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ANHANGUERA DE CUIABÁ FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL E CERTIFICAÇÃO II – SEMESTRE

ARTHUR LUIZ JOSÉ FERREIRA

RA – 7419667400

EDSON JOSÉ CARVALHO DA COSTA

RA – 7415628581

JÉSSICA DE SOUZA

RA – 7417716404

JONATHAN FERREIRA DE ALECRIM

RA – 7419671940

GESTÃO AMBIENTAL NA EMPRESA E SEUS ASPECTOS PRÁTICOS

CUIABÁ/MT 2014 ARTHUR LUIZ JOSÉ FERREIRA

RA – 7419667400

EDSON JOSÉ CARVALHO DA COSTA

RA – 7415628581

JÉSSICA DE SOUZA

RA – 7417716404

JONATHAN FERREIRA DE ALECRIM

RA – 7419671940


GESTÃO AMBIENTAL NA EMPRESA E SEUS ASPECTOS PRÁTICOS

Trabalho apresentado à Faculdade de Engenharia Civil da Faculdade Anhanguera Educacional, para obtenção de nota parcial da disciplina de Sistema de Gestão Ambiental e Certificação, sob a

orientação

da

Professora

Esp.

Deize

Figueiredo.

CUIABÁ/MT 2014 SUMÁRIO INTRODUÇÃO………………….…………………………………...……………….. 04 1. VISÃO HISTÓRICA....…………………...………………………………………... 06 2. REALIDADE BRASILEIRA.......……………...……………………………….….. 07 3. ASPECTOS PRÁTICOS DA GAE............................................................................ 08 4. CONSIDERAÇÕES FINAIS………………………………………………..….….. 11 5. REFERÊNCIAS…………...……………………………………………………...... 12 2


INTRODUÇÃO Há algumas décadas as pessoas perceberam que a preservação do planeta Terra significa também a preservação da própria vida. Inicialmente, a preocupação era pela extinção dos animais, mais tarde a questão da derrubada das florestas, a poluição do ar. Em seguida, a poluição industrial e agrícola e também a preocupação com a poluição gerada nos países em desenvolvimento, pela falta de infraestrutura urbana. Finalmente foram identificadas as grandes consequências da poluição mundial e seus riscos, como o efeito estufa e a camada de ozônio.

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Se inicialmente tínhamos alguns idealistas alertando para problemas que pareciam surreais, mais tarde passou-se a contar com organizações especialistas na questão

ambiental,

organizações

internacionais

e

alguns

poucos

governos

comprometidos com a preservação do Planeta. Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo lutam por esta nobre causa, tentando mostrar os perigos iminentes de uma postura agressiva ao meio em que vivemos, e os riscos concretos que corremos. Esta consciência coletiva vem crescendo dia-a-dia, transformando culturas, quebrando velhos paradigmas e obrigando todos a darem sua colaboração por uma justa causa, a saúde do nosso Planeta. Um dos últimos grupos a integrar esta luta, e talvez o que traga resultados mais diretos em menos tempo, é o setor empresarial. Movidos pela exigência de seus consumidores, inicialmente europeus, as empresas começaram a perceber que seus clientes estavam dispostos a pagar mais por produtos ambientalmente corretos, e mais, deixar de comprar aqueles que contribuíam para a degradação do Planeta. Além disto, esta pressão popular atingiu também os governos, os quais passaram a estabelecer legislações ambientais cada vez mais rígidas, fazendo com que as empresas tivessem que adequar seus processos industriais, utilizando-se de tecnologias mais limpas. Esta mudança na percepção da questão ambiental obrigou o setor industrial, a desenvolver e implantar sistemas de gestão de seus processos de maneira que atendessem a demanda vinda de seus clientes e cumprissem com a legislação ambiental vigente. A estes sistemas denominaram Sistema de Gestão Ambiental (SGA). Com estes sistemas, os empresários começaram a verificar que uma postura ambientalmente correta na gestão dos seus processos refletia diretamente em produtividade, qualidade e consequentemente melhores resultados econômicos e financeiros. Contudo, o gerenciamento de um processo, por meio das ferramentas de um Sistema de Gerenciamento Ambiental (SGA) possibilita inúmeros ganhos de produtividade e qualidade, além da satisfação das pessoas envolvidas diretamente naquele processo, pois estes aprendem que sempre é possível fazer melhor e percebem a evolução da qualidade de seus serviços. E o mais importante neste processo: o cliente passa a confiar muito mais na empresa e em seus produtos.

