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janeiro fevereiro marรงo 2017


JANEIRO FEVEREIRO MARÇO 2017 Programação cultural do Novo Ciclo Acert (Tondela) E informação sobre as atividades da Acert

A Acert é uma estrutura financiada por


Edição ACERT Associação Cultural e Recreativa de Tondela R. Dr Ricardo Mota, 14; 3460-613 Tondela (+351) 232 814 400 www.acert.pt Dezembro de 2016


Mecenas ACERT

Apoios

Apoios media


Pelo sonho é que vamos… O último ano representou para a ACERT a combinação festiva de momentos emocionantes que congregaram, ao longo de 2016, a paleta de cores dos seus desempenhos e dos valores humanos compartilhados que culturalmente a sustentam. A celebração dos 40 anos confirmou a matriz da ACERT enquanto portadora de dinâmicas transformadoras que exigem a adequação de novas práticas e a atualização permanente dos conhecimentos adquiridos. Esta constatação, longe de ser um dado adquirido, um processo concluído ou um reconhecimento interminável, representa a necessidade de um reassumir continuado de responsabilidades ainda mais substantivas que é exigível a um processo evolutivo de 40 anos. Dormir à sombra dos sucessos e não estar atento às etapas futuras que exigem estudo, perseverança, generosidade e resistência, será a negação do que, ao longo de quatro décadas, foi construído pelo trabalho de quantos investiram o seu

empenho, dedicação e talento na causa comum que é a ACERT. São muitos aqueles que a ACERT quer continuar a ter por companhia. Terão de ser ainda mais aqueles que querem associar-se à ACERT, rejuvenescendo-a com a sua participação ativa e afetuosa. O desafio continuará, pois, a fazer de cada ano uma nova etapa que propicie uma atividade artístico-cultural congruente, comprometida socialmente. Com valores e princípios que, para serem convincentes, se sustentam na genuinidade de condutas culturais éticas coletivas. Mas o caminho foi sendo percorrido conjuntamente com muitos parceiros que compreendem que o caminho não se faz solitariamente e que a salvaguarda da autonomia não é incompatível com a complementaridade e a cooperação para atingir resultados comuns.


Assim, a ACERT continuará a ser portadora, em 2017, de formas de pensar e atuar que permitam: A criação artística de novos espetáculos, onde se revelem sinais de inovação e arrojo empenhado; A programação regular do Novo Ciclo ACERT, revelando uma coesão conceptual apostada na conquista e fixação de públicos; A itinerância continuada, propiciadora de novas relações de intercâmbio e de troca de saberes; A harmonização de planos de ação conjuntos com os estabelecimentos de ensino direcionados às comunidades educativas; A mobilização coletiva dos seus associados e núcleos de trabalho voluntários e profissionais para, em conjunto, criarem espaços de convivialidade geradores de encontros e sonhos;

A implementação de projetos multiculturais que se revelem portadores de alternativas da defesa da sociedade do conhecimento e de cooperação entre os povos; A afirmação de dinâmicas culturais que sejam também elementos de coesão e desenvolvimento do interior do país e elemento de dignidade para quem nele investe o seu trabalho em causas comuns; A capacidade de resistir coletivamente às dificuldades, encontrando alternativas de entreajuda e atitudes firmes que exijam um justo financiamento à cultura pelo serviço público imprescindível que socialmente presta ao país.

Sejam bem-vindos, pois os sonhos continuam inacabados!


O Secretário de Estado da Cultura, Miguel Honrado, veio assinalar o aniversário da Acert connosco, juntando-se ao presidente da Câmara Municipal de Tondela e aos muitos Acertinos presentes, num momento que podemos dizer mais institucional, mas que manteve o tom de festa que não vale a pena deixar desaparecer. Ao fim do dia, lançou-se o livro O Fio, a Trama e a Urdidura, onde João Luís Oliva nos ajuda a olhar para este percurso sem cronologias arrumadas ou tabelas de modo de usar, preferindo pensar connosco sobre o que temos andado a fazer neste recanto beirão, umas vezes aldeia bucólica voltada para o Caramulo, outras metrópole desassossegada com vontade de ser centro de um mundo.

FOTOGRAFIAS CEDIDAS POR FOTO RAF

No passado dia 8 de Dezembro, cumpriram-se 40 anos de vida da Acert. Os números redondos têm este poder de reclamar comemorações à altura e quatro décadas não são apenas um número redondo, são também um número grande, talvez do tamanho dos sonhos que continuam a crescer neste espaço sem que a passagem do tempo lhes abale raízes e vontades. Foi bonita a festa, pá, cantaria Chico Buarque, e nós cantamos com ele. Houve porco no espeto, pão e vinho, como não poderia deixar de ser. Houve sobremesas trazidas por muitos e muitas e ainda sobrou espaço para o bolo de aniversário, cortado pela Lena, a mais antiga trabalhadora desta casa.


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21 JAN Exposição

A Casa de José Cruzio

P. 10

7 JAN Lançamento de Livro Completas-me?! De Luís Leitão P. 13 Afinal o Íbis

14 JAN Teatro

14 JAN Concerto na Galeria O Galo Cant’às Duas

P. 15

21 JAN Stand-up

Culpado de Carlos Pereira

P. 18

28 JAN Exposição

Metamorfoses

P. 20

28 JAN Concerto

Orquestra Clássica do Centro

P. 22

Few Fingers

P. 25

P. 16

4 FEV Café Concerto

6 FEV Teatro - Púb. Escolar Auto da Barca do Inferno Capitão Fausto

P. 26

10 FEV Concerto

11 FEV Lançamento de Livro Fredo de Ricardo Fonseca Mota P. 30

P. 28

11 FEV Ilusionismo

Hiii

P. 34

18 FEV Teatro

Tráfico

P. 36

18 FEV Café Concerto

Lotus Fever

P. 39

4 MAR Teatro (para todos) Utopia

4 MAR Exposição

L’inauguration de…

4 MAR Artes Nu Palco

Maria Simões

P. 44

4 MAR Café Concerto

The Dirty Coal Train

P. 47

9 e 10 MAR Teatro - Púb. Escolar Eu é Que Conto

P. 40 P. 42

P. 48

11 MAR Teatro

O Meu País é um insuflável

12 MAR Conversas ACERT

O Teatro e a Comunidade

P. 52

18 MAR Poesia

Poesia Original

P. 56

P. 50

25 e 27 MAR Teatro

A Ilha Desconhecida

P. 60

Them flying monkeys

P. 63

Radionovela

P. 64

25 MAR Café Concerto

20 a 27 MAR Radionovela


A Casa José Cruzio A exposição/instalação que inaugurou no Festival Internacional de Teatro ACERT continua até dia 21 de janeiro

ATÉ 21 JAN 2017 EXPOSIÇÃO

A CASA, um projeto multidisciplinar de José Crúzio e com diferentes artistas/autores, entra agora na sua segunda série de video-performances.

Até 21 de janeiro de 2017 Galeria ACERT · Entrada gratuita

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Neste projeto a interpretação, a performatividade, a música e o vídeo cruzam-se, criando novas narrativas em torno do conceito de CASA.Retomam-se caminhos de prospeção, investigação e de [re]criação assente na mescla de generosos contributos acerca da perceção de um espaço bastante particular – A CASA.No texto – sentido, analítico, sarcástico ou dolente; na música – acusmática, reverberante, improvisada no momento ou assente na voz; na performance – das diferentes geografias, espaços, perceções ou nos movimentos transcritos do quotidiano e, por fim, da imagética sugerida pela sua conjunção.


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Com cara lavada, fruto de muitas obras de adaptação, na sala e cozinha, um moderno equipamento que passa a estar ao dispor dos associados e de quem nos visita. Com uma forte aposta na gastronomia de qualidade e um serviço imagem de marca da ACERT.

Mais um pretexto para visitar o Novo Ciclo e a nossa programação, ficando assim novamente mais completo o Centro de Recursos Culturais e Desenvolvimento Regional de Tondela, tal como foi pensado no seu início. Dia de encerramento: Domingo

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Após um grande interregno reabriu o Restaurante Novo Ciclo ACERT.


Completas-me?! De Luís Leitão

7 JAN APRESENTAÇÃO DE LIVRO

Completas-me?! é um livro que cruza os caminhos entre o autor e os leitores e dificilmente permitirá o destino que se voltem a separar. Promete agarrar os sentimentos mais profundos e instigar o leitor para uma viagem de emoções à flor da pele. O derradeiro desafio é completá-lo. Vem descobrir como…

Biografia Luís Leitão nasceu em Viseu, em 1981. É docente na Escola Profissional de Tondela desde 2004. Editou o seu primeiro romance em 2014 – [Cem] Ironias do Destino. Entre Professor e Marketeer, o seu alter-ego delicia-se a escrever… Ilustrações: José Almeida / Editora: Chiado Editora / Orador Convidado: Rui Fonte

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Sáb. 7 janeiro de 2017, às 21:30 Aud. 1 · Entrada Gratuita


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PAULO NUNO SILVA ©


ANDANTE ASSOCIAÇÃO CULTURAL

Afinal o Íbis Pais e bebés dos 6 meses aos 3 anos ganham um espaço especial na programação do 1º trimestre 14 JAN TEATRO

Espetáculo de promoção da leitura para bebés, com poesia de Fernando Pessoa, música de Joaquim Coelho e imagem de Mafalda Milhões. A história de um pássaro esquisito inventada por Fernando Pessoa, o Íbis do Egipto, é o pretexto para embalar, brincar, cantar, voar com os bebés. A partir deste, outros pássaros de Pessoa se lhe juntam.

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A atriz conduz o público pelas paisagens poéticas, pela musicalidade das palavras, pelo voo das páginas e em meia hora teremos tempo para brincar, cantar, dançar, ler e dormir.

