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ANUNCIO_PROGRAMA_QUALIDADE_PROFISSIONAL_SANDOZ_22x30_AF.pdf

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REVISTA SETEMBRO/18

ABCFARMA

VEÍCULO OFICIAL DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO COMÉRCIO FARMACÊUTICO

O PROGRAMA QUALIDADE PROFISSIONAL DA SANDOZ ESTÁ DE VOLTA!

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Esta é uma grande oportunidade de atualização e aprimoramento técnico. E você ainda tem a chance de conhecer a fábrica da Sandoz.

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Conteúdo para aprimorar sua qualificação profissional Jogos interativos para aprender de forma fácil e divertida Novos vídeos e visual totalmente renovado Serão 7 módulos de estudo:

Cardio, SNC, Anti-infecciosos, Saúde Feminina, Saúde Masculina, Gastro e Mundo Farma

Os vencedores conhecerão a Qualidade Sandoz¹ de perto, na fábrica em Cambé/PR, e os profissionais farmacêuticos também terão um treinamento focado em FarmáciaClínica ministrado por uma universidade.

Se você é farmacêutico ou profissional de atendimento de farmácia,cadastre-se em qualidadeprofissional.far.br e seja um dos melhores da sua região! 1 CBPF publicado no DOU em 16/07/2018 – RESOLUÇÃO – RE Nº 1.838, de 12 Julho de 2018. | Consulte o regulamento no site

Sandoz do Brasil Ind. Farm. Ltda | Rod. Celso Garcia Cid (PR-445), Km 87 CEP 86183-600 Cambé - PR | AGO/2018 | BR1808866487

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E ditorial

A nova fase da

ABCFARMA A

ABCFARMA é uma entidade civil, fundada no dia 30 de outubro de 1959.

Os líderes do setor varejista de medicamentos frequentemente se reuniam em encontros regionais programados por sindicatos e associações, para discutirem sobre o funcionamento das farmácias – e esse congraçamento alcançava também os demais setores do segmento farma, como indústrias, distribuidoras, cursos de técnicos em Farmácia e professores de faculdades de Ciências Farmacêuticas. Mas o principal foco desses encontros era o de rever amigos e seus familiares. Em um memorável encontro na cidade do Rio de Janeiro, coordenado pelos líderes do comércio farmacêutico, foi apresentada a tese de que deveria ser criada uma entidade específica para tratar dos interesses das empresas denominadas de farmácia. Foi nesse encontro que, após várias propostas, os 236 presentes aprovaram a fundação de uma Associação. O segundo encontro foi realizado na cidade de Vitória, Espírito Santo, onde foi aprovado o primeiro Estatuto da ABCFARMA. Art. 1º - A Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico, fundada em 30 de outubro de 1959, em caráter provisório, no Rio de Janeiro, e, em caráter definitivo a 23 de julho de 1960, em Vitória, Espírito Santo, para fins de orientação, coordenação, proteção, defesa, representação, aglutinação e congraçamento dos proprietários de farmácias de todo o Brasil, com sede e foro provisoriamente no Estado da Guanabara e base territorial em todo o país, reger-se-á pelos presentes Estatutos. Art. 2º - São prerrogativas da Associação: Representar perante as autoridades administrativas e judiciárias do país os interesses do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos e de seus profissionais Patrocinar e superintender a realização de convenções de classe Criar em cada capital de Estado uma Delegacia Regional com as mesmas prerrogativas da entidade nacional, a ela filiada e com titular nomeado pela Diretoria da ABCFARMA. A ABCFARMA FOI SEDIADA na cidade do Rio de Janeiro até 1973, mas por algum tempo esteve inativa.

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Nesse ano, na condição de vice-presidente, convoquei uma reunião que contou com as presenças dos fundadores e demais lideranças. Proposto por várias lideranças, meu nome foi aprovado para presidir a entidade. Aceitei a incumbência, mas com a exigência de que a ABCFARMA fosse transferida para São Paulo - o que foi aprovado. O acervo da entidade era a ata da fundação e o livro com assinatura dos presentes. Nessa época tínhamos força política no Congresso Nacional e conseguimos aprovar a Lei nº 5.991 e também a denominação de Drogaria para as farmácias que funcionavam sem laboratório para manipulação de fórmulas, bem como normas para o comércio varejista de medicamentos, produtos correlatos e dispensação exclusiva de medicamentos pelas farmácias e drogarias. Abrimos um capítulo para produtos homeopáticos e, como na época havia escassez de farmacêuticos, criamos o provisionamento para os profissionais que tinham completado o curso Técnico em Farmácia. Atualmente a ABCFARMA conta com sede própria e edita a revista que leva o mesmo nome da entidade. Pelos trabalhos que realiza, é reconhecida pelo Congresso Nacional, autoridades, Anvisa, Secretarias da Fazenda dos Estados, e outras entidades e órgãos públicos, como legítima representante do setor varejista de medicamentos. Após algum tempo em que a administração esteve acomodada, achei que precisávamos mudar radicalmente nosso modelo de gestão. Contratamos Felício De Rosa Neto, um gestor com grande experiência em empresas multinacionais, que deu início a essa transformação. Estou muito satisfeito com os resultados - e nosso objetivo é continuar com as inovações que estão ocorrendo.

Para isso, contamos com a equipe capitaneada por Felício De Rosa Neto. q

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Í ndice EDITORIAL

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GESTÃO

O presidente Pedro Zidoi fala da evolução da ABCFARMA – e da nova fase da entidade, às vésperas de seus 60 anos

Valdir Barbosa O diretor geral da Nova Química, uma das farmacêuticas que mais crescem no país, fala da estratégia da empresa para chegar às Top 10 do mercado

Monteiro: 49 Geraldo não mudar atrasa a empresa OSSO: 50 Silvia farmácia com alma feminina Awad: 54 Cadri meu faturamento estagnou. E agora? Pastore: 58 José o chefe vai acabar?

SAÚDE

14

Alergias respiratórias: elas florescem com a primavera

18

Dia Nacional da Vacinação: agulha que salva

22

Insônia, irritabilidade e ansiedade Um trio da pesada

Flores: 62 Renildo a nova era dos suplementos

LEGISLAÇÃO regulatórios: 66 Assuntos o desafio da Logística Reversa

20 Osteoporose: uma queda no meio do caminho 30

Farma: 46 Air farmácias de aeroporto pousam no sucesso

PÁGINAS AZUIS

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José: 42 Américo vendedor, um guerreiro

Saúde bucal Todo dia é dia

EVENTOS ABCFARMA na REDE TV! 70 AUma nova parceria Academia de Farmácia 68 Acelebra seus 81 anos

73 Lançamentos: O que há de novo na praça 33

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NOTAS PUBLICAÇÃO DIRIGIDA AOS MÉDICOS, FARMACÊUTICOS, ODONTÓLOGOS, PRESCRITORES E DISPENSADORES DE MEDICAMENTOS PARA ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL • Os anúncios de produtos ou de serviços publicados nesta revista são de total responsabilidade do anunciante. • A ABCFARMA não se responsabiliza pelo preço determinado, nem pela qualidade dos produtos ou dos serviços anunciados. • A opinião dos autores não é necessariamente a opinião da ABCFARMA.

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EXPEDIENTE Diretor Presidente

Pedro Zidoi Sdoia Executivo Corporativo da ABCFARMA Felício De Rosa Neto Jornalista responsável Celso Arnaldo Araujo Mtb 13.064

Analista e Programador Eduardo Novelli Design / Diagramação Sérgio R. Bichara

Colaboradores

Américo José da Silva Filho Betânia Alhan Cadri Saleh Ahmad Awad Geraldo Monteiro Juan Carlos Becerra Ligos Mário Grieco Mauro Pacanowski Regina Blessa Rui de Sá Telles Silvia OSSO

Distribuição/ Publicidade

ABCFARMA Periodicidade Mensal

Rua Santa Isabel, 160, 5º Andar, Cj 51, Vila Buarque, S.P/S.P - 01221-010

Fone: (11) 3223-8677 Fax: (11) 3331-2088 www.abcfarma.org.br Para anunciar

trade@abcfarma.org.br

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D iretoria

ABCFARMA

Associação Brasileira do Comércio Farmacêutico

Diretoria: triênio de 28/10/2016 a 27/10/2019 Diretor Presidente: Pedro Zidoi Sdoia

Diretores Conselheiros:

(SP)

Diretores Vice-Presidentes: Marcelo Fernandes de Queiroz (RN) (MG) Lázaro Luiz Gonzaga

Diretores Secretários: Edenir Zandoná Júnior (PR) Luís Carlos Caspary Marins (RJ)

Suplentes: Leomar Rehbein Armando Gomes dos Reis Filho Joaquim Tadeu Pereira

(RS) (AM) (PA)

Diretor Tesoureiro: João Luiz dos Santos

(SP)

Suplentes: Alex Cavalcante Garcez Romildo Marcos Letzner

(SE) (SC)

Diretores Conselho Fiscal: Adelmo Rego Jaime Nunes Moreira Francisco Messias Vasconcelos

(SP) (RS) (DF)

Suplentes: Carlos de Souza Andrade (BA) Luzia Diva Cunha Dutra (RN) (BA) Roberto Brasileiro Lima

