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- ARBORIZAÇÃO URBANA Kathia Fernandes Lopes Pivetta Demóstenes Ferreira da Silva Filho

BOLETIM ACADÊMICO Série Arborização Urbana

UNESP/FCAV/FUNEP Jaboticabal, SP - 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Apresentação

Este boletim é direcionado prioritariamente para os alunos de Graduação em Agronomia e Engenharia Florestal. Os autores agradecem os alunos de Graduação e da Pós-Graduação, funcionários e docentes da FCAV/UNESP e da ESALQ/USP e funcionários da Prefeitura Municipal de Jaboticabal, que direta ou indiretamente tem colaborado para o aprimoramento deste boletim.

PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

- ARBORIZAÇÃO URBANA -

Profa. Dra. KATHIA FERNANDES LOPES PIVETTA, Engenheira Agrônoma formada pela Universidade Federal de Lavras, UFLA, Mestrado e Doutorado pela Universidade Estadual Paulista, UNESP/FCAV, Campus de Jaboticabal, SP. Professora do Departamento de Produção Vegetal da UNESP/FCAV, responsável pelas disciplinas “Floricultura e Plantas Ornamentais” e “Paisagismo”, em nível de Graduação e “Produção de Flores e Plantas Ornamentais” e “Produção de Sementes de Plantas Ornamentais”, em nível de Pós-Graduação. Prof. Ms. DEMÓSTENES FERREIRA DA SILVA FILHO, Engenheiro Agrônomo. Graduação, Mestrado e Doutorado pela Universidade Estadual Paulista, UNESP/FCAV, Campus de Jaboticabal, SP. Professor do Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” da Universidade de São Paulo, responsável pela disciplina “Silvicultura Urbana” e colaborador nas disciplinas “Ecologia Florestal” e “Gestão Ambiental Urbana” em nível de Graduação na ESALQ/USP.

PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

INDICE 1. INTRODUÇÃO.......................................................................................................

01

2. IMPORTÂNCIA DAS ÁRVORES NO MEIO URBANO.........................................

02

3. CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO ARBÓREA URBANA.................................

02

3.1. Arborização de parques e jardins.......................................................................

02

3.2. Arborização de áreas privadas...........................................................................

03

3.3. Arborização nativa residual.................................................................................

03

3.4. Arborização de ruas e avenidas.........................................................................

03

4. FATORES NEGATIVOS PARA O BOM DESENVOLVIMENTO DAS ÁRVORES NO MEIO URBANO...............................................................................................................

03

5. PLANEJAMENTO DA ARBORIZAÇÃO DAS RUAS E AVENIDAS.................................

04

5.1. Condições do ambiente......................................................................................

04

5.2. Características das espécies..............................................................................

04

5.3. Largura de calçadas e ruas................................................................................

06

5.4. Fiação aérea e subterrânea................................................................................

07

5.5. Afastamentos......................................................................................................

09

5.6. Uso de palmeiras e árvores colunares...............................................................

10

5.7. Diversificação das espécies................................................................................

10

6. PLANTIO E MANEJO............................................................................................

11

6.1. Escolha das mudas.............................................................................................

11

6.2. Plantio..................................................................................................................

12

6.2.1. Espaçamento...................................................................................................

12

6.2.2. Coveamento.....................................................................................................

13

6.2.3. Canteiro ao redor da muda..............................................................................

13

6.2.4. Grade ao redor do canteiro..............................................................................

14

6.2.5. Cinta.................................................................................................................

14

6.2.6. Revestimento interno da cova par direcionamento das raízes.......................

14

6.2.7. Tutoramento.....................................................................................................

15

6.2.7. Grade deporteção da muda.............................................................................

16

6.3. Manejo inicial.......................................................................................................

16

6.4. Caiação...............................................................................................................

17

6.5. Podas..................................................................................................................

17

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INDICE

6.5.1. Época de poda.................................................................................................

18

6.5.2. Equipamentos..................................................................................................

19

6.5.3. Execução da poda...........................................................................................

20

6.5.4. Tipos de poda...................................................................................................

21

6.5.5. Técnicas de poda.............................................................................................

22

6.5.6. Tratamentos pós-poda e dendrocirurgia.........................................................

23

6.7. Aspectos fitossanitários......................................................................................

23

6.8. Remoção.............................................................................................................

27

7. ANÁLISE DA ARBORIZAÇÃO DE RUAS E AVENIDAS......................................

27

7.1. Curitiba, PR.........................................................................................................

29

7.2. Céu Azul, PR.......................................................................................................

30

7.3. Ilha Solteira, SP...................................................................................................

31

7.4. Piracicaba, SP.....................................................................................................

31

7.5. Jaboticabal, SP...................................................................................................

32

8. REPLANEJAMENTO DA ARBORIZAÇÃO DE RUAS E AVENIDAS..................

33

9. ESPÉCIES RECOMENDADAS E MAIS UTILIZADAS NA ARBORIZAÇÃO URBANA DO BRASIL........................................................................................... 10. ESPÉCIES NATIVAS COM POTENCIAL DE UTILIZAÇÃO NAS RUAS SOB REDES ELÉTRICAS...........................................................................................

34

60

11. SOCIEDADES E ORGÃOS LIGADOS À ARBORIZAÇÃO URBANA................

64

12. LITERATURA CITADA E CONSULTADA OU RECOMENDADA......................

65

13. SITES DA ÁREA..................................................................................................

69

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- ARBORIZAÇÃO URBANA 1. INTRODUÇÃO Desde muito tempo, o homem vem trocando o meio rural pelo meio urbano. As cidades foram crescendo, na maioria das vezes de forma muito rápida e desordenada, sem um planejamento adequado de ocupação, provocando vários problemas que interferem sobremaneira na qualidade de vida do homem que vive na cidade. Atualmente, a maioria da população humana vive no meio urbano necessitando, cada vez mais, de condições que possam melhorar a convivência dentro de um ambiente muitas vezes adverso. O surgimento da luz elétrica e a expansão da oferta dos serviços de abastecimento de água, coleta de esgoto e telecomunicações trouxeram para as cidades um complexo sistema de cabos, galerias e dutos que tomam conta do ar e do subsolo. A rede aérea de energia passou a interferir de forma decisiva no plano de arborização da cidade. Na seqüência, com o advento da era “desenvolvimentista” e da explosão imobiliária na década de 60 houve a perda dos jardins privados e a impermeabilização do solo e o patrimônio das áreas verdes das cidades ficaram cada vez mais restritos à arborização de ruas, praças, parques e maciços florestais (MILANO e DALCIN, 2000) Pode-se acrescentar a compactação e baixa fertilidade do solo resultantes dos processos de movimentação de terra para urbanização de loteamentos. De maneira semelhante, o processo de evolução da ocupação e uso do solo urbano, especificado no parágrafo anterior, ocorreu na grande maioria das cidades brasileiras. A vegetação, pelos vários benefícios que pode proporcionar ao meio urbano, tem um papel muito importante no restabelecimento da relação entre o homem e o meio natural, garantindo melhor qualidade de vida.

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2. IMPORTÂNCIA DAS ÁRVORES NO MEIO URBANO A vegetação urbana desempenha funções muito importantes nas cidades. As árvores, por suas características naturais, proporcionam muitas vantagens ao homem que vive na cidade, sob vários aspectos: ü proporcionam bem estar psicológico ao homem; ü proporcionam melhor efeito estético; ü proporcionam sombra para os pedestres e veículos; ü protegem e direcionam o vento; ü amortecem o som, amenizando a poluição sonora; ü reduzem o impacto da água de chuva e seu escorrimento superficial ü auxiliam na diminuição da temperatura, pois, absorvem os raios solares e refrescam o ambiente pela grande quantidade de água transpirada pelas folhas; melhoram a qualidade do ar; ü preservam a fauna silvestre;

3. CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO ARBÓREA URBANA A vegetação urbana é representada por conjuntos arbóreos de diferentes origens e que desempenham diferentes papéis (MELLO FILHO, 1985). As florestas urbanas podem ser definidas como a soma de toda a vegetação lenhosa que circunda e envolve os aglomerados urbanos desde pequenas comunidades rurais até grandes regiões metropolitanas (MILLER, 1997).

3.1. Arborização de parques e jardins

Os parques, normalmente são representados por grandes áreas abundantemente arborizadas e os jardins, ou mesmo as praças, são espaços destinados ao convívio social. Nestes locais pode-se utilizar árvores de todos os portes.

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3.2. Arborização de áreas privadas

Corresponde à arborização dos jardins particulares como quintais, jardins de hospitais, clubes, industrias, entre outros. 3.3. Arborização nativa residual

São espaços da natureza que se protegeram da ocupação e que por suas características florísticas, faunísticas, hídricas, influenciaram no microclima e são essenciais ao complexo urbano.

3.4. Arborização de ruas e avenidas

Componente

muito

importante

da

arborização

urbana,

porém,

pouco

reconhecido, do ponto de vista técnico e administrativo, devendo ser encarado como um dos componentes do plano de desenvolvimento e expansão dos municípios.

4.

FATORES NEGATIVOS PARA O BOM DESENVOLVIMENTO DAS ÁRVORES NO MEIO URBANO Vários fatores impedem o desenvolvimento normal de uma árvore na área

urbana, por exemplo: ü compactação do solo, necessária para a pavimentação ou fundação de prédios, porém, prejudicial ao desenvolvimento das plantas; ü depósitos de resíduos de construção e entulhos no subsolo; ü pavimentação do leito carroçável e das calçadas impedindo a penetração do ar e das águas de chuvas; ü poluição do ar, com suspensão de resíduos industriais, fumaça dos escapamentos de veículos automotores e de chaminés industriais, impedindo a folha de exercer livremente suas funções, uma vez que a poeira e as gotículas de óleo existentes no ar se acumulam sobre a superfície das folhas, obstruindo

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total ou parcialmente os estômatos, dificultando a respiração e as fotossíntese; podas drásticas, muitas vezes obrigatórias e abertura de valas junto à arvore, mutilando o seu sistema radicular.

5. PLANEJAMENTO DA ARBORIZAÇÃO DAS RUAS E AVENIDAS Os vários benefícios da arborização das ruas e avenidas estão condicionados à qualidade de seu planejamento. A arborização bem planejada é muito importante independentemente do porte da cidade, pois, é muito mais fácil implantar quando se tem um planejamento, caso contrário, passa a ter um caráter de remediação, à medida que tenta se encaixar dentro das condições já existentes e solucionar problemas de toda ordem. Para um adequado planejamento da arborização das ruas e avenidas de uma cidade, alguns fatores devem ser considerados:

5.1. Condições do ambiente

O conhecimento das condições ambientais locais é pré-condição para o sucesso da arborização das ruas e avenidas. Qualquer planta só adquire pleno desenvolvimento em clima apropriado, caso contrário poderá ter alterações no porte, floração e frutificação. Deve-se evitar, portanto, o plantio de espécies cuja aclimatação não seja comprovada.

