Hostel Container - Trabalho Final de Arquitetura

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Hostel Container Por Ana Scalia


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Universidade de Brasília Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Departamento de Projeto, Expressão e Representação Trabalho Final de Graduação Caderno de Projeto 2º|2016

Ana Luisa Lauxen Scalia | 11/0008049 scalia.ana@gmail.com | 61 99945 4645 Orientadora: Cláudia Garcia Banca examinadora:

Eliel Américo Maria Cecília Gabriele Professora convidada: Márcia Urbano Trancoso

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Este caderno tem como objetivo reunir desenhos e informações para apresentar o Projeto de Conclusão de Graduação de Arquitetura e Urbanismo. O projeto a ser desenvolvido consiste em um Hostel em Brasília. Fazendo referência ao tema, as informações presentes neste caderno serão dirigidas a um possível hospede. De maneira informal, tem-se como objetivo explicar o projeto para torná-lo acessível qualquer pessoa.

Prefácio


Prefácio 4 Sumário

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1. Quem somos Introdução e justificativa do tema 6

2. Onde estamos Localização do Projeto 12

3. Quem nos inspirou Referências de projeto 28 4. Como é nosso hostel O projeto 34 5. O que nos diferencia Detalhes 68 Agradecimentos

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Bibliografia 74

Sumário

5


1. Quem somos Introdução e justificativa do projeto


Somos a ideia de um hostel! O nosso projeto aproveita um edifício existente, bem localizado e abandonado na cidade, e propõe uma nova construção na área livre ao lado, utilizando um sistema novo de construção: o reaproveitamento de contêineres. Então, um lado do nosso ambiente será composto por um edifício convencional e o outro lado, por contêineres adaptados. Nós não queremos ser um hostel qualquer! Nossa proposta é de oferecer à comunidade um ambiente agitado, com espaços pensados na integração do hospede com a população da cidade e com os próprios hospedes. Pretendemos criar ambientes para momentos de lazer, diversão e troca. Porém, sabemos da necessidade de respeitar a individualidade e os momentos privados e de descanso dos hóspedes. Assim, teremos ótimas instalações de dormitórios e banheiros. O nosso hostel foi pensado para agradar ao máximo os hospedes. Dessa maneira, muitas decisões de projeto foram feitas com base em uma pesquisa de opinião realizada pela equipe do hostel em redes sociais de viagem. Vista do Hostel pela via W3 sentido Norte

vem se hospedar com a gente!


E o que é um hostel?

Por que escolhemos chamar de Hostel e não de albergue?

Um pouco de história... Antes de continuar, consideramos interessante explicar, para quem ainda não conhece, o que é um hostel. Hostel é o nome utilizado em inglês para denominar albergue, que seria um modelo de hospedagem com quartos compartilhados, isso é, você paga pela sua cama e não pelo quarto. Em vários hostels existe também a opção de quarto privado, que funcionaria como um hotel. O hostel, além de ser geralmente mais econômico para o viajante, costuma proporcionar a socialização com os outros hospedes e até com moradores da cidade, visto as pessoas que estão hospedas dividem áreas comuns como cozinhas e espaços de vivência. Também contribui para isso, o fato de os quartos serem coletivos, e os banheiros, em alguns casos, permitirem o uso de várias pessoas ao mesmo tempo. É comum que a hospedagem em hostels gere no viajante um sentimento coletividade, respeito ao próximo e a diferentes culturas, desprendimento e altruísmo.

A história dos hostels começa em 1909 com o professor alemão Richard Shirrmann, que resolveu levar seus estudantes para uma viagem ao interior da Alemanha, onde eles ficaram acomodados no prédio de uma escola. Com isso, Shirrmann teve a ideia de transformar, durante os finais de semana, as escolas em alojamentos. No ano de 1912, o primeiro hostel começou a funcionar em um castelo em Altana (Alemanha) monumento histórico restaurado.
Na década de 20, os albergues foram difundidos em toda a Europa; em 1932 a Alemanha já tinha 2 mil hostels da juventude. Em 1934 os hostels chegaram ao continente americano pelos Estados Unidos. Durante a Segunda Guerra mundial, (1939 a 1945) muitos hostels foram destruídos e o movimento ficou parado. Com o final da guerra, muitos foram restaurados e passaram a ser considerados uma forma de reintegração da juventude Europeia. No Brasil, o movimento só chegou em 1961 com um casal de cariocas que trouxe a ideia depois de uma visita a um hostel na França. O primeiro hostel brasileiro foi fundado no Rio de Janeiro em 1963. Atualmente o Brasil conta com a Hostelling Internacional Brasil, uma associação presente em vários países do mundo.

A palavra Hostel se tornou um termo universal e bastante atual. Até países que não utilizam o alfabeto ocidental adotaram essa expressão de maneira que turistas de várias partes do mundo entendam do que se trata.

Emblem Hostel. Tokyo - Japão

Cheers Hostel. Istambul - Turquia

Hostels são famosos pela utilização de beliches

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Viva Hostel. São Paulo - Brasil


E o que é um container?

E fica bom uma construção dentro de um contêiner?

Um breve histórico sobre o uso de contêineres em construções Contêineres (container em inglês) são caixas metálicas modulares com o objetivo de transportar mercadorias de um ponto a outro do planeta, podendo serem transportadas tanto por navio como por caminhões. Existem diversos tipos de contêiner, mas nesse projeto serão utilizados contêineres marítimos de 20 e 40 pés, representados abaixo porlas cores rosa e amarelo, respectivamente.

6,0

5

, 12

2,4

A utilização de contêineres na construção começou com os abrigos temporários para países que sofreram guerras ou desastres naturais. Em 1987, Philip C. Clark registou patente sobre os métodos de transformar contêineres em habitação. Os contêineres têm como objetivo transportar mercadorias. Quando um país importa mais do que exporta, é comum o acúmulo de vários contêineres inutilizados nos portos, visto que o retorno aos países de origem é mais oneroso do que a produção de um contêiner novo.

