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Apresentação A idéia de gravar este CD surgiu da minha convivência com Gogô na década de 1990, nas aulas de piano e harmonia em sua casa no bairro paulistano da Aclimação, acompanhadas de seu velho piano L. Mors. Artista formado pela necessidade de viver a música, buscando referências no rádio, na cena musical noturna, nos discos de vinil ou nas poucas partituras acessíveis à época – quando grupos musicais e orquestras preenchiam os ouvidos do público e as boates disputavam os músicos mais apreciados do momento –, Gogô encontrou lugar de destaque na “música de câmara”, ao lado de Johnny Alf, Dick Farney e Lucio Alves, entre outros. A arte de acompanhar faz aflorar na linguagem musical seu significado mais profundo – o do diálogo sem palavras, da narrativa intuitiva, do que não se explica – revelando e dando sentido ao lado afetivo e espontâneo do fazer musical. O piano de Gogô chama a atenção pelo modo sutil de se colocar, com um conceito de não-protagonismo e uma concreção incomum nos dias de hoje. Aliado ao caráter de acompanhador de Gogô, vem sua inquietação como artista inserido no século XX, como arranjador e pensador musical. Desde as aulas com Radamés Gnattali, quando tinha 20 anos, inicia um trabalho de pesquisa e discussão da linguagem musical contemporânea brasileira, passeando pelo samba, pelo choro, pelo jazz, pela bossa nova e pela música erudita - sempre em contato com músi-

Gogô e Thiago


cos e teorias de vários estilos – atuando até hoje, de maneira marcante, na formação de novos músicos brasileiros. Neste disco, além do Gogô pianista, destacamos o arranjador – em Noturno, Copacabana e O que é Amar, o compositor – letra e música – em Chegaste e, de quebra, o cantor – no clássico de Caymmi Sábado em Copacabana e em Chegaste. Os músicos convidados para integrar o disco de alguma forma partilharam a história de vida de Gogô. O começo da carreira e sua fase bossa nova estão representados por Alaíde Costa, Ana Maria Brandão e Zé Luiz Mazziotti; que emprestam suas vozes à Noturno, de Custódio Mesquita, canção de uma escrita harmônica arrojada para a época; Se eu pudesse, música pouco conhecida do mestre José Maria de Abreu; O que é amar, de Johnny Alf, também parceiro de Gogô desde o princípio; Copacabana, de Braguinha, e Choro pro Zé, de Guinga, esta em arranjo de Leandro Braga. Leandro traz uma escrita cristalina e inusitada também no arranjo de Senhora das Campanelas, de Guinga, aproximando-a da música erudita. Aluno de Gogô no começo de carreira, ele participa também como compositor e intérprete em Go-gô – música em homenagem ao professor, gravada aqui com dois pianos, em encontro marcante com o mestre. Leandro costumava tocar essa música em um duo com o clarinetista Nailor Proveta, também convidado do projeto. Proveta e Gogô, apesar de não terem tido contato direto anterior, sempre nutriram uma admiração mútua. Choro e Bossa, composta por Proveta em homenagem ao violonista Edson Al-

ves, apresenta uma mistura de estilos, formações e timbres com leveza e suingue, sempre sutilmente instigados e genuinamente brasileiros. Proveta também assina o arranjo de Dos Anjos, escrita por Guinga em homenagem ao filho do clarinetista. A música de Guinga nos traz harmonias e contornos melódicos surpreendentes, além de seu toque peculiar do violão. Dele temos Senhora das Campanelas, recentemente composta, Choro pro Zé, dedicada ao saxofonista Zé Nogueira, e Noturna, canção de juventude, gravada em versão instrumental com Guinga, Gogô e Proveta. Alunos de Gogô, Alessandro Penezzi participa com a música Lacaniana – escrita para uma aula de Gogô na universidade e gravada aqui em duo de violão e piano; Rodrigo Morte assina os arranjos de Noturno e Se eu pudesse; e Eduardo Ribeiro toca bateria em seis das 14 faixas. Zeca Assumpção havia tocado uma única vez com Gogô e agora repete a experiência, incorporando ao disco seu contrabaixo sutil e elegante. Além destes teríamos muitos outros a citar, completando as diferentes formações de cada faixa do disco – ao todo foram 31 músicos. Criar elos e encontros, valorizando um ambiente essencial no qual a música e os músicos pudessem respirar e flutuar, foi ao mesmo tempo o desafio e a recompensa deste projeto, um trabalho com muitos matizes, escrito a muitas mãos. Espero que gostem!

