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Questões s a d a t n e m o c PORTUGUÊS


Sumรกrio FCC -04-

CESPE -58-

Diversas Bancas -76-


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Questões comentadas da Fundação Carlos Chagas (FCC)

(F.C.Chagas/Técnico/TRT-3ª R) A frase em que ambos os elementos sublinhados exercem a função de núcleo do sujeito é: a) Os bens dos aristocratas deviam ser considerados patrimônio de quem os tomou. b) Os parisienses revoltados arrebentaram as casas dos nobres. c) Os museus, ao contrário do que se imagina, são uma invenção moderna. d) Muitos acham que não é justo apagar os vestígios do passado. e) Dessa escolha da Assembleia Nacional nasceram os museus.

Resposta: A

Em A, o termo “bens” é núcleo do sujeito e o vocábulo “quem” refere-se ao núcleo do sujeito. Em B, “parisienses” é núcleo do sujeito; revoltados é adjunto adnomi-| 4 |-


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nal; “nobres” qualifica casas, logo é adjunto adnominal. Em C, “museus” é núcleo do sujeito; “invenção” (moderna) é predicativo do sujeito. Em D, o sujeito oracional, logo não há núcleo e vestígios é objeto direto. Em E, “escolha” não é sujeito; “museus” é núcleo do sujeito.

02. (F.C.Chagas/Analista/TJRJ) A frase em que ambos os elementos sublinhados são complementos verbais é: a) Assim vos confesso que entendo de arquitetura, apesar das muitas opiniões em contrário. b) Ninguém se impressiona tanto com um velho porão como este velho cronista, leitor amigo. c) O porão deverá jazer sob os pés da família como jazem os cadáveres num cemitério. d) Que atração exercem sobre o cronista as gravatas manchadas, quando desce a um porão... e) Já não se fazem porões, hoje em dia, já não há qualquer mistério ou evocação mágica numa casa moderna.

Resposta: A

“vos” → objeto indireto/ “arquitetura” → objeto indireto. Em B, “ninguém” → sujeito / “tanto” → adjunto adverbial de intensidade. Em C, “sob os pés da família” → adjunto adverbial de lugar / “os cadáveres” → sujeito. Em D, “gravatas manchadas” → sujeito / “a um porão” → adjunto adverbial de lugar. Em E, “numa casa moderna” → adjunto adverbial de lugar / “qualquer mistério” → objeto direto.

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03. (F.C.Chagas/Analista/TRE-SP) Analisando-se aspectos sintáticos de frases do texto, é correto afirmar que em: a) Muitos se lembravam da alegria voraz com que foram disputadas as toneladas da vítima as formas verbais sublinhadas têm um mesmo sujeito. b) todos se empenhavam no lúcido objetivo comum configura-se um caso de indeterminação do sujeito. c) uma tripulação de camelôs anunciava umas bugigangas a voz verbal é ativa, sendo umas bugigangas o objeto direto. d) eu já podia recolher a minha aflição não há a possibilidade de transposição para outra voz verbal. e) Logo uma estatal, ó céus o elemento sublinhado exerce a função de adjunto adverbial de tempo. Em A, o sujeito de “lembravam” é “muitos”. O sujeito de “foram disputadas” é “as toneladas da vítima”. Não há identidade, portanto, entre os dois sujeitos. Em B, não é caso de indeterminação do sujeito, pois o sujeito é “todos”.

Resposta: C

Em C, a voz verbal é ativa e “bugigangas” é OD do verbo anunciar. Em D, o verbo recolher é VTD, sendo “a minha aflição” OD. Logo, é possível a conversão para a voz passiva. Em E, “logo” é uma conjunção conclusiva, portanto não se trata de um adjunto adverbial. Seria caso de adjunto apenas se expressasse ideia de tempo ou modo, como, por exemplo, em “eles saíram logo”.

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04. (F.C.Chagas/Técnico/TJRJ) Atentando-se para a sintaxe, é correto afirmar: a) Em A lei e a ordem eram a regra, o segmento grifado é complemento verbal de eram. b) Na frase Na televisão, os heróis urram, gritam, destroem, torturam, tão estridentes quanto os arqui-inimigos maléficos, o segmento grifado é complemento verbal dos verbos destroem e torturam. c) Na frase Éramos viciados em gibis, estamos diante de um sujeito indeterminado. d) Em Gibis abasteciam de ética o vasto campo da fantasia infantil, o segmento grifado exerce a função de objeto indireto. e) Na frase Eles eram o lado certo que combatia o lado errado, o segmento grifado exerce a função de predicativo do sujeito. Em A, o segmento grifado é predicativo do sujeito, pois se trata de uma qualificação. Em B, o termo estacado é um adjunto adverbial de comparação. Em C, trata-se de um caso de sujeito oculto ou desinencial – “(Nós) éramos...”.

Resposta: D

O segmento grifado exerce função de objeto indireto do verbo abastecer. Em E, o termo destacado é objeto direto do verbo combater.

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05. (F.C.Chagas/Técnico/TJRJ) ... das varandas pendiam colchas, toalhas bordadas e outros adereços. O segmento grifado exerce na frase acima a função de: a) sujeito. b) objeto direto. c) objeto indireto. d) adjunto adverbial. e) adjunto adnominal.

Resposta: A

Trata-se de uma oração invertida. “das varandas” não pode ser sujeito, pois a expressão está precedida preposição. Logo, “colchas, toalhas e outros adereços” pendiam das varandas, sendo o termo, portanto, sujeito.

06. (F.C.Chagas/Analista/TRE-PE) O termo sublinhado em Sabe-se quão barbaramente os ingleses subjugaram os hindus exerce a função de ......, a mesma função sintática que é exercida por ...... na frase Cometeram-se incontáveis violências contra os hindus: Preenchem corretamente as lacunas do enunciado acima, respectivamente: a) objeto direto - os hindus. b) sujeito - os hindus c) sujeito - violências d) agente da passiva - os hindus e) agente da passiva - violências.

Resposta: C

O termo “os ingleses” funciona como sujeito sintático de “subjugaram”, observe que há traços de terceira -| 8 |-


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pessoa do plural em ambos. O “se” em “cometeram-se” é PA. Logo, o sujeito paciente é “incontáveis violências contra os hindus”.

07. (F.C.Chagas/Assessor/ALPB) Ninguém na família tocava qualquer instrumento. O elemento em destaque acima exerce a mesma função sintática que o elemento grifado em: a) Mas sei que veio firme... b) Eu não sei. c) ... o estudo, o desenvolvimento musical torna-se necessário. d) ... sanfoneiros itinerantes que passavam por Itabaiana... e) Eu digo isso porque eu também... Na frase base, o verbo “tocar” é transitivo direto, tendo como complemento um objeto direto; portanto, o termo destacado deve também ser um objeto direto. Em A, tem-se um predicativo do sujeito . Em B, tem-se um sujeito simples, expresso. Em C, tem-se um predicativo do sujeito. Em D, tem-se um pronome relativo com função de sujeito.

Resposta: E

Em E, tem-se um objeto direto, sendo, por isso, a resposta.

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08. (F.C.Chagas/Consultor/ALPB) O livro foi oferecido a todos os editores nacionais, de todos recebeu um não seco ... O segmento em destaque na frase acima exerce a mesma função sintática que o elemento grifado em: a) ... o que consolidou sem dúvida a posição do estreante ... b) ... quando não me deram o calado como resposta. c) Seu primeiro livro – Menino de engenho – é chave de uma obra ... d) O escritor mesmo, certa vez, em artigo de jornal, contou alguma coisa a respeito do livro de estreia ... e) ... que ficará definitivamente encerrado com o aparecimento de Usina, em 1936. Na frase base, o verbo “receber” é transitivo direto e indireto, portanto o termo destacado, como está preposicionado, funciona como objeto in direto. Em A, tem-se um objeto direto.

Resposta: B

Em B, tem-se um objeto indireto em forma pronominal; o verbo “dar” também é transitivo direto e indireto, sendo “o calado” objeto direto e o “me” objeto indireto. . Em C, tem-se adjunto adnominal. Em D, tem-se um adjunto adnominal. Em E, tem-se um predicativo do sujeito.

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09. (F.C.Chagas/Consultor/ALPB) Havia por esse tempo a revolução de São Paulo ... O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está empregado em: a) Seu primeiro livro − Menino de engenho − é chave de uma obra ... b) Uma edição de 2000 exemplares foi quase toda vendida no Rio. c) Confluíram em seus livros caminhos de diversas origens ... d) Daí por diante sua obra não conheceu interrupções maiores. e) Raízes do sangue e da terra, que vinham de João do Rego Cavalcanti e Amélia do Rego Cavalcanti, seus pais... Na frase base, o verbo “haver” é transitivo direto, portanto a forma verbal destacada deve também ser transitiva direta. Em A, tem-se um verbo de ligação. Em B, tem-se verbo de ligação. Em C, tem-se um verbo intransitivo.

Resposta: D

Em D, tem-se um verbo transitivo direto, pois apresenta como complemento um termo não preposicionado . Em E, tem-se um verbo intransitivo com complemento preposicionado .

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10. (F.C.Chagas/Agente/MPE-AM) Não existe neles beleza específica. A mesma função sintática do termo grifado acima está no segmento também grifado em: a) ... ela me parece colocar a poesia em sua real posição diante das outras artes... b) A comparação pode parecer orgulhosa... c) ... insistem filósofos, críticos e mesmo os próprios poetas... d) ... a de ser expressão verbal rítmica ao mundo informe de sensações, sentimentos e pressentimentos dos outros... e) Ele vive no vórtice dessas contradições, no eixo desses contrários. Na frase base, o verbo “existir” é intransitivo, portanto o termo destacado funciona como sujeito. Em A, tem-se um objeto direto. Em B, tem-se um predicativo do sujeito.

Resposta C

Em C, tem-se um sujeito invertido em relação ao verbo, tal qual ocorre na frase base. Em D, tem-se um complemento do nome “expressão”. Em E, tem-se um adjunto adverbial de lugar, tomado em sentido figurado.

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11. (F.C.Chagas/Técnico/MPE-AM) ... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o da frase acima se encontra em: a) A palavra direito, em português, vem de directum, do verbo latino dirigere... b) ... o Direito tem uma complexa função de gestão das sociedades... c) ... o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela justiça. d) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações da justiça... e) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o sentimento de justiça. Na frase base, o verbo “lidar” é transitivo indireto, portanto o termo destacado deve também ser transitivo indireto.

Resposta: A

Em A, tem-se um verbo transitivo indireto, tal qual ocorre na frase base; “de directum” funciona como objeto indireto do verbo “vir”, empregado no sentido de “originar-se”. Em B, tem-se um verbo transitivo direto. Em C, tem-se um verbo transitivo direto em forma de passiva analítica. Em D, tem-se um verbo transitivo direto. Em E, tem-se um verbo transitivo direto.

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12. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18ª R) A dificuldade mais monumental [...] provinha dos desafios técnicos do projeto... O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado acima está empregado em: a) Ele inventou um guindaste capaz de... b) ... os governantes da cidade italiana iniciavam uma empreitada épica... c) ... ele fazia seus projetos em código. d) Em outra ocasião, armou uma farsa para... e) O gênio de Brunelleschi residia em seu domínio da dinâmica dos materiais... Na frase base, o verbo “provir” é transitivo indireto, portanto o termo destacado deve também ser transitivo indireto ou um verbo intransitivo regido de complemento preposicionado, tal qual a FCC vem adotando como linha teórica. Em A, tem-se um verbo transitivo direto. Em B, tem-se um verbo transitivo direto. Em C, tem-se um verbo transitivo direto. Em D, tem-se um verbo transitivo direto.

Resposta: E

Em E, tem-se um verbo intransitivo regido de complemento preposicionado, o que condiz com a frase base. Lembrete: Para a FCC, termos preposicionados ligados ao verbo (objeto indireto e adjunto adverbial) têm a mesma natureza sintática, diferenciando-se dos complementos nominais (ligados ao nome) e dos objetos diretos (ligados a um verbo que não exige preposição).