5.2. Características das espécies

Deve-se conhecer, muito bem, as características particulares de cada espécie, bem como, seu comportamento nas condições edafoclimáticas e físicas a que serão impostas. Na arborização urbana são várias as condições exigidas de uma árvore, a fim de que possa ser utilizada sem acarretar inconvenientes, sendo que, entre as características desejáveis, destacam-se:

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a. resistência a pragas e doenças, evitando o uso de produtos fitossanitários muitas vezes desaconselhados em vias públicas; b. velocidade de desenvolvimento média para rápida para que a árvore possa fugir o mais rapidamente possível da sanha dos predadores e também para se recuperar de um acidente em que a poda drástica tenha sido a única opção técnica exigida; c.

a árvore não deve ser do tipo que produz frutos grandes e quanto ao fato destes frutos serem ou não apreciados pelo homem, é um assunto bastante polêmico, sendo que, algumas pessoas são contra pois acreditam que estimularia a depredação, entretanto outras contestam argumentando que deve-se lutar por uma arborização mais racional, conscientizando a população. Entretanto, quanto ao fato destes frutos servirem de alimentos para os pássaros, há um consenso, pois, é uma forma de preservar o equilíbrio biológico;

d. os troncos e ramos das árvores devem ter lenho resistente, para evitar a queda na via pública, bem como, serem livres de espinhos; e. as árvores não podem conter princípios tóxicos ou de reações alérgicas; f.

a árvore deve apresentar bom efeito estético;

g. as flores devem ser de preferência de tamanho pequeno, não devem exalar odores fortes e nem servirem para vasos ornamentais; h. a planta deve ser nativa ou, se exótica, deve ser adaptada; i.

a folhagem dever ser de renovação e tamanho favoráveis. A queda de folhas e ramos, especialmente as de folhas caducas, que perdem praticamente toda folhagem durante o inverno, podem causar entupimento de calhas e canalizações, quando não, danificar coberturas e telhados;

j.

a copa das arvores devem ter forma e tamanho adequados. Árvores com copa muito grande interferem na passagem de veículos e pedestres e fiação aérea, além de sofrerem danos que prejudicam seu desenvolvimento natural (Figura 1);

k.

o sistema radicular deve ser profundo, evitando-se, quando possível, o uso de árvores com sistema radicular superficial que pode prejudicar as calçadas e as fundações dos prédios e muros (Figura 1);

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Figura 1. Interferências causadas por uma espécie em local inadequado, necessitando de podas (extraído de GUIA, 1988). 1. Forma natural da árvore com copa muito grande a baixa 2. Copa interferindo a passagem de fiação aérea 3. Copa interferindo a passagem de veículos 4 e 5. Raízes danificando ruas, acostamentos e calçadas 6. Copa interferindo na passagem de pedestres 5.3. Largura de calçadas e ruas

Não se recomenda arborizar as ruas estreitas, ou seja, aquelas com menos de 7m de largura. Quando estas forem largas, deve-se considerar ainda a largura das calçadas de forma a definir o porte da árvore a ser utilizada. Outro fator deve ainda ser considerado e refere-se à existência ou não de recuo das casas. A escolha do porte das árvores baseia-se, portanto, nestes aspectos, conforme o que se propõe no Quadro 1.

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Quadro 1. Indicação do porte das árvores baseado na largura das ruas e calçadas (MIRANDA, 1970).

Largura da rua

Largura da calçada

Rua estreita

<3m

(< 7m) Rua larga

< 3m

(> 7m) > 3m

Recuo das

Porte de árvore

edificações (4m)

recomendado

sem recuo

-

com recuo

pequeno

sem recuo

pequeno

com recuo

médio

sem recuo

médio

com recuo

grande

As ruas que apresentam canteiro central seguem os mesmos critérios apresentados para as demais ruas. O canteiro central, no entanto, poderá ser arborizado de acordo com a sua largura. Recomenda-se, nos canteiros menores que 1,50m, o plantio de palmeiras ou arbustos e aqueles mais largos, pode-se escolher espécies de porte médio a grande. 5.4. Fiação aérea e subterrânea

A presença de fiação aérea ou subterrânea é um dos fatores mais importantes no planejamento da arborização das ruas. A fiação aérea pode ser composta pela rede elétrica primária, de alta tensão (13.000 e 22.000v); rede elétrica secundária, de baixa tensão (110v e 220v) e rede telefônica aérea e TV a cabo (Figura 2), cujas alturas encontram-se no Quadro 2.

alta tensão (13.000 e 22.000v) baixa tensão (110 e 220v) rede telefônica ou TV a cabo

4,80m

Figura 2. Esquema da distribuição de fiação aérea 7 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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Quadro 2. Altura de postes, placas e fiação aérea (MANUAL, 1996)

Especificação

Altura (m)

Poste

9 a 12

Baixa Tensão

7,20

Alta Tensão

8,20 a 9,40

Telefone

5,40

Placa de ônibus

3,50

A recomendação é que a rede de energia elétrica aérea seja implantada, preferencialmente, nas calçadas oeste e norte, e sob elas, árvores de pequeno porte e nas calçadas leste e sul, árvores de porte médio. No caso de árvores com porte inadequado para plantio sob fiação, cujas copas estão em contato com a rede aérea, uma opção é implantar soluções de engenharia como, redes isoladas, protegidas ou compactas, que permitam melhor convivência com a arborização existente. Em MANUAL (1996) são descritas as opções: - rede protegida – consiste em colocar uma cobertura protetora na rede. Para redes secundárias, baixa tensão (127/220V), a cobertura é em polietileno, de baixa densidade, cor preta e resistente aos raios ultravioleta, aplicada sobre os cabos nus. Para redes primárias, alta tensão (13,8 kV e 23,1 kV) consiste de um condutor dotado de cobertura extrudada à base de polietileno termofixo (XLPE). - rede isolada – os condutores podem ser, cabos multiplexados para baixa tensão, que são cabos de potencia, isolados para rtensão de 0,6/1kV, constituídos de 3 condutores-fase dotados de isolação de polietileno termofixo (XLPE), trançados em torno de um condutor mensageiro nu (neutro) e cabos multiplexados para média tensão, são também cabos de potência, isolados para 8,7/15 e 15/25 kV, constituídos de 3 condutores dotados de isolação de polietileno termofixo (XLPE) e blindagens semi-condutoras e metálicas, trançados em torno de um condutor mensageiro nu (neutro). - rede compacta – as de média tensão possuem uma configuração inovadora, com arranjo triangular, utilizando espaçadores confeccionados em material polimérico,

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eliminando a cruzeta de madeira; seus condutores-fase são os cabos cobertos. A rede secundária é toda isolada, utilizando cabos multiplexados. A arborização deve ser feita no lado oposto à fiação e no lado da fiação recomendam-se árvores de pequeno porte e distantes 3 a 4 m dos postes de iluminação. Outra sugestão é a convivência de árvores de grande porte no lado da fiação com fios encapados. Nunca deve plantar palmeiras sob fiação, cuja altura da espécie adulta seja superior ao da fiação. Palmeira nunca se poda. A arborização em locais onde a fiação é subterrânea e mesmo onde há rede de água esgoto é feita somente a uma distância mínima de 1 a 2m para evitar problemas. As raízes podem obstruir canalizações (Figura 3).

Figura 3.

Plantio inadequado de árvores cujas raízes estão interferindo nas canalizações subterrâneas (extraído de GUIA, 1988)

5.5. Afastamentos

Os afastamentos mínimos necessários entre as árvores e outros pontos estão relacionados no Quadro 3.

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Quadro 3.

Afastamentos mínimos necessários entre as árvores e outros elementos do meio urbano. Elementos

Distância (m)

Referência

Caixas-de-inspeção e bocas-de-lobo

2,0

CARTILHA, 2002

Cruzamento sinalizado por semáforos ou que possam vir a ser

10,0

CARTILHA, 2002

Encanamentos de água e esgoto e fiação subterrânea

1,0 – 2,0

Entrada de veículos

2,0

MANUAL, 1996 CARTILHA, 2002; MANUAL, 1996

Esquinas

5,0

MANUAL, 1996

7,0

CARTILHA, 2002

Hidrantes

3,0

Meio fio

0,5

Pontos de ônibus

1,0 – 1,5 4,0

Portas e portões de entrada

0,5 - 1,0

Postes de iluminação pública e transformadores

4,0

MANUAL, 1996

CARTILHA, 2002; MANUAL, 1996

5.6. Uso de palmeiras e árvores colunares

As palmeiras e árvores colunares são adequadas em avenidas com canteiros centrais, podendo, no caso de canteiros com mais de 3m, ser plantadas em 2 fileiras, em zigue-zague e mantendo, preferencialmente a mesma espécie. 5.7. Diversificação das espécies

Procura-se, em todo trabalho de arborização de ruas e avenidas, a diversificação das espécies como forma de evitar a monotonia e criar pontos de interesses diferentes dentro da malha urbana, bem como, evitar problemas de pragas e doenças. Recomenda-se que, na composição da arborização das ruas de uma cidade, as populações individuais por espécies não ultrapassem 10 ou 15% da população total. Entretanto, o que ocorre é a presença quase que total de uma única espécie. O levantamento das espécies arbóreas no meio urbano da cidade de Jaboticabal, SP, realizado em 1987 (GRAZIANO et al., 1987), mostrou que 43% do número total de plantas da arborização de ruas era representada pela espécie Nectandra saligna

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(canelinha). Em 1992 foi relatada a ocorrência da coleobroca Cratosomus curassaviensis (FREITAS et al., 1992) nesta espécie. Em decorrência deste problema, em 2002, este valor passou para 7,88% (SILVA FILHO, 2002). A diversificação das espécies, no entanto, não implica no plantio aleatório. Recomenda-se manter uma uniformidade dentro das quadras ou mesmo dentro das ruas e avenidas utilizando uma ou até mesmo duas espécies.

6. PLANTIO E MANEJO 6.1. Escolha das mudas

As mudas que serão plantadas em ruas e avenidas, de uma maneira geral, de apresentar algumas características básicas: ü serem sadias e vigorosas; ü apresentarem tronco reto, sem ramificações laterais até uma altura mínima de 1,80; ü apresentarem ramificações principais (pernadas), em número de 3 a 4 dispostas de forma equilibrada; O Plano Diretor de Arborização de Porto Alegre, RS, recomenda ainda que o sistema radicular seja embalado em sacos de 25 x 30cm, latas, tonéis ou recipientes com capacidade de, no mínimo, 18 litros (CARTILHA, 2002). Atualmente tem sido dada grande importância para a produção de mudas de grande porte. As mudas de grande porte de espécies arbóreas normalmente são formadas em recipientes grandes como sacolas de 100 litros, vasos ou caixas d’água e as palmeiras em recipientes grandes ou plantadas no solo para serem posteriormente transplantadas para o local definitivo. Tem sido comum o transplante de palmeiras de grande porte como pode ser visto nas cidades de Santo André, SP, e São Paulo, SP. Na cidade de Santo André, além das palmeiras, têm sido também transplantadas árvores de grande porte, como paineiras. Esta iniciativa adquire grande importância, pois, são árvores condenadas ao corte por estarem em locais inadequados.

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A Prefeitura Municipal de Porto Alegre, RS (CARTILHA, 2002) também tem experimentado transplantar mudas de jerivá (Syagrus romanzoffiana) com altura de 4,5m e circunferência de caule 0,45m, ao longo de canteiro central.

6.2. Plantio

O plantio deve ser feito, preferencialmente, na estação chuvosa (dia nublado e úmido) ou qualquer época do ano desde que se irrigue na época seca.

6.2.1. Espaçamento O espaçamento varia em função do porte das árvores. Normalmente recomendase o diâmetro aproximado da copa da espécie mais 1m (Figura 4) ou, quando se deseja uma sombra continua, o espaçamento recomendado é igual ao diâmetro da árvore no seu máximo desenvolvimento.

4m

4m 2

2 1

5m

Figura 4. Esquema de espaçamento de árvores plantadas nas calçadas.

Algumas literaturas recomendam espaçamentos predeterminados em função apenas do porte, conforme o Quadro 4.

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Quadro 4. Espaçamento sugerido entre árvores na calçada em função do porte Porte

Espaçamento sugerido (m)

Pequeno

5,0 – 6,0

Médio

7,0 – 10,0

Grande

10,0 – 15,0

6.2.2. Coveamento

As dimensões das covas variam com o tipo de solo e com o tamanho da muda e recipiente utilizado. Quanto pior a qualidade do solo, maior deve ser a cova. Normalmente variam de 0,50 x 0,50 x 0,50m a 1,0 x 1,0 x 1,0 m. As covas normalmente são localizadas a uma distância de 0,50cm da guia da sarjeta. No preparo, recomenda-se preencher com uma mistura de areia, esterco de curral curtido e terra de boa qualidade, na proporção 1:1:1, incorporando-se adubos químicos quando a análise de solo indicar. 6.2.3. Canteiro ao redor da muda

O canteiro ideal para um bom desenvolvimento das árvores situadas em vias públicas é de 1m2. O Plano Diretor de Arborização de Porto Alegre, RS (CARTILHA, 2002) recomenda que os canteiros tenham área permeável de no mínimo 1,50m2. Muitas vezes, de forma errônea, são plantadas mudas menores do que o recomendado e estas mudas ficam desproporcionais ao canteiro de 1m2; buscando a proporção, o canteiro, muitas vezes, é reduzido consideravelmente. Porém, à medida que a árvore vai crescendo, o tronco vai naturalmente engrossando e quebrando a calçada por absoluta falta de espaço e não porque a espécie tem a característica de raízes superficiais.

