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Joinville, 01 de Janeiro de 2013 | Ano 01 | N° 01

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SANTUÁRIO

Opinião CELEBRAÇÕES NO SANTUário • Segunda-feira - 19h (pelos falecidos) • Terça-feira - 16h (pelas intenções da rádio e internet) e 19h • Quarta-feira - 19h (pelas famílias) • Quinta-feira - 7h, 16h (pelos enfermos) e 19h • Sexta-feira - 7h, 12h30 e 19h • Sábado - 19h • Domingo - 6h30, 8h, 9h30, 11h30, 17h e 19h

INFORMAÇÕES importantes • 1ª sexta-feira do mês Missa às 7h, 12h30, 16h, 19h e 23h • Adoração ao Santíssimo Sacramento Toda quinta-feira - das 8h às 19h • Reza do Ofício Divino Toda quinta-feira - 11h • Missa com tradução em libras 4° domingo do mês - 19h • Missa dos Grupos Bíblicos de Reflexão 2ª terça-feira do mês - 19h30 • Bênção de objetos Após as missas da 1ª sexta-feira do mês e no expediente paroquial • Confissão Terça a sexta-feira - 8h30 às 11h | 14h30 às 17h Sábado - 8h30 às 11h

MENSAGEM DO PÁROCO

Por Pe. Sildo César da Costa, scj

Caros paroquianos e devotos do Sagrado Coração de Jesus: depois de celebrar o mês de agosto com a Semana da Família, é chegada a hora de se dedicar à Palavra de Deus em setembro. “Toda Bíblia é a narração, sob a inspiração do Espírito Santo, das experiências concretas de um povo à procura de Deus e da ação d’Ele se revelando a este povo. Por isso, a Bíblia, como principal fonte da fé, deve ser lida no contexto da vida, porém à luz da tradição e do magistério que são a garantia para nós de uma correta interpretação” (Documento de Puebla 372; 1001). São Paulo afirma: “Ora, tudo o que se escreveu no passado é para nosso ensinamento que foi escrito, a fim de que, pela perseverança e pela consolação que nos proporcionam as Escrituras, tenhamos a esperança” (Rm, 15,4). E ainda: “Toda a Escritura é inspirada por Deus, é útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra” (2Tm 3,14-17). “A Igreja ‘exorta a todos os fiéis cristãos, com veemência e de modo peculiar [...] a que pela frequente leitura das divinas Escrituras aprendam ‘a eminente ciência de Jesus Cristo’ [...] Lembrem-se, porém, que a leitura da Sagrada Escritura deve ser acompanhada pela oração a fim de que se estabeleça o colóquio entre Deus e o homem; pois a Ele falamos quando rezamos; a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos’...” (CIC 2653). O que faremos para que a Palavra de Deus seja mais lida e se transforme em alimento forte, resistente e vigoroso para o nosso povo? Meu convite é para que você tenha sua própria Bíblia e a leia todos os dias. Que também busque as formações e cursos bíblicos que nossa Paróquia oferece, aos quais, por vezes, é dito que não há tempo para participar, e, de tal forma, não há tempo para aprender as coisas de Deus. Outro convite é para participarmos dos Grupos Bíblicos de Reflexão. Nestes encontros teremos um contato maior com a Bíblia e poderemos partilhar a nossa experiência de Deus com nossos irmãos de caminhada. Aliás, todos nós, membros ativos das pastorais de nossa comunidade, como também os que não estão envolvidos nas pastorais e movimentos, devemos participar dos Grupos Bíblicos de Reflexão. Precisamos de uma conversão pastoral, como nos diz o documento de Aparecida. A Palavra de Deus deve chegar mais perto de nossas famílias. Sejamos revolucionários na evangelização e leiamos a Bíblia! Seja amado por toda parte – o Sagrado Coração de Jesus!

CELEBRAÇÕES nas comunidades

EDITORIAL • DIVINO ESPÍRITO SANTO 1ª segunda-feira do mês - 19h30 1ª terça-feira do mês - 19h30 (GBR) 4ª quarta-feira do mês - 16h (pelos enfermos) Quinta-feira - 19h30 Sábado - 19h Domingo - 8h • SÃO JUDAS TADEU 3ª terça-feira do mês - 19h30 (GBR) Quarta-feira - 16h (pelos enfermos) Sábado e domingo - 19h Dia 28 - 19h30 (Missa do Padroeiro)

Tempo de mudanças É com alegria que chegamos a setembro! Neste mês, preparamos uma edição especial para que você acompanhe todos os fatos que marcarão a história do Santuário Sagrado Coração de Jesus: a transformação das comunidades que até então pertencem à Paróquia Sagrado Coração de Jesus em novas paróquias. A partir da leitura das matérias desenvolvidas, você conhecerá melhor a história que o Santuário construiu ao longo de sua trajetória. Além

disso, como se formou cada uma das comunidades: São Judas Tadeu, Nossa Senhora do Rosário, Divino Espírito Santo e Sagrada Família. Em razão da festa de São Jerônimo, comemorada em 30 de setembro, celebramos também o mês da Bíblia. Estudando e se aprofundando nos textos bíblicos podemos adentrar a sacralidade da nossa fé. Que sejamos como São Jerônimo, o autor da tradução latina da Bíblia e também um grande estudioso apaixonado pela Sagrada Escritura. Deus abençoe!