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Atuar de maneira ambientalmente responsável é ainda hoje um diferencial entre as empresas, destacando-as neste competitivo mercado. Porém, em breve, este diferencial se transformará em um pré-requisito e quanto antes às empresas perceberem esta nova realidade maior será a chance de se manterem no mercado.

1. VISÃO HISTÓTICA A década de 80 foi marcada como sendo aquela onde surgiram em grande parte dos países leis regulamentadora de atividades industriais concernentes à poluição. Também nesta década teve o formalismo de Estudos de Impacto Ambiental e Relatórios de Impacto sobre o Meio Ambiente (EIA-RIMA), com audiências públicas e aprovação de licenciamentos ambientais. No Brasil a Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981 que estabeleceu a Política Nacional para o Meio Ambiente, entre as medidas adotadas está à exigência do estudo 5


de impacto ambiental e o respectivo relatório (EIA/RIMA) para a obtenção de licenciamento em qualquer atividade modificadora do meio ambiente. Nesta

década

de

80

ocorreram

muitos

acidentes

que

impactaram

representativamente o meio ambiente. Podem ser mencionados e historicamente descritos: Acidente de Chernobyl, na União Soviética, hoje Ucrânia em 29 de Abril de 1986, ocorreu uma enorme explosão do reator quatro da Usina Nuclear de Chernobyl. Outro acidente radioativo que ocorreu no Brasil, em setembro de 1987, em Goiânia, uma fonte radioativa utilizada em uma clínica de tratamento de câncer (desativada), teve destino um ferro-velho, onde o dono do ferro-velho expôs o material radioativo, Césio 137. Ocorreu um vazamento de 11 milhões de petróleo cru do navio petroleiro Exxon Baldez no Alasca, em 24 de março de 1989. Estes acontecimentos foram exemplos significantes para mostrar que de fato o mundo necessitava de um modelo diferenciado de se trabalhar na indústria e de se ter cuidado com resíduos sólidos sendo estes muitas vezes infectantes. Indústrias sem a utilização de medidas preventiva, descartando resíduos de formas inadequadas facilitam a contaminação de nossos recursos naturais e a contaminação direta ou indireta dos seres vivos como um todo. Na década de 90, houve um grande impulso com relação à consciência ambiental. Como um evento muito importante, cita-se a Conferencia das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro entre 3 e 14 de junho de 1992, também como Cúpula da Terra, Rio 92, ou Eco 92. Segundo Junior (1998) a Rio 92 trouxe o compromisso com o desenvolvimento sustentável, o tratado da Biodiversidade e o acordo para a eliminação gradual do CFC’s. Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo lutam por esta nobre causa, tentando mostrar os perigos iminentes de uma postura agressiva ao meio em que vivemos, e os riscos concretos que corremos

2. REALIDADE BRASILEIRA No Brasil, a gestão do meio ambiente caracteriza-se pela desarticulação dos diferentes organismos envolvidos, pela falta de coordenação e pela escassez de recursos financeiros e humanos para gerenciamento das questões relativas ao meio ambiente. Essa situação é o resultado de diferentes estratégias adotadas em relação à questão 6