Restaurante Wahaca - Londres, Inglaterra

A utilização dos contêineres na construção, cresceu em função dos baixos custos dessa matéria prima bem como da proposta de sustentabilidade visto que o material é reutilizável. Países como Estados Unidos, Alemanha, Holanda e Inglaterra utilizam essa técnica em vários ramos da construção, como escritórios, hotéis, residências e alojamentos para estudantes.

2,59

2,59

Já existem no mundo várias construções que utilizaram este método e tiveram uma boa aprovação. É necessário ter os devidos cuidados com o projeto, os cortes, o isolamento, o revestimento, o design, as instalações, entre outros. Tendo atenção aos detalhes é possível que o local seja bastante agradável e bonito.

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No Brasil, a utilização desses é recente: em 2010 foi construída a primeira loja de contêiner pela Container Ecology Store e a primeira residência foi construída em 2011 em São Paulo. Hoje é crescente a busca por esse tipo de construção em função das suas vantagens: redução de custos, velocidade na obra, redução de resíduos e sustentabilidade.

Loja Pop-Up Coca-Cola Clothing - Porto Alegre, Brasil

4 Loja Pop-Up Coca-Cola Clothing - Porto Alegre, Brasil


Como surgiu essa ideia? Justificativa do tema Um pouco sobre o turismo!

Então, por que um hostel em Brasília?

O movimento turístico no Brasil vem ganhando força nos últimos anos. Uma das causas claras para esse aumento foi o desenvolvimento dos meios de transporte, ficando cada vez mais barato e fácil viajar por milhares de quilômetros. Além disso, o Brasil tem se mostrado muito atrativo para os turistas estrangeiros, por ser um destino barato e com muitas coisas interessantes para oferecer. Segundo o Ministério do Turismo (Estudo de Demanda turística internacional 2013-2014), 95,1% dos estrangeiros que vieram ao Brasil em 2014 têm a intenção de voltar ao país. Além do movimento internacional, o Brasil tem tido um grande movimento turístico interno.

Apesar de tudo isso, Brasília ainda não tem um grande fluxo de turistas, como é apontado em outras cidades do Brasil. Um dos motivos para isso poderia ser o fato de Brasília ser uma cidade cara, tanto para se viver como para conhecer. Além disso, o turismo na cidade é desfavorecido pelo reduzido numero de hospedagens econômicas; foram encontrados apenas 6 hostels na capital.

Brasília é uma cidade que está muito longe do convencional. A cidade planejada por Lucio Costa não tem esquinas, quarteirões, ruas com nome de pessoas famosa, mas tem ruas chamadas L2, W3, algumas com apelidos como Eixinho, Eixão, tem superquadra, tem prédio elevado do chão, tem tesourinha, tem mais espaços livres e árvores que qualquer cidade grande, tem Esplanada dos Ministérios, tem vários monumentos do famoso arquiteto Oscar Niemeyer. Brasília tem restaurante, tem festa, tem shopping, tem parque, tem museu. Brasília não tem praia, mas tem o Lago Paranoá e tem lindas cachoeiras ao seu redor. A cidade tem uma história pequena, de apenas 56 anos, mas tem muita coisa para contar. Isso significa que a cidade tem um bom potencial turístico para os viajantes que adoram conhecer coisa nova pelo mundo. Além disso, a configuração de sua população inicial, formada por várias pessoas vindas do Brasil inteiro para morar na nova capital, fez com que boa parte dos moradores de Brasília tenham parentes morando fora, configurando a motivação “visita a parentes e amigos” uma das mais importantes no turismo da cidade. É importante também para a capital o turismo de negócios, visto há grande quantidade de empresas e órgãos públicos, e o turismo motivado por eventos - a cidade tem um bom potencial para receber grandes eventos.

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Desta maneira, acreditamos que um hostel poderia trazer benefícios para o turismo de Brasília, podendo receber de maneira mais econômica pessoas que queiram conhecer as obras de Niemeyer ou o urbanismo de Lucio Costa, participar de um show de música no Estádio Mané Garrincha, visitar algum parente, participar de uma reunião de negócios ou fazer até fazer um bate-volta em Pirenópolis (nosso hostel conta com agência de viagens que pode facilitar isso para você!). Bom, mas indo além da economia, se hospedar em hostel está na moda! De acordo com a nossa pesquisa de opinião, 48,9% dos entrevistados prefeririam ficar hospedados em um hostel a um hotel caso estivessem viajando sozinhos e 56,8% caso estivessem viajando com os amigos. 13% das pessoas entrevistadas responderam que sempre prefeririam um hostel a um hotel! Hostels têm certa fama de serem mais divertidos que hostéis, afinal, a gente hospeda um monte de gente legal querendo se divertir!

Negócios 20%

Eventos 10,6%

Lazer 23%

Visitar parentes 31,8%

Cultura 3%

Estudos 2,9%

Saúde 2%

Motivações para o turismo em Brasilia. Fonte: Fonte: Observatório do turismo do Distrito Federal, Anuário Estatístico do Turismo de 2015.


Quem pode se hospedar aqui? Qual o público-alvo do projeto?

Hostels têm a fama de ser lugar para gente jovem, mas a verdade é que pessoas de qualquer idade podem se hospedar aqui! (Só não recomendamos menores de idade em quartos compartilhados) Para se hospedar em um hostel, você não precisa estar em determinada faixa etária, mas sim, é necessário que você tenha um espírito jovem! Espirito de pessoas que sabem compartilhar e respeitar ao próximo.

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2. Onde estamos Localização do projeto


Onde? Avenida w3 Sul CRS 507 bloco C lojas 41 a 59 Brasília, Brasil

O local escolhido para a implantação do hostel foi a quadra 507 da Asa Sul, localizada na avenida W3, um dos eixos estruturadores e de grande importância para Brasília. Essa quadra também faz parte da Unidade de Vizinhança proposta por Lúcio Costa. Atualmente o local encontra-se abandonado. Até o ano de 2015 funcionava lá a Associação Brasileira de Ações Humanitárias, com algumas clínicas de oftalmologia, odontologia e clínicas gerais.