Encenação, pesquisa e sonoplastia: Fernando Ladeira / Poemas: Fernando Pessoa / Interpretação e pesquisa: Cristina Paiva / Ilustrações, cenografia e figurino: Mafalda Milhões / Música: Joaquim Coelho

Sáb. 14 janeiro de 2017, às 15:30 Aud. 2 · 30 minutos Bilhete: 7,50€ · Associado: 5€ · Desconto: 6€ · Desempregado: 2,50€ Bilhete de Família disponível


A CASA RECEBE

O Galo Cant’às Duas A Banda promete encher de sons e imagens sincronizadas a instalação de José Crúzio 14 JAN CONCERTO NA GALERIA

Um lugar-repositório de memórias e de vivências. A Casa também pode ser um corpo em trânsito, que em si encerra um ser e um estar, um sentir e um pensar. Que se expressam através do movimento, da voz e do olhar.Em suma, um lugar onde nos acolhemos. Um porto de abrigo. Com gratas imagens e experiências. Os Galo Cant’às Duas - como parte integrante da segunda série de videoperformances de A Casa

- transformarão este porto de abrigo a seu modo ao interagir, experienciar e comemorar esta Casa connosco com belos Cânticos. A banda inspira-se em ritmos variados, loops e batidas sincronizadas. A experiência ao vivo cria uma “viagem espacial”, acompanhada pelo carisma característico do projeto e pela sonoridade que imprime na mente dos seus ouvintes. Esta versatilidade permite que Galo Cant’às Duas explore diversas vertentes musicais. A banda é composta por Gonçalo Alegre e Hugo Cardoso e teve origem em 2015, num encontro entre artistas plásticos, performers, actores

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“A Casa é o que nós quisermos que ela seja. Um espaço físico, planeado e concebido tendo em mente os usos futuros que dela querem os seus inquilinos.


JOANA LINHARES ®

e músicos, na ruralidade da aldeia da Moita, Castro Daire. Galo Cant’às Duas nasceu de uma jam com os dois músicos. Deste encontro, emergiu a alma do Galo, fruto da música criada, impelindo à concordância na sua elevação.

dinâmicas performativas e tem já gravado um concerto integral. O disco de estreia, esse, está para breve. Sáb. 14 de janeiro de 2017, às 22:30 Galeria ACERT · Entrada Gratuita

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Desde os finais de 2015 que a banda tem partilhado a sua obra por Portugal. O Galo faz-se rodear de outras


NOITE DE STAND UP

Culpado Carlos Pereira O humor de “um homem espetáculo” como alternativa para uma boa noite de café satírico 21 JAN TEATRO

“Sempre que uma telenovela terminava um episódio, minha avó achava que tinha sido eu a mudar de canal, já o meu avô, se não soubesse dos comprimidos dizia ser eu o culpado. Eu nunca

matei, nunca roubei, nunca me prostituí mas se forem perguntar a alguém a culpa é sempre minha. Talvez seja por ser preto, talvez por ser alto, ou simplesmente seja por ter adoecido com varicela aos vinte e um anos.” Sáb. 21 janeiro de 2017, às 22:30 Bar Acert · Entrada gratuita

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Carlos Pereira tem um discurso humorístico peculiar e faz recair sobre si próprio as zombarias que inventa para chegar ao público.


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Metamorfoses, Pintura Viva Carlos Sousa Uma exposição onde a pintura e o desenho se formam a partir da mutação orgânica das ‘tintas’ 28 JAN EXPOSIÇÃO

Carlos Sousa nasceu em Viseu, há 34 anos, e estudou na esad. cr, nas Caldas da Rainha. Metamorfose surge a partir do conceito de criação de quadros vivos, onde existe uma transformação constante do trabalho realizado.

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Em palavras soltas, Carlos Sousa descreve as suas obras com: vírus, mutação, desenho, moléculas, movimento, simbiose e natureza orgânica. Retratos, paisagens, seres e vírus, são executados com recurso a tintas ecológicas e inusitadas, que registam com mais força aquilo que é desenhado.

Estes desenhos comportam-se como um camaleão, mudando as suas tonalidades e texturas conforme o ambiente em que estão, bem como com a variação de luz/calor que neles incide. Inauguração: Sáb. 28 janeiro, às 21:00 Até 27 de fevereiro de 2017 Galeria ACERT · Entrada gratuita


Orquestra Clássica do Centro Maestro José Eduardo Gomes Música sinfónica abre o ano com um programa de eleição

Programa Abertura “Il Duca di Foix” - Marcos de Portugal Árias e canções napolitanas - Mário João Alves, tenor Sinfonia 104 “Londres” - Joseph Haydn I. Adagio - Allegro II. Andante III. Menuetto: Allegro IV. Finale: Spiritoso Natal dos Simples* - José Afonso / Arranjo: José Firmino * Com a participação especial do Coro

Polifónico da Casa do Povo de Tondela

A Orquestra Clássica do Centro (Occ) apresentou-se pela primeira vez, enquanto orquestra profissional, em dezembro de 2001. Considerada de superior interesse cultural pelo Ministério da Cultura, a Occ encontra-se abrangida, desde então, pela Lei do Mecenato Cultural (atual Estatuto dos Benefícios Fiscais). Do seu historial destacam-se os concertos que tiveram lugar em monumentos arquitetónicos e o alargamento da sua atividade a outros municípios e distritos, para além de Coimbra. Passou ainda a contar com o contributo solístico e de regência de notáveis figuras do nosso panorama musical, encontrando também meios para, pontualmente, produzir concertos com uma densidade tímbrica e orquestral sinfónica. Também tem vindo a multiplicar a atuação de formações de câmara, disponibilizando um leque variado de programas/ repertórios. Organizou concursos,

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28 JAN CONCERTO


DR

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conferências e festivais para além das atividades exclusivamente concertísticas. Do seu historial fazem ainda parte diversas iniciativas realizadas sobre a temática da Guitarra portuguesa. Em maio de 2014, deslocou-se a Cabo Verde, a convite do Ministro da Cultura de Cabo Verde, Mário Lúcio de Sousa, que declarou a Orquestra, além de "fundadora da Orquestra Nacional de Cabo Verde", como sendo parte integrante desta. Por proposta do então Ministro Mário Lúcio de Sousa, a Occ acolhe em Coimbra o Centro de Transcrição da criação musical de Cabo Verde. Em 2015 assinou também um protocolo de colaboração com o Centro de Estudos da Morna. Em janeiro de 2016 a Occ esteve

presente e atuou na cerimónia de inauguração do Museu do Tarrafal. Editou vários Cd´s, dos quais se destacam Cantar Coimbra 1 e 2, a Suite Sinfónica Aeminium de José Firmino, Em Memória da Madrugada ou Viagens no Imaginário da Morna. Dos livros editados o destaque vai para As Primaveras, de Francisco Martins e Cesária - A rota da Lua vagabunda, da autoria de Tchalê Figueira e Vasco Martins, sobre Cesária Évora. Enquanto associação, a Occ tem ainda a responsabilidade da gestão cultural do Pavilhão Centro de Portugal (local da sede da Occ). Fomentar a cultura musical, dimensionar a vertente pedagógica e conferir apetência para ouvir e apreciar música erudita, têm sido


Maestro José Eduardo Gomes Como instrumentista tem-se dedicado à música de câmara e apresenta-se regularmente com diversas formações em Portugal, Itália, Bélgica, Suiça, Japão e Canadá. Participou em masterclasses de Direcção de Orquestra com Jorma Panula, António Saiote, Cesário Costa, Jan Cober, Gianluigi Gelmetti, Jésus López Cobos, Alexander Polishuk,

Ernst Schelle, Luiz Gustavo Petri, Douglas Bostock, José Rafael Vilaplana e Peter Rundel. Tem dirigido inúmeras orquestras, em Portugal e no estrangeiro. Foi assistente de Martin André na Orquestra Momentum Perpetuum e do maestro Peter Eötvös, com a Orquestra Sinfónica do Porto Cdm. Entre 2008 e 2011, foi maestro titular da Orchestre Chambre de Carouge (Suiça).Na sua vertente mais pedagógica, dirige regulamente orquestras de jovens com as quais realiza um trabalho de formação. Colabora regulamente com o projecto Orquestra Geração, com várias escolas e com diversos ensembles. É membro fundador do Quarteto Vintage, maestro titular do Coro do Círculo Portuense de Ópera e maestro titular da Orquestra Clássica da Feup. Para a temporada 2015/16 tem já agendados concertos com as mais destacadas orquestras nacionais, diversos estágios e masterclasses. É o maestro titular da Orquestra Clássica do Centro. Sáb. 28 janeiro de 2017, às 21:45 Auditório 1 Bilhete: Bilhete: 7,50€ · Associado: 5€ · Desconto: 6€ · Desempregado: 2,50€ Bilhete de Família disponível

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e continuarão a ser os objetivos deste projeto. A Orquestra Clássica do Centro conta com o apoio Institucional da Câmara Municipal de Coimbra, e tem como Mecenas plurianuais a Caixa Geral de Depósitos e a efapel. Tem protocolos assinados com várias Câmaras Municipais, Escolas de Música e outras Instituições como sejam a Universidade de Coimbra, o Ipc, o iscac ou a Esart. Tem o apoio do Diário As Beiras e o Diário de Coimbra,Noticías de Coimbra, Rtp e Atena 1, para além de empresas como a Critical Software, a Isa, Ascendum ou Plural. Em fevereiro de 2016, além da sua direção artística geral, apresentou a direção artística estratégica de que fazem parte nomes como Vasco Martins, Luís Tinoco, Mário Alves ou Marina Pacheco. É maestro titular desta orquestra, José Eduardo Gomes. Tem desde setembro de 2015 o estatuto de Ong para o Desenvolvimento.


Few Fingers Canções simples e despretensiosas, embaladas pela lap steel guitar, que assumem um legado folk e uma escola indie. 4 FEV CAFÉ CONCERTO

A edição do Cd Burning Hands, acaba por ser o resultado de uma cumplicidade musical previsível.

André Pereira formou-se no Guitar Institute em Londres e tem acompanhado formações como Ultraleve, Team Maria ou Quem é o Bob?. Rancho é músico dos Dapunksportif e dos Bússola, colaborou com os Indignu, liderou os Team Maria e, a solo, já lançou três discos e foi Novo Talento Fnac.

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Neste concerto terão como convidados, Paulo Mouta Pereira, Tiago Domingues e Luís Jerónimo. “Com uma sonoridade a balançar entre o indie e o folk, a dupla apresenta-se como tendo

RICARDO GRAÇA ©

Nuno Rancho é músico dos Dapunksport e dos Bússola, colaborou com os Indignu, liderou os Team Maria e, a solo, já lançou três discos e foi novo talento Fnac. na simplicidade o seu maior argumento. E ganham a discussão. Só isso é suficiente para colocar Burning Hands à frente de tantos outros discos mais acompanhados por doses maiores de pretensão e mediatismo”, escreve o Diário de Notícias sobre este trabalho. Voz e guitarra: Nuno Rancho Guitarra: André Pereira Sáb. 4 fevereiro de 2017, às 23:30 Bar ACERT · Entrada Gratuita


DE GIL VICENTE

Auto da Barca do Inferno Teatro ACTUS Gil Vicente visita os alunos com uma das suas peças mais representativas 6 FEV TEATRO - PÚBLICO ESCOLAR

Nesta encenação, procurámos realçar a diferença entre os papéis ativo e passivo do Diabo e do Anjo, conferindo ao primeiro a imagem de um andrógino mestre‑de‑cerimónias, pronto a receber na sua Barca uma variedade de convidados, e ao segundo a quietude de um ser que espera poucos visitantes, imperturbável como uma borboleta num casulo.

