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Dez décadas de movimentos, mudanças e inovações na moda. Entenda essa história.

Edição Única


Indice Anos 20 - A Era do Jazz.....................................................................................................01 Anos 30 - Tempos de Crise................................................................................................02 Anos 40 - Anos de Guerra.................................................................................................03 Anos 50 - Anos Dourados..................................................................................................04 Anos 60 - A Moda era não seguir a Moda.........................................................................06 Anos 70 - Moda com Expressão.........................................................................................08 Anos 80 - New Wave e Intensidade...................................................................................10 Anos 90 - Moda com Personalidade...................................................................................11 Anos 2000 - O Individualismo no Poder.............................................................................12

Um século de Tendências

Revista produzida por Alana Cascudo Aline Freitas Carolina Salsa Nathalia Pires Pedro Medeiros

Estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, ministrados na disciplina de comunicação e artes visuais, pelo Professor Doutor Eduardo Pinto da Silva.


Anos 20

– A Era do Jazz Diferentemente do século XIX, a moda da década de 20 já não se apropriava mais dos espartilhos, pois as silhuetas agora eram tubulares. Foi uma época de muita prosperidade e liberdade, onde o Jazz era o ritmo que mais animava as pessoas (Era do Jazz) e as melindrosas (mulheres modernas da época) enchiam os salões de charme. O tecido mais utilizado para fabricação dos vestidos era a seda, pois o tecido facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston (dança da época).

Tendências e acessórios As saias já eram mais ousadas, mostrando as pernas e o colo. Ter a pele branca era a grande tendência. As meias eram no tom bege, o que dava a impressão de pernas nuas e o chapéu tornou-se um acessório diurno. O modelo de chapéu mais popular era o “Cloche” que só podiam ser usados com os cabelos curtíssimos e eram enterrados até os olhos. A mulher sensual era aquela que não possuía curvas, pois a atenção estava voltada toda para os tornozelos.

Maquiagem No rosto, a tendência era a maquiagem, focando mais o formato de coração em que o batom era passado nos lábios. Já nos olhos, a maquiagem era forte e enquanto que as sobrancelhas eram tiradas e substituídas por pequenos riscos.

Ícones e Estilistas Os grandes estilistas que mais se destacaram nessa época foram: Coco Chanel, com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Durante toda a década Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito sucesso. E também o renomado Jean Patou (estilista francês que se destacou na linha "sportswear", criando coleções inteiras para a estrela do tênis Suzanne Lenglen, que as usava dentro e fora das quadras), onde ambos criaram roupas para grandes estrelas da grande Hollywood. Em  1927,  Jacques Doucet (1853-1929), figurinista  francês, subiu as saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres, o que na época foi um verdadeiro escândalo aos mais conservadores. E temos também como grandes influências de Hollywood: Gloria Swanson, Mary Pickford e Josephine Baker

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Anos 30

– Tempos de crise Diferentemente dos anos 20, a moda dos anos 30 redescobriu a sensualidade do corpo feminino e foi direcionada a formas mais refinadas e sem muitas ousadias.

Tendências Como a época era de crise, devido à quebra da bolsa de NY, os tecidos mais baratos (algodão e a casimira) começaram a fazer parte da estrutura dos vestidos noturnos. Agora os vestidos eram mais longos e retos, e possuíam como acessório uma capa ou um bolero. Devido o grande crescimento das roupas de banho, segundo alguns especialistas, os vestidos mais refinados começaram a ter grandes decotes nas costas, parte do corpo essa que agora se tornava o novo foco das atenções: ser magra, esportiva, bronzeada, sofisticada, sobrancelhas e pálpebras marcadas com lápis e pó de arroz bem claro. Os banhos de sol e atividades ao ar livre começaram a ser mais freqüentes nas férias entre todas as pessoas da década. Novas roupas como os shorts, os maiôs e os pareôs foram introduzidos na moda dos anos 30 devido à grande crescente na prática dos esportes. E o acessório que foi muito utilizado na época devido a grande influência dos astros de Hollywood foram os óculos escuros. Devido à volta da valorização do corpo feminino, as mulheres recorrem aos sutiãs e a alguns espartilhos flexíveis, as formas deviam parecer naturais.