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Perspectiva Aérea de situação do projeto


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Breve histórico da avenida W3 1957 - Plano Urbanistico de Lúcio Costa : avenida W3 como divisória entre área residencial e área agrícola 1960 - Ocupação das quadras 700 por residências e ocupação das quadras 500 por comerciantes 1980 - Início do declínio da W3 com a consolidação do comércio local e de centros comerciais 2002 - Concurso nacional de ideias para a revitalização da W3 2004 - Proposta de corredor de transporte coletivo 2007 - Porposta de VLT no canteiro central 2012 - Lei Complementar de Uso e Ocupação - LUOS - com projetos prevendo a revitalização da W3

Fotos da W3 sul. Fonte: Pantone Brasilia, Gabriela Bilá e Marilia Alves


A Unidade Vizinhança Por onde começar a conhecer Brasília

Igrejinha: Você me mostra Brasília? Mostro. Por onde começamos? Pela Igrejinha Nossa Senhora de Fátima. Ué, não era pela Torre de TV? Não. Mudei de ideia. Começamos pela igrejinha. Por quê? Porque foi ali que a cidade deu seus primeiros passos. A partir dali se consegue explicar o conceito que Lucio Costa tinha para a cidade: a Unidade Vizinhança. A Asa Sul, com vários mini-bairros, quatro quadras que teriam uma igreja, a Igrejinha, uma escola, a Escola Parque, um clube, o de Vizinhança, e um cinema, o Cine Brasilia. E uma comercial, que ficou conhecida como Rua da Igrejinha. Não deu certo.” Behr, N. BrasiliA-Z cidade-palavra, 2014

Unidade Vizinhança. Fonte: <http://portalarquitetonico.com.br/unidade-de-vizinhanca/>, acesso em 4 de abril de 2016.

Azulejos de Athos Bulcão na Igreja Nossa Senhora de Fátima. Fonte: arquivo pessoal


O que tem para fazer aqui perto A proximidade com espaços culturais, atividades de comércio e facilidade em relação ao transporte público são fatores muito importantes para a escolha da localização de um hostel. Como será possível perceber nas análises seguintes, o local escolhido preenche esses requisitos: próximo de equipamentos culturais como o Centro Cultural Renato Russo e o Cine Brasília; de pontos turísticos como a Superquadra modelo e a Igrejinha; do corredor de transportes que é a avenida W3 e o metro; e de três ruas de comércio local além, do comércio da própria W3. Podemos falar também que o local escolhido insere, de certa forma, o turista no dia a dia do brasiliense, estando perto ao modo de vida de "morar na superquadra", coisa um tanto incomum os habitantes de outras cidades.

Hostel Container Transporte Aeroporto

Distância - 11 km

Ponto de Ônibus

Distância - a partir de 80 m

Ponto de Metrô

Distância - 1 km (108 sul)

Ponto de Taxi

Distância - 450 m (307 sul)

Alimentação Restaurantes

Distância - a partir de 350 m

Bares

Distância - a partir de 350 m

Supermercados

Distância - a partir de 350 m

Igreja Nossa Senhora de Fátima

Espaço Cultural Renato Russo

Saúde Posto de Saúde Distância - 400 m

Cultura/Lazer Praça 21 de Abril Distância - 100 m

1. Centro Cultural Renato Russo 2. Igrejinha N. Senhora de Fátima 3. SQS 308 - Quadra Modelo 4. Cine Brasília 5. Clube Vizinhança Superquadra modelo

Cine Brasília


4

2

1

3 5

19


Legislação Revisão das normas: Podemos utilizar como regimento da avenida W3 Sul três documentos que determinam e explicam as diretrizes normativas do terreno:

• Planilha de Parâmetros Urbanísticos e de Preservação (PPCUB) - Setor Comercial Residencial Sul – SCRS e Entrequadras Sul 500 – EQS 500 • Revitalização da Avenida W3, documento técnico de 2010 (Governo do Distrito Federal - Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente) • 2012 - Ano de Valorização do Patrimônio Cultural da Humanidade (Governo do Distrito Federal - Secretaria de Estado de Habitação, Regularização e Desenvolvimento)

Regime de usos e atividades que interessam ao projeto: • Uso residencial, comercial, prestação de serviços e institucional Obs. Residencial apenas nos andares superiores.

Atividades permitidas que podem interessar ao projeto: • Alojamento: hotéis, motéis e pousadas • Alimentação: restaurantes e lanchonetes • Agências de viagem, operadores turísticos e serviços de reservas • Atividades artísticas, recreativas e de espetáculos • Atividades ligadas a patrimônio Cultural e Ambiental

Decisão 19/75 do Conselho de Arquitetura e Urbanismo - CAU: • Construção de 3 três pavimentos em todo lote • Acessos independentes aos pavimentos superiores; • Térreo ocupado exclusivamente com lojas; • Permissão para construção de subsolos como complementação das lojas • Acesso aos lotes extremos dos blocos pela fachada lateral; • Permissão de construção de marquise na fachada voltada para a via W2 mediante afastamento de 3 m na divisa com relação à via W2. • Afastamentos: 3 m em relação às vias W3 e W2 • Alinhamento homogêneo de marquise e da cota de coroamento em relação aos prédios do lado • Marquises: altura não inferior a 3 m em relação à calçada. Rol das agressões urbanísticas e arquitetônicas: • Invasão de áreas públicas nobres pelo comércio informal ou por estacionamentos; • Desrespeito às normas de gabarito da Avenida W3; • Poluição visual provocada pela utilização de letreiros, painéis, faixas de propaganda e placas luminosas sem critérios; • Construção de “aberrações” arquitetônicas em afronta à arquitetura moderna de Brasília.

