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EVOLUÇÃO DO MERCADO DE ROCHAS ORNAMENTAIS NOS EUA

MAIO DE 2006

Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais – ABIROCHAS Avenida Paulista, 1313 – 8º andar – sala 802 – Bela Vista – São Paulo – SP Cep 01311-200 – Fone (11) 3253-9250 – Fax (11) 3253-9458 abirochas@abirochas.com.br - www.abirochas.com.br


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

EVOLUÇÃO DO MERCADO DE ROCHAS ORNAMENTAIS NOS EUA SUMÁRIO SUMÁRIO EXECUTIVO ...........................................................................................................................05 INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................09 PRODUÇÃO INTERNA ...........................................................................................................................13 IMPORTAÇÕES .......................................................................................................................................15 PRINCIPAIS FORNECEDORES ...............................................................................................................18 IMPORTAÇÕES DE GRANITO ...............................................................................................................21 PERFIL DAS IMPORTAÇÕES ...................................................................................................................23 PERFIL DO CONSUMO DE ROCHAS ....................................................................................................25 NORMAS TECNOLÓGICAS, CÓDIGOS TARIFÁRIOS E UNIDADES DE MEDIDA ..............................32 CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS ...........................................................................................................36 FONTES DE CONSULTA ..........................................................................................................................40 RELAÇÃO DE FIGURAS Fig. 1

Evolução das Importações de Granitos nos EUA

10

Fig. 2

Evolução das Importações de Mármores nos EUA

10

Fig. 3

Evolução das Importações de Travertinos nos EUA

11

Fig. 4

Evolução do Faturamento das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais para os EUA

11

Fig. 5

Evolução do Faturamento das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais

12

Fig. 6

Principais Estados Produtores de Rochas Ornamentais nos EUA

14

Fig. 7

Evolução das Importações Totais de Rochas Ornamentais nos EUA

15

Fig. 8

Evolução da Taxa de Crescimento Anual do Valor das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA

16

Fig. 9

Principais Portos de Entrada de Rochas Ornamentais nos EUA

17

Fig. 10

Participação Percentual dos Principais Fornecedores no Valor das Importações de Rochas nos EUA - 2005

18

Fig. 11

Evolução da Participação Italiana no Valor das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA

19

Fig. 12

Evolução da Participação Brasileira no Valor das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA

19

Fig. 13

Principais Fornecedores para o Mercado dos EUA – 2005 Participação Percentual no Valor das Importações por Tipo de Rocha

20

Fig. 14

Evolução do Perfil das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA - 1996 e 2005 - Participação Percentual no Valor

24

Fig. 15

Estados com Maior Concentração de Empresas Atuantes no Setor de Rochas Ornamentais

28

Fig. 16

Estados com Maior Quantidade de Núcleos Familiares e Habitações,

28 2


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Favoráveis para Negócios no Setor de Rochas Ornamentais, nos EUA Fig. 17

Estados com Maiores Taxas de Crescimento do Mercado Imobiliário Residencial nos EUA

29

Fig. 18

Cores mais Populares dos Materiais Rochosos de Revestimento nos EUA

29

RELAÇÃO DE QUADROS Quadro 1

Principais Países de Destino das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais em 2005

12

Quadro 2

Composição das Importações de Rochas nos EUA em 2005

16

Quadro 3

Perfil das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais para os EUA em 2005

22

Quadro 4

Quadro Comparativo dos Principais Fornecedores de Granito para os EUA em 1996 e 2005

23

Quadro 5

Principais Instituições de Apoio e Consulta nos EUA

30

Quadro 6

Principais Feiras do Setor de Rochas e Revestimentos nos EUA

30

Quadro 7

Principais Publicações do Setor nos EUA

31

Quadro 8

Principais Redes de Hotéis dos EUA

31

Quadro 9

Principais Ensaios de Caracterização Tecnológica Estabelecidos pela Norma ASTM para Rochas Ornamentais e de Revestimento (Standard Tests of Dimension Stones)

33

Quadro 10

Ensaios de Caracterização Tecnológica Estabelecidos pela Norma ASTM para Ardósias* (Roofing Slates)

33

Quadro 11

Identificação de Mercadorias segundo o Harmonized Tariff Schedule of United States (HTS)*

34

Quadro 12

Comparação de Unidades de Comprimento Anglo-Americanas com as do Sistema Métrico

35

Quadro 13

Comparação das Unidades de Área Anglo-Americanas com as do Sistema Métrico

35

Quadro 14

Comparação das Unidades de Volume Anglo-Americanas com as do Sistema Métrico

35

3


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Estados Americanos, suas Capitais e Abreviaturas Estado

Abreviatura

Capital

Estado

Abreviatura

Capital

Alabama

AL

Montgomery

Montana

MT

Helena

Alaska

AK

Juneau

Nebraska

NE

Lincoln

Arizona

AZ

Phoenix

Nevada

NV

Carson City

Arkansas

AR

Little Rock

New Hampshire

NH

Concord

California

CA

Sacramento

New Jersey

NJ

Trenton

Colorado

CO

Denver

New Mexico

NM

Santa Fe

Connecticut

CT

Hartford

New York

NY

Albany

Delaware

DE

Dover

North Carolina

NC

Raleigh

Florida

FL

Tallahassee

North Dakota

ND

Bismark

Georgia

GA

Atlanta

Ohio

OH

Columbus

Hawaii

HI

Honolulu

Oklahoma

OK

Oklahoma City

Idaho

ID

Boise

Oregon

OR

Salem

Illinois

IL

Springfield

Pennsylvania

PA

Harrisburg

Indiana

IN

Indianapolis

Rhode Island

RI

Providence

Iowa

IA

Des Moines

South Carolina

SC

Columbia

Kansas

KS

Topeka

South Dakota

SD

Pierre

Kentucky

KY

Frankfort

Tennessee

TN

Nashville

Louisiana

LA

Baton Rouge

Texas

TX

Austin

Maine

ME

Augusta

Utah

UT

Salt Lake City

Maryland

MD

Annapolis

Vermont

VT

Montpelier

Massachusetts

MA

Boston

Virginia

VA

Richmond

Michigan

MI

Lansing

Washington

WA

Olympia

Minnesota

MN

St. Paul

West Virginia

WV

Charleston

Mississippi

MS

Jackson

Wisconsin

WI

Madison

Missouri

MO

Jefferson City

Wyoming

WY

Cheyenne

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EVOLUÇÃO DO MERCADO DE ROCHAS ORNAMENTAIS NOS EUA1 SUMÁRIO EXECUTIVO

Desde o ano 2000 os EUA figuram entre os cinco principais importadores mundiais de rochas ornamentais e de revestimento, tendo-se destacado a partir de 2002 como o maior importador de rochas processadas acabadas e semi-acabadas. No ano de 2003 essas importações dos EUA somaram US$ 1,72 bilhão, com incremento de 18,3% frente a 2002, superando a marca dos 2,3 bilhões (+27,6%) em 2004 e dos US$ 2,8 bilhões (+20,7%) em 2005. Somando-se o valor da importação com o da produção interna de rochas nos EUA, as transações do setor movimentaram US$ 2,1 bilhões em 2003, US$ 2,6 bilhões em 2004 e US$ 3,1 bilhões em 2005. Quando levadas até a ponta do consumidor final, essas transações multiplicam-se por quatro, tendo-se movimentado US$ 12 bilhões em 2005. Os granitos, que compuseram 29% (US$ 163,4 milhões) do valor total das rochas importadas pelos EUA em 1996 (US$ 563,4 milhões), passaram a representar 45% (US$ 1,26 bilhão) das importações em 2005, tornando-se assim a rocha mais consumida no mercado imobiliário desse país, muito a frente dos mármores, travertinos, limestones, arenitos e ardósias. O Brasil foi responsável por 33% do valor de granito importado pelos EUA em 2004 e por 31% em 2005, firmando-se como o principal fornecedor de granitos e segundo maior fornecedor geral de rochas para esse mercado, atrás apenas da Itália. Ainda sobre o ano de 2005, refere-se que 58,3% do faturamento e 30,7% do volume físico das exportações brasileiras de rochas ornamentais foram destinadas ao mercado dos EUA, que também absorveu 74,2% das nossas exportações de rochas processadas e 85,4% das nossas exportações de chapas beneficiadas e produtos acabados de granito. As exportações brasileiras de rochas para os EUA evoluíram de US$ 28,7 milhões em 1996 para US$ 460,2 milhões em 2005, registrando-se taxas 1

Elaborado pelo geólogo Cid Chiodi Filho (Kistemann & Chiodi Assessoria e Projetos Ltda. – cdchiodi@terra.com.br), para a ABIROCHAS, em maio de 2006.