Ademir Tomazoni (Itajaí - SC) Alarico Rodrigues de Araújo (Manaus-AM) Álvaro Silveira Júnior (DF) (SP) Antonio Augusto Vianna Antonio Felix da Silva (CE) Antonio Fernandes de Souza Filho (DF) Antonio Ironi Nunes Jaques (RS) Antonio Menezes de Araújo (SP) (SC) Antonio Walmir Nola Ben Hur Jesus de Oliveira (RS) Benilton Gonçalves Diniz (MA) Cássio Fabrízzio de Souza (AP) Sobrinho Claudisnei Machado Constante (SC) Cleber Antunes Magalhães (BA) (RN) Dejalma Lemos da Silva Delano Leno Silva Miranda de Souza (PI) Domingos Tavares de Souza (TO) (RR) Edimar Pereira Lima Edson Daniel Marchiori (ES) Eliomar Bruce de Oliveira (AM) Elmar Humberto Goulart (Uberaba-MG) Emanuel Messias Câmara (SC) Everton Luiz Ilha Mahfuz (RS) (RJ) Felipe Antônio Terrezo Francisco Deusmar (CE) de Queiros Gilson G. Figueiredo Terra (MG) Gladstone Nogueira Frota (RO) Hamilton Domingos Teixeira (MT) Herbert Almeida da Cunha (PB) Irene Prieve do Nascimento (MT)

Ivan Pedro Martins Veronesi (SP) Jefferson Proença Testa (Londrina-PR) (GO) João Aguiar Neto João Arthur Prudêncio Rêgo (BA) (SP) João Garcia Galvão (RS) João Gilberto Serrat José Ademar Lopes (RS) José Antonio Vieira (AL) José Cláudio Fernandes (Santo André-SP) José da Silva Costa (RR) José Ricardo Nogared Cardoso (Tubarão – SC) José Rodrigues da Silva (Sul do Maranhão – MA) Julio Cezar Campagnaro (ES) Katia Vanessa Moreira Mendes (MG) do Bom Conselho (SP) Luiz Geraldo Neto Luiz Marcos Caramanti (SP) Luiz Trindade Pinto (BA) Marcos Antonio Carneiro Lameira (AC) (SP) Marcos de Souza Maurício Cavalcante Filizola (CE) Modesto Carvalho de Araújo Neto (MG) Neilton Neves dos Santos (PB) Nelcir Antonio Ferro (Cascavel-PR) Nelson Leonel Fleury (Anápolis- GO) Nery Wanderley de Oliveira (RS) (in memoriam) Noésio Emídio da Cunha (Feira de Santana-BA) Ozeas Gomes da Silva (PE) Paulo Luiz Zidoi (SP) Paulo Roberto Kopschina (RS)

Paulo Sérgio Bondança (SP) Paulo Sérgio Navarro de Souza (PB) (SP) Philadelpho Lopes Ricardo Duarte da Silveira (RS) Roberto Martins Rosa (Mato Grosso do Sul – MS) Romualdo Constantino Magro (SP) Ronaldo José Neves de Carvalho (SP) Rubin Wendland (Cascavel-PR) Sérgio de Giacometti (Oeste Catarinense - SC) Vollrad Laemmel (Vale do Itajaí-SC)

Conselheiros Adjuntos: Ademilson de Menezes Cordeiro (PE) Roberto Massatoshi Baba (Birigui - SP) Vitor Fernandes (Americana - SP)

Diretores Vitalícios: Antonio Barros Leite (Jundiaí - SP) Júnior (SC) Armando Zonta Francisco Miguel da Silva (RN) Fridolino de Moraes Rêgo (BA) Gilberto David Cunha da Silva (RS) Gonçalo Aguiar Ferreira (SP) Hermes Martins da Cunha (MT) (PB) João Azevedo Dantas José Aparecido Junqueira (DF) Guimarães Pedro de Araújo Braz (RJ) (RJ) Ruy de Campos Marins Waldemar Pupo Ferreira (SP)

CONSELHO SUPERIOR DE ESTUDOS JURÍDICOS E ESTRATÉGICOS Pedro Zidoi Sdoia

(SP)

Dr. Juan Carlos Becerra Ligos (SP)

Geraldo Cardoso Monteiro (SP)

Jorge Froes de Aguilar

(SP)

Adelmir Araújo Santana

(DF)

José Abud Neto

(SP)

(DF)

Dr. Rafael Souza de Oliveira Espinhel de Jesus (SP)

Guilherme Leipnitz

Álvaro José da Silveira

Serafim Branco Neto

(SP)

Dr. André Bedran Jabr

(SP)

Edison Gonçalves Tamascia (SP)

Pedro Candido Navarro

(SP)

(RS)

Jorge Fernando de Azevedo Trindade (RJ)

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P ÁGINAS AZUIS

A química do sucesso

U

ma das mais bem-sucedidas empresas farmacêuticas do mercado brasileiro, a Nova Química não deixa por menos: este ano deve crescer pelo menos 35%, mais do que o triplo do índice médio da indústria – que já é alto, no atual cenário de crise da economia brasileira. E isso vem desde 2010, quando o executivo Valdir Barbosa – com uma longa história no mercado – assumiu a direção geral da empresa. Parte integrante

do Grupo NC, maior farmacêutica do país, a Nova Química especializou-se em genéricos (210 produtos de 110 moléculas) e marcas similares (72/38) – mas com maior foco em alguns nichos diferenciados, a exemplo de Sistema Nervoso Central. Marca de alta confiabilidade, a Nova Química investe cada vez mais em parcerias diferenciadas com os outros players do mercado – a distribuição e o varejo.

Como foi seu começo na área? Comecei minha vida profissional como contínuo do Banco Real, aos 13 anos. Fiquei no banco até os 18 anos, quando precisei me afastar para cumprir o serviço militar. De volta à vida civil, depois de cursar o NPOR, um ex-colega de farda, que trabalhava numa indústria farmacêutica, a Janssen-Cilag, me indicou para uma vaga de propagandista-vendedor nessa empresa. Foi assim que comecei minha carreira no segmento.

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Quanto tempo de Janssen-Cilag?

Valdir Barbosa, diretor geral da Nova Química

Por volta de nove anos. Ali tive uma evolução bastante rápida. Depois de um ano e meio como propagandista, uma diretora decidiu sair a campo para conhecer o mercado – e foi trabalhar comigo. Logo depois, acabei sendo indicado para uma seleção no Programa de “Job Rotation” (rodízio dos colaboradores por várias funções dentro da empresa). Logo fui para a área de produtos, quando lancei alguns itens

de sucesso, como o itraconazol (Sporanox) – a Janssen sempre foi uma empresa de pesquisa e de vanguarda. Acabei assumindo uma divisão voltada para produtos do meio hospitalar, sobretudo na área de psiquiatria e neurologia. Cheguei a gerente de mercado, cuidando de uma estrutura comercial e de marketing nessa área.

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P De uma empresa americana você foi para um grupo alemão, o Altana. Sim, entrei como gerente de grupo de produtos numa época em que a empresa estava trazendo ao Brasil uma substância recém-desenvolvida na Alemanha: o pantoprazol. Foi uma chance de consolidar a marca mundial Pantozol no Brasil. Em seguida, já na Medley, assumi a diretoria de Marketing e pude, pela primeira vez, atuar em medicamentos similares de marca e lançar os medicamentos genéricos, simultaneamente, à aprovação da Lei de Genéricos no Brasil. Tive na ocasião uma primeira e breve passagem pelo então Grupo EMS – atuando tanto em genéricos como em medicamentos de prescrição. E então surgiu uma oportunidade de atuar como diretor comercial da Glenmark, uma empresa de origem indiana que atuava em RX, Hospitalar e Oncologia, onde permaneci por quatro anos e completei minha experiência na maioria dos segmentos do mercado farmacêutico e em empresas de diferentes origens.

Em 2010, enfim, a Nova Química. Nesses oito anos, qual foi sua marca no notável crescimento da empresa? Não posso falar apenas de mim, mas de uma construção de time. Na verdade, construímos a empresa. A Nova Química começou como uma marca de empresa europeia, a Mepha-Ratiopharm e, em 2010, estava disponível no mercado e foi absorvida pelo Grupo NC. Quando começamos, a posição da empresa no ranking era 74. Em julho último, atingimos a 26ª posição no mercado farmacêutico total – e devemos fechar o ano entre os 10 maiores em genéricos e entre os 15 em marcas similares.

Qual o índice estimado de crescimento para este ano? Estamos crescendo acima de 35% e devemos fechar o ano conquistando a importante marca de 1 bilhão em vendas pelo PMB/IQVIA.

É uma taxa de crescimento muito acima do índice mais otimista do mercado. A que você atribui isso? Claro que estar entre os 10 maiores num mercado tão agressivamente competitivo, como é o de genéricos, é um feito digno de nota. Mas a verdade é que, embora ainda sejamos uma empresa pequena, temos, como retaguarda, a estrutura de um grupo que nos dá um grande suporte. É uma oportunidade imensa de crescimento e temos aproveitado bem. O segundo ponto: acredito num tripé que

deve ser difundido por todo o time – trabalhar muito, ser apaixonado pelo que faz e...Deus. Com isso, não há como fracassar.

O mercado de genéricos é sui generis: não tendo marcas distintas, são oferecidos ao mercado por princípios ativos de nomes complicados, mas que são os mesmos para todas as empresas. Como se distinguir nesse contexto? A dinâmica desse mercado é justamente esta: pode-se comprar um genérico de qualquer fabricante, e qualquer medicamento tem pelo menos quatro ou cinco opções de fornecedor. Não há apenas um fator que faz uma empresa vender mais que outra – seria muito fácil se fosse assim. Em relação ao nosso caso específico, até 2015 vínhamos crescendo a uma média de 50% ao ano, o que era natural para uma empresa que praticamente começou em 2010. Mas chegou um momento em que o crescimento passou a ser mais difícil, pela maior competitividade e porque aumentaram as exigências do mercado – o que nos levou a reconstruir nossa estratégia de crescimento. Era preciso organizar a nossa estrutura para ter maior foco e atenção aos detalhes e construir a imagem de segurança que o mercado começou a exigir, ou seja, relacionamentos mais fortes. E moldar uma credibilidade irrepreensível.