Influências Uma grande atriz da época chamada Greta Garbo tinha o estilo exato que marcava os anos 30 e foi seguido por várias mulheres. Os estilistas Gabrielle Chanel, Madeleine Vionnet e Jeanne Lanvin continuavam sendo sucesso. Dois pontos altos da época foram a estilista italiana Elsa Schiaparelli que iniciou uma série de ousadias em suas criações, inspiradas no SURREALISMO e também o surgimento do grande estilista de sapato (no começo) que viria ser um grande império de luxo italiano, Salvatore Ferragamo (1935). Outro destaque é Mainbocher, o primeiro estilista americano a fazer sucesso em Paris. Seus modelos eram sérios e elegantes, inspirados no corte enviesado de Vionnet.. Tudo passava a seguir a linha simples, um exemplo disso eram os móveis de Jean-Michel Frank e André Arbus que traduziam esse NEOCLASSICISMO, o auge do gosto pela vida e sua arte.

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Anos 40

– Anos De Guerra II Guerra Mundial. Homens vão aos campos de batalha e as mulheres para o mercado de trabalho. Escassez de tecido e pessimismo. As roupas ganharam forte apelo masculino e militar, com caráter utilitário. A palavra-chave chama-se "recessão". Os tecidos e aviamentos são agora racionados e fiscalizados.

Tendências A silhueta agora era visivelmente influenciada pelo modelo militar: ombros quadrados e sapatos pesados. As mulheres usavam da meia calça com um bronzeamento artificial, ou as pernas nuas com pintura na parte de trás, imitando as costuras. Racionamento de tecido significava um estilo mais magro, e mais curto também, saias curtas deram uma ênfase maior as pernas femininas. Pernas eram “in”. O grande look do início da década é o conjunto saia/casaco, além da saia-calça. A escassez de tecidos fez com que as mulheres tivessem de reformar suas roupas e utilizar materiais alternativos na época, como a viscose e as fibras sintéticas. Nos pés, agora ágeis para o trabalho, muitas mulheres preferiam usar sapatos planos para o dia, e a noite, saltos baixos com abertura na frente, mostrando os dedos e sapatos de couro, para que durassem mais. Calçados com sola de madeira começam a ser produzidos. É o período que os tamancos usados por Carmem Miranda fazem grande sucesso.

Cabelos Os cabelos se tornaram mais longos, devido à falta de cabeleireiros, e as mulheres passaram a prender os cabelos com grampos, ou modelá-los em cachos, utilizando também lenços sobre eles.

Fim da guerra e New Look Paris é libertada em 1944 e alegria invadiu as ruas da cidade. Em 1947, o estilista francês Christian Dior, em sua primeira coleção, surpreendeu a todos com suas saias rodadas e compridas, cintura fina, ombros e seios naturais, luvas e sapatos de saltos altos. O sucesso imediato do seu “New Look”, como a coleção ficou conhecida, indica que as mulheres ansiavam pela volta do luxo e da sofisticação perdidos. Fim da guerra.

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Anos 50

– Anos Dourados Com figuras que marcaram a época, tais como Grace Kelly e Marilyn Monroe, símbolos da sensualidade, a revolução do mundo da moda teve inicio no fim da segunda guerra mundial, época em que o mercado do tecido entrou em expansão. Foi a partir daí que as mulheres começaram a se arrumar mais e passaram a ficar extremamente belas e exuberantes.