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de incremento de 38,1% em 2002, de 39,3% em 2003, de fantásticos 52,1% em 2004 e de 34,9% em 2005. Da mesma forma, registra-se que a participação dos EUA, no volume físico das exportações brasileiras de rochas, evoluiu de 19,6% em 2002, para 23,5% em 2003, 30,4% em 2004 e 30,7% em 2005. O expressivo aumento de preço das chapas de granito nos EUA, em 2005, justifica o incremento de 34,9% no faturamento contra apenas 18,2% no volume físico das exportações brasileiras de rochas para esse país. Como tem ocorrido ao longo dos últimos anos, também a taxa de incremento do valor das exportações brasileiras de rochas para os EUA (34,9%) foi superior à taxa de incremento do total das exportações brasileiras de rochas (31,5%). Ilustra-se a relevância assumida pelo mercado dos EUA, observando-se que as exportações brasileiras de rochas para a Itália, que é o segundo maior destino dos produtos do setor, perfizeram apenas 9,1% do total exportado pelo Brasil em 2005, seguindo-se a China com 6,3% e a Espanha com 4,4%. Mais importante, a participação de rochas processadas e com maior valor agregado, representou 99,7% do total das exportações brasileiras para os EUA, enquanto tal participação de rochas processadas foi de apenas 21% nas exportações brasileiras para a Itália e 1,4% para a China. Os cinco grandes fornecedores e competidores do setor de rochas no mercado dos EUA (denominados “Big Five”) são, em ordem decrescente de faturamento, a Itália, Brasil, Turquia, China e Índia. Com exceção da Turquia, todos esses competidores têm os granitos como principal material vendido aos EUA. Itália e China oferecem uma carteira diversificada de materiais, inclusive granitos brasileiros “made in Italy” e “made in China”. Os gastos na construção civil dos EUA bateram sucessivos recordes de alta em 2005, com valores mensalmente anualizados oscilando ao redor de US$ 1 trilhão. Especificamente no mercado imobiliário residencial, considerado o atual motor da economia dos EUA, os valores mensais anualizados foram também muito positivos para a construção de novas moradias, com uma taxa média superior a 2 milhões de unidades. 6


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Mesmo com as hipotecas imobiliárias passando, em termos gerais, de juro fixo para juro variável, resultado da aceleração da inflação e da possibilidade de aumento da própria taxa básica de juros – o que efetivamente ocorreu ao longo do 2º semestre de 2005 e 1º trimestre de 2006 –, os compradores têm assumido os riscos e estão fazendo frente ao custo dos novos imóveis. Essa disposição parece estar amparada nas orientações do governo Bush, de proibir a alteração do tratamento fiscal que facilita a compra de imóveis residenciais, pois segundo Bush a aquisição da casa própria seria “tão americano quanto o hambúrguer”. Independentemente das oscilações das taxas de crescimento da economia dos EUA, que tornam as empresas e pessoas físicas mais cautelosas quanto a novos investimentos e compromissos financeiros, bem como a despeito da aceleração da inflação e desacelerações episódicas da criação de novos postos de trabalho, a taxa de desemprego tem permanecido num patamar de apenas 5%, não fazendo prever, segundo alguns analistas, nenhum golpe significativo na bolha imobiliária existente. Segundo estimativas apresentadas em conferências das edições de 2004 e 2005 da COVERINGS, sobre o mercado de rochas nos EUA, existiria espaço anual para atendimento de 6,5 milhões de cozinhas (5,0 milhões para reforma e 1,5 milhão em novas unidades) e de 10,0 milhões de banheiros (7,0 milhões para reformas e 3,0 milhões em novas unidades), lembrando-se que os granitos tornaram-se referência para bancadas (counter tops) e pias/ lavatórios (vanity tops) dessas cozinhas e áreas de banho. Considerando-se uma demanda de 1,5 m2 para cada cozinha e de 1,0 m2 para 50% dos banheiros, haveria um mercado potencial de 15 milhões de m2/ano de chapas de granito, apenas para cozinhas e banheiros nos EUA. Coexistem atualmente, no entanto, sinais antagônicos de expansão econômica e arrefecimento do mercado residencial, já que os indicadores do 1° trimestre de 2006 projetam crescimento de 3,4% no PIB dos EUA, ao mesmo tempo em que se registra queda de 2,2% no preço médio das moradias, em relação ao ano anterior. Pelo Federal Reserve – FED, o ritmo da atividade do setor imobiliário foi assim descrito como “desacelerando” ou “moderando”, com sinais renovados de que o seu 7


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impulso estaria arrefecendo. Em 2005, Alan Greenspan, então presidente do FED, já havia colocado “sinal amarelo” para o mercado imobiliário, pelo seu acentuado nível de expansão e aumento exagerado de preços. Destaca-se inclusive que, em 2005, o economista Paul Krugman, da Universidade de Princeton, previu que o estouro da “bolha” imobiliária americana ocorreria em três anos, talvez já no 1º semestre de 2006. Segundo Krugman, os indicadores analisados ainda mostravam um crescimento das vendas de imóveis (o que perdurou até o 1º trimestre de 2006), apesar do número de moradias não vendidas já ser considerado preocupante. O possível ou provável estouro da bolha do mercado imobiliário dos EUA, ainda de acordo com Krugman, causaria transtornos para a economia mundial e afetaria os países emergentes, entre eles o Brasil. A situação parece não ter a “exuberância irracional” atribuída por Alan Greenspan ao mercado eletrônico Nasdaq no final da década de 90, nem mesmo uma tendência de quebra abrupta como a que eventualmente ocorre nas bolsas de valores e mercado de capitais. Porém, deve-se ter em mente que as exportações brasileiras do setor de rochas estão hoje dependentes dos EUA, cujo mercado imobiliário mostra sinais de desaceleração. Numa leitura positiva desse quadro geral de situação, pode-se referir que os granitos brasileiros são os produtos comerciais mais competitivos no maior mercado importador mundial de rochas ornamentais processadas, bem como que o Brasil continua sendo o maior fornecedor de granitos brasileiros no mercado dos EUA. Com uma leitura negativa, entende-se que as exportações brasileiras de rochas estão muito concentradas em um único mercado, extremamente competitivo, que mostra alguns sinais de desaquecimento e torna vulnerável a nossa situação.