Thiago Cury

Gogô e Thiago


Toninho, Josué, Jericó e Proveta

Edson e Edmilson

01 Choro e Bossa 06′06″ música Nailor Proveta

Proveta

Arranjo Nailor Proveta | Piano Gogô | Contrabaixo Zeca Assumpção | Bateria Eduardo Ribeiro| Violão Edson Alves | Violão de 7 cordas Edmilson Capelupi | Clarinete Nailor Proveta | Flautas Soprano e Baixo Toninho Carrasqueira | Flugelhorn Jericó | Sax Tenor Josué dos Santos BR-TZE-08-00010


02 Sábado em Copacabana 03′45″

música Dorival Caymmi letra Carlos Guinle Arranjo Rodrigo Morte | Voz e Piano Gogô | Contrabaixo Zeca Assumpção | Bateria Eduardo Ribeiro | Flauta Toninho Carrasqueira | Clarinete Sergio Burgani | Flugelhorn Rubinho Antunes | Trompa Samuel Hamzem | Fagote Francisco Formiga | Sax Alto Cassio de Souza | Trombone Alex Tartaglia | Ensemble São Paulo: Violino Betina Stegmann - Violino Nelson Rios - Viola Marcelo Jaffé - Violoncelo Bob Suetholz BR-TZE-08-00009

Depois de trabalhar toda a semana Meu sábado não vou desperdiçar Já fiz o meu programa pra esta noite E sei por onde começar Um bom lugar para encontrar: Copacabana Prá passear à beira-mar: Copacabana Depois num bar à meia-luz: Copacabana Eu esperei por essa noite uma semana Um bom jantar depois de dançar: Copacabana Um só lugar para se amar: Copacabana A noite passa tão depressa, mas vou voltar se pra semana Eu encontrar um novo amor: Copacabana

Rodrigo, Formiga, Samuel, Alex, Cassio, Sérgio e Rubinho

Gogô


03 Se eu pudesse 03′46″

música José Maria de Abreu letra Jair Amorim

Gogô e Alaíde

Arranjo Rodrigo Morte | Voz Alaíde Costa | Piano Gogô | Contrabaixo Zeca Assumpção | Bateria Edu Ribeiro | Flauta Rodrigo y Castro | Flugelhorn Rubinho Antunes | Sax Alto Cassio de Souza | Trompa Samuel Hamzem | Trombone Alex Tartaglia BR-TZE-08-00007

Sempre desejo falar Como me fazes sofrer Mas se te sinto a me olhar nada consigo dizer Se eu pudesse mentir te diria que não Se eu pudesse fingir te daria perdão A verdade porém não confesso a ninguém Pois tu bem fez e adivinhas que o amor que eu arrasto comigo é o mais profundo amor

Edu

Se eu pudesse dizer quanta coisa falar Se eu pudesse esquecer Viveria a cantar Mas quem pode mentir quando sofre em silencio demais Seu eu pudesse fugir, esse amor nunca mais

Zeca


04 Lacaniana 06′37″

música Alessandro Penezzi

Piano Gogô | Violão Alessandro Penezzi BR-TZE-08-00013

Proveta

Guinga e Gogô

05 Noturna 05′47″

música Guinga letra Paulo Cesar Pinheiro

Penezzi e Gogô

Piano Gogô | Violão Guinga | Clarinete Nailor Proveta BR-TZE-08-00014 (05:47)


06 Noturno (Em Tempo de Samba) 04′51″ música Custódio Mesquita letra Evaldo Ruy

Arranjo Gogô | Voz Alaíde Costa | Piano Gogô | Contrabaixo Zeca Assumpção | Bateria Eduardo Ribeiro | Flauta Rodrigo y Castro | Flugelhorn Rubinho Antunes | Sax Alto Cassio de Souza | Trompa Samuel Hamzem | Trombone Alex Tartaglia BR-TZE-08-00004