Encenação: Tomé Vieira / Elenco: Ana Dionísio, Ana Rita Santos, Carolina Bettencourt, Jorge Sequeira, Luís Gomes, Paulo Quedas e Tomé Vieira / Sonoplastia e Iluminação: João Rafael Silva / Produção: Isabel Matos e Cristina Alexandre Seg. 6 fevereiro de 2017, às 10:30 Auditório 1

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O tempo, no teatro, foge ao seu sentido arqueológico. O tempo que Gil Vicente põe em marcha com o Auto da Barca do Inferno não pertence apenas ao século XVI, antes atravessa todas as épocas. Acreditamos que ainda hoje aqueles dois juízes, aqueles “pescadores de almas,” Anjo e Diabo, estarão à nossa espera para nos apontar defeitos e virtudes, erros e boas ações.


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Capitão Fausto Têm os dias contados Depois do Coliseu e da participação em muitos dos festivais de 2016, a digressão nacional da banda pelas grandes salas tem a Acert como itinerário

“Somos uma banda rock de Lisboa”. A simplicidade com que os Capitão Fausto se descrevem desarma qualquer um. Porque é assim que se sentem e é assim que vivem. A história de Tomás, Salvador, Francisco, Manuel e Domingos tem o seu primeiro

capítulo em 2011, com Gazela – o álbum de estreia. Ali encontramos a urgência das canções juvenis, dos hinos pop que se cantam e sabem sempre a pouco. Em 2014 Pesar o Sol chega aos escaparates. E é neste segundo álbum (muitas vezes o tudo ou nada de tantos Artistas)

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10 FEV CONCERTO


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que se impõem como uma das mais originais e criativas propostas do nosso país. Defendem-no ao vivo, com espetáculos memoráveis nos grandes e pequenos festivais, nos clubes, nos Teatros, um pouco por todo o Portugal que os recebe e obriga a crescer. Como cresce exponencialmente a sua base de fãs, agora transformada em legião. Em 2016 são as canções de Capitão Fausto Têm os Dias Contados que os levam a superar todas as expectativas. Pouco mais de 30 minutos de música e palavras, em modo pop recheado de primor e requinte, que contam as estórias de vida de cada um dos Capitão Fausto, mas que são muito mais que isso, porque crescer é para todos. Não se poupam os elogios e os aplausos, que chegam em catadupa. Os Capitão Fausto “afirmam-se como a voz de uma geração”, diz quem sabe. E esta geração quer elevar a clássicos imediatos as oito canções que lhe são oferecidas. A promessa é agora certeza e o primeiro lugar do Top nacional de vendas é uma das consequências. Incontornáveis, chegam ao primeiro lugar do Top Cision (que avalia a visibilidade mediática dos Artistas nacionais). Num ápice esgotam (em menos de uma semana) os dois espetáculos de apresentação no Lux, em Lisboa. Passam pelo Rock in Rio, Super Bock Super Rock, Festival de Paredes de Coura, Festival Sol da Caparica.

2016 confirma que os Capitão Fausto são, finalmente, uma aposta segura. Uma aposta no bom gosto musical e na sensibilidade apurada. Uma aposta na criatividade e no fulgor de uma banda que parece imparável. “Amanhã tou melhor” será seguramente um dos refrões mais cantados de 2016. De outubro de 2016 a março de 2017 os Capitão Fausto apresentam o novo álbum nas salas mais nobres do nosso país: os Teatros. E serão estes Teatros a mostrar a banda que soube como crescer ao lado dos fãs. A mostrar a banda que renasce a cada disco, que se renova com o cuidado de quem quer construir uma carreira sólida, de uma forma aparentemente galopante mas sem o torpor do deslumbramento. Para os Capitão Fausto “Os Dias Estão Contados”. Porque crescer é inevitável. E sabendo isso, vão continuar a fazê-lo nesta Digressão de Teatros. Capitão Fausto são: Tomás Wallenstein: Voz e Guitarra / Domingos Coimbra: Baixo e Voz / Manuel Palha: Guitarra, Teclados e Voz / Francisco Ferreira: Teclados e Voz / Salvador Seabra: Bateria Sex. 10 fevereiro de 2017, às 21:45 Auditório 1 Preços: 10€ · Associados: 7,50€ · Associados Montepio: 8,50€


Fredo de Ricardo Fonseca Mota Uma obra galardoada com o Prémio Literário Revelação Agustina Bessa Luís 2015 avizinha um escritor, residente em Tábua, com os leitores 11 FEV APRESENTAÇÃO/LANÇAMENTO DE LIVRO

É um elogio aos heróis que nunca foram cantados, aos amores sem testemunho, às mortes solitárias. “Um livro que cruza vidas aparentemente longínquas. É ainda um elogio aos heróis que nunca foram cantados, aos amores sem testemunho, às mortes solitárias. Uma escrita tão sóbria quanto elegante, que faz com que os olhos se prendam às letras, com o encanto da descoberta de um pedaço de prosa que dá gosto. Para ler sem reservas.”

Sobre o autor Ricardo Fonseca Mota nasceu em Sintra em 1987, cresceu em Tábua e acabou de crescer em Coimbra. Com o pseudónimo Ricardo Agnes publicou o livro de poesia In Descontinuidades (2008) e diversos trabalhos em diferentes publicações. Tem trabalhado com músicos, grupos de teatro, fotógrafos e artistas plásticos. É formado em Psicologia pela Universidade de Coimbra e, em 2015, foi o mais jovem vencedor do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís. É um dos impulsionadores do projeto de criação da Associação Cultural de Tábua. Sáb. 11 fevereiro de 2017, às 21:30 Aud. 2 · Entrada gratuita

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Fredo conta a história de Adolfo Maria, um jovem do interior que se muda para Lisboa à procura de um lugar para ser diferente, e a história de Fredo, um homem que teve quatro famílias e morreu sozinho. Dois mundos que se tocam, duas histórias em contramão.


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GI DA CONCEIÇÃO ©


3 PERGUNTAS A

Ricardo Fonseca Mota

Que peso teve a atribuição do Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís para o teu trabalho enquanto escritor?

A publicação do livro muda tudo, não é mais o meu livro, agora é de quem o lê. Do ponto de vista pessoal, com o prémio ganhei umas pétalas novas, bem bonitas, que me tornam mais visível aos outros. Contudo, não deixo de ser apenas uma flor.

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A memória e os modos de a partilhar são elementos centrais de Fredo. Que papel atribuis à memória no âmbito da escrita e da literatura?

A literatura é a celebração da memória. Contar uma história é tornar mais difícil o esquecimento. Temos horror ao vazio e ao esquecimento, por isso dançamos, cantamos, contamos, criamos. Ao mesmo tempo, também é verdade

que a memória é uma ficção como outra qualquer. O que podemos esperar relativamente ao futuro da tua escrita? Tens novos trabalhos em vias de poderem ser lidos?

Estou em constante criação. Neste momento tenho muito material que ainda é meu. Em breve novos trabalhos serão de quem lhes tocar. Estou a trabalhar num novo romance. Tenho material noutros formatos (teatro, infantil, poesia) ganhando autonomia. Continuarei, à minha maneira, a contrariar o vazio e o esquecimento.


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Hiii José Pereira A arte da ilusão com linguagem teatral 11 FEV ILUSIONISMO

Muito mais do que um espetáculo de magia, Hiii! mistura a arte da ilusão com linguagem teatral, criando não só magia, mas uma atmosfera imaginativa onde o fantástico interage com a subtileza e a espontaneidade afável.

José Pereira Nascido em 1994, esta balança com ascendência em escorpião descobre aos 15 anos a arte do ilusionismo e, a partir desse idade, nunca mais pousou um baralho de cartas.

Esta é uma nova proposta de espetáculo que faz prevalecer uma arte que seduz pela simplicidade com que o espectador fica assombrado com o imprevisível. Um espetáculo que interage delicadamente com o espectador, transformando a plateia em protagonista das ilusões imaginativas com que o artista a seduz.

Porém, não tem nenhuma formação na área do ilusionismo. É autodidata, mas não há profissionalismo, paixão, humor e atitude que lhe falte.

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Para aqueles que não gostam de “truques”, este é o espetáculo que não podem perder!

Autor: José Pereira Sáb.11 fevereiro de 2017, às 22:30 Bar ACERT · Entrada gratuita · 50 min.


Tráfico Baal 17 e Al Teatro Humor negro para uma leitura satírica da atualidade mundial 18 FEV TEATRO

Num mundo corrompido pelo poder e pelo dinheiro, traficantes de toda a espécie pululam entre nós. De todo o tipo, de todas as coisas, de muita gente. Com o pano de fundo da crise e da deriva do capitalismo, Tráfico serve-se do humor negro para uma leitura satírica da atualidade mundial (a que Portugal não é alheio). Uma comédia trágica, crua e obscena, onde o sangue flui sem contenção. SOBRE O DRAMATURGO Carlos Santiago é um escritor, dramaturgo e artista galego que, desde 1990, desenvolve uma

prolífica atividade em diversos campos, da crítica da cultura e o ativismo cultural à criação literária e artística, muito marcada por um estilo satírico que desafia os limites entre a realidade e a ficção. Monologuista, guionista de cinema e ativista cultural, o seu principal interesse centra-se nas artes cénicas, sendo autor e encenador de mais de vinte peças. Trabalha habitualmente com grupos e artistas tanto da Galiza como de Portugal. SOBRE A ENCENAÇÃO Já na Medeia, de Eurípides, se apontava a revolta da protagonista contra a ambição desmesurada dos poderosos. Em Tráfico puxámos desse fio para pôr em foco a falta de escrúpulos deste mundo. Importa advertir que isto é mesmo só teatro… Sentai-vos nos vossos assentos, gozem o espetáculo e ganhem forças (para reagir), porque quando saírem da sala a merda vai continuar lá fora. ¶¶ Chiqui Pereira

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Uma mulher obscura, Medeia, dirige um Hotel singular. No Hotel Balneário Olimpo oferecem-se curas de stress a traficantes necessitados de descanso e repouso. Na realidade, o negócio esconde um propósito mais maquiavélico do que a satisfação das necessidades terapêuticas do crime organizado: a vingança, traçada com paixão pela protagonista, contra aqueles que a traíram.