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INTRODUÇÃO Em termos gerais, a demanda dos EUA por rochas ornamentais e de revestimento associa-se ao setor imobiliário da construção civil. O setor imobiliário é dividido nos segmentos residencial e não-residencial (comercial). No segmento residencial diferenciam-se as habitações unifamiliares (casas) e as plurifamiliares (edifícios de apartamentos). No segmento não-residencial, os tipos de construção destacados são os hotéis, escolas, shopping centers, prédios comerciais e restaurantes. Impulsionados pelo excepcional crescimento de seu mercado imobiliário, tanto o não-residencial quanto sobretudo o residencial, os EUA tornaram-se o maior importador mundial de produtos acabados e semi-acabados de rochas para ornamentação e revestimento, tendo os granitos como carro-chefe das transações (Figs. 1, 2 e 3). O Brasil foi muito beneficiado por essa verdadeira “bolha” imobiliária, transformando-se por seu lado no 2° maior fornecedor geral de rochas para os EUA, atrás apenas da Itália, bem como no maior fornecedor de granitos desse mercado, seguido pela Itália, China, Índia e Canadá. Em 2005, as vendas de rochas do Brasil para os EUA somaram US$ 460,2 milhões e 662 mil toneladas. Esses totais representaram 58,3% do faturamento e 30,7% do volume físico das exportações brasileiras de rochas, o que manteve os EUA, por larga margem, como principal destino de nossas exportações (Figs. 4 e 5). Em relação a outros países de destino dos produtos comerciais brasileiros do setor de rochas, como Itália e China, o mercado dos EUA se diferencia por absorver preferencialmente rochas processadas, com maior valor agregado (Quadro 1). Os EUA também se diferenciam da Itália e China, por não competirem com o Brasil no mercado internacional de rochas ornamentais.

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Fig. 1 - Evolução das Importações de Granitos nos EUA (Fonte: Schwartzkopf, 2004 com atualização em 2006) 1400,0 1200,0

US$ milhão

1000,0 800,0 600,0 400,0 200,0 0,0 Valores

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

332,6

432,5

473,5

570,5

731,3

1035,0

1263,5

Fig. 2 - Evolução das Importações de Mármores nos EUA (Fonte: Schwartzkopf, 2004 com atualização em 2006) 500,0 450,0 400,0

US$ milhão

350,0 300,0 250,0 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0 Valores

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

203,8

226,4

247,6

269,7

305,5

372,5

474,6

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Fig. 3 - Evolução das Importações de Travertinos nos EUA (Fonte: Schwartzkopf, 2004 com atualização em 2006) 500,0 450,0 400,0

US$ milhão

350,0 300,0 250,0 200,0 150,0 100,0 50,0 0,0 Valores

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

125,6

173,2

198,7

233,2

278,1

359,6

472,2

Fig. 4 - Evolução do Faturamento das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais para os EUA 480,0

US$ milhão

400,0 320,0 240,0 160,0 80,0 0,0 1996

EUA

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

28,7

43,4

58,8

78,2

107,3

116,6

161,0

224,3

341,3

460,2

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Fig. 5 - Evolução do Faturamento das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais 900 800 700

US$ milhão

600 500 400 300 200 100 0

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

RSB

117

115,3

116,8

110,3

113,6

126,4

134,1

167,6

RCB

1,1

1,3

1,5

1,3

1,5

1,9

1,4

2,4

RP

92,4

115,9

153,3

168,6

223,7

301

465,5

620

TOTAL

210,5

232,5

271,5

280,2

338,8

429,3

601

789

RSB – rochas silicáticas brutas, sobretudo blocos de granito; RCB – rochas carbonáticas brutas, sobretudo blocos de mármore; RP – rochas processadas, sobretudo chapas polidas de granito e produtos de ardósia e quartzito foliado.

Quadro 1 - Principais Países de Destino das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais em 2005 Perfil do Faturamento

Destino

Faturamento (US$ milhão)

Materiais Brutos

Rochas Processadas

Participação nas Exportações Brasileiras de Rochas

EUA

460,25

0,3%

99,7%

58,3%

Itália

72,26

79,28%

20,72%

9,1%

China

49,64

98,7%

1,3%

6,3%

Espanha

34,93

57,3%

42,7%

4,4%

Total

617,08

-

-

78,1%

12


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PRODUÇÃO INTERNA

A produção de rochas nos EUA tem oscilado ao redor de 1,2 milhão de toneladas/ano nos últimos 10 anos. Tendo-se como base o ano de 2005 (1,3 milhão de toneladas), essa produção foi atendida por 172 empresas de lavra, que operaram 257 pedreiras em 36 estados do país. Do total da produção, cerca de 50% refere-se a granitos, com 25% de limestones (calcários) e o restante dividido entre arenitos, mármores, ardósias, quartzitos, pedra-sabão, basaltos, tufos e outras rochas vulcânicas. Os principais estados produtores dos EUA, todos da região leste e nordeste, incluem Indiana, Geórgia, Vermont, Wisconsin, Minnesota, New Hampshire e Massachusetts (Fig. 6). As principais empresas produtoras são a Buechel Stone Corp. (Wisconsin), Fletcher Granite Co. (Massachusetts e New Hampshire), Indiana Limestone Co. (Indiana), Oolitic Victor Stone Co. (Indiana), Rock of Ages Corp. (New Hampshire e Vermont) e Cold Spring Granite (Minnesota). Apesar dessa produção e de suas exportações, os EUA são um mercado essencialmente importador de rochas ornamentais e de revestimento. Apenas 10% do mercado interno são atendidos por materiais produzidos nos EUA, com 90% referentes a produtos importados. Nas importações, apenas 7% a 8% são rochas brutas (códigos 2514, 2515 e 2516) e 92% a 93% são rochas processadas (códigos 6801, 6802 e 6803).

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Fig. 6 - Principais Estados Produtores de Rochas Ornamentais nos EUA

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IMPORTAÇÕES As importações estadunidenses de rochas ornamentais somaram US$ 2,33 bilhões em 2004 e US$ 2,81 bilhões em 2005, registrando-se assim variação positiva de 20,73%. Essa variação foi expressiva, mas inferior à de 2004 (+27,61%), prenunciando certa saturação do mercado residencial, com provável diminuição da taxa de novas moradias em construção2 (Figs. 7 e 8). Em números aproximados, os granitos processados compuseram 45% do valor das importações estadunidenses em 2005, seguindo-se os travertinos e os mármores com menos de 20% cada. O grupo tarifário abrigado como “outras pedras calcárias“, que inclui sobretudo alabastros, ônix e limestones, compôs 7,8% tendo-se 9,2% devidos à “outras pedras” (quartzitos, pedra-sabão, basaltos, etc.). As ardósias representaram, por sua vez, 4,2% do valor total das importações de rochas (Quadro 2).

Fig. 7 - Evolução das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA (Fonte: Schwartzkopf, 2006) 3000,0 2500,0

US$ milhão

2000,0

1500,0 1000,0 500,0

0,0 Valores

2

1996

1997

1998

563,4

678,0

882,9

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

1031,2 1277,0 1386,1 1550,2 1822,4 2325,6 2807,7

Essa taxa oscilou entre 2,0 e 2,2 milhões de unidades/ano em 2004 e 2005. 15


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Fig. 8 - Evolução da Taxa de Crescimento Anual do Valor das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA

50,0

40,0 30,7 30,0

27,6

26,1

%

22,0

20,7 18,3

20,0

16,1 12,9 8,9

10,7

10,0

0,0 1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

Quadro 2 - Composição das Importações de Rochas nos EUA em 2005 Valor (US$ milhão)

Participação

Variação (2005/2004)

1.264,9

45,1%

+22,3%

Brasil

Mármore

474,6

16,9%

+27,4%

Itália

Travertino

472,2

16,8%

+31,2%

Turquia

Ardósia

118,5

4,2%

+23,2%

Índia

Outras Pedras Calcárias

218,1

7,8%

-9,3%

Itália

Outras Pedras

259,4

9,2%

+14,8%

Brasil*

2.807,7

100%

+20,7%

Itália

Material Granito

Total

Principal Fornecedor

* Vide observações no texto. Fonte: Schwartzkopf, 2006 e Marazita, 2006.