Tarde na noite na rua deserta A vagar eu estou Não tenho destino nem rumo Não sei de onde vim Não sei para onde vou Onde estou Sei que estou apaixonado Sei que sou desgraçado Por amar tanto assim Ai de mim Já não sinto os encantos que o mundo oferece A qualquer És meu mundo, mulher Transformei-me em vulgar e vagamundo Que no fundo sabe o que quer Daí-te um carinho profundo Tu és todo meu mundo, mulher Volta eu perdôo teu erro Alaíde

Rodrigo, Samuel, Alex, Cassio, Rubinho e Thiago


08 Choro pro Zé 07′02″

música Guinga letra Aldir Blanc Arranjo Leandro Braga | Voz Zé Luiz Mazziotti | Piano Gogô | Contrabaixo Zeca Assumpção | Sax Alto Nailor Proveta | Ensemble São Paulo: Violino Betina Stegmann - Violino Nelson Rios Viola Marcelo Jaffé - Violoncelo Bob Suetholz BR-TZE-08-00003

Toninho, Betina, Nelson, Bob, Marcelo, Edmilson, Gogô e Proveta

07 Dos Anjos 05′22″ música Guinga

Arranjo Nailor Proveta | Piano Gogô | Clarinete Nailor Proveta | Flauta Toninho Carrasqueira | Violão de 7 cordas Edmilson Capelupi | Ensemble São Paulo: Violino Betina Stegmann - Violino Nelson Rios - Viola Marcelo Jaffé - Violoncelo Bob Suetholz BR-TZE-08-00002

Ai, por que choras, sax, tanto assim? Conta pra mim o que te faz sofrer Sou teu amigo, fiz por merecer: Sempre junto a ti Sou o coração que faz você viver Ai, por que choras, sax, tanto assim? Não há motivo pra se arrepender Confia em mim Que em minha vida Alegrias, horas tristes e vazias Passo com você A emoção que seduz Solando um choro ou um blues Me faz lembrar de outras noites muito azuis Ouvindo o sax murmurar Num baile ao luar Frases pra sofisticada lady Existe um sax em mim Chorando baixinho assim E é tão bonito uma lágrima cantar... Um saxofone num bar Me faz respirar Sempre que o amor Provocar em mim falta de ar

Zé Luiz e Gogô


10 Copacabana 04′05″

música João de Barro letra Alberto Ribeiro

Arranjo Gogô | Voz Zé Luiz Mazziotti | Piano Gogô | Contrabaixo Zeca Assumpção | Bateria Eduardo Ribeiro | Clarinete (solo) Nailor Proveta | Flauta Toninho Carrasqueira | Flauta Rodrigo y Castro | Clarinete Sergio Burgani | Clarinete Diogo Maia | Clarinete Baixo Alexandre Ribeiro BR-TZE-08-00001

Existem praias tão lindas Cheias de luz Nennuma tem o encanto Que tu possuis Tuas areias Teu céu tão lindo Tuas sereias Sempre sorrindo

09 Doce de Coco 07′10″

música Jacob do Bandolim

Piano Gogô BR-TZE-08-00008

Gogô

Zé Luiz

Copacabana, princezinha do mar Pelas manhãs tu és a vida a cantar E à tardinha, ao sol poente Dexias sempre uma saudade na gente Copacabana, o mar eterno cantor Ao te beijar, ficou perdido de amor E hoje vive a murmurar Só a ti Copacabana eu hei de amar Esqueçamos o que passou E acompanhamos o enterro. De um passado que o vento levou.