JOSE FERROLHO ©

PORQUÊ ESTE ESPETÁCULO? O palco é para nós um local de reflexão, de provocação, de análise crítica sobre quem somos e qual é o nosso papel na construção de uma sociedade mais justa. Falar do mundo, não do mundo que nos rodeia, mas sim do mundo que nos controla, domina e oprime, foi o mote para a criação deste espetáculo. Falar da atualidade neste início de século, onde tudo se trafica, se vende, se compra, sem qualquer pudor ou preocupação humanista, longe dos olhares das pessoas.

Ramos e Rui Ramos / Cenografia e figurinos: Bruno Guerra / Desenho de Luz: Nuno Borda d’Água / Música: Tango Paris / Fotografia: Baal17, José Ferrolho e Rui Cambraia / Design gráfico: Ana Rodrigues-Workhouse / Vídeo: Baal17 (teasers) e VideoPlanosProduções Av. / Operação técnica: Hugo Fernandes e Nuno Borda d’Água / Direção de produção: Sandra Serra / Gestão: Rui Ramos e Pedro Ramos / Comunicação: Hugo Fernandes e Sandra Serra / Produção executiva: Hugo Fernandes

Texto: Carlos Santiago / Encenação e dramaturgia: Chiqui Pereira / Interpretação: Bárbara Soares, Filipe Gonçalves, Filipe Seixas, Pedro

Bilhete: 7,50€ / Associado: 5€ / Desconto – 6€ / Desempregado: 2,50€ Bilhete de Família disponível

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¶¶ Baal17 e AL Teatro

Sáb. 18 fevereiro de 2017, às 21:45 Auditório 1 · 80 min. · M/16


Cafés concerto no Bar Acert A música étnica, no seu conceito mais abrangente, tal como a divulgação de projetos artísticos regionais, nacionais e internacionais emergentes, é o conceito que a Acert procura explorar na programação. O espaço Bar Acert é o espaço de excelência para o convívio e o encontro de associados e público. Aberto diariamente, oferece condições singulares para encontros de trabalho, de ócio, de estudo e para sentir o movimento dos criadores que habitam os espaços de preparação e apresentação dos espetáculos. O Bar Acert complementa com o seu serviço e iniciativas o ambiente cultural acolhedor, cooperando também para que a programação do espaço seja uma marca distintiva.


Lotus Fever Digressão nacional de Still Alive for the Growth revela um quarteto com uma sonoridade peculiar e um apurado trabalho na criação de videoclips 18 FEV CAFÉ CONCERTO

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Em novembro deste ano editam o álbum Still Alive For The Growth, que inclui, num alinhamento de 9 músicas, o tema “Animal Farm”, onde a banda ilustra a sua interpretação do livro clássico de George Orwell com um videoclip animado em que explora novamente a veia negra e conceptual que orienta este novo trabalho - e o 1.º single, “Dogs And Bones”. O disco foi gravado, misturado e masterizado no estúdio da banda, no Verão de 2016. As composições são integralmente da autoria do

HUYSEMAN ©

Os Lotus Fever são um banda de Lisboa, criada em 2012. A sua música contém uma variedade de influências, num rock detalhado e conceptual, explorado em Leave the Lights Out (EP, 2012) e Search For Meaning (LP, 2014). O último foi considerado por vários meios de comunicação como um dos melhores álbuns nacionais do ano. quarteto lisboeta e as letras são escritas por Pedro Zuzarte. A digressão de apresentação deste novo trabalho vai percorrer todo o país. Estas são primeiras datas da Tour Still Alive for the Growth. Teclados: Bernardo Afonso / Bateria: Diogo Teixeira de Abreu / Guitarra: Manuel Siqueira / Voz e Guitarra: Pedro Zuzarte Sáb. 18 fevereiro de 2017, às 23:30 Bar Acert · Entrada Gratuita


Utopia Maria Simões Clown contemporâneo / sem palavras / para público familiar / música, poesia e humor

4 MAR TEATRO (PARA TODOS)

As cores das 9 ilhas dos Açores marcam as cenas do espetáculo, o figurino, a estética. O humor poético acompanha a ação e a linguagem universal utilizada faz-nos recordar grandes clássicos que serviram de mote a esta criação: Alice no País das Maravilhas, Peter Pan, “Soldadinho de Chumbo”, Irmãos Grim, “A lenda do fio vermelho do destino” ou as inspiradoras criações de Charlie Chaplin e a Mafalda de Quino, entre outros. No final, uma criança do público é convidada a subir ao palco.

Passamos-lhe o testemunho de transformar o mundo, falamos Esperanto – a língua universal – e adormecemos sonhando novas utopias num mundo possível e perfeitamente imperfeito. Com muitas pitadas de humor e ternura, Utopia é o espetáculo para toda a família olhar o futuro com olhos de riso e de esperança. Especialmente dedicado às refugiadas de ontem e de hoje. Criação e dramaturgia: Maria Simões / A partir de: Ilhas: imagina – os sonhos são como vulcões / Direção e Interpretação: Maria Simões / Assistência de Direção: Veronica San-Vicente e Celia Ruiz / Cenografia: Rocio Matosas e Marta Fernandes da Silva / Figurino e Desenho de Luz: Rocio Matosas / Música: Circus Marcus, V. Jankovaska, René Aubry / Luminotecnia: Conchi Acal / Operação de som: Filipa Mourato / Fotografias: Andreia Luís, Andrés Plaza

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Sozinha em cena, a palhaça chega à sua casa-vulcão-ilha carregando o mundo às costas, um mundo disforme e velho, pesado e doente. Ao longo do tempo, tratará de o remendar, criando uma ilha Utopia, sem guerras e sem fome, sem religião, uma ilha‑país‑nómada com bandeira e hino.


NIZA BELA FALCÃO ©

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e Carla Veríssimo / Trailer: Mário Roberto / Desenho gráfico: Ana do Canto / Carpintaria: Mário Medeiros / Clowntraining em criação: Gardi Hutter e Jesús Jara

Sáb. 4 março de 2017, às 15:30 Palco do Auditório 1 · 50 min. Espetáculo para Todos Bilhete: 7,50€ · Associado: 5€ · Desconto: 6€ · Desempregado: 2,50€ Bilhete de Família disponível


L’inauguration de hyperbaroque Le profond, sublime... et frivole Sapiens Atelier Uma instalação artística onde a escultura se transforma o espaço em (hiper-)realidade barroca 4 MAR EXPOSIÇÃO

Te æternum Patrem omnis terra veneratur. Tibi omnes Angeli; tibi cæli et universæ Potestates; Tibi Cherubim et Seraphim incessabili voce proclamant:

Ooh shit, I’m a dangerous man with some money in my pocket (Keep up) So many pretty girls around me and they waking up the rocket (Keep up) Why you mad? Fix ya face Ain’t my fault y’all be jocking (Keep up)

Sanctus, Sanctus, Sanctus, Dominus Deus Sabaoth.

“24K Magic” Bruno Mars, 2016

Pleni sunt cæli et terra maiestatis gloriæ tuæ

Dois poemas, dois cenários, duas representações. Podemos mesmo afirmar - dois espaços, dois tempos. Mas esqueçamos o espaço e o tempo e foquemosnos na Festa, pois é isso mesmo que estas músicas representam: a celebração. A celebração de valores que em Bruno Mars cremos serem tangíveis e num Te Deum acreditamos como intangíveis. O profundo, o sublime... e o frívolo, características que através da beleza definem o hiperbarroco.

Hino Cristão (Utilizado na celebração de diversos acontecimentos religiosos e pagãos como agradecimento a Deus) séc. IV, adaptado e musicado ao longo dos séculos

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Te Deum laudamus: te Dominum confitemur.


O barroco que renasce e que se apresenta constante, num palco de poder e do poder.

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Na deslembrada memória da arte dos marnotos, está o peso da Arte. E na criação de hipercenários, de Caes de Pedra que servem para a partida e chegada de tão nobres pessoas, que ascendem para a festa, que é a mesma, igual, dourada. É este gaudio que aqui vamos ajudar a louvar, a manter e a consumir L'inauguration de l’hyperbaroque - Le profond, sublime ... et frivole. Sapiens Atelier Um projeto artístico que funciona sob a forma de atelier, conjugando vários saberes e perseguindo uma ideia de arte total contemporânea. O projeto é impulsionado por

Miguel A. Rodrigues enquanto aluno de escultura da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e tem a sua primeira materialização, em 2015, na exposição “Sapiens Exhibition – e se a Festa Barroca fosse hoje” que decorreu em Braga. A história, o património, a antropologia e a economia são neste projeto conjugados com o saber fazer das artes plásticas resultando em coleções que criam novos cenários de hiperrealidades. Vemos a arte numa perspetiva de intervenção nas comunidades, procurando que através dela se promovam externalidades positivas. Inauguração: Sáb. 4 março de 2017, às 21:00 Galeria ACERT · Entrada gratuita


ARTES NU PALCO

Maria Simões Uma ACERTina nómada, sonhadora, inquieta… com muito para contar. Sempre com partidas marcadas, mas sempre convicta de que o mais recente poiso será o último onde finalmente assentará seus mil ofícios. 4 MAR NU PALCO

Femininas Artes NU Palco

Em 2017, trimestralmente, a música dá lugar a outras formas de expressão artística. Serão mulheres as artistas que compartilharão o palco com os espetadores, num diálogo de proximidade que privilegiará a conversa e momentos íntimos de demonstração da sua criatividade artística.

Cada momento revela um espaço de intimidade onde cada artista partilha segredos, inquietações e ternuras. Na nudez do palco, transformado em sua casa, o espetador é convidado a entrar na habitação da criadora, num momento de convivência informal onde tudo pode acontecer. Um encontro irrepetível pela autenticidade e uma descoberta do universo de paixões que fazem de cada artista uma contadora das suas histórias. 44

Uma rubrica da programação que prossegue o conceito iniciado em 2016, onde vários foram os momentos genuínos que contaram com a grande adesão do público.