Os principais portos de entrada de rochas nos EUA, responsáveis por quase 80% do total importado, são os de Los Angeles, San Francisco e Seattle, na costa oeste; os 16


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de Nova York e Miami, na costa leste; e, o de Houston, no Golfo do México (Fig. 9). Os custos de transporte marítimo de Vitória (ES) para os portos da costa leste (Miami e Nova York) e Golfo do México (Houston) totalizam cerca de US$ 3 mil (frete + taxas) por container de 20 pés (dry box e open top). Considerando-se que esses containers carregam em média 300 m2 de chapas com 2 cm de espessura, os custos referidos têm um impacto de US$ 10/m2 na formação do preço final do produto. Para os portos da costa oeste (Los Angeles, San Francisco e Seattle), os custos de transporte marítimo situam-se ao redor de US$ 4 mil/container, o que faz incidir US$ 13-14/m2 no preço final das chapas.

Seattle New York

San Francisco

Los Angeles

Houston

Miami

Fig. 9 - Principais Portos de Entrada de Rochas Ornamentais nos EUA

17


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

PRINCIPAIS FORNECEDORES Os cinco principais fornecedores de rochas para os EUA em 2005 (denominados “Big Five”), em ordem decrescente de faturamento, incluíram Itália, Brasil, Turquia, China e Índia, cujo market-share foi de respectivamente 23%, 17%, 13%, 12% e 9%. Outros fornecedores importantes são a Espanha, México, Canadá, Taiwan e Israel. Ao longo dos últimos anos, a participação da Itália é declinante em valor e volume físico, cumprindo uma trajetória oposta à do Brasil, Turquia, China e Índia (figs. 10, 11 e 12). O Brasil liderou o fornecimento de granitos e do grupo de “outras pedras”, tendo-se destacado a Itália com os mármores e “outras pedras calcárias”, a Turquia com travertinos e a Índia com as ardósias (Fig. 13). A participação do Brasil nas “outras pedras”, que corresponderia a US$ 58,4 milhões (SCHWARTZKOPF, 2006, p.39), parece estar equivocada, pois subtraindo as transações de chapas de granito (US$ 434,42 milhões pelas posições 6802.23.00 e 6802.93.90, segundo dados da Base Alice - MDIC), do total das exportações brasileiras para os EUA (US$ 460,25 milhões, também segundo a Base Alice), restariam apenas US$ 25,83 milhões para todos os demais produtos exportados em 2005.

Fig. 10 - Participação Percentual dos Principais Fornecedores no Valor das Importações de Rochas nos EUA - 2005

23%

26%

9%

17% 12% Itália

Brasil

13% Turquia

China

India

Outros

18


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Fig. 11 - Evolução da Participação Italiana no Valor das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA

60,0

40,0

% 20,0

0,0 Participação

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

43,9

44,2

45,4

42,6

40,2

37,9

34,3

31,3

30,3

23,0

Fig. 12 - Evolução da Participação Brasileira no Valor das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA 18 16 14 12 %

10 8 6 4 2 0

Participação

1996

1997

1998

1999

2000

2001

2002

2003

2004

2005

5,1

6,4

6,7

7,6

8,4

8,4

10,4

12,3

14,7

17,0

19


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Fig. 13 - Principais Fornecedores para o Mercado dos EUA - 2005 Participação Percentual no Valor das Importações por Tipo de Rocha

MÁRMORE

GRANITO 12

31

15

4

12

22

4

38

11

18

12 Itália China Grécia Índia Outros 62 países

24

Brasil China Outros 66 países

Itália Índia

TRAVERTINO 4 5

10

15 Espanha Turquia México Israel

ARDÓSIA 6 2 4 10

18

40

63 38 Turquia

México

Índia

China

Itália

Peru

Brasil

Itália

Reino Unido

Outros 34 países

Outros 45 países

OUTRAS PEDRAS CALCÁRIAS 18 20 5 6

20

6 8

8

Itália China Israel México Outros 50 países

9 Espanha França Turquia Portugal

4

OUTRAS PEDRAS 13 23

10 11

22 17 Brasil Itália China Outros 67 países

Índia Canadá México

20


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

IMPORTAÇÕES DE GRANITO O grupo de fornecedores de granito para os EUA incluiu, além do Brasil, que respondeu por quase 31% do valor das importações estadunidenses, a Itália (24%), a China (18%), a Índia (15%) e outros 66 países (12%). Todos os quatro maiores fornecedores têm nos granitos o principal produto exportado, referindo-se neste sentido que os granitos perfazem 94,4% do valor das exportações brasileiras (Quadro 3), 62% do valor das exportações chinesas, 55% do valor das exportações italianas e 75% do valor das exportações indianas para os EUA. Deve-se ainda destacar que a participação do Brasil, no volume físico dos granitos importados pelos EUA, recuou de 33% em 2004 para 30,7% em 2005, enquanto a participação da Itália elevou-se de 18,8% para 21,1%, da China de 14,2% para 16,8% e da Índia de 22,3% para 23,5%. A China experimentou o maior crescimento de venda de granitos para os EUA em 2005, com avanço de 36,8% frente a 2004. O menor incremento do volume físico de granitos exportados pelo Brasil aos EUA foi compensado

por

um

notável

aumento

do

preço

médio

dos

produtos

comercializados, que passaram de US$ 474,70/t em 2004 para US$ 628,28/t em 2005. O preço médio dos produtos de granito comercializados pela Itália recuou de US$ 884,2/t em 2004, para US$ 708,0/t em 2005, o mesmo ocorrendo com a Índia (de US$ 432,8/t para US$ 414,8/t). O preço médio da China também cresceu para os produtos processadas de granito, passando de US$ 589,0/t a US$ 662,5/t. Registra-se que o preço médio por tonelada, dos granitos importados pelos EUA, continua no entanto inferior ao de 10 anos atrás. Entre os granitos exportados pela China, e sobretudo pela Itália, para os EUA, estão incluídos diversos materiais brasileiros “made in China” e “made in Italy”. O preço médio mais elevado dos granitos exportados pela Itália e China, frente ao Brasil, relaciona-se a maior participação de produtos acabados e com maior valor agregado no conjunto das exportações, lembrando-se que 95% das exportações brasileiras para os EUA referem-se a produtos semi-acabados (chapas polidas). 21


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Quadro 3 - Perfil das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais para os EUA em 2005

Produtos

Códigos

Indicadores

Faturamento (US$ milhão)

Participação

Variação 2005/2004

Chapas Beneficiadas de Granitos

6802.23.00 6802.93.90

434,4

94,4%

+38,74%

Blocos e Chapas Brutas de Granito

2516.11.00 2516.12.00

0,32

0,07%

-91,94%

Produtos de Ardósia

6803.00.00 2514.00.00

15,6

3,4%

-3,94%

Quartzitos Foliados

6801.00.00

0,98

0,21%

+19,51%

Produtos de Pedra-Sabão

2526.10.00 6802.29.00

4,1

0,89%

+18,84%

Quartzitos Maciços

2506.21.00 2506.29.00

0,24

0,06%

+14,29%

Vários

4,7

1,02%

+34,67%

460,34

100%

+34,86%

Outros Total

22


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

PERFIL DAS IMPORTAÇÕES A preferência dos EUA pelos granitos e a notoriedade dos materiais brasileiros são atestadas pelos números do mercado importador. Em 1996, as importações de granito pelos EUA totalizaram US$ 157,2 milhões e a Itália respondeu por 44,7% dessas transações, tendo-se o Brasil como 4º maior fornecedor e a China ainda não constando dentre os cinco maiores. Já em 2005, o valor das importações de granito saltou para US$ 1,26 bilhão, com o Brasil respondendo pelos referidos 30,7% das transações e a China aparecendo na 3ª posição dentre os maiores fornecedores (Quadro 4 e Fig. 14) . Os granitos continuarão tendo destaque entre as rochas consumidas nos EUA, em função da sua grande disseminação e valorização para áreas de cozinha e banho. Rochas silicosas, como quartzitos, arenitos, cherts e silexitos, desde que protegidos contra a absorção de água e líquidos manchantes, têm conquistado espaço de venda e surgem como novos grandes materiais em perspectiva. Frente a China e Índia, a participação das ardósias brasileiras ainda é bastante tímida e poderia ser significativamente incrementada nos EUA.