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13. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18ª R) Algumas pessoas não atribuirão “consciência” a criatura alguma... O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está em: a) ... e que os “primitivos” africanos não lamentariam a terra natal e a família abandonadas à força... b) ... essa questão assume uma importância central... c) ... as expressões vocais e faciais desses parentes evolutivos próximos são semelhantes às nossas próprias reações... d) ... isso depende da definição escolhida. e) ... uma vez que a escravidão lhes assegurasse a sobrevivência do ponto de vista físico. Na frase base, o verbo “atribuir” é transitivo direto e indireto, portanto o termo destacado deve também ser transitivo direto e indireto. Em A, tem-se um verbo transitivo direto. Em B, tem-se um verbo transitivo direto. Em C, tem-se um verbo de ligação. Em D, tem-se um verbo transitivo indireto.

Resposta: E

Em E, tem-se um verbo transitivo direto e indireto, tal qual ocorre na frase base, sendo “lhes” objeto indireto e “a escravidão” objeto direto.

14. (F.C.Chagas/Técnico/TCE/CE) No segmento do texto a) não há limites para a insânia, o elemento sublinhado é o sujeito. b) desolado ante o espetáculo da humanidade, a expressão sublinhada tem o valor de em vista do. -| 15 |-


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c) d) e)

Eu próprio teria fornecido ao meu amigo umas ilustrações de insânia, a forma verbal está na voz passiva. rir de si mesmo é uma virtude, exemplifica-se um caso de oração sem sujeito. motivos não me faltam, o segmento sublinhado pode ser corretamente substituído por não há de me faltar.

Em A, tem-se que o verbo “haver”, com sentido existencial, forma oração é sem sujeito; o termo “para a insânia” funciona como complemento nominal.

Resposta correta: B

Em B, a expressão “ante o” tem valor de “em vista de”, sendo, portanto, equivalentes do ponto de vista semântico.. Em C, tem-se um tempo composto (ter/haver + particípio). Não se deve confundir com passiva (ser + particípio). A forma verbal composta aceita a passiva, mas a alternativa encontra-se na voz ativa. Em D, tem-se em “rir de si mesmo” um sujeito oracional. Em E, o verbo “haver”, não possuindo valor existencial, será flexionado conforme o sujeito, pois será verbo auxiliar (“Motivos não hão de me faltar”). Embora ocorra alteração de sentido, o comando exigiu a correção da frase, o que se atinge com o uso do verbo “haver”.

15. (F.C.Chagas/Técnico/TRE-RR) O jogador busca o sucesso pessoal ... A mesma relação sintática entre verbo e complemento, sublinhados acima, está em: a) É indiscutível que no mundo contemporâneo... -| 16 |-


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b) c) d) e)

... o futebol tem implicações e significações psicológicas coletivas ... ... e funciona como escape para as pressões do cotidiano. A solução para muitos é a reconversão em técnico ... ... que depende das qualidades pessoais de seus membros.

Na frase base, o verbo “buscar” é transitivo direto, portanto o termo destacado deve também ser transitivo direto. Em A, tem-se um verbo de ligação. Em B, tem-se um verbo transitivo indireto. Em C, tem-se um verbo de ligação.

Resposta: D

Em D, tem-se um verbo transitivo direto, sendo “implicações e significações psicológicas coletivas” objeto direto. Em E, tem-se um verbo intransitivo, seguido de adjunto adverbial de comparação.

16. (F.C.Chagas/Técnico/TRT-4ª R) E havia uma gramática... O verbo que possui o mesmo tipo de complemento que o verbo grifado acima está empregado em: a) João só será definitivo... b) Estão em toda parte. c) E não exigem nada. d) Eu sonho com um poema ... e) As pessoas atrapalham. Na frase base, o verbo “haver” é transitivo direto, portanto o termo destacado deve também ser transitivo direto. Em A, tem-se um verbo de ligação. Em B, tem-se -| 17 |-


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um verbo intransitivo, seguido de adjunto adverbial de lugar. Lembrete: Para o verbo “estar” ser verbo de ligação deveria vir acompanhado de predicativo do sujeito.

Resposta: C

Em C, tem-se um verbo transitivo direto, sendo “nada” complemento direto de “exigir”. Em D, tem-se um verbo transitivo indireto. Em E, tem-se um verbo intransitivo.

17. (F.C.Chagas/Analista/TRF-4ª R) Ambos os elementos sublinhados são exemplos de uma mesma função sintática na frase: a) Vários jovens já concluíram os estudos e reorganizaram a vida. b) “Virando a página” é uma iniciativa que deveria ser imitada por outras associações. c) Muitos desacreditaram de tais iniciativas. d) São atendidos jovens com idade entre 16 e 21 anos. e) Recebem atendimento multidisciplinar e acompanhamento jurídico.

Resposta correta – letra A

Em A, os dois termos exercem a mesma função sintática. A expressão “os estudos” funciona como objeto direto do verbo concluir; a expressão “a vida” funciona com objeto direto do verbo reorganizar. Em B, “iniciativa” é predicativo do sujeito; “por associações” é agente da passiva. Em C, o termo “muitos” funciona como sujeito; a expressão “de tais iniciativas” funciona como objeto indireto. Em D, o termo “jovens” funciona como sujeito; a expressão “com idade entre 16 e 21 anos” funciona como adjunto adnominal. Em E, “recebem” é um ver-| 18 |-


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bo transitivo direto, sendo “atendimento multidisciplinar” objeto direto, tendo como núcleo “atendimento” e como adjunto adnominal “multidisciplinar”.

18. (F.C.Chagas/Analista/TRT-13ª R) Recontar uma história alheia, para o cordelista e para o dramaturgo popular, é torná-la sua, porque existe na cultura popular a noção de que... Sem prejuízo da correção e do sentido original, e sem que nenhuma outra modificação seja feita na frase, o elemento sublinhado acima pode ser corretamente substituído por: a) ainda que. b) conquanto. c) à medida que. d) se bem que. e) na medida em que. Na frase base, o conector “porque” estabelece relação de causa entre as orações do período. Em A, o conector “ainda que” é concessivo. Em B, o conector “conquanto” é concessivo. Em C, o conector “à medida que” é proporcional. Em D, o conector “se bem que” é concessivo.

Resposta: E

Em E, o conector “Na medida em que” também é causal, tal qual ocorre na frase base do enunciado.

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19. (F.C.Chagas/Analista/TRT-13ª R) A infância passada no sertão familiarizou o futuro escritor e dramaturgo com temas e... ( 06/06) O verbo que, no contexto, exige o mesmo tipo de complemento que o grifado na frase acima está empregado em: a) O caldo cultural do Nordeste (...) foi primordial na formação do paraibano Ariano Suassuna. b) ...levar o teatro ao povo por meio de apresentações... c) ...que remonta aos autos medievais... d) ...existe na cultura popular a noção de que a história... e) ...surgiu no Nordeste a chamada literatura de cordel. Na frase base, o verbo “familiarizar” é transitivo direto e indireto. Em A, tem-se um verbo de ligação, sendo “primordial” predicativo do sujeito .

Resposta: B

Em B, tem-se um verbo transitivo direto e indireto, tal qual ocorre no enunciado, sendo “o teatro” objeto direto e “ao povo” objeto indireto. Em C, tem-se um verbo transitivo indireto, sendo “aos autos” objeto indireto. Em D, tem-se um verbo intransitivo, sendo “na cultura popular” adjunto adverbial de lugar. Em E, tem-se um verbo intransitivo, sendo “no Nordeste” adjunto adverbial de lugar.

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20. (F.C.Chagas/Analista/TJ-AP) ...os supostos da modernidade (...) dependem, para se materializarem, da força do Judiciário... O verbo que possui, no contexto, o mesmo tipo de complemento que o sublinhado acima está empregado em: a) ...os preceitos da igualdade prevaleçam na realidade concreta. b) ...carregando em uma das mãos uma balança... c) O justo não é mais correspondente à função... d) ... e vive da desigualdade... e) ... que ocorreram da Antiguidade grega até nossos dias. Na frase base, o verbo “depender” é transitivo indireto, portanto o termo destacado deve também ser transitivo indireto. Em A, tem-se um verbo intransitivo. Em B, tem-se um verbo transitivo direto. Em C, tem-se um verbo de ligação.

Resposta: D

Em D, tem-se um verbo transitivo indireto. Lembrete: Viver normalmente é verbo intransitivo, contudo, nessa alternativa, vive-se de alguma coisa (OI). Exemplo: Ele vive (VTI) de renda (OI). ≠ Ele vive (VI) na rua (adj. adv.). Em E, tem-se um verbo intransitivo.

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21. (F.C.Chagas/Analista/TCE-GO) ... que enfatizam o caráter alienante das consciências... O verbo que, no contexto, possui o mesmo tipo de complemento do sublinhado acima está empregado em: a) ... haveria tipos diferentes de produtos de massa... b) Surgiria uma cultura de massas... c) Poucos hoje discordariam de que... d) Não que a cultura de massa fosse necessariamente igual... e) ... o mundo todo passa pelo “filtro da indústria cultural”... Na frase base, enfatizar é um verbo transitivo direto, sendo “o caráter alienante das consciências” objeto indireto.

Resposta: A

Em A, “haver” com valor existencial é transitivo direto e forma oração sem sujeito. Em B, o verbo “surgir” é intransitivo, havendo inversão do sujeito. Em C, o verbo “discordar” é transitivo indireto. Em D, o verbo “ser” é de ligação, sendo “necessariamente igual” predicativo do sujeito. Em E, o verbo “passar” é transitivo indireto.

22. (F.C.Chagas/Analista/TCE-GO) Já o sequestro do carbono contribui para diminuir a emissão... O elemento que, no contexto, exerce a mesma função sintática que o grifado acima está também grifado em: a) Ao viajar pelo estado... b) O cerrado, vegetação seca que cobre o estado de Goiás... -| 22 |-


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c) d) e)

... quando se vê em um pasto imenso, lá no meio, a coloração viva do ipê. ... essa vegetação vem sofrendo com o avanço das monoculturas. Para o professor, a monocultura é a maior vilã da terra.

Na frase base, o termo destacado funciona como sujeito sintático do verbo “contribuir”. Em A, “pelo estado” funciona como adjunto adverbial de lugar. Em B, “o estado de Goiás” funciona como objeto direto do verbo “cobrir”.

Resposta: C

Como a partícula “se” funciona como partícula apassivadora, o termo “a coloração viva do ipê” funciona como sujeito, tal qual como ocorre na frase base do enunciado. Em D, o termo “com o avanço das monoculturas” funciona como adjunto adverbial de causa, pois o verbo “sofrer” é intransitivo. A expressão “para o professora” é um adjunto adverbial de limitação/restrição.

23. (F.C.Chagas/Analista/TCE-GO) Entretanto, essa vegetação vem sofrendo com o avanço das monoculturas. Mantendo-se a correção e a o sentido, a conjunção sublinhada acima NÃO pode ser substituída por: a) No entanto b) Todavia c) Nada obstante d) Contudo e) Conquanto -| 23 |-


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Na frase base, o conector “entretanto” é coordenativo adversativo e é utilizado como verbos no modo indicativo. Em A, B, C e D, os conectores “no entanto”, “todavia”, “nada obstante” e “contudo” também são conjunções coordenadas adversativas.

Resposta: E

Em E, a conjunção “conquanto” é subordinativa concessiva, exigindo, portanto, verbo no modo subjuntivo.

24. (F.C.Chagas/Analista/TRT-19ª R) Desses ateliês saíram alguns dos artistas mais criativos... O segmento cujo verbo possui, no contexto, o mesmo tipo de complemento do grifado acima é: a) ...sua visão da doença mental diferia da aceita por seus companheiros... b) ... em que os problemas insolúveis arrefeciam. c) ... a loucura era um processo progressivo de degenerescência... d) ... e inventou outro caminho... e) ... o doente se tornou sujeito criador, personalidade livre... Na frase base, o verbo “sair” é intransitivo, sendo “desses ateliês” adjunto adverbial de lugar e “alguns dos artistas mais criativos” sujeito deslocado em relação ao verbo. Nas alternativas, seguindo os padrões da FCC, o candidato deve procurar um verbo com complemento preposicionado, podendo ser um adjunto adverbial preposicionado ou um objeto indireto.

