centro de Sua ação. No Evangelho, nenhuma igreja teria espaço, visto que não acompanharia o ritmo do reino e de seu caminhar hebreu e dinâmico.

Jesus escolhe doze para ensinar, não para que eles fiquem juntos. Ao contrário, a ordem final é para ir. Enfim, são treinados a espalhar sementes, a salgar, a levar amor, a caminhar em bondade e a sobreviver com dignidade no caminho, com todos os seus perigos e possibilidades (Lc 10).

Ao contrário, vemos Jesus dificultando as coisas muitas vezes. Outras, mandando o cara para casa, ou dizendo que era preciso deixar tudo, ou convidando a quem não quer ir, ou mesmo perguntando: Vocês querem ir embora?

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No mais, as multidões às quais Jesus organiza apenas uma vez e faz a fim de multiplicar pães. De resto, elas vem e vão, ficam ou não, voltam ou nunca mais aparecem, gostam ou se escandalizam, maravilham-se ou acham duro o discurso. Mas Jesus nada faz para mudar isso. Ele apenas segue e ensina a Palavra, enquanto cura os que encontra.

A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO

No caminho, há de tudo. Jesus é o Caminho em movimento nos caminhos da existência. E Seus discípulos são acompanhantes sem hierarquia entre eles.

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Não! Jesus não pretendia que Seus discípulos fossem mais irmãos uns dos outros do que de todos os homens. Não! Jesus não esperava que o sal da terra se confinasse a quatro dignas e geladas paredes de maldade. Não! Jesus não deseja tirar ninguém do mundo, da vida, da sociedade, da terra, mas apenas deseja que sejamos livres do mal. Não! Jesus não disse “Eu sou o Clube, a Doutrina e a Igreja; e ninguém vem ao Pai senão por mim”. Assim, na igreja dos chamados para fora, caminha-se e encontra-se com o irmão de fé e também com o próximo que não tem fé e a todos se trata com amor e simplicidade.

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A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO

Em Jesus, não há qualquer tentativa de criar um ambiente protegido e de reclusão, e tampouco a intenção de criar uma democracia espiritual, na qual a média dos pensamentos seja a lei relacional.

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Em Jesus, o discípulo é apenas um homem que ganhou o entendimento do Reino e vive como seu cidadão, não numa ‘comunidade paralela’, mas no mundo real. Na igreja de Jesus, cada um diz se é ou não é, e ninguém tem o poder de dizer diferente. Afinal, por que a parábola do Joio e do Trigo não teria valor na ‘igreja’? Na igreja de Jesus, pode-se ir e vir, entrar e sair, e sempre encontrar pastagem.


O outro modo de ser igreja é, todavia, aquele que prevaleceu na história. Nele as pessoas são chamadas para dentro, para deixar o mundo, para só considerarem ‘irmãos’ os membros do ‘clube santo’ e a não buscarem relacionamentos fora de tal ambiente. A comunidade de Jerusalém tentou viver assim e adoeceu! Claro! Quem fica sadio vivendo num mundo tão uniforme e clonado? Quem fica sadio não conhecendo a variedade da condição humana? Quem fica sadio se apenas existe numa pequena câmara de repetições humanas viciadas? Sim, quem pode preservar um mínimo de identidade vivendo em tais circunstâncias? Nesse sapatinho de japonesa?

De minha parte, quero apenas ver os discípulos de Jesus crescendo em entendimento e vida com Deus, em amizade e respeito uns para com os outros, em saúde relacional na vida, e com liberdade de escolha, conforme a consciência de cada um. O ‘ajuntamento’ que chamamos igreja deve ser apenas

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Todavia, tal ajuntamento é apenas uma estação do caminho, não o seu projeto; é um oásis, não o objetivo da jornada; é um tempo, não é o tempo todo; é uma ajuda, não é a vida.

A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO

É obvio que os discípulos precisam se reunir, e juntos devem ter prazer em aprender a Palavra e crescer em fé e ajuda mútua.

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esse encontro, essa estação, esse lugar de bom ânimo e adoração. O ideal é que tais encontros gerem amizade clara e livre, e que pela amizade as pessoas se ajudem; mas não apenas em razão de um certo espírito maçônico-comunitário, conforme se vê ou porque se deu alguma contribuição financeira no lugar.

A verdadeira igreja não tem sócios, tem apenas gente boa de Deus. Gente que se reúne e ajuda a manter tudo aquilo que promove a Palavra na Terra.

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A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO

Tenho pavor de comunidades! Elas são ameninantes para a alma, geram vilas de doenças, produzem inibição dos processos de individuação e tornam os homens eternos imaturos, sempre com medo do mundo e da vida.