Diagrama de gabarito na avenida W3 Sul. Fonte: Revitalização da Avenida W3 - GDF, SEDUMA, 2010

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Mapa de usos

Hierarquia viรกria

W3 W2

W

Eixo L Rodoviรกrio

Legenda Uso Comercial Uso Misto Uso Residencial Uso Institucional Uso Institucional Cultural Praรงa

Legenda Via Expressa Via Arterial Via Coletora Via Local

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Anรกlise de fluxos e acessibilidade

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Hostel

Fluxo de Ônibus pela via W3 Fluxo de caminhões pela via W2 Fluxo de pedestres pelas vias W2, W3 e pela calçada ao lado do terreno

Ciclovia

Fluxo de Ônibus Metrô

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Fotos do entorno 89 5 6 7 4 89 5 6 7 4

1 1

6

4

2 2

6

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5

7

2

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8 8

7

5

1

9 9


Fotos do terreno 7

8 5

6

7 4

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53

6

1

4

3

1

5

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3

1

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2

2

5

6

8

8

1


Condicionantes Climรกticas do terreno

3

W

nc Bail s

Leste

o do Br a-

la co ue Esarq P

2

W

Leste Oeste


Análise do terreno

1.00

1.00

Edifício existente Manter

Área Livre Construir

Edifício Existente Demolir


3. Quem nos inspirou ReferĂŞncias de projeto


Utilização de contêineres Restaurante Wahaca Londres, Inglaterra

O restaurante Wahaca foi a primeira construção com contêineres que pude conhecer. O restaurante, localizado em frente ao Rio Tamisa em Londres, chama muita atenção por suas cores e sua arquitetura diferente. Ele é composto por 4 contêineres de 40 pés.

Fonte das imagens : <http://www.archdaily.com/256117/wahaca-southbank-experiment-softroom> Acesso em 16 de junho de 2016

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Hostel Generator Hostel Londres, Inglaterra

A rede Generator Hostel conta com 12 hostels em 11 cidades da Europa, todos com um toque de design. O hostel da rede que pude conhecer, localizado em Londres conta com uma ampla área de lazer no térreo, com sala de TV, bar, restaurante, café, lojinha de souvenir e recepção. O hostel possui 7 pavimentos e tem capacidade para receber 800 hospedes, em quartos para 2, 3, 4, 8 ou 12 pessoas, com banheiros externos ou internos.

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Fonte das imagens : <https://generatorhostels.com/pt/destinos/londres/> Acesso em 16 de junho de 2016


Hostel Container Tetris Hostel Foz do Iguaçu, Brasil

O Tetris Hostel, em Foz do Iguaçu é formado por 15 contêineres em mais de mil metros quadrados de área. Com capacidade total para 70 pessoas, os quartos são privativos ou compartilhados, cozinha compartilhada, lounge, piscina, varanda, jardim interno, bar e estacionamento gratuito. Além disso, tem como ponto alto um deck e dois amplos terraços, ideais para ver o pôr do sol. O hostel possuí diversos recursos sustentáveis, como captação e reutilização de água pluvial, aquecimento solar da água dos banheiros e telhado verde.

Fonte das imagens : <http://tetrishostel.com.br/> Acesso em 16 de junho de 2016

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Hostel Contêiner Ccasa Hostel NHA Trang, Vietnã O Ccasa Hostel é formado por apenas 3 contêineres de 40 pés empilhados, com 3 quartos para 6 pessoas no primeiro pavimento, 4 quartos para 4 pessoas no segundo pavimento e 3 quartos com uma cama de casal e uma de solteiro no terceiro pavimento. Os quartos foram reduzidos ao menor espaço possível, com o objetivo servir apenas como dormitório, em contraposição à área de lazer do hostel, bem ampla e confortável.

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Fonte: <http://www.archdaily.com/799222/ccasa-hostel-tak-architects> Acesso em 20 de novembro de 2016


Hostel Container + Revitalização Arena Maracanã Hostel Rio de Janeiro, Brasil O Arena Maracanã Hostel preserva uma antiga casa, que foi revitalizada para receber a recepção e os quartos coletivos. Nos fundos da casa, foi construído um prédio com 3 pavimentos de contêineres, totalizando 12 contêineres de 20 pés. Em um contêiner no térreo ficam localizados o bar e os banheiros. Os outros contêineres são quartos para 2, 3 ou 4 pessoas, todos com banheiro. Apesar da arquitetura bem diferente dos dois edifícios, eles conversam entre si.

Fonte: Arquivo pessoal


4. Como ĂŠ nosso hostel O projeto


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Partido Arquitetônico

Como foi dito anteriormente, o hostel se apropria de um edifício existente na Avenida W3 Sul e do terreno desse, não possui construção atualmente. Tem-se como proposta aproveitar a estrutura do prédio, adaptá-la e construir ao lado. Essa nova construção poderia ser feita utilizando-se todo o terreno e o gabarito de 8 metros do prédio ao lado. Porém, optou-se por dois prédios separados, criando uma agradável e convidativa praça. Esta praça estaria voltada para o ponto de ônibus, um importante local de chegada dos hospedes à cidade. Optou-se, dessa maneira, por criar uma torre central ao fundo que conectasse os dois edifícios e fizesse a circulação vertical do hostel. Ao analisar o fluxo próximo ao edifício, percebe-se que as lojas desta quadra têm apenas uma entrada, que pode ser pela W3 ou pela W2, fazendo o pedestre ter que dar a volta na quadra caso tenha chegado pela via errada. Dessa maneira se julgou importante a existência de duas entradas, uma pela via W3 e uma pela via W2, além da entrada pela praça, criando dois eixos de acesso que se cruzam na recepção do Hostel.


Conceitos Permeabilidade

Os eixos formados pelas três entradas do prédio criam permeabilidade no local, além da praça que traz o externo para o interno.

Acessibilidade e Universalidade

O projeto tem cuidado especial com a acessibilidade para que qualquer pessoa possa se hospedar no hostel. Os quartos são espaçosos e possuem portas largas que permitem que pessoas com cadeira de rodas possam se hospedar em qualquer um dos quartos.