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Resposta: A Em A, o verbo “diferir” é transitivo indireto, tendo “da aceita por seus companheiros” como objeto indireto. Embora seja incomum, a FCC considera a associação correta, ou seja, aceita como complementos de mesma natureza objetos indiretos e adjuntos adverbiais preposicionados – como ocorre nesta questão. Em B, o verbo “arrefecer” é intransitivo e não apresenta adjuntos. Em C, o verbo “ser” é de ligação, tendo “um processo progressivo” como predicativo do sujeito. Em D, o verbo “inventar” é transitivo direto. Em E, o verbo “tornar-se” é de ligação, sendo “o doente” sujeito sintático e “sujeito criador, personalidade livre” predicativo do sujeito.

25. (F.C.Chagas/Analista/MANAUSPREV) Considere: Análises abrangentes mostram numerosas oportunidades para a harmonização... O segmento sublinhado que exerce, no contexto, a mesma função sintática que a do sublinhado acima está em: a) Podemos também revelar muitos outros segredos ainda bem guardados... b) ... porque cada organismo seu, entre trilhões, é uma maravilha de miniaturização e automação. c) ... podemos agregar inteligência à ocupação... d) Dentro das folhas ainda existem condições semelhantes e) ... determinando e regulando fluxos de substâncias e energias Na frase base, o termo destacado funciona como sujeito sintático. Em A, a expressão “bem guardados” funciona como predicativo do objeto. Em B, “entre trilhões” fun-| 25 |-


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ciona como adjunto adverbial de relativização. Em C, o termo “inteligência” funciona como objeto direto.

Resposta: D

Em D, a frase está invertida do ponto de vista sintático, sendo “existir” um verbo intransitivo e “condições semelhantes” sujeito sintático. Em E, a expressão “fluxos de substância” funciona como objeto direto do verbo “regular”.

26. (F.C.Chagas/Analista/MANAUSPREV) A poética de recriação do cosmo pela artista, que para a sua elaboração prescinde da intencionalidade... O verbo que, no contexto, possui o mesmo tipo de complemento que o sublinhado acima está empregado em: a) ... as obras desta artista antecipam, pela intuição artística, imagens do espaço cósmico... b) ... propicia uma dupla experiência... c) ... Tomie Ohtake desembarcou no Brasil... d) ... quando expôs suas gravuras na Bienal de Veneza de 1972... e) ... incita a reflexão, num movimento primordial de subjetivação... Na frase base, o verbo “prescindir” é transitivo indireto, sendo “da intencionalidade” objeto indireto. Em A, “antecipar” é verbo transitivo direto, sendo “imagens cósmicas” objeto direto. Em B, “propiciar” é transitivo direto, sendo “uma dupla experiência” objeto direto.

Resposta: C

Em C, o verbo “desembarcar” é intransitivo, tendo “no -| 26 |-


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Brasil” como adjunto adverbial de lugar preposicionado. Embora seja incomum, a FCC considera a associação correta, ou seja, aceita como complementos de mesma natureza objetos indiretos e adjuntos adverbiais preposicionados – como ocorre nesta questão. Em D, “expor” é verbo transitivo direto, sendo “suas gravuras” objeto direto. Em E, “incitar” é transitivo direto, sendo “a reflexão” objeto direto.

27. (F.C.Chagas/Analista/PGE-BA) Está adequadamente empregado o elemento grifado na seguinte frase: a) O respeito de que se cercou a posição do antropólogo Lévi-Strauss permanece vivo até hoje. b) Não se deve julgar primitivos aqueles a quem não concordamos por defenderem diferentes pontos de vista. c) O pensamento de Lévi-Straus, de cujo é tributária a antropologia moderna, segue desafiando muitos paradigmas. d) Impressiona a perseverança à qual antigas culturas se agarraram aos valores que lhes eram próprios. e) Hoje é notória a impropriedade de certos conceitos, em cuja denúncia Lévi-Strauss foi o responsável.

Resposta correta – letra A

Em A, o termo “cercar” exige a preposição “de”, logo a forma correta seria “de que“, tal como ocorre na frase. Em B, o termo “concordar” exige a preposição “com”, logo a forma correta seria “com quem “. Em C, não é possível o uso do pronome relativo “cujo”, pois não há ideia de posse. O pronome “cujo” deve vir entre dois -| 27 |-


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substantivos, sendo, por isso, inviabilizado seu uso pelo verbo ser (é). O pronome correto seria “que” (=de que é tributária”). Em D, o termo exige a preposição “com”, pois sugere modo, logo a forma correta seria “com que“ ou “com a qual”. Em E, o termo “responsável” exige a preposição “por”, logo a forma correta seria “por cuja“.

28. (F.C.Chagas/Analista/PGE-BA) Diante de antigas culturas, Lévi-Strauss defendeu o relativismo cultural, definindo o relativismo cultural como uma atitude de respeito para com as sociedades ditas primitivas, considerando essas sociedades resistentes às mudanças que desfigurariam essas sociedades. Evitam-se as viciosas repetições da frase acima substituindo-se os elementos sublinhados, na ordem dada, por: a) definindo-as - considerando-as - desfigurariam-nas b) definindo-lhe - as considerando - lhes desfigurariam c) definindo-o - considerando-lhes - as desfigurariam d) o definindo - as considerando - desfigurariam-lhes e) definindo-o - considerando-as - as desfigurariam.

Resposta: E

Em relação ao verbo “definir”, a colocação deve ser enclítica em função da vírgula (havendo vírgula, evita-se a próclise). Em relação ao verbo “considerar”, a colocação também deve ser enclítica em função da vírgula. Em relação ao verbo “desfigurar”, o pronome deve ser proclítico, pois há termo atrativo (pronome relativo).

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29. (F.C.Chagas/Assistente/PGE-BA) Os pronomes estão empregados corretamente em: a) Se observa muita falta de educação nos ônibus onde, muitas vezes, se desrespeita o direito de os passageiros viajarem em paz. b) Observa-se muita falta de educação nos ônibus onde desrespeita-se, muitas vezes, o direito de os passageiros viajarem em paz. c) Se observa muita falta de educação nos ônibus onde, muitas vezes, não respeita-se o direito de os passageiros viajarem em paz. d) Se observa muita falta de educação nos ônibus em que não respeita-se, muitas vezes, o direito de os passageiros viajarem em paz. e) Observa-se muita falta de educação nos ônibus em que, muitas vezes, não se respeita o direito de os passageiros viajarem em paz. Em A, a forma correta é “Observa-se”, pois não se usa próclise no início de frase. Em B, a forma correta é “se desrespeita”, pois onde, pronome atrativo, impõe a colocação proclítica. Em C e D, ocorrem os erros das letras A e B, combinados.

Resposta: E Observa-se (ênclise obrigatória) /não se respeita (próclise obrigatória – palavra de sentido negativo).

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30. (F.C.Chagas/Assistente/PGE-BA) Os pronomes de tratamento estão empregados corretamente em: a) Espera-se que, no Brasil, Sua Santidade, o Papa Francisco, seja recebido, com o devido respeito, pelos jovens. b) O advogado assim se pronunciou perante o juiz: − Peço a Vossa Senhoria que ouça o depoimento desta nova testemunha. c) Senhor Chefe do Departamento de Pessoal, dirijo-me a Vossa Excelência, para solicitar o abono de minhas faltas. d) Vossa Majestade, a rainha da Inglaterra, foi homenageada por ocasião do aniversário de seu reinado. e) Refiro-me ao Ilustríssimo Senhor, Cardeal de Brasília, ao enviar-lhe as notícias do Conclave.

Resposta correta – letra A

Em A, fala-se a respeito do Papa, logo o pronome de tratamento “Sua Santidade” está correto. Usase Vossa para se falar diretamente com a pessoa e “Sua” para se falar “sobre” a pessoa. Em B, o pronome de tratamento está inadequado ( Juiz → Vossa Excelência). Em C, o pronome de tratamento está inadequado (Chefe de Departamento de Pessoal → Vossa Senhoria). Lembrete: Vossa Excelência é o pronome usado apenas para altas autoridades do poder executivo, do poder legislativo e do poder judiciário, normalmente representados pelos cargos eletivos e pelas altas autoridades militares. Em D, o pronome de tratamento está inadequado (Rainha da Inglaterra → Vossa Majestade – para referências diretas e Sua Majestade – para referências sobre -| 30 |-


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a pessoa). Em E, o pronome de tratamento está inadequado (Cardeal de Brasília → Vossa Eminência). Lembrete: Não se usam mais as formas “Ilustríssimo” e “Digníssimo”.

31. (F.C.Chagas/Assistente/PGE-BA) Considere: Os passageiros do ônibus ...... as muitas pessoas viajavam, tinham ...... celulares que ficavam ligados. Usavam ...... aparelhos para falar em voz alta com os amigos, perturbando os que desejavam viajar em paz; ...... perdiam o sossego e ...... os ignoravam. Preenchem, adequadamente, as respectivas lacunas do texto, os seguintes pronomes: a) onde - delas - tais - estes - aqueles b) no qual - delas - esses - aqueles - estes c) que - seus - esses - eles - aqueles d) em que - seus - esses - estes - aqueles e) cujas - delas - tais - aqueles - esses

Resposta: D

Em D, as formas “em que”, “seus”, “esses”, “estes” e “aqueles” completam corretamente as lacunas. Nos pronomes demonstrativos usados em uma enumeração, o último elemento será retomado por “este” (e variações); o intermediário deve ser retomado por “esse” (e variações); o primeiro elemento deve ser retomado por “aquele” (e variações). Caso não haja elemento intermediário, usa-se “esse” (e variações). A expressão “em que” se deve à função de adjunto adverbial de lugar do termo, sendo igualmente correto, no contexto, o uso de “onde”. O pronome possessivo “seus” foi usado com referência á terceira pessoa do discurso. -| 31 |-


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32. (F.C.Chagas/Analista/TRT-12R) As informações sensíveis a que temos acesso, embora restritas, não comprometeram nossa sobrevivência no laboratório da vida. Mantendo-se a correção e a lógica, sem que nenhuma outra alteração seja feita na frase acima, o elemento sublinhado pode ser corretamente substituído por: a) conquanto. b) contanto que. c) entretanto. d) porém. e) no entanto. Na frase base, o conector “embora” é subordinativo concessivo.

Resposta: A

O conector “conquanto”, em A, é subordinativo concessivo, tal qual ocorre na frase de referência. Em B, o conector é condicional. Em C, o conector é coordenativo adversativo, como ocorre também nas alternativas D e E.

33. (F.C.Chagas/Agente/MPE-AM) Identifica-se noção de causa no segmento grifado em: a) ... por ser tão eficiente na economia, a lógica econômica está invadindo todos os outros domínios da vida em sociedade. b) ... sem que tenhamos decidido que é para ser assim, nos faz mudar de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado. c) Felizmente ainda não, mas estamos a caminho. -| 32 |-


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d)

... em que os valores sociais, a vida em família, a natureza, a educação, a saúde, até os direitos cívicos podem ser comprados e vendidos. e) ... com todos os seus defeitos, o mercado ainda é a forma mais eficiente de organizar a produção....

Resposta: A

Em A, “por ser tão eficiente na economia”, a lógica econômica está invadindo todos os outros domínios da vida em sociedade, logo a ideia é de causa. A estrutura “por + infinitivo” sugere ideia de causa. Em B, “sem que tenhamos decidido que é para ser assim, nos faz mudar de uma economia de mercado para uma sociedade”, portanto a ideia é de modo. Em “Felizmente ainda não, mas estamos a caminho.”, o conector “mas” é uma conjunção coordenada adversativa, logo a ideia de adversidade. Em C, a expressão “em que os valores sociais, a vida em família, a natureza, a educação, a saúde, até os direitos cívicos podem ser comprados e vendidos” apresenta o vocábulo “até” com ideia de inclusão . Em E, na expressão “.com todos os seus defeitos, o mercado ainda e a forma mais eficiente de organizar a produção”, há uma ideia de concessão, estabelecida pelo conector “apesar de”.

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34. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18R) Suas telas, se não eram destruídas ou vilipendiadas, eram guardadas... Preservando-se o sentido original, o elemento sublinhado acima pode ser corretamente substituído por a) embora. b) como. c) quando. d) desde que. e) caso. O “se”, no segmento “Suas telas se não eram destruídas ou vilipendiadas, eram guardadas..”, não é propriamente uma conjunção condicional, pois o verbo está no modo indicativo (verbo ser no pretérito imperfeito do indicativo – eram destruídas, eram vilipendiadas, eram guardadas). Nesse caso, o conector estabelece relação de alternância. Para ser condicional, deve haver um verbo no subjuntivo. Em A, o conector “embora” tem valor concessivo. Em B, o conector “se” estabelece relação de causa e equivale a “já que”.