FERNANDO RESENDES ©

Revê-se como uma “Palhaça de profissão, viajeira do mundo e doutora de problemas do coração em causas pe(r)didas. Especialista em cantos de todos os lugares, baile, agricultura bio e não biológica e ciências histéricas. Planta frequentemente o Amor.“

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Agora, assentou em Castelo de Vide. Há um ano, contou ao Diário de Notícias como foi ser “Voluntária em missão na Macedónia num campo de refugiados e de como “Luna”, a sua personagem, foi silenciada pelas autoridades do campo: “Se há memória boa que guardo daqueles dias é a quantidade de gargalhadas das

crianças, quando me punha a brincar com elas”, conta. “Fui impedida de trabalhar como palhaça, mas aprendi que consigo fazer o meu trabalho sem o nariz e sem as roupas, e isso vale tudo”. Não será logo isto um bom mote para os segredos que guardará a nudez do palco desta viajeira que semeia a paixão por impossíveis como a sua arte maior? Sáb. 4 março de 2017, às 21:45 Palco do Auditório 1 · 50 min. Espetáculo para Todos


3 PERGUNTAS A

Maria Simões

É verdade que escutamos muito a palavra “palhaço” com intensão de ofender. Mas eu gosto que me chamem palhaça, sinto que estou a cumprir a minha missão: rio, deixando que te rias comigo, transparecendo a profundidade das emoções e, eventualmente, curando quem de si também ri. Uma vez, como doutora palhaça, visitando uma velhinha meia alzheimerística ao domicílio perguntei se poderia voltar noutro dia. Respondeu: “Sim, podes. Mas quando estiveres menos tola!” Ri-me. Rimo‑nos. Olhos nos olhos, corações aos saltos. É isto que fazemos ... Que papel pode assumir um palhaço, ou uma palhaça, num lugar tão desolador como um campo de refugiados? Num campo de refugiados, acalentamos corações, distribuímos e colhemos sorrisos, relembramos

que a dignidade é outra coisa (e não aquilo que estão a viver), choramos muito e, às vezes, choramos por quem (já) nem consegue chorar, abraçamos outro tanto, rimo-nos das pequenas desgraças, esquecemos as grandes, encontramos amigos e irmãs, revemo-nos em todas as pessoas, brincamos como e com as crianças (ou seja, com toda a gente com quem nos cruzamos), perdemos o medo e connosco, quem ri, perde o medo também. De regresso à Acert, vem na bagagem uma série de experiências acumuladas ao longo dos anos e um espetáculo onde a ilha – e as ilhas dos Açores – é elemento central. Construir a utopia, com ou sem ilha, passa por encontrar os outros e partilhar com eles o que vamos aprendendo? A ilha aqui converteu-se na metáfora. O que sou enquanto mulher, artista e palhaça é uma ilha e uma maravilhosa utopia. Com a estreia, percebi-me que levava, na bagagem, 20 anos como profissional de teatro, e senti o enorme peso da responsabilidade, de tanta vida! Esta Utopia diz muito do que sou, do que penso, do que vivi e do que desejo. Como escreveu o Eduardo Galeano, “a utopia serve para caminhar”.

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Os palhaços nem sempre têm boa reputação social, achando muita gente que são apenas uma figura que faz rir sem qualquer profundidade – desprezando, assim, artista e riso. Como é que se trabalha neste contexto e que desafios se enfrentam para o contrariar? (Ou a percepção social dos palhaços já mudou o suficiente para que nada disto já aconteça?)


The Dirty Coal Train Apresentação em concerto de Super Scum 4 MAR CAFÉ CONCERTO

Banda criada em 2010, pelo viseense Ricardo Ramos e por Conchita Coltrane. Um power trio de instrumentos amaldiçoados, que debitam decibéis suados de inspiração no Diy [“do it yourself”] do punk e no cinema de série B, onde coabitam com monstros, vampiros, múmias, óvnis e demais parafernália.

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Depois de dois Lp, uma compilação e três singles, promovidos em Portugal, bem como em outros países da Europa e no Brasil, a banda promove o seu mais recente Super Scum, lançado pela Groovie Records em 2016, com espetáculos ao vivo suados e enérgicos que se tornaram imagem de marca. Garage Punk com Surf & rock & roll nu, cru e direto como o género exige. “Há algo que brilha mais audaciosamente na carreira dos The Dirty Coal Train do

que a sua música urgente e brutal em si. A sua submissão e amor árduo que têm pelo seu trabalho!! e constante procura de novos ambientes musicais.” ¶¶ Victor Torpedo, 2106

Guitarra e voz: Reverend Jesse Coltrane / Bateria e voz: Lena Hurracan Coltrane / Guitarra e voz: Conchita Consuela Coltrane Sáb. 4 março de 2017, às 23:30 Bar ACERT · Entrada Gratuita


Eu é que conto Fértil Cultural Uma história diferente, divertida e cheia de criatividade 9 E 10 MAR TEATRO - PÚBLICO ESCOLAR

A Fértil surge do encontro entre o teatro e a antropologia, duas formas de olhar para o ser humano como produtor de cultura e de questionar a sua condição de vida. Em 2010 é fundada a associação com o propósito de dar voz às criações e investigações que partam desse princípio. As criações da Fértil assentam essencialmente

no teatro e na sua relação com as outras formas artísticas. O teatro é por excelência o laboratório onde se permite a experimentação do nosso trabalho. Privilegiando as criações originais, permite-nos, como criadores, uma melhor abordagem às mais diferentes temáticas e a adequação destas ao nosso propósito, assim como a afirmação dos artistas envolvidos. É aqui que nos expressamos e onde partilhamos o nosso pensamento com o outro. O objeto de trabalho da Fértil - arte, educação e cultura - é a base de desenvolvimento de todos os seres humanos, independentemente da sua etnia ou cultura. Estes três pontos são horizontais e pertencem a todos nós num formato não hierárquico. Acreditando nas capacidades de todos, a Fértil pretende desenvolver os seus trabalhos numa forma simbiótica

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Uma senhora que coleciona livros, sabe-se lá onde, vem para contar uma história, mas como é muito distraída, chega atrasada, acaba por tropeçar em tudo e, sem querer, entra numa outra dimensão, a da imaginação. Confusa e com outros personagens a invadi-la, constrói uma história diferente, divertida e cheia de criatividade. Baseando-se nos contos dos irmãos Grimm e nas histórias tradicionais portuguesas, esta senhora dá-nos um momento de teatro surpreendente.


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de dádiva, partilhando os seus conhecimentos e aprendendo com os conhecimentos dos outros.

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Criação e interpretação: Neusa Fangueiro / Apoio à criação e música: Rui Alves Leitão / Figurino: Cláudia Ribeiro / Costureira: Carmo Alves / Cartaz: Nuno Lopes / Produção: Fértil Qui e Sex. 9 e 10 março de 2017, às 10:30 e 14:30 Auditório 2 · M/6 · 30 min


O meu país é um insuflável Fértil Cultural Mário Cesariny inspira uma interrogação teatral sobre a bondade 11 MAR TEATRO

Queria de ti o mar de uma rosa de espuma É deste poema, de Mário Cesariny, que partimos para criação do espetáculo O Meu País é um Insuflável, onde questionamos esta bondade e bruma sebastianista que nos assombra há centenas de anos, ou que não nos assombra, porque até gostámos deste sentimento meio melancólico que de certa forma representa a nossa portugalidade. A saudade não sabemos bem do quê.

Mário Cesariny foi um poeta português incontornável do Séc. XX e deixou-nos uma reflexão ímpar sobre Portugal e a nossa forma de viver nas suas obras Discurso Sobre a Reabilitação do Real Quotidiano (1952) e Nobilíssima Visão (1959). Aproveitando estes pensamentos traduzidos na excelência da sua poesia, criámos um espetáculo que nos faz despertar de novo para esta reflexão. O Meu País é um Insuflável é um espetáculo que mistura o teatro, a dança, a manipulação de objetos e a música num momento único e que põe em causa a regularidade das coisas, assim como Mário Cesariny fazia no seu quotidiano. 50

Queria de ti um país de bondade e de bruma


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Poesia: Mário Cesariny / Encenação: Rui Alves Leitão / Interpretação: Isabel Costa e Neusa Fangueiro / Direção Musical: César Cardoso / Música: Alice Power Trio / Desenho de Luz: Paulo Neto / Consultoria Artística: António Gonçalves, Marlene Oliveira e Perfercto E. Cuadrado / Coprodução Fértil Cultural, Teatro Diogo Bernardes e Fundação Cupertino de Miranda / Agradecimentos: Manuel Rosa

Sáb. 11 de março de 2017, às 21:45 Auditório 2 Bilhete: 7,50€ · Associado: 5€ · Desconto: 6€ · Desempregado: 2,50€ Bilhete de Família disponível


O Teatro e a Comunidade Há um processo químico que gere a relação da comunidade com o teatro e do teatro com a comunidade. 12 MAR CONVERSAS ACERT

Território, liberdade, cidadania, coletivo, humildade, prazer, são algumas das palavras associadas a esse processo. Um conjunto de criadores é um dos elementos químicos desse processo e é também a equipa enquadradora de todos os outros elementos. A partir do momento em que se dá início ao processo, tudo se altera… (como em todos os processos químicos). Até as palavras ganham novos sentidos, as pessoas novas vidas, os espaços novas ocupações. Tudo se transforma. A poesia invade a comunicação, o medo desaparece, ser humano

passa a ser habitar por inteiro o nosso corpo e o nosso mundo e a felicidade é servida com o pão fresco ao pequeno-almoço. Madalena Vitorino Coreógrafa, professora e programadora. Estudou e formou-se em dança contemporânea, composição coreográfica e pedagogia das artes, no The Place, London School of Contemporary Dance, no Laban Centre/Goldsmith’s College, University of London e na Exeter University, nos anos 70 e 80, no Reino Unido. Desde então, vive em Portugal e nestas últimas 3 décadas, o seu trabalho tem-se evidenciado pela criação de muitos projectos culturais e artísticos de dimensão comunitária, que sempre se vocacionam para a aproximação entre discurso e prática artística e a sociedade em

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Convidados Pompeu José, Madalena Vitorino e Giacomo Scalisi numa conversa com moderação de Nuno (Cash) Santos


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Fotografias de Márcio Ribafeita na Fábrica da Queima do Judas 2016

geral. Interessa-se também pelo público jovem e cria no Centro de Pedagogia e Animação do Centro Cultural de Belém, entre 1996 e 2008, o primeiro espaço em Portugal, de programação de fruição artística internacional para um público jovem. Lecciona em múltiplas instituições de Ensino Superior. Cria múltiplas peças coreográficas que frequentemente envolvem pessoas de idades e com experiências de vida muito diferentes e intérpretes profissionais. Tem ganho vários prémios com os seus projectos. O seu trabalho é reconhecido pela sua carga humanística. Vive preocupada com a importância da educação artística de

cada e todas as pessoas. Giacomo Scalisi Desenvolveu, em Portugal, actividade como programador cultural e director artístico, realizando um trabalho de concepção de programas de espectáculos, exposições e formação em torno das várias artes: Teatro, Dança, Música, Novo Circo, Artes Plásticas assim como projectos multi-disciplinares que envolvem também as novas tecnologias. Foi director artístico em parceria com Madalena Victorino do projecto “Percursos, Festival Europeu de Artes do Espectáculo para um Público Jovem”.


