Jornal ADVERSO - Edição Outono 2022

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ELE VOLTOU! ELE VOLTOU! ELE VOLTOU! ELE VOLTOU! E L E VOLTOU! ELE E d i ç ã o

O u t o n o

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M a r ç o ,

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REITORA DA UFCSPA ALERTA PARA O DESFINANCIAMENTO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS (entrevista de Simone Ramos)

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A DEFESA DA AUTONOMIA E A GESTÃO DEMOCRACIA NAS IFES: A NECESSIDADE DE APROFUNDAR A DEMOCRACIA NESSE ESPAÇO (artigo de Lúcio Vieira)

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AS PERDAS SALARIAIS DOS PROFESSORES ATINGEM 37,16% (artigo de Eduardo Rolim)

A b r i l ,

M a i o

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AS NOVIDADES ADMINISTRATIVAS DA ADUFRGS-SINDICAL Pág. 6

GT’s ADUFRGS-SINDICAL


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EDITORIAL

EXPEDIENTE

A Adufrgs-Sindical volta a produzir um informativo impresso para seus filiados. Nesta retomada temos por objetivo apresentar temas relevantes que merecem reflexão, especialmente neste momento que buscamos a retomada das atividades normais nas nossas vidas e nas atividades acadêmicas profissionais. Neste primeiro número abordamos dois temas centrais: carreira e salários, buscando fazer um resgate histórico da nossa luta pautada na necessidade permanente de articularmos mobilização e negociação. Um outro tema trata da emergência do aprofundamento da discussão sobre a democracia e concepções em disputa nas nossas instituições de ensino. Para o sucesso das ações em defesa da carreira e salários dignos, sempre nos pautamos no respeito à sociedade e da compreensão sobre o nosso papel como formadores e indutores do desenvolvimento. A partir dessa compreensão que conduzimos os processos de negociação que nos permitiu, até aqui, grandes avanços na nossa carreira e ganhos salariais importantes. Entretanto, enfrentamos nesses últimos anos um governo que vem se mostrando avesso ao serviço público em geral e com especial desprezo às universidades. A negativa de estabelecer canais de negociação, da promoção de campanhas sistemáticas contra o serviço público agregada à pandemia que tragicamente levou a morte milhares de brasileiros, que nos colocou em atividades remotas por longo período, nos obrigou a adotar novas formas de luta cuja principal característica foi a da resistência, cujos resultados mais significativos foram o impedimento da redução dos nossos salários, da aprovação da Reforma Administrativa e a reforma universitária que tinham por meta a sua transformação em um negócio comercial. Também neste número falamos sobre o necessário aprofundamento sobre a democracia nas instituições federais de ensino. Para além dos meios de escolha e nomeação de reitores apontamos para a urgência de discutirmos as relações das universidades e institutos federais com a sociedade e especialmente seus compromissos e controle social e o significado da autonomia como fundamental para cumprir seu papel. Por fim, queremos que este periódico seja uma fonte de informação que ajude cada filiada e cada filiado a conhecer um pouco mais a Adufrgs-Sindical, o seu sindicato, o seu lugar de proteção. Bem-vindos e boa leitura.

Lúcio Olímpio de Carvalho Vieira Presidente Darci Barnech Campani Vice-Presidente Luciana Boose Pinheiro 1ª Secretária Sondre Alberto Schneck (lincenciado) 2º Secr. e Dir. Social e Cultural Eduardo Rolim de Oliveira 1º Tesoureiro Eduardo de Oliveira da Silva (licenciado) 2º Tes.e Dir. de Assuntos Jurídicos César Bastos de Mattos Vieira Dir. Assuntos da Carreira do MS Maria de Lourdes Ilha Gomes Dirª Assuntos da Carreira do EBTT Sônia Mara Ogiba Diretora de Comunicação José Vicente Tavares dos Santos Licenciado Jairo Alfredo Genz Bolter Diretor de Relações Sindicais Rua Barão do Amazonas, 1581 | Jardim Botânico - Porto Alegre/RS | (51) 3228-1188 Av. Bento Gonçalves, 9500 | Prédio 43606-Setor 2 - Porto Alegre/RS | (51) 3315-8161 adufrgs@adufrgs.org.br Publicação – Trimestral Tiragem – 3.000 exemplares Entrevista – Simone Ramos Projeto Gráfico – Dableo Comunicação Diagramação – Ruan Ambros