Resposta: C

O conector “quando” não exprime, na frase de que faz parte, ideia de tempo. Trata-se de uma relação de alternância com caráter de exclusão. Em D, o conector é temporal. Em E, o conector “caso” não admite verbo no indicativo e também estabelece relação de condição, opondo-se ao sentido do conector “se” na frase base.

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35. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18R) A dificuldade mais monumental, contudo, provinha dos desafios técnicos do projeto... Sem que nenhuma outra alteração seja feita, mantêm-se o sentido e a correção da frase acima, caso se substitua o elemento sublinhado por a) haja vista. b) conquanto. c) todavia. d) porquanto. e) apesar disso. Na frase base, o conector “contudo” é coordenativo adversativo. Em A, a expressão “haja vista” exprime ideia de causa. Em B, a conjunção subordinativa “conquanto” tem valor concessivo.

Resposta: C

Em C, o conector “todavia” tem valor adversativo e introduz orações coordenadas independentes entre si, tal qual ocorre no enunciado. Em D, o conector “porquanto” é causal. Em E, a expressão “apesar disso” sugere concessão.

36. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18R) Não acredito que muitas pessoas sustentem nos dias de hoje uma versão tão forte da posição cartesiana, mas a tradição de se considerar os animais “inferiores” como “menos capazes de sentir” certamente persiste como um paliativo que ajuda a justificar nossa rapacidade − do mesmo modo como os nossos ancestrais racistas argumentavam que os “insensíveis” índios eram incapazes de experimentar alguma forma de -| 35 |-


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dor conceitual ou filosófica pela perda de seu ambiente ou modo de vida (desde que os territórios reservados suprissem suas necessidades corporais de alimento e segurança), e que os “primitivos” africanos não lamentariam a terra natal e a família abandonadas à força uma vez que a escravidão lhes assegurasse a sobrevivência do ponto de vista físico. Mantém-se clara e correta a redação da frase acima caso, sem qualquer outra alteração, os elementos sublinhados sejam substituídos, respectivamente, por: a) embora − de modo que b) contudo − contanto que c) conquanto − porquanto d) embora − contanto que e) porém − antes que No texto base, o conector “mas” é uma conjunção adversativa e equivale a contudo, todavia, porém. O conector “desde que” é condicional na frase de que faz parte. Em A, o conector “embora” é concessivo, ao passo que “de modo que” é consecutivo.

Resposta: B

O conector “contudo” é adversativo e o conector “contanto que” condicional, tal qual ocorre na frase base. Em C, “conquanto” é concessivo” e “porquanto” é causal. Em D, “embora” é concessivo e “contanto que” é condicional. Em E, “porém” é adversativo, ao passo que “antes que” tem enfoque temporal.

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37. (F.C.Chagas/Auditor/SEFAZ-PE) Não obstante, se não houvesse nele profundidade de pensamento, lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público. Na frase acima, a oração subordinada grifada tem valor a) condicional. b) conformativo. c) adversativo. d) concessivo. e) explicativo. No trecho “Não obstante se não houvesse nele profundidade de pensamento, lirismo, ternura, seria levado por esse processo de criação à vulgaridade dos artistas medíocres que condescendem com o fácil gosto do público.”, o conector “se” tem valor condicional – observe que o verbo “haver” está empregado no modo subjuntivo.

Resposta: A

Se – conjunção condicional.

38. (F.C.Chagas/Técnico/MPE-SE) Quando os executivos, apesar de terem frequentado vários cursos, alegam as dificuldades do uso da norma culta do português, porque a língua é complexa, não podem ignorar a necessidade de se expressarem com a devida correção gramatical, para obterem melhor desempenho profissional e, se possível, conseguirem o sucesso em suas carreiras. O segmento em destaque expressa, no contexto, a ideia de a) condição. -| 37 |-


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b) permissão. c) causa. d) finalidade. e) consequência. O segmento “para obterem melhor desempenho profissional”, no trecho que compõe o enunciado, exprime ideia de finalidade. Observa-se que a oração pode ser desenvolvida da seguinte forma: “para que se obtenha melhor desempenho profissional”.

39. (F.C.Chagas/Oficial/DPE-SP) É claro que, à medida que nosso corpo, nosso cérebro e nossas ferramentas evoluíam, evoluiu também nossa habilidade de modificar radicalmente o ambiente. A noção introduzida pelo segmento grifado é de a) consequência. b) proporcionalidade. c) finalidade. d) temporalidade. e) explicação. A expressão “à medida que” exprime ideia de proporção.

Resposta: B

Lembrete: Não confunda “na medida em que”, que dá ideia de causa, com “à medida que”, que dá ideia de proporção.

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40. (F.C.Chagas/Analista/TJ-RJ) Nascidas do povo mais

humilde do Brasil, as Escolas afirmam a vocação dos brasileiros, de todos os brasileiros, para a grandeza. A oração grifada acima tem sentido ...... e, ao reescrevêla com o emprego da conjunção adequada, a oração resultante deverá iniciar-se por ...... . As lacunas estarão corretamente preenchidas, respectivamente, por: a) final - Para que tivessem nascido b) temporal - Enquanto tinham nascido c) concessivo - Ainda que tenham nascido d) consecutivo - Desde que tenham nascido e) condicional - Caso tenham nascido Na frase base, a ideia vai do particular (“povo mais humilde”) para o geral (“dos brasileiros”, “de todos os brasileiros”), o que confere ao trecho ideia de concessão: embora/ainda que/conquanto tenha nascido dos mais humildes, as Escolas afirmam a vocação de todos. Em A, o conector é final – para que tivessem nascido. Em B, o conector é temporal – enquanto tinham nascido.

Resposta: C

Em C, o conector é concessivo – ainda que tenham assim como ocorre na alternativa E, caso tenham nascido.

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41. (F.C.Chagas/Técnico/TRT-2R) Não há dúvida de que leitores, ouvintes e espectadores seguem suas preferências ao fazer uso dos meios de comunicação: querem se divertir ou se distrair, querem se informar ou tomar parte em debates públicos. Considerando o trecho acima, é INCORRETO afirmar: a) A oração principal do período é Não há dúvida. b) A oração subordinada de que leitores, ouvintes e espectadores seguem suas preferências tem função sintática de objeto indireto. c) As orações que se seguem aos dois-pontos constituem um conjunto de quatro orações coordenadas, formando dois grupos de orações de sentido alternativo. d) A oração ao fazer uso dos meios de comunicação denota noção de tempo, sendo equivalente a quando fazem uso. e) O sujeito de querem – verbo repetido nas orações após os dois-pontos – está anteriormente expresso numa das orações subordinadas do período. No trecho “Não há dúvida/ de que os leitores, ouvintes e espectadores seguem suas preferências”, o vocábulo “dúvida” se classifica como substantivo abstrato, logo a oração só pode ser completiva nominal. Nesse caso, a resposta da questão é a letra B. As demais afirmativas estão corretas.

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42. (F.C.Chagas/Analista/TRT-12ª R) A frase em que o elemento sublinhado NÃO é um pronome está em: a) As informações sensíveis a que temos acesso... b) Mas o que aconteceria se tivéssemos de passar a lidar… c) O mais provável é que essa súbita mutação... d) ... uma fração diminuta do que há. e) Os órgãos sensoriais que nos ligam ao mundo... Em A, o vocábulo “que” é um pronome relativo. Em B, trata-se de um pronome um pronome interrogativo.

Resposta: C

O vocábulo “que” é uma conjunção integrante, introduzindo uma oração subordinada substantiva predicativa. Em D, há uma sequência de pronome demonstrativo e pronome relativo (caso DR – “uma fração diminuta daquilo que há“). Em E, o vocábulo “que” é pronome relativo.

43. (F.C.Chagas/Analista/TRT-12ª R) ... que merecia o primeiro lugar... O tempo haveria de corrigir esse equívoco... ... deve ter ultrapassado a capacidade de apreciação do júri... A substituição dos elementos sublinhados pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi efetuada de modo correto, respectivamente, em: a) que lhe merecia − O tempo haveria de corrigi-lo − deve ter-lhe ultrapassado b) que o merecia − O tempo haveria de corrigi-lo − deve tê-la ultrapassado -| 41 |-


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c) d) e)

que merecia-o − O tempo haveria de corrigir-lhe − deve ter-lhe ultrapassado que merecia-lhe − O tempo haveria de o corrigir − deve ter ultrapassado-a que o merecia − O tempo haveria de lhe corrigir − deve ter ultrapassado-na

Em A, o vocábulo “que” obriga o uso da próclise.

Resposta: B

Não há erro de colocação. Em C, o vocábulo “que” novamente impõe colocação proclítica. Em D, além de haver palavra atrativa, não se usa ênclise com particípio. Em E, a frase está errada, pois não se usa ênclise com particípio.

44. (F.C.Chagas/Analista/TRT-12ª R) gerou um híbrido estranho − estremecem a metálica estrutura − perturbam a frieza do blindado maquinomem Substituindo-se os elementos grifados acima por um pronome, com os necessários ajustes, o resultado correto será, respectivamente: a) gerou-o − estremecem-na − perturbam-lhe a frieza b) o gerou − estremecem-a − perturbam-no a frieza c) gerou-lhe − estremecem-na − o perturbam a frieza d) gerou-no − estremecem-lhe − perturbam-o a frieza e) gerou-lhe − lhe estremecem − perturbam-no a frieza

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Os dois primeiros segmentos destacados (“gerou um híbrido estranho” – estremecem a metálica estrutura”) não estão regidos de preposição e funcionam, sintaticamente, como objetos diretos. Nesse caso, seria indevido substituir qualquer um dos dois termos por “lhe”. O termo “do blindado maquinomem” é regido de preposição, devendo ser substituído por “lhe”.

Resposta: A

Gerou-o / estremecem-na / perturbam-lhe a frieza.

45. (F.C.Chagas/Técnico/MPE-AM) ... para a solidão em que vive cada um de nós... O segmento grifado acima preencherá corretamente a lacuna da frase: a) Muitas obras, ...... se regozijam os leitores mais exigentes, nem sempre se transformam em sucesso de vendas. b) A leitura aguça o espírito crítico do leitor, e também ensina e distrai, levando-o a um mundo de fantasias ...... não se esgotam. c) Alguns temas ...... os leitores se reportam são encontrados frequentemente em obras direcionadas para uma leitura rápida e superficial. d) O gosto da leitura é completo quando os leitores se identificam com as ideias do autor em boa parte daquilo ...... eles também creem. e) Os autores ...... estamos falando são aqueles que se preocupam em estabelecer uma real comunicação com seu leitor. -| 43 |-


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Na frase base, a expressão empregada está regida da preposição “em”. Em A, a forma verbal “regozijar” exige a preposição “com”, logo a expressão correta é “com que”. Em B, a forma “que” exerce função de sujeito, portanto não exige a preposição, logo o correto seria apenas “que”. Em C, a forma “reportar” exige a preposição “a”, logo o correto seria “a que”.

Resposta: D

Em D, a forma “crer” exige a preposição “em”, logo o correto seria “em que”. Em E, a forma “faltar” exige a preposição “de”, logo o correto seria “de que”.

46. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18ª R) ... embutir ao longo dos oito lados da cúpula nove anéis circulares horizontais − referência aos círculos que compõem o Paraíso na Divina Comédia de Dante Alighieri. Os anéis neutralizam as forças de tensão... Fazendo-se as alterações necessárias, os segmentos sublinhados acima foram corretamente substituídos por um pronome, na ordem dada, em: a) os embutir - compõem-lhe - as neutralizam b) embuti-los - compõem-no - neutralizam-nas c) embutir-lhes - o compõem - lhe neutralizam d) embuti-los - lhe compõem - as neutralizam e) embutir-lhes - compõem-o - neutralizam-nas. A primeira expressão destacada (“nove anéis circulares horizontais”) não está regida de preposição, logo não se pode empregar o pronome “lhes”. No segundo trecho (referência aos círculos que compõem o Paraíso na Divina Comédia de Dante -| 44 |-


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Alighieri), o termo destacado também não está regido de preposição, portanto não admite “lhe”. Ambos funcionam objetos diretos, inviabilizando o uso de “lhe/lhes”. No trecho “Os anéis neutralizam as forças de tensão“, o mesmo ocorre – tata-se de um objeto direto, impossibilitando o uso de “lhes → Embuti-los / o compõem (compõem-no – FCC) / neutralizam-nas. Por eliminação, chega-se à letra B.