Tem leccionado nos cursos de Gestão e Produção das artes do

espectáculo organizados pelo Forum Dança, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa – Estudos de Teatro (Programa de Pós-graduação), na Pós-graduação em Programação e Gestão Cultural da Universidade Lusófona e também em outras entidades culturais. Pompeu José Actor, encenador e diretor artístico do Trigo Limpo teatro Acert. Tem sido nos últimos anos um dos responsáveis pelo desenvolvimento das metodologias de teatro comunitário que o Trigo Limpo tem experimentado. Com particular incidência nas diferentes Queima do Judas, n’A Viagem do Elefante ou o Pequeno Grande Polegar.

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Entre 2004 e 2008, foi programador para a área do Teatro e Novo Circo, no Centro Cultural de Belém em Lisboa. Em colaboração com Miguel Abreu, Madalena Victorino realiza em 2009 e 2010 o projecto “Todos Caminhada de Culturas” uma iniciativa da Câmara Municipal de Lisboa, programa Lem – Lisboa Encruzilhada de Mundos, e da Academia de Produtores Culturais, no bairro do Martim Moniz em pleno centro histórico da cidade de Lisboa. Para as Festas da Cidade de Lisboa em 2009 e 2010 dirige “O Teatro das Compras”, treze espectáculos, para treze lojas, com treze intérpretes.


Vindo do Teatro o Bando para Tondela em início dos anos 90, tem construído com o Trigo Limpo um percurso exemplar de envolvimento e respeito comunitário que é a imagem de marca do projeto da Acert.

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Falar de teatro comunitário sem ouvir o que tem o Pompeu a dizer, não faria muito sentido… Nuno Cash Santos Criador da Tknt (Televisão K Não é Televisão). Jornalista e homem das letras com gente dentro.

Acertino de coração, trabalha em diversos domínios artísticos e da comunicação, tendo moderado a última conversa "A ternura dos 40, com a jovialidade da adolescência" com tamanha satisfação que seria impensável não voltar a entregar-lhe a tarefa de fazer dos dois lados da mesa de debate uma única sala aconchegante para esta nova conversa, que se quer de todos e com todos. 12 de março de 2017, às 15:30 Aud. 2 · Entrada gratuita


Poesia Original Dia Mundial da Poesia Quando algo corre bem a repetição é certa... no ano de 2016 a noite da poesia foi especial. Em 2017, repetimos, certos de que será tudo diferente.

18 MAR POESIA

Nessa noite todos podem ser “Poetas originais” desse espetáculo. Sim, porque todos nós um dia já escrevemos um poema, ou porque tivemos um desgosto de amor, ou porque achámos que tínhamos uma revolução por fazer, ou simplesmente porque quisemos experimentar escrever um “Poema Original” como expressão da nossa intimidade e, como tal, foram todos para a gaveta... Acontece a todos.

Chegou a altura de esses “poemas escondidos” voarem da folha de papel e ganharem a voz de quem os declama. Depois de selecionados, serão declamados pelos atores do Trigo Limpo teatro Acert, devidamente protegidos por pseudónimo. E só após a sua leitura será revelado o nome do autor, para receber os aplausos pelo brilhantismo poético da sua escrita e das emoções que as suas palavras causaram em quem as acolheu. Ali estará o “Poeta Original” em carne e osso, para sentir as palmas provocadas pela sedução do que escreveu.

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Vamos celebrar o Dia Mundial da Poesia com um espetáculo feito com os melhores “Poemas Originais”. São tão originais que nunca foram ditos em público! Mas quem são os seus autores, afinal? Todos aqueles que o desejarem, qualquer um de nós.


RICARDO CHAVES ©

COMO PARTICIPAR: Até dia 1 de março, com o máximo de 5 (cinco) “Poemas Originais”. Enviar os poemas por correio, em envelope sem remetente. Dentro do envelope, colocar outro, fechado, com o pseudónimo escrito por fora e, no interior, uma folha com o nome verdadeiro, o nome do “Poeta Original”.

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Morada para envio: Associação Cultural e Recreativa de Tondela A/C de “Poesia Original” Apartado 118 3460-909 Tondela

18 de março de 2017, às 21:45 Bar Acert · Entrada gratuita


DIA MUNDIAL DO TEATRO NA ACERT

Rodopio de narrativas nos palcos A festa do Teatro! Momentos de confluência de algumas das linguagens que o caracterizam.

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Um programa que integra a reflexão e espetáculos que, pela sua proposta criativa, constituem motivos de fruição e participação dos públicos. O olhar do público é o primeiro elemento que nos ajuda. Quando sentimos esse escrutínio como uma expectativa autêntica, exigindo a todo momento que nada seja gratuito, que não haja desleixo e sim precisão, compreendemos finalmente que o público não tem uma função passiva. Não precisa intervir nem manifestar- se para participar: participa constantemente por meio de sua presença atenta. Esta presença deve ser encarada como um estimulante desafio, como um imã diante do qual não é possível proceder “de qualquer jeito”.

Em teatro, “de qualquer jeito” é o maior e mais subtil inimigo. ¶¶ BROOK, Peter. A porta aberta, p. 13Tradução de António Mercado. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1999.


COMEMORAÇÃO DO DIA MUNDIAL DO TEATRO

A Ilha Desconhecida Coprodução Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT Como é que uma ilha poderá ser a utopia que há em cada um de nós?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem? Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és”. Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar”. Agora, imagine-se que estamos no lugar deste homem e desta mulher; que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir? No seu conto, José Saramago

convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós”. Habitar teatralmente esta aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante. A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são

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25 E 27 MAR TEATRO


FOTOGRAFIAS DE RICARDO CHAVES

enxertias de uma só planta.

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Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro feito palco. O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a

maravilhosa aventura de A Viagem do Elefante que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em coprodução, esta bonita loucura.


Estreado a 22 de setembro de 2016 no Folio, Festival Literário Internacional de Óbidos. Sáb. 25 e Seg. 27 março de 2017, às 21:45 Aud. 2 · Entrada Gratuita · 50 min.

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A partir de “O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago / Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo Costa Adaptação e encenação: José Rui Martins / Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira / Música: Luís Pedro Madeira / Desenho de Luz: Paulo Neto / Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques / Apoio técnico: Luís Viegas / Cenografia: Zétavares / Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro (Casa de Figurinos) / Carpintaria de cena: Filipe Simões / Adereços: Sofia Silva / Costureira: Marlene Rodrigues / Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel


Them flying monkeys Os Them Flying Monkeys aliam as cores do neo-psicadelismo à tonalidade alternativa, mais carregada. 25 MAR CAFÉ CONCERTO

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Entre Abril e Julho de 2015, a banda registou o seu primeiro EP, homónimo, gravado e masterizado no Black Sheep Studios (Sintra) por Bruno Pedro Simões (Sean Riley & The Slowriders). Este disco catapultou-os e, em Março deste mesmo ano, venceram o XXI Festiva de Música Moderna de Corroios e, em Maio, a terceira edição do concurso EDP Live Bands. Dias 7 e 9 de julho atuaram, respetivamente, no Bilbao BBK Live e no Palco Heineken do festival Nos Alive 2016. Mais recentemente tocaram no Vodafone Band Scouting, que dá acesso ao Vodafone MexeFest2016. O seu primeiro Lp, Golden Cap, produzido por Carlos BB António

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Os cinco amigos de longa data inspiram-se nos ambientes etéreos da florestação sintrense e no odor azul da maresia permanentemente sentida na sua sala de ensaios para originarem a tensão atmosférica que caracteriza o seu som.

(Keep Razors Sharp) e gravado por Guilherme Gonçalves no decorrer de Maio de 2016, no Black Sleep Studios, será editado pela Sony Music em Fevereiro de 2017. A 14 de Novembro a Antena 3 avançou o primeiro single do quinteto, “Molly”, realizado por Leonor Bettencourt Loureiro e produzido por Sara Feio. Podem escutá-lo aqui: http://bit.ly/2hTqRw1 Sáb. 25 março de 2017, às 23:30 Bar ACERT · Entrada Gratuita


Radionovela Revisitação do teatro radiofónico para celebração do Dia Mundial de Teatro

20 A 27 MAR RADIONOVELA

À semelhança das edições anteriores, este projeto divide-se em distintas fases: formação de atores; concepção sonora e interpretação do espetáculo com textos de autores de língua portuguesa. O trabalho de preparação ao longo de uma semana culminará com três apresentações: nos Auditórios da Fll e da Acert e em transmissões em rádios locais, nacionais e internet no Dia Mundial do Teatro.

Radionovela é uma narrativa produzida e divulgada em rádio que se baseia na dramatização de obras literárias. Na era de ouro da rádio, as radionovelas tiveram uma grande aceitação e adesão dos ouvintes, para além de revelarem um género de teatro onde participaram intérpretes teatrais e uma técnica específica e cuidada de sonorização. “Em Portugal, especialmente nas décadas de 1930 a 1960, o teatro radiofónico praticamente tinha o papel social que hoje é representado pelas telenovelas, já que os portugueses eram adeptos do género. Com o advento da radiodifusão também nasceu o teatro radiofónico um género muito apreciado pelos ouvintes. Em Portugal, segundo o jornal Diário de Notícias, de 9 de Fevereiro de 1930*, a primeira estação a

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É o regresso das Radionovelas à Fundação Lapa do Lobo, desta vez numa criação artística conjunta com o Trigo Limpo Teatro Acert.