Tendências A mulher dos anos 50 se tornou mais feminina e glamourosa, de acordo com a moda lançada pelo "New Look", de Christian Dior, em 1947. Metros e metros de tecido eram gastos para confeccionar os vestidos, com comprimento abaixo dos joelhos e saias volumosas e rodadas, durante o dia. A silhueta extremamente feminina e jovial, bem marcada, atravessou toda a década de 50. Era a volta da feminilidade, do luxo e da sofisticação. Normalmente, os vestidos de festa daquela época eram longos, tomara que caia e podiam ser complementados com casacos de pele luxuosos, colares de pérolas, jóias luxuosas e luvas. No dia a dia, o uso de chapéus era muito comum, geralmente eles tinham formatos pequenos bem e eram considerados itens de extrema elegância. O que não poderia faltar jamais na moda dos anos 50 eram os sapatos de salto altos e luvas, sem esquecer a feminilidade dos  lenços que eram amarrados ao pescoço. Nessa mesma época foram criadas as primeiras calças femininas, as mulheres mais jovens era as que mais gostavam da novidade, mas infelizmente as mulheres que usavam calças eram julgadas. Os biquínis daquela época eram bem grandes. Os pais e os maridos tinham bastante preconceito, principalmente porque não queriam que as suas filhas e esposas mostrassem o corpo. Influenciados pelo filme “Juventude Transviada” (1955), os garotos, que queriam mostrar a sua rebeldia e atitude, passaram a usar  jaquetas de couro, com camisetas brancas,  e a clássica calça jeans, combinando perfeitamente com as motocicletas.

Cabelos e Maquiagem Os penteados eram muito comuns entre as mulheres, principalmente o rabo-de-cavalo, como de Brigitte Bardot, e os cabelos com franjas para deixar as mulheres com um ar de menina. As tintas de cabelos e loções alisadoras e fixadoras também começaram a fazer parte da vida das mulheres. O que os homens mais gostavam de usar eram os topetes enrolados, o penteado deixava os jovens dos anos 50 cheios de charme. A maquiagem estava na moda e valorizava o olhar, o que levou a uma infinidade de lançamentos de produtos para os olhos, um verdadeiro arsenal composto por sombras, rímel, lápis para os olhos e sobrancelhas, além do indispensável delineador. A maquiagem realçava a intensidade dos lábios e a palidez da pele, que devia ser perfeita. 04


Ícones e estilistas Dois estilos de beleza feminina marcaram os anos 50, o das ingênuas chiques, encarnado por Grace Kelly  e Audrey Hepburn, que se caracterizavam pela naturalidade e jovialidade e o estilo sensual e fatal, como o das atrizes Rita Hayworth e Ava Gardner, como também o das pin-ups americanas, loiras e com seios fartos. Entretanto, os dois grandes símbolos de beleza da década de 50 foram  Marilyn Monroe  e  Brigitte Bardot, que eram uma mistura dos dois estilos, a devastadora combinação de ingenuidade e sensualidade.

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Anos 60

– A moda era não seguir a moda Iniciada com o grande sucesso do Rock and Roll, a década de 1960 traz uma fase de mudança de comportamento, de expressão e liberdade, marcada, por movimentos de contracultura e de pacifismo no final da mesma. Foi uma transformação radical para a moda. O jeito de se vestir se ligava cada vez mais com o comportamento.

Tendências e Acessórios Nos anos 60, abre-se um espaço para o estilo psicodélico (que se inspirava em elementos da art nouveau e nas viagens que as drogas proporcionavam), para as formas geométricas e para o estilo romântico. A revolução da moda se fortificou com as roupas de linhas retas, estampas psicodélicas ou inspiradas no pop-art, minissaias e botas brancas. Também com a visão de futuro, vestidas nas "moon girls", de roupas espaciais, metálicas e fluorescentes. E com os vestidos tubinho ,inspirados nos quadros neoplasticistas de Mondrian. O unissex ganhou força quando as moças bem comportadas abandonaram as saias rodadas e vestem jeans cigarrette e as camisas sem gola, além de ousarem vestir roupas consideradas masculinas, como o smoking. A moda masculina foi muito influenciada, pelas roupas que Beatles usavam, especialmente os paletós sem colarinho e o cabelo de franjão, gravatas largas e botinas. A silhueta era mais ajustada ao corpo e a gola rolê se tornou um clássico.

