abolsamia 127 (jul/set 21)

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ARTIGO TÉCNICO As câmeras normalmente utilizadas são as RGB (Red, Green, Blue, que captam os espectros de luz visível para o olho humano) e câmeras NIR (infravermelho próximo), indicada para captar a atividade da clorofila das plantas, uma vez que mais luz é refletida neste espectro infravermelho próximo (invisível a olho nu). A fotografia multiespectral será usada para caracterizar o fenótipo das culturas: detectar anomalias nutricionais; mapear a densidade de flores; quantificar o volume de copa; estudar a arquitetura da árvore; o Índice de Área Foliar (IAF); Um dos índices que mais informação pode proporcionar é o denominado Índice de Vegetação por Diferença Normalizada, NDVI que baseia a sua ação na diferença de radiação entre o infravermelho próximo e a luz visível: uma folha stressada por estar desidratada, ou uma folha morta, refletem a luz de maneira diferente de uma folha em bom estado, pois não absorvem a luz visível da mesma forma, não refletindo o verde clorofila nem o infravermelho próximo.

Processamento de imagens

amplamente a sua eficiência é a chamada Análise de Imagens Baseada em Objetos (OBIA, Object Based Image Analysis). O algoritmo OBIA é desenvolvido com uma linguagem de programação (por exemplo eCognition Developer) e permite analisar grupos de pixeis adjacentes com certos valores espectrais. Mesmo a análise de imagens OBIA é aplicada a “nuvens” de pontos que não foram obtidas por imagens, mas por radares LiDAR ou nuvens de pontos fotogramétricos.

Software de gestão A última etapa é dispor de um software de gestão de campo. Existem muitos no mercado e a maioria de fácil utilização. Estes programas permitem incorporar mapas provenientes tanto de imagens de stélite como de voos de drone. Tais mapas podem ser visualizados como uma sobreposição nas suas parcelas e integrados nas tarefas planificadas antes de enviados em formato ISOBUS ao terminal do trator e alfaia (semeador, distribuidor…).

TECH

SENSORES DE RECOLHA DE DADOS O primeiro “sensor” que se utilizou num drone foi uma câmera de fotos e vídeo. Dotar estas câmeras de maior capacidade ótica (zoom) foi permitindo aperfeiçoar técnicas e capacidades. No final dos anos 90 incorporouse o sistema de posicionamento GPS. Hoje em dia podem equipar com uma variedade de sensores, em função do trabalho para que se destinam: câmera RGB, infravermelhos, térmica multiespectral, etc. As câmeras multiespectrais e os sistemas LiDAR são os mais utilizados.

CÂMERA MULTIESPECTRAL São câmeras que se integram facilmente em qualquer drone. São capazes de capturar cinco bandas espectrais no mesmo voo e, assim, gerar índices de vegetação (camada NVDI para comparar a refletância entre a banda vermelha e a banda infravermelha; ou mapa de imagem RGB para processar imagens).

O processamento de imagens realiza-se combinando imagens com algoritmos matemáticos de softwares especializados existentes no mercado (por exemplo, o Agisoft PhotoScan de patente russa; o LiDARit Manager norte-americano). O sistema consiste na criação de um modelo digital de superfície e que corresponde à elaboração de “nuvens de cores” em 2D e 3D (quando se trata de árvores) que podem ser analisadas com técnicas de fotogrametria e Modelos Digitais de Superfície (MDS). Uma das análises de imagens que já demonstraram

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julho/setembro 2021

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