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6.2.4. Grade de proteção do canteiro

Para evitar acidentes, pode ser feita uma grade de ferro colocada no nível da calçada, que é substituída gradativamente de acordo com o engrossamento do tronco; esta grade, no entanto, apresenta um custo elevado. Para não deixar o canteiro com terra exposta, sujeito ao crescimento desordenado de plantas daninhas, acúmulo de lixo e pisoteio, é muito comum plantar grama ou forração; o inconveniente da grama é que, freqüentemente, são encontradas fezes de cachorro. 6.2.5. Cinta

A cinta é uma pequenina mureta de concreto ou tijolo, ao redor de todo o canteiro, feita para evitar que água com detergente ou ácido de limpar pedra entre no canteiro quando se lava a calçada. O inconveniente é que esta cinta impede também a entrada de água de chuva que escorre pela calçada.

6.2.6. Revestimento interno da cova para direcionamento de raízes

Algumas literaturas recomendam revestir a metade superior da cova com uma parede de tijolos em espelho revestido de cimento, cujo acabamento pode ser completado com o calçamento da rua (Figura 5), ou utilizar uma manilha de concreto para evitar o afloramento das raízes das árvores, porém, esta técnica pode originar um sistema radicular mal formado que conseqüentemente trará outros problemas futuros.

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Figura 5. Espelho de tijolo recomendado em algumas literaturas visando evitar o afloramento de raízes (extraído de GUIA, 1988). 6.2.7. Tutoramento

Recomenda-se tutorar as plantas que normalmente é feito utilizando-se estacas de madeira ou bambu, com o mínimo de 2,50m de comprimento, que são enterradas a uma profundidade de 0,50cm e 0,15cm de distância do tronco da muda. Para prender a muda ao tutor, pode-se utilizar diferentes materiais, como barbante, sisal ou tiras de borracha, tomando-se o cuidado de verificar se não esta havendo atrito que possa causar dano à muda e observar também que materiais que não se decompõem naturalmente devem ser retirados quando a muda estiver firme. O amarrilho deve ser em forma de oito deitado.

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6.2.7 Grade de proteção da muda

Para minimizar o problema de vandalismo, recomenda-se proteger as mudas com grades. O material é bem variável, pode-se utilizar madeira, ferro, bambu ou tela de arame (Figura 6). O Plano Diretor de Arborização de Porto Alegre, RS (CARTILHA, 2002) estabelece como diretriz que as mudas plantadas tenham protetores metálicos pelo menos até o terceiro ano após o plantio.

Figura 6. Grade de proteção da muda (Extraído de GUIA, 1988) 6.3. Manejo inicial

É importante estar atento para a irrigação, principalmente nos primeiros dias após o plantio. Deve-se retirar as brotações laterais que possam aparecer na base e ao longo do tronco.

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6.4. Caiação

A caiação é uma prática cultural arraigada no Brasil e equivocadamente entendida como zelo, capricho e proteção. A casca das árvores apresenta defesas próprias e a sua beleza é afetada pela uniformização dos troncos com a pintura (CARTILHA, 2002). É uma prática inócua, dispendiosa e anti-estética, devendo ser abolida (GUIA, 1988).

6.5. Podas

Há vários tipos de poda que são feitas em árvores no meio urbano, algumas necessárias como a poda de formação da muda e as podas de limpeza, para retirada de ramos doentes, quebrados ou mal formados. Há também a poda que é feita para solucionar problemas decorrentes do plantio inadequado, neste caso, embora seja inconveniente, também é necessária, pois, não é possível retirar de uma só vez todas as árvores que foram plantadas de forma inadequada, esta medida deve ser realizada gradativamente e enquanto isto não acontece, devem ser feitas podas de adequação e rebaixamento, tomando-se o cuidado de manter o máximo possível o formato original da árvore. Quando é realizada de maneira incorreta, pode causar danos irreparáveis às árvores e afetar definitivamente a sua estética. A poda é uma prática antiga, utilizada em jardins clássicos europeus ou em frutíferas visando uniformizar a produção de frutas. Devido a esta cultura, no meio urbano ainda há muitas pessoas que fazem a poda com fins estéticos ou por acreditarem que a poda poderá revigorar a árvore, entretanto, esteticamente, esta poda se insere somente em ambientes clássicos e ao contrário, causam estresse e deixam áreas expostas passíveis de entrada de patógenos. Há muitas espécies que não se prestam à poda. Segundo a filosofia do DEPAVE (Departamento de Parques e Áreas Verdes de São Paulo), “a poda é uma cirurgia e como toda cirurgia, deve ser evitada”. A poda, além de interferir na estética e na fisiologia da planta, é uma operação onerosa e perigosa, podendo causar diferentes acidentes; portanto, é uma operação que deve ser minimizada e, o mais eficiente procedimento é a criteriosa escolha das espécies a serem plantadas. 17 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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Muitas vezes a espécie é escolhida pelo efeito ornamental do formato da sua copa e a poda descaracteriza totalmente sua arquitetura original, como ocorre com a coníferas e outras espécies. Alguns exemplos encontram-se no Quadro 5.

Quadro 5. Exemplos de espécies cuja poda interferir no formato ornamental da copa

Nome científico

Nome vulgar

Formato original da copa

Delonix regia

Flamboyant

horizontal

Eugenia malaccensis

Jambo vermelho

piramidal

Lophantera lactescens

Lofântera

piramidal

Michelia champaca

Magnólia amarela

piramidal

Schinus molle

Aroeira da babilônia

pendente

Swietenia macrophylla

Mogno

piramidal

Terminalia catappa

Sete-copas

em camadas

Triplaris brasiliensis

Pau-formiga

alongado

As palmeiras (plantas da Família Arecaceae) nunca podem ser podadas. Quando a poda é inevitável, é necessário tomar algumas precauções. Dependendo do local, será necessária a realização de manobras na rede elétrica, que devem ser feitas em dias de pouco movimento, envolvendo a participação da concessionária de energia, prefeitura municipal e órgãos responsáveis pelo trânsito. A eficiência é obtida aperfeiçoando-se a mão-de-obra responsável pela execução dos serviços e a utilização de ferramentas e equipamentos apropriados, que devem estar em boas condições de uso (MANUAL, 1996).

6.5.1. Época de poda

A recomendação é que se faça a poda após a floração visando diminuir a brotação de ramos epicórmicos e, conseqüentemente, a intensidade de podas posteriores, entretanto, podas realizadas no final do inverno e início da primavera promovem a cicatrização dos ramos de forma mais efetiva (MANUAL, 1996).

18 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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6.5.2. Equipamentos

Baseado

em

várias

recomendações,

entre

elas,

MANUAL

(1996),

os

equipamentos necessários são:

Equipamentos de proteção individual (EPI) ü capacete de segurança ü óculos de segurança com proteção lateral ü luvas de vaqueta para trabalhos leves ü cinturão de segurança ü cordão de segurança ü botina com solado de borracha antiderrapante e bico duro ü luvas de borracha para eletricista – classe II ü luvas de couro para proteção de luvas de borracha ü manga isolante de borracha ü de preferência usar camisa de manga longa de cor extravagante

Equipamentos de proteção coletiva ü cone de sinalização ü corda para isolamento da área ü bandeirolas com suporte ü cavaletes ü conjunto de aterramento para rede primária ü conjunto de aterramento para rede secundária ü detector de tensão ü placa de alerta para pedestre

Equipamentos utilizados durante a poda ü caminhão de carroceria com lona com lona e escadas manuais (linha desenergizada) ü caminhão com equipamento hidráulico com cesta aérea ü escada de madeira extensível ü carretilha para içar ferramentas 19 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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ü cordas de sisal (fina e grossa) ü podão manual ou corta-galhos adaptável à vara de manobra ü bastão podador Epóxi ü serra hidráulica com bastão ü moto-poda ü lima para afiar serrote ü vara de manobra ü “loadbuster” ü arco com serra de 21” ou 24” ü podão pneumático ü motoserra ü serras manuais

Ferramentas para coleta e beneficiamento de ramos (no chão) ü foice com cabo de madeira de comprimento médio ü garfo com 4 dentes e cabo de madeira comprido ü vassoura de piaçava ü triturador de galhos e ramos ü arco de serra 6.5.3. Execução da poda

A poda deve ser feita observando-se alguns procedimentos (MANUAL, 1996). ü Analisar a fiação; caso esteja encostada nos galhos, desligar a rede, testa-la e aterra-la. ü Verificar a existência de fatores que possam causar acidentes como marimbondos, abelhas, formigas, mandruvás, plantas com princípios tóxicos, troncos podres, rachados ou ocos e tomar as devidas precauções. ü Observar se tem botões florais e flores, neste caso, cortar somente o necessário para resolver o problema e retornar posteriormente. ü Evitar cortar ou balançar galhos com ninhos de passarinhos. ü Feitas as verificações, deve-se sinalizar e isolar a área para iniciar a operação.

20 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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ü É condenado o uso de ferramentas de impacto em cima das árvores, como machado, machadinha, facão, foice, etc. ü Executar a poda começando, de preferência de fora para dentro da árvore; galhos pesados devem ser cortados em pedaços, os mais leves descem inteiros e, em ambos os casos, deve ser usada corda para arria-los. Apenas os galhos cortados com tesoura de poda podem ser em queda livre. ü A amarração dos galhos deve ser feita antes de qualquer corte nos mesmos. ü O pessoal que permanece no chão não deve ficar embaixo da árvore que está sendo podada. 6.5.4. Tipos de poda

Na arborização, a poda é realizada basicamente com quatro finalidades:

I. Poda de formação

Neste tipo de poda, ramos laterais são retirados até uma altura recomendada de 1,80m visando não prejudicar o futuro trânsito de pedestres e veículos sob a copa. Esta poda normalmente é feita no viveiro ou no local definitivo quando a muda plantada é menor do que o recomendado.

II. Poda de limpeza

Neste tipo de poda eliminam-se os ramos velhos, em excesso, mortos, lascados, doentes ou praguejados.

III. Poda de contenção

Este tipo de poda é realizado visando adequar a copa da árvore ao espaço físico disponível em função de um plantio inadequado. A recomendação geral é manter um mínimo de 30% da copa, mantendo sempre que possível o formato original.

21 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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Quando é necessário podar árvores cujas copas estão associadas com a rede elétrica aérea, a CEMIG (1996) recomenda os seguintes critérios: - baixa tensão (BT) isolada, protegida ou canaletada sem alta tensão (AT) – neste caso, cortar apenas os galhos que estejam forçando os condutores - baixa tensão (BT) nua (com ou sem alta tensão) – neste caso manter a copa a uma distância igual ou maior a 0,80m da baixa tensão. - baixa tensão (BT) isolada, protegida ou canaletada com alta tensão (AT) nua – neste caso manter a copa a uma distância igual ou maior a 1,20m da alta tensão.

IV. Poda emergencial

Este tipo de poda é realizado visando remover partes da árvore que ameaçam a segurança da população, das edificações e outras instalações, como as redes aéreas elétrica e telefônica. É uma poda realizada para resolver uma emergência, a duração da interferência é curta e, normalmente, o efeito estético é desagradável. Posteriormente deve-se tentar uma poda corretiva buscando manter o formato original ou, então, substituir por outra espécie mais adequada. A copa deve manter uma distancia mínima de 1,0m da rede aérea, podendo ser feita em vários formatos: V, furo, L e U. 6.5.5. Técnicas de poda

Conforme descrito em MANUAL (1996), as técnicas de poda são as seguintes: ü Na poda, procurar eliminar sempre os ramos cruzados que se roçam e os pendentes inadequados. ü Deve-se preservar as estruturas de proteção do galho, como a crista (parte superior) e o colar (parte inferior) da inserção do galho no tronco que têm ação decisiva na cicatrização; nunca deve-se deixar tocos que poderão apodrecer no futuro, permitindo a entrada de patógenos. ü O corte deve ser feito logo acima de uma gema vegetativa e em bisel de 45º, para fora a gema.