Resposta: B

Embuti-los – compõem-no – neutralizam-nas.

47. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18ª R) tão gostoso pronunciar este nome – sentimento de quem abençoa a vida – Opõe à morte aleluias festivas A substituição dos elementos grifados acima pelos pronomes correspondentes, com os necessários ajustes, foi realizada corretamente em: a) tão gostoso pronunciá-lo − sentimento de quem a abençoa − Opõe-lhe aleluias festivas b) tão gostoso pronunciar-lhe − sentimento de quem abençoa-a − Lhe opõe aleluias festivas c) tão gostoso pronunciá-lo − sentimento de quem abençoa-lhe − Opõe-na aleluias festivas d) tão gostoso o pronunciar − sentimento de quem a abençoa − A opõe aleluias festivas e) tão gostoso lhe pronunciar − sentimento de quem lhe abençoa − Opõe-na aleluias festivas O verbo “ pronunciar” é transitivo direto, não admitindo como complemento as formas lhe/lhes. Como tal verbo está no infinitivo, seria possível -| 45 |-


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empregar a próclise ou a ênclise (pronunciá-lo ou o pronunciar). O verbo abençoar é transitivo direto, por isso não admite as formas lhe/lhes. Como o pronome “quem” atrai a forma pronominal átona, só seria possível colocá-lo em próclise ( de quem a abençoa). O verbo “opor” é transitivo direto e indireto, estando destacado seu complemento indireto. Logo, o correto seria o uso de “lhe” em posição enclítica, pois não se inicia frase com pronome oblíquo (Opõe-lhe).

Resposta: A

Em A, no trecho “sem levar em consideração os rótulos”, seria possível usar tanto a próclise quanto a ênclise, pois o verbo “levar” está no infinitivo impessoal. Em B, em “capaz de abstrair um conceito geral”, o mesmo ocorre. Em C, como não se inicia frase com pronome oblíquo, usa-se “suprissem-nas”. Em D, o verbo é transitivo direto e indireto, sendo “a criaturas” o objeto indireto, podendo, por isso, ser substituído por “lhes”. Em E, o vocábulo “que” obriga o uso da próclise, sendo o correto “que os reconhece”, já que o verbo “reconhecer” é transitivo direto e não admite o pronome “lhes”.

48. (F.C.Chagas/Assistente/PGE-BA) Considere: Ao comparar o processo de avaliação do ensino brasileiro ...... estranha narrativa de Borges, o autor visa ...... despertar os responsáveis para os males de uma educação que se acomoda ...... condições mínimas estabelecidas para o funcionamento das instituições. Para ele, é fundamental que ...... instituições se adequem ...... necessidades das mudanças sociais e ...... metas do crescimento econômico. -| 46 |-


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A alternativa que completa corretamente as lacunas é a) à - a - às - as - às - às b) a - à - às - as - às - às c) à - à - as - às - as - as d) a - a - às - as - a - a e) à - a - as - às - à - as O verbo “comparar” é transitivo direto e indireto, sendo “ estranha narrativa de Borges” seu objeto indireto. Como o núcleo deste objeto é feminino, haverá crase. Antes do verbo “depara”, a crase será proibida, pois não se usa crase antes de verbo. O verbo “acomodar-se”, pronominal, é transitivo indireto, regido pela preposição “a”, logo haverá crase, pois o termo “condições mínimas” é feminino. Antes de “instituições”, a crase será proibida, pois o termo funciona sintaticamente como sujeito. Já as duas lacunas seguintes introduzem complementos indiretos do verbo “adequar-se”, pronominal e transitivo indireto. Como são termos femininos e estão em estrutura paralelística, a crase será obrigatória em ambas.

Resposta: A

à – a – às – as – às – às.

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49. (F.C.Chagas/Analista/TRT-12R) No trabalho em equipe, respeito ...... diretrizes é essencial, mas muitos profissionais decidem ignorar ...... regras e tomam decisões de acordo com o que acham melhor. A resistência em aceitar regras geralmente está ligada ...... adoção de novos procedimentos e sistemas. (Adaptado de: revistaalfa.abril.com.br) Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: a) às − as − à b) as − as − à c) as − às − à d) às − às − a e) as − às − a O nome “respeito” exige a preposição “a”. Como está seguido de termo feminino precedido de artigo plural, haverá crase. Já o verbo “ignorar’ é transitivo direto, não podendo, portanto, ser regido de preposição. Logo, não haverá crase. O particípio “ligada” exige a preposição “a”, sendo a crase obrigatória, pois o termo seguinte é feminino.

Resposta: A às – as – à.

50. (F.C.Chagas/Analista/TRT-12R) Entre as capitais brasileiras, somente o Rio de Janeiro é palco ...... altura de Florianópolis na diversidade das belezas naturais. Com 400 mil habitantes, a cidade começa no continente e toma ...... imensa Ilha de Santa Catarina, com cerca de 60 km de -| 48 |-


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extensão, o que faz com que sejam longas as distâncias de uma praia ...... outra. (Adaptado de: www.viagem.uol.com.br) Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, na ordem dada: a) à − à − a b) à − a − a c) a − à − à d) a − a − à e) à − à – à Na expressão “à altura” ocorre crase, independentemente da regência, por se tratar de um adjunto adverbial feminino. Na segunda lacuna, o verbo “tomar” é transitivo direto, não exigindo preposição, logo, não haverá crase. Na terceira lacuna, trata-se de um correlato introduzido pela preposição “de”, portanto se deve usar “a”, sem crase.

51. (F.C.Chagas/Agente/MPE-AM) O sinal indicativo de crase deverá ser mantido se a palavra vida for substituída por: a) toda circunstância que nos faça felizes. b) muitas coisas boas que a vida nos oferece. c) que seja possível a obtenção do sucesso. d) contingência de viver que recebemos ao nascer. e) investir em nossa realização pessoal. Em A, a crase é proibida porque “toda” é pronome indefinido e não admite artigo. Em B, “muitas” também é pronome indefinido, além de estar no -| 49 |-


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plural, logo não haverá crase. Em C, o “a” é apenas preposição, não sendo adequada a utilização da crase.

Resposta: D

Em D, o termo “contingência” é feminino e singular, ajustando-se ao enunciado e devendo ser precedido de crase. Em E, “investir” é verbo e não se usa crase antes de verbo.

52. (F.C.Chagas/Agente/MPE-AM) Claro que não me estou referindo a essa vulgar comunicação festiva e efervescente. O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se o segmento grifado for substituído por: a) leitura apressada e sem profundidade. b) cada um de nós neste formigueiro. c) exemplo de obras publicadas recentemente. d) uma comunicação festiva e virtual. e) respeito de autores reconhecidos pelo público.

Resposta: A

Em A, a expressão “leitura apressada e sem profundidade” é feminina e singular, podendo ser precedida de crase. Em B, “cada” é pronome indefinido, não admitindo crase. Em C, “exemplo” é palavra masculina e não admite crase. Em “D”, uma é artigo indefinido, não admitindo crase. Em E, “respeito” é palavra masculina, não admitindo crase.

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53. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18R) O sinal indicativo de crase está empregado corretamente na frase: a) As origens da poesia amorosa italiana geram controvérsias; as opiniões diferem conforme se dá mais relevo à novidade do conteúdo ou à novidade da forma artística. b) No século XVI, a literatura italiana antecipou-se à todas as outras literaturas europeias, criando novos gêneros e formas de expressão. c) Com os mestres de Dante, começa a poesia amorosa; Dante e Petrarca à continuam e Boccaccio fornece a ela novo requinte psicológico. d) Com a enorme influência da literatura francesa medieval não pode ser comparada à da literatura italiana do século XVI. e) As famílias florentinas dos Bardi e Peruzzi, comerciantes de lã, chegaram à conceder vultosos empréstimos à outras nações.

Resposta: A

Em “As origens da poesia amorosa italiana [...]”, o termo é sujeito, não aceitando, portanto, crase. Em ”se dá mais relevo à novidade do conteúdo ou à novidade da forma artística.”, o verbo “dar” é transitivo direto e indireto, logo, aceita crase: “[...] dá (VTDI) mais relevo (OD) à novidade (OI) [...]”. Em B, “[...] à todas as outras literaturas [...]”, “todas” é pronome indefinido plural e não aceita, portanto, crase. Em C, “[...] à continuam [...]”, a crase está inadequada porque não é possível se usar crase antes de verbo. Em D, “[...] comparada à da literatura [...]”, a frase está invertida, sendo o termo regido pela preposição “com” o objeto indireto e o termo “enorme influência -| 51 |-


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da literatura italiana” sujeito. Logo, não há crase, pois sujeito não pode ser preposicionado. Em E, não se usa crase antes de verbo (conceder – verbo no infinitivo).

54. (F.C.Chagas/Analista-Avaliador/TRT-18R) ... uma vez que as expressões vocais e faciais desses parentes evolutivos próximos são semelhantes às nossas próprias reações aos mesmos estímulos... Sem que qualquer outra modificação seja feita na frase acima, o sinal indicativo de crase deverá ser mantido caso o segmento sublinhado seja substituído por: a) afiguram. b) parecem. c) correspondem. d) lembram. e) rememoram. Em A, o verbo “afigurar” é transitivo direto, não podendo se empregar a crase. Em B, o verbo “parecer” é regido pela preposição “com”, logo não se usa crase.

Resposta: C

O verbo “corresponder” é transitivo indireto regido pela preposição “a”, sendo, por esse motivo, possível empregar a crase. Em D, o verbo “lembrar”, não pronominal, é transitivo direto, não exigindo preposição. Em E, o verbo “rememorar” também é transitivo direto, logo não se usa crase.

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55. (F.C.Chagas/Técnico/MANAUSPREV) O sinal indicativo de crase pode ser corretamente suprimido em: a) ...nos permitimos fabricá-las à feição dos nossos sonhos... b) ...não está à mercê dos botânicos... c) ...não incorpora a árvore à atmosfera de nossos cuidados... d) ...incapazes de trazê-lo à nossa domesticidade... e) Renunciamos assim às árvores... Em A, na expressão “...nos permitimos fabricá-las à feição dos nossos sonhos...”, a crase será obrigatória, pois se trata de uma expressão adverbial feminina. Em B, no trecho “...não está à mercê dos botânicos...”, a expressão “à mercê” é uma expressão adverbial, sendo a crase obrigatória. Em C, no trecho “...não incorpora a árvore à atmosfera de nossos cuidados...”, a expressão “[...] à atmosfera [...]” é objeto indireto, sendo a crase obrigatória.

Resposta: D

No trecho “incapazes de trazê-lo à nossa domesticidade...”, a crase aparece antes de pronome possessivo feminino singular, o que caracteriza caso facultativo. Em E, no trecho “Renunciamos assim às árvores...”, o termo “[...] às árvores...” é objeto indireto, sendo a crase obrigatória.

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56. (F.C.Chagas/Técnico/TRT-4R) A idealização das mulheres em seus papéis familiares é muito semelhante àquelas idealizações divulgadas no final do século XVIII e início do século XX nos grandes centros europeus. Mantém-se a correção no emprego do sinal indicativo de crase se o segmento grifado na frase acima for substituído por: a) à uma determinada idealização divulgada. b) à cada uma das idealizações divulgadas. c) à algumas idealizações divulgadas. d) à típica idealização divulgada. e) à qualquer das idealizações divulgadas. Em A, não cabe crase, pois “uma” é artigo indefinido. Em B, não cabe crase, pois “cada” é um pronome indefinido. Em C, “algumas” é pronome indefinido plural, portanto não aceita crase.

Resposta: D

O substantivo “típica” é feminino, portanto admite crase. Em E, o termo “qualquer” é um pronome indefinido, não aceitando, portanto, crase.

57. (F.C.Chagas/Analista/TRT-19R) Sentava-se mais ou menos ...... distância de cinco metros do professor, sem grande interesse. Estudava de manhã, e ...... tardes passava perambulando de uma praça ...... outra, lendo algum livro, percebendo, vez ou outra, o comportamento dos outros, entregue somente ...... discrição de si mesmo. Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na ordem dada: -| 54 |-


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a) b) c) d) e)

a − às − à − a à − as − a − à a − as − à − a à − às − a – à a − às − a − a

Como a palavra “distância” está especificada, ela deverá ser precedida de crase. (lembrete: isso também ocorre com as palavras “casa” e “terra”). Na segunda lacuna, a expressão “as tardes” funciona como objeto direto do verbo “passar”. Na terceira lacuna, usa-se “a” e função do correlato de/a, que introduz a expressão (perambulando DE uma praça A outra). Na quarta lacuna, O verbo “entregar” exige a preposição “a”, havendo, portanto, crase.

Resposta: B à – as – a – à.

58. (F.C.Chagas/Analista/PGJ-CE/2013) Os verbos indicados entre parênteses deverão flexionar-se no PLURAL para preencherem de modo correto as lacunas da frase: a) Ao esfuziante cadillac qualquer um de nós ...... (render) todas as homenagens, crianças que éramos, extasiadas diante dos encantos que ...... (reunir) para nós aquela máquina fantástica. b) É preciso que não se ...... (atribuir) a um cego deficiências que ele de fato não tem, em virtude da otimização dos outros sentidos, que nele se ...... (desenvolver) de modo excepcional. c) Os obstáculos que normalmente ...... (oferecer) aos -| 55 |-


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d)

e)

transeuntes uma rua atribulada ...... (enfrentar)-os um cego com toda a galhardia. Não ...... (dizer) respeito às pessoas que têm vista perfeita a avaliação de normas de segurança cuja proposição ...... (caber), sobretudo, aos cegos ou aos especialistas. No texto, ...... (suplantar) os limites de um deficiente visual a cegueira de quem não se ...... (valer) dos olhos para distinguir melhor as coisas.

Em A, na primeira lacuna, o sujeito é “qualquer um de nós”, devendo o verbo ficar no singular; na segunda lacuna, o sujeito é “aquela máquina fantástica”, portanto o verbo também deve ficar no singular (Aquela máquina fantástica reúne encantos para nós – frase invertida).

Resposta: B

Em B, “deficiências” não deve ser atribuídas a um cego, logo o vero fica no plural na primeira lacuna; na segunda, em função do pronome relativo “que” com função de sujeito, o verbo concorda no plural com a palavra “sentidos”. Em C, “uma rua atribulada” oferece obstáculos, logo o verbo fica no singular, pois seu sujeito está no singular; na segunda lacuna, o sujeito é “um cego”, logo o verbo também fica no singular. Em D, o verbo fica no singular, pois o sujeito é “avaliação” na primeira lacuna; na segunda, o sujeito é “proposição”, logo o verbo também fica no singular. Em E, “a cegueira” suplanta os limites de “quem” não se vale dos olhos, tendo os termos entre aspas como sujeito e, portanto, verbos no singular para marcar a concordância com o sujeito de cada oração. -| 56 |-


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59. (F.C.Chagas/Analista/TRT-18R) O aquário propriamente dito teve um nascimento interessante e particular na metade do século XIX. Antes disso, alguns poucos naturalistas ...... conseguido manter os organismos marinhos vivos em recipientes dentro de casa por períodos consideráveis – mas somente com um esforço contínuo e substancial (que ...... a cargo dos empregados domésticos, o que revelava outra realidade social daqueles tempos). Um exemplo são os animais marinhos que ...... nos vasos cilíndricos de vidro que sir John Graham Dalyell mantinha em sua casa no início do século XIX. (Adaptado de: Stephen Jay Gould. Op. cit., p.77-9) Preenchem corretamente as lacunas do texto acima, na ordem dada: a) haviam − ficavam − haviam b) havia − ficava − haviam c) haviam − ficava − havia d) havia − ficavam − havia e) haviam − ficava – haviam Na primeira lacuna, o verbo “haver” não está empregado com valor existencial, portanto concorda com o seu sujeito sintático. Como o sujeito é “alguns poucos naturalistas”, a forma correta seria “haviam”. Na segunda lacuna, o vocábulo “que” funciona como sujeito da oração de que faz parte, logo o verbo deve concordar com o termo antecedente: no texto, representado pela palavra “esforço”. Assim, a forma correta seria “ficava”. Na terceira lacuna, o verbo “haver” está com valor “existencial”, devendo, portanto, ficar na terceira pessoa do singular.

Resposta: C

haviam – ficava – havia. -| 57 |-


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Questões comentadas do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (CEBRASPE | CESPE-UNB)

Se a perspectiva do político é a perspectiva de como o poder se constitui e se exerce em uma sociedade, como se distribui, se difunde, se dissemina, mas também se oculta, se dissimula em seus diferentes modos de operar, então é fundamental uma análise do discurso que nos permita rastreá-lo. A necessidade de discussão da questão política e do exercício do poder está em que, em última análise, todos os grupos, classes, etnias visam, de uma forma ou de outra, o controle do poder político. Porém, costumamos ver o poder como algo negativo, perverso, no sentido da dominação, da submissão. Não há, entretanto, sociedade organizada sem formas de exercício de poder. A questão, portanto, deve ser: como e em nome de quem este poder se exerce? 1.

“Se a perspectiva do político é a perspectiva de como o poder se constitui e se exerce em uma sociedade, como se distribui, se difunde, se dissemina, mas também se -| 58 |-


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oculta, se dissimula em seus diferentes modos de operar, então é fundamental uma análise do discurso que nos permita rastreá-lo.”

Resposta: E

A vírgula logo depois de “operar” indica que a relação entre as idéias expressas no período iniciado por “então é fundamental” e as idéias expressas no período anterior seria mantida se a palavra “então” fosse substituída por posto que. O conector “então” é conclusivo e o conector “posto que” é concessivo, logo o item está errado.

2.

“A necessidade de discussão da questão política e do exercício do poder está em que, em última análise, todos os grupos, classes, etnias visam, de uma forma ou de outra, o controle do poder político. Porém, costumamos ver o poder como algo negativo, perverso, no sentido da dominação, da submissão”.

Resposta: C

Mantendo-se as idéias originalmente expressas no texto, assim como a sua correção gramatical, o complemento da forma verbal “visam” poderia ser introduzido pela preposição a: ao controle. Como o verbo visar está no sentido de desejar, a inclusão da preposição seria correta.

3.

“Porém, costumamos ver o poder como algo negativo, perverso, no sentido da dominação, da submissão. Não há, entretanto, sociedade organizada sem formas de exercício de poder. A questão, portanto, deve ser: como e em nome de quem este poder se exerce?” -| 59 |-


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Resposta: E

Para que o texto atenda às exigências de redação de um documento oficial, como um relatório, por exemplo, é obrigatória a substituição da forma verbal “costumamos” por costuma-se. Os textos oficiais podem ser escritos em primeira pessoa do plural, desde que mantenham a impessoalidade discursiva. Neste sentido, o item está errado.

Em um artigo publicado em 2000, e que fez muito sucesso na Internet, Cristovam Buarque desenhava um idílico mundo futuro, liberto das soberanias nacionais, em que tudo seria de todos. Se tudo der certo no planeta (o que é discutível), quem sabe um dia, daqui a mil ou dois mil anos, cheguemos lá. Como nada ainda deu certo no planeta, a internacionalização só será aceitável quando se cumprirem duas premissas. Primeira: que desapareçam os Estados nacionais. Segunda: que os grupos, ou comunidades, ou sociedades que restarem mantenham entre si relações impecavelmente eqüitativas. Quem sabe um dia... “Em um artigo publicado em 2000, e que fez muito sucesso na Internet, Cristovam Buarque desenhava um idílico mundo futuro, liberto das soberanias nacionais, em que tudo seria de todos.” 4.

Mantém-se a correção gramatical do texto e respeita-se suas relações argumentativas ao se substituir “em que” por onde.

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C – O referente da locução “ em que” é “um mundo idílico” como se trata de um lugar físico, é possível substituir de tal forma pelo pronome “onde”. Portanto, o item está errado.

“Como nada ainda deu certo no planeta, a internacionalização só será aceitável quando se cumprirem duas premissas.” 5.

Mantêm-se a coerência de ideias e a correção gramatical do texto ao se empregar o sinal indicativo de crase no “a”, em “a internacionalização”, situação em que esse termo seria empregado como objeto direto preposicionado.

Resposta: E

O termo “ a internacionalização” funciona como sujeito sintático de “será”, logo a colocação do acento grave implicaria erro gramatical. Neste sentido, o item está incorreto.

6.

Seriam respeitadas as relações de textualidade e as regras gramaticais se as palavras de Pascal, ‘considero impossível conhecer o todo se não conheço as partes’ ,fossem assim enunciadas: considero impossível ao todo conhecer se não conheço as partes.

Resposta: C

A preposição de reescrita da frase traz um objeto direto preposicionado antecipado à forma verbal a que se refere. Como a norma prevê a ocorrência de objeto preposicionado, o item está correto. -| 61 |-


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Em minha opinião, uma percepção ingênua dos fenômenos de mercado, como a crença nos mercados perfeitos, fornece exatamente o que seus críticos mais utilizam como munição nos momentos de crise e descontinuidade. O argumento da suposta infalibilidade dos mercados em bases científicas e a pretensão de transformar economia e finanças em ciências exatas produzem uma perigosa mistificação: confundir brilhantes construções mentais para entender a realidade com a própria realidade. Os mercados não são perfeitos. São, isto, sim, poderosos instrumentos de coordenação econômica em busca permanente de eficiência. Mas são também o espelho de nossos humores, refletindo nossa falibilidade nas avaliações. São contaminados por excesso de otimismo e de pessimismo. São humanos, demasiado humanos. Paulo Guedes. Os mercados são demasiado humanos. In: Época, 21/7/2008 (com adaptações). O argumento da suposta infalibilidade dos mercados em bases científicas e a pretensão de transformar economia e finanças em ciências exatas produzem uma perigosa mistificação: confundir brilhantes construções mentais para entender a realidade com a própria realidade. 7.

Na linha, a flexão de plural da forma verbal “produzem” é exigida pelo termo “economia e finanças”.

Resposta: E

O sujeito sintático da forma verbal “produzem” é “ O argumento (..) e a pretensão (..),logo o item está incorreto.

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8. Seria mantida a correção gramatical do trecho “Os mercados não são perfeitos. São, isto, sim, poderosos”, caso ele fosse assim reescrito: Os mercados não são perfeitos; são, isto sim, poderosos.

Resposta: C

Como os períodos são independentes entre si, a colocação de ponto e vírgula, com os devidos ajustes de maiúscula e minúscula, não implica erro gramatical.

“Mas são também o espelho de nossos humores, refletindo nossa falibilidade nas avaliações. São contaminados por excesso de otimismo e de pessimismo.” 9.

Na linha , o termo “o espelho” permite que o verbo ser, nessa oração, seja flexionado também no singular: Mas é também o espelho.

Resposta: E

O sujeito sintático do verbo ser é “os mercados”, logo o uso do singular implicaria erro gramatical. Neste sentido, o item está errado.

A PETROBRAS, o governo do estado do Rio Grande do Norte, por intermédio da Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-RN), e as prefeituras de municípios assinaram convênio para a realização do projeto Terra Pronta. Neste ano, o projeto beneficiará cerca de 10 mil pequenos produtores rurais ao viabilizar o preparo de terra para o plantio em uma área de aproximadamente 15 mil hectares. O objetivo é dispo-| 63 |-


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nibilizar aos pequenos proprietários de terras e aos assentamentos rurais a infra-estrutura básica para o plantio, por meio da preparação motomecanizada do solo e da distribuição gratuita de sementes para culturas de milho, feijão, algodão e outras. Essa iniciativa visa estimular o desenvolvimento da agricultura familiar, uma das ações prioritárias do programa Desenvolvimento & Cidadania PETROBRAS, do qual o projeto Terra Pronta é parte integrante, além da produção de 19 oleaginosas, matéria-prima para produção de biodísel. A PETROBRAS disponibilizará 180 mil litros de óleo dísel, que movimentarão os tratores cedidos pelas 22 prefeituras dos municípios participantes. À EMATER caberão o gerenciamento do projeto e a distribuição de sementes selecionadas para o plantio. Realizado no Rio Grande do Norte há 14 anos, o projeto Terra Pronta tem sido um aliado fiel dos pequenos agricultores nos municípios onde é desenvolvido, melhorando a produção e contribuindo para a geração de renda no campo. A PETROBRAS, o governo do estado do Rio Grande do Norte, por intermédio da Secretaria Estadual da Agricultura, da Pecuária e da Pesca e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER-RN), e as prefeituras de municípios assinaram convênio para a realização do projeto Terra Pronta. Neste ano, o projeto beneficiará cerca de 10 mil pequenos produtores rurais ao viabilizar o preparo de terra para o plantio em uma área de aproximadamente 15 mil hectares. “Neste ano, o projeto beneficiará cerca de 10 mil pequenos produtores rurais ao viabilizar o preparo de terra para o plantio em uma área de aproximadamente 15 mil hectares.

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10. Julgue os itens que se seguem, relativos ao texto acima. A vírgula logo após “ano” foi empregada para isolar expressão adverbial anteposta à oração principal.

Resposta: C

A expressão “ neste ano”, fazendo referência ao ano em que o texto foi escrito, é de caráter adverbial, portanto o item está correto.

Neste ano, o projeto beneficiará cerca de 10 mil pequenos produtores rurais ao viabilizar o preparo de terra para o plantio em uma área de aproximadamente 15 mil hectares. 11. Estaria gramaticalmente correta a substituição de “cerca de” por acerca de.

Resposta: E

A expressão “cerca de” equivale a “aproximadamente”. Já a expressão “ acerca” de equivale a “sobre”. Portanto, a substituição não é possível e o item está errado.

Realizado no Rio Grande do Norte há 14 anos, o projeto Terra Pronta tem sido um aliado fiel dos pequenos agricultores nos municípios onde é desenvolvido, melhorando a produção e contribuindo para a geração de renda no campo. 12. O emprego de vírgula logo após “anos” justifica-se por isolar oração reduzida de particípio.

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Resposta: C

A forma “realizado” marca a ocorrência de uma oração reduzida de particípio antecipada à oração principal, portanto o item está correto,

O relatório mensal sobre o mercado mundial de petróleo da Agência Internacional de Energia contém uma menção muito positiva e outra muito negativa em relação ao Brasil. O país deverá ser o maior contribuinte individual do aumento da produção de petróleo, em 2008, entre os que não fazem parte da Organização dos Países Exportadores de 7 Petróleo (OPEP). A oferta brasileira deverá aumentar em 300 mil barris/dia, ou seja, 30% do aumento da oferta dos países que não são membros da OPEP. Mas o relatório adverte que as estatísticas brasileiras deixam a desejar. E isso é pouco compatível com a crescente importância do país como produtor e com a inclusão da PETROBRAS entre as seis maiores empresas petrolíferas do mundo, acima da British Petroleum, da Total, da BHP Billiton e da Chevron Com base no texto acima, julgue os itens a seguir. O relatório mensal sobre o mercado mundial de petróleo da Agência Internacional de Energia contém uma menção muito positiva e outra muito negativa em relação ao Brasil. 13. Logo após a palavra “outra” subentende-se a palavra menção

Resposta: C

No contexto discursivo, o uso do conector “e” faz com que a palavra “menção” seja retomada após o pronome “outra”, logo o item está correto. -| 66 |-


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A PETROBRAS, por meio do seu Centro de Excelência Ambiental da Amazônia, o IBAMA e o governo do estado do Pará assinaram Protocolo de Intenções para a Amazônia. O objetivo é realizar um trabalho integrado de gestão do conhecimento da região amazônica na área socioambiental. Entre as metas a serem atingidas, estão: incentivar projetos de pesquisa, dotar os órgãos de estrutura adequada, apoiar a logística para aplicação de projetos socioambientais, além de otimizar a realização de pesquisas, contribuindo para que as instituições envolvidas alcancem seu nível de excelência. O referido protocolo viabilizará toda a estrutura necessária para a realização de pesquisas científicas, dando cobertura para a geração de recursos em prol do desenvolvimento sustentável da Amazônia A PETROBRAS, por meio do seu Centro de Excelência Ambiental da Amazônia, o IBAMA e o governo do estado do Pará assinaram Protocolo de Intenções para a Amazônia. O objetivo é realizar um trabalho integrado de gestão do conhecimento da região amazônica na área socioambiental. “A PETROBRAS, por meio do seu Centro de Excelência Ambiental da Amazônia, o IBAMA e o governo do estado do Pará assinaram Protocolo de Intenções para a Amazônia. O objetivo é realizar um trabalho integrado de gestão do conhecimento da região amazônica na área socioambiental.”

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14. Logo após a palavra “objetivo” subentende-se a expressão do governo do estado do Pará.

Resposta: E

O termo “ objetivo” subentende “protocolo” , de acordo com o contexto, logo o item está errado

O objetivo é realizar um trabalho integrado de gestão do conhecimento da região amazônica na área socioambiental. Entre as metas a serem atingidas, estão: incentivar projetos de pesquisa, dotar os órgãos de estrutura adequada, apoiar a logística para aplicação de projetos socioambientais, além de otimizar a realização de pesquisas 15. As vírgulas logo após “pesquisa” e “adequada” foram empregadas para separar elementos de mesma função gramatical componentes de uma enumeração.

Resposta: C

Em associação com os dois pontos empregados as vírgulas marcam a ocorrência de enumeração, portanto o item está correto.

A PETROBRAS aumentou o investimento nos processos ambientais de seu negócio. Em 2007, a empresa investiu R$ 1,7 bilhão em redução de emissões de gases poluentes, gestão de consumo de água e energia, diminuição do teor de contaminantes nos efluentes liberados para o meio ambiente e outros, que integram os aspectos ambientais das operações da companhia. Em 2006, o investimento havia sido de R$ 1,3 bilhão. A melhoria -| 68 |-


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da qualidade e o desenvolvimento de novos produtos, como os biocombustíveis e outras fontes de energia alternativas, são acompanhados por investimentos em pesquisa e tecnologia para o aperfeiçoamento do desempenho ambiental dos processos e produtos da PETROBRAS. A empresa desenvolve e adapta tecnologias que permitam melhorar a ecoeficiência das operações, como técnicas para seqüestro de carbono, tratamento de resíduos sólidos e otimização do consumo da água e de energia. A visão da PETROBRAS é de que as questões ambientais não devem ser ações paralelas ao negócio, mas sim componentes essenciais e prioritários de cada atividade desenvolvida. “A PETROBRAS aumentou o investimento nos processos ambientais de seu negócio. Em 2007, a empresa investiu R$ 1,7 bilhão em redução de emissões de gases poluentes, gestão de consumo de água e energia, diminuição do teor de contaminantes nos efluentes liberados para o meio ambiente e outros” 16. A expressão “efluentes” está sendo empregada com o sentido de resíduo, rejeito.

Resposta: C

No contexto, o termo “efluente” se associa sinonimicamente aos vocábulos “resíduo” e “ rejeito”, portanto item correto.

17. Os itens a seguir, que foram adaptados da Internet: < ww.agenciapetrobrasdenoticias.com.br), na ordem em que se encontram, formam um texto. Julgue-os quanto à correção gramatical. -| 69 |-


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A PETROBRAS registrou, no dia 25 de dezembro de 2007, mais um recorde diário de produção de óleo no Brasil. Foram 2 milhões e 238 barris, marca alcançada por poucas empresas em todo o mundo

Resposta: C

Não há erros gramaticais no período

Somente em 2007, a companhia inaugurou cinco novas plataformas de petróleo, que acrescentaram 590 mil barris de óleo a capacidade instalada (capacidade máxima de produção para cuja as unidades foram projetadas) nos campos nacionais. O recorde anterior foi alcançado no dia 23 de outubro de 2006, com 1,9 milhões de barris/dia

Resposta: E

O trecho apresenta pelo menos dois erros gramaticais graves: falta de crase na expressão “a capacidade” e uso indevido de artigo após o pronome relativo “cuja” que deveria assumir a forma “ cujas”.

Em novembro de 2007, duas outras grandes unidades de produção entraram em operação: a P-52, também no campo de Roncador e com a mesma capacidade total de produção da P-54 (180 mil barris por dia), e o FPSO Cidade de Vitória, no campo de Golfinho, na bacia do Espírito Santo, com capacidade para produzir 100 mil barris por dia.

Resposta: C

Não há desvios gramaticais no trecho -| 70 |-


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Para que a cobertura mínima oferecida pelos planos de saúde aos seus segurados inclua as tecnologias, os tratamentos e os equipamentos que entraram em uso recentemente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acrescentou 73 novos procedimentos à lista de exames, consultas, cirurgias e outros serviços que as operadoras são obrigadas a oferecer. Criada em 2000 para “promover a defesa do interesse público na assistência suplementar à saúde e regular as operadoras setoriais, inclusive quanto às suas relações com prestadores (de serviços) e consumidores”, a ANS opera numa corda bamba. Entre suas atribuições está a de elaborar a lista dos procedimentos de cobertura obrigatória nos planos de saúde. Ela tem de assegurar aos que buscam a proteção dos planos de saúde a cobertura mais completa possível, o que inclui as novas tecnologias na área de medicina. Mas, muitas vezes, os novos procedimentos têm um custo tão alto que limita seu uso. Se a ANS impuser às operadoras a obrigatoriedade do oferecimento desses procedimentos poderá levá-las à ruína financeira, o que, no limite, destruiria o sistema de assistência suplementar à saúde. (O Estado de S. Paulo, Editorial, 17/01/2010.) “Para que a cobertura mínima oferecida pelos planos de saúde aos seus segurados inclua as tecnologias, os tratamentos e os equipamentos que entraram em uso recentemente, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) acrescentou 73 novos procedimentos à lista de exames, consultas, cirurgias e outros serviços que as operadoras são obrigadas a oferecer.” -| 71 |-


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18. O termo “Para que” confere ao período em que ocorre a ideia de finalidade.

Resposta: C

o item está correto. O conector introduz oração subordinada adverbial final e pode, inclusive, ser substituído por “ a fim de que”

“Para que a cobertura mínima oferecida pelos planos de saúde aos seus segurados inclua as tecnologias(..)” 19. O emprego do modo subjuntivo em “inclua” justifica-se por se tratar de uma oração subordinada que apresenta um fato hipotético ou provável.

Resposta: C

o presente do subjuntivo marca dúvida, possibilidade, portanto o item está correto.

“Ela tem de assegurar aos que buscam a proteção dos planos de saúde a cobertura mais completa possível, o que inclui as novas tecnologias na área de medicina.” 20. A expressão “aos que buscam a proteção dos planos de saúde” tem, no período, a função de objeto direto.

Resposta: E

Na frase, a expressão nominal “ a cobertura” é objeto direto de assegurar, A oração introduzida por “aos que”, por consequência , compõe o objeto indireto da frase.

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O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, ao anunciar que a taxa básica do BCE não seria mudada, alertou os governos da União Europeia sobre o déficit crescente das contas públicas, um perigo para a economia, pois enfraquece o crescimento na zona do euro. A advertência vale para o Brasil, embora as causas do nosso déficit sejam diferentes das da União Europeia. A crise que se iniciou em 2008 nos EUA para depois atingir todas as economias, no quadro da globalização, ao contrário da de 1929, levou os governos a optarem pela intervenção pública para salvar o sistema bancário e para dar um impulso à economia. Isso se traduziu como forte pressão sobre as finanças públicas, que estão acusando déficits muito elevados. (O Estado de S. Paulo, 16/01/2010) 21. O nome próprio “Jean-Claude Trichet” está entre vírgulas por tratar-se de um vocativo

Resposta: E

Trata-se de um aposto explicativo, portanto o item está incorreto.

22. A preposição para em “para depois atingir” tem a mesma função significativa que nas ocorrências “para salvar o sistema bancário” e “para dar um impulso ”.