11 O que é amar 03′59″ música Johnny Alf

Arranjo Gogô | Voz Ana Maria Brandão | Piano Gogô | Contrabaixo Zeca Assumpção | Bateria Eduardo Ribeiro | Flauta Rodrigo y Castro | Oboé Lazarov MB | Clarinete Sergio Burgani | Flugelhorn Rubinho Antunes | Trompa Samuel Hamzem | Fagote Francisco Formiga BR-TZE-08-00006

12 Go-gô 06′46″

música Leandro Braga

Piano Gogô | Piano Leandro Braga BR-TZE-08-00011

É só olhar, depois sorrir, depois gostar Você olhou, você sorriu, me fez gostar Quis controlar meu coração Mas foi tão grande a emoção De sua boca ouvi dizer “quero você” Quis responder, quis lhe abraçar Tudo falhou Porém você me segurou e me beijou Agora eu posso argumentar Se perguntarem o que é amar É só olhar, depois sorrir, depois gostar

Leandro Ana Maria


13 Senhora das Campanelas 05′53″ música Guinga

Arranjo Leandro Braga | Piano Gogô | Violão Edson Alves | Oboé Lazarov MB | Clarinete Baixo Otinilo Pacheco BR-TZE-08-00012

14 Chegaste 03′47″

música e letra Gogô Voz e Piano Gogô BR-TZE-08-00015

Gogô

Meu chegar me encontrou tão instante quase triste e sozinho que não pude sequer perceber teu olhar de carinho. Mas o tempo não para e a vida me fez perceber o olhar de carinho que um dia te fez despertar outra vez para a vida e o amor Mesmo assim hesitei e temi reviver o sofrido Mas um beijo outro mais tantos mais nos fizeram entender que a vida com medo e com dor não conduz ao amor que se quer Vem pra mim, vou pra ti, vamos nós, e sem medo de errar. Thiago, Leandro, Gogô, Otinilo, Lazarov e Edson

Esta música é dedicada a Clélia Silber


Olhares sobre a música e o músico

Música na adolescência e o início de carreira

Como leiga na linguagem técnico-musical, mas como admiradora da música, sinto-me confortável em falar um pouco da carreira deste brilhante pianista que é o Gogô. Simples assim, quatro letrinhas que dizem muito dentro do universo musical brasileiro, seja como pianista, arranjador, maestro ou professor. Desde pequena, nas reuniões familiares, lembro que ele nunca quis tocar um “Parabéns a você”. Também pudera, em meio à diversão da família, ele não queria pensar em trabalho. Certo ele, que sempre teve na música a sensibilidade de apreciar sons, remanejar acordes e tirar de ouvido até os jingles das propagandas ou os temas das novelas. Algo admirável para mim, que nunca entendi daquelas “bolinhas” (notas musicais). Mais encantador ainda era ter a oportunidade de ver, em minutos, tudo aquilo que acabava de ouvir na televisão trazido logo ali para a sala de casa, tocado de maneira simples no “Piano de Gogô”. Foi assim que cresci, ouvindo música dentro e fora de casa. Uma convivência de pai e fi lha sempre muito harmônica, embora marcada também pelos “desencontros” – o trabalho noturno, as aulas e a universidade de dia muitas vezes fizeram com que não conseguíssemos nos ver, mesmo morando na mesma casa. Mas tudo isso tem o seu lado bom: o reencontro.

Falante como sempre e – pasmem! – hoje até cantando, ele tem assunto de sobra para os cafés-da-manhã. A começar pelos jornais, o noticiário do dia e o assunto preferido, a política. Um militante nato, que desde a juventude lutou por ideais, defendeu causas e transmitiu conhecimentos históricos que eu nem precisava procurar nos livros. Como sempre brincamos, uma enciclopédia ambulante, pronta para responder a qualquer pergunta. Mas a música, ah, a música, é uma verdadeira paixão de vida. Com mais de 50 anos de carreira, completados quase junto com a Bossa Nova, Hilton Jorge Valente – o Gogô, como é conhecido no meio artístico – é uma contribuição importante para o meio século de história deste gênero musical que é sucesso absoluto dentro e fora do Brasil. É, ainda, um resgate histórico do cenário musical brasileiro. Contador de “causos”, em um simples bate-papo com ele é possível conhecer personalidades da música e passagens curiosas que representam a vida de grandes artistas, além de momentos que foram “divisores de águas” em suas influências musicais. Como se fosse ontem, ele lembra os encontros com grandes ídolos como Dick Farney, Tom Jobim e Bill Evans. No caso de Dick, uma curiosidade: a admiração de sua música mais tarde trasformou-se em parceria. E quem poderia imaginar isso! Aquele jovem que nos anos