22 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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ü Para a retirada de ramos mais grossos e para preservar as estruturas de proteção (crista e colar) o primeiro corte deverá ser feito de baixo para cima para evitar o lascamento. ü Para a retirada de ramos com tesoura manual, a lâmina maior da tesoura deve ser inserida no ângulo fechado do ramo, para que o corte seja adequado. ü Ramos epicórmicos que se dirigem para a rede de distribuição devem ser eliminados, sempre que possível, junto à base. ü Para o corte de troncos ou galhos grossos, usar a “técnica dos três cortes”, ou seja, com o tronco em posição vertical, esta técnica permite a orientação da queda da árvore por meio da “cunha”, reduzindo as chances de acidente. ü Para a poda de um ramos de maior diâmetro, a “técnica dos quatro cortes” é a mais recomendada.

6.5.6. Tratamentos pós-poda e dendrocirurgias

O tratamento pós-poda e a dendrocirurgia ainda são assuntos em discussão. Não se recomenda o tratamento local pós-corte com produtos corrosivos como piche, tintas, graxas ou alcatrão, pois destroem o tecido celular da árvore. Algumas literaturas recomendam um tratamento com calda bordalesa, parafina, mastique ou pastas fúngicas; no entanto, como estes tratamentos nem sempre cessam a decomposição ou paralisa o apodrecimento, há uma linha que defende acredita que estes tratamentos são inócuos, dependo das condições da própria planta, relacionadas com o seu vigor ou genética e dependendo também das condições do ambiente, a cicatrização ocorrerá naturalmente. A dendrocirurgia é realizada na tentativa de obter a recuperação funcional de madeira e casca de árvores após lesões. 6.7. Aspectos fitossanitários Muitas pragas ocorrem em árvores no meio urbano, porém, muitas não foram identificadas

ainda.

Algumas

causam

problemas

crônicos,

outros

sazonais,

esporádicos ou eventuais.

23 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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No Quadro 6 são relacionados alguns exemplos de pragas relatadas em diferentes espécies arbóreas no meio urbano. Quadro 6.

Ocorrência de pragas relatadas em espécies arbóreas na arborização de ruas e avenidas brasileiras.

Espécie arbórea

Praga

OBS/local de ocorrência/fonte

Chorisia speciosa Acacia farnesiana

Anadenanthera macrocarpa

Bauhinia variegata

Bauhinia variegata

Atta sexdens rubropilosa

Ataque em plantas adultas/Brasília,

Formiga-saúva

DF/2

Mechanitis sp. (Itomiidae)

As larvas se alimentam das folhas/

Borboleta de cores vivas

Brasília, DF/2

Atta sexdens rubropilosa

Ataque em plantas adultas/Brasília,

Formiga-saúva

DF/2

Atta sexdens rubropilosa

Ataque em plantas adultas /Brasília,

Formiga-saúva

DF/2

Automeris illustris (Lepidóptera – /Brasília, DF/2 Hemileucidae) Mariposas

Bauhinia variegata

Dirphia sabina (Saturniidae)

Chorisia speciosa Caesalpinia echinata

As

larvas

têm

preferência

pelas

brotações novas /Brasília, DF/2 Ceroplastes grandis

/Brasília, DF/2

Cochonilha-de-cera Caesalpinia leiostachya

Caesalpinia peltophoroides

Atta sexdens rubropilosa

Ataque em plantas adultas /Brasília,

Formiga-saúva

DF/2

Broca (não identificado)

Morte de muitos exemplares adultos /Brasília, DF/2

Caesalpinia peltophoroides

(Phycitinae – Noctuidae)

Larvas se alimentando da folhagem /Brasília, DF/2

Caesalpinia peltophoroides

Saissetia coffeae

/Brasília, DF/2

Cochonilha-parda Caesalpinia peltophoroides

Pinnaspis aspidistrae

/Brasília, DF/2

Cochonilha-farinha Caesalpinia peltophoroides

Acromyrmex sp

/Brasília, DF/2

Formiga-quenquén Calophyllum brasiliense

Trips e ácaro (não identificado)

Chorisia speciosa

Acromyrmex sp

/Brasília, DF/2 /Brasília, DF/2

Formiga-quenquén

24 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Quadro 6.

Ocorrência de pragas relatadas em espécies arbóreas na arborização de ruas e avenidas brasileiras (continuação).

Espécie arbórea

Praga

OBS/local de ocorrência/fonte

Chorisia speciosa

Brassolis

sophorae

sophorae As lagartas destroem a folhagem da

(Brassolidae) Borboleta Chorisia speciosa

Erinnis

ello

planta /Brasília, DF/2

(Lepdoptera

– As larvas atacam as folhas; altas

Sphingidae)

infestações desfolham totalmente as plantas /Brasília, DF/2

Clitorea racemosa

Pinnaspis aspidistrae

/Brasília, DF/2

Cochonilha-farinha Clitorea racemosa

Citheronia

laocoon

laocoon As lagartas (grandes) destroem as

(Adelocephalidae) Mariposas Delonix regia

Trigona

sp.

(Hymenoptera

folhas/Brasília, DF/2 – /Brasília, DF/2

Apidae) Abelha-arapuá Delonix regia

Esenbeckia leiocarpa

Atta sexdens rubropilosa

Ataque à folhagem de plantas adultas

Formiga-saúva

/Brasília, DF/2

Papilio spp. (Papilionidae)

As

larvas

se

alimentam

de

folhas/Brasília, DF/2 Genipa americana Lafoensia glyptocarpa

Aelopus

sp.

(Lepdoptera

– Larvas atacando plantas em formação

Sphingidae)

/Brasília, DF/2

Ceroplastes grandis

/Brasília, DF/2

Cochonilha-de-cera Ligustrum lucidum

Automeris illustris (Lepidóptera – As lagartas são polífagas /Brasília, Hemileucidae) Mariposas

Ligustrum lucidum

DF/2

Manduca rústica (Lepdoptera – Mandarová /Brasília, DF/2 Sphingidae) Mariposa grande

Ligustrum lucidum

Erinnis

ello

(Lepdoptera

– As larvas atacam as folhas /Brasília,

Sphingidae) Ligustrum lucidum

Eacles

DF/2

imperialis

magnífica larvas destroem o limbo foliar /Brasília,

(Lepdoptera – Adelocephalidae) Ligustrum lucidum

Brassolis

sophorae

DF/2

sophorae /Brasília, DF/2

(Brassolidae) Borboleta Magnólia grandiflora

Platyous sulcatus (Coleóptera – Perfuração dos troncos/Campo Largo, Platypodidae) Broca

Nectandra saligna

Cratossomus

PR/3 curassaviensis Perfuração dos troncos/Jaboticabal,

(Coleóptera–Curculionidae) Broca

SP/1

25 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Quadro 6.

Ocorrência de pragas relatadas em espécies arbóreas na arborização de ruas e avenidas brasileiras (continuação).

Espécie arbórea

Praga

OBS/local de ocorrência/fonte

Pachira aquatica

Platypus

sp.

(Scolytidae) O besouro forma galerias no lenho e,

coleoptero

a planta reage produzindo exudado /Brasília, DF/2

Peltophorum dubium

Saissetia coffeae

/Brasília, DF/2

Cochonilha-parda Schizolobium parahyba

Eacles

imperialis

magnífica /Brasília, DF/2

(Lepdoptera – Adelocephalidae) Schizolobium parahyba

Tiquadra sp.

Alimentam-se dos tecidos do caule da planta /Brasília, DF/2

Spathodea campanulata

Automeris illustris (Lepidóptera – /Brasília, DF/2 Hemileucidae) Mariposas

Swietenia macrophylla

Hypsipyla grandella

Atacam ramos e troncos de mudas e plantas jovens/Brasília, DF/2

Syzygium jambolana

Atta sexdens rubropilosa

/Brasília, DF/2

Formiga-saúva Tabebuia serratifolia

Automeris illustris (Lepidóptera – /Brasília, DF/2 Hemileucidae) Mariposas

Tibouchina granulosa

Saissetia coffeae

/Brasília, DF/2

Cochonilha-parda Fonte: 1/ FREITAS et al., 1992 2/ MACHADO et al., 1992 3/ SOUZA et al., 1997

Não há muitas referências sobre a ocorrência de nematóides em espécies arbóreas no meio urbano. MACHADO et al. (1992) relataram a ocorrência de Meloidogyne spp. em Tabebuia ipê. No Quadro 7 são relacionados alguns problemas relatados com doenças em diferentes espécies arbóreas.

26 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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Quadro 7.

Ocorrência de doenças relatadas em espécies arbóreas na arborização de ruas e avenidas brasileiras.

Espécie arbórea

Doença

OBS/local de ocorrência/fonte

Acácia podalyriifolia

Alternaria sp.

Colombo, PR/2

Astronium urundeuva

Oidium sp. (oídio)

Brasília, DF/1

Chorisia speciosa

Phyllactina sp (oídio)

Clitorea racemosa

Puccinia sp. (ferrugem)

Clitorea racemosa

Oidium sp. (oídio)

Brasília, DF/1 Brasília, DF/1 Brasília, DF/1

Delonix regia

Fusarium sp.

Morte de exemplar adulto; queda da árvore verde e com flores/Brasília, DF/1

Eugenia jambos

Puccinia sp. (ferrugem)

Brasília, DF/1

Lagertroemia indica

Oidium sp.

Ribeirão Preto, SP/3

Tabebuia ipe

Phyllactina sp (oídio)

Tabebuia ipe

Uncinula peruviana

Tabebuia heptaphylla

Oidium sp. (oídio)

Brasília, DF/1 Brasília, DF/1 Brasília, DF/1

Fonte:

1/ MACHADO et al., 1992 2/ WIELEWSKI & AUER, 1997 3/ Observações dos autores

Não se recomenda o controle químico de pragas e doenças no ambiente urbano. 6.8. Remoção

Para a remoção de arvores, deve ser feita uma análise prévia. Na cidade de Porto Alegre, RS, foram definidos os seguintes critérios (CARTILHA, 2002): ü risco de queda; ü estado fitossanitário precário sem condições de recuperação; ü em casos de obras de interesse social comprovado; ü total incompatibilidade da espécie com o espaço disponível.

7. ANÁLISE DA ARBORIZAÇÃO DE RUAS E AVENIDAS Quando não é possível planejar, é importante, no mínimo, analisar a arborização já existente, que deverá ser quali-quantitativa, permitindo conhecer a condição da arborização em termos de adaptabilidade e problemas relacionados à espécie e às condições de plantio para que alguma providência técnica seja tomada.

27 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

A análise da arborização é realizada por meio de um inventário. Pode ser total, em cidades de pequeno a médio porte ou parcial, por meio de amostragens, em cidades de grande porte. A amostragem pode ser aleatória ou sistemática, sendo esta última utilizada quando as regiões urbanas apresentam características claramente diferenciadas por quaisquer motivos. Recomendam-se amostras menores em maior número do que o contrário. Por exemplo, foram utilizadas amostras de 500 x 500m em Curitiba (MILANO, 1985) e 350 x 560m, em Recife (BIONDI, 1985). O inventário normalmente consta de identificação e número de espécies que ocorrem, altura da planta, altura do primeiro galho ou bifurcação, diâmetro da copa, tipo de raiz (superficial ou profunda), condição geral da planta, existência de pragas ou doenças, distância da árvore ao meio fio e às construções ou muros e espaçamento entre árvores. Os dados normalmente são anotados em uma planilha e depois repassados em programas gerais ou softwares específicos, podendo gerar um trabalho de geoprocessamento. Um modelo de planilha, utilizado por SILVA FILHO (2002) pode ser visto na Figura 07. Em Jaboticabal, SILVA FILHO (2002) desenvolveu um software que permite fazer uma análise completa da arborização das ruas incluindo um dado inédito que se trata do valor monetário de cada árvore localizada nas ruas ou avenidas da cidade, em função de vários fatores. Obtidos os resultados, torna-se possível um replanejamento que efetivamente dê diretrizes ou ordene a implantação e manejo da arborização da cidade em estudo. O Estado do Paraná é pioneiro neste trabalho que se desenvolveu muito nos últimos anos. Várias cidades têm feito o trabalho de análise. A seguir são relatados alguns casos.