Quadro 4 - Quadro Comparativo dos Principais Fornecedores de Granito para os EUA em 1996 e 2005 1996

2005

Itália

US$ 69 milhões

Brasil

US$ 398 milhões

Canadá

US$ 28 milhões

Itália

US$ 298 milhões

Índia

US$ 23 milhões

China

US$ 223 milhões

Brasil

US$ 21 milhões

Índia

US$ 195 milhões

Espanha

US$ 8 milhões

Canadá

US$ 47 milhões

23


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Fig. 14 - Evolução do Perfil das Importações de Rochas Ornamentais nos EUA - 1996 e 2005 - Participação Percentual no Valor

50

40

30 %

20

10

0

1996

2005

Granitos

29

45,1

Mármores

23

16,9

Travertinos

9

16,8

Ardósias

5

4,2

Outras Pedras Calcárias

21

7,8

Outras Pedras

13

9,2

24


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

PERFIL DO CONSUMO DE ROCHAS Para os exportadores brasileiros, refere-se que as cidades de Atlanta (Georgia), Phoenix (Arizona), Riverside e San Francisco (Califórnia), Houston (Texas), Washington DC, New York (NY), Chicago (Illinois), Las Vegas (Nevada) e Miami (Florida), têm constado na listagem dos principais centros metropolitanos consumidores de rochas e com maiores níveis de valorização de imóveis nos EUA. A National Association of Home Builders – NAHB refere que, entre os 50 maiores mercados metropolitanos para moradias unifamiliares (casas), destacam-se as cidades de Atlanta, Phoenix, Riverside, Houston e Washington DC. Entre os maiores mercados para habitações plurifamiliares (edifícios de apartamentos), ressaltam-se Nova York, Houston, Chicago, Atlanta e Las Vegas. Nos últimos 10 anos, 80% das novas moradias seriam unifamiliares e apenas 20% plurifamiliares. Segundo dados de Gary Distelhorst, presidente da MIA – Marble Institute of América, apresentados em palestra na última edição da Vitória Stone Fair (fevereiro/2006), existem aproximadamente 170 milhões de núcleos familiares nos EUA, 70% dos quais com casa própria. Cerca de 6 milhões de proprietários têm rendimento superior a US$ 100 mil/ano, com residências avaliadas entre US$ 100 mil e US$ 1 milhão cada. Boa parte desses proprietários tem interesse em projetos de áreas de cozinha, e seriam clientes potenciais para rochas de revestimento, sobretudo granitos. De acordo com pesquisas realizadas pela MIA, também mencionadas por Gary Distelhorst, os estados com maior concentração de empresas atuantes no setor de rochas são Califórnia, Texas e Florida, seguindo-se a Geórgia, Carolina do Norte, New York, Pensilvânia, Ohio e Illinois (Fig. 15). Os estados com as maiores concentrações de núcleos familiares e habitações, favoráveis para negócios do setor de rochas, incluem Washington, Minnesota, Kansas, Missouri, Illinois, Indiana, Michigan, Ohio, Pensilvânia, Virginia, Nova York, Delaware, Massachusets e Washington DC (Fig. 16). Os estados com menor concentração de empresas e empreendimentos imobiliários, portanto menos favoráveis, são os de Montana, Dakota do Norte, Wyoming e Dakota do Sul. As maiores taxas de crescimento do 25


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

mercado imobiliário residencial foram indicadas nos estados de Nevada, Arizona, Colorado e Geórgia (Fig. 17). A Revista Stone World, em sua edição de março de 2006, apresentou os resultados de uma extensa pesquisa de opinião entre os fabricantes/fornecedores norteamericanos (stone fabricators and installers) de rochas no mercado interno dos EUA, realizada pela BNP Media sobre a preferência dos consumidores e outros fatores relevantes da estrutura de demanda. Do ponto de vista das cores, em um teste que permitiu

múltiplas

escolhas,

74%

dos

entrevistados

incluíram

os

tons

amarelos/dourados entre os mais populares, com 64% relacionando os verdes, 62% os marrons, 55% os beges e assim sucessivamente, envolvendo os materiais negros, vermelhos/ferrugem, azuis, cinzas e brancos (Fig. 18). Segundo a mesma pesquisa, o tipo de rocha mais trabalhado é o granito, à frente dos mármores, travertinos, calcários, quartzitos e ardósias, sendo a espessura de 3 cm preferida por 75% dos entrevistados (no geral, a espessura de 3 cm é preferida nos mercados da costa leste e no meio-oeste, enquanto a de 2 cm é a mais usada na costa oeste, onde existe tendência de disseminação de 3 cm). Em termos de acabamento de bordas, 95% dos entrevistados executam o boleado (bullnose) e o semi-boleado (half bullnose), sendo também freqüentes o reto (eased), peito-depomba (ogee) e o bisotado (beveled). O preço dos revestimentos com materiais rochosos naturais para o consumidor final, pela Stone World, varia entre US$ 51 e US$ 80/pé2 colocado, com poucos “installers” trabalhando abaixo dos US$ 50 e acima dos US$ 80. A faixa mais comum está situada entre US$ 61 e US$ 70. É por esta razão que os US$ 3,1 bilhões movimentados na compra dos fornecedores primários (produção interna + importações), para atendimento do mercado interno, transformam-se em um negócio de US$ 12 bilhões na ponta do consumidor final. A maior parte das transações do setor está assim relacionada à venda do produto final e serviços de instalação, realizados sobretudo por aqueles que seriam equivalentes no Brasil aos marmoristas e empreiteiros. Cerca de 30% das empresas consultadas pela Stone World operam máquinas automáticas com controle numérico computadorizado (CNC) e outras 30% 26


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

consideram essa uma possibilidade forte em futuro próximo, tendo em vista a redução do tempo de execução e melhoria de qualidade no acabamento de bordas. Quase todas as empresas trabalham com algum tipo de sistema de tratamento/filtragem de ar e/ou água, observando as exigências de controle ambiental firmadas para suas atividades produtivas. Sobre o tratamento de rochas para bancadas em geral (counter tops e vanity tops), a maioria dos fornecedores executa reforço dos materiais que apresentem fissuras e trincas, através de estucagem e aplicação de resinas colantes (massa plástica), sobretudo no verso das chapas. Também a grande maioria dos entrevistados, segundo a Stone World, parece ter aprendido a importância da aplicação de selantes/ impermeabilizantes na face de bancadas. Outra questão refere-se ao cada vez mais freqüente polimento resinado de chapas, em especial dos granitos brasileiros, considerando-se crítica a necessidade de utilização de resinas, de reconhecida qualidade, para se evitar problemas de alteração de cor, manchamento e outros. A pesquisa de Stone World não comenta, mas seria interessante avaliar, a questão do uso de hidro-óleo-repelentes em bancadas onde alimentos são manuseados (por exemplo, counter tops e sink tables), isto porque se desconhece o efeito dos produtos hoje comercializados, seja de base água, seja de base solvente, para a saúde humana. As principais instituições de consulta, sobre aspectos de interesse para o setor de rochas nos EUA, são listadas no Quadro 5, apresentando-se nos Quadros 6 e 7 as principais feiras e publicações. As principais redes de hotéis nos EUA, grandes consumidores potenciais de rochas brasileiras, são mostradas no Quadro 8.