Uma aliança direta com o varejo é fundamental, não? Cada vez mais. E, dado o também crescente nível de concorrência, o grau de profissionalização tem que ser maior – não há espaços para aventuras ou

Quando começamos, a posição da empresa no ranking era 74. Hoje, estamos na 26ª posição no mercado farmacêutico – e devemos fechar o ano entre os 10 maiores em genéricos.

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P O setor de distribuição vive novos desafios e a indústria tem que enxergar nele um parceiro indispensável – é através dele que meu produto vai chegar à ponta

romantismo. Tratar cada um dos canais – PDVs independentes, associativismo e as pequenas, médias e grandes redes –, de forma específica e personalizada, só pode ser realizado se o seu time de negócios estiver organizado para tal. E isso fizemos bem. O setor de distribuição vive novos desafios e a indústria tem que enxergar nele um parceiro indispensável – é através dele que meu produto vai chegar à ponta. Não temos condições de ir até o mercado num país continental como o nosso. O que deve funcionar em nossa estratégia nesse contexto? Precisamos de um time muito bem preparado para fazer negócios junto com o distribuidor e no melhor nível de parceria possível. A palavra-chave é reciprocidade.

Genéricos e similares: como distinguir essas duas categorias na plataforma de negócios da Nova Química? Neste momento, ainda há muito espaço para os dois negócios, por estratégia e interesse dos próprios clientes – o varejo, a distribuição e o consumidor, que é quem detém a decisão de compra e já tem esses medicamentos em seu hábito de consumo. E acredito que, no futuro, continuará a existir grande espaço para crescimento. E a atratividade para o negócio de marcas estará exatamente naquilo que sempre foi sua essência: a construção e o fortalecimento dessas marcas junto ao varejo e ao consumidor, a exemplo do Lactanon, indicado na intolerância a lactose. A razão do sucesso da Nova Química é ter uma estratégia bem definida de como ir ao mercado, ao mesmo tempo em que selecionamos moléculas que agreguem valor. O que acontece hoje é que muitos produtos têm preço muito baixo – geram muito volume e pouco valor. Nosso foco sempre foi o de aprimorar um portfólio com maior valor agregado. E procuramos nos concentrar em áreas de negócio com maior tendência de crescimento – como os medicamentos para o Sistema Nervoso Central, que é hoje nosso grande foco. Temos um importante grupo de moléculas nessa classe de medicamentos que são extremamente atuais, dado o aumento da incidência das doenças do Sistema Nervoso nos nossos tempos.

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Cite os carros-chefes dessa família O Zolpidem, a Bupropiona, o Escitalopram, a Quetiapina, a Duloxetina – só para citar alguns. De uma forma geral, tratam ansiedade, depressão e outros transtornos do sistema nervoso.

E entre os demais genéricos? Temos a Isotretinoina, um produto controlado para o tratamento sistêmico da acne, ou a Naratriptana, para enxaqueca, com grande valor agregado. Uma ação que a empresa fez muito bem, dentro de nossa estratégia, é procurar encontrar no mercado de genéricos uma oportunidade de se diferenciar – sobretudo na apresentação de produtos. Em vez de levar ao mercado mais do mesmo, investimos em diferenciação de embalagens, por exemplo.

O mercado de genéricos ainda tem espaço para crescer no Brasil? Sem dúvida. Em parte das moléculas, a participação dos genéricos está alinhada com o mercado, em torno de 26% – o que ainda é pouco. Existem moléculas nas quais o genérico ainda está abaixo dessa participação – e aquelas que já participam com mais de 50%. Ou seja, ainda existe bastante espaço para crescimento.

Existe espaço para a inovação? Sempre haverá espaço para encontrarmos novos nichos e avançar ainda mais no mercado. Neste momento, estamos investindo também na área de comércio eletrônico. Lançamos a plataforma de venda online, o NQONLINE, excelente suporte para o trabalho do nosso consultor de vendas. Mais do que isso, coloca a Nova Quimica, a partir de Através do Midiacode, agora, disponível no momento esta matéria pode ser que melhor convier ao PDV, compartilhada dando a ele uma comodidade se você capturar e um ganho de produtividade o código acima! que não tinha até agora. q

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Especial AnĂĄlise de Dados Para o Mercado FarmacĂŞutico

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Varejo Farmacêutico Uma apresentação da participação dos canais Brasil nos últimos doze meses Julho/2017 a Junho/2018

No ultimo ano, o numero de PDV’S no mercado aumentou aproximadamente 2,0%, por sua vez, o faturamento cresceu na ordem de 11,1%, pode-se concluir que o efeito preço de venda foi favorável e justifica em parte tal variação. A participação no mercado total de PDV´S das farmácias independentes manteve-se em 67%, porém conforme apresentado no gráfico, apresentou crescimento de 1% a partir do mês de março. (seria por conta da nova lista de preços CIMED?) As redes mantiveram aproximadamente 16% dos PDV’s e nota-se ligeira queda no faturamento deste grupo. Redes Associativistas e Franquias mantiveram-se na ordem de 16,8% dos PDV’s e o faturamento apresentou crescimento aproximado de 5% no período. Dados: IQVIA Comentários: ABCFARMA

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Brasil Participação dos canais Brasil, últimos 12 meses, em R$ PC e número de PDV’s Redes

Número de PDV’s

75.807

Independentes

76.203

76.352

76.329

76.413

76.486

76.533

76.802

76.747

77.010

15,7%

15,7%

15,8%

15,9%

16,0%

16,1%

16,2%

16,1%

16,2%

16,0%

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16,5%

16,6%

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16,7%

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16,9%

16,9%

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67,7%

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67,5%

67,3%

67,1%

67,1%

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Em Bilhões R$ PC

Assoc. e Franquias

76.055

9,0 Bi

9,4 Bi

56,5%

55,5%

16,0%

9,2 Bi

9,1 Bi

9,1 Bi

9,5 Bi

10,1 Bi 9,0 Bi

jun-18

10,1 Bi

10,0 Bi

8,4 Bi 54,7%

55,4%

55,6%

54,3%

16,9%

16,4%

16,2%

16,8%

27,8%

28,4%

28,2%

28,2%

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55,8%

55,9%

56,1%

57,7%

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56,3%

9,6 Bi

77.317

56,0%

1

Fonte: MFT_NEC Aberto Junho 2018 | Extração RPE | PDV’s Ativos = possuem demanda nos três últimos meses considerando o período.

Brasil Faturamento médio mensal, mês-mês, últimos 12 meses Redes

Assoc. e Franquias

Independentes

500 450

428

435

444

442 423

424

420

455 435

434

412

400

380

350 300 250 200 150 115

122

48

132

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100 50 0 jun-17

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Fonte: MFT_NEC Aberto Junho 2018 | Extração RPE

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Varejo Farmacêutico Uma apresentação da participação dos canais Brasil nos últimos doze meses Julho/2017 a Junho/2018

N

o ultimo ano, o numero de PDV’S no mercado aumentou aproximadamente 2,0%, por sua vez, o faturamento cresceu na ordem de 11,1%, pode-se concluir que o efeito preço de venda foi favorável e justifica em parte tal variação. A participação no mercado total de PDV´S das farmácias independentes manteve-se em 67%, porém conforme apresentado no gráfico, apresentou crescimento de 1% a partir do mês de março. (seria por conta da nova lista de preços CMED?) As redes mantiveram aproximadamente 16% dos PDV’s e nota-se ligeira queda no faturamento deste grupo. Redes Associativistas e Franquias mantiveram-se na ordem de 16,8% dos PDV’s e o faturamento apresentou crescimento aproximado de 5% no período. Dados: IQVIA Comentários: ABCFARMA

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S AÚDE

o ã t Es o as d n a g e s h a c e – s e r o s fl a i g r e al P

ara boa parte das pessoas, a primavera é a melhor estação do ano. Nem frio, nem quente – e uma cara linda, de jardim em flor. Mas, para alérgicos respiratórios, é temporada de aflições e crises. Durante essa estação, é mais comum as pessoas sofrerem crises de rinite alérgica, asma e conjuntivite, por exemplo. Por que alergias são mais comuns durante a primavera? Na primavera ocorre justamente a polinização das flores, processo de reprodução em que os grãos de pólen circulam mais pelo ar. Esse pólen pode causar reações alérgicas e desencadear rinoconjuntivite, que tem como sintomas coriza, espirros, congestão e coceira no nariz e coceira e vermelhidão nos olhos, além de crises de broncoespasmo, caracterizadas por tosse, chiado no peito e falta de ar. Principalmente na região sul do Brasil, onde as quatro estações do ano são mais definidas, esses sintomas podem ser mais frequentes nesta época do ano. Como prevenir? Como tratar?