28 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Figura 7. Planilha de campo, para cadastro manual (SILVA FILHO, 2002).

7.1. Curitiba, PR

Segundo MILANO (1985) foi realizada uma análise qualitativa da cidade de Curitiba, onde analisou-se 4.382 árvores em 15 amostras aleatórias. Os principais resultados foram: ü foram encontradas 93 espécies, sendo que 18 delas totalizaram 92% da população ü das espécies encontradas, apenas 2 somaram cerca de 40% (Lagerstroemia indica, 24% e Ligustrum lucidum, 14,7%); ü 15% da população foi originária de plantio irregular; 72% foram classificadas como boas e satisfatórias; ü 3% apresentaram raízes superficiais causando danos às calçadas; 29 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

ü Lagerstroemia indica, Tabebuia Alba e T. chrysotricha apresentaram mais de 50% das árvores com pragas e doenças; ü as espécies que se mostraram mais adequadas e promissoras foram Lafoensia pacari, Parapiptadenia sp., Cassia leptophylla, Tipuana tipu e Melia azedarach; ü a distância das árvores ao meio fio e construções, de um modo geral, apresentou-se adequada; ü foi observado plantio inadequado sob fiação resultando em podas inadequadas; ü o espaçamento entre foi considerado reduzido para espécies de grande porte e adequado para os de pequeno porte; ü a altura do primeiro galho ou bifurcação em 50% das plantas analisadas estavam aquém dos padrões desejáveis; ü as podas e tutoramento foram utilizadas de um modo geral, inadequadamente e, a condição geral da arborização das ruas da cidade foi considerada boa.

7.2. Céu Azul, PR

Estudo semelhante foi realizado na cidade de Céu Azul, PR, cuja população urbana foi estimada em 11.755 habitantes, onde foi realizada uma análise qualiquantitativa total (MILANO et al., 1987). Os principais resultados foram: ü foram encontradas 18 espécies sendo que 66% do total correspondeu a uma única espécie, Lagerstroemia indica, sendo

esta proporção considerada

bastante elevada; ü observou-se que 66% da população apresentou condição satisfatória e o restante, ruim; ü 98% da população não apresentou problemas de raízes superficiais, proporção esta já esperada uma vez que é característica a espécie que predomina na cidade e, o padrão de porte das mudas utilizadas e o posicionamento dos plantios foram considerados satisfatórios.

Os dois trabalhos permitiram observar claramente a regionalização da arborização urbana, com pouca diversidade em nível de espécies, fazendo com que as cidades se pareçam.

30 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

7.3. Ilha Solteira, SP

Embora Ilha Solteira tenha sido uma cidade planejada, a análise total da arborização das ruas e avenidas, realizada em 1992 (PIVETTA, 1992) mostraram que a arborização das ruas e avenidas não obedece nenhum planejamento e a manutenção é realizada sem nenhuma técnica adequada, observando-se ao longo de ruas e avenidas, podas excessivamente drásticas. Foram analisadas 2325 árvores e os principais resultados foram: ü a arborização das ruas de Ilha Solteira concentra-se em 3 espécies: Caesalpinia peltophoroides, sibipiruna (42%), Moquilea tomentosa, oiti (21%) e Tipuana tipu, tipuana (18%). ü a espécie mais representativa, C. peltophoroides, apresentou 76% das plantas em condição “boa” ou “satisfatória”, entretanto, muitas apresentam raízes superficiais (69%), necessidade de poda leve (32%) e problema com pragas não identificadas. 7.4. Piracicaba – SP Com o objetivo de analisar a situação da arborização viária de uma área urbana do município de Piracicaba/SP, LIMA (1992) foram percorridos 105,7 km de calçadas laterais e 6,8 km de canteiros centrais, obtendo-se um total de 4904 árvores, pertencentes a 117 espécies; destas, apenas 35 contaram com 95,6% do total de indivíduos analisados. Do universo avaliado, 4127 foram encontradas nas calçadas laterais totalizando 108 espécies. As primeiras 13 espécies, relacionadas pelo maior número de indivíduos, representaram 86,5% da população dos 4127 exemplares analisados; entre estas, a sibipiruna – Caesalpinia peltophoroides Benth., obteve uma alta predominância na área (56,1%). Quanto as variáveis analisadas, a maior parte da população do calçamento viário foi constituída de plantas de altura total entre 5 e 9 m, com diâmetro médio de copa ao redor de 4,81 m; também, a altura de bifurcação do primeiro galho, em 80,5% das plantas, esteve dentro do recomendável e, em 82,5%, foi constatado um estado entre razoável a bom, quanto à condição geral da copa das árvores.

31 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Os maiores problemas relacionaram-se ao grande número de indivíduos apresentando raízes que danificavam o calçamento (62,3%), com área livre do solo, na região do colo da planta, insuficiente a seu desenvolvimento (89,3%) e, indivíduos podados (69,9%). Outros fatores, como ausência de afastamento predial (58,6%) ou presença de fiação aérea (55,9%), podem Ter resultado numa escolha pouco adequada das espécies quanto ao local de plantio, já que o indicador dessa condição apresentou, apenas, 27,5% de indivíduos sob condições favoráveis. Também condições fitossanitárias mostraram-se preocupantes, totalizando 10,5% de plantas doentes e 17,4% de praguejadas. As 35 espécies, encontradas no canteiros centrais, totalizaram 447 plantas vivas e contribuiram com 7,7% na diversidade das 117 espécies analisadas. Sob condição geral, bem melhor que a evidenciada para o calçamento viário, a arborização dos canteiros centrais apresentou como único agravante o uso excessivo de espécie – Syagrus romanzoffiana (Cham.) Glassman, popularmente denominada jerivá (58,1% do total de indivíduos). 7.5. Jaboticabal, SP

Foram realizadas duas análises, uma parcial em 1987 (GRAZIANO et al., 1987) e outra total em 2002 (SILVA FILHO, 2002). Na primeira análise, os resultados foram os seguintes: ü a arborização da cidade não obedeceu nenhum planejamento, ficando a critério da população o plantio e a espécie utilizada; ü foram levantadas 59 espécies sendo que, 6 representaram 85% do total e destas, apenas uma (Canelinha, Ocotea pulchella) somou 43%; ü 63% das espécies estavam em calçadas sem fiação, entretanto, o restante encontrado sob fiação era representado, na maioria, por espécies inadequadas a esta situação devido a altura, resistência a poda e forma da planta como o chapéu-de-sol (Terminalia catappa) e magnólia amarela (Michelia champaca); ü a falta de homogeneidade de espécies nas ruas, prejudicando os serviços de poda, produziram um efeito estético caótico, pouco desejável.

32 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Em 2002, observou-se que a arborização de Jaboticabal apresenta-se com boa diversidade, índice (d) = 12,98, com variações verificadas em cada bairro cadastrado. Apresenta predominância da espécie Licania tomentosa (22,4%), mas outras árvores possuem boas freqüências. Os principais problemas foram a ausência de condução e redução da diversidade nos plantios recentes, com predominância da espécie L. tomentosa (oiti), canteiros pavimentados até o colo da árvore ou extremamente deficientes (41,58%) e poda de rebaixamento de copa (26,04%). Conclui-se que a arborização das vias públicas de Jaboticabal necessita de uma política com objetivo de melhorar a qualidade e eficácia da ação positiva das árvores, eliminando dificuldades na manutenção e tendências à homogeneidade além de priorizar a diversidade, nos novos plantios. 8. REPLANEJAMENTO DA ARBORIZAÇÃO DE RUAS E AVENIDAS

O replanejamento consiste em fazer uma revisão da arborização e traçar diretrizes. O inventário das árvores é o passo inicial. Concluído o inventário e análise, é importante que toda Prefeitura defina um Plano Diretor de Arborização de Vias Públicas, para uma correta orientação técnica e administrativa. Várias cidades já fizeram a análise da arborização urbana e definiram o Planto Diretor, como as cidades de Porto Alegre, RS (CARTILHA, 2002) e Vitória, ES. A cidade de Joinville, SC, em 1984, teve a arborização das ruas e avenidas totalmente replanejada (SCHWEITZER, 1985). A cidade era arborizada basicamente com Grevillea robusta e apresentava muitos problemas, dentre eles, podas drásticas anualmente, devido ao grande porte da espécie, deixando as plantas depauperadas; infestação maciça por doenças fúngicas; apodrecimento da raiz pivotante em virtude do lençol freático ser muito superficial, deixando as árvores muito vulneráveis ao vento e o próprio porte colunar da espécie, que não se presta a poda aliado ao grande porte, deixaram evidente que a espécie não era a mais adequada para a situação em questão. Devido a estes fatores, a arborização das ruas e avenidas de Joinville, SC, foi replanejada e incluiu 20 espécies, distribuídas proporcionalmente na cidade. Estas espécies foram selecionadas observando a adaptação às condições do referido meio urbano e a floração abundante, para manter assim o cognome de “cidade das flores”. 33 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


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No replanejamento da cidade de Porto Alegre, RS (CARTILHA, 2002) as espécies com freqüência superior a 15% tiveram o seu plantio drasticamente restringido, como é o caso da extremosa e do ligustro.

9.

ESPÉCIES RECOMENDADAS E MAIS ARBORIZAÇÃO URBANA NO BRASIL

UTILIZADAS

NA

As informações sobre as espécies recomendadas e mais utilizadas na arborização de ruas e avenidas do Brasil foram obtidas de experiências práticas e cadastramentos feitos pelos autores e também na literatura (GUIA, 1988, ÁRVORES, 1999, SANTOS & TEIXEIRA, 2001). Acacia podaliriaefolia Nome popular: Acácia mimosa Família: Leguminosae/Mimosoideae Ocorrência natural: Austrália Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; semi-caducas Floração (coloração; época): amarela; julho a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; setembro e outubro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: espécie pouco longeva; transplante difícil, pouca resistência contra ventos Literatura consultada: GUIA, 1988; SANTOS & TEIXEIRA, 2001

Bauhinia blakeana Nome popular:Bauínia blaqueana Família: Leguminosae/Caesalpinioidea Ocorrência natural: Hong Kong Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4 a 6m Características das folhas (tamanho; persistência): média Floração (coloração; época): rosa; maio a julho Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): não produz frutos Propagação: estaquia, alporquia e enxertia Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

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Bauhinia variegata L. Nome popular: Unha-de-vaca, Casco-de-vaca Família: Leguminosae/Caesalpinioidea Ocorrência natural: Índia e China Porte: 4-10m Copa (formato; diâmetro): arredondada e larga; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; caducas Floração (coloração; época): branca ou lilás; julho a outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; outubro a dezembro Propagação: sementes Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999.

Brunfelsia uniflora Nome popular: Manacá de jardim Família: Solanaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 3m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 2m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; permanentes Floração (coloração; época): branca e lilás; setembro a março Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula Propagação: mergulhia Desenvolvimento da planta: médio Observações: não suporta transplante Literatura consultada: GUIA, 1988

Caesalpinia echinata Nome popular: Pau-brasil Família: Leguminosae/Caesalpinioideae Ocorrência natural: Brasil Porte: 8m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; outubro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; janeiro e fevereiro Propagação: Desenvolvimento da planta: lento Observações: tronco, ramos e vagens com espinhos Literatura consultada: GUIA, 1988

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Caesalpinia férrea var. leiostachya Nome popular: Pau-ferro Família: Leguminosae/Caesalp. Ocorrência natural: Brasil Porte: 12m Copa (formato; diâmetro): arredondada larga; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; outubro a janeiro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; agosto a outubro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: tronco marmorizado Literatura consultada: GUIA, 1988

Caesalpinia mexicana Nome popular: Cesalpinia mexicana Família: Leguminosae/Caesalpinioidea Ocorrência natural: México Porte: 3 a 4m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): médias Floração (coloração; época): amarela; outubro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; fevereiro a março Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Caesalpinia peltophoroides Nome popular: Sibipiruna Família: Leguminosae/Caesalpinioideae Ocorrência natural: Brasil Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 7m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; setembro a novembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; julho e agosto Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: resistente a geada Literatura consultada: GUIA, 1988

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Caesalpinia pulcherrima Nome popular: Flamboyanzinho ou Flor-de-pavão Família: Leguminosae/Caesalpinioidea Ocorrência natural: Brasil Porte: 3m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; permanentes Floração (coloração; época): vermelha, alaranjada ou amarela (var. flava); setembro a abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; maio a junho Propagação: sementes Desenvolvimento da planta: rápido Observações: susceptível à broca, possui seiva tóxica Literatura consultada: GUIA, 1988

Caesalpinia tinctoria Nome popular: Falso-pau-brasil Família: Leguminosae/Caesalp. Ocorrência natural: Brasil Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; set/outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Callicarpa reevesii Nome popular: calicarpa Família: Vebenaceae Ocorrência natural: China Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 5m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes e permanentes Floração (coloração; época): roxa; fevereiro a abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): junho e julho Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: atrai pássaros Literatura consultada: GUIA, 1988

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Calycophyllum spruceanum Nome popular: Pau-mulato Família: Rubiaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 14m Copa (formato; diâmetro): colunar; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; semi-caducas Floração (coloração; época): branca; maio a junho Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: lento Observações: tronco retilíneo, com casca lisa e brilhante de cor bronzeada Literatura consultada: GUIA, 1988

Cassia bicapsularis Nome popular: Canudo de pito Família: Leguminosae/Caesalp. Ocorrência natural: Brasil Porte: 3m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 2m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; janeiro a junho Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; junho a agosto Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: susceptível a broca Literatura consultada: GUIA, 1988

Cassia cana Nome popular: Cássia dourada ou cana Família: Leguminosae/Caesalpinioidea Ocorrência natural: Brasil Porte: 3m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): médias, permanentes Floração (coloração; época): amarelo ouro; fevereiro a abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; junho a agosto Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

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Cassia excelsa Nome popular: Cássia excelsa Família: Leguminosae/Caesalpinioideae Ocorrência natural: Brasil Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 5m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas Floração (coloração; época): amarela; novembro a abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; agosto e setembro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: resiste a seca e a solos pobres Literatura consultada: GUIA, 1988

Cassia ferruginea Nome popular: Chuva-de-ouro, Cássia imperial Família: Leguminosae/Caesalp. Ocorrência natural: Brasil Porte: 12m Copa (formato; diâmetro): arredondada pendula; 8m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; semi-caducas Floração (coloração; época): amarela; dezembro a fevereiro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; dezembro a fevereiro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: susceptível a broca; ramos fracos Literatura consultada: GUIA, 1988

Cassia fistula Nome popular: Canafístula ou Cássia fístula Família: Leguminosae/Caesalpinioidea Ocorrência natural: Brasil Porte: 5m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; dezembro a abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; setembro a novembro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: resistente ao frio Literatura consultada: GUIA, 1988

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Cassia grandis Nome popular: Cássia rosa ou Cássia grande Família: Leguminosae/Caesalpinioideae Ocorrência natural: Brasil e Panamá Porte: 12m Copa (formato; diâmetro): larga; 8m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas e caducas Floração (coloração; época): rosa; agosto a outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; outubro e novembro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Cassia javanica Nome popular: Cássia javanesa; Cássia de Java Família: Leguminosae/Caesalpinioidea Ocorrência natural: Malásia Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): arredondada larga; 8m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; semi-caducas Floração (coloração; época): rosa; dezembro a fevereiro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; setembro a novembro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: o transplante é difícil Literatura consultada: GUIA, 1988

Cassia macrantthera Nome popular: Cássia macranta Família: Leguminosae/Caesalpinioidea Ocorrência natural: Brasil Porte: 4m Copa (formato; diâmetro): arredondanda; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; março a abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; abril a maio Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

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Cassia multijuga Nome popular: Cássia-aleluia, Cigarreira ou Pau-de-cigarra Família: Leguminosae/Caelsalp. Ocorrência natural: Brasil Porte: 5m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; janeiro a março Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; abril a junho Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: susceptível a broca Literatura consultada: GUIA, 1988

Cedrela fissilis Nome popular: Cedro-rosa Família: Meliaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 15m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 7m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; caducas Floração (coloração; época): creme; setembro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; julho a agosto Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: susceptível a broca Literatura consultada: GUIA, 1988

Chorisia speciosa A. St.-Hil. Nome popular: Paineira Família: Bombacaceae Ocorrência natural: Brasil (Paraíba aou Rio grande do Sul) Porte: 15-30m Copa (formato; diâmetro): arredondada larga; 8m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; caducas Floração (coloração; época): rosa; dezembro a maio Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; agosto a outubro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999.

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Delonix regia Nome popular: Flamboyant Família: Leguminosae Ocorrência natural: Madagascar Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): larga; 7m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): vermelha-alaranjada; amarela; outubro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Dillenia indica Nome popular: Dilênia ou Árvore-da-patapca Família: Dilleniaceae Ocorrência natural: Índia e Ásia Tropical Porte: 8m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; permanentes Floração (coloração; época): creme; março a maio Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; junho a julho Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Dombeya spp. Nome popular: Astrapéia Família: Sterculiaceae Ocorrência natural: Madasgascar Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada, 4m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes e caducas Floração (coloração; época): branca (D. tiliifolia) ou rosa (D. wallichii); julho a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: estaquia (dificilmente produz sementes) Desenvolvimento da planta: médio Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

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Erythrina verna Nome popular: Suína ou Mulungu Família: Leguminosae/Faboideae Ocorrência natural: Brasil Porte: 5m Copa (formato; diâmetro): larga; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes e pilosas;caducas Floração (coloração; época): vermelha; junho a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; setembro a novembro Propagação: Desenvolvimento da planta: médio a rápido Observações: presença de espinhos nos ramos Literatura consultada: GUIA, 1988

Feijoa sellowiana Nome popular: Feijoa ou Goiaba da Serra Família: Mirtaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 3m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas Floração (coloração; época): vermelha; setembro e outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): março e abril Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: resistente a clima frio Literatura consultada: GUIA, 1988

Grevillea forsteri Nome popular: Grevílea de jardim Família: Proteaceae Ocorrência natural: Austrália Porte: 3m Copa (formato; diâmetro): irregular; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; semi-caducas Floração (coloração; época): vermelha; setembro a maio Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): folículo; junho e julho Propagação: Desenvolvimento da planta: médio a lento Observações: flores procuradas por beija-flores Literatura consultada: GUIA, 1988

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Hibiscus pernambucensis Nome popular: Algodão da praia Família: Malvaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 3 a 4m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; permanentes Floração (coloração; época): amarelo enxofre; outubro a maio Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: estaquia e sementes Desenvolvimento da planta: rápido Observações: distingui-se do algodão-da-praia-da-índia (H. tiliaceus), de porte grande, por não possuir na flor uma mancha central de cor vinho Literatura consultada: GUIA, 1988

Hibiscus rosa-sinense Nome popular: Hibisco Família: Malvaceae Ocorrência natural: América do Norte Porte: 4m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; semi-caducas Floração (coloração; época): branca, amarela, vermelha ou matizada; ano todo Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: estaquia e mergulhia Desenvolvimento da planta: médio Observações: susceptível à geada Literatura consultada: GUIA, 1988

Holocalix glaziovii Nome popular: Alecrim de Campinas Família: Leguminosae/Caesalpinioideae Ocorrência natural: Brasil Porte: 8m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; semi-caducas Floração (coloração; época): branco-creme; junho a agosto Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; outubro a dezembro Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: copa compacta; resistente a geada e seca prolongada; tronco sulcado Literatura consultada: GUIA, 1988

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Hovenia dulcis Thunb. Nome popular: uva-japonesa Família: Rhamnaceae Ocorrência natural: China Porte: 6-12m Copa (formato; diâmetro): Características das folhas (tamanho; persistência): Floração (coloração; época): branco-amareladas Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: Observações: pedúnculo intumescido com sabor adocicado apreciado por pássaros e pelas pessoas Literatura consultada: GUIA, 1988

Jacaranda brasiliana Nome popular: Jacarandá de jardim Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 5m Copa (formato; diâmetro): umbeliforme; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): roxa escura; agosto a outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; julho a setembro Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Jacaranda caroba Nome popular: carobinha Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 8m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): roxa clara; agosto a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; novembro a janeiro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

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Jacaranda mimosaefolia D. Don Nome popular: Jacarandá mimoso Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: noroeste da Argentina e Bolívia Porte: até 15m Copa (formato; diâmetro): arredondada e larga; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): roxa escura; setembro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; maio a julho Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999.

Koelreuteria paniculata Nome popular: Quereutéria Família: Sapindaceae Ocorrência natural: China,Coréia e Japão Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): arredondada e larga; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): médias e caducas Floração (coloração; época): amarela; dezembro a abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; maio e junho Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: os frutos são róseos e bastante ornamentais Literatura consultada: GUIA, 1988

Lafoensia glyptocarpa Nome popular: mirindiba rosa Família: Lythraceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; permanentes Floração (coloração; época): branca ou rosa; julho a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; agosto e setembro Propagação: Desenvolvimento da planta: médio a rápido Observações: copa e folhagem vistosas; polinização por morcegos Literatura consultada: GUIA, 1988

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Lagerstroemia indica Nome popular: Resedá, Extremosa ou Julieta Família: Lithraceaae Ocorrência natural: Índia e China Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; semi-caducas Floração (coloração; época): branca ou rosa; outubro a março Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula Propagação: Desenvolvimento da planta: médio a rápido Observações: resistente a geada Literatura consultada: GUIA, 1988

Laurus nobilis Nome popular: Louro Família: Lauraceae Ocorrência natural: Mediterrâneo Porte: 4m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 2m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; permanentes Floração (coloração; época): amarela; setembro a março Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: estaquia Desenvolvimento da planta: médio Observações: as folhas são usadas como condimento Literatura consultada: GUIA, 1988

Lecythis pisonis Nome popular: sapucaia Família: Lecythidaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 20m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 8m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; caducas Floração (coloração; época): branca; agosto a outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): pixídio; julho a agosto Propagação: Desenvolvimento da planta: médio a rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

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Ligustrum lucidum var. japonicum Nome popular: Alfeneiro do Japão ou Ligustro Família: Oleaceae Ocorrência natural: China Porte: 8m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; permanentes Floração (coloração; época): branca; outubro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): baga; maio a julho Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: frutos arroxeados e ornamentais; Literatura consultada: GUIA, 1988

Lophantera lactescens Nome popular: Lofântera Família: Malpighiaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 12m Copa (formato; diâmetro): piramidal pendula; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; caducas Floração (coloração; época): amarela Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: flores amarelas em cachos pendentes Literatura consultada: GUIA, 1988

Melaleuca leucadendron Nome popular: Melaleuca ou Cajepute Família: Myrtaceae Ocorrência natural: Austrália Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): colunar; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; permanentes Floração (coloração; época): branca; dezembro a março Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): maio a junho Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: tronco com casca escamosa e corticeira; prefere solos encharcados Literatura consultada: GUIA, 1988

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Melia azedarach Nome popular: Santa-Bárbara ou Cinamomo Família: Meliaceae Ocorrência natural: Índia e Pérsia Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): arredondada e larga;6m Características das folhas (tamanho; persistência): médias;scaducas Floração (coloração; época): lilás; setembro a outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): drupa; junho a agosto Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: madeira fraquíssima Literatura consultada: GUIA, 1988

Michelia champaca Nome popular: Magnólia amarela Família: Magnoliaceae Ocorrência natural: Malásia Porte: 8m Copa (formato; diâmetro): piramidal; 5m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; semi-caducas Floração (coloração; época): amarela; novembro a fevereiro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; fevereiro a maio Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: resistente a geada; flores perfumadas principalmente à noite Literatura consultada: GUIA, 1988

Myroxilon peruiferum Nome popular: Cabreúva Família: leguminosae/Faboideae Ocorrência natural: Brasil Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caduca Floração (coloração; época): branca; agosto e setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): sâmara; outubro e novembro Propagação: Desenvolvimento da planta: lento Observações: prefere solos férteis Literatura consultada: GUIA, 1988

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Licania tomentosa Nome popular: Oiti Família: Rosaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): arredondada, 6m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; permanentes Floração (coloração; época): branca; julho a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: lento a médio Observações: frutos procurados por pássaros; copa densa e compacta Literatura consultada: GUIA, 1988

Murraya exotica Nome popular: Falsa-murta Família: Rutaceae Ocorrência natural: Ásia Porte: 4m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; permanentes Floração (coloração; época): branca; outubro a janeiro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): baga; fevereiro a maio Propagação: sementes Desenvolvimento da planta: lento Observações: frutos procurados por pássaros Literatura consultada: GUIA, 1988

Nectandra saligna Nome popular: Canela-nectandra Família: Lauraceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; permanentes Floração (coloração; época): branca; outubro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): drupa; novembro a janeiro Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

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Nerium oleander L. Nome popular: Espirradeira ou Oleandro Família: Apocynaceae Ocorrência natural: África e Ásia Menor Porte: 4 a 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; permanentes Floração (coloração; época): branca, rosa ou vermelha; outubro a abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): folículo; maio a junho Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: o líquido secretado por esta planta é tóxico, devido a isto, não deve ser recomendada para arborização urbana; muito usada na Europa; sensível a geada Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999.

Ocotea porosa Nome popular: Canela-imbuia Família: Lauraceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 8m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): branca; março e abril Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: médio a lento Observações: resistente a geada Literatura consultada: GUIA, 1988

Ocotea pretiosa Nome popular: Canela-sassafrás Família: Lauraceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): piramidal; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; permanentes Floração (coloração; época): branca; setembro a novembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): drupa; março e abril Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: copa densa e compacta Literatura consultada: GUIA, 1988

51 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Pachira aquatica Nome popular: monguba Família: Ocorrência natural: Porte: Copa (formato; diâmetro): Características das folhas (tamanho; persistência): Floração (coloração; época): Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Pittosporum undulatum Nome popular: Pau-incenso Família: Pittosporaceae Ocorrência natural: Austrália Porte: 5m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; permanente Floração (coloração; época): branca; setembro a novembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: lento Observações: flores perfumadas parecidas com as da laranjeira Literatura consultada: GUIA, 1988

Plumeria rubra Nome popular: Jasmim-manga Família: Apocynaceae Ocorrência natural: Guianas Porte: 7m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; caducas Floração (coloração; época): branca-creme ou púrpura; outubro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): folículo; dezembro a janeiro Propagação: estaquia Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

52 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Pterodon pubescens Nome popular: Farinha-seca Família: Leguminosae/Faboideae Ocorrência natural: Brasil Porte: 12m Copa (formato; diâmetro): arredondada larga; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): lilás; agosto e setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; setembro a outubro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Schinus molle L. Nome popular: pimentinha, falso-chorão Família: Anacardiaceae Ocorrência natural: Sul e Sudeste do Brasil Porte: 4 a 8m Copa (formato; diâmetro): pendula; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): Floração (coloração; época): branca; agosto a novembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999;

Schyzolobium parahybum Nome popular: Guapuruvu, Ficheira Família: Leguminosae/Caesalpinoidea Ocorrência natural: Brasil Porte: 16m Copa (formato; diâmetro): arredondada larga, 8m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela; novembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; março a maio Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: madeira fraca Literatura consultada: GUIA, 1988

53 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Spathodea campanulata P. Beauv. Nome popular: Espatódea Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: África Porte: até 25m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; semi-caducas Floração (coloração; época): vermelha-alaranjada; abril a maio Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): síliqua; julho a setembro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: sensível a geada Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999.

Stenolobium stans Nome popular: Ipê-de-jardim ou Caroba amarela Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 8m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; semi-caducas Floração (coloração; época): amarela; agosto a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; outubro a novembro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Stiffia grazieli Nome popular: Estífia vermelha Família: Compositae Ocorrência natural: Brasil Porte: 3m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): médias Floração (coloração; época): vermelha; maio a agosto Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): aquênio; Propagação: sementes Desenvolvimento da planta: médio Observações: as sementes devem ser retiradas e plantadas antes dos frutos secarem Literatura consultada: GUIA, 1988

54 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Sweetia elegans Nome popular: Perobinha-do-campo Família: Leguminosae/Faboidea Ocorrência natural: Brasil Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 3m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): branca; setembro e outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; dezembro e janeiro Propagação: Desenvolvimento da planta: lento Observações: resistente a geada e flores perfumadas Literatura consultada: GUIA, 1988

Tabebuia alba (Cham.) Sandw. Nome popular: ipê-da-serra Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: Sudeste e sul do Brasil, Argentina e Paraguai Porte: 20 a 30m Copa (formato; diâmetro): Características das folhas (tamanho; persistência): médias; caducas Floração (coloração; época): amarela; julho a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988, ÁRVORES, 1999.

Tabebuia avellanedae Nome popular: Ipê roxo da casca lisa Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; caducas Floração (coloração; época): roxa; julho e agosto Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): vagem; agosto a outubro Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: folhas caem antes da floração Literatura consultada: GUIA, 1988

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Tabebuia chrysotricha (Mart. Ex DC.) Standl. Nome popular: Ipê-amarelo-cascudo Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: Brasil (Ceará a Santa Catarina) Porte: 4 a 10m Copa (formato; diâmetro): irregular; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; caducas Floração (coloração; época): amarela; agosto a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: Observações: considerada a árvore símbolo do Brasil Literatura consultada: GUIA, 1988

Tabebuia heptaphylla (Vell.) Tol. Nome popular: Ipê-roxo-sete-folhas Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: Brasil (Bahia até Rio Grande so Sul) Porte: 10-20m Copa (formato; diâmetro): arredondada; Características das folhas (tamanho; persistência): Floração (coloração; época): roxa; julho a setembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999.

Tabebuia impetiginosa (Mart. ex. DC.) Standl. Nome popular: Ipê-roxo Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: Brasil (Noroeste do México até o Noroeste da Argentina) Porte: 8 a 12m Copa (formato; diâmetro): Características das folhas (tamanho; persistência): Floração (coloração; época): roxa; maio a agosto Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999.

56 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Tabebuia roseo-alba Nome popular: ipê-branco Família: Bigniniaceae Ocorrência natural: Brasil (MG, MG, MS, GO, SP) Porte: 7-16m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; caducas Floração (coloração; época): branca; agosto a outubro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): siliqua; outubro a dezembro Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Tabernaemontana elegans Nome popular: Jasmim do cerrado Família: Apocynaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 4m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; permanentes Floração (coloração; época): branca; setembro a novembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): folículo; outubro a dezembro Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: copa densa; tronco ornamental Literatura consultada: GUIA, 1988

Tecoma stans (L.) Juss. Ex HBK Nome popular: Ipê-mirim Família: Bignoniaceae Ocorrência natural: México ao Peru Porte: 5 a 7m Copa (formato; diâmetro): 4m Características das folhas (tamanho; persistência): Floração (coloração; época): amarela; janeiro a maio Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): Propagação: Desenvolvimento da planta: Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988; ÁRVORES, 1999.

57 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Terminalia catappa Nome popular: Chapéu-de-sol ou Sete-copas Família: Combretaceae Ocorrência natural: Ásia Tropical Porte: 10m Copa (formato; diâmetro): irregular; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; caducas Floração (coloração; época): esverdeada; setembro a novembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): drupa;julho a agosto Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: folhagem avermelhada no inverno; frutos procurados por morcegos Literatura consultada: GUIA, 1988

Tibouchina granulosa Nome popular: Quaresmeira rosa Família: Melastomataceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; permanentes Floração (coloração; época):roxa, rosa (var. rosa); dezembro a julho Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): pixídio; abril a maio Propagação: sementes Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

Tipuana tipu Nome popular: Tipuana Família: Leguminosae/Faboideae Ocorrência natural: Bolívia Porte: 12m Copa (formato; diâmetro): arredondada larga; 8m Características das folhas (tamanho; persistência): pequenas; caducas Floração (coloração; época): amarela;setembro a dezembro Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): sâmara; abril a agosto Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: Literatura consultada: GUIA, 1988

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BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Triplaris brasiliensis Nome popular: Pau-de-formiga Família: Polygonaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 16m Copa (formato; diâmetro): colunar; 6m Características das folhas (tamanho; persistência): grandes; semi-caducas Floração (coloração; época): róseo-alaranjado Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): fevereiro a abril Propagação: Desenvolvimento da planta: rápido Observações: plantas masculinas com inflorescência branca Literatura consultada: GUIA, 1988

Vochysia oppugnata Nome popular: Rabo-de-tucano ou Pau-de-tucano Família: Vochysiaceae Ocorrência natural: Brasil Porte: 6m Copa (formato; diâmetro): arredondada; 4m Características das folhas (tamanho; persistência): médias; caducas Floração (coloração; época): amarela; dezembro a março Frutificação (tipo do fruto; época da frutificação): cápsula; setembro e outubro Propagação: Desenvolvimento da planta: médio Observações: ocorre naturalmente nos cerrados Literatura consultada: GUIA, 1988 Após análise da arborização, a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, RS, tem se dedicado a produzir mudas (principalmente de espécies nativas menos conhecidas), para utilização em praças e vias públicas, como os exemplos do Quadro 8 (CARTILHA, 2002).

59 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Quadro 8. Espécies com potencial para utilização em praças e vias públicas Nome científico

Nome popular

Família

Allophylus edulis

Chal-chal

Myrtaceae

Britoa sellowiana

Goiabeira-da-serra

Myrtaceae

Butia capitata

Butiá

Arecaceae

Erythroxylum argentinum

Cocão

Erythroxylaceae

Eugenia involucrata

Cerejeira

Myrtaceae

Eugenia uniflora

Pitanga

Myrtaceae

Gomidesia palustris

Guamirim

Myrtaceae

Inga marginata

Ingá-feijão

Mimosaceae

Jacaranda mimosaefolia

Jacarandá

Bignoniaceae

Luehea divaricata

Açoita-cavalo

Tiliaceae

Myrcianthes pungens

Guabiju

Myrtaceae

Myrciaria cuspidata

Camboim

Myrtaceae

Psidium cattleyanum

Araçazeiro

Myrtaceae

Rapanea umbelatta

Capororoca

Myrsinaceae

Rollinia exalbida

Araticum

Anonnaceae

Syagrus romanzoffiana

jerivá

Arecaceae

Tabebuia avellanedae

Ipê-roxo

Bignoniaceae

Tabebuia chrysotricha

Ipê-amarelo

Bignoniaceae

Vitex megapotamica

Tarumã-preta

Verbenaceae

10. ESPÉCIES NATIVAS COM POTENCIAL DE UTILIZAÇÃO NAS RUAS SOB REDES ELÉTRICAS LORENZI (1992, 1998) sugere algumas espécies nativas para plantio em ruas sob redes elétricas (Quadro 9).

60 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Quadro 9. Espécies nativas com potencial para plantio em ruas sob redes elétricas Nome científico

Nome vulgar

Família

Germ.

Des.

Sem.

da pl

Acácia farnesiana

Vinhático-de-espinho

Leguminosae

alta

rápido

Acosmium subelegans

Amendoim-falso

Leguminosae

baixa

lento

Aegiphyla sellowiana

Tamanqueiro,

Verbenaceae

baixa

rápido

Alibertia sessilis

Marmelinho do campo

Rubiaceae

média

-

Allophyllus edulis

Vacunzeiro,

Sapindaceae

> 80%

rápido

Aloysia virgata

Lixa, lixeira

Verbenaceae

alta

-

Ambelania acida

Pepino do mato

Apocynaceae

baixa

-

Anacardium ocidentale

cajueiro

Anacardiaceae

alta

lento

Andira fraxinifolia

Angelim rosa

Leguminosae

alta

lento

Annona coriaceae

Araticum, marolo

Annonaceaae

baixa

lento

Aspidosperma riedeli

guatabumzinho

Apocynaceae

média

médio

Auxema oncocalyx

louro branco

baixa

lento

Bauhinia forficata

Unha de vaca

Leguminosae

baixa

rápido

Bixa orelana

urucum

Bixaceae

alta

rápido

Bombacopsis glabra

Castanha do maranhão

Bombacaceae

alta

rápido

Brownea grandiceps

Rosa da mata

Leguminosae

média

lento

Byrsonima basiloba

murici

Malpighiaceae

baixa

lento

Byrsonima verbacifolia

Murici rasteiro

Malpighiaceae

baixa

lento

Campomanesia eugenioides

gabiroba

Myrtaceae

baixa

lento

Campomanesia

Sete capotes,

Myrtaceae

alta

lento

Campomanesia phaea

cambuci

Myrtaceae

baixa

lento

Cardiopetalum calophyllum

imbirinha

Annonacae

baixa

rápido

Casearia lasiophylla

cambroé

Flacourtiaceae

baixa

médio

Casearia sylvestris

guaçatonga

Flacourtiaceae

baixa

rápico

Leguminosae

média

médio

Obs

espinho

frutífera

frutífera

guazumaefolia

Cassia leptophylla Cecropia pachystachya

embaúba

Cecropiaceae

baixa

-

Chrysobalanus icaco

ajurú

Chrysobalanaceae

média

-

Connarus regnelli

Cambuatã da serra

Connaceae

modera médio da

Couepia grandiflora

Oiti do sertão

Chysopalanaceae

baixa

lento

Coussarea hydrangeaefolia

Falsa quina

Rubiaceae

baixa

lento

Coutarea hexandra

quina

Rubiaceae

baixa

-

Curatella americana

Lixa, lixeira

Dilleniaceae

baixa

lento

Cyclobium vecchi

Louveira, cabriutinga

Leguminosae

baixa

lento

61 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Quadro 9. Espécies nativas com potencial para plantio em ruas sob redes elétricas (continuação) Nome científico

Nome vulgar

Família

Germ.

Des.

Sem.

da pl

Daphnopsis brasiliensis

embira

Thumeliaceae

baixa

rápido

Dictyoloma vandellianum

tingui

Rutaceae

baixa

rápido

Drymis winteri

Casca

baixa

lento

Leguminosae

alta

médio

d’anta,

canela

Obs

amarga Erythrina crista-galli Erythrina speciosa

candelabro

Leguminosae

alta

rápido

Erythroxylum deciduum

Cocão, baga de pumba

Erythroxylaceae

baixa

-

Esenbeckia febrífuga

crumarim

Rutaceae

méida

médio

Esenbeckia grandiflora

Guaxupita,

alta

lento

canela

de Rutaceae

cotia Eugenia involucrata

Cerejeira do mato

Myrtaceae

alta

lento

Exellodendron cordatum

cariperama

Chrysobalonaceae

baixa

-

Feijoa sellowiana

Goiaba da serra

baixa

lento

Galipea jaminiflora

guamixinga

Rutaceae

baixa

-

Gomidesia lindeniana

pimenteira

Myrtaceae

baixa

-

Guettarda viburnoidees

veludo

Rubiaceae

baixa

-

Gustavia augusta

jeniparana

Lecythidaceae

alta

lento

Hancornia speciosa

mangaba

Apocynaceae

baixa

lento

Hexaclamys edulis

Pêssego do mato

Myrtaceae

modera médio

frutífera frutífera

frutífera frutífera

da Hybiscus pernambucensis

Algodão da praia

Malvaceae

alta

Ilex paraguaiensis

Erva mate

Aquifolicaeae

modera lento

rápido

da Ingá uruguensis

ingá

Leguminosae

alta

rápido

Jacaranda cuspidifolia

caroba

Bignoniaceae

alta

médio

Jacaranda puberula

carobinha

Bignoniaceae

alta

médio

Kielmeyera rubriflora

Rosa do campo, rosa do Guttiferae

baixa

-

-

lento

frutífera

cerrado Kielmeyera variabilis

Pau santo

Lithraea molleoides

Aroeira branca

Anacardiaceae

alta

rápido

Machaerium hirtum

barreiro

Leguminosae

alta

rápido

Maytenus ilicifolia

Espinheira-santa

Celastraceae

baixa

lento

Metrodera nigra

carrapateira

Rutaceae

baixa

lento

Mimosa scabrella

bracatinga

Leguminosae

alta

rápido

espinho

62 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Quadro 9. Espécies nativas com potencial para plantio em ruas sob redes elétricas (continuação) Nome científico

Nome vulgar

Família

Germ.

Des.

Sem.

da pl

Myrcia crassifólia

Guamirim cascudo

Myrtaceae

baixa

-

Myrcia rostrata

Guamirim da folha fina

Myrtaceae

méida

rápido

Myrciaria tenella

cambui

Myrtaceaae

baixa

lento

Nectrandra nitidula

Canela amarela

Lauraceae

baixa

médio

Ouratea spectabilis

Folha da serra

baixa

lento

Parkinsonia aculeata

Espinho de Jerusalém

-

rápido

Leguminosae

Obs

muito espinho

Pera glabrata

tamanqueiro

Euphorbiaceae

baixa

médio

Peschiera fuchsiaefolia

leiteiro

Apocynaceae

alta

rápido

Piptadenia moniliformis

Angico de bezerro

Leguminosae

baixa

rápido

Pithecolobium tortum

Angico branco, vinhático Leguminosae

baixa

médio

baixa

-

baixa

lento

de espinho Psidium rufum

Araçá roxo

Qualea parviflora

Pau terra mirim

Rollinia silvatica

Araticum do mato

Leguminosae

Annonaceae

modera rápido

frutífera

da Schinus molle

Aroeira mole

Anacardiaceae

alta

rápido

Schinus polygama

assobieira

Anacardiaceae

alta

-

Schinus terebintthifolius

Aroeira mansa

Anacardiaceae

Sebastiania brasiliensis

Leiteiro de folha fina

Euphorbiaceae

méida

-

Sebastiania commersoniana

branquilho

Euphorbiaceae

-

médio

Senna macranthera

Fedgoso,

Senna multijuga

cassia Leguminosae

tóxica espinho

modera rápido

manduirana

da

Pau cigarra, canafistula, Leguminosae

alta

rápido

aleluia Stiffia crysantha

Rabo de cutia

Compositae

alta

lento

Stifftia parviflora

Estífia branca

Compositae

baixa

rápido

Strychnos pseudo-quina

quina

Leganiaceae

baixa

lento

Stryphnodendron

barbatimão

Leguminosae

alta

lento

barbatimão

Leguminosae

baixa

médio

Styrax camporum

Canela poca

Styraceae

baixa

lento

Tabebuia caraiba

Ipê amarelo do cerrado

Bignoniaceae

adstringens Stryphnodendron polyphyllum

63 PIVETTA & SILVA FILHO, 2002


BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

Quadro 9. Espécies nativas com potencial para plantio em ruas sob redes elétricas (continuação) Nome científico

Nome vulgar

Família

Germ.

Des.

Sem.

da pl

Tabebuia chrysotricha

Ipê amarelo

Tabebuia dura

Ipê branco do brejo

Tibouchina candolleana

Quaresmeira da serra

Melastomataceae

baixa

-

Toulicia laevigata

Cheiro de barata

Sapindaceae

baixa

médio

Trichilia pallida

Catiguá,

baixa

-

baga

de Meliaceae

Obs

morcego Vochysia cinnamomea

Quina doce

Xylopia aromática

Pimenta de macaco

Annonaceae

baixa

lento

Zizyphus oblongifolius

Olho de boi

Rhamnaceae

baixa

-

micorriza

11. SOCIEDADES E ORGÃOS LIGADOS À ARBORIZAÇÃO URBANA No Brasil, existe a Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU) que apoia o Congresso Brasileiro de Arborização Urbana (CBAU). O primeiro evento de grande porte foi o Encontro Nacional sobre Arborização Urbana (ENAU), que passou a ser um evento bianual. Em 1992 foi realizado o primeiro Congresso Brasileiro sobre Arborização Urbana (CBAU), conjuntamente com o IV ENAU; de 1992 até 2002 eram dois eventos apoiados pela SBAU, o CBAU e o ENAU, que eram realizados em anos alternados. A partir de 2002 houve as fusão dos dois eventos permanecendo o CBAU. Estes eventos geraram importantes materiais bibliográficos, que retratam a evolução da arborização urbana no Brasil: ü ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, Porto Alegre: SMMA/PMPA, 1985. (Anais). ü II ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, Maringá:PMM, 1987. (Anais) ü III ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, Curitiba: FUPEF, 1990. ü I CONGRESSO BRASILEIRO DE ARBORIZAÇÃO URBANA, IV ENCONTRO BRASILEIRO SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, Vitória: PMV, 1992. (Anais). ü II CONGRESSO BRASILEIRO DE ARBORIZAÇÃO URBANA, V ENCONTRO BRASILEIRO SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, São Luís: SBAU, 1994. ü III CONGRESSO BRASILEIRO DE ARBORIZAÇÃO URBANA, Salvador: Plantarum., 1996. ü VI ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, ?

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BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

ü VII ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, Belo Horizonte: CEMIG/SBAU/ISA, 1997. (Resumos) ü VIII ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, ? ü IX ENCONTRO BRASILEIRO SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, Brasília: SBAU/NOVACAP/UNB, 2001. (Resumos). ü VI CONGRESSO BRASILEIRO DE ARBORIZAÇÃO URBANA, Goiânia: PMG, 2002. Outros eventos: ü Anais do I SEMINÁRIO DE ARBORIZAÇÃO URBANA NO RIO DE JANEIRO, Rio de Janeiro: EBA/UFRJ, 1997.

Em nível mundial, existe a ISA, International Society of Arboriculture.

12. LITERATURA CITADA, CONSULTADA OU RECOMENDADA

ANDRADE, T.O. de. Inventário e análise da arborização viária da estância turística de Campos do Jordão, SP. 2002. 112f. Dissertação (Mestrado) – Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo, Piracicaba, 2002. ÁRVORES das ruas e praças de Poços de Caldas; com chave de identificação. Poços de Caldas: CEPA/ALCOA, 1999, 68p. BIONDI, D. Diagnóstico da arborização de ruas da cidade do Recife. In: ENCONTRO NACIONAL SOBRE ARBORIZAÇÃO URBANA, 1985, Porto Alegre. Anais. Porto Alegre: Secretaria Municipal do Meio Ambiente, 1985. p.87-88. CARTILHA da arborização urbana; Porto Alegre, cidade das árvores. Porto Alegre: Secretaria Municipal do Meio Ambiente/Prefeitura municipal de Porto Alegre, 2002. 32p. CASTRO, N.S. de. Poda e redes elétricas. Porto Alegre: PMPA, 1998, 10p. (Apostila do Mini-curso sobre capacitação e treinamento para serviços em árvores urbanas, IV Congresso Brasileiro de Arborização Urbana) COSTA, S. A. da. Arborização das cidades. Campinas: CATI, 1976. 25p. COSTA, L.A. da; HIGUCHI, N. Arborização de ruas de Manaus: avaliação qualitativa e quantitativa. Revista Árvore, v.23, n.2, p.223-232, 1999. FREITAS, S. de; BIANCHI, C.G.; GRAZIANO, T.T. Ocorrência de Cratossomus curassaviensis (Coleóptera-Curculionidae) em canelinhas (Nectandra saligna Ness, Lauraceae) na cidade de Jaboticabal, SP. In: CONGRESSO BRASILEIRO SOBRE

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BOLETIM ACADÊMICO; ARBORIZAÇÃO URBANA

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Periódicos ü Journal of Arboriculture ü Revista Árvore ü Scientia Forestalis

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13. SITES DA ÁREA ESPECIFICAÇÃO Sociedade Brasileira de Arborização Urbana Árvores e arborização urbana Busca Fundação Parques e Jardins (Rio de Janeiro) Fundo Nacional do Meio Ambiente IBAMA Jardim Botânico do Rio de Janeiro Parque Escola (Santo André) Sítio Burle Marx (Rio de Janeiro)

SITE www.sbau.com.br www.arvore.com.br www.google.com.br; www.rio.rj.gov.br/fpj www.mma.gov.br; www.ibama.gov.br;www.planalto.gov.br www.jbrj.gov.br www.parquescola.hpg.ig.br www.iphan.gov.br/bens/robertoburlemarx www.burlemarx.com.br www.via-rio.com.br/artcult/mburle.html

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Arborização Urbana Boletim Acadêmico UNESP