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Escola EB 2,3 de Arrifana 1 O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização – 2ª parte (conclusão)

REFERÊNCIAS ÀS BEs NOS RELATÓRIOS DA IGE

Análise e comentário crítico Escolhi três agrupamentos vizinhos, todos do mesmo concelho, Santa Maria da Feira, por me serem familiares, por conhecer o trabalho desenvolvido e, assim, poder constatar se esse trabalho é, ou não, visível nos relatórios da inspecção. Analisei os relatórios de 2007/2008, ano em que os três agrupamentos foram submetidos a avaliação externa. São eles: • Agrupamento de Escolas de Arrifana e Escapães (ao qual pertenço); • Agrupamento de Escolas de Milheirós de Poiares; • Agrupamento de Escolas Professor Doutor Carlos Alberto Ferreira de Almeida. A tabela onde constam as frases retiradas dos respectivos relatórios foi organizada de acordo com os itens que a IGE usou para redigir as suas análises. Em dois desses relatórios, as referências à BE não são nada significativas, não mostram o seu papel nem a sua missão e não reflectem minimamente o trabalho desenvolvido em prol dos alunos e das suas aprendizagens (em 26 itens, no primeiro relatório, Arrifana, há cinco referências e no terceiro, Prof. Dr. Ferreira de Almeida, há quatro. Apenas o relatório relativo ao Agrupamento de Milheirós de Poiares apresenta algumas e positivas referências à BE da escola sede (aborda 8 em 26 itens). No entanto, apresenta o Agrupamento como tendo três bibliotecas mas apenas há uma ligeira referência às BEs do 1ºciclo. O facto de a Biblioteca da escola sede ter sofrido um incêndio e ter chocado toda a população foi uma forma de chamar a atenção para o papel da BE e isso reflecte-se no relatório (é referido duas vezes). Apenas o item “Gestão dos recursos materiais e financeiros” é abordado nos três relatórios. Os itens “Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem” e ”Caracterização do Agrupamento” são [Formanda: Ana Paula Oliveira 13 de Dezembro 2009]


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abordados em dois relatórios. Há itens abordados apenas num Agrupamento variando de relatório para relatório os aspectos da BE em destaque e dignos de registo. No meu ponto de vista, toda a tabela deveria estar preenchida e essa deveria ser a preocupação da inspecção. Posso falar pelas três Bibliotecas das escolas EB 2,3 envolvidas nesta análise: conheço o trabalho desenvolvido no meu Agrupamento e o trabalho desenvolvido nos outros Agrupamentos: uma inspecção levada a sério, questionando os aspectos fundamentais, teria informação suficiente para preencher todos os domínios. Daqui se pode concluir que a análise da IGE depende muito da imagem que as pessoas envolvidas nos painéis da inspecção fazem passar. Penso, inclusivamente, poder acrescentar que a BE tanto mais se reflectirá no relatório da IGE quanto mais a gestão a sentir como uma prioridade do agrupamento para as dinâmicas da aprendizagem e do sucesso educativo e se envolver no trabalho lá desenvolvido. Além disso, a própria inspecção deve começar a valorizar as BEs e a analisar os documentos institucionais com mais rigor, inclusivamente o PAA donde muita informação poderá sair. O coordenador da BE não fez parte de nenhum dos painéis. Dessa forma, muitos dos aspectos ligados às BEs não podem ser apresentados de forma clara e objectiva. Se se pretende cruzar a auto-avaliação da escola com a auto-avaliação da BE, é de todo o interesse que a equipa da BE esteja mais presente. Mas isso só vai acontecer quando as BEs conseguirem “trabalhar e trabalhar com…” e provar que, como disse Ross Todd, “a marca de uma biblioteca do século XXI está nas acções e evidências que mostram que a biblioteca faz a verdadeira diferença e contribui, de forma significativa, para o desenvolvimento da compreensão humana, logo, faz a construção de conhecimento.” Tendo em conta que no ano em análise (2007/2008) ainda não estava criada a figura do professor bibliotecário nem se fazia auto-avaliação das BEs, tudo leva a crer que numa próxima avaliação externa os relatórios lhes dêem mais visibilidade. Há muito caminho a percorrer mas o caminho faz-se, caminhando. Só é preciso que todos caminhem na mesma direcção para não haver atropelos, antes pelo contrário, para haver mais (co)laboração.

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ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE TRÊS AGRUPAMENTOS 2007/2008

II Caracterização do Agrupamento

III Conclusões das avaliações por domínio

Agrupamento de Escolas de Arrifana e Escapães

Agrupamento de Escolas de Milheirós de Poiares

O Agrupamento dispõe apenas de uma Biblioteca Escolar/Centro de Recursos Educativos ligada à Rede de Bibliotecas Escolares (pág.3)

… duas escolas do 1º ciclo dispõem de bibliotecas/centro de recursos ligadas à Rede Nacional de Bibliotecas. (pág. 3)

1. Resultados

2. Prestação do serviço educativo

3. Organização e gestão escolar 4. Liderança 5. Capacidade de

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… as dinâmicas desenvolvidas pela Biblioteca da escola sede muito apreciadas por toda a comunidade escolar e com trabalho reconhecido na promoção das competências da leitura e da escrita. (pág. 4)

Agrupamento de Escolas Professor Doutor Carlos Alberto Ferreira de Almeida


Escola EB 2,3 de Arrifana 4 O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização – 2ª parte (conclusão) auto-regulação e melhoria do agrupamento IV 1. Resultados

1.2 Participação e desenvolvimento cívico 1.3 Comportamento e disciplina 1.4 Valorização e impacto das aprendizagens

2. Prestação do serviço educativo

O progressivo sucesso na disciplina de Língua Portuguesa deve-se às medidas preconizadas e desenvolvidas no anterior Projecto Educativo cuja linha de força era Comunicação e com o papel aglutinador que a Biblioteca Escolar tem vindo a desempenhar. (pág. 6)

1.1 Sucesso académico

2.1 Articulação e sequencialidade

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Os alunos conhecem as actividades desenvolvidas pela Biblioteca Escolar (pág.6) Destacam-se, entre outras… as actividades … que possibilitaram a reabilitação da Biblioteca Escolar, após o incêndio que aí deflagrou. (pág. 7) Os alunos de 4º ano deslocam-se anualmente à EB 2,3 para contacto e conhecimento da diversidade de espaços, serviços e equipamentos e


Escola EB 2,3 de Arrifana 5 O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização – 2ª parte (conclusão) práticas pedagógicas, sendo-lhes facultada uma visita guiada às instalações… recebidos na biblioteca e dinamizadas diversas actividades relacionadas com a leitura… (pág7) 2.2 Acompanhamento da prática lectiva em sala de aula

2.3 Diferenciação e apoios 2.4 Abrangência do currículo e valorização dos saberes e da aprendizagem

3. Organização e gestão 1

3.1 Concepção, planeamento e

A formação do pessoal docente encontra-se actualmente centrada no projecto Computadores, Redes e Internet na Escola (CRIE) e suas envolvências: … bem, como no Plano Nacional de Leitura (PNL)1 e no Plano da Matemática (PAM). A melhoria das competências nos domínios da Língua Portuguesa e da Matemática encontra-se suportada pelo PNL e pelo PAM (pág.8)

A Matemática e a Língua Portuguesa são objecto de dinâmicas específicas concretizadas no Plano de Acção para a Matemática e na dinamização da Biblioteca Escolar. (pág. 9) Revela-se a transversalidade da Língua

Embora não esteja explícito que a coordenação das actividades do PNL é da responsabilidade da BE.

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Escola EB 2,3 de Arrifana 6 O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização – 2ª parte (conclusão) escolar

desenvolvimento da actividade

3.2 Gestão dos recursos humanos 3.3 Gestão dos recursos materiais e financeiros

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Portuguesa em muitas actividades contempladas no documento [PAA], decorrentes das várias dinâmicas da Biblioteca Escolar e as suas implicações na melhoria do ambiente educativo e na promoção das competências da leitura e da escrita. (pág. 9)

O Agrupamento dispõe, apenas, de uma Biblioteca Escolar/Centro de Recursos que integra a Rede Nacional de Bibliotecas Escolares e decorre da reconfiguração de espaços e da dotação de equipamentos específicos. A BE/CRE da escola sede é acessível, encontra-se bem organizada, disponibiliza várias áreas de interesse, facilita a pesquisa dos alunos e acompanha os tempos de ocupação. As dinâmicas da BE/CRE alargam-se às EB1 e JI do Agrupamento através das

A Biblioteca da escola sede, em sintonia com os espaços da mesma natureza e função, existentes nas escolas do 1ºCEB do Agrupamento, apesar das vicissitudes por que passou, em consequência do incêndio por que passou em Fevereiro de 2007, constitui um espaço de referência muito positiva nas aprendizagens dos alunos, tendo em consideração os modos como se organiza, as dinâmicas criativas que desenvolve, a ocupação e o

… Os demais proventos de receitas próprias decorrem dos projectos cofinanciados e em desenvolvimento: plano de acção para a matemática; plano nacional de leitura; rede de bibliotecas escolares… (pág10)


Escola EB 2,3 de Arrifana 7 O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização – 2ª parte (conclusão) maletas pedagógicas. (pág. 9)

4. Liderança

3.4 Participação dos pais e outros elementos da comunidade educativa 3.5 Equidade e justiça 4.1 Visão estratégica 4.2 Motivação e empenho 4.3 Abertura à inovação 4.4 Parcerias, protocolos e projectos

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acompanhamento dos alunos. (pág.10)

… a integração na Rede Nacional de Bibliotecas Escolares e no Plano Nacional de Leitura Destacam-se, ainda, as parcerias com a Liga de Amigos da Feira, nomeadamente no seu Presidente, em iniciativas de promoção da leitura, com a Biblioteca Municipal na formação da equipa do pessoa docente e não docente da biblioteca escolar. Na sequência da acção educativa e de resposta aos problemas educativos… o Agrupamento aderiu a


Escola EB 2,3 de Arrifana 8 O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização – 2ª parte (conclusão) vários planos de acção: … Plano Nacional de Leitura (dinamizado pela equipa da biblioteca escolar em todas as unidades educativas do agrupamento, …Projecto livro que vai livro que vem (biblioteca itinerante – conjunto de maletas com livros, uma por cada unidade educativa – circulando entre estas, … Biblioteca Escolar/Centro de Recursos, incluída na Rede de Bibliotecas Escolares. (pág. 11) 5. Capacidade de autoregulação e melhoria do Agrupamento

5.1 Auto-avaliação

5.2 Sustentabilidade e progresso V Considerações finais

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Pontos fortes: … As dinâmicas da biblioteca (pág.13)


O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares: metodologias de operacionalização