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“O pólen das flores pode causar uma sensibilização alérgica devido à formação de anticorpos específicos do tipo IgE, característico das doenças alérgicas. Quando a pessoa que já formou tais anticorpos tem novo contato com o agente causador – no caso, o pólen – os sintomas são desencadeados”, explica o Dr. Marcelo Aun, médico alergista do Hospital Samaritano. As alergias, na realidade, são uma resposta anormal e exagerada do sistema imunológico para combater agentes que, para a maioria das pessoas, não significa nenhuma ameaça – como é o caso dos ácaros, fungos, picadas de insetos, pelos de animais e até o inocente pólen, precursor de novas flores. Originária de herança genética, a alergia só é desencadeada após exposição a esses fatores ambientais – gerando novos episódios alérgicos sempre que há contato. Isso acontece especialmente porque, entre setembro e final de novembro, o tempo fica mais seco e a temperatura começa a variar de forma mais constante. Além da falta de umidade do ar,

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S os gases tóxicos e poluentes tendem a se concentrar no ar, uma vez que não conseguem se dispersar na atmosfera. Além disso, a estação é caracterizada pela intensificação da presença de pólens no ar, devido ao início no processo de polinização das plantas. Os grãos de pólen, que são estruturas masculinas de reprodução, são transportados até as partes femininas das flores pelo ar. Quando esse ar é inalado, o pólen entra em contato com a mucosa do nariz e as pessoas com predisposição à alergia têm reações como tosse constante, garganta seca, irritação dos olhos, coceira no nariz, coriza, espirros e congestão nasal, sem mencionar a queda na imunidade, uma vez que o sistema imunológico está concentrando suas energias em combater a invasão. O diagnóstico da alergia ao pólen é realizado por meio de um exame de sangue para avaliar a quantidade de IgE específica e outros testes feitos diretamente na pele.

Como se prevenir contra as alergias da primavera

Algumas medidas são eficientes na prevenção desse lado incômodo da primavera. Fazer um teste: qual é o alérgeno que está produzindo tanta reação? A evolução dos testes cutâneos e de outros métodos de diagnóstico tem permitido quantificar de forma precisa e eficaz a intensidade de cada sensibilização. Essa quantificação dá aos médicos um elemento importante para a prescrição de vacinas para a alergia. Aliás, o desenvolvimento de novas vacinas tem permitido encontrar esquemas mais confortáveis

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para o doente, além de mais eficazes e seguros, sempre com o objetivo de controlar a evolução da doença, de minimizar as queixas e a dependência de medicamentos. Beber bastante água: o recomendado é dois litros por dia. A água é grande aliada na fluidificação de todas as secreções do corpo, inclusive as do nariz. Manter a casa sempre limpa, evitando o acúmulo de poeira, mofo e contato com pelos de animais, insetos, ácaros. A roupa de cama deve ser trocada e lavada semanalmente. Fronhas e capas de colchão antiácaros são recomendadas. Carpetes devem ser substituídos por outros tipos de piso, nada de tapetes no quarto; em vez de cortinas, persianas - limpas semanalmente. Fechar as janelas para evitar a entrada dos pólens, especialmente pela manhã, no fim de tarde e quando há vento – períodos em que a dispersão de pólen se intensifica. Lavar o nariz com soro fisiológico contribui para a diminuição do incômodo.q

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Dia Nacional

da Vacinação

Sempre o melhor remédio

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m 17 de outubro, celebra-se o Dia Nacional da Vacinação – data instituída nos anos 80 para destacar a importância vital da imunização contra as doenças infecciosas. E este é o primeiro ano em que a farmácia – agora autorizada a oferecer aos clientes uma sala de vacinação – participa direta e concretamente dessa celebração da vida A vacinação é uma das medidas mais importantes de prevenção contra doenças – senão a mais importante. É muito melhor e mais fácil prevenir uma doença do que tratá-la – e é isso o que as vacinas fazem, com uma picadinha de injeção (ou uma gotinha, no caso da poliomielite). Elas protegem o corpo humano contra os vírus e bactérias que provocam vários tipos de doenças graves, que podem afetar seriamente a saúde – e matar. A vacinação não apenas protege aqueles que recebem a vacina, mas também a comunidade como um todo. Quanto mais pessoas de uma comunidade ficarem protegidas, menor é a chance de qualquer uma delas – vacinada ou não – seja contaminada. O Brasil, apesar de graves falhas e carências em seu sistema de saúde, tem um dos mais eficientes e abrangentes programas de imunização. Atualmente, o Brasil é um dos países que oferece o maior número de vacinas à população, dis-

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ponibilizando mais de 300 milhões de doses anuais de imunobiológicos, entre vacinas, soros e imunoglobulinas. Atualmente, 96% das vacinas oferecidas no Sistema Único de Saúde (SUS) são produzidas no Brasil ou estão em processo de transferência – o país tem um grande parque produtor de vacinas e imunobiológicos, um importante patrimônio que nos coloca em situação privilegiada em relação a outros países. E ainda possibilita o desenvolvimento científico e tecnológico. Mas, justamente pela aparente erradicação de algumas doenças infecciosas que produziam efeitos dramáticos no passado, há uma hoje tendência de parcela da população, a que nunca correu o risco de contrair doenças então já erradicadas, de descuidar da proteção – daí algumas perigosas recidivas na incidência de moléstias infecciosas tidas como erradicadas no país. É o caso de sarampo e da ainda mais temível poliomielite – que foram objeto de uma campanha nacional de reforço de vacinação durante todo este mês de agosto. Para garantir a imunização de uma região contra determinada doença, a recomendação internacional é que 95% das pessoas estejam protegidas. Levando em conta o total da população brasileira, a cobertura vacinal contra a pólio – que causa paralisia infantil – hoje é de apenas

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S 77%, patamar semelhante ao do país em 1995. A baixa cobertura vacinal não se restringe à pólio, doença quase erradicada no mundo todo à exceção de três países – Nigéria, Paquistão e Afeganistão. O Brasil, que em 2017 não contabilizou nenhum caso de sarampo, entre janeiro e junho de 2018 já registrou 1.686 casos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde – e parte desse fenômeno é originário do fluxo migratório de venezuelanos não vacinados para a região Amazônica.

ADULTOS: o ponto fraco

A atual presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, costuma dizer que acorda e dorme com uma questão na cabeça: como convencer os adultos a se vacinar? Passada a infância, as pessoas dificilmente voltam aos postos de saúde. Mas, hoje, é justamente a população adulta que preocupa: muitos dos que têm entre 18 e 50 anos não tiveram doenças como sarampo ou caxumba, nem tomaram todas as doses necessárias para se proteger delas. Logo, ao contrário das nossas crianças, que em sua maioria estão vacinadas, e dos idosos, que se imunizaram ao terem essas enfermidades, a população adulta representa uma “janela” perigosa. “Isso faz deles uma porta de entrada para epidemias”, diz a Dra. Isabella. No caso do sarampo, por exemplo, estima-se que, entre os adultos, a cobertura no Brasil seja de somente 5%. A vacina contra o sarampo foi incluída no calendário nacional de imunizações na década de 1980, mas, até 1992, apenas uma dose era aplicada. Portanto, é provável que só quem nasceu depois desse ano tenha recebido a segunda dose — que garante eficácia de 97%. Assim como nesse caso, a imunização para outras doenças também passou por modificações, seja no número de doses, seja na idade para a aplicação. Além disso, muitas vacinas sequer existiam há alguns anos. “Às vezes, o indivíduo fez o esquema completo de vacinação quando era criança. Mas isso foi há 30, 40 anos. É preciso estar em dia com o que existe atualmente. Os pediatras, hoje, são os únicos que falam sobre vacinas. É preciso que isso seja falado na pneumologia, na cardiologia, na geriatria. O que faz uma pessoa se vacinar é a recomendação médica. Se o médico não informa seu paciente adulto, ele não vai espontaneamente buscar um posto ou clínica”.

FARMÁCIA – um aliado

Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou resolução permitindo que qualquer estabelecimento de saúde faça vacinação, incluindo farmácias e drogarias. A fiscalização está a cargo das vigilâncias sanitárias das secretarias estaduais e municipais de saúde. A nova regra estabeleceu como deve ser a estrutura física do estabelecimento que aplicará a vacina e determina que as vacinas que não estão contempladas pelo Programa Nacional de Vacinação

do Sistema Único de Saúde (SUS) somente poderão ser aplicadas mediante prescrição médica.

EIS ALGUNS DOS REQUISITOS PARA OS ESTABELECIMENTOS QUE QUEREM OFERECER A VACINAÇÃO 3Licenciamento e inscrição 3Responsável técnico no local 3Ter um profissional legalmente habilitado para o procedimento 3Capacitação permanente dos profissionais 3Ter instalações adequadas para atendimento e conservação das vacinas 3Garantia dos procedimentos de transporte para preservar a qualidade das vacinas Diversas redes já oferecem vacinação em algumas de suas lojas. A RD, empresa líder do varejo farmacêutico no Brasil e na América Latina, composta por Drogasil e Droga Raia, foi a primeira rede de farmácias a se credenciar para aplicação de vacinas – começando pela unidade Drogasil da Rua Pamplona, nos Jardins, São Paulo. Diferentemente da rede pública, as farmácias podem vacinar todas as pessoas acima de dez anos. q Através do Midiacode ao lado, você tera acesso ao calendário de vacinas do adulto, além de poder compartilhar com quem desejar!

