Revista Alimentação Animal n.º 117

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ALIMENTAÇÃO ANIMAL TEMA DE CAPA

O PAPEL DA NUTRIÇÃO ANIMAL NA PROMOÇÃO DE UMA PECUÁRIA E AQUICULTURA COMPETITIVAS E SUSTENTÁVEIS RESPOSTA DA FEFAC AO PACTO ECOLÓGICO EUROPEU

Alexander Döring Secretário-Geral da FEFAC

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ALIMEN TAÇÃO AN IM A L

A FEFAC lançou a sua Carta de Sustentabilidade dos Alimentos Compostos 2030 em setembro de 2020 durante o seu primeiro Congresso FEFAC/BFA com transmissão ao vivo. A carta marca um novo desenvolvimento para a FEFAC e para os seus membros de muitas formas ao estabelecer ações e compromissos concretos e ambiciosos para a indústria europeia de alimentos compostos no sentido de apoiar a produção pecuária e de aquicultura sustentável. O documento dá uma resposta direta aos decisores políticos da UE que corresponde a todos os objetivos relevantes do Pacto Ecológico e dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas para o setor da pecuária e da aquicultura. A sustentabilidade é um tema no qual já trabalhamos há vários anos, tendo começado em 2006 com a soja sustentável, mas agora desenvolvemos uma visão abrangente vinculada a ações práticas específicas que destacam os benefícios para os nossos clientes agricultores e para a sociedade como um todo, soluções modernas e inovadoras de nutrição animal para ajudar a reduzir os impactos ambientais e outros relacionados com a produção pecuária. Esta é uma tentativa real de fazer andar o ponteiro e adotar uma abordagem proativa no sentido de objetivos e resultados mensuráveis. Os nossos parceiros da cadeia de valor pecuária e agrícola e os decisores políticos da CE já reconheceram que a elaboração de uma Carta é uma excelente forma de partilhar uma perspetiva prática, estabelecendo metas realistas sobre o que pensamos ser importante quando se trata de melhorar a “sustentabilidade dos alimentos compostos para animais”. A mesma forneceu à FEFAC um bom veículo para converter a nossa Visão 2030 (lançada em 2016) em ambições e iniciativas viáveis, proporcionando a todos os nossos membros um âmbito claro de implementação que, obviamente, necessita de ter soluções à medida a nível nacional para ir ao encontro do respetivo mercado e expetativas em termos de política. Um dos principais impulsionadores da política para avançar com a Carta a nível da UE é a Estratégia da UE Farm to Fork, que nos manterá ocupados durante os próximos anos. O momento de lançar as nossas ideias sobre produção sustentável de alimentos compostos foi perfeito. A Comissária Europeia da Saúde Pública e Segurança Alimentar, a Sra. Stella Kyriakides e o Comissário Europeu da Agricultura e Desenvolvi-

mento Rural, Janusz Woijciechowski, reconheceram publicamente o valor da carta destacando que a Comissão Europeia partilha “muitos dos princípios” nela estabelecidos. A Comissão Europeia até se inspirou na nossa carta ao convidar toda a cadeia alimentar da UE a desenvolver o código da UE de boa conduta empresarial para uma cadeia alimentar responsável, que constitui uma plataforma para todos os parceiros da cadeia alimentar apresentarem ambições setoriais comuns, mas também ao nível das empresas como alcançar os Objetivos Farm to Fork da Comissão. A FEFAC assinou o código de boa conduta empresarial e já entregou o seu primeiro relatório de progresso sobre a implementação da carta, incluindo exemplos fornecidos por muitas das nossas associações nacionais. A Carta FEFAC 2030 disponibiliza 5 níveis específicos de ambições relacionadas com o setor dos alimentos compostos. A neutralidade climática (ambição 1) e o fornecimento responsável (ambição 3) foram rapidamente identificadas, mas precisávamos de algumas discussões para melhor captar o nosso papel na economia circular. Compreendemos que o elemento-chave aqui é a abordagem de como os nutrientes são geridos, nos ingredientes dos alimentos compostos, na formulação dos alimentos compostos, na digestão animal e na excreção de estrume. Além disso, a indústria de alimentos compostos é especialista em valorizar os coprodutos provenientes de outros processos de produção de alimentos e de bioenergia. Como tal, a ambição 2 centra-se na eficiência dos nutrientes. Desde o início, também pretendemos incluir as soluções de nutrição animal com vista a melhorar a saúde animal como elemento-chave para auxiliar o setor pecuário na melhoria da sustentabilidade para reduzir a necessidade de antibióticos e combater a resistência antimicrobiana. Isto tornou-se a ambição 4. Desenvolvemos a ambição 5 com o pilar social da sustentabilidade em mente. Colocamos o foco no elemento de resiliência para podermos incluir elementos como a redução da dependência da importação de proteínas, assim como a comunicação com a sociedade. A Carta inclui 57 ações específicas dos membros da FEFAC para estimular a produção sustentável de alimentos compostos. Tal deve servir de inspiração para todos os membros da FEFAC sobre as ações que podem ajudar a indústria europeia de alimentos


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