ambiental no contexto do desenvolvimento econômico do Brasil. Essa mudança de orientação governamental se consubstancia através da publicação de várias leis, entre as que resultam na criação de diversos agentes de controle ambiental, tanto no nível estadual e municipal. Diante dos protestos crescentes da população contra os riscos de desastres ecológicos ou da deterioração da qualidade de vida, os governos locais e nacionais são pressionados a implantar normas cada vez mais severas de proteção e conservação. As portas do mercado do lucro se abrem cada vez mais para as empresas que não poluem, poluem menos ou deixam de poluir. Tradicionalmente, as exigências referentes à proteção ambiental eram consideradas um freio ao crescimento da produção um obstáculo jurídico legal e demandante de granes investimentos de difícil recuperação e, portanto, fator de aumento dos custos de produção. Começa ficar patente que a despreocupação com os aspectos ambientais pode traduzir-se no oposto: em aumento de custos, em redução de lucros, perda de posição no mercado , até, em privação da liberdade ou cessação de atividades. Meio ambiente e sua proteção estão-se tornando oportunidades para abrir mercados prevenir-se contra restrições futuras quanto ao acesso a mercados internacionais. As respostas da indústria ao novo desafio ocorrem em três fases, muitas vezes superpostas, dependendo do grau de conscientização da questão ambiental dentro da empresa: controle ambiental nas saídas, integração do controle ambiental nas práticas e processos industrial; e integração de controle ambiental na gestão administrativa. A insatisfação conduziu a uma Segunda geração de respostas, em que o controle ambiental é integrado nas práticas e processos produtivos, deixando de ser uma atividade de controle da poluição e passando a ser uma função da produção. Mas a preocupação com o meio ambiente não pararam de crescer e acabaram atingindo o próprio mercado, redesenhando-o com o estabelecimento de um verdadeiro mercado verde, que torna os consumidores tão temíveis quanto os órgãos de meio ambiente. Com isso, a proteção ao meio ambiente deixa de ser uma exigência punida com multas e sanções e inscreve-se em um quadro de ameaças e oportunidades, e a própria permanência ou saída do mercado. A proteção ambiental deslocou-se uma vez mais, deixando de ser uma função exclusiva de produção para tornar-se também uma função da administração. Essa atividade dentro da organização passou a ocupar o interesse dos presidentes e diretores e a exigir nova função administrativa na estrutura administrativa que pudesse abrigar um corpo técnico específico e um sistema gerencial especializado, com a finalidade de 7


propiciar à empresa uma integração articulada e bem conduzida de todos seus setores e a realização de um trabalho de comunicação social e consciente.

3. ASPECTOS PRATICOS DA GAE A prática ambiental introduz a variável ambiental no planejamento empresarial, e quando bem aplicada, permite a redução de custos diretos pela diminuição do desperdício de matérias-primas e de recursos cada vez mais escassos e mais dispendiosos,

como água e energia

e

de

custos

indiretos

representados

por sanções e indenizações relacionadas a danos ao meio ambiente ou à saúde de funcionários e da população de comunidades que tenham proximidade geográfica com as unidades de produção da empresa. Um exemplo prático de políticas para a inserção da gestão ambiental em empresas tem sido a criação de leis que obrigam a prática da responsabilidade pós-consumo. À medida que a sociedade vai se conscientizando da necessidade de se preservar o meio ambiente, a opinião pública começa a pressionar as empresas a buscarem formas alternativas de desenvolver suas atividades econômicas de maneira mais racional. A partir do momento que a empresa coloca no mercado um produto que mostra a preocupação com a preservação do meio ambiente, esta empresa juntamente com seu produto, passa a se tornar uma referência. Quando umas empresas pensas em gestão ambiental no seu início logo surgem as seguintes perguntas do como e por onde começar a fazer uma gestão ambiental. Este é o primeiro passo: questionar-se se ela já possui ou não métodos de gestão ambiental e caso não, como e por onde ela deve começar a trabalhar para implementar tais métodos. Para Donaire (1995) o processo de gestão ambiental dentro das organizações deve se desenvolver a partir dos seguintes passos: “Uma abordagem que pode ser analisada é aquela que sob um aspecto ambiental, envolve uma identificação das ameaças e oportunidades relacionando-as com os pontos fortes e fracos da organização. A identificação da situação que a empresa se encontra e o desenvolvimento de cenários futuros é um dos aspectos práticos que a empresa pode executar como forma de planejamento que permitirão a empresa tira vantagens das oportunidades possíveis, prevenirem as ameaças potenciais, manter os pontos fortes e minimizar ou eliminar os pontos fracos”.