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transmitir uma peça de teatro foi a Ct1de - Rádio Lusitânia, em fevereiro de 1930.” ¶¶ Rogério Santos, “As Vozes da Rádio 1924-1939”

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Criação Artística: Fundação Lapa do Lobo e Trigo Limpo Teatro Acert / Direção Artística e Formação de Atores: José Rui Martins / Dramaturgia: José Rui Martins e Rui Fonte / Direção Musical: Luísa Vieira / Sonorização: Luís Viegas /

Público-alvo: Maiores de 16 anos Horário: 18:00 – 21:00 (Formação) Duração: 15 horas N.º de Participantes: 14 elementos Local de Formação: Auditório Maria José Cunha, FLL Apresentação na FLL:   24 de março de 2017, às 21:30 Apresentação na ACERT:  26 março de 2017, às 15:30 Apresentação via rádio FM e internet  27 de março de 2017 (horário a definir)


TRIGO LIMPO TEATRO ACERT


ESPETÁCULO DE ABERTURA DO CARNAVAL OVAR 2017

(Re)nascimento do Entrudo Coprodução Trigo Limpo Teatro ACERT e Câmara Municipal de Ovar Uma reriação de uma celebração ancestral

Quando remexemos na memória coletiva, encontramos momentos festivos, únicos e aglutinadores de uma vontade comunitária de invocar os tempos antigos num ritual dos tempos modernos. O novo e o velho mergulham num mar de lembranças e criam momentos inéditos de partilha de saberes, invocando o passado numa inventiva de futuro. Quando a Câmara Municipal de Ovar convidou o Trigo Limpo teatro ACERT, após uma representação de A Viagem do Elefante, abriu portas a uma criação comunitária que pretende recriar a ancestral celebração. Resumo No Largo do Município, ouvem-se sirenes. (Como nas situações de guerra,

em que um ataque à bomba é anunciado com um potente aviso sonoro, na antecipação das possíveis explosões.) É Deus que anuncia um castigo à Humanidade, o Dilúvio. Mas propõe uma solução a Noé. A construção de uma arca onde Noé irá com a sua família e onde colocará um casal de todas as espécies dos animais terrestres e das aves, que assim escaparão à morte e assegurarão a sua continuidade. De todas as ruas começam a chegar animais, “todos diferentes, todos iguais”. (uma marca que os unifica, como uma igualdade forçada, por exemplo, todos estão dentro de água) Este desfile parte em direção ao estacionamento do centro de Arte de Ovar à procura da Arca. Durante o percurso, quando

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4 FEV OVAR


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a sirene volta a tocar, todos criam um momento coletivo, sonoro e coreográfico, até que continuam caminho. À chegada, outro momento coletivo. Um casal, que lembra Adão e Eva, aguarda-os. Todos se aproximam na esperança da salvação. Mas o casal esconde uma outra personalidade. As figuras gigantes mostram a sua verdadeira face. São um Diabo e uma Bruxa. Depois de desmascarados são queimados. Dramaturgia e encenação: Pompeu José / Assistência: António Rebelo / Interpretação: equipa do Trigo Limpo

teatro Acert e participantes locais / Música: Tiago Pereira / Músicos: a definir, Banda Ovarense (maestro Ascendino Silva) e participantes locais / Cenografia: Zétavares / Movimento: Ruy Malheiro / Direção técnica: Luís Viegas e Paulo Neto / Produção: Marta Costa / Apoio à produção: Rui Coimbra / Tesouraria: Rui Vale / Secretariado: Paula Pereira Estreia em Ovar 4 de fevereiro de 2017 (apresentação única) coprodução com


RICARDO CHAVES ®

ESPETÁCULOS EM ITINERÂNCIA/2017

E AGORA?

20 DIZER A interpretação poético-musical tendo como trilho a palavra com som, cor, corpo e alma A mestiçagem da declamação poética-teatral com a música, encantando viagens cruzadas por muitas geografias literárias emotivas. O prazer de fazer de cada palco um espaço de partilha emotiva. Um duo com muita gente dentro. Um momento de comunicação artística em que se procura autenticar o sábio pensamento de Millôr Fernandes: “Entre o riso e a lágrima há apenas o nariz”. 60 minutos // m/12 · Também em formato especial para público escolar 70

RICARDO CHAVES ®

O escalpelizar da atualidade através das palavras de Gonçalo M. Tavares para tentar perceber o que se está a passar neste nosso mundo. E agora, partilha-se esta nossa criação com o público. Os personagens dialogam “caoticamente” sobre universos como o desemprego, a crise, a Europa. Acreditam mesmo que se torna mesmo necessário criar uma máquina para “fazer adultos mais rapidamente por via de choques eléctricos”. E agora?, deixa de ser somente uma pergunta, para ser também um enredo tecido de muitas teias que questiona a crueldade desumana.. 70 minutos // m/12


Uma marioneta gigante é a personagem principal deste espetáculo Numa aldeia onde há muito não nascem crianças, uma gravidez pouco convencional torna-se símbolo de todas as esperanças… Uma história que é o sonho de um menino de verdade e do sítio onde uma pequena-grande criança muda a vida de uma comunidade, devolvendo-lhe os sonhos, a esperança e o futuro. 70 minutos

RICARDO CHAVES ®

VISEU MARCA / JOSÉ ALFREDO ®

PEQUENO GRANDE POLEGAR

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A ILHA DESCONHECIDA Espetáculo teatro-musical em coprodução com a Fundação José Saramago. Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem? 50 minutos


UM URSO COM POUCOS MIOLOS Diálogos e situações bem-humoradas que nos mostram uma nova forma de olhar o habitual, o quotidiano e a poesia “Todas as pessoas têm um herói e o herói do Senhor Pina é o ursinho Puff, personagem do seu livro preferido: As aventuras de Joanica Puff… Mas como é que um poeta com muitos miolos admirava um urso com poucos miolos? Só vendo, não é?”… Este espetáculo trata um bocadinho disso. A partir do livro de Álvaro Magalhães, O Senhor Pina, escrito em homenagem ao poeta Manuel António Pina. Duração: 45 min / M/3 Pré-Primária, 1º e 2º Ciclo

Sabugal 22 de janeiro às 16h Auditório Municipal Maia 29 de janeiro às 16h Quinta da Caverneira

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CARLOS TELES ®

ESPETÁCULOS EM ITINERÂNCIA/2017


CARLOS TELES ®

EM MEMÓRIA OU A VIDA INTEIRA DENTRO DE MIM Um monólogo às voltas com a memória e as memórias de que todos somos feitos. O romance Até ao Fim, de Vergílio Ferreira, pelas suas características e a sua temática de conflito/confronto de gerações, mantém uma atualidade que nos levou a querer levá-lo para o palco, num gesto que quer beliscar, intimidar e até mesmo questionar. Coprodução: Gambozinos e Peobardos – Grupo de Teatro da Vela | Trigo Limpo Teatro Acert 55 minutos // m/12

Albergaria-a-Velha 2 de março de 2017, às 21.30h Cineteatro Alba Lisboa 3, 4 e 5 de março de 2017, às 21.30h Escola de Mulheres – Oficina de Teatro Arganil 22 de março de 2017, às 14.30h Audit- Antiga Cerâmica Arganilense

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Mortágua 31 de março de 2017, às 21.30h Centro de Animação Cultural


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MAIS ACERT

REUNIÃO DE PARCERIA EAP FORMAÇÃO INGLÊS E YOGA SECÇÕES DA ACERT DEBAIXO D’OLHO INFORMAÇÕES

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ANTEVISÃO


REUNIÃO DE PARCERIA

European Academy of Participation - EAP Academia Europeia de Participação Produtores criativos nas comunidades de amanhã 10 E 11 FEV 2017 PORTO

A Academia Europeia de Participação (EAP) reúne dez organizações de toda a Europa, do ensino superior, das artes e da cultura. Querem contribuir para uma Europa mais inclusiva, na qual as pessoas vivam juntas no respeito mútuo das suas diferenças. Identificaram a prática participativa na arte e na cultura como uma ferramenta central para envolver as comunidades num processo positivo de construção de um espaço cultural compartilhado.

A participação é o tema do momento! Levanta grandes esperanças para compensar a retirada das estruturas do Estado, está na moda nos organismos de financiamento, promove a coesão social e expõe-nos a um mundo de questões éticas em torno da responsabilidade e da autoria. Abrange também a dissolução das fronteiras entre disciplinas académicas e artísticas e entre o formulador de políticas, o artista, o curador e o público. Esta crescente fluidez traz um novo perfil prático: o produtor criativo.

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Uma parceria estratégica apoiada pelo programa ERASMUS + da Comissão Europeia. Setembro 2015 - Agosto 2018


O projecto EAP quer desenvolver: Uma noção compartilhada de um perfil de pós-graduação para os profissionais que trabalham em contextos participativos e, assim, contribuir para a discussão na academia e no campo cultural e artístico. A EAP utiliza a Metodologia Tuning de Estruturas Educacionais na Europa para chegar a um documento de referência que será validado e publicado para o uso de educadores e profissionais;

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Um módulo intensivo de 2 meses de curso de residência oferecido conjuntamente por universidades e organizações culturais que capitalizam a tendência de dissolução de fronteiras entre o mundo do trabalho e o mundo acadêmico. O módulo destina-se a estudantes de pós-graduação das ciências humanas e das artes e profissionais como artistas, formadores, professores, curadores, etc. de organizações culturais do terceiro sector que procuram continuar a educação em disposições de aprendizagem ao longo da vida; A ambição da EAP é aproveitar o potencial existente de ensino superior e os esforços únicos e duramente conquistados de projetos criativos e organizações espalhadas pela Europa que estão envolvendo o público como agentes ativos em seu trabalho.

Através da fertilização cruzada, ambos os setores influenciam as sociedades diversificadas da Europa, capitalizando a prática participativa nas artes. Parceiros:

Goethe-Institut, Munique, Alemanha (Coordenação); Castrum Peregrini, Amsterdão, Holanda; ACERT, Tondela, Portugal, Avrupa Kultur Dernegi, Istanbul, Turquia; Universidade de Belas Artes Bucareste, Roménia; Central Saint Martins, Universidade das Artes, Londres, Reino Unido; Universidade de Aix-Marselha, França; Universidade Católica de Deusto, Bilbao, Espanha; ELIA Liga Europeia de Institutos das Artes, Amsterdão, Holanda; Create, Dublin, Irlanda


DEBAIXO D’OLHO

A Ópera Chinesa Catálogo de exposição Vários Autores Editor Museu do Oriente

A abrir o catálogo, um texto de Jacques Pimpaneau traça a história da ópera chinesa, desde as suas origens até ao presente, começando por explicar que o termo ‘ópera’ talvez não seja o

mais indicado para designar esta linguagem artística, na medida em que remete para a noção ocidental de ópera, sendo mais acertado traduzir a expressão chinesa xiqu por ‘teatro cantado’. Apesar disso, e sendo difícil alterar a linguagem que usamos diariamente, falar de ópera chinesa é aceitável, desde que se perceba que a sua performance é o resultado de um cruzamento de linguagens sem grandes semelhanças com as óperas de Verdi, por exemplo. Para além dos textos, o catálogo inclui centenas de fotografias de peças da exposição, de cartazes a discos passando por máscaras, adereços de cena, instrumentos musicais, figurinos e cenários. ¶¶ SFC

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O Museu do Oriente, em Lisboa, acolhe desde o final do ano passado uma exposição dedicada à ópera chinesa, que poderá ser vista até dezembro de 2018. O catálogo publicado para acompanhar a exposição, que permanecerá depois desta fechar as portas, é um excelente meio de conhecer mais profundamente aquela que é a arte performativa mais prestigiada da China, cruzando teatro, música, performance, dança, artes circenses e, em algumas das suas expressões, uma vertente religiosa.


DEBAIXO D’OLHO

Acho que é meu dever não gostar Señoritas Editor ​Rastilho

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Señoritas é o nome do novo projecto musical que junta Mitó Mendes e Sandra Baptista, que já haviam tocado juntas na banda A Naifa. Com uma linha musical que convoca a densidade do rock mais soturno e melancólico, as Señoritas não deixam de utilizar algumas batidas mais animadas e um experimentalismo sonoro que deixa perceber o gozo de brincar com os sons e uma vontade de liberdade muito grande. Do ponto de vista lírico, este é um disco do nosso tempo, mesmo que os versos das canções aspirem sempre à intemporalidade que define as boas obras artísticas.

Assumindo a necessidade de reivindicar direitos de cidadania, a eficácia de ironizar a partir de situações que se arrastam há demasiado tempo ou o sarcasmo como forma de contrariar problemas sociais, as Señoritas estilhaçam comportamentos arrumadinhos com a raiva de quem não quer que tudo continue como está. Um exemplo, entre muitos: “lutamos pela vida/ lutamos contra o medo/sei que alguém me irá enterrar/ não serei eu// Viver bem, sempre nova/ com os pés para a cova”. ¶¶ SFC


FORMAÇÃO NA ACERT CURSOS DE INGLÊS PARA CRIANÇAS E JOVENS Os cursos de inglês na Acert são organizados pela International House de Viseu, que faz parte da International House World Organization, mundialmente reconhecida pela qualidade do ensino. Os professores são ‘native speakers’ e possuem formação específica no ensino do inglês como língua estrangeira.

Os alunos frequentam duas aulas de 90 minutos por semana, integrados em turmas de acordo com o seu nível de conhecimentos, completando dois níveis durante o ano letivo (outubro a junho).

NÚCLEO DE ESCALADA ACERT

Para pertencer ao NEA é necessário: Ser sócio da Acert; Inscrever-se e ter seguro (mínimo nível 3) pela Fpme (Federação Portuguesa de Montanhismo e Escalada).

Horário terça-feira das 17:45 às 19h - Para crianças e jovens Quinta-feira das 21 às 22h - para jovens e adultos Ginásio do Pavilhão Desp. de Tondela. Sessões de treinos: 10 euros /mês. Responsáveis André Fernandes, Nélson Cunha e Rafael Lopes Contato escalada@acert.pt

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Se gostas de adrenalina, de enfrentar os teus medos, se gostas de escalada, junta-te ao NEA. Vem manter-te em forma, tornar-te mais ativo… “Venga ai” como dizem os escaladores.


NÚCLEOS ACERT NÚCLEO DE BASQUETEBOL ACERT Há mais de duas décadas a dinamizar a aprendizagem e a prática do basquetebol, o nba oferece formação na área do Minibásquete para os mais novos e treinos regulares para atletas de todas as idades. Sub 14 Masculinos

Nascidos em 2001 e 2002 2ª, 4ª e 6ª feira / Pavilhão Esc. Sec. Molelos, das 18:00 às 19:30

MiniBasket

Nascidos de 2003 a 2008: 2ª, 4ª e 6ª feira Pavilhão Mun. Tondela, 18h às 19:30

Contatos

Pedro Tavares 966 283 153 Isabel Fernandes 918 792 557 Tiago Vale 967 186 594 e-mail basquetebol@acert.pt

NÚCLEO DE KARATÉ DA ACERT

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Pretendemos promover a prática do Karaté de forma individualizada, gerindo a natureza lúdica, agonista e de solicitação das qualidades físicas das tarefas que prescrevemos. Traga inicialmente um fato de treino, venha conhecernos e decida depois se entra na nossa família de karatecas.

Treinadores: Sensei Ricardo Chaves e Sensei António Gouveia Treinos: terças e quintas-feiras, no Pavilhão Municipal de Tondela menores de 14 anos: 19h - 20h maiores de 14 anos: 20h - 21h


ACERT CORPOS SOCIAIS

COORDENADORES

Assembleia Geral

Núcleo de Basquetebol Acert Pedro Tavares

Conselho Fiscal

Presidente: António Elísio Miranda Lindo 1º Secretário: Jorge Manuel Vaz Mendes 2º Secretário: João Paulo Leão Borges

Direção

Presidente: Luís Gonzaga Tenreiro da Cruz Vice-Presidente: Maria Lizete C. Lemos 1º Tesoureiro: Pompeu José Oliveira Cortez 2º Tesoureiro: Carlos Alberto Antunes Silva 1º Secretário: Miguel Cláudio Torres Bruno 2º Secretario: José Manuel Marques da Silva Tavares 1º Vogal: José Rui Martins Henriques 2º Vogal: Carlos Alberto Teles de Figueiredo 3º Vogal: Paulo Fernando F. Santos Neto 4º Vogal: Carlos Gustavo Dinis de Figueiredo 5º Vogal: Ricardo Miguel Teixeira Chaves Ferreira

TRIGO LIMPO TEATRO ACERT Direção Artística José Rui Martins e Pompeu José Elenco Permanente António Rebelo, Ilda Teixeira, José Rui Martins, Pedro Sousa, Pompeu José, Raquel Costa e Sandra Santos

Núcleo de Escalada Acert André Gonçalves, Nélson Cunha e Rafael Lopes Núcleo de Karaté da Acert Ricardo Chaves

PROGRAMAÇÃO NOVO CICLO

Equipa de Coordenação

Carlos Silva, José Rui Martins, Luís Cruz, Marta Costa e Miguel Torres

Equipa Técnica Luís Viegas e Paulo Neto

Produção Marta Costa e Rui Coimbra Gestão e Tesouraria Pompeu José e Rui Vale

Secretariado Paula Pereira Promoção e Imagem Zétavares Limpeza Efigénia Arede Estagiário António Gonçalves e Natália Rodrigues

AGENDA DE PROGRAMAÇÃO Contribuíram para esta agenda Carlos Silva, José Rui Martins, Luís Cruz, Marta Costa, Miguel Torres e Pompeu José Edição Sara Figueiredo Costa Paginação Zétavares Fotografias Carlos Teles, Ricardo Chaves e das companhias e produtores programados Pré-impressão, impressão e acabamento Rainho & Neves, L.da

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Presidente: Luís Henrique Pereira Bráz Marques 1º Secretário: Margarida Amélia Gomes Roboredo e Melo 2º Secretário: Carlos Manuel Marques Lima


INFORMAÇÕES E HORÁRIOS HORÁRIOS

Bilheteira/Loja

(Dias com programação) Das 15:00 às 17:00 e das 20:30 às 22:00

Secretaria e Tesouraria

09:30 às 13:00 e das 14:00 às 18:00

Bar Acert

Reservas

Deverá levantar as suas reservas durante o horário de funcionamento da bilheteira e até 24h antes da hora de início do espetáculo, ou ficarão sem efeito.

14:00 às 02:00

PREÇOS

Admissão de Associados Acert Pagamento de uma joia de 0,50 € e uma quota semestral de 7,50 €

Associados (e equiparados) Preço de Associado da Acert e/ou sócio das entidades seguintes: Cine Clube de Viseu; d’Orfeu Associação Cultural; Viriato Teatro Municipal; Teatro Aveirense; Sindicato dos Trabalhadores das Empresas do Grupo da Caixa Geral de Depósitos;

Descontos

Estudantes, Reformados, Portadores de Cartão Jovem e Cartão Jovem Municipal.

Preço de Família

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Num agregado familiar com 3 ou mais pessoas, um dos filhos, desde que menor de 18 anos, não paga.

Auditórios (excepto quando devidamente anunciado) Bilhete: 7,5 € Associados: 5€ Descontos: 6€ Desempregado: 2,5€ Espetáculos público escolar: 2€.

Crianças

Espetáculos de Sala: grátis 3 a 5 anos. Espetáculos Infantis: Pagamento a partir dos 3 anos, inclusive.


RICARDO CHAVES ©

Vem aí mais uma queima e rebentamento do Judas! Avizinha-se a grande batalha de criação artística e da participação colectiva comunitária. 9 A 15 ABRIL 2017 ANTEVISÃO

As táticas estão testadas ao longo de muitas batalhas anteriores. No entanto, o que é mais extraordinário em cada edição é a capacidade com que os participantes se deixam surpreender e, igualmente, a disponibilidade demonstrada pelos milhares de espectadores para o que surgirá como novidade. E isto, para ser verdadeiro, não se planeia, vivencia-se! É que esta tradição transformada em espetáculo tem as suas artimanhas: tem a tradição como matriz, mas a inovação

e a criatividade como sustento contemporâneo; a narrativa (argumento e canções) não está em nenhum livro. São os acontecimentos que determinam a escolha dos temas a abordar. Infelizmente, tão pródigo de hecatombes está este mundo que a seleção é árdua. Mas o desafio continua a deslumbrar. Numa semana, tudo se prepara com entusiasmo e rigor artístico. Tudo arde nuns minutos, como sinal de festa e ritual de esconjuro aos males que afetam a humanidade.


A ACERT é uma estrutura financiada por

ACERT Associação Cultural e Recreativa de Tondela Rua Dr. Ricardo Mota, 14; 3460-613 Tondela t: (+351) 232 814 400 / www.acert.pt

Agenda ACERT 1º. trimestre 2017  

AGENDA CULTURAL ACERT Programação Cultural Janeiro a março de 2017. Novo Ciclo ACERT, Tondela

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