Lúcio Vieira

CANAIS ADUFRGS - SINDICAL ADUFRGS-Sindical /AdufrgsSindical

Adufrgs-Sindical @adufrgssindical

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PODCAST ADUFRGS-Sindical


ARTIGO A DEFESA DA AUTONOMIA E A GESTÃO DEMOCRÁTICA NAS IFES: A NECESSIDADE DE APROFUNDAR A DEMOCRACIA NESSE ESPAÇO A democracia e a autonomia nas universidades e institutos federais constituem-se em elementos essenciais para o cumprimento de suas funções sociais. Essas instituições são parte fundamentais para qualquer projeto estratégico de desenvolvimento de uma sociedade que se pretende justa e livre. A educação de nível superior, formadora de cidadania, a pesquisa como resposta aos grandes desafios que se apresentam ao mundo moderno e a extensão que repercute a produção acadêmica e ajuda nas soluções das demandas sociais imediatas, são atribuições dessas instituições e cabe aos professores com o apoio dos técnicos a materialização desses objetivos. Esses valores devem estar consagrados na Carta Magna do país e regulamentado em Lei Orgânica para dar operacionalidade e controle social sobre as instituições. Valorizar os profissionais que atuam nas universidades e institutos federais, garantir orçamento que permitam os investimentos que modernizem permanentemente esses espaços e a sua expansão são elementos da autonomia e garantia da democracia. O desafio que se apresenta ao movimento sindical é o de romper os limites do debate em torno da escolha dos dirigentes como se fosse a expressão exclusiva da democracia. Fomos formados num modelo de democracia de molde ocidental, cuja figura simbólica é a da escolha direta dos representantes para os diferentes espaços de poder. A crença é de que a eleição direta, o direito de qualquer membro da comunidade para concorrer, a paridade entre técnicos, estudantes e docentes ou ainda o voto universal, são entendidos por muitos como direitos líquidos e certos e qualquer outro modelo seria autoritário. O fato é que a democracia de representação deve estar em estreita relação com os propósitos dessas instituições. A qualidade do trabalho ali desenvolvido, a gratuidade do ensino, a política de cotas, as bolsas sociais entre tantas outras são decorrentes das políticas sociais e expressão uma compreensão dessa democracia. No entanto, o debate no qual o movimento sindical se debruça sobre o tema não tem conseguido superar os interesses corporativos, com pouca relação com os diretos sociais abrangidos.

03 Hoje muito das disputas que se travam dentro dos espaços atuais de representação reforçam a conotação segmentada e por conta disso, distanciam-se dos compromissos com os objetivos institucionais. A representação da sociedade em muitos dos espaços de poder é definida por grupos sob a perspectiva dos seus ideários e não como a expressão do interesse público. Perdem nossas instituições, cada vez mais, o seu caráter universal. A discussão sobre a qualidade da democracia torna-se urgente para que possamos reorientar o debate na busca de universidades e institutos federais em estreita sintonia com os interesses mais abrangentes, com projetos de desenvolvimento do país, das ciências, da busca de soluções para os problemas mais candentes da sociedade. A democracia como conhecemos não está sendo capaz de apresentar resultados efetivos, sólidos e estáveis. A resguardada constitucional inclui a autonomia para produzir o conhecimento, sem amarras ideológicas, interesses econômicos restritos e orientações religiosas. Essas instituições são centros de inovação privilegiados onde devem estar os mais importantes pensadores, pesquisadores e cérebros inovadores. Dessa forma, qualquer que seja a estrutura de poder interno e sua forma de escolha, essas devem estar alinhadas com esses preceitos. Definir internamente, embasada na legislação maior, como se dará a materialização da democracia é atribuição da comunidade interna das instituições superiores de ensino. Não pode ser diferente. A exigência deve ser a de que cumprir o preceito constitucional e dessa forma, a atribuição dos dirigentes e conselhos escolhidos deve ser a de instrumentalizar a instituições dos mecanismos que garantam a produção do conhecimento. Essas pessoas devem ter a capacidade para tanto e a compreensão sobre seu papel. Os pleitos corporativos devem ter guarida nesses espaços, mas na perspectiva do atingimento do objetivo institucional e não o da sujeição do espaço público ao interesse privado (individual ou de categoria profissional). O conjunto da comunidade deve se mover na direção do bem comum que neste caso é o cumprimento das metas estabelecidas socialmente. A sua consecução se dará na medida em que forem garantidos os recursos humanos e materiais e as políticas voltadas para o patrocínio do aprendizado do aluno que se consagra na tríade: ingressar, aprender e titular, porquanto no campo dos profissionais que ali atuam se assentam em ensinar, pesquisar e difundir. Compreendido isso, o poder só pode ser conferido aos agentes que cumprem esses papeis para a garantia da sua execução. Há de ter, nacionalmente, fóruns de regulação e acompanhamento dessas instituições para assegurar o interesse social. Há de ter a garantia de orçamento capaz de dar conta do gigantesco desafio que as universidades e institutos federais enfrentam. Lúcio Vieira