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Insônia, irritabilidade e ansiedade V

Um trio da pesada

ivemos hoje uma epidemia de ansiedade. O ritmo frenético de vida, associado à predisposição individual para esse quadro, resulta em sintomas ansiosos e perda de qualidade de vida para uma parcela significativa da população. Junto com a ansiedade, irritabilidade permanente e... insônia. Ou vice-versa: um sintoma resulta no outro, não necessariamente na mesma ordem. Felizmente, a busca por ajuda médica também tem aumentado – e esse é primeiro passo para o controle dos sintomas, pois há hoje no mercado medicamentos que atenuam os sintomas com bastante eficiência

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A ansiedade é uma resposta fisiológica a um evento que está prestes a ocorrer – e que foge da nossa rotina, como uma entrevista de emprego, por exemplo. Essa resposta, na maioria das vezes, é benéfica para o organismo – pois prepara o cérebro para a reação necessária àquela inusitada situação. O problema é quando a ansiedade se instala por uma razão insignificante – ou, pior ainda, nenhuma razão. A pessoa sente que algo está prestes a ocorrer mesmo na ausência de qualquer motivo para tal, sofrendo mais do que o necessário. O paciente ansioso está sempre tenso, preocupado, sofrendo por antecipação, perdendo o foco no presente

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ATENÇÃO DIABÉTICOS: A APRESENTAÇÃO LÍQUIDA CONTÉM AÇÚCAR. CALMAN® É UM MEDICAMENTO. DURANTE SEU USO NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS. Material destinado exclusivamente a profissionais de saúde habilitados a prescrever ou dispensar medicamentos. Não pode ser distribuído ao paciente. ANÚNCIO CALMAN 20 AGO 18 Avenida Acesso Rodoviário, Q09, M 01, TIMS - Serra/ES CEP 29161-376 - CNPJ: 02.433.631/0001-20 - Indústria Brasileira

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Para relatar caso de eventos adversos, entrar em contato através do e-mail farmacovigilancia@aspenpharma.com.br e informações médicas através do e-mail sac@aspenpharma.com.br ou através do telefone 0800 026 23 95.


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COMO TRATAR A ANSIEDADE É preciso tratar esse quadro antes que se agrave. Há hoje, à disposição dos médicos – e só eles devem prescrevê-los – uma série de medicamentos, muitos deles de uso controlado, para minimizar, ou mesmo superar, esse desagradável portfólio de sintomas. A ansiedade passa a ser doença quando incomoda o paciente e/ou a quem o cerca. O tratamento da ansiedade depende de uma avaliação cuidadosa de seus determinantes (ritmo de vida, contexto social, educacional e de trabalho), mudança de hábitos de vida e, quase sempre, medicamentos. Fitoterápicos podem ser muito úteis

e a oportunidade de viver plenamente – o que reduz o rendimento nos estudos e no trabalho. Isso durante o dia. À noite, a ansiedade se transforma em dificuldade para dormir – o que, na manhã seguinte, gera irritabilidade e...mais ansiedade.

Fisicamente – notam os especialistas - a ansiedade também é notável. O paciente fala rápido, às vezes atropela as próprias palavras, pode apresentar batedeira no peito, suor frio, pupilas dilatadas, assumindo mais adiante a face da manifestação mais dramática da ansiedade: a crise de pânico. E mais: a ansiedade gera queixas de memória, insônia, irritabilidade, impulsividade. Tudo para deixar o paciente “à flor da pele”. E o paciente ansioso gera uma atmosfera, ao seu redor, de ansiedade, como se contagiasse o ambiente e as pessoas que o cercam. Bem, é preciso tratar esse quadro antes que se agrave. Há hoje, à disposição dos médicos – e só eles devem prescrevê-los – uma série de medicamentos, muitos deles de uso controlado, para minimizar, ou mesmo superar, esse desagradável portfólio de sintomas. A ansiedade passa a ser doença quando incomoda o paciente e/ou a quem o cerca. Sintomas físicos comuns da ansiedade:

1- Taquicardia (batedeira no peito) 2- Sudorese intensa 3- Aperto no peito (que às vezes pode ser bastante

doloroso) 4- Formigamento nas mãos (geralmente dos dois lados, podendo acometer também pés e lábios)

Sintomas psíquicos em quadros mais avançados 1- Desespero 2- Sensação de morte iminente 3- Angústia 4- Vontade de sair correndo

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Existem duas abordagens:

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Remédios que cortam a ansiedade na hora: são usados no início do tratamento, para frear a crise de pânico que já começou – ou para reduzir agudamente os sintomas. Não são usados a médio e longo prazos, pois geram dependência e necessidade de progressivo ajuste de dose. Os principais são os benzodiazepínicos. Remédios que previnem a ansiedade: esses são os principais medicamentos usados a médio e longo prazo. Eles alteram o status basal de ansiedade, reduzindo muito os sintomas e as exacerbações. Trazem muita qualidade de vida para o paciente e devem ser mantidos, pelo menos, por três meses. Não alteram a personalidade da pessoa e não viciam. Uma das opções são os remédios ditos naturais, fitoterápicos, que atuam nesse quadro com bastante eficiência – e sem efeitos colaterais. Uma das possibilidades terapêuticas é a associação de três princípios ativos naturais, Passiflora incarnata L., Crataegus oxyacantha L. e Salix alba L., que produz efeito Através do Midiacode, calmante leve e é indicada esta matéria pode ser nos quadros de ansiedade e compartilhada distúrbios do sono. q se você capturar

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Osteoporose

Ossos frágeis, vida frágil

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Dia Mundial da Osteoporose, celebrado em 20 de outubro, é uma data destinada a chamar atenção para o problema que, segundo dados da Fundação Internacional de Osteoporose (IOF), atinge cerca de dez milhões de pessoas no Brasil – a grande maioria na faixa etária da terceira idade. Problema silencioso, assintomático, ocorre quando há enfraquecimento progressivo da massa óssea. O principal objetivo da prevenção e do tratamento é evitar fraturas, que ocorrem mais comumente em locais como coluna, punho, braço e quadril.

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Além do risco permanente de fraturas, nos idosos, a osteoporose pode levar a complicações sérias, como dores crônicas, dificuldades para locomoção e diminuição da qualidade de vida. De cada três pessoas que sofreram fratura no quadril, uma tem o diagnóstico de osteoporose; e destas, só uma em cada cinco recebe algum tipo de tratamento contra a osteoporose. Esse é o dado mais grave que a data pretende reforçar Idosos, principalmente mulheres pós-menopausa, são os que mais sofrem da osteoporose. Além da idade avançada, outros fatores de risco são histórico familiar,

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dieta pobre em cálcio e vitamina D, fumo, álcool, vida sedentária e deficiência hormonal. É comum associar a osteoporose à velhice, já que a doença, caracterizada pela perda de massa óssea e deterioração esquelética, é mais comum na faixa etária acima dos 50 anos – uma em cada três mulheres nesse grupo sofre dela; entre os homens, a proporção é de um em cada cinco. Mas isso não quer dizer que pessoas com menos idade estão livres. A enfermidade pode afetar também os mais jovens, e, mesmo que não afete, a prevenção deve começar bem mais cedo do que se pensa. A doença é progressiva: pouco a pouco, os ossos vão se tornando porosos como uma esponja, até o ponto em que fraturam. Em idosos é difícil distinguir se eles caem porque fraturam o osso (espontaneamente) ou se fraturam porque caem. Segundo especialistas da Abrasso (Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo), a melhor maneira de evitar futuros problemas com a osteoporose é começar a se prevenir ainda na adolescência, quando o esqueleto está se estabelecendo e construindo massa óssea. O equilíbrio desse processo é atingido aos 20 anos. Depois, a estrutura começa a enfraquecer e, a partir dos 40 anos, inicia-se a faixa de risco de osteoporose. Porém, pesquisas mostram que 70% das brasileiras entre 16 e 44 anos acham que a prevenção deve começar somente na fase adulta – com isso, precauções com a saúde dos ossos acabam sendo tomadas tardiamente.

AMIGOS DOS OSSOS Para prevenir a doença, os médicos recomendam consumir alimentos com cálcio e vitamina D. Esta auxilia na absorção do cálcio, que atua diretamente no fortalecimento e na manutenção dos ossos. Apesar de ser uma recomendação simples, nem sempre ela é

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seguida corretamente. Cerca de 60% das mulheres acham que tomar apenas um copo de leite por dia é suficiente para se manterem livres da osteoporose. Enganam-se. Essa quantidade está bem abaixo do valor recomendado pela Organização Mundial da Saúde. O ideal é consumir de 800 a 1200 mg de cálcio, o que representa quatro porções de leite (em cada copo de 250 ml há 268 mg do mineral). Apenas 20% das mulheres com 45 anos consomem essa quantidade. Entre aquelas com menos de 45 anos, essa porcentagem não passa de 10%. A vitamina D é o melhor preventivo natural – e nosso corpo a produz, quando devidamente estimulado. Aproximadamente 15% dos casos de osteoporose são atribuídos à falta de exposição ao sol que causa deficiência de vitamina D. O sol mais seguro de ser tomado é o de antes das 10 horas e após as 16 horas.

DEMORA NO DIAGNÓSTICO Um problema adicional: a osteoporose demora para ser notada, já que é uma doença silenciosa, que não causa dor. Segundo o Dr. Marcelo Pinheiro, diretor da Abrasso, 98% das pessoas esperam sinais de dor para buscar ajuda profissional. Como ela não se manifesta, poucos acabam descobrindo antes que ocorra a primeira fratura. “O problema de não conhecer rapidamente a existência da doença é que o tratamento demora para ser iniciado, o que influencia diretamente nos resultados”. Outra pesquisa, com mulheres que sofreram fraturas depois dos 40 anos, mostrou que apenas 52% delas descobriram que tinham a doença, ao se submeterem ao exame de densitometria óssea – a única maneira de detectar com certeza a osteoporose. O restante não chegou a receber o diagnóstico correto. Segundo dados da IOF (Fundação Internacional de Osteoporose, em tradução livre), 80% dos pacientes f

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S fraturados não recebem avaliação e tratamento. Nesses casos, as chances de uma pessoa que já sofreu fratura osteoporótica se machucar novamente são duas vezes maiores. Pós-menopausa No Brasil, apenas 39% das mulheres com 45 anos ou mais já passaram por densitometria óssea. Dessas, 37% fizeram o exame somente uma vez, quando, na verdade, o check-up ósseo deveria ser feito anualmente, assim como os exames ginecológicos, principalmente entre mulheres dessa faixa etária. Reforça o Dr. Pinheiro: “A maior incidência é em mulheres que começam a entrar na menopausa, período em que a produção de estrogênio, responsável pelo crescimento de todos os ossos, acaba se reduzindo”. Para o diretor da Abrasso, falta uma campanha nacional de conscientização sobre a importância do diagnóstico precoce – e também orientação por parte dos médicos. Para o Dr. Pinheiro, a baixa adesão ao exame é reflexo da falta de preocupação com a doença, o que inclui até os médicos. “É preciso fazer esse exame na mesma frequência que os preventivos ginecológicos. Falta uma campanha incentivando o diagnóstico precoce da doença e, principalmente, uma preocupação maior vinda dos próprios médicos”.

restrições quanto à suplementação de cálcio, pois seu uso contínuo pode desencadear problemas renais.

OS DEZ ALIMENTOS RICOS EM CÁLCIO Queijo minas 100 g: 579 mg de cálcio Brócolis 100 g: 513 mg Sardinha - 100 g: 482 Feijão branco 476 Queijo prato – 100 g: 345 Iogurte - 1 pote: 279 Leite desnatado - 250 ml: 268 Couve-manteiga 177 Castanha-do-Pará: 100 g: 146 Espinafre - 1 xícara: 136

INIMIGOS DOS OSSOS Apesar de uma dieta rica em cálcio e vitamina D auxiliar bastante na prevenção e tratamento, isso não é suficiente. Segundo o reumatologista Diogo Domiciano, do Hospital das Clínicas de São Paulo, o tabagismo, o consumo de bebidas alcoólicas e o sedentarismo são fatores de risco que enfraquecem os ossos e devem ser evitados. “Só não conseguimos evitar a osteoporose em casos genéticos, quando é irreversível, mas podemos amenizar os sintomas com balanceamento da dieta e adotando hábitos saudáveis”.

CUIDADOS COM A SUPLEMENTAÇÃO DE CÁLCIO Outra medida que pode ser necessária é adotar suplementação à base de cálcio, mas o tratamento só é indicado para mulheres em que o problema já foi detectado. Nem todas as mulheres podem tomar a medicação. Segundo o reumatologista, quem tem aterosclerose (formação de tecido fibroso dentro dos vasos sanguíneos) deve evitar o medicamento – e fazer o tratamento somente por meio da alimentação e medidas de prevenção. “Desconfia-se, ainda sem comprovação científica, de que o excesso de cálcio acabe contribuindo para obstruir ainda mais os vasos”. As pacientes com histórico familiar de pedras nos rins também têm

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NA PRATELEIRA DA FARMÁCIA Medicamentos para aumentar a massa óssea devem ser receitados quando o resultado da densitometria cai na faixa de osteoporose. Alguns especialistas, entretanto, preferem prescrevê-los quando existe osteopenia – perda precoce de densidade ósseal – numa pessoa que já sofreu uma fratura causada por um trauma pequeno. A primeira opção medicamentosa são os bisfosfonatos, grupo que inclui diversas drogas, algumas de administração diária, outras de uso semanal, mensal ou semestral. Administração subcutânea diária do hormônio das paratireoides está reservada para os casos de osteoporose Através do Midiacode, mais grave, e para os intole- esta matéria pode ser compartilhada rantes aos bisfosfonatos. q se você capturar o código acima!

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SAÚDE BUCAL

Todo dia é dia

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nstituída pela Lei nº 10.465/2.002, o Dia Nacional da Saúde Bucal, celebrado em 25 de outubro, tem por objetivo chamar a atenção para a importância dos cuidados com os dentes e seu habitat natural – a boca, que desempenha funções tão importantes que repercutem na saúde do organismo como um todo. Além de exercer papel fundamental na fala, na mastigação e na respiração, a boca é a maior cavidade do corpo a ter contato direto com o meio ambiente, sendo a porta de entrada para bactérias e outros micro-organismos prejudiciais à saúde. Uma boa higiene diminui o risco de desenvolvimento de problemas bucais e dentários – que, é importante ressaltar, têm relação direta com o fumo, o consumo de álcool e a má alimentação. A farmácia tem um papel fundamental nesses cuidados, ao oferecer inúmeros instrumentos de prevenção Primeiro, vamos conhecer os problemas bucais mais comuns, apontados pelos especialistas da Associação Brasileira de Odontologia

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S Medidas de prevenção

– Eliminação da placa bacteriana por meio de escovação adequada e do uso do fio dental – Limpeza da língua, utilizando um raspador, a fim de retirar a saburra lingual – Uso racional do açúcar evitando o consumo excessivo de doces – Utilização adequada do flúor, através de cremes dentais fluorados – Evitar o uso de próteses mal ajustadas – Evitar o fumo e o consumo de bebidas alcoólicas – Ir ao dentista regularmente.

Atenção 3 Cárie: desintegração do dente provocada pela higiene inadequada, ingestão de doces e carboidratos ou, ainda, por complicações de outras doenças que diminuem a quantidade de saliva na boca.

3 Lesões bucais e aftas: inchaços, manchas

ou feridas na boca, língua ou lábios, que podem ser provocados por herpes labial, candidíase (sapinho) e próteses (dentaduras) mal ajustadas.

3 Mau hálito:

tem várias causas, dentre elas: higiene bucal inadequada (falta de escovação correta e do uso do fio dental), gengivite, ingestão de certos alimentos, como alho ou cebola, tabaco e produtos alcoólicos, boca seca (causada por certos medicamentos e por menor produção de saliva durante o sono); doenças sistêmicas, como câncer, diabetes, problemas com o fígado e rins.

3 Caprichos da língua: ela possui papilas

gustativas, entre as quais se formam criptas, ou seja, “saquinhos” que retêm resíduos de alimentos, células descamadas que começam a fermentar, formando uma placa bacteriana esbranquiçada que aparece no fundo da língua, em direção à ponta – é a chamada saburra lingual. Essa é, sem dúvida, a principal causa do mau hálito.

3 Gengivite: inflamação da gengiva provocada pela placa bacteriana.

3 Placa bacteriana: é o conjunto de bactérias

que coloniza a cavidade bucal. A placa bacteriana fixa-se principalmente nas regiões de difícil limpeza, como a área entre a gengiva e os dentes ou a superfície dos dentes de trás, provocando cáries e formação de tártaro.

3 Tártaro: é o endurecimento da placa bacteriana na superfície dos dentes.

Pessoas com mais de 40 anos de idade, que são ou foram consumidores frequentes de tabaco e bebidas alcoólicas, e detectam alguma lesão na boca, devem procurar um profissional de saúde para fazer um exame preventivo para o câncer bucal. O exame é visual, rápido e indolor. Quando o câncer é diagnosticado precocemente, a chance de cura é real.

Detalhes da boa saúde bucal

1 2 3 4

A escovação deve ser feita após as principais refeições, com movimentos circulares ou de varredura, atingindo todas as faces dos dentes. A escova deve ter cabo reto, cabeça pequena, cerdas macias e arredondadas e devem ser trocadas num prazo máximo de 90 dias. Utilizar o fio dental diariamente sem ferir as gengivas. O fio deve ser passado nos espaços interdentais onde a escova não chega. Os enxaguatórios bucais são importantes auxiliares na higiene oral, mas não substituem a escovação nem o uso do fio dental. Devem ser preferencialmente recomendados pelo dentista, pois existem vários tipos, com indicações diferentes. A cárie dentária continua sendo o principal problema de saúde bucal dos brasileiros. Na faixa dos 12 anos, o índice de cárie no Brasil é de 56% dos dentes. Entre os adultos, o destaque cabe a uma importantíssima inversão de tendência: as extrações de dentes vêm cedendo espaço aos tratamentos restauradores. Em adultos, as necessidades de próteses reduziram-se em 70%, graças aos avanços das técnicas de restauração. Mas prevenir é sempre o melhor remédio – e isso deve ser transmitido de boca em boca. q

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S AÚDE

Diabetes

A informação que salva S ão Paulo foi sede, pela 23ª vez, do Congresso Brasileiro Multidisciplinar em Diabetes – o mais completo evento do país na atualização dessa doença que é uma verdadeira epidemia mundial, em curso crescente, com gastos bilionários em saúde e que incapacita pessoas em idade economicamente ativa. Foram 34 simpósios e nada menos que 160 palestras, reunindo os professores líderes da diabetologia brasileira, durante quatro dias. O diabetes exige, para seu controle e a prevenção de consequências dramáticas, como doenças cardíacas e amputação de dedos e pés, um absoluto conhecimento de sua evolução – e métodos de controle. Esses conhecimentos evoluem – e é isso o que promove o Congresso Multidisciplinar, comandado desde a primeira edição pelo Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, presidente da Associação Nacional de Atenção ao Diabetes. A ABCFARMA foi uma das entidades apoiadoras do evento – porque a atenção farmacêutica pode ser fundamental na administração do diabetes Da ação terapêutica do exercício físico no controle da glicemia até o salvamento de membros em feridas diabéticas complexas, todos os aspectos relacionados à incidência, à prevenção e ao tratamento da doença foram abordados no Congresso. Qualquer profissional de saúde envolvido de alguma forma com a doença – de enfermeiras a cirurgiões – tinha à sua disposição as palestras e os painéis mais atualizados sobre o tema. O diabetes em suas duas formas – o tipo 1, dependente de insulina, e o 2, que ainda pode ser controlado sem o uso de insulina – foi decifrado em seus múltiplos aspectos, até os pouco estudados, como a relação entre

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diabetes e sintomas depressivos: cerca de 30% dos diabéticos do tipo 2 apresentam quadro depressivo, o dobro da média geral na população. Dados sobre controle glicêmico e a qualidade de vida em idosos diabéticos, segundo um dos estudos apresentados, enfatizam a importância do papel da educação e da informação no tratamento de doenças crônicas – como o diabetes – sobretudo no processo de envelhecimento. De qualquer modo, por causa da melhora nos mecanismos de controle e pelos efeitos benéficos das campanhas de conscientização, a taxa de mortalidade por complicações agudas do diabetes – como infarto do miocárdio ou AVC – caiu 27,8% em cinco anos, conforme trabalho apresentado no evento. A influência positiva dos exercícios físicos de alta intensidade em casos avançados de diabetes também foi demonstrada – com a redução dos níveis glicêmicos em todos os estágios, até mesmo em diabéticos do tipo 1, dependentes de insulina. Experiências no manejo do diabetes em serviços de farmácia clínica foram relatadas, com destaque para os pacientes em uso de insulina – que às vezes necessitam de orientações abalizadas sobre o armazenamento, técnicas corretas de aplicação e identificação de crises de hipoglicemia, ou seja, de queda anormal nos níveis de glicemia – um efeito colateral ainda relativamente comum entre pacientes que Através do Midiacode, fazem uso da insulina. Esse esta matéria pode ser papel de orientador pode, sim, compartilhada caber ao farmacêutico. q se você capturar o código acima!

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ESPECIAL ABCFARMA

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DENTE POR DENTE, SINAL DE SAรšDE NA TERCEIRA IDADE

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E special Sênior

DENTE POR DENTE, SINAL DE SAÚDE NA TERCEIRA IDADE 34

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D

entes saudáveis são essenciais para a mastigação e a deglutição eficazes e, portanto, para uma boa nutrição. Por isso, embora nossos dentes sejam mostrados quando sorrimos, eles têm uma função muito além da estética. E, depois de décadas comendo, bebendo, mastigando e escovando todos os dias, é natural que haja depreciação dos dentes com a idade. Mas o desgaste radical da dentição, recomendando o uso de dentaduras, pode ser evitado

Sim, com a idade os dentes se tornam fracos e frágeis – e o recuo das gengivas faz com que eles fiquem suscetíveis a doenças periodontais. E à queda. Sem dúvida, os idosos são, muitas vezes, incapazes de cuidar adequadamente de seus dentes devido à fraqueza geral ou problemas como a artrite – o que dificulta ficar por muito tempo na frente da pia, escovando e passando fio dental. Bactérias na cavidade oral podem aderir à película dos dentes, formando uma “placa” incolor sobre eles. Essa placa, que não é removida por escovação e fio dental, endurece e forma uma espécie de “cálculo dental”. A remoção por escovação é difícil – e requer limpeza por um dentista. Às vezes, os idosos são relutantes ou incapazes de relatar seus problemas dentais ao dentista. Eles podem até mesmo ignorar esses problemas por causa de outros problemas mais graves de saúde. Nesses casos, é essencial que os membros da família prestem atenção aos dentes – cuja perda significa dificuldade para comer, levando à desnutrição.

Vinte dentes:

o mínimo

As taxas de preservação dentária por parte dos idosos variam, no mundo, de 6% a 78%, mas, nos países industrializados, um número cada vez maior de idosos retém um número crescente de dentes. Para uma mastigação normal, um mínimo de 20 dentes tem sido sugerido desde a década de 1980. O problema é que, com a idade, diminui o número de vasos sanguíneos que irrigam os dentes – levando a uma sensibilidade reduzida: o idoso pode não notar a queda de um dente, se for no fundo da boca. Mais: as glândulas salivares produzem menos saliva com o passar dos anos – o que provoca secura da boca e dificuldade de mastigar, muitas vezes como resultado de medicações. Doenças crônicas comuns entre idosos,

como diabetes, doenças cardiovasculares, hepáticas e gastrointestinais, também têm efeitos sobre a cavidade oral. A cárie avançada é uma grande ameaça para a perda dentária em idosos - representando até 60% das extrações. Como os pacientes mais maduros são mais propensos a visitar um médico do que um dentista, os médicos de cuidados primários têm a oportunidade de melhorar a saúde bucal nessa população avaliando os riscos para a saúde bucal – e encaminhando pacientes a um dentista, se necessário. A Odontologia Geriátrica ou Gerodôntica é uma especialidade cada vez mais importante, à medida que a população envelhece. Maior atenção, por parte dos profissionais de saúde, para o estado de saúde bucal de idosos também pode reduzir a prevalência de câncer da boca na população adulta mais madura. Um dos avanços do século 21 tem sido o reconhecimento da saúde bucal como parte essencial e integral da saúde sistêmica do idoso.

Como manter os dentes com idade avançada

O Dr. Marco Tulio Pettinato Pereira – cirurgião-dentista com especialização em Saúde da família – dá aqui algumas orientações sobre os cuidados preventivos que devem ser estimulados na terceira idade, seja pelo próprio idoso, se houver condições, ou pelo cuidador. Uma afecção que ocorre com frequência com idosos é a doença periodontal, que acomete os tecidos em torno dos dentes e é quase sempre indolor. Devido a isso, quando se percebe a presença da doença periodontal, já ocorreu uma significativa perda óssea nos dentes afetados. Ela tem como agente causador a placa bacteriana, que se acumula sobre as superfícies do esmalte dentário e no sulco gengival – e isso vai formar o tártaro com o passar do tempo.

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A prevenção da doença periodontal, assim como da cárie dentária, é feita através da remoção eficiente da placa bacteriana a cada refeição. Em relação ao tipo de escova, esta deve ser individualizada, mas recomenda-se escova de textura macia, com “cerdas planas” (parte ativa sem curvatura). A frequência da escovação deve ser imediatamente ou até 30 minutos após a ingestão de alimentos.

A escovação requer o emprego de técnicas adequadas, e no caso dos idosos que possuem boa coordenação motora, esta técnica é uma das mais recomendadas:

a)

Começar limpando as superfícies internas dos dentes inferiores (que ficam embaixo, no fundo da boca, do lado e na frente da língua). A escovação deve ser realizada segurando a escova verticalmente em um ângulo de 45 graus em direção à linha gengival – com movimentos rítmicos suaves, para cima e para baixo, com a ponta da cabeça da escova.

b)

Depois, limpar as superfícies externas dos dentes inferiores, que ficam localizadas embaixo, ao lado das bochechas, e atrás do lábio inferior. Usar movimentos rítmicos suaves e curtos, movendo a escova para trás e para frente contra os dentes e a gengiva

c)

Em seguida, limpar as superfícies internas dos dentes superiores. Durante toda a escovação, nunca se esquecer dos dentes posteriores,

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que são os mais difíceis de alcançar, e para as áreas situadas ao redor de restaurações e coroas – as mais sensíveis.

d)

Depois de limpar todas as superfícies internas e externas dos dentes, deve-se limpar as superfícies de mastigação tanto em cima como em baixo das arcadas dentárias, concentrando-se na limpeza de cada setor da boca. No caso específico dos idosos, a escova interdental é muito mais eficiente e mais fácil de usar do que o fio dental e, portanto, é mais recomendada. Deve-se escovar também a língua, pois é um local onde muitas bactérias ficam alojadas e costumam ficar restos de alimentos. Nesse caso, o uso de limpador de plástico de língua, uma vez por dia, é extremamente importante para os idosos em geral.

Enxaguar ajuda? Para terminar: para a grande maioria dos idosos dentados, os bochechos com enxaguatórios à base de flúor são os mais indicados, uma vez por dia, antes de dormir. Os enxaguatórios realizam uma função importante para idosos com problemas motores, como Mal de Parkinson e doença de Alzheimer, que não conseguem fazer uma escovação adequada. Nesse caso, um enxaguatório à base de Gluconato de Clorhexidina, após cada limpeza dos dentes, é muito importante. q

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Dá para engolir?

I

números fatores alteram o funcionamento do sistema digestivo nos idosos destacando-se os hábitos alimentares e a tensão emocional. Ao redor dos 50 anos, o estômago e os intestinos passam a produzir menos sucos digestivos, o que leva a uma diminuição na velocidade da digestão. Na terceira idade, o suco gástrico fica menos ácido e o esvaziamento do estômago, mais lento. Há diminuição de afluxo de sangue para todo o aparelho digestivo - e a movimentação

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do intestino diminui. Essas modificações levam a alterações na absorção de substâncias pelo aparelho digestivo – o que se torna mais grave quando o idoso, como é comum, toma diversos remédios que podem se tornar mais tóxicos – ou menos eficazes. Existem casos crônicos de gastrite comum em idosos devido ao uso constante de vários medicamentos que irritam o estômago. Por isso, nesses casos, deve-se fazer o uso de remédios protetores gástricos associados.

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A mudança do hábito intestinal é o mais significativo sintoma da doença gástrica no idoso. O aspecto das fezes, com a presença ou não de sangue, é algo que deve ser considerado. Fezes de cor preta como borra de café (melena) sugerem sangramento localizado em nível do estômago, e a presença de sangue vivo (enterorragia) indica sangramento em níveis baixos, como reto e ânus. Além da mudança de hábito intestinal, outros sintomas digestivos devem ser destacados na terceira idade – como a disfagia (dificuldade de engolir), azia, flatulência (produção de gases), diarreia, vômito, constipação (prisão de ventre), cólicas abdominais, obstrução intestinal, incontinência fecal e hemorragia digestiva. No esôfago, as principais doenças que ocorrem na terceira idade são a esofagite, a hérnia de hiato e o câncer. No estômago, a gastrite, a úlcera e o câncer. No intestino, as principais doenças são infecções intestinais, colite, diverticulite e câncer. O câncer de intestino grosso é muito frequente - sendo um dos tumores mais comuns entre os homens. Tanto o esôfago como o estômago tem na endoscopia o seu principal meio de diagnóstico. A radiologia simples do abdômen e a radiologia com contraste das porções finais do intestino são os principais exames radiológicos dos intestinos. Para quadros mais complexos, tomografia computadorizada e

ressonância nuclear magnética. A colonoscopia permite a visualização das porções inferiores do intestino (cólon e reto) e são fundamentais no diagnóstico do câncer intestinal.

Para prevenir

De acordo com a gastroenterologista do Hospital Moriah, Dra. Nilma Ruffeil, a medida mais básica de prevenção é ingerir bastante água, durante o dia todo, o que ajuda muito a regularizar o funcionamento intestinal. Nos casos de refluxo gastroesofágico, a mudança de hábito alimentar é o principal elemento para o controle da doença. Nada de jejuns longos. O ideal é uma dieta fracionada, com pequenas porções a cada três ou quatro horas. Mastigar bem os alimentos, comer devagar e não beber junto com a refeição são outras recomendações importantes, além de não se deitar imediatamente após a refeição. Aliás, uma dieta bem saudável, fracionada em pequenas porções, favorece também a perda de peso, que, em si, já colabora para evitar ou controlar duas outras doenças: a esteatose hepática (o aumento da gordura do fígado) e a obesidade. Isso aliado sempre à atividade física. q REVISTA ABCFARMA - ESPECIAL SÊNIOR • SETEMBRO/18 - Nº 325

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1,2

3

EFICÁCIA COMPROVADA2 AÇÃO JÁ NA PRIMEIRA DOSE2

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Referência: 1. CIMERMAN, S. Tratamento das parasitoses intestinais: o que conhecemos e o que precisamos fazer. Disponível em < http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=5769>. Acessado em 06/04/2018. 2. Bula do medicamento. 3. CLOSE UP. Março, 2018. 4. DULGHEROFF, A. C. B.; et al. Amebíase Intestinal: Diagnóstico Clínico e Laboratorial. Revisão Científica do ITPAC, Araguaína, pg.3, v.8, n.2, Pub.1, Agosto 2015. 5. UNIVERSIDADE DE LISBOA. FACULDADE DE FARMÁCIA. Parasitologia Clínica. Slide 25. Disponível em: <http://www.ff.ul.pt/~santoscostaq/ santoscostaq/MAC_ParasitologiaClinica_files/MAC10_Pro_Intest_vag.pdf>. Acesso em: 17 de Abril, 2018. 6. HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN. Giardíase. Disponível em: www.google.com.br/ search?q=Giardíase. Acesso em: 16 de Abril, 2018. 7. MASSACHUSETTS DEPARTAMENT OF PUBLIC HEALTH. Criptosporidiose. Informativo de Saúde Pública de Massachusetts. pág. 1. Abril, 2014. 8. NETO, V. A.; et al. Blastocitose: controvérsias e indefinições. Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical. 36(4): 515-517. Jul-Ago, 2003. 9. VITORINO, R. R.; et al. Enterobíase: aspectos atuais. Pediatria Moderna. pág. 25-29. V 51 N1. Jan, 2015. 10. SILVA, F. A. G. Ascaris lumbricoides. Slide 13. Disponível em: <http://files.petparasitologiaufpe.webnode.com.br/200000082-c7495c841f/ Ascaris_lumbricoides.pdf>. Acesso em: 17 de Abril, 2018. 11. VALENTE, F. V. Dinâmica da infecção e reinfecção por ancilostomídeos seguido ao tratamento anti-helmíntico em crianças residentes em seis comunidades dos município de Novo Oriente de Minas e Carí na região nordeste de Minas Gerais, Brasil. pág. 20. Belo Horizonte, Minas Gerais.Outubro, 2013. 12. VIANA, L. E. O.; et al. A prática clínica em doenças reumáticas: Tricuríase. pág. 19-24. Teresópolis, Rio de Janeiro. s.d. 13. DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA. Teníase X Cisticercose. pág. 1. Santa Catarina. s.d. 14. Hymenolepis nana /Himenolepíase. Manual das doenças transmitidas por alimentos. Secretaria do Estado de Saúde de São Paulo. Centro de Vigilância Epidemiológica - CVE. pág. 1. Sâo Paulo. s.d. 15. CLIQUEFARMA. Março, 2018. 16. ABCFARMA. Março, 2018.

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MERCADO TOTAL DA CLASSE DE 49,3 MILHÕES DE UNIDADES E 337 MILHÕES DE REAIS!3 UNID R$

(PREÇO LÍQUIDO)

nitazoxanida

metronidazol

albendazol

mebendazol

secnidazol

4

3,7 MILHÕES

30 MILHÕES

4 MILHÕES

7,6 MILHÕES

200

27 MILHÕES

62 MILHÕES

12 MILHÕES

36 MILHÕES

MILHÕES MILHÕES

RESUMO DOS MEDICAMENTOS E AÇÕES ESPECÍFICAS POR PARASITA1,2,15

Protozoários

Helmintos

Sintomas

nitazoxanida

Ameba (Entamoeba histolytica)

Algumas pessoas não apresentam sintomas; 4 a 10% desenvolvem disenteria (em alguns casos com presença de muco e sangue nas fezes); Dores abdominais; Náuseas; Vômitos; Mal-estar; Cefaleia; Febre.4

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Balantidiose (Balantidium coli)

Algumas pessoas não apresentam sintomas; Diarreia; Colite (inflamação do cólon).5

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Giardíase (Giardia lamblia)

Algumas pessoas não apresentam sintomas; Diarreia Fadiga; Cólicas; Arrotos.6

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Criptosporidiose (Cryptosporidium parvum)

Diarreia líquida; Perda de peso; Cólicas; Náuseas; Vômitos; Dores de cabeça; Febre baixa.7

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Blastocistose (Blastoscistis hominis)

Algumas pessoas não apresentam sintomas; Dor abdominal; Prurido anal; Flatulência; Meteorismo; Náusea; Vômitos; Diarreia.8

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Enterobiose ou Oxiurose (Enterobius vermicularis)

Algumas pessoas não apresentam sintomas; Prurido anal; Inflamação da mucosa do reto (proctite); Vulvovaginite (em mulheres); Dor abdominal; Diarreia; Náuseas; Vômitos; Infecção urinária.9

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Dose Única 400mg CUSTO MÉDIO R$6

Dose Única (500mg) CUSTO MÉDIO R$11

Lombriga ou Ascaridíase (Ascaris lumbricoides)

Dor abdominal; Irritabilidade; Alternância entre diarreia e constipação; Reações alérgicas (asma); Anemia e emagrecimento.10

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Dose Única (400mg) CUSTO MÉDIO R$6

Dose Única (500mg) CUSTO MÉDIO R$11

Ancilostomíase, Ancilostomose ou Amarelão (Ancylostoma duodenale)

Manifestações com pus em diferentes partes do corpo; Uma vez a larva no pulmão, pode causar pneumonite; Dor abdominal; Vômitos; Presença de ovos nas fezes.11

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Dose Única (400mg) CUSTO MÉDIO R$6

Dose Única (500mg) CUSTO MÉDIO R$11

Tricocefalíase ou Tricuríase (Trichuris trichiura)

Algumas pessoas não apresentam sintomas; Irritabilidade; Insônia ou sonolência; Apatia; Anorexia; Palidez acentuada; Prurido anal; Cólicas abdominais; Fezes líquidas, pastosas ou disenteria.12

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Dose Única (400mg) CUSTO MÉDIO R$6

Dose Única (500mg) CUSTO MÉDIO R$11

Teníase (Taenia saginata)

Desconforto abdominal; Náuseas; Vômitos; Diarreia ou constipação; Cólicas intestinais; Alterações no apetite; Indisposição /fadiga; Perda de peso.13

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

400mg 1x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$18

Dose Única (500mg) CUSTO MÉDIO R$11

Teníase (Taenia solium)

Desconforto abdominal; Náuseas; Vômitos; Diarreia ou constipação; Cólicas intestinais; Alterações no apetite; Indisposição /fadiga; Perda de peso.13

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

400mg 1x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$18

Dose Única (500mg) CUSTO MÉDIO R$11

Algumas pessoas não apresentam sintomas; Diarreia; Dor abdominal; Palidez; Perda de peso; Debilidade.14

500mg 2x/dia - 3 dias CUSTO MÉDIO R$30

Himenolepíase (Hymenolepis nana)

metronidazol

albendazol

250mg 3x/dia - 5 dias CUSTO MÉDIO R$8

400mg 1x/dia - 5 dias CUSTO MÉDIO R$30

Com tantos sintomas comuns entre as parasitoses e incerteza do rápido diagnóstico, a nitazoxanida acaba sendo a molécula de primeira escolha na prescrição3

mebendazol

Secnidazol

Dose Única 2000mg CUSTO MÉDIO R$12

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Inativo

nