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Confabulando...


Créditos Lucivânia Sena da Silva Aluna do 1º D da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Maurílio Kaique Barreto Aluno do 1º D da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Maria Rosiane Pinheiro da Silva Aluna do 1º D da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Hívina Jayne da Silva Aluna do 1º D da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Nereida Gomes Maia Aluna do 1º C da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Maria Danielle da Silva Aluna do 1º C da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Francisca Larissa Pereira da Silva Aluna do 1º C da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Daniele Correia da Silva Aluna do 1º C da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Iago Silva Rebouças Aluno do 1º D da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Lucas Costa da Silva Aluno do 1º D da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce Clara Viviane Oliveira Aluna do 1º D da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce


Epígrafe

“A

moral, propriamente dita, não é a doutrina que nos ensina como sermos felizes, mas como devemos tornar-nos dignos da felicidade.” Immanuel Kant


Prefácio

Este livro apresenta uma coletânea de fábulas escritas pelos alunos do 1º Ano “C” e 1º Ano “D” do Ensino Médio da E.E.F.M. Manuel Sátiro – Jaguaruana/Ce. O gênero textual presente nesta obra foi trabalhado pela professora Mara Thaís da Silva Coelho nas suas aulas de Língua Portuguesa.


Sumário

O gato, o cachorro e o rato...................................................................06 A águia e o pato......................................................................................08 O tatu, o tamanduá e os seus amigos.................................................10 O burro Dudu e o touro Zequinha.....................................................11 O bode e a onça......................................................................................13 O leão e o rato.........................................................................................14 O rato e o gato........................................................................................15 A formiga e a pomba..............................................................................16 A lagarta e a barata...............................................................................17 O papagaio e o escorpião......................................................................18 A onça e as zebras..................................................................................19


O gato, o cachorro e o rato

U

m certo dia um gato saiu para passear em uma floresta e acabou se perdendo. - Acho que fui longe demais com a minha curiosidade de conhecer a floresta - disse o gato. O gato muito inteligente que pensava em tudo muito rápido resolveu passar a noite em uma caverna. Quando o dia amanheceu ele acordou com o barulho de um cachorro. - Vem cá rato danado. Eu te pego! Eu te pego! Ouvindo isso o gato percebeu que ele estava indo em direção à caverna e logo pensou: - Vou colocar esse cachorro para correr. Vendo uns ossos ele teve uma ideia. Quando o cachorro viu o gato desistiu de correr atrás do rato que subiu em uma árvore e passou a observar o que estava acontecendo. Entrando na caverna o cachorro disse: - Que visão boa, meu prato preferido! O gato ouvindo isto disse em seguida: - Que cachorro gostoso esse que acabei de comer. Vou procurar outro sem demora. O cachorro escutando as palavras do gato saiu de fininho e se escondeu. O rato que estava observando percebeu que era tudo armação e resolveu tirar proveito do cachorro. - Ei, amigo! Aquele gato que está dentro da caverna não pega cachorro nada. Ele é um espertalhão lá da rua onde moro, está aqui a passeio. Eu fiz a minha parte agora você faz a sua. - E qual é a minha parte? – perguntou. - Dê-me proteção – respondeu. E foram para a caverna e o gato na maior felicidade dava altas gargalhadas. 06


Chegando lá o gato que fez de conta que não tinha visto eles e falou: - Cadê aquele rato que me disse que ia me trazer um cachorro bem gordo em troca de sua vida. Já estou ficando com fome e quando fico com fome nem leão me segura. O cachorro ao ouvir aquilo virou para o rato que também ficou com medo e começou a correr atrás dele. Depois disto não se ouviu falar mais de rato naquela floresta. Moral: O feitiço vira contra o feiticeiro.

Lucivânia Sena da Silva

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A águia e o pato

E

m tempos muito remotos na floresta Amazônia havia dois belos animais, a águia que se chamava Sara e o pato que tinha por nome Heitor. Sara era muito jovem, porém determinada, humilde e disposta a enfrentar as adversidades da vida. Já Heitor era um pouco mais velho, um ano mais velho, também era determinado, mas com uma pitadinha de orgulho e isso o deixava insuportável. - Oi, Heitor! – disse Sara com um sorriso no rosto. - Você dormiu na minha casa ontem à noite? – perguntou Heitor. - Não – respondeu Sara. - Então sua mal educada o certo seria bom dia – disse Heitor com um ar de zombaria e Sara ficou sem palavras. - Eu ouvi falar da fama de vocês águias e principalmente da sua bisavó, que era conhecida pela sua habilidade de voar. Eu não me importo! Grande coisa! – replicou Heitor e disse mais. - Famosa é a nossa espécie, a dos patos, que é a única espécie da Terra que sabe voar, andar e nadar – disse Heitor. - Basta! - exclamou Sara em alto e bom som. - Nós águias provamos que somos boas com atos e não com palavras – disse Sara e saiu voando. Pouco tempo depois começou a chover e um vento veemente e impetuoso balançava as árvores da grande floresta, estava se formando uma tempestade e todas as aves que estavam voando começaram a descer, pois suas asas frágeis e fracas não tinham força para resistir ao vento. E todos os animais começaram a se esconder, uns em tocas, outros em cavernas e sem falar no alvoroço que se formou no galinheiro do fazendeiro que morava no meio da floresta. - Não irei fugir como esses covardes – falou Heitor. E continuou a voar, voou um metro e caiu. Então ele descobriu que 08


as suas asas eram mais frágeis e menos habilidosas que as dos pássaros que outrora havia chamado de covardes. - Se não posso voar, vou nadar. Ele entrou na água e nadou muito bem, porém ele percebeu que o motivo de seu sucesso era o fato de estar nadando a favor a favor da correnteza em direção da cachoeira de 132 metros de altitude. De imediato mudou de direção, foi quando ele percebeu que também não nadava bem como os peixes e ... 5, 4, 3, 2, 1. Plac! O pato caiu, felizmente não havia pedras embaixo da cachoeira. Enquanto isso Sara que tinha instinto de águia, levantou vôo e subiu bem alto, acima do medo, acima das nuvens, onde havia paz e tranqüilidade. Quando os primeiros raios de sol começaram a raiarem meio às trevas, a águia voltou muito feliz por ter enfrentado a sua primeira tempestade. Na floresta estava o comentário da tempestade, era o verdadeiro “Jornal da má notícia”. De repente lá vem Heitor mancando com um hematoma no olho e com um grande desfalque de penas. Então pensou Sara: “Agora é a minha vez”. - Nossa! Você estava se gabando porque sabe andar, voar e nadar, só que você se esqueceu de um detalhe, meu amigo – disse Sara com um sorriso sarcástico. - Qual detalhe? – perguntou Heitor. - Patos não andam bem, não nadam bem e não voam bem. Moral: Em certas situações da vida mais vale um dom aperfeiçoado do que muitos talentos incompletos.

Maurílio Kaique Barreto

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O tatu, o tamanduá e os seus amigos

O

tatu era cheio de amigos. Corujas, ratos, aves, amigos de todos os tipos. Em sua casa, que era bem localizada no meio da floresta, sempre tinha uma

festa.

Tatu também era um bicho esperto, para tudo tinha o termo certo. O tamanduá queria ser um empreendedor e tatu disse que ia ser o seu credor. - Credor? O que é isso? – perguntou tamanduá. - Ora, aquele que pode financiar o seu projeto. Eles queriam fazer sobre o rio uma ponte de madeira para facilitar a travessia do rio e não ficar só na beira. Com muito trabalho, a ponte foi terminada e o tamanduá quis cobrar pedágio da bicharada. Foi o maior bate-boca que já aconteceu, até jogarem o tamanduá na água. Aí ele aprendeu! E então o tamanduá falou: - Fizemos a ponte para dar? - Isso mesmo. Fizemos a nossa parte! – o tatu respondeu. O tamanduá todo envergonhado, compreendeu. Moral: O que é de todos não se pode cobrar.

Maria Rosiane Pinheiro da Silva

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O burro Dudu e o touro Zequinha

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equinha sempre foi um touro esperto e brincalhão que gostava de trabalhar com seu dono. Um dia machucou a pata enquanto brincava na fazenda. Seu dono não querendo perder um dia de trabalho o mandou embora. O touro não tinha para onde ir e passando pelas ruas desertas encontrou um burro chamado Dudu. Esse burrinho tinha fama de ignorante e preconceituoso. O tourinho que de nada sabia parou e perguntou: - Oi! Você pode me dizer se existe algum hotel por aqui? O burro muito ignorante respondeu: - Olha aqui seu touro aleijado, não vem me encher o saco que eu quebro a sua cara. O touro baixou a cabeça e continuou a mancar. Depois de muito caminhar, Zequinha não agüentou e caiu no chão. Minutos após sua queda apareceu Dudu junto com outros bichos. O burro Não perdeu a oportunidade e disse: - Olha galera se não é o touro que me pediu informação. Idiota! Pensou que com esse jeito de amigo iria me comover. Dudu depois de dizer isso foi embora. E quando Zequinha já estava quase desistindo apareceu um fazendeiro muito rico que levou Zequinha para casa. Chegando lá a filha de Seu Guilherme, o fazendeiro, logo se apegou ao touro e fez de tudo para poder ficar com o animal e conseguiu. Essa família morava em Pernambuco e todo o estado enfrentava uma seca terrível. Um dia enquanto Zequinha corria pela fazenda, bateram no portão e o tourinho muito alegre foi ver quem era. Ao chegar à entrada da fazenda teve uma grande surpresa. Quem batia era Dudu, o burro ignorante, que quase morrendo de sede implorou: - Oi Zequinha! Eu sei que te tratei mal, mas, por favor, me arrume um pouco de água. O tourinho fez questão de esquecer o passado e se tornou um grande amigo de Dudu que também foi adotado pela família de Seu Guilherme e todos foram felizes. 11


Moral: Por mais que as pessoas lhe humilhem, mostre-se superior esquecendo as diferenças e ajudando a todos que tenham lhe tratado mal.

HĂ­vina Jayne da Silva

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O bode e a onça

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bode certo dia resolveu construir sua casa e para tanto escolheu um local que achou bem apropriado. - É aqui mesmo que eu vou fazer meu ranchinho – disse o bode que logo em seguida saiu. Veio a onça e falou: - Rapaz, farei uma casa para mim e vou escolher o canto. Depois de muito pensar exclamou: - Aqui é bom! Só que ela não sabia que ali também era o lugar do bode. Então o bode limpou o local. E num certo dia a onça comentou: - Deus está me ajudando! E continuou colocando as forquilhas da casa. O bode também muito contente falou: - Deus está me ajudando! Quando a casa já estava pronta eles vieram inaugurar e se bateram de frente. - Essa casa é minha – gritaram os dois. - Não. Essa é minha – falaram mais uma vez e logo começaram a discutir até chegarem a um acordo. Metade da casa ficaria para um e a outra parte seria do outro. Moral: A união faz a força, pois mesmo sem saberem que um estava ajudando o outro, eles estavam unidos.

Nereida Gomes Maia 13


O leão e o rato

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m leão dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore. Veio um rato e começou a passear no corpo daquele poderoso animal. O felino não tardou a despertar e pegou o ratinho com uma de suas patas. Assustado, o pequeno roedor implorou: - Ó, por favor, não me mate. Peço-lhe que me deixe ir. Se o fizer, um dia poderei ajudá-lo de alguma maneira. O leão desistiu de esmagar o animalzinho e deixou que fosse embora. Algum tempo depois o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Nisso apareceu o ratinho, roeu as cordas e o soltou. Moral: Uma boa ação gera outra.

Maria Danielle da Silva

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O rato e o gato

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gato e o rato em um dia se encontraram. - Olá, seu gato! Como vai? – e o gato respondeu: - Vou bem e o senhor? - Tá tudo mal! Você se lembra daquele dia que fomos naquele barzinho tomar umas e outras... - Sim. Por quê? - Você se lembra também que na hora de pagar você saiu correndo me deixando com a despesa todinha. - Não foi bem assim, apenas estava passando uma tia que morava longe e eu fui vê-la... E o rato não gostou daquela desculpa dada. - Seu gato cheio de marra, descarado e sem noção. Eu havia lhe dito que faltava um dinheirão e você não me pagou. Fiquei com a cara no chão. - Meu amigo bom de rima se acalme e escute só, faz tanto tempo que devo e não seria nada pior... Minha mãe que me criava morreu há alguns dias, eu não trabalhava só por ela eu vivia, mas lhe prometo quando receber o aposento da coitada, irei lhe pagar lá pras quinta da madrugada. E o amor desses dois nunca cicatrizou. Moral: Não devemos confiar em qualquer um.