**nota: Art Nouveau é uma filosofia e estilo internacional de arte, arquitetura e arte aplicada – especialmente as artes decorativas O nome “Art Nouveau” é francês para “arte nova” e foi o primeiro movimento orientado.

O neoplasticismo é uma das formas que a abstração tomou nas primeiras décadas do século XX, e teve seu início em 1917. Trata-se de uma doutrina estética proposta por  Piet Mondrian, pintor holandês, em 1920, e está baseada numa tentativa de chegar à essência através de uma linguagem plástica e objetiva, reduzindo-a a formas geométricas e cores puras e torná-la universal. As formas estavam sendo reduzidas alinhas retas (horizontais e verticais). As cores foram reduzidas ao cinza, branco, amarelo, azul, vermelho e preto.

Maquiagem e cabelo Na maquiagem, o foco estava nos olhos, sempre muito marcados, com delineador sobre uma sombra clara, dando destaque aos cílios postiços. Os batons eram clarinhos ou mesmo brancos. Para os cabelos foi a era do laquê. Assim como hoje, os cabelos tinham diversos estilos, mas com a raiz alta, à la Brigitte Bardot. Como esta também foi a década do volume, a moda era usar esponja de aço para fazer enchimento nos fios. As perucas também estavam na moda e nunca venderam tanto e eram produzidas com uma nova fibra sintética, o kanekalon.

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Ícones e Estilistas Os principais estilistas da época foram André Courrèges e Mary Quant. E algumas personalidades de características diferentes, como as atrizes Natalie Wood e Audrey Hepburn e cantoras como Joan Baez, acentuavam ainda mais os efeitos de uma nova atitude. No contexto londrino, a modelo Jean Shrimpton era a personificação das chamadas "chelsea girls". Sua aparência era adolescente, com seus cabelos longos com franja. Por outro lado, Brigitte Bardot encarnava o estilo sexy, com cabelos compridos soltos rebeldes ou coque no alto da cabeça (muito imitado pelas mulheres). Entretanto, os anos 60 sempre serão lembrados pelo estilo da modelo e atriz Twiggy, muito magra, com seus cabelos curtíssimos e cílios inferiores pintados com delineador.

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Anos 70

– Moda com Expressão Os anos 70 foram irregulares, sem um perfil bem definido. A libertação sexual, as experiências com as drogas e a reclamação dos direitos das mulheres, foram os movimentos que mais influenciaram o mundo da moda. Ainda em transformações radicais, a grosso modo, a moda dos anos 70 caracterizou-se por um desejo de autenticidade, de regresso ao natural e de auto-realização. Foi, sobretudo, o movimento Hippie  com o seu vestuário ecologicamente consciente e anti-conformista que marcou uma grande parte da moda. 

Tendências e Acessórios Os jovens vestiam jeans bordados de flores, pantalonas tipo "oxford" e saias longas e vaporosas até ao chão. Materiais mais sinuosos e suaves invadem o mercado, tecidos para todos os tipos de roupas, com estampas coloridas, alegres e floridas e peças coladas ao corpo, realçando a silhueta natural, franjas, penas, palhas, couro, tie-dye, são elementos que marcam a época. As mulheres assumem cargos anteriormente ocupados somente por homens e surgem as roupas formais com um deliberado corte masculino e visual unissex. Em meados dos anos 70 apareceu o punk-rock. O objetivo dos punks era alertar a sociedade para os problemas existentes, usando a sua forma de vestir para acentuar uma posição de protesto. Usavam t-shirts seguras por meio de alfinetes-de-ama e calças justas xadrez, bem como casacos ou fatos de couro enfeitados com frases anarquistas, coleiras de cão à volta do pescoço e grilhetas de prisioneiros presas aos tornozelos.