Integração e diversão

O projeto traz áreas de lazer e integração dos hospedes.

Sustentabilidade O hostel traz diversas decisões de projeto tomadas com base na sustentabilidade, a começar pela escolha do material de construção, que é reutilizado.

Alegria e juventude O projeto tenta traduzir alegria e juventude em

arquitetura com a utilização de cores e a criação de espaços agradáveis.

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Programa de Necessidades

Público

Acesso

Pensando sempre em agradar aos hóspedes, o programa de necessidades do Hostel Container foi feito com base em uma pesquisa de opinião. Percebeu-se que é muito importante ter áreas sociais e de convívio no ambiente e que isso é um dos grandes diferenciais de um hostel em relação a um hotel. Essas áreas podem ser abertas ao público, como o restaurante, o café e a praça, ou restritas apenas aos hospedes, como a sala de TV e a cozinha.

Equipe

Também é possível perceber a importância de se ter diversos tamanhos quartos, visto que as opiniões sobre esse quesito ficaram bastante distintas em relação à economia que teriam ao se hospedar em um quarto mais barato e com um maior número de pessoas.

765 200

767

555

38

Quadro de Áreas

Hóspedes - Privado

Hóspedes – Coletivo

Em relação aos banheiros do hostel, 32% dos entrevistados preferem que o banheiro esteja fora do quarto, contra 78% que preferem quartos suíte. Desta maneira, optou-se por utilizar essa proporção com as 120 camas do hostel, onde 82 camas estão em suítes e 38 camas em quartos simples. O dos contêineres tem apenas quartos simples e o banheiro é dividido em vestiários feminino e masculino, um banheiro acessível unissex e outro banheiro, também unissex. Do lado prédio, tem 3 banheiros completos unissex, sendo um acessível. A opção por banheiros unissex vem da preocupação atual com as pessoas transsexuais, mas também pelo fato de muitas pessoas não se sentirem confortáveis em banheiros estilo vestiário.

Local

Qt.

Andar

Restaurante/Bar

1

Térreo

Área de Jogos

1

Térreo

Toaletes (Fem/Masc)

1

Térreo

Lobby

1

Térreo

Praça/Jardim

1

Térreo

Loja de Conveniência

1

Térreo

Agência de Turismo

1

Térreo

Café

1

Térreo

Aluguel de Bicicleta

1

Térreo

Recepção

1

Térreo

Sala de Bagagem

1

Térreo

Vestiário Funcionários

1

Térreo

Copa Funcionários

1

Térreo

Lavanderia

1

Térreo

Cozinha Restaurante

1

Térreo

Administração

1

Térreo

Acesso

1

Térreo

Banheiro completo

5

1º, 2º e 3º Pavimentos

Lavabo

3

2º e 3º Pavimentos

Vestiário (F/M)

1

1º Pavimento

Sala de TV/ Multiuso

1

2º Pavimento

Sala de Descanso

1

2º Pavimento

Refeitório

1

2º Pavimento

Cozinha Hospedes

1

2º Pavimento

Quarto – 2 camas

1

1º Pavimento

Quarto – 4 camas

6

1º e 2º Pavimento

Quarto – 6 camas

2

2º Pavimento

Suíte – 2 camas

2

2º e 3º Pavimentos

Suíte – 4 camas

5

2º e 3º Pavimentos

Suíte – 6 camas

1

3º Pavimentos

Suíte – 8 camas

1

3º Pavimento

Suíte – 10 camas

2

2º e 3º Pavimentos

Suíte – 12 camas

2

2º e 3º Pavimentos


Acesso ao público: 1. Restaurante/Bar/ Salão de jogos 2. Área verde 3. Lobby 4. Toaletes 5. Aluguel de bicicletas 6. Café 7. Loja de conveniência 8. Agência de turismo/ loja de souvenir Acesso restrito a equipe de trabalho 1. Recepção 2. Sala de bagagem 3. Vestiário dos funcionários 4. Cozinha restaurante 5. Lavanderia 6. Escritório 7. Copa funcionários 8. Depósito Acesso aos hospedes - coletivo 1. Área de acesso 2. Vestiários feminino e masculino 3. Banheiros mistos 4. Cozinha hospedes 5. Refeitório hospedes 6. Sala de TV 7. Sala de descanso Acesso aos hospedes - privado 1. Quartos para 2, 4 e 6 pessoas 2. Suítes para 2, 4, 6, 8, 10 e 12 pessoas Áreas verdes 1. Terreo com áreas verdes 2. Cobertura verde Circulação

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Planta Baixa de Situação Escala: 750

40


CRS 307 Via W2 SHGS 707

SQS 307

Avenida W3

Escola Parque 308 Sul Praรงa 21 de Abril

SHGS 708

CRS 508

Espรงo Renato Russo

SQS 308

41


Planta Baixa Térreo Escala: 125

É no térreo que se concentram também as áreas administrativas, a copa e o vestiário para os trabalhadores do hostel e a cozinha do restaurante. A entrada de serviço fica voltada para a via W2, após o edifício de contêineres. O lado concreto e o lado contêiner do hostel estão a um desnível de 1m, tendo a necessidade de se utilizar uma plataforma de acessibilidade. A recepção, localizada no cruzamento dos eixos formados pelas três entradas, forma um ponto de restrição, onde só podem passar os hospedes para terem acesso aos outros pavimentos.

42

AVENIDA W3

O térreo do edifício é onde concentram-se as atividades voltadas para o comércio e o lazer, acessíveis ao público. Os tipos de comércio existentes no térreo são especialmente para atender aos hospedes: na agência de turismo e loja de souvenir o hospede pode planejar uma viagem para Pirenópolis, por exemplo, e comprar lembrancinhas da cidade para a família; na loja de aluguel de bicicletas, o hospede pode alugar uma para fazer um passeio turístico diferente pela cidade; a loja de conveniência venderia comidinhas prontas e outros itens que os hospedes possam precisar comprar e funcionaria 24h por dia e ainda teria computadores para o uso dos hospedes. No térreo também estão o restaurante/bar, que possui mesa sinuca e totó para serem utilizadas pela comunidade, e também o café localizado no lado dos contêineres.