Francisca Larissa Pereira da Silva

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A formiga e a pomba

U

ma formiga, morrendo de sede, ia caminhando na direção de um riacho e falando: - Nossa! Como estou com sede! A pomba, no galho da árvore, escutou o comentário e arrulhou: - Tome cuidado, formiguinha, para não cair no riacho. Dito e feito. Veio um vento, de repente, e atirou a formiguinha na água. Desesperada, ela começou a gritar. - Socorro! Estou me afogando! Com o bico, a pomba conseguiu arrancar um galho da árvore e atirou-o no riacho. A formiga então subiu no galho e flutuou até a margem. Algum tempo depois, a formiga viu um caçador colocando uma armadilha para pegar a pomba. A pomba, sem perceber, começou a voar em direção à armadilha. A formiga viu que tinha de agir depressa para salvar a pomba. O que ela fez, então? Picou o pé descalço do caçador, que atirando longe a armadilha gritou. - Aaai! A pomba, ao ouvir o grito, imediatamente voou para bem longe. Moral: O bem se paga com o bem.

Daniele Correia da Silva 16


A lagarta e a barata

E

m um belo dia, uma lagarta olhava para o céu. Passava horas olhando para cima e falava: “Um dia eu ainda vou voar!” No dia seguinte, chegou a barata e perguntou: - Lagarta, o que você está olhando, lá em cima? - Aquelas criaturas lá em cima voando. Um dia ainda vou voar bem alto como aquelas criaturas. - Lagarta desista. Olha pra você, gorda e molenga, feia e pesada, jamais vai tirar seu corpo de linguiça do chão. Essas suas patas gordas não vão sair nem do solo. - Tudo bem, eu sou um pouco fofinha. - Fofinha? - Tá bom, cheinha. - Cheinha? - Ok, gorda. Meu corpo é mole, mas eu não sou a única que sou feia. - Mas pelo menos eu consigo voar de uma planta para a outra. - Um dia você vai me ver voando lá no céu. Passou uma semana. A barata no meio do lixo, quando olhou para cima, uma linda borboleta bailava no ar, descendo em sua direção. - Está vendo colega, eu sonhei e consegui o que queria. Moral: Quem sonha é sonhador e um sonhador de verdade luta pelos seus sonhos.

Iago Silva Rebouças 17


O papagaio e o escorpião

C

erto dia um escorpião ia passando e... - Poxa! Aqui tem um riacho, como vou conseguir passar para o outro lado? Quando ele menos espera, um papagaio meio sem graça começa a rir dele. - Rá, rá, rá! Você não consegue passar escorpião inútil. Daí começou uma discussão do papagaio com o escorpião. Palavras iam, outras voltavam, até que o papagaio o desafiou: - Se você conseguir passar para o outro lado desse pequeno riacho, dou-lhe uma carona voando. Para onde você vai mesmo carinha? - Vou para a floresta encontrar meu irmão. Então o pequeno escorpião aceitou a aposta e foi tentar atravessar o riacho. Quando ele menos espera, vem uma correnteza e arrasta o pobre escorpião. O papagaio foi salvá-lo, mas o escorpião dá uma ferroada na ave. Sem forças para voar, o papagaio e o escorpião caem no riacho e infelizmente morrem. Moral: Cada um tem sua natureza.

Lucas Costa da Silva

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A onça e as zebras

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odos os dias, três zebras passeavam pela floresta. De longe uma onça as observava só que tinha medo de atacar, pois elas eram três. A onça muito astuciosa percebeu que só tinha um jeito de atacá-las, era separando-as. Então ela criou um conflito entre elas. As zebras, à vista disso, passaram a andar separadas pela floresta, e a onça assim fez uma a uma seu almoço. Moral: União é força.

Clara Viviane Oliveira

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Confabulando...  

Este livro apresenta uma coletânea de fábulas escritas pelos alunos do 1º Ano “C” e 1º Ano “D” do Ensino Médio da E.E.F.M. Manuel Sátiro – J...

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