27


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Fig. 15 - Estados com Maior Concentração de Empresas Atuantes no Setor de Rochas Ornamentais

Fig. 16 - Estados com Maior Quantidade de Núcleos Familiares e Habitações, Favoráveis para Negócios no Setor de Rochas Ornamentais, nos EUA

28


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Fig. 17 - Estados com Maiores Taxas de Crescimento do Mercado Imobiliário Residencial nos EUA

Fig. 18 - Cores mais Populares dos Materiais Rochosos de Revestimento nos EUA

Branco 10%

Azul 17%

Outros 2%

10

Cinza 12%

20

Vermelho 21%

30

Bege 55%

% 40

Negro 56%

50

Marrom 62%

60

Verde 64%

70

Amarelo / Dourado 74%

80

0

29


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Quadro 5 - Principais Instituições de Apoio e Consulta nos EUA American Hotels & Lodging Association – AH&LA Ultimate Hotel Buyers Guide

www.ahla.com www.ultimatehotelbuyersguide.com

American Institute of Architects – AIA

www.aia.org

American International Standard Institute – ANSI

www.ansi.com

American Society for Testing and Material – ASTM International

www.astm.org

American Society of Interior Designers – ASID

www.asid.com

Building Stone Institute – BSI

www.buildingstoneinstitute.com

International Council of Shopping Centers – ICSC

www.icsc.org

International Interior Design Association – IIDA

www.iida.org

International Masonry Institute – IMI

www.imiweb.org

Marble Institute of America – MIA

www.marble-institute.com

National Restaurant Association – Buyers Guide

www.restaurant.org/business/buyersguide

National Tile Contractors Association – NTCA

www.tile-assn.com

Tile Contractors Association of America – TCAA

www.tcaainc.org

Tile Council of North America – TCNA

www.tileusa.com www.tcateam.com

U. S. International Trade Commission – USITC

www.usitc.gov

U.S. Customs and Border Protection

www.cbp.gov

U.S. Department of Commerce

www.commerce.gov

U.S. Department of the Treasury

www.ustreas.gov

Quadro 6 - Principais Feiras do Setor de Rochas e Revestimentos nos EUA AIA EXPO – National Convention of the American Institute of Architects

www.aia.org

COVERINGS

www.coverings.com

ITSS – International Tile & Stone Show

www.internationaltileandstoneshow.com

KBIS – National Kitchen & Bath Association Show

www.kbis.com

STONEXPO

www.stonexpo.com

30


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Quadro 7 - Principais Publicações do Setor nos EUA Stoneworld

www.stoneworld.com

Stone Business

www.stonebusiness.com

Quadro 8 - Principais Redes de Hotéis dos EUA Rede

Número de Hotéis

Componentes da rede

2489 hotéis nos EUA 1027 hotéis no exterior

Candlewood, Crowne Plaza, Forum Hotel, Grand Chalet, Hampton Inn & Suites, Holiday Inn, Holiday Inn Express, Holiday Inn Garden Court, Holiday Inn Select, Holiday Inn Sun Spree, Inter Continental, Royal Inns, Staybridge Suítes by Holiday Inn.

Cendant Corporation www.cendant.com

5910 hotéis nos EUA 530 hotéis no exterior

Amerihost Inn, Days Inn & Hotel, Daystop, Hearthside by Villager, Howard Johnson Express Inn, Howard Johnson Hotel, Howard Johnson Plaza Hotel, Knights Inns, Ramada Inn, Ramada Limited, Ramada Plaza Hotel, Super 8 Motel, Thriftlodge, Travelodge, Villager Lodges, Villager Premier, Wingate Inns.

Choice Hotels International www.choicehotelsfranchise.com

3644 hotéis nos EUA 1019 hotéis no exterior

Clarion, Comfort Inn Hotel & Suítes, Econo Lodge, Flag Inns & Hotels, MainStay Suítes, Quality Inn Hotel & Suites, Rodeway Inn, Sleep Inn.

Hilton Hotel Corp. www.hiltonworldwide.com

2167 hotéis nos EUA 66 hotéis no exterior

Club Hotel by Doubletree, Conrad International Hotel, Doubletree Guest Suites, Doubletree Hotel, Embassy Suites, Embassy Vacation Resort, Hampton Inn, Hampton Inn & Suites, Hilton, Hilton Garden Inn, Homewood Suites by Hilton, Red Lion Hotel.

Best Western International www.bestwestern.com

2177 hotéis nos EUA 1924 hotéis no exterior

Best Western.

Marriott International Inc. www.marriott.com

1646 hotéis nos EUA 299 hotéis no exterior

Courtyard by Marriott, Fairfield Inn & Suites by Marriott, Fairfield Inn by Marriott, Marriott, Marriott Executive Apartments, New World Hotel, Ramada Hotel, Renaissance, Residence Inn by Marriott, RitzCarlton, SpringHill Suites by Marriott, TownePlace Suites by Marriott.

Starwood Hotels & Resorts Worldwide Inc. www.starwoodhotels.com

394 hotéis nos EUA 392 hotéis no exterior

Four Points Hotel by Sheraton, Sheraton, St. Regis / Luxury Collection, W Hotels, Westin.

Carlson Hospitality Worldwide www.carlson.com

584 hotéis nos EUA 301 hotéis no exterior

Country Inns & Suites by Carlson, Park Inns & Suites, Park Inns International, Park Plaza Suites, Radisson, Regent International Hotels.

Accor North America www.accorhotels.com

1210 hotéis nos EUA 16 hotéis no exterior

Ibis Hotel, Motel 6, Novotel, Red Carpet Inn, Red Roof Inn, Sofitel, Studio 6.

Hyatt Hotels Corporation www.hyatt.com

111 hotéis nos EUA 8 hotéis no exterior

Hyatt Hotels

Intercontinental Group www.intercontinental.com

31


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

NORMAS TECNOLÓGICAS, CÓDIGOS TARIFÁRIOS E UNIDADES DE MEDIDA As normas tecnológicas de caracterização e especificação dos materiais rochosos naturais de ornamentação e revestimento, adotadas nos EUA e muitas vezes solicitadas aos fornecedores, são aquelas fixadas pela ASTM – American Society for Testing and Materials, atualmente designada ASTM International. Destaca-se a existência de normas para rochas de revestimento em geral (dimension stones) e específicas para telhas de ardósia (roofing slates) – Quadros 9 e 10. O sistema harmonizado de classificação tarifária de mercadorias (Harmonized Tariff Schedule Codes – HTS), necessário para identificação dos produtos comerciais, apesar de já bastante detalhado (Quadro 11), é por vezes inespecífico e utilizado de forma distinta pelos fornecedores de rochas, induzindo a algumas diferenças de interpretação e certas distorções quali-quantitativas. Por exemplo, os números apresentados por Vincent Marazita3, durante a COVERINGS 2006, são ligeiramente distintos daqueles aqui referidos em sua maior parte baseados na série histórica fornecida por Emerson Schwartzkopf4, o que é provavelmente devido a essas distorções. As unidades de medida anglo-americanas, utilizadas nos EUA e em alguns outros países de língua inglesa, são distintas daquelas do Sistema Métrico, adotadas no Brasil. As unidades anglo-americanas incluem a polegada (inch), o pé (foot) e a jarda (yard), tendo-se no Sistema Métrico o metro (meter), o centímetro (centimeter ou centimetre) e o milímetro (millimeter ou millimetre). A correspondência dessas medidas é apresentada nos quadros 12, 13 e 14.

3

Stone Trends 2006 – Seminário apresentado em 05 de abril de 2006, durante a COVERINGS 2006, sob coordenação da MIA – Marble Institute of America, na cidade de Orlando – Florida. Segundo Marazita, as importações de rochas pelos EUA, em 2005, somaram US$ 2.861,90 milhões, dos quais 45% referentes a granitos, 17,5% a mármores, 17% a travertinos, 9% a “outras pedras”, 8% a “outras pedras calcárias” e 3,5% a ardósias. Ainda segundo Marazita, a distribuição de valores importados em cada código foi a seguinte: US$ 120,4 milhões pelo 6803; US$ 2.665,0 milhões pelo 6802; US$ 9,8 milhões pelo 6801; US$ 47,7 milhões pelo 2516; US$ 12,0 milhões pelo 2515; e, US$ 7,0 milhões pelo 2514.

4

Import Trends – Artigos publicados nas edições de abril/2004, abril/2005, outubro/2005 e abril/2006, da Revista Stone Business, tendo como fonte de dados o U.S. Department of Commerce, o U.S. Treasury e a U.S. International Trade Commission.

32


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Quadro 9 - Principais Ensaios de Caracterização Tecnológica Estabelecidos pela Norma ASTM para Rochas Ornamentais e de Revestimento (Standard Tests of Dimension Stones) Ensaio (Test Method)

Designação Português

Inglês

ASTM C97

Índices Físicos: densidade aparente, porosidade aparente e absorção d’água

Physical indexes: absorption and bulk specific gravity

ASTM C99

Resistência à flexão (3 apoios)

Modulus of rupture

ASTM C880

Resistência à flexão (4 apoios)

Flexural strength

ASTM C170

Compressão uniaxial

Compressive strength

ASTM C241

Resistência à abrasão

Abrasion resistance of stone subject to foot traffic

ASTM C1353

Resistência à abrasão

Abrasion resistance of stone subject to foot traffic (Taber Abrasion)

ASTM C1028

Resistência ao escorregamento

Static coefficient of friction

ASTM C1354

Ancoragem de peças individuais

Strength of Individual stone anchorages

ASTM C1352

Módulo de elasticidade na flexão

Flexural modulus of elasticity

Quadro 10 - Ensaios de Caracterização Tecnológica Estabelecidos pela Norma ASTM para Ardósias* (Roofing Slates) Ensaio (Test Method)

Designação Português

Inglês

ASTM C120

Resistência à flexão: módulo de ruptura e módulo de elasticidade

Flexure testing of slate: modulus of rupture, modulus of elasticity

ASTM C121

Absorção d’água

Water absorption of slate

ASTM C217

Resistência ao intemperismo

Weather resistance of slate

* Quando a ardósia é utilizada como material convencional de revestimento (dimension slate), deve-se efetuar os testes firmados para as demais rochas (dimension stones).

33


ABIROCHAS - Evolução do Mercado de Rochas Ornamentais nos EUA

Quadro 11 - Identificação de Mercadorias segundo o Harmonized Tariff Schedule of United States (HTS)* Capítulo 68 (Rochas Processadas) Código

Descrição

Chapter 68 (Worked Stones) Heading/

Article Description

Subheading

6801

Rochas processadas simples.

6801

Setts, curbstones and flagstones, of natural stone (except slate).

6802

Rochas processadas especiais.

6802

Worked monumental or building stone (except slate) and articles thereof, other than goods of heading 6801; mosaic cubes and the like, of natural stone (including slate), whether or not on a backing; artificially colored granules, chippings and powder, of natural stone (including slate).

6802.93.00**

Chapas beneficiadas de granito.

6802.93.00

Granite.

6802.99.00

Produtos similares de basalto, diorito, gabro, sienito, gnaisses e outras rochas silicáticas granitóides.

6802.99.00

Other stone.

6802.91.00

Produtos similares de mármore.

6802.91.00

Marble, travertine and alabaster.

6802.92.00

Produtos similares de calcários / limestones.

6802.92.00

Other calcareous stone.

6802.99.00

Produtos similares de serpentinitos e pedra-sabão.

6802.99.00

Other stone.

6803

Ardósia trabalhada / processada.

6803

Capítulo 25 (Rochas Brutas)

Worked slate and articles of slate or of agglomerated slate Chapter 25 (Rough Stones)

2514

“Blocos” ou chapas brutas de ardósia.

2514

Slate, whether or not roughly trimmed or merely cut, by sawing or otherwise, into blocks or slabs of a rectangular (including square) shape.

2515

Blocos ou chapas brutas de rochas carbonáticas (mármores, travertinos, alabastros, etc.).

2515

Marble, travertine and other calcareous monumental or building stone of an apparent specific gravity of 2.5 or more, and alabaster, whether or not roughly trimmed or merely cut, by sawing or otherwise, into blocks or slabs of a rectangular (including square) shape.

2516

Blocos ou chapas brutas de rochas silicáticas – granitos e similares.

2516

Granite, porphyry, basalt, sandstone and other monumental or building stone, whether or not roughly trimmed or merely cut, by sawing or otherwise, into blocks or slabs of a rectangular (including square) shape.

* Compatível a NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul. ** As autoridades alfandegárias do Espírito Santo definiram que, a partir de dezembro de 2004, as exportações capixabas de chapas beneficiadas de granito deveriam ser enquadradas como 6802.93.90, em substituição à 6802.23.00 até então utilizada. As exportações capixabas de chapas beneficiadas de granitos têm sido assim efetuadas pela subposição 6802.93.90, enquanto boa parte dos exportadores de outros estados continua utilizando a 6802.23.00. Observa-se que pelos textos de definição da NCM, as chapas polidas de granito, sem esquadrejamento de bordas, podem ser abrigadas na suposição 6802.23.00.

34


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Quadro 12 – Comparação de Unidades de Comprimento Anglo-Americanas com as do Sistema Métrico Pol

Jarda

mm

cm

m

1 Pol =

1

0,08333

0,02778

25,4

2,54

0,0254

1 Pé =

12

1

0,3333

304,8

30,48

0,3048

1 Jarda =

36

3

1

914,4

91,44

0,9144

1 mm =

0,03937

3281 x 10-6

1094 x 10-6

1

0,1

0,001

1 cm =

0,3937

3281 x 10-5

1094 x 10-5

10

1

100

1m=

39,37

3,281

1,094

1000

100

1

Quadro 13 – Comparação de Unidades de Área Anglo-Americanas com as do Sistema Métrico Pol2

Pé2

Jarda2

cm2

m2

1 Pol2 =

1

-

-

6,452

-

1 Pé2 =

144

1

0,1111

929

0,0929

1 Jarda2 =

1296

9

1

8361

0,8361

1 cm2 =

0,155

-

-

1

0,0001

1 m2 =

1550

10,76

1,196

10000

1

Quadro 14 – Comparação de Unidades de Volume Anglo-Americanas com as do Sistema Métrico Pol3

Pé3

Jarda3

cm3

m3

1 Pol3 =

1

-

-

16,39

-

1 Pé3 =

1728

1

0,037

28320

0,0283

1 Jarda3 =

46656

27

1

765400

-

1 cm3 =

0,06102

3531 x 10-8

1,31 x 10-6

1

10-6

1 m3 =

61023

3531

130,7

106

1

35


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CONCLUSÕES E PERSPECTIVAS Conclui-se referindo que as importações estadunidenses de rochas ornamentais, pelo 8º ano consecutivo, superaram as importações de produtos cerâmicos. Somando-se o valor das importações de rochas com o valor da produção interna de rochas, o mercado dos EUA movimentou cerca de US$ 3,1 bilhões em 2005, tendo-se assim incremento de 21% frente a 2004. Com as transações para o consumidor final, o setor de rochas dos EUA teria movimentado mais de US$ 12 bilhões em 2005. De forma muito mais acentuada que no Brasil, onde todo o macro setor da construção civil responde por 20% do PIB, apenas o mercado imobiliário dos EUA representa 15% do PIB do país, constituindo um dos mais importantes vetores atuais de crescimento econômico. Os cinco principais fornecedores dos EUA, denominados “Big Five” incluem Itália, Brasil, Turquia, China e Índia, destacando-se a Itália com os mármores, o Brasil com os granitos, a Turquia com os travertinos e a Índia com as ardósias. Com exceção da Turquia, todos os integrantes desse grupo têm nos granitos o principal produto fornecido aos EUA. Parte dos granitos exportados pela Itália e China aos EUA são brasileiros. Computando-se essas exportações e as do próprio Brasil, acredita-se que os granitos brasileiros componham mais de 50% do valor e do volume físico de granitos importados pelos EUA. Os EUA praticamente só importam rochas processadas, acabadas e semiacabadas, sendo que 90% de seu consumo interno é atendido por essas importações. Projeta-se um certo arrefecimento do mercado dos EUA já para 2006, apesar do que não se espera nenhuma quebra expressiva de demanda nos próximos 5 anos.

36


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Os dados do 1º trimestre de 2006 sugerem recuperação da economia norteamericana e permitem projetar crescimento de 3,4% do PIB no ano em curso. Segundo economistas do FMI e outras instituições, o maior risco para os EUA seria justamente um desaquecimento abrupto do mercado imobiliário. Uma pesquisa nacional do Instituto Gallup, recentemente divulgada, sugere que 71% dos consumidores dos EUA acreditam que exista uma “bolha” imobiliária no país e que essa bolha pode estourar nos próximos 12 meses. É interessante observar, no entanto, que 56% dos entrevistados não consideram que isso ocorra na área onde moram e, portanto, que isso afete o mercado residencial, pelo menos nos próximos 3 anos. Mais de

2 /3

dos fabricantes/instaladores norte-americanos entrevistados na já

referida pesquisa da revista Stone World, manifestaram que seus negócios tiveram significativo incremento no último ano. Cerca de ¾ desses entrevistados acreditam no crescimento do setor, tanto a curto quanto a médio prazo, projetando mais investimentos em suas operações para fazer frente à concorrência e manter posições no mercado. De acordo com relatório do Federal Reserve – FED, do mês de março, as vendas de moradias aumentaram 13,8% (a maior alta desde abril/1993), para uma taxa anual de 1,213 milhão de unidades. Apesar desse ritmo forte de vendas, existiriam sinais renovados de arrefecimento do impulso do setor imobiliário residencial, pois o preço médio das moradias recuou 2,2% em relação ao ano anterior (o primeiro recuo, nessa comparação, desde dezembro/2003). Além disso, o National Multi-Family Housing Council anunciou que os aluguéis de apartamentos tiveram, nos EUA, os maiores aumentos dos últimos cinco anos, pois a elevação das taxas hipotecárias tornou mais atraente alugar uma habitação do que comprá-la. A taxa média para um hipoteca fixa de 30 anos foi de 6,3% no 1º trimestre de 2006, 0,5% acima daquela do 1º trimestre de 2005, devendo atingir, segundo alguns analistas, 6,7% até o 4º trimestre de 2006. Os compradores estariam sendo assim “expelidos” do mercado imobiliário pelas taxas hipotecárias e pelos altos preços dos imóveis, o que aumentaria a demanda e os preços dos aluguéis. 37


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A taxa de imóveis vagos nos EUA atingiu um pico de 10,4% no 1º trimestre de 2004, quando as taxas hipotecárias chegaram perto de baixas recordes (1% a.a.) e estimularam as aquisições. Desde então, conforme foram subindo as taxas hipotecárias, os imóveis vagos diminuíram, atingindo no 1º trimestre de 2006 o patamar mais baixo (9,5%) dos últimos três anos. Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, o início de construção de moradias subiu 5% em maio, para uma taxa anualizada de 1,957 milhão de unidades. Em contrapartida, os alvarás para futuras construções, que representam um indicador de confiança dos empreendedores, caíram 2,1% no mês de maio e atingiram um patamar anualizado de 1,932 milhão de unidades, o menor desde novembro de 2003. Em relação às exportações brasileiras totais de rochas para os EUA, segundo dados compilados pela ABIROCHAS, registrou-se no ano de 2005 um incremento de 34,86% em valor e de 18,8% em volume físico, frente a 2004. As transações pelas subposições 6802.23.00 e 6802.93.90, que incluem sobretudo chapas polidas de granito e rochas similares, somaram US$ 434,4 milhões e representaram 94,4% do total exportado para esse país. No mesmo sentido, destaca-se que as chapas polidas de granito representaram 64,4% do total das exportações brasileiras de rochas em 2005, e que o mercado dos EUA absorveu 85,4% dessas exportações brasileiras de chapas. Tais referências traduzem o nível de importância assumido pelos granitos brasileiros e suas chapas polidas para as exportações do setor de rochas, bem como o papel estratégico assumido pelo mercado dos EUA. Já no 1º semestre de 2006, além até do esperado, as exportações brasileiras para os EUA tiveram incremento de 53,13% em valor e 34,04% em peso frente ao mesmo período de 2005, somando US$ 294,25 milhões e 387.015,45 toneladas e representando, respectivamente, 62,06% e 33,16% do total das exportações brasileiras de rochas. As vendas de granitos beneficiados, sobretudo chapas polidas, somaram US$ 281,23 milhões e representaram 95,57% do total exportado, registrando-se incremento de 24,03% no preço médio dos produtos da subposição 38


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6802.23.00 e 11,52% nos da subposição 6802.93.90. Ficaram por outro lado mais evidentes os efeitos negativos, dos aumentos de preços, para as transações com ardósias e quartzitos foliados (pedra São Tomé), que experimentaram significativa redução em valor e volume físico nesse 1º semestre de 2006. As taxas cambiais brasileiras, com a continuada desvalorização do US Dólar frente ao Real, estão sendo muito prejudiciais às exportações do setor de rochas. Não se pode pretender que os sucessivos aumentos de preço, praticados pelos exportadores brasileiros ao longo de 2005, mesmo em mercados aquecidos como o dos EUA, sejam tolerados por muito mais tempo, até porque esse mercado já mostra sinais de saturação. Além disso, não existe nenhuma perspectiva concreta de se colocar o mercado interno brasileiro como alternativa às exportações, o que também merece reflexão.

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FONTES DE CONSULTA CHIODI FILHO, Cid. Balanço das Exportações Brasileiras de Rochas Ornamentais para os anos 2003, 2004, 2005 e 1º Trimestre de 2006. ABIROCHAS (Relatórios Internos). CHIODI FILHO, Cid. Relatórios das edições de 2004, 2005 e 2006 da COVERINGS, elaborados para a ABIROCHAS. DISTELHORST, Gary. Palestra sobre o Mercado Imobiliário dos EUA, apresentada durante a edição de 2006 da FIMAG – Feira Internacional do Mármore e Granito, realizada em fevereiro de 2006 em Vitória – ES. MARAZITA, Vincent. Stone Trends. Palestras proferidas durante as edições de 2004, 2005 e 2006 da COVERINGS, Orlando – Florida, com apoio da MIA – Marble Institute of America. REIS, Michael. Stone Industry Study. Stone World, março 2006. p. 54-69. SCHWARTZKOPF, Emerson. Import Trends; Movin’ on Up. Stone Business, abril 2004. p. 24-32. SCHWARTZKOPF, Emerson. Import Trends; A Factor of Two. Stone Business, abril 2005. p. 74-81. SCHWARTZKOPF, Emerson. Import Trends; The Boom goes on. Stone Business, outubro 2005. p. 74-80. SCHWARTZKOPF, Emerson. Import Trends – A Touch of Caution. Stone Business, abril 2006. p. 28-39.

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