Banco do Brasil

Entrada de Seviço

Copa Funcionários

Lavanderia

Cozinha

Banheiro Masculino

Banheiro Feminino

Vestiário Funcionários

Manutenção Bicicleta

Administração Acesso restrito aos hospedes

Recepção

Sala de Bagagem

Aluguel de Bicicleta

Loja de Conveniência

Agência de Turismo/ Loja de souvenier

Restaurante/ Bar Jardim

Cozinha Café

Café

Área de Jogos Café

AVENIDA W2

Vestiário


Planta Baixa 1º Pavimento Escala: 125

Lista de quartos: 101. 102.

Quarto para 4 pessoas Sem banheiro 12,8 m² Quarto para 4 pessoas Sem banheiro 12,8 m²

103.

Quarto para 4 pessoas Sem banheiro 12,8 m²

104.

Quarto para 4 pessoas Sem banheiro 12,8 m²

105.

Quarto para 4 pessoas Sem banheiro 12,8 m²

106.

Quarto para 6 pessoas Sem banheiro 19,5 m²

107.

Quarto para 2 pessoas Sem banheiro 6,7 m²

Total de camas: Em quartos com banheiro: 0 Em quartos sem banheiro: 28

44

AVENIDA W3

O primeiro pavimento está apenas no lado dos contêineres, por conta do desnível entre os dois prédios e pela altura do pé direito do restaurante. Neste pavimento estão localizados os quartos contêiner e banheiros.


Banco do Brasil

Vestiรกrio Feminino

Vestiรกrio Masculino 107

Banheiro misto/PNE

AVENIDA W2

106

101

102

103

104

105


Planta Baixa 2º Pavimento Escala: 125

Lista de quartos: 201. 202.

Quarto para 6 pessoas Sem banheiro 25 m² Quarto para 4 pessoas Com banheiro 22,5 m²

203.

Quarto para 2 pessoas Com banheiro 22,5 m²

204.

Quarto para 4 pessoas Sem banheiro 20,2 m²

205.

Quarto para 4 pessoas Com banheiro 24,5 m²

206.

Quarto para 12 pessoas Com banheiro 45,8 m²

207.

Quarto para 10 pessoas Com banheiro 42,5 m²

Total de camas: Em quartos com banheiro: 32 Em quartos sem banheiro: 10

46

AVENIDA W3

No segundo pavimento, os dois lados do prédio se encontram no mesmo nível, o lado do prédio com quartos e banheiros coletivos, o lado contêineres com áreas comuns aos hospedes: cozinha, sala de TV, refeitório e sala de descanso.


Banco do Brasil

Banheiro coletivo misto

Banheiro

Cozinha Hóspedes

201

202

203

205

Refeitório 206

Sala Multiuso

Sala de descanso

207

Lavabo

Área de Convivência

Terraço verde

Terraço verde

AVENIDA W2

204


Planta Baixa 3º Pavimento

O terceiro pavimento é utilizado apenas pelo lado de concreto, com quartos suíte. Como a cobertura do lado container ficaria bastante visível para o hospede que estivesse passando no corredor, optou-se por uma cobertura verde com o sistema de ecotelhado que além de ser sustentável, ficaria bonita.

Lista de quartos: 301. 302.

Quarto para 2 pessoas Com banheiro 16,7 m² Quarto para 8 pessoas Com banheiro 37,1 m²

303.

Quarto para 2 pessoas Com banheiro 22,5 m²

304.

Quarto para 4 pessoas Com banheiro 22,5 m²

305.

Quarto para 6 pessoas Com banheiro 22,2 m²

306.

Quarto para 4 pessoas Com banheiro 22,8 m²

307.

Quarto para 12 pessoas Com banheiro 45,8 m²

308.

Quarto para 10 pessoas Com banheiro 42,5 m²

Total de camas: Em quartos com banheiro: 32 Em quartos sem banheiro: 10

48

AVENIDA W3

Escala: 125


Banco do Brasil

301

302

303

304

AVENIDA W2

305

306

307

308

Lavabo

Área de Convivência


Planta Baixa Cobertura Escala: 125

AVENIDA W3

No lado de concreto seria mantida a cobertura já existente, com o acréscimo de placas de luz solar para a captação de energia. Já no outro lado, a cobertura seria de ecotelhado (pág. 66) acima dos contêineres e onde não existem contêineres seria colocada uma cobertura leve e transparente que pode ser aberta para liberar ventilação, chamada Zeta-Flex.

50


Banco do Brasil

Tubo de Queda Paineis de Energia solar

Tubo de Queda Caixa D’Água

Paineis de Energia solar

Caixa D’Água Telha Zeta-Flex

Telha Metálica Calha

Placas de Energia solar

Tubo de Queda

Calha

Placas de Energia solar

Tubo de Queda

Tubo de Queda

Calha

Tubo de Queda

Tubo de Queda

Ecotelhado

Tubo de Queda

Calha

Tubo de Queda

Calha

Calha

Tubo de Queda

Tubo de Queda

Telha Zeta-Flex

Ecotelhado

AVENIDA W2

Tubo de Queda


Corte A Escala: 125

308

Corredor

207

Corredor Sala de descanso

102

103

Corredor

104

Restaurante/Bar Recepção

52

Cozinha Café

Café

105


Corte B Escala: 125

306

Corredor

205

Corredor

Cozinha

Refeitório

Banheiros

Restaurante/Bar Recepção

Reservatório de Água

106

Aluguel de Bicicletas

Reservatório de Água

53


Corte C Escala: 125

Área de Convivência

Área de Convivência

308

307

306

305

304

303

302

207

206

205

204

203

202

201

Lavabo

Banheiro coletivo

Lavabo

Restaurante/ Bar/ Área de jogos

54

301

Banheiro Feminino

Banheiro Masculino

Vestiário Cozinha

Entrada cozinha


Corte D Escala: 125

Área de Convivência

308

307

306

305

304

303

301

Elevador Área de Convivência

207

206

205

204

203

202

Banheiro coletivo

Entrada cozinha

Recepção Reservatório de água

55


Corte E Escala: 125

Banheiro Sala Multiuso Banheiro

Banheiro

101

Loja de conveniência

Copa Recepção Reservatório de Água

56

102

Café


Corte F Escala: 125

57


Fachada W3 Escala: 125

Na fachada voltada para a W3 estariam localizados o restaurante/bar, a cozinha dele e a varanda dos quartos. Na área onde está a cozinha, a esquerda, existe um detalhe na fachada que optou-se por manter, enquanto a parede do resto do térreo foi trocada por uma grande porta camarão e cobogós, cobertos por um pouco de vegetação atrás. Nos dois andares acima, optou-se por colocar brises horizontais com dimensões calculadas para proteger o quarto da incidência direta do sol da tarde. Os brises podem se movimentar horizontalmente, criando um desenho na fachada e seriam pintados com três tons de verde.

58

Quem nos inspirou A fachada W3 foi inspirada no edifício POP Madelena, localizado em são Paulo e projetado pelo escritório Andrade Morettin Arquitetos.


59


Fachada Escola Escala: 125

A fachada voltada para a Escola Parque seria a principal entrada de quem chega ao hostel pelo ponto de ônibus. Optou-se por criar uma praça dividindo os dois prédios, criando um ambiente agradável e convidativo para dentro do hostel. Ao fundo, optou-se por colocar uma parede vegetal diminuindo passagem da praça para o hostel que seria fechada durante a noite com uma grade de ferro que embaixo do piso e sobe por um sistema elétrico acionado na recepção. A lateral do prédio existente é a parte do hostel que seria mais visível pelas pessoas da cidade por ser facilmente vista por quem passa de carro pela W3. Desta maneira, valorizando a arte de rua em Brasília, optou-se por pintar a parede cega da escada de incêndio com um bonito grafite. Ao lado, uma parede de cobogós da maior visibilidade para a rua, melhorando a sensação de segurança próximo ao local.

60

Quem nos inspirou O grafite escolhido para a fachada do hostel é do conhecido artista brasiliense que fez o grafite localizado atualmente no terreno, que assina pelo nome de Toys.


61


Fachada W2 Escala: 125

A entrada pela via W2 é a provável entrada a ser utilizada pelo hospede que chegar de carro. Por ela, passa-se pelo corredor com as entradas para a agência de viagem, o aluguel de bicicletas, a loja de conveniência e o corredor que dá para o café. Os brises foram calculados para proteger a fachada sudeste do sol da manhã, utilizando os verticalmente. No térreo, os brises das janelas da agência de viagens e do aluguel de bicicletas as protege durante o dia e a noite deslizam para o centro, criando se transformando em uma porta.

62

Quem nos inspirou O livro Pantone Brasília, de Gabriel Bilá e Marilia Alves, traz algumas das diversas cores que representam a cidade. Foram escolhidas aqui três cores representando o céu de Brasília, e os ipês azul e amarelo.


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Quartos

Os quartos em geral seguem o mesmo padrão de mobiliário, mudando apenas a disposição desse no espaço. Todos os quartos têm portas de 90 ou 95 cm e boa circulação, sendo todos acessíveis a cadeirantes. No lado do prédio de concreto, todos os quartos têm varanda, que foi pensada para criar um ambiente agradável de convivência e como solução de conforto para afastar o quarto da fachada que pega muito sol. As camas têm cortinas, o que traz privacidade aos hospedes. O locker do quarto está localizado em um gavetão abaixo da cama, para economizar espaço, com tamanho suficiente para colocar uma mala de mão. A altura da cama de baixo é de 45 cm para acessibilidade. Na pesquisa de opinião foi possível perceber a importância de se ter uma tomada individual para cada cama, afinal, nos dias de hoje, onde todo mundo tem celular, é mais confortável deixá-lo carregando próximo de si. As camas também têm luz individual, permitindo que o hospede acenda a luz para o que precisar sem atrapalhar os outros no quarto.

Vista do quarto contêiner nº 102

Vista do quarto nº 206

64


65


Perspectivas

Entrada pela via W3

Entrada pela via W2

Entrada lateral da escola

66


Vista do corredor que dá para os quartos contêiner

Vista restaurante/bar

Vista da área de jogos

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5. O que nos diferencia Detalhes


Um hostel sustentável Durante a produção do projeto do Hostel Container foi especificada uma série de boas práticas para torná-lo um hostel sustentável. Essas medidas podem ser percebidas em um maior conforto do edifício.

Contêineres reutilizados

A utilização de contêineres na construção do edifício pode ser considerada uma solução sustentável na medida em que reutiliza contêineres que foram abandonados próximos à cidade.

Ecotelhado - Telhado verde

O telhado dos contêineres e a passarela é revestido por uma sistema especial de telhado verde que evita infiltração e melhora o desempenho térmico dentro dos contêineres

Aproveitamento de águas cinzas

O irrigamento das plantas do jardim e do ecotelhado pode ser feito com águas cinzas (água de torneira e chuveiro) não gastando água potável para este fim, visto que em uma cidade como Brasilia que possui um um período de seca faz-se necessário que se gastar muita água durante essa época do ano para manter a vegetação verde.

Aproveitamento de água da chuva

A água da chuva pode ser armazenada junto ao reservatório de água e utilizada posteriormente para a irrigação das planta, na limpeza do edifício e nas privadas.

Painéis solares

A água utilizada no hostel passa por aquecedores solares que ficam no teto, reduzindo o consumo de energia elétrica.

Móveis reciclados

Os móveis presentes na praça seriam feitos de pallets, caixas de fruta e pneus adaptados e reaproveitados.

Iluminação de LED

As luzes do hostel são preferencialmente de LED, que além de ter maior durabilidade, reduzem o consumo de energia.

Isolamento termo-acústico

O isolamento termo-acústico do hostel seria feito com lã de PET, um sistema que recicla essas garrafas plásticas, garantindo um maior conforto dos hospedes nos quartos.

Incentivo à utilização de bicicletas

Com uma loja de aluguel de bicicletas em seu terreo, o hostel incentiva a utilização deste meio de transporte para conhecer a cidade

69


Ecotelhado Vegetação Calha/Dreno

Como dito anteriormente, a solução escolhida para a cobertura dos contêineres e da passarela que liga os dois edifícios foi o Ecotelhado, sendo o Sistema Laminar Médio o modelo a ser utilizado nesse projeto. Esse sistema é a evolução do telhado verde convencional pois é um reutiliza água da chuva e o proprío efluente da edificação, não havendo assim disperdício de água potável. Esse sistema confere conforto térmico e acústico para os ambientes internos e também contribui para uma maior durabilidade do prédio, por diminuir a aplitude térmica. Para ser possível a utilização do ecotelhado acima dos contêineres, foi necessário colocar uma laje acima destes, para planificar o telhado do contêiner e melhor sustentar o peso. Os contêineres receberão reforço estrutural de steel frame para suportar o peso.

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Substrato Membrana de Absorção Módulo Laminar Médio

Laje Steel Deck Contêiner


Estrutura No prédio que irá ser restaurado, permanecerá a estrutura existente convencional de pilar, viga e lage de concreto, sendo os pilares circulares de 40cm de diâmetro, espaçados 5m. Já do lado dos contêineres, a estrutura dos ambientes internos é formada pelos próprios contêineres, reforçados com steel frame. A circulação entre eles é formada por uma estrutura em sua maioria independente, formada por pilares circulares metálicos de 20 cm de diâmetro, vigas perfil I e laje steel deck, estrutura escolhida por sua leveza e facilidade de interação com o contêiner. Em alguns pontos viu-se a necessidade de se conectar a viga com o contêiner, utilizando se assim uma placa metálica soldada no contêiner e aparafusada na viga.

Contêiner Piso flutuante Concreto Placa soldada no contêiner Parafuso Steel Deck Viga

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Agradecimentos


A minha querida orientadora Cláudia Garcia, por todo o carinho e atenção durante orientações, sempre me confortando nos momentos difíceis. Aos professores da minha banca Eliel Américo e Maria Cecília Gabriele, pelo apoio e pelas orientações durante as apresentações e principalmente fora delas. Aos professores Oscar Luis Ferreira, Ivan Manuel do Vale e Rosana Climáco que mesmo não fazendo parte da banca cederam seu tempo para me ajudarem com todas as dúvidas que tive colaborando, de maneira valiosa com o projeto. Ao arquiteto Leo Giordano por abrir os meus olhos a respeito da acessibilidade do meu prédio e por se disponibilizar a me auxiliar com o meu projeto. À arquiteta Michele da empresa Mehta Containeres, por ceder seu tempo a mim para que eu pudesse tirar todas as minhas dúvidas sobre construções com contêineres. A minha família por perdoarem a minha ausência durante o ano, em especial a minha mãe Marilize por sempre me auxiliar da maneira que pôde, procurando referências, dando sugestões, elogios, estando sempre a par do meu projeto, me ajudando a corrigir meus textos até tarde, e principalmente por aguentar as minhas crises e o meu estresse nesses últimos meses. Ao meu namorado Frederico por sempre me colocar para cima e acreditar no meu potencial, pelo seu apoio e compreensão do momento que estou passando, mesmo de longe mandando sempre mensagens positivas e de carinho. Por ficar correndo atrás de referências para os meus projetos em nossas viagens, por deixar eu escolher os hostels mais legais para a gente se hospedar e conhecer. Às minhas queridas amigas Julia Rabelo, Maira Boratto, Gabriela Santos, Tamara Cortez, Bárbara Alvarenga, Rafaela Gravia, Deborah Torres, Raíssa Monteiro e Tharla Stambassi pelas trocas durante o semestre, por me marcarem em tudo que às lembrava o meu projeto, pelas tardes e noites (e madrugadas) juntas dando apoio uma à outra, as dicas, os desabafos, as criticas construtivas. Amigas que essa faculdade me deu e que eu quero levar para sempre comigo. A todos que contribuíram para essa jornada de 6 anos de curso, O meu muito obrigada!

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Bibliografia


GDF - Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. Revitalização da Avenida W3 - Documento técnico. 2010 GDF - Secretaria de Estado de Habitação. Regularização e Desenvolvimento Urbano. 2012: Ano de Valorização do Patrim nio Cultural da Humanidade. 2012 PPCUB. Planilha de Parâmetros Urbanísticos e de Preservação. VITRUVIUS. Lucio Costa e a preservação de Brasília, 2009. Disponível: http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/minhacidade/09.107/1844 ADF. Anuário do DF de 2014, 2014. Disponível: www.anuariodf.com.br Observatório do Turismo do Distrito Federal. Relatório da oferta turística no Distrito Federal, 2015 Observatório do Turismo do Distrito Federal. Anuário Estatístico do Turismo de 2015. (DF) Secretária Nacional de Políticas de Turismo. Anuário Estátistico de Turismo de 2015 (Brasil) SALDOPOSITIVO. Alojamento low cost: Descubra as vantagens dos ‘Hostels’, 2013. Disponível em: http://saldopositivo.cgd.pt/ alojamento-low- cost-descubra-as-vantagens-dos-hostels/ ECOTELHADO. Disponóvel em: https://ecotelhado.com/

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Ana Luisa Lauxen Scalia Trabalho Final de Graduação Universidade de Brasília Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Dezembro de 2016


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