• NOSSA SENHORA DO ROSÁRIO 3ª terça-feira do mês - 19h30 (GBR) Quarta-feira - 19h30 3ª sexta-feira do mês - 16h (pelos enfermos) Domingo - 8h • SAGRADA FAMÍLIA 4ª terça-feira do mês - 19h30 (GBR) 3ª sexta-feira do mês - 19h30 Domingo - 9h30

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Geral ARTiGO dO MÊS

Por Marco Aurélio Farias

Mês da Bíblia Como bem sabemos, setembro é conhecido, por nós católicos, como o Mês da Bíblia, em alusão a São Jerônimo – primeiro tradutor das Sagradas Escrituras para o latim – cuja memória se recorda no próximo dia 30. Somos convidados a nos aproximar da Palavra de Deus. É hora de pegarmos nossa Bíblia, por vezes tratada como um objeto de decoração, aberta e empoeirada sobre a estante, e incluí-la em nosso dia a dia. A leitura das passagens bíblicas, salmos e parábolas, são de suma importância para quem deseja estar mais próximo do Senhor. Vivenciamos também, até o final do mês de novembro, o Ano Litúrgico C, que nos apresenta a vida do Messias, segundo as Escrituras de São Lucas. Neste tempo, precisamos abrir nossos ouvidos e deixar que Jesus nos fale na leitura e reflexão da Liturgia Diária, que, a cada dia, nos traz palavras de salvação. Dizia São Jerônimo: “ignorar as Escrituras é ignorar a Cristo”. Pense e reflita sobre isso. Busquemos mergulhar nas entrelinhas da Palavra de Deus, fazer dela um mapa para chegarmos ao céu e assim nos encontrar com seu Autor. Com o Salmo 118, proclamemos: “Lâmpada para meus pés é Tua Palavra e luz para os meus caminhos. Meu sofrimento passa dos limites, Senhor, dá-me vida segundo Tua Palavra”.

TESTEMUNHO

Por Gabriel Orlando

Foto: Jacqueline Freudeenborg

Esteja próximo da Palavra do Senhor

SANTO dO MÊS

São Cosme e São Damião

Persistência pela Palavra de Deus

Foto: Terezinha Souza da Silva

Somos convidados, neste mês de setembro, a viver com mais intensidade a Palavra Viva de Deus. Conhecer e se apaixonar pela dádiva divina de modo que se torne para nós uma Palavra de Salvação. João Xavier, da Comunidade Divino Espírito Santo, testemunha sua experiência com a Palavra: “Tudo começou com a falta da minha mãe e o abandono do meu pai. Fiquei aproximadamente dez anos sem falar com ele, sem perdoá-lo. Pensei que sem minha mãe eu me tornaria um marginal, pois era ignorante à Palavra de Deus e a Seus mandamentos. No entanto, lembrei-me da educação dada por minha mãe, que sempre me levava à missa e aos terços na Paróquia Sagrado Coração de Jesus. Apesar de não conseguir entender a Bíblia, a vontade de compreendê-la era grande. Depois disso, lembrei que minha mãe possuía o Catecismo da Igreja Católica e, com isto, fui estudando e buscando compreender o que Deus me dizia por meio da Bíblia. Daí por diante, me aprofundei na Palavra de Deus e pude absorvê-la na minha vida. Após um tempo de retiros e estudos da Palavra, consegui perdoar meu pai. Comecei a servir na igreja como ministro da Eucaristia. Hoje, participo também da Pastoral Antialcoólica, levando a Palavra de Deus para as famílias que sofrem com esse vício”.

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São Cosme e São Damião eram irmãos gêmeos, médicos de profissão e santos na vocação. Nasceram na Arábia, viveram no Oriente e, desde a conversão, passaram a ser missionários. Com confiança no poder da oração, levavam saúde do corpo e da alma para todos. Diante da perseguição do imperador romano Diocleciano, foram presos no ano 300 por serem considerados inimigos dos deuses e acusados de usar feitiçarias e meios diabólicos para disfarçar as curas. Quando eram acusados, a resposta deles era a mesma: “Nós curamos as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo Seu poder!”. Eles jamais abandonaram a fé e, em 303, foram decapitados. São Cosme e São Damião são considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de Medicina. Diante da insistência quanto à adoração aos deuses, responderam: “Teus deuses não têm poder algum, nós adoramos o Criador do céu e da terra!”.

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Formação compromisso

Por Enriete Stolf

Lectio Divina A Lectio Divina possui uma eficácia extraordinária por nos fazer crescer como filhos de Deus. Este crescimento diz respeito a cada um, à Igreja e também a quem tem asas para voar e a quem apenas sabe dar pequenos passos. Ela nos ajuda a sair da vida particular para nos inserir no projeto de Deus. Não é fácil e espontâneo como o ar que respiramos. Ao contrário, para ser eficaz requer respeito e condições externas e, sobretudo, internas. Portanto, a Igreja voltou a recomendar a Lectio, pois o povo de Deus cresce em proporção à medida que busca a Palavra. Viver à luz da Palavra de Deus é confessar que é o Senhor que nos conduz, e que somente Ele sabe do que necessitamos. Em muitos cristãos contemporâneos nota-se uma dissociação entre fé e vida. A fé, entendida como processo dinâmico, torna os batizados capazes de cooperar com o projeto de Deus. Mas para crescer na fé, é preciso escutar a Palavra. O verbo crescer tem um emprego extraordinário no Novo Testamento: Lucas usa o mesmo termo grego tanto para descrever o crescimento de Jesus, no Evangelho: (“O menino crescia e se fortalecia no Espírito”), quanto para descrever o crescimento do povo de Deus, nos Atos: (“A Palavra de Deus crescia, e o número dos discípulos se multiplicava em Jerusalém”). Isso acontece porque a Palavra é viva. Quando ela é escutada pelo homem, vive e cresce também dentro dele. Muitos cristãos sentem não ter asas para pairar no mundo da espiritualidade bíblica, e acreditam que a Lectio não é possível para eles. Isso é um erro. A Palavra de Deus emerge da história e reconduz a história ao viver. Cardeal Martini nos diz: “Somos, pois, convidados a refletir mais sobre a natureza da Lectio Divina, e a prolongar as quatro operações derivadas da Bíblia: leitura, meditação, oração, contemplação. E nos damos conta de que a Lectio não é só contemplar”. Que possamos dar o passo segundo nossas pernas, na proporção da cultura, das capacidades e dos recursos intelectuais que temos. A Lectio matutina precisa se expandir durante o dia e nos conduzir a fazer nossas escolhas conforme o plano de Deus.

Como viver bem o Ano da Fé?