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Algumas empresas têm demonstrado que é possível ganhar dinheiro e, proteger o meio ambiente mesmo não sendo um a organização que atua no chamado "mercado verde", desde que as empresas possuam certa dose de criatividade e condições internas que possam transformar as restrições e ameaças ambientais em oportunidades de negócios. Entre essas oportunidades podemos citar a reciclagem de materiais, o reaproveitamento dos resíduos internamente ou venda o desenvolvimento de novos processos produtivos com a utilização de tecnologia mais limpas ao ambiente, o desenvolvimento de novos produtos par um mercado cada vez maior de consumidores conscientizados com a questão ecológica, geração de materiais de grande valor industrial a partir do lodo tóxico, estações portáteis de tratamento, mini usinas para uso de pequenas empresas e o aparecimento de um mercado de trabalho promissor ligado à variáveis ambiental que deverá envolver auditores ambientais, gerentes de meio ambiente, advogados ambientais, bem como o incremento de novas funções técnicas específicas. Dirigentes empresariais gostariam de saber até que ponto o "seu negócio" seria afetado pelo aumento da consciência ecológica dos consumidores e pelas exigências da legislação o perfil da organização segundo diversas variáveis:  Ramo de atividade da empresa: pode ser considerado o mais importante indicador da ameaça ao meio ambiente. Dados da Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, colocam entre os setores industriais mais poluentes: as indústrias químicas, de papel e celulose, de ferro e aço, de metais não ferrosos (por exemplo: alumínio), de geração de eletricidade, de automóveis e de produtos alimentícios;  Produtos: produtos obtidos de matérias-primas renováveis ou recicláveis, que não agridem o meio ambiente e que têm baixo consumo de energia devem ter a preferência das organizações engajadas na causa ambiental.  Processo: Um processo para ser considerado ambientalmente amigável deve estar próximo dos seguintes objetivos: poluição zero, nenhuma produção de resíduos, nenhum risco para os trabalhadores, baixo consumo de energia e eficiente uso dos recursos  Conscientização

ambiental:

Acompanhar

o

crescimento

das

reivindicações ambientais e a sua transformação em novas ideologias e 9


valores sociais que se consubstanciam em mudanças na legislação e em regulamentações mais severas é tarefa muito importante para a sobrevivência e lucratividade da empresa no longo prazo.  Padrões ambientais: há uma correlação direta entre a conscientização da sociedade e os padrões ambientais estabelecidos.  Comprometimento gerencial: dissemina no seio da organização a formação de um clima próprio ao surgimento de esquemas e círculos de qualidade ambiental, banco de sugestões, auditorias e4tc., que se traduzem em uma contínua busca de melhorias.  Capacitação do pessoal: além de investimento em novas máquinas, instalações e equipamentos, tal posição implica necessariamente a existência de um pessoal competente e convenientemente treinado que seja capaz de transformar os planos idealizados em ações afetivas e eficazes.  Capital: Como o retorno do investimento não pode ser previsto em termos determinantes, sempre haverá necessidade de aporte de capital próprio ou de terceiros para uma empresa se integre no caos ambiental.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS Esta atividade permitiu concluir que a implantação de um Sistema de Gestão Ambiental em empresas é de extrema relevância, pois se trata de um diferencial para o mercado concorrente e consumidor, bem como para o bem estar das populações envolvidas, bem como as gerações futuras. Podemos avaliar que a prática do politicamente correto para as empresas que investem em gestão ambiental agregam ao seu nome e marcas, valores positivos do ponto de vista do consumo responsável como: a redução da utilização da água, energia e outros insumos, redução de multas e penalidades por poluição, melhoria da imagem institucional, facilidade no mercado exterior, menos concorrência, aumento da produtividade dentre outros benefícios mencionados durante a pesquisa.

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5. REFERÊNCIAS DONAIRE, Denis. Gestão Ambiental na Empresa. 2ª Ed. – São Paulo: Atlas, 1999. NASCIMENTO, Luiz Felipe. Gestão Ambiental e Sustentabilidade. Sistema Universidade Aberta do Brasil, 2008. Norma ISO 14001.

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Atps gestão ambiental  
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