Na estrada... maturidade chegando


Os ídolos Dick Farney e Bill Evans...contemplação

60 tanto apreciava o piano e a voz de Dick Farney um dia estaria lado a lado com o ídolo, acompanhando-o como pianista em shows pelo país. O mestre Johnny Alf, outra grande influência, foi quem lhe deu o primeiro emprego. Coincidência ou não, Johnny começou a trabalhar, bem antes, por uma oportunidade concedida por Dick Farney. Fecha-se assim um círculo virtuoso que certamente enriqueceu a música brasileira. Luiz Eça e Radamés Gnattali também figuram na galeria de personalidades que o influenciaram. E a influência da música norte-americana? Essa sim, um ponto de discussão permanente entre os músicos no mundo todo. Relutante no início – até por suas convicções políticas – mas ciente de que aquele momento era importante para a música como um todo, Gogô soube aproveitar o que de melhor os americanos construíram nas big bands e nas improvisações, adaptando as harmonias ao jeito brasileiro de fazer música. Com um estilo próprio de tocar o piano, é comum dedicar-se a ensaios para que algo saia “perfeito”, no tom adequado e ritmo certo. Por outro lado, a criatividade muitas vezes o torna mestre do sistema NHS – “Na hora sai”. Quem já teve a oportunidade de assistir a uma apresentação sua sabe que o modelo funciona, e bem. O meio século de história ou os mais de 50 anos de sua carreira podem ser traduzidos de diversas formas e em várias fases. Este pianista, que se dedica profissionalmente à

música desde 1957, tem influências que passam pelo samba, jazz e choro. Mas o ouvido apurado para as notas musicais chegou bem antes, quando ainda era menino. Uma gaita, que ganhou dos pais para se divertir enquanto se recuperava de uma infecção, deu início ao talento musical. Asa Branca foi a primeira canção soprada no instrumento e Luiz Gonzaga, um dos principais influenciadores de sua música. Mais à frente, um novo presente e outro significado: o piano escolhido por ele, que até hoje é um “xodó” incontestável. E não é para menos. Se esse piano falasse, eu precisaria de um livro inteiro ou bem mais que isso para contar um universo de encontros e histórias fabulosas que ele presenciou. A começar pela música Blue Moon, a primeira tocada por Gogô no “brinquedinho” que ele tem desde criança. Sua carreira profissional é assim, um mosaico de acontecimentos e este disco, um brinde à música brasileira. Um verdadeiro troféu, que vem coroar uma história musical construída nos bares, em espetáculos nas noites carioca e paulistana, nos carnavais, nos shows por esse imenso Brasil e na universidade, levando a outras gerações o conhecimento e a vivência adquirida ao lado de grandes músicos como Dick Farney, Lúcio Alves, Nana Caymmi, Maysa, Dóris Monteiro e tantos outros a citar. Por tudo isso, agora é a minha vez de dizer: parabéns a você!

Com carinho e admiração, sua filha Heloisa

Maturidade e encontro: Gogô e Dick


Concepção e Direção Artística

Thiago Cury Direção Musical

Gogô e Thiago Cury Produção

Thiago Cury Assistência de Produção

Joana Cury Gravação

Carlos (KK) Akamine Assistente

Silvio Romualdo Mixagem

Homero Lotito Estúdio Trilha Certa Masterização

Homero Lotito Reference Studio Gravado no Estúdio Salaviva - Espaço Cachuera em Outubro e Novembro de 2008 Piano Yamaha C7 AGRADECIMENTOS Adriana Giglio, Cacá Machado, Carlos Fernando, Clélia Silber, Cyro Pereira, Danielzinho Valente, Dina Ilídio Valente, Gabriela Sandes, Gustavo Soares, Heloisa Valente, Hilton Valente, Helen Valente de Mello, Marina Reis, Marcus Siqueira, Maurício de Bonis, Nina, Paulo Dias, Rogério Perez, Rosi Neves, Shen Ribeiro, Tânia Urbinati, Thereza Christina Holl Cury, Therezinha Valente, Willy Corrêa de Oliveira.

Design Gráfico

Joana Figueiredo Fonte Pocket de Gustavo Soares Fotos

Julio Kohl

Realização:


PatrocĂ­nio:


CD O piano de Gogô (encarte)