Porta Fidei: um itinerário espiritual a ser seguido Neste ano de 2013, ‘Ano da Fé’, somos convocados a reavivar a chama da fé em nosso coração e em nossa caminhada de cristãos. Em uma sociedade secularizada, que, aos poucos, vai perdendo as raízes da sua própria identidade cristã, a Carta Apostólica de Bento 16, Porta Fidei, é um convite a retornar às nossas raízes e, assim, vivenciarmos um tempo novo. Nesta Carta Apostólica, o papa emérito apresenta um itinerário espiritual que nos ajuda a vivenciar o ‘Ano da Fé’ com intensidade. Eis alguns dos passos propostos: - Rezar a Palavra de Deus na vida: na Palavra de Deus e na Eucaristia encontramos o alimento necessário que sustenta nossa alma; é preciso que rezemos a Palavra em cada momento de nossa vida.

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- Testemunhar o amor de Deus: nossa vida deve irradiar a Luz da Palavra de Deus. Somente quem foi iluminado pela Palavra pode testemunhar uma vida de luz. - Redescobrir o valor da Profissão de Fé: não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária para não esquecerem o compromisso assumido com o Batismo. A oração do Creio deve voltar a fazer parte das nossas orações, pois é preciso que nos aprofundemos naquilo em que cremos. - Estudar o Catecismo: para chegar a um conhecimento sistemático da fé, todos podem encontrar um subsídio precioso e indispensável no Catecismo da Igreja Católica. Por meio dele encontramos alimento seguro para as questões da fé que nos inquietam. É preciso saber responder: por que eu creio? Em que eu creio? Adaptado da Canção Nova

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Pastorais e Movimentos MISSÃO

Por Vera Lúcia Cavalheiro

Grupos Bíblicos de Reflexão

Como funciona? Além dos encontros semanais, acontecem encontros mensais comunitários, reunindo coordenadores e padres, quando possível. Nas formações continuadas, retiros e encontros mensais, semestrais e anuais, as lideranças são reforçadas pela estrutura bíblica, dinâmicas de grupo e retiros. Em tempo de Missões Querigmáticas, que significam um anúncio, os GBRs são fundamentais na formação de novos missionários.

Foto: Rubens Petris

Porque participar? Porque Deus, em seu trinitário, é comunidade família, uma equipe e um grupo. Deus convive e age em grupo eternamente.

O que é? Nos Grupos Bíblicos de Reflexão (GBRs) participam famílias, crianças, jovens, adultos e idosos. Os grupos são divididos em setores e possuem suporte das Comarcas Norte e Sul, contando com coordenadores comarcais, paroquiais, comunitários e animadores setoriais. São grupos formados por cerca de dez pessoas da mesma rua, que se reúnem uma vez por semana – nas terças-feiras, conforme orientação da Diocese – para conhecer profundamente a Palavra de Deus por meio da leitura orante da Bíblia e do livro semestral dos Grupos Bíblicos de Reflexão.

Pastoral Antialcoólica

Por Márcio Rosa

Foto: Foto Essence

No dia 3 de setembro, o grupo da Pastoral Antialcoólica do Santuário Sagrado Coração de Jesus comemora mais um aniversário. Com suas reuniões iniciadas em 2010, após ter sido apresentado e aceito no Conselho Paroquial, a Pastoral participa das atividades comunitárias e paroquiais. A seguir, conheça um testemunho alcançado na Pastoral: “No dia 20 de agosto, completei seis anos de sobriedade. E por meio da Pastoral Antialcoólica tive a minha restauração. Eu era um católico não praticante, apesar de ter recebido os sacramentos do Batismo, Eucaristia, Crisma e Matrimônio. Era uma pessoa que gostava de festas, jogar futebol e beber cervejas. No domingo, de vez em quando, ia à igreja. Um dia, minha esposa que já estava cansada de ver minhas promessas de mudança serem quebradas, resolveu pedir o divórcio. Ela fez minhas malas e disse para eu sair. Eu não tinha entendido, mas aceitei. Foi uma fase de solidão e as saudades apertavam muito. Certo dia, minha irmã me convidou para conhecer a Pastoral Antialcoólica, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, do Itaum. Ao

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GBR é... Amizade, convivência, solidariedade, evangelização, fé, amor e respeito são gestos concretos. O patrono dos GBRs é São Paulo. Em honra, no dia de sua memória, 29 de junho, comemoramos também o Dia do Animador de GBR. Para 2013, Ano da Fé, foi criado o Baú da Fé, que atualmente está passando pela Comunidade Divino Espírito Santo. Neste baú encontram-se registros das graças alcançadas pelos membros dos GBRs. A ideia foi criada na abertura do Ano da Fé, em outubro de 2012, pelo pároco -reitor, Pe. Sildo. Semanalmente, o baú passa nas casas onde acontecem os encontros dos GBRs e, em breve serão criados baús para todas as comunidades. Assim, será possível expandir o território de evangelização. Como participar de um GBR? Basta entrar em contato com a comunidade do seu bairro ou com o animador mais próximo de sua casa, se você o conhecer.

entrar na sala, vi e ouvi pessoas dando testemunhos de vida. Na outra semana, quando voltamos, o pessoal da Pastoral nos acolheu tão bem que nos sentimos como se fossemos da família. E foi naquela reunião que dei o meu ingresso, juramento que se faz por livre e espontânea vontade para confirmar que não vai mais ingerir bebidas alcoólicas. Parar de beber é uma decisão muito difícil: tem que ter atitude, e é de extrema importância o apoio dos familiares. Para me ajudar, meus filhos começaram a frequentar as reuniões e, logo, as notícias chegaram aos ouvidos da minha esposa. Ela resolveu, então, me dar mais uma chance, e percebeu que minha mudança já era grande. O alcoolismo é a terceira doença que mais mata no mundo (OMS - Organização Mundial da Saúde). A sociedade só será boa se suas famílias vierem em harmonia, e a bebida alcoólica impede que a boa convivência exista. Muitos buscam e encontram ajuda na Pastoral Antialcoólica, que permite a transformação na vida de muitas pessoas. Os problemas não acabaram, mas hoje são resolvidos. Também conversamos mais e participamos da vida dos nossos filhos. Hoje sou restaurado por meio da Pastoral Antialcoólica que conta com 22 Grupos de autoajuda, em Joinville e São Francisco do Sul. Venha fazer parte desta família!”

Na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, as reuniões da Pastoral Antialcoólica acontecem às 20h, na Comunidade São Judas Tadeu (quartas-feiras), Comunidade Sagrada Família (quintas-feiras), Santuário Sagrado Coração de Jesus (sextas-feiras) e na Comunidade Divino Espírito Santo (domingos), às 19h.

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Joinville, 01 de Março de 2013 | Ano 01 | N° 01

Jornal do Santuário - Quando e em qual contexto surgiu a ideia de tornar independentes as comunidades que pertencem à Paróquia Santuário Sagrado Coração de Jesus? D. Irineu - Há muitos anos se possibilitava a criação da Paróquia São Judas Tadeu. Havíamos publicado no ano retrasado a lista das possíveis novas paróquias e, entre elas, estava a Paróquia São Judas Tadeu, por toda a movimentação que sempre se via lá e pela vitalidade pastoral. Mas uma coisa é colocar na lista, outra é realizar. E aí, este ano, percebemos que era um momento novo tanto para a Congregação quanto para a Diocese quando nos encontramos com o provincial dehoniano, Pe. Donizete Queiroz, que também faz parte do Conselho de Presbíteros. Ele demonstrou abertura durante esse evento com os padres, não somente em relação à Comunidade São Judas Tadeu, mas também para as demais. JS – Como surgiu essa necessidade? É um procedimento para toda Diocese ou algo restrito para o Santuário? D. Irineu - A Diocese tem cada vez mais vocações, e a cada ano está ordenando novos padres. Isso significa que podemos expandir ainda mais. Portanto, esse é um procedimento para toda a Diocese. Quero levar isso também para outros bairros e cidades, como Rio Negrinho, que tem uma única paróquia para 70 mil habitantes. Chegou a hora missionária, e é típico dos religiosos serem missionários. No meu ponto de vista, a ideia é colocar os padres mais próximos do povo, fisicamente e geograficamente. É muito importante que o bairro tenha o padre próximo, pois ele é uma referência para as pessoas. JS - Quais os critérios para que uma comunidade se torne paróquia? D. Irineu – O primeiro critério é ter um padre. Depois, precisa ter uma vida pastoral ativa, uma saúde pastoral, ser uma comunidade que tenha participação do povo. Um ter-

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ceiro critério diz respeito à saúde financeira da comunidade, para sustentar os custos de paróquia. É preciso ter uma boa estrutura física. JS - Por quais motivos a Comunidade Sagrada Família não se tornará paróquia? D. Irineu - Primeiro precisamos de padres. A Comunidade tem condições, mas por ser nova ainda, tem tempo para se estruturar melhor. JS - Quais as datas oficiais ou previstas para estes acontecimentos? Quais os possíveis párocos de cada uma delas? D. Irineu - Já oficializamos a data de 2 de fevereiro para a Paróquia Nossa Senhora do Rosário, dia da apresentação de Nossa Senhora. O pároco será o vigário geral da Diocese, padre Adenir Ronchi. Na Paróquia São Judas Tadeu, o pároco vai ser o padre Luciano dos Santos, que atualmente é o pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, do Glória. Contudo, a data ainda não foi decidida. Quanto à Comunidade Divino Espírito Santo, ainda estamos definindo. JS - E os planos e projetos que a Diocese tem junto ao Santuário Sagrado Coração de Jesus, único santuário de Joinville? D. Irineu – O Santuário deve ter visitas de muitas pessoas. Muitas missas, confissões e orientações espirituais. Eu vejo o Santuário como um lugar que, a qualquer hora, quando uma pessoa precisar de uma missa ou confissão, terá um leigo, religioso ou padre, em horários alternativos à disposição. JS - E qual é a visão, o sentimento do senhor com tudo isso? D. Irineu - Com certeza é de muito entusiasmo, porque eu sempre falo que na hora que acabar meu entusiasmo, vou deixar de ser bispo. A vida de bispo não é fácil, tudo isso é muito trabalhado, muitas reuniões e encontros. E quando a gente vê a Diocese harmonizada é motivo de muita alegria, pois a Diocese só está feliz se os padres e o povo estão felizes.

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Antes de apresentar a nova atuação do Santuário, é interessante lembrar o significado desta palavra. Do latim sanctuarium, é uma derivação do termo sanctus, traduzido como “lugar sagrado” no qual as pessoas podem cultivar suas devoções. Em outras palavras, é o lugar da presença de Deus, onde muitos peregrinos e romeiros procuram cultivar sua intimidade com o Pai por uma imagem ou relíquia de santo, ou ainda um milagre característico. No Santuário Sagrado Coração de Jesus, a característica é o próprio Coração de Jesus, vivo e presente na Eucaristia, que continua a palpitar no nosso meio realizando muitos milagres, distribuindo graças e acolhendo cada peregrino em Sua misericórdia. Dentro desta perspectiva, nossa atuação e missão é continuar como extensão da presença do Coração de Jesus na vida do povo que aqui vem se encontrar com Ele. Seremos ministros do amor e da misericórdia, acolhendo a cada um. O Sagrado Coração de Jesus assumirá sua vocação de Santuário, sem deixar de ser Paróquia: as pastorais e movimentos continuarão em ação e missão. Também será mantido o atendimento de confissão e bênção durante o expediente de terça-feira a sábado, os horários de celebração de missa e a adoração eucarística nas quintas-feiras. Os trabalhos de comunicação via jornal, rádio e site também continuarão acontecendo. Com alegria, acolheremos romeiros e peregrinos que vierem visitar o Santuário e aqui fazer seu momento de fé e devoção ao Coração de Jesus. Em outras palavras, atender o apelo feito pelo papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro: proporcionar a “cultura do encontro” das pessoas entre si e das pessoas com o Coração que muito nos ama e acolhe.

Jornal do Santuário - Qual seu posicionamento, enquanto pároco, perante essas mudanças? Pe. Sildo - O início de tudo ocorreu pela própria Diocese, por meio de Dom Irineu Scherer, que, ao chegar em Joinville, percebia grandes comunidades com potencial de ser paróquias. E a Diocese, com o fluxo de mais vocações, achou por bem criar novas paróquias. O processo da Diocese foi de tornar o padre mais próximo do povo. Como Dom Irineu já mostrava que as comunidades tinham capacidade de se tornarem paróquias, este desejo já vinha desde meus antecessores, não é uma coisa nova. Eu simplesmente apoiei porque sabia que seria bom para o Santuário também. JS - Como as comunidades reagiram ao saber da notícia? Pe. Sildo - Com um sentimento de alegria e expectativa. Já havia advertido sobre esta possibilidade, era algo esperado. Então, todas as lideranças e todas as comunidades já tinham conhecimento de que isso deveria acontecer. A São Judas Tadeu já esperava que isso aconteceria em breve, mas as outras duas nem tanto. A Comunidade Sagrada Família será capela da Paróquia Nossa Senhora do Rosário, pois uma influenciou a construção da outra. JS - Qual o sentimento do Santuário por saber que tantas outras grandes paróquias que temos atualmente na Diocese, saíram da Paróquia Santuário Sagrado Coração de Jesus? Pe. Sildo - É uma alegria por essas comunidades se tornarem paróquias e também uma “tristeza” pela Congregação dos Padres do Coração de Jesus não se fazer mais presente dentro delas. JS – Depois destas mudanças, restará algum vínculo com as novas paróquias? A Congregação possui algum projeto para atingir aqueles que se identificam com o carisma dehoniano? Pe. Sildo - Os padres do Coração de Jesus estão no Santuário e o Santuário agrega todas essas comunidades também. Então, ele nunca vai estar distante

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delas. Sempre que tivermos oportunidade, nós estaremos presentes. A ligação que existe entre essas comunidades, nunca será totalmente perdida, assim como nós não perdemos a ligação com as demais comunidades que já pertenceram ao Santuário. JS - Qual posicionamento e foco que o Santuário terá a partir de agora? Em quais mudanças para o Santuário tudo isso implicará? Pe. Sildo - O Santuário não deixa de ser Paróquia, suas pastorais e comissões continuam. Mas agora o Santuário vai ser aquilo que ele é. O ponto chave de tudo isso é a espiritualidade do Coração de Jesus, que agora será difundida a nível de Diocese. Com isso, queremos que as pessoas busquem o Santuário, a casa, de fato, do Coração. Que a gente possa acolher as pessoas, com grandes eventos e celebrações, que nós possamos ter uma capela de bênçãos e da misericórdia. Enfim, são planos que irão fluindo com o passar do tempo. JS - Como pároco, qual o sentimento por fazer parte deste marco para a história do Santuário? Pe. Sildo - É de responsabilidade, porque queira ou não queira, eu aposto que isso vai ser bom para o Santuário e para as comunidades. Eu quero que tanto o Santuário quanto as Comunidades cresçam. Quero que os futuros párocos façam trabalhos que desenvolvam as comunidades. Eu espero que não seja o padre Sildo, e sim o decorrer do processo.

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A Comunidade São Judas Tadeu, localizada no bairro Itaum, é formada por mais de 20 pastorais e movimentos, além de contar com mais de 40 Grupos Bíblicos de Reflexão. Semanalmente, reúne quase mil pessoas nas missas e outros milhares de fiéis no Grupo de Oração, que acontece sempre às quintas-feiras. A ideia de fundar a quarta igreja católica de Joinville, em 1965, partiu do bispo. Na época, Dom Gregório Warmeling tinha como intenção levar a igreja para perto do povo. Padre Érico Ahler, vigário da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Bucarein, tratou de repartir a intenção do bispo confiando a missão a um grupo de participantes da Matriz. Reunidos na casa de Juvenal Pereira, prontamente assumiram o desafio de transformar as dependências do salão Linencia – antigo Fluminense – na sede da primeira comunidade do Sagrado Coração de Jesus em Joinville. “Da reunião fomos direto para o salão. Planejamos o que seria feito, e com muito trabalho voluntário, reformamos o forro, o piso, as janelas e alteramos a fachada para o formato próprio de uma igreja”, conta João Vieira, um dos fundadores. Com a igreja pronta, faltava-lhe um nome. Surgiram várias sugestões, entre elas, a do padre Pedro Paulo Dias, vigário destinado a trabalhar diretamente na nova comunidade. “Por que não São Judas Tadeu? É um santo muito forte, muito protetor, com relatos de várias bênçãos em São Paulo. Além disso, já temos a imagem do Santo guardada no galpão da Matriz”, argumentou o sacerdote. A ideia teve aprovação unânime, e, desse modo, surgiu a primeira igreja do padroeiro em Santa Catarina. A partir de 1966, a contribuição dos sócios do Centro Social e Religioso permitiu a aquisição de lotes de terra. Um ano depois, o auditório de festas foi construído. Em 15 de junho de 1969, foi lançada a pedra fundamental da Comunidade São Judas Tadeu. Aos poucos, o Centro Comunitário padre Flávio Morelli completou a estrutura atual. No dia 26 de junho de 1965, realizou-se a primeira festa em benefício do novo Centro. A partir de então, todos os anos, dois eventos eram realizados na Comunidade: um em junho e outro no final do mês de outubro, em honra ao padroeiro. Ao longo destes 46 anos, anualmente, a festa em honra a São Judas Tadeu é celebrada com procissões, novenas, celebrações festivas e gastronomia.

A Comunidade localizada no alto do morro da Rua dos Carajás, no bairro Petrópolis, chamada Divino Espírito Santo teve sua fundação na década de 80, mais precisamente no dia 19 de março. Sua primeira missa foi celebrada na Escola Municipal Dr. Abdon Baptista, no mesmo bairro, e contou com a presença do padre Dionísio Tecilla, como celebrante. Um ano depois, no dia 12 de julho, a Comunidade já tinha seu terreno próprio e iniciado a construção da capela. Atualmente, a futura Paróquia Divino Espírito Santo compreende mais de 20 pastorais e movimentos e está em contínuo progresso, tanto espiritual quanto estrutural, tendo várias construções e reformas em andamento. Um exemplo é o Centro Pastoral que está sendo construído ao lado da capela. O espaço contará com cozinha, salão de festas, um grande auditório e outros dois menores, banheiros, livraria, entre outros espaços. Existem mais de 200 agentes de pastoral, distribuídos de acordo com sua vocação, em um trabalho voluntário de amor à obra de Deus e à evangelização.

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Joinville, 01 de Janeiro de 2013 | Ano 01 | N° 01

Foi durante um grupo de oração, em 21 de abril de 1982, que se cogitou a possibilidade de fundar uma igreja no Bairro Guanabara. Naquele ano, após uma conversa entre Leopoldo Batista, Francisco Mira, João Vieira e Alcides da Maia, foi organizada uma reunião que contou com a participação de um grande número de moradores e também do Pe. Dionísio Tecilla, na época pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, decidindo pela criação da Comunidade Nossa Senhora do Rosário. Francisco Mira, membro da comissão, pediu aos colegas que participavam da implantação: “Meus irmãos, alguns irão partindo desta vida, mas peço aos que ficarem não abandonem a luta”. A primeira diretoria provisória foi formada por Manoel Carvalho (presidente de honra), Leopoldo Batista (presidente), Alcides da Maia (vice-presidente), Rogério Buzarello (secretário), Nelson Giesel (2º secretário), João Vieira e Miguel da Silva (tesoureiros), Reinaldo Pereira (presidente do conselho), Ricardo Nunes (vice-presidente), Francisco Mira (coordenador de programas), Osni da Silva Mira (diretor de propagandas) e Celso Pereira (orador). Em 16 de maio de 1982, celebrou-se a primeira missa nas dependências da Escola Anna Maria Harger, tendo como celebrante o mesmo padre Dionísio que participou da criação. Na ocasião, foi apresentado o nome da padroeira, Nossa Senhora do Rosário. Sete anos depois, em 16 de julho, foi celebrada a primeira missa na igreja, ainda sem portas e as janelas. Desta comunidade, saíram quatro vocações sacerdotais: padre Carlos Viana, os irmãos Sergio, Silvano e Sildo da Costa, além das religiosas Joelma e Dalva Regis, que seguiram como leigas consagradas no Movimento dos Focolares, conhecido como Obras de Maria. A Comunidade Nossa Senhora do Rosário está prestes a iniciar a construção do seu Centro Cultural, onde haverá espaço para catequeses, formações, reuniões e retiros. Todo esse resultado é fruto de muita oração e determinação, desde a primeira reunião, até os dias de hoje.

A Comunidade Sagrada Família foi fundada no dia 10 de agosto de 1990, em uma reunião que aconteceu na casa de Florêncio da Silva, na Rua Prof.ª Lucia Lopes, que cedeu também o local para a realização de orações e missas. Porém, a comunidade já estava viva antes deste dia. Existia um Grupo de Oração que se reunia a longa data, na Rua Porto Seguro, na residência de Cecília Machado. Ela recorda que a sala de sua casa ficava lotada durante os encontros. Enquanto isso, outro grupo também se formava na casa de Silvestre Mesnerovicz, localizado da Rua Teresópolis. Certo dia, Florêncio pediu que o grupo de Cecília fosse à sua casa fazer oração por sua mulher, pois ela se encontrava enferma. As orações foram se repetindo e os dois grupos se uniram para rezar o terço, até que o padre Cenário foi chamado para dar uma bênção. Chegando à residência e vendo tudo que acontecia ali, ele viu a necessidade de se formar uma nova comunidade. Este foi o ponto de partida de uma linda história. As pessoas foram articulando, organizando e fazendo acontecer. Mesmo com pouco espaço e sem nenhuma estrutura, a fé e a força de vontade foi suficiente para que em agosto de 1992, a Comunidade recebesse, por empréstimo, dois terrenos localizados na Rua Águas Turvas, onde foi construída a primeira capela. A Comunidade foi crescendo, tanto espiritualmente, como materialmente. Hoje, já são mais de 20 pastorais, com destaque à Pastoral da Criança, que dá assistência a aproximadamente 80 famílias, orientando as mães sobre saúde, alimentação e higiene. A Sagrada Família foi a primeira a receber as Missões Querigmáticas, que tiveram na fidelidade a palavra mais próxima para traduzir o sentimento e o desejo de servir naqueles que participavam nas missões. Com o passar do tempo, a capelinha de madeira estava pequena e trazia marcas do tempo. Viu-se então a necessidade de uma nova capela. Dom Wagner, na época pároco, aconselhou a ter paciência quanto a uma nova construção, e se preocupar em adquirir os terrenos em volta da comunidade. Em 2003, começou-se a pensar nesta construção e uma comissão foi formada. No dia 9 de março de 2005, com a presença do então bispo de Joinville, Dom Orlando Brandes, do então pároco, padre Aléssio da Rosa, e da Comunidade em festa, foi lançada a pedra fundamental para construção da nova capela. A Paróquia se uniu em favor desta construção, e em junho de 2008, com muita alegria e emoção, a comunidade rezava a primeira missa na nova capela. Muitos desafios ainda existem, mas os principais estão ligados a aumentar os Grupos bíblicos de Reflexão, aprimorar e motivar as pastorais, tornar ainda mais viva a devoção à Sagrada Família e fazer o acabamento no altar e na Capela do Santíssimo.

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Santuário MISSIONÁRIOS

Por Rayana Borba

Santuário se transforma em roteiro de peregrinação

Foto: Jacqueline Freudenborg

Paróquias têm vindo em procissão e romaria em busca da indulgência plenária

Jovens da Comunidade Católica Arca da Aliança visitaram o Santuário em busca da indulgência plenária

O papa emérito Bento 16, ao decretar 2013 como Ano da Fé, concedeu a possibilidade de alcançar indulgência plenária. Com isso, os fiéis verdadeiramente arrependidos e que tenham reparado seus pecados pelo sacramento da Confissão terão sua culpa totalmente eliminada se comungarem na sequência. Para alcançar a indulgência plenária, também é necessário ter participado da Jornada Mundial da Juventude. E aí vale a viagem até o Rio de Janeiro, o acompanhamento do evento pelos veículos de comunicação, a oração e até o incentivo financeiro para os peregrinos. Além disso, é preciso se confessar, comungar e orar pelo papa, desapegar-se do pecado, rezar com devoção o Pai Nosso, Credo e Ave-Maria.

DEHONIANOS

Na Diocese de Joinville, o bispo Dom Irineu Roque Scherer estabeleceu algumas atividades, sendo a participação na celebração eucarística no Santuário Sagrado Coração de Jesus uma delas. “As paróquias Sagrado Coração de Jesus, de Pirabeiraba, e São João Batista, do Fátima, nos visitaram no mês de julho, assim como a Comunida Católica Arca da Aliança. Essas peregrinações têm enchido nossa igreja de fé e de graças”, celebra o padre Sildo da Costa, pároco-reitor do Santuário. Se você perdeu a oportunidade, não se preocupe: em 2016, quando a Jornada Mundial da Juventude será realizada em Cracóvia, na Polônia, a Igreja deve novamente conceder a indulgência plenária.

O que é ser dehoniano?

Por Simone Regina Medeiros da Silva

O sonho do Pe. Dehon – Fundador da Congregação dos Padres do Coração de Jesus – era tão grande quanto a sua inquietação. “Falta amor no mundo!” – insistia. Com seu ardor missionário, levou o carisma dehoniano para a Europa, as Américas, a África e a Ásia e pregava que onde faltasse amor, ele gostaria que ali estivesse um dehoniano para supri-lo com o carisma do Amor e da Reparação, para aliviar dores e injustiças e para refazer o homem desconstruído pelo pecado. O leigo dehoniano vive “plenamente inserido no mundo”, empenhado nos ambientes familiar, profissional, político e eclesial, consagrando a Deus o mundo como oblação sacerdotal e sacrifício espiritual (cfr. Christifideles Laici, 14). Precisamos ser o sal da fé, do amor, da misericórdia, da acolhida, da presença do Coração de Jesus nas nossas pastorais e na vida em todas as suas dimensões, atendendo o chamado pessoal de Deus, inspirando e apoiando novas vocações. A formação do leigo dehoniano deve fazer crescer harmonicamente a pessoa, a dimensão contemplativa e ativa da vida cristã e da espiritualidade Dehoniana (cfr. Christifideles Laici, 59). Embora cada dehoniano busque diariamente a oração, a adoração eucarística e a comunhão, nas primeiras sextas-feiras do mês, às 18 horas, nos reunimos em adoração ao Jesus Eucarístico na Casa do Coração. Venha viver conosco esta hora santa!

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Espiritualidade anjos

Por Rayana Borba

Arcanjos: nossa proteção, redenção e cura A cada 29 de setembro, a Igreja recorda São Miguel, Gabriel e Rafael. Os arcanjos são os principais anjos do reino de Deus e sua devoção vem desde o Antigo Testamento, quando já intercediam e protegiam a terra. São Miguel é o primeiro arcanjo apresentado na Bíblia. Príncipe protetor dos filhos de Deus e da Igreja, também combate o inimigo, resgata as almas na hora da morte e as encaminha ao julgamento. Diante das ciladas do mal, recorra a São Miguel: “São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate, cobri-nos com vosso escudo contra [...] as ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos e vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém!”. Já São Gabriel é o anjo da redenção, aquele que anunciou Jesus e nos ensinou a devoção à mãe do Salvador. “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo. [...] Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus.”, disse em Lucas 1,28-30. Também se manifestou a Zacarias, provando que os anjos acompanham as boas obras dos homens: “Não tenha medo, [...] sua oração foi ouvida”, respondeu, ao revelar que Isabel conceberia João Batista em Lucas 1,13. São Gabriel, “permanecei sempre conosco [...] para que compreendamos devidamente a Palavra de Deus, sigamos suas inspirações e, docilmente obedientes, cumpramos aquilo que Ele quer de nós”. Quem precisa de saúde, deve recorrer a São Rafael. O arcanjo tomou forma humana e, na terra, realizou milagres físicos e espirituais aos filhos de Deus. Tobit, pai de Tobias, recuperou a visão, e Sara se livrou do tormento do demônio que matava seus maridos. Em resposta às orações, Deus enviou São Rafael para prestar socorro. Ele também nos conforta nas horas de desespero e nos acalma durante os sofrimentos interiores. Ó Deus, “que nós possamos ser conduzidos por São Rafael no caminho de nossa salvação e experimentar sua ajuda na cura das moléstias de nossa alma. Amém!”.

Unção dos Enfermos

Por Fr. Tafarel Junio Ribeiro, scj

O sacramento da Unção dos Enfermos é visto pela dade grave ou da fragilidade da velhice”. E isto nos auxilia Igreja como um conforto para aqueles que são prova- interiormente, pois nos leva a purificar os nossos sentidos pela enfermidade. Jesus veio mostrar ao mundo mentos, renovando a fé e a esperança. Assim, o cristão se o grande amor de Deus para com a humanidade, e a une à paixão de Cristo, que carregou consigo o sofrimento por amor ao Pai e se torna membro fragilidade é algo indissociável da vivo deste corpo, que é a Igreja. condição humana. A Unção vem “Um dom particular do O rito sacramental se dá com unauxiliar na concretização do Reino entre os seres humanos. A partir do Espírito Santo. O principal ção na fronte e nas mãos do doente, momento em que se espera a resti- dom deste sacramento é uma acompanhada de uma oração para tuição do corpo e da alma, o que se graça de reconforto, de paz pedir a graça do enfermo. Além dos nota é o interesse de Deus por cada e de coragem para vencer benefícios para o corpo, quem receum, mas sempre prevalecendo so- as dificuldades próprias do be a Unção dos Enfermos também é bre nossas súplicas a Sua vontade estado de enfermidade grave perdoado dos seus pecados, caso não ou da fragilidade da velhice.” possa obtê-lo pelo sacramento da Pepara conosco. nitência. Enfim, a caminhada de fé nos No Catecismo da Igreja Católeva a acreditar que cada um merece a lica, encontramos uma clara interpretação para este sacramento: “Um dom particular salvação, por causa da bondade de Deus, e são muitos os do Espírito Santo. O principal dom deste sacramento meios para tal fim. Como diz São Tiago: “a oração da fé é uma graça de reconforto, de paz e de coragem para salvará o doente e o Senhor o aliviará; e, se tiver cometido vencer as dificuldades próprias do estado de enfermi- pecados, estes lhe serão perdoados.” (Tg 5,15).

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Comunidades SANTUÁRIO

SAGRADA FAMÍLIA

Por Arthur Garcia Bartsch

Por Mariléa Gonçalves Soares

Aniversário da Comunidade

Missões no Santuário

As Missões Querigmáticas marcaram a Comunidade Matriz no ano de 2012. Foram centenas de visitas realizadas por missionários em casas, apartamentos e estabelecimentos comerciais, formando um período de muita oração e graça vivido pela comunidade. Entretanto, a demanda de serviços e visitas imposta no ano passado impediu que todas as pessoas recebessem a visita, em especial aquelas do chamado “setor 19”, ou seja, as que moram fora da região geográfica da Paróquia, mas que gostariam de receber a visita. Por isso, os missionários da comunidade foram chamados novamente. Em um momento de reunião e formação no dia 7 de agosto, eles se inteiraram da situação das visitas e, assim, foram ao encontro dessas famílias. Durante todo o mês de agosto, as famílias do “setor 19” foram visitadas por uma dupla missionária, que levavam consigo o anúncio querigmático. Paralelamente, aconteceram visitas aos estabelecimentos que apoiaram a festa do Santuário neste ano. No dia 24 de agosto, houve a visitação às casas que pertenciam à região geográfica da Paróquia e que também não haviam sido visitadas no ano passado. Além disso, esse dia se encerrou com um momento de partilha das experiências vividas pelos missionários. Que Santa Terezinha e São Francisco Xavier intercedam por todas as famílias visitadas e pelos missionários, para que permaneçam firmes na fé e possam ser testemunhos de vida para toda a sociedade.

SANTUÁRIO

Foto: Mariléa Gonçalves Soares

Foto: Jacqueline Freudeenborg

No mês de agosto, a Comunidade Sagrada Família completou 23 anos, e para comemorar a data, uma confraternização com uma deliciosa galinha caipira foi preparada. Dessa forma visávamos em nossa Comunidade, dar início à Semana da Família e também arrecadar fundos para continuar a construção da capela, que ainda precisa de alguns reparos para a conclusão das obras. Em agradecimento à Comunidade e aos coordenadores das pastorais pela participação nas atividades que aconteceram durante a Semana da Família, realizamos também um delicioso café da manhã no domingo, com a colaboração de algumas doceiras especiais. O “Café com Amor para a Família”, como foi chamado, contou inclusive com a participação daqueles que estiveram na missa de domingo. Sabemos que a partir do próximo ano teremos muitas mudanças em nossa Paróquia, e para isso, continuaremos trabalhando e procurando resgatar as ovelhas que necessitam de acolhida e afeto. Desse modo, seremos sempre guiados pela Palavra de Deus, que nos ensina e orienta sobre o valor do amor ao próximo.

Por Danieli Weber Herdt

No dia 16 de agosto, durante a programação da Semana da Família, a Comunidade Católica Arca da Aliança apresentou uma peça teatral, no salão do Santuário. Com o tema “Família”, o teatro trazia a história de Maria e de José e da vinda do Messias. O intuito era representar a família de oração, uma vez que as famílias de hoje em dia, devido à modernidade e o desgaste diário, perderam esse valor fundamental para a vida familiar. O destaque do teatro, além do roteiro, foram os cenários e os figurinos utilizados durante a representação. Esses remetiam os espectadores à época dos acontecimentos.

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Foto: Jacqueline Freudeenborg

Teatro para as famílias

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Comunidades DIVINO ESPÍRITO SANTO

nossa senhora do rosário

Por Pedro Otero Reinert

Campanha da construção da cobertura A Comunidade Divino Espírito Santo está passando pelo processo de construção do Centro de Pastoral Comunitário, e para terminar a cobertura do seu espaço pastoral, precisa de sua ajuda. Esta etapa da construção é essencial, já que sem ela podem ocorrer infiltrações e desgaste da estrutura já construída. Você pode colaborar através de doações em dinheiro na secretaria, ou após as missas da Comunidade Divino Espírito Santo. Também está sendo distribuído na própria igreja um envelope para que seja depositada a doação por família, que varia de R$50 a R$100. Sua doação é de fundamental importância para o fortalecimento da evangelização da comunidade.

Por Edilson Maia

Encontro para as famílias No dia 17 de agosto, aconteceu na Comunidade Nossa Senhora do Rosário um encontro paroquial com as famílias. Como palestrante, tivemos a presença do padre Silvano da Costa, que nos fez refletir sobre o passado e o presente. O padre falou ainda sobre a presença do ter e do ser dentro das famílias, que muitas vezes não se reúnem nem em volta da mesa, para uma refeição. Algumas dinâmicas foram utilizadas para mostrar que hoje, algumas famílias estão com esses valores invertidos.

Pós-missão A Comunidade Divino Espírito Santo está realizando a pós-missão, que se iniciou no mês de agosto, onde será trabalhado um setor por vez. Segundo Jorge Buegershusen, coordenador das missões na Comunidade, “a intenção é primeiramente concluir as missões do setor branco”. E enfatiza que “a nossa meta é fazer 100% das casas do setor branco até início de outubro, para então iniciar em outro setor”. Nas missões deste ano, será incluída uma novidade: a utilização de uma ficha para levantamento de dados. Dessa forma, a Comunidade saberá qual é a realidade de seu bairro. Aceite em sua casa a Palavra de Deus levada pelos missionários!

SÃO JUDAS TADEU

Por Marco Aurélio Farias

“Comes e bebes” para os pais

Foto: Pedro Otero Reinert

Foto: Marco Aurélio Farias

Os pais da Comunidade São Judas Tadeu foram homenageados na celebração do dia 11 de agosto, domingo no qual celebramos as vocações matrimoniais, os dizimistas e o Dia dos Pais. Na ocasião, além da leitura de uma mensagem, Rubens Petris – um pai de nossa Comunidade – vestiu-se como São José e encenou momentos da vida do pai adotivo de Jesus. Após a missa, todos se reuniram no salão da igreja para saborear pastéis, minipizzas e um bolo, em comemoração aos pais pelo seu dia e como forma de agradecimento pela fidelidade mensal dos dizimistas.

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Jornal do Santuário - Edição de Setembro/2013  

Confira a edição do mês de setembro do Jornal do Santuário, do Santuário Sagrado Coração de Jesus de Joinville/SC, um projeto da Arcanjo Com...

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