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Sem falar que, em todo mundo muito pequeno, como o da ‘comunidade’, as doenças tendem a aumentar e a ganhar caras e contornos de perversidade travestida de piedade. É o que eu chamo de peidade! Fica todo mundo querendo se meter onde não foi chamado. É um inferno! No ‘Caminho da Graça’, estou tentando levar as pessoas a esse entendimento e a essa maturidade, e não tenho nenhuma outra vontade interior de fazer daquilo mais uma ‘igreja’.


Quero ver pessoas que sejam ‘gente boa de Deus’; gente descomplicada e desviciada de ‘igreja’; gente que aprenda o bem do Evangelho primeiro para si, e em si mesmas, e apenas depois para fora. Portanto, não se trata de um movimento ‘sacerdotal’, intimista e fechado, mas sim de um andar profético, aberto e contínuo. Lá não se busca a média da compreensão, ao contrário, lá se força a compreensão. Lá só fica quem realmente quer. E não tento jamais dissuadir ninguém ao contrário de sua vontade. Não há complicação. Tudo é muito simples. E quem não achar que serve, está sempre livre a achar o que lhe agrada em qualquer lugar. Ou não foi assim que Jesus tratou a tudo no caminho?

A meu ver, no dia em que prevalecer o modelo do ‘caminho’, conforme Jesus no Evangelho, a vida vai arrebentar em flores e frutos entre nós e no mundo a nossa volta, e as pessoas serão sempre muito mais humanas, descomplicadas e sadias.

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Ou se quer uma ‘comunidade’ que existe em função de si mesma, e para dentro; ou se tem um ‘caminho de discípulos’ e que se encontram, mas que não fazem do encontro a razão de ser da vida.

A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO

A escolha que se tem que fazer é esta:

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Mas se continuar a prevalecer o modelo ‘comunitário de Jerusalém’, que de Jerusalém tem apenas o intimismo e o espírito sectário, não se terá jamais nada além do que se teve nesses últimos dois mil anos. Ou seja: esse lugar de doentes presunçosos a que chamamos de ‘igreja’. Para isso, para essa coisa, não tenho mais nenhuma energia para doar. Mas, para a vida como caminho, ofereço meu coração mais jovem do que nunca. Caio Fábio Julho de 2005 Brasília (http://www.caiofabio.net/conteudo.asp?codigo=02361)

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A ESCOLHA ENTRE O CLUBE E O CAMINHO

Amados, “nossa tentativa é de experimentar, provar e viver o eterno Vinho Novo em Odres Novos! Isso porque existem muitos Odres Antigos, que são só odres, são só ‘containers’, eles não fazem parte do conteúdo do Evangelho. O Evangelho é o Vinho, o resto é apenas generacional, tem a ver com o tempo, com a hora, com a ocasião. Só que nós, cristãos, acabamos institucionalizando o Odre, e o Odre ganhou uma importância tão grande que a gente briga, mata e morre pelo Odre, mas não tem ninguém interessado com a qualidade do Vinho! Se é assim, nós não estamos aqui para repetir os modelos de Odres que existem, mas estamos pedindo a Deus que não nos falte o conteúdo do Vinho Novo do Evangelho para pacificar o coração de cada um, em nome de Jesus.”

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Agora é com todo aquele que crê! Não adianta brigar contra a Potestade da Religião. Ela se alimenta da briga contra ela. Sim! O ódio a alimenta e a rejeição a fortalece em seus ódios. Assim, é deixá-la! Pois a única coisa que pode ajudá-la é justamente deixá-la só. Quem ama o Senhor, que ame os irmãos; e que não fique reclamando da “igreja”, nem perdendo tempo com ela e sua brigas sem fim, mas dedique-se a pastorear as ovelhas e cordeiros de Jesus, conforme Ele disse a Pedro que fizesse. Sim! Quem ama o Senhor e Sua Palavra, reúna os parentes e amigos e comece a adorar a Deus com eles, estudando e crendo na Palavra, orando uns pelos outros, não se intrometendo nas vidas uns dos outros, mas também não permitindo abusos de uns para com os outros, já que o Caminho é de Graça, Amor e Perdão; e não a espinhenta vereda da disputa, da supremacia e do abuso; visto que a Graça jamais será a Graxa dos descomprometidos. Se alguém ouvir e crer e levantar-se para a Vida em nome de Jesus, esse é membro da Doce Revolução. Ora, só não vê quem não quer. Pois a Figueira está dando todos os sinais de que o Verão está às portas. Ele, que nos chama a nada que não transforme segundo o Evangelho. Em amor. Caio Fábio www.caiofabio.net


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Telefone: Thyago - 79 9199.2746 AndrĂŠ Luiz - 79 9162.6542 ClĂĄudia - 79 3248.4448

A Escolha Entre o Clube e o Caminho  

Folheto produzido pela Estação do Caminho da Graça em Aracaju.

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