Resposta: E

Em “para depois atingir”, o valor semântico da expressão é temporal. Nos outros dois itens, a preposição sugere finalidade. Dessa forma, o item está inadequado. -| 73 |-


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Tão logo a catástrofe do terremoto no Haiti requisitou uma ação coletiva mundial, com inúmeros atores envolvidos na ajuda humanitária – países, organizações não governamentais, empresas e os milhares de anônimos e famosos –, a situação caótica do país devastado impôs um desafi o: a quem caberá a organização das próximas etapas de reconstrução do país mais pobre do Ocidente? Como coordenar a ajuda que vem de todos os cantos do planeta? Como estabelecer um plano viável de recuperação da infraestrutura e das instituições haitianas? O Haiti, que já vivia uma situação fragilíssima, de extrema miséria – 80% da sua população está abaixo da linha da pobreza e sobrevive com menos de US$ 2 diários (por volta de R$ 108 ao mês) – entrou em colapso. Como era de se esperar, com porto, aeroporto e estradas arruinados ou semidestruídos, com a escassez de água, alimentos e remédios, iniciaram-se ondas de saques, e o próprio governo local transferiu a administração da crise para outros países e instituições. (Jornal do Brasil, Editorial, 18/01/2010) 23. Mantém-se a correção gramatical do período substituindo-se os travessões por parênteses na frase do texto: “Tão logo a catástrofe do terremoto no Haiti requisitou uma ação coletiva mundial, com inúmeros atores envolvidos na ajuda humanitária – países, organizações não governamentais, empresas e os milhares de anônimos e famosos –,”

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Resposta: C

Como se trata de uma expressão explicativa, os travessões podem ser substituídos por parênteses ou vírgulas.

24. As vírgulas após “porto” e “água” têm a mesma justificativa gramatical.

Resposta: C

Em ambos os casos, a vírgula separa os componentes de uma enumeração, portanto o item está adequado.

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Questões comentadas do Diversas bancas 01. Assinale a alternativa que apresenta INCORREÇÃO. a) Em que pesem as opiniões divergentes, as condições de trabalho naquele local são não apenas penosas e insalubres, mas sub-humanas. b) Os contracheques se encontram à disposição de V. Sas. em sua agência bancária, localizada no subsolo deste edifício. c) Quando reverem as filmagens do evento, os peritos dar-se-ão conta, seguramente, de que houve uma falha no equipamento. d) O encontro realizar-se-á no próximo dia 20, data em que se discutirá a nova agenda do partido.

Resposta: C

Em A não há desvios gramaticais. A palavra subhumanas está devidamente grafada pois usa-se hífen diante de “h”. Em B, não há erros gramaticais. A palavra “ contracheques” foi devidamente grafada, -| 76 |-


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pois só se usa o hífen com o prefixo “contra” se ele vier seguido de h ou a. A forma “reverem” está inadequada, pois há conector e, portanto, o correto seria “revirem”, condizente com o futuro do subjuntivo do verbo rever. Em D, não há desvios gramaticais, a mesóclise, junto ao verbo realizar, é facultativa.

02. Assinale a alternativa que NÃO apresenta incorreção. a) As sessões de pôsteres organizar-se-ão em um formato interativo e analizar- se-ão pesquisas e/ ou a implementação e aplicação das metodologias ativas de aprendizagem na educação básica ou superior. b) Considerando-se a inter-relação entre conhecimento e informação, poder-se- á considerar, despretensiosamente, que adentramos a Era da Revolução Pedagógica c) Procedeu-se, à época, o reassentamento das famílias de agricultores afetados pela construção da represa d) Quanto à suas fotografias, não se lembrava de haver mencionado-as em nenhuma dos encontros a que estivera presente. Em A, estão grafadas incorretamente as palavras “sessões” e” analizar-se-ão” sendo as formas corretas “seções” (departamento, parte de um conjunto) e “analisar-se-ão”. Em B, não há desvios gramaticais. O verbo “adentrar” é transitivo direto, portanto a construção “adentramos a era da revolução pedagógica” está em conformidade com as prescrições gramaticais. Em C, o verbo “proceder” -| 77 |-


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com sentido iniciar, é transitivo indireto. Logo, o correto seria “procedeu-se ao reassentamento das famílias. Em D, a crase empregada antes de “suas” está inadequada , pois não se usa crase antes da palavra plural. A forma “mencionando-as” está inadequada, pois não se usa ênclise com particípio. Ainda, a construção “nenhuma dos encontros” apresenta erro de flexão de gênero e, por fim, a expressão “ a que estivera presente” apresenta erro de regência, sendo correto “em que estivera presente”.

03. Tendo em conta o padrão culto escrito, assinale a alternativa CORRETA. a) Solicitamos-lhe que se observem rigorosamente os critérios para formatação dos textos a serem encaminhados a esta editora b) Quanto à última proposta mencionada, a empresa já havia recusado-a em outra oportunidade c) O autor alude a um tempo onde a energia elétrica era novidade e não havia entre os eletrodomésticos muito mais que um rádio d) As reinvindicações dos grevistas, que mantiveram a paralização, foram encaminhadas ao Governador do Estado ainda ontem. Em A, não há desvio gramatical. Em B, a forma “recusado-a” está em desacordo com a norma culta, pois não se usa ênclise com particípio (forma correta – “já a havia recusado” ou “ já havia a recusado”). Em C, o conector “onde” foi usado com indicação de tempo. O correto seria o uso de “em que” ou “no qual”, pois o pronome relativo “onde” só pode -| 78 |-


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ser usado para fazer referência a lugar. Em D os vocábulos “reinvidicações “ e “paralização”. (Formas corretas: reivindicações e paralisação).

04. Abriu a boca. E lembrou-se. Gritou e mergulhou numa touceira. Ouviu o assobio da seta varando a folhagem: a dor.” É correto afirmar que, nessa frase, o número de palavras polissílabas é: a) apenas uma palavra. b) duas palavras. c) três palavras. d) quatro palavras

Resposta: A

Na frase apresentada, apenas uma palavra é polissílaba, ou seja, apresenta quatro ou mais de quatro sílabas. A palavra polissílaba é “assobio”.

05. Uma palavra foi grafada de maneira INCORRETA. Assinale a opção em que isso ocorreu: a) Esclarecimento, analisar, quis, pretensão. b) Extensão, economizar, dosar, resolução. c) Empecílio, despensa, espectador, escasso. d) Espessura, disenteria, desprezo, exceção.

Resposta: C

Apenas uma palavra foi grafada de modo incorreto entre as palavras apresentadas na questão. A palavra “empecílio”, constante na letra C, é grafada com “lh” emprecilho.

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06. I. O que se afirma é que a prisão dos dois veio ________ clamores da população, que desejava vê-los na cadeia. (de encontro aos / ao encontro dos) II. No caso do mal de Alzheimer, que é a principal doença da memória, os neurônios vão sendo destruídos ________ a enfermidade avança. (na medida em que / à medida que) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas das frases acima, na ordem em que ocorrem, utilizando uma das expressões que se encontram entre parênteses. a) de encontro aos – à medida que b) ao encontro dos – à medida que c) ao encontro dos – na medida em que d) de encontro aos – na medida em que

Resposta: B

A expressão “de encontro a “ indica oposição, divergência; já a expressão “ao encontro de” sugere semelhança, associação. No contexto, a forma correta seria ao encontro dos clamores da população, pois a ideia é de associação. A expressão “à medida que” indica proporcionalidade, ao passo que a expressão “na medida em que” indica causa. No contexto, o correto é o uso de “à medida que”, pois o agravamento da enfermidade é proporcional ao tempo da doença.

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07. Todos os itens apresentam erro quanto ao emprego dos porquês, exceto: a) A razão por quê viajei explico depois. b) Desconheço o por que de semelhante atitude. c) Não é fácil o emprego do porquê. d) O teu por que me aborrece.

Resposta: C

Em A, o vocábulo “por quê” não deveria receber acento gráfico, pois está no interior do período (forma correta – “por que”). Em B, o vocábulo “por que” deveria ser grafado junto e com acento, pois se trata de um substantivo (forma correta – “por quê”). Em C o vocábulo “porque” foi grafado adequadamente por se tratar de um substantivo. Em D, o vocábulo “por que” foi grafado indevidamente, pois se trata de um substantivo (forma correta – “porquê).

08. A palavra ensolarada tem o mesmo processo de formação da palavra: a) enclausurada b) inspirada c) esperada d) fotografia e) aguardente

Resposta: A

A palavra “ensolarada” foi formada por parassíntese, o que ocorre também em “enclausurada”. Em B, a palavra inspirada foi formada por derivação sufixal. Em C, a palavra esperada foi formada por derivação sufixal. Em D, a palavra fotografia foi formada por composição por justaposição. Em E, a palavra aguardente foi formada por composição aglutinação. -| 81 |-


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09. No período “Avistou o pai, que caminhava para a lavoura”, a palavra “que” classifica-se morfologicamente como: a) conjunção subordinativa integrante. b) conjunção subordinativa final. c) pronome relativo. d) partícula expletiva. e) conjunção subordinativa causal.

Resposta: B

O vocábulo “que” retoma o substantivo “pai” e introduz oração subordinada adjetiva explicativa. Portanto, trata-se de um pronome relativo.

10. “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”, a oração subordinada é: a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa

Resposta: B

Na frase apresentada, a oração em destaque completa o substantivo abstrato “certeza”. Trata-se, portanto, de uma oração subordinada substantiva completiva nominal.

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11. A frase em que o complemento verbal destacado não admite a sua substituição pelo pronome pessoal oblíquo átono lhe é: a) Após o acordo, o diretor pagou aos funcionários o salário. b) Ele continuava desolado, pois não assistiu ao debate. c) Alguém informará o valor ao vencedor do prêmio. d) Entregou o parecer ao gerente para que fosse reavaliado. e) Contaria a verdade ao rapaz, se pudesse.

Resposta: B

O pronome obliquo átono “lhe” substitui termos preposicionados. No entanto, os verbos “assistir” no sentido de ver, “aspirar”, no sentido de desejar, não admitem o pronome “lhe”, mesmo sendo transitivo indiretos. Nessa situação, usam-se as formas sinônimas “a ele” e variações. Em B, portanto, o correto seria assistiu a ele, sendo, por isso, a resposta. Nas demais frases, o uso do lhe é adequado.

12. “...que olhava cada coisa à sua volta...” “...que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório.” Quanto às classes de palavras, os elementos destacados nas passagens acima são, respectivamente: a) conjunção e pronome relativo b) pronome indefinido e conjunção c) pronome relativo e advérbio d) preposição e conjunção e) partícula de realce e preposição -| 83 |-


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Resposta: A

Na primeira frase, o vocábulo “que” não retoma termos e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Trata-se portanto de uma conjunção integrante. Na segunda frase, o vocábulo “que” retoma o substantivo “pessoa” e introduz oração subordinada adjetiva restritiva, sendo, portanto, um pronome relativo.

13. A palavra se é conjunção subordinativa integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes? Escolha uma: a) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. b) Ele se morria de ciúmes pelo patrão. c) Precisa-se de pedreiros. d) Não sei se o vinho está bom.(e) O aluno fez-se passar por doutor

Resposta: E

Em A, o vocábulo “se” indica reflexão, sendo um pronome reflexivo com objeto direto. Em B, o vocábulo “se” também indica reflexão, mas funciona como objeto indireto do verbo “arrogar”. Em C, há uma construção com verbo causativo (fazer). Nesse contexto, o pronome “se” com valor reflexivo, exerce função sintática de sujeito. Em D, o pronome “se” funciona como índice de determinação do sujeito, pois o verbo precisar é transitivo indireto. Gabarito: letra E. A conjunção “se” introduz oração subordinada substantiva direta, sendo, portanto, uma conjunção integrante. -| 84 |-


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14. O SE é pronome apassivador em: a) Precisa-se de uma secretária. b) Proibiram-se as aulas. c) Assim se vai ao fim do mundo. d) Nada conseguiria, se não fosse esforçado. e) Eles se propuseram um acordo

Resposta: B

Em A, a partícula “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo precisar é transitivo indireto. Em B, a partícula se é um pronome apassivador, pois o verbo proibir é transitivo direto (as aulas foram proibidas). Em C, a partícula se funciona como índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo ir é intransitivo. Em D, o vocábulo se é uma conjunção condicional. Em E, a partícula se é um pronome recíproco.

15. O item em que a palavra não está corretamente classificada quanto ao seu processo de formação é: a) ataque - derivação regressiva b) fornalha - derivação por sufixação c) acorrentar - derivação parassintética d) casebre - derivação imprópria

Resposta: E

A palavra “casebre” foi formada por derivação sufixal. Derivação imprópria é um processo em que a palavra não sofre acréscimos de afixos, apenas a classe de palavra sofre alteração. Nas demais alternativas, não houve erro na indicação do processo de formação.

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