Maquiagem e Cabelo O gloss entrava em alta e o batom passava a ser usado pelas mais velhas. Para os olhos, usar apenas máscara – a máscara castanha para as mais branquinhas ou preta para as morenas era o que se usava. Na segunda metade, durante a era disco, foi um pouco diferente: simples de dia e sensual de noite. O batom voltou e as sombras voltaram. Os olhos foram o foco da maquiagem nesta metade da década. Combinava-se a cor da sombra à cor da roupa ou usavam-se os tons neutros como castanhos e cinzentos para dar intensidade ao olhar e destacá-lo. Na década de 70, os cabelos foram marcados por volumes e ondas. Também virou mania o cabelo frisado e as franjas menores. 08


Ícones Farrah Fawecett, protagonista do seriado As Panteras, foi o grande nome inspirador da época. Com seus cabelos volumosos e ondulados, e pele bronzeada, a atriz tinha seu estilo sempre imitado pelas seguidoras. Assim como Farrah, Barbara Eden, atriz e cantora norte-americana, também era um ícone da época. Com um estilo muito parecido, essas duas celebridades eram referencia no mundo da moda e dos famosos.

Farrah Fawecett

Barbara Eden

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Anos 80

– New Wave e Intensidade A moda na década de 80 inspirou – se basicamente na febre da geração saúde e a ginástica aeróbica, e pelo movimento estético e cultural chamado New Wave. Apostando na ousadia de explosão de cores alegres e muita exuberância, as roupas são esportivas e sensuais. Naquela década, as mulheres deveriam ter ombros enormes e estruturados com pequenas almofadinhas de espuma, as famosas ombreiras. A moda dessa década tem grande influência da Pop Art (movimento que surgiu no fim dos anos 50 nos EUA e no Reino Unido), com o exagero das cores, a irreverência, e a estamparia divertida das blusas e camisas.

Tendências e Acessórios A saia balonê, que fora moda no início da década de 60, volta com tudo, na moda dos anos 80. As calças têm a cintura bem alta, e são usadas com cintinhos finos e coloridos. O cabelo tinha que ser repicado com luzes, a maquiagem era forte. Para os pés, sandálias, sapatos de salto alto e sapatilhas, com destaque para as cores. Os macacões, os leggings, as bermudas e as blusas com mangas enormes, chamadas “mangas morcego”, também compõem a moda dos anos 80. Faixas de cabelo, ombreiras, cores cítricas, esmaltes coloridos e efeito molhado no cabelo, essas são algumas características que marcaram o estilo nos anos oitenta.

Maquiagem e cabelo Os olhos são carregados de tons e cores para causar impacto. As cores eram intensas: azuis, vermelhas, verdes, lilás, amarelos e laranjas, além de cores fluorescentes. Nos fios de cabelo, a palavra era volume além do rabo de cavalo, as bandanas, e principalmente, as faixas no estilo “aula de aeróbica”, também fez sucesso. Haja permanente, gel e mousse. Mulheres e homens competem no mercado de trabalho, criando uma imagem forte e decidida, os chamados yuppies (Young urban professional). Em suma, anos 80 significa também multiplicidade de tribos: punks, góticos, skinheads, entre outros exemplos.

Ícones e Estilistas Os anos 80 mostraram que tudo é possível e que a criatividade dita moda. A cantora norte – americana Madonna, e a atriz e cantora australiana Olivia Newton John são ícones dessa época: muita renda, pérolas, ombreiras, legging, jaquetas jeans, maquiagem pesada com olhos pintados e batons em cores vivas. Dentre os estilistas, a época contou com profissionais orientais, como Yohji Yamamoto, Issey Miyake, além de Rey Kawakubo.

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Anos 90

– Moda com personalidade No final do século XX, a moda deixa de ser universal para dar vez a várias facetas, quando o indivíduo decide o que irá vestir. Com o início da década ainda sendo influenciada pelo exagero da anterior, a Pop Art figura como influência que pode ser citada, com o lançamento de jeans coloridos, por exemplo. Com o culto a personalidade e o individualismo em alta, arrumar – se tornou fundamental. Produzir um look é mais importante do que estar na moda, propriamente. A aquisição de um estilo é a face da moda nos anos 90.

Tendências e Acessórios É minimalista, simples, reta, com cores discretas: preto, cinza e branco. Jeans, camisas, calças de estampa xadrez fez sucesso nessa década. Essa época foi marcada pela diversidade de tendências com forte apelo no rock, através da atitude levemente agressiva. O movimento grunge (tribo urbana oriunda de Seattle, EUA), cresceu entre os jovens, inspirados por bandas musicais de sucesso com Nirvana e Pearl Jam com suas camisas de flanela xadrez, com tamanhos grandes. Outras tribos como clubbers, drag queens e ravers, caracterizaram o “supermercado de estilos” dessa década, com a influência de diversas fontes.

Maquiagem e Cabelo Após o exagero da década anterior, o rosto precisa ter menos cor e ganhar mais naturalidade. Nesse tempo que surgiu o famoso “smokey eye”, bases com mais tons e a explosão do castanho nos cosméticos para olhos e os batons. Quanto ao cabelo, houveram vários experimentos, porém o que marcou foram as mechas, de diferentes cores. Houve ainda, com a influência do grunge, os cabelos curtos e bagunçados ditando moda.

Ícones e Estilistas Pode – se citar o alemão Helmut Lang, que imortalizou as linhas retas e sóbrias, além de Giorgio Armani e Calvin Klein. Nos ícones, figuram principalmente os ídolos musicais, como os integrantes das bandas Nirvana, Pearl Jam, além da febre dos grupos musicais pop como Spice Girls e Backstreet Boys.

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Anos 2000

– O individualismo no poder Os anos 2000 começaram com releituras das tendências de moda de outras décadas, com pitadas dos anos 80 e 50 desfilando pela cidade. Porém, a busca pelo novo se tornou a real tendência da atualidade.

Tendências e Acessórios Os clubbers receberam os seus anos de glória, e os adolescentes procurando seu próprio jeito de se vestir aderiram mais ao gótico e criaram a moda “emo”. Esta nova tribo se influenciou pela música hardcore sentimental, sendo uma tendência entre eles o uso de: all star colorido, botas, piercing, meia calça rasgada e seus cabelos mega liso com franja no rosto. Na moda feminina o uso de calçados com salto plataforma estava em alta, sendo considerado um calçado confortável para a diária. Como marco de um novo século se encontra a busca pelo individualismo, se aplicando a maneira como se vestir, procurando sua identidade nas roupas, tanto para os homens como para as mulheres. As tatuagens e piercings se encontram em um número crescente de pessoas que as veem como algo único que as diferenciam das demais.

Maquiagens e cabelos Com o surgimento das escovas progressivas para deixar os cabelos lisos, estes estavam em alta, além do cabelo repicado. Já os homens aderem ao visual “moicano”, tendo o cabelo raspado nas laterais e deixado maior no meio. A maquiagem consegue transitar do usual para o extraordinário. No cotidiana a “make natural”, cobrindo as imperfeições, mas dando um ar de naturalidade como se a mulher não estivesse maquiada. Já para ocasiões como festas, o olho preto valorizado com o lápis de olho era comum.

Ícones e estilistas Alexandre Herchcovitch, estilista brasileiro que leva a moda nacional para o restante do mundo, como algo inovador que sempre esta em processo de recriação, abusa das tendências geométricas, das caveiras e do xadrez. Também conhecida mundialmente como ícone de beleza, a modelo brasileira Gisele Bundchen cria um novo padrão a ser seguido de uma mulher alta, magra, porém curvilínea.

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revista moda  

Revista digital sobre a história de um século de moda e suas influências

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