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REITORA DA UFCSPA ALERTA PARA O DESFINANCIAMENTO DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS O futuro das universidades públicas encontra-se ameaçado pela falta de investimentos. Os vetos do governo federal ao orçamento da União de 2022 causaram um déficit de R$ 739,9 milhões ao Ministério da Educação. A medida atingiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que perdeu R$ 499 milhões. Com um orçamento cada vez mais enxuto, as instituições federais de ensino superior lutam pela sua sobrevivência. Em entrevista à ADUFRGS-Sindical, Lucia Pellanda, reitora da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) desde 2017, fala sobre os impactos da redução orçamentária na vida da comunidade acadêmica. Graduada em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Lucia é mestre e doutora em Ciências da Saúde (Cardiologia) pelo Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul.

O orçamento de custeio de todas as universidades federais brasileiras caiu R$ 3,5 bilhões entre 2014-2021 e o orçamento de investimento teve uma queda de R$ 2,7 bilhões no mesmo período. De que forma esse corte orçamentário impactou nas universidades? Com certeza esses cortes impactaram muito no orçamento das universidades. Viemos de um período com um grande aumento do número de alunos e não houve acompanhamento nem de orçamento e nem de crescimento de servidores docentes e técnicos. Isso fez com que, no início, fizéssemos um grande esforço para aumentar a eficiência, reduzir custos, mas chegamos no limite, não temos nenhuma capacidade de investimento, considerando essa redução muito drástica do orçamento de capital. Isso está prejudicando o dia a dia da universidade em relação ao custeio. Reduzimos todos os contratos possíveis. De qualquer forma, na pandemia tivemos menos despesas de custeio como luz, por exemplo, o que deu um certo gás para conseguirmos sobreviver no ano. Agora com todos os desafios do retorno presencial, temos dificuldades para investir em todos os tipos de equipamentos de proteção e segurança.

Durante a pandemia de Covid-19, que dura três anos, a educação pública teve um papel importante no desenvolvimento de pesquisas e na produção de vacinas contra o coronavírus. Essa redução de orçamento tem comprometido as pesquisas de enfrentamento à pandemia no Brasil? Sim. Além do orçamento das universidades que diminuiu muito, houve uma redução significativa no orçamento de CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Finep (Financiadora de Estudos e Projetos). Nós tivemos um corte muito grande tanto no auxílio de pesquisa quanto de bolsas. Até as bolsas em si não tiveram um corte em relação ao número, mas estão congeladas há nove anos que não há aumento. Os jovens cientistas que são pessoas que a gente precisa investir para ficarem no País acabam ou desistindo da carreira ou acontece essa fuga de cérebros. Os estudantes fazem graduação e pós-graduação no Brasil e depois migram para o exterior e levam sua contribuição para o desenvolvimento de outros países. Todo o investimento brasileiro em educação acaba sendo perdido. Até 2020 houve algum investimento em pesquisa específica de Covid-19, mas considerando todas as necessidades o recurso ainda é muito baixo. É bem preocupante a situação tanto do financiamento da educação quanto da ciência e da tecnologia.

A redução orçamentária interferiu nos editais de ensino, pesquisa e extensão e bolsas para a comunidade acadêmica? Como ficou o valor aplicado por aluno? O valor nominal das bolsas permanece há 9 anos, enquanto houve uma inflação grande neste período principalmente em relação a insumos de pesquisas que muitos são indexados em dólar. Existe uma dificuldade de seguirmos com os mesmos projetos em virtude desses recursos. A bolsa exige dedicação exclusiva e o valor do recurso é baixo, dessa forma fica difícil segurar os jovens talentos.


Na sua opinião, a criação da Emenda Constitucional 95, do Teto de Gastos, foi determinante na redução do orçamento em educação?

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Sempre alertamos que a EC 95 traria um desgaste muito grande para a educação, saúde, ciência e tecnologia. Essas áreas deveriam estar fora do teto, porque estávamos em expansão, aumentando o número de alunos e ao mesmo tempo as despesas não podem aumentar em relação ao ano anterior. Isso inclui a captação de verbas próprias. Tivemos a captação de recursos de projetos, que também estão sujeitos ao teto de gastos. Esse fato desincentiva as universidades a buscarem outras fontes de financiamento até externas. A EC 95 é muito danosa para as universidades.

No caso da UFCSPA, como os cortes orçamentários afetaram a instituição? No caso da UFCSPA nós fizemos um esforço enorme de reorganização e revisão de todos os contratos, inclusive com vários cancelamentos. Desistimos de projetos de expansão, mas conseguimos equilibrar as finanças com essas priorizações, organização do sistema de compras. Fizemos um esforço muito grande. Por outro lado, conseguimos investir em bolsas e editais de pesquisa, extensão e iniciação à docência, porque nós acreditamos que essas são as atividades fins da universidade. Então nós conseguimos tirar de outros lugares e investir nisso para suprir as dificuldades com as agências financiadoras. No entanto, chegamos no limite do que podemos fazer. A partir de agora não conseguimos mais fazer esse tipo de investimento mais pesado em pesquisa de extensão e graduação.

O orçamento do Ministério da Educação é de R$ 137 milhões e R$ 50 bilhões são destinados às universidades. Como a senhora avalia essa projeção dos investimentos para a educação pública este ano? Temos essa missão de achar que a educação é o investimento mais importante que existe para o futuro de um país. A falta de investimentos na área compromete o futuro. A educação é a forma mais eficiente de não somente mudar a vida das pessoas como mudar o país. Os investimentos que são feitos no orçamento refletem as prioridades de uma nação.

Como fazer a defesa da universidade pública federal diante desse cenário de desfinanciamento? É muito importante o envolvimento da comunidade universitária na defesa das universidades públicas, principalmente na comunicação com a sociedade. Muitas vezes a sociedade não entende o papel da universidade talvez porque a instituição esteja muito fechada, ou que tenhamos dificuldade de comunicar para a população tudo o que fazemos. Muitas vezes, o paciente é atendido no hospital universitário por docentes, técnicos e estudantes de uma universidade e, mesmo assim, não se dá por conta que o atendimento é prestado pela universidade. Muitas pessoas não sabem que é a universidade é responsável por mais de 90% das pesquisas científicas no país, é responsável pelo desenvolvimento regional, entre outras coisas. Precisamos comunicar tornar pública nossa atuação para que a sociedade nos defenda.

Suas perspectivas futuras? Quero destacar mais uma vez que a educação constrói o futuro, a ciência é o que dá soberania ao país. O investimento em educação, ciência e pesquisa proporciona um retorno positivo para o desenvolvimento do Brasil. Entrevista de Simone Ramos

CONSELHO DE REPRESENTANTES O Conselho de Representantes (CR) é uma instância da ADUFRGS-Sindical que vem atuando de maneira significativa na defesa dos pressupostos do Sindicato, principalmente nesses anos em que a sociedade está acometida pela COVID-19, com a produção de importante material com orientações para os protocolos de segurança sanitária. Este é um grupo formado por professores que trazem conhecimento e experiência adicionais à visão dos filiados, diretoria e equipe de gestão. O CR é formado pelos professores e professoras escolhidos entre seus pares em cada unidade da UFRGS, da UFCSPA e dos campi do IFRS e do IFSul, estabelecendo a interlocução entre a direção do sindicato com os filiados. Compete ao Conselho de Representantes: I - Propor e avaliar as atividades desenvolvidas pela ADUFRGS-SINDICAL; II - Convocar Assembleia Geral Extraordinária, conforme previsto neste Estatuto; III - Fiscalizar o cumprimento deste Estatuto; IV – Avaliar propostas de penalização de associado, conforme previsto neste Estatuto; V – Eleger os membros do Conselho Fiscal.


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APOSENTADOS O NÚCLEO DE MULTIATIVIDADES DE PROFESSORES APOSENTADOS DA ADUFRGS-Sindical foi criado em 05 de maio de 2016 por um grupo de professores aposentados, com o objetivo de congregar professores aposentados associados à ADUFRGS-Sindical em atividades de lazer, científico-culturais, artísticas e esportivas conforme o Estatuto do Sindicato. Sob a coordenação do Prof. Francisco Fuchs e da Profª Rosa Magrineli que deram início as atividades do Núcleo de Multiatividades com a criação e funcionamento dos grupos de atividades para professores/as aposentados/as: Literatura, Cinema e Debates, Confraria Gourmet (almoços preparados por associados), Turismo (viagens), Espiritualidade e Práticas Sociais, Exposições Artísticas, Jogos de Tabuleiro (xadrez, damas, trilha, dominó). Durante um período sob a coordenação do professor aposentado Otto Koller, devido ao surgimento da Covid-19, que impediu a realização de reuniões presenciais o Núcleo de Multiatividades juntamente com o Núcleo de Comunicação começou a realização de palestras virtuais (lives) sobre temas relevantes e de interesse de aposentados/as. Iniciativa esta que tem uma grande participação dos filiados. Por indicação do Núcleo, a professora Graciela Maria Reyna Quijano é a nova Coordenadora do Núcleo de Multiatividades de Professores Aposentados da ADUFRGS-Sindical.

GRUPOS de TRABALHO GT DIREITOS HUMANOS Os Grupos de Trabalho (GTs) da Adufrgs-Sindical em consonância com os GTs do PROIFES-Federação têm por objetivo abordar, de maneira aprofundada e técnica, temas específicos dentro do universo de possibilidades de estudo e ação em assuntos relativos à educação brasileira e latino-americana. Estes espaços reúnem especialistas, estudiosos e docentes conectados a cada um dos GTs cuja dimensão e importância requerem um debate mais profundo, analítico e especializado. Os GTs cumprem um triplo e importante papel: qualificar a ação da ADUFRGS-Sindical, formando posições e estimulando o debate destas pautas dentro do movimento sindical, conectando demandas e pautas da sociedade à academia.

O Grupo de Trabalho Direitos Humanos (GT Direitos Humanos), teve seu lançamento no ano de 2021 durante as atividades alusivas aos 20 anos da 3ª Conferência Mundial de Durban, ocorrida no ano de 2001, na cidade de Durban, na África do Sul, cuja pauta foi o Combate ao Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerâncias Correlatas. A partir daí iniciou ações que envolvem o acompanhamento, estudo e mapeamento sobre as Ações Afirmativas nas Universidades e Institutos Federais. Vem realizando entrevistas e PodCast sobre Lei de Cotas 12.711/2012 com o objetivo de produzir informações e conteúdos sobre a revisão da Lei que tramita no Congresso Nacional, além das ações afirmativas.

GT EDUCAÇÃO

GT SAÚDE

As atividades do Grupo de Trabalho Educação (GT Educação), foram retomadas no ano de 2020 e tiveram como pautas estudos e análises das políticas públicas em educação que à época se encontravam em pauta na Câmara de Deputados e Senado, tais como o novo FUNDEB, as Diretrizes Curriculares para Reformulação dos cursos de Pedagogia das Universidades e Institutos Federais e PL sobre o Sistema Nacional de Educação (SNE). Foram desenvolvidos estudos e avaliação sobre os impactos da pandemia na evasão de estudantes nos cursos de licenciaturas nas Universidades e Institutos. No ano de 2021 o GT iniciou uma série de Webinários comemorativos ao Centenário do educador Paulo Freire (1921-2021). Foi aberto um “espaço-memória” no Site do sindicato visando manter o registro da vida, obra e pensamento de Paulo Freire. Um novo canal no Youtube foi aberto especialmente para transmissão dos Webinários e celebrações relativas ao Centenário. No momento, o GT está organizando um Livro do Ano “Centenário de Paulo Freire na ADUFRGS-Sindical”, com lançamento previsto para o mês de junho vindouro.

O Grupo de Trabalho “Saúde” (GT Saúde), foi constituído em 2020, durante a pandemia da Covid-19 e desde sua criação tem participado das discussões sobre o tema da pandemia e suas repercussões no ensino superior e elaborado documentos para apoiar a gestão do sindicato nos encaminhamentos em defesa da saúde e da vida. Considerando as necessidades das comunidades acadêmicas as quais se vincula. No ano de 2020 e primeiro semestre de 2021, o GT Saúde foi coordenado por Eglê Kohlrausch e Eloá Rossoni e, desde o segundo semestre de 2021 até o presente momento, vem sendo coordenado por Eloá Rossoni e Rodrigo Caprio Leite de Castro. As coordenações do GT têm representado a ADUFRGS-Sindical nas reuniões do Conselho Municipal de Saúde, instância máxima do controle social no município de Porto Alegre. Assessora e elabora documentos de apoio e orientação à ADUFRGS-Sindical e à comunidade acadêmica, além de auxiliar a Diretoria do Sindicato na organização de eventos relacionados com a temática da saúde.


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ARTIGO

AS PERDAS SALARIAIS DOS PROFESSORES ATINGEM 37,16% As perdas em abril de 2022, em relação a março de 2015 são de 37,16%, descontados os reajustes do período, usando-se c o IPCA que é o índice oficial de inflação. Para entender essas perdas, deve-se iniciar a história em março de 2015, quando se encerrou o acordo do PROIFES-Federação com o Governo em 2012. Nesse mês tivemos o maior valor real dos salários desde a implantação do Real. Por isso é o mês referência para o cálculo das perdas. Em agosto de 2016 ejaneito de 2017, tivemos respectivamente 5,5% e 5% de reajuste linear. Nos meses de agosto de 2017, 2018 e 2019 tivermos em 3 parcelas a reestruturação das carreiras do MS e do EBTT, cuja folha aumentou cerca de 8%, mas estes valores foram diferenciados de acordo com a posição na carreira foram os movimentos que levaram à atual estrutura lógica das carreiras. Mas o piso não sofre reajuste desde janeiro de 2017. Já quando se olha o passado de mais de 25 anos pode-se fazer uma análise mais ampla. De 1995 a 1998 só tivemos perdas, que nos conduziram ao menor valor real de salários em 1998, trajetória que infelizmente estamos repetindo, com as perdas atuais. Em 1998, com a criação da GED iniciou-se uma trajetória de recuperação, ainda que diferenciada entre ativos e aposentados, que foram discriminados, com apenas 60% da GED, depois passando para 84% em 2006 e finalmente chegamos à recuperação da paridade em 2008, no acordo do PROIFES com o Governo em 2007. De 2000 a 2008 os reajustes foram todos pequenos, abaixo da inflação, em 2001, 2003 e 2005. Em 2006 tivemos a criação das classes de Associado (MS) e Especial (na extinta carreira de Magistério de 1º e 2º gruas), além do aumento dos valores de incentivo à titulação.

ADUFRGS - SINDICAL MELHORIAS ADMINISTRATIVAS A ADUFRGS-Sindical não para! Embora a Pandemia tenha colocado nosso movimento sindical, como o mundo todo, na virtualidade, o retorno presencial já é uma realidade. Com a retomada do atendimento jurídico presencial na Sede Barão do Amazonas, sob agendamento, outras novidades estão por vir. Durante os meses de abril e maio, nossas sedes do Vale e da Barão do Amazonas passarão por reformas e adaptação de espaços para melhor atender os filiados. Aguarde as novidades e nossa inauguração em breve!

O acordo de 2007, trouxe, além do fim da GED, um aumento real em 3 anos (2008 a 2010) de cerca de 50%. Igualmente, trouce a extinção de vários penduricalhos que existiam, como a complementação para oq eu tinham VB inferior, da GAE (gratificação que tinha mais de 15 anos) e outras. Em 2008, no segundo acordo do PROIFES criou-se a Carreira de EBTT, trazendo a isonomia entre os professores do MS e os de ensimo básico. Em 2011, no terceiro acordo foram eliminadas todas as gratificações que ainda existiam, e nosso salário passou a ter apenas VB e RT. Finalmente, em 2012, no quarto acordo do PROIFES-Federação chega-se à plena equiparação entre as duas carreiras que passam a compor o Plano de Cargos e Carreiras do Magistério Federal, se cria a promoção a Titular, a promoção acelerada por titulação para os que concluem o estágio probatório e se obtém, em 3 parcelas (2013 a 2015), os aumentos reais que levaram o salário ao maior patamar da série histérica em março de 2015 e o VB ao maior percentual relativo no salário no mesmo período. O quinto acordo, de 2015, traz a lógica na estrutura das carreiras, fazendo com que a relação percentual para um professor doutor (que são quase 70% dos ativos) se aproxime de 1:2:3 considerandose os regimes de 20h:40h:DE (considerando-se RT+VB), muito próximo do obtido na carreira do MS em 1987. Ou seja, recuperando-se quase todas as perdas dos anos 1990 e 2000. Porém, tudo isso está em risco agora, após 5 anos sem reajuste. E não serão 5% de reajuste a partir de julho que compensarão estas perdas. É a valorização da Educação que está em jogo, e não dá para aceitar que esse debate se transforme em proselitismo eleitoral de quem, após 3 anos de governo, nunca revebeu sindicatos, não aceita a autonomia universitária e corta os recursos para salários e demais orçamentos de Educação, Ciência e Tecnologia. Eduardo Rolim

ADMINISTRATIVO NOVIDADES DA GESTÃO

Desde 2019, nossa gestão tem se comprometido com o fortalecimento de nossas pautas a partir de princípios transparentes, eficientes e sustentáveis. A implantação da gestão da qualidade na ADUFRGS está em fase de certificação junto à ISO9001/2015, assim como a ADUFRGS se prepara para ficar ainda mais próxima de sua base com a aquisição de uma Unidade Móvel, que tem como objetivo, propiciar que todos os 11 municípios recebam atendimento presencial jurídico, contábil e demais necessidades in loco, assim como potencializar nossa presença em manifestos e mobilizações. Aguarde!


Você não está mais sozinho. À beira de nossos 44 anos, a serem completados em 2022, dia 17 de junho, há muito o que orgulhar-se em ser ADUFRGS. O crescimento de nossa entidade e sua firmeza como representação sindical demonstram nos potencialidade na defesa da Educação Pública, Gratuita e de Qualidade no Brasil. A inovação é a nossa marca registrada, sempre reinventando o movimento sindical. Desde 2019, a partir do planejamento estratégico da Diretoria, houve a implantação da gestão descentralizada e organizada em Núcleos, dentre eles o de Filiados, que visa a estabelecer relações de proximidade e atendimento aos filiados e filiadas não só em suas demandas pessoais, como atendimento jurídico e contábil, como também com a constante busca e estabelecimento de parcerias e convênios que trazem serviços diferenciados e sustentáveis para todos, como o convênio com a Cooperativa de Costureiras Unidas Venceremos - UNIVENS, que fomentam a economia local e solidária. Lançamos em abril, a Campanha de Filiação 2022, intitulada “Represente. Fortaleça. Filie-se.”, que tem por objetivo unir colegas à luta, fortalecer nossa base e representatividade. Acesse o site da ADUFRGS, informe-se e incentive colegas à filiação!

CHARGE

JURÍDICO Atendimentos todas as quintas-feiras, das 14h às 18h. Av. Sen. Tarso Dutra, 161 - sala 301

Atendimentos todas as quartas-feiras, das 09h às 12h, na sede da rua Barão do Amazonas, 1581. Agende pelo telefone: (51) 3228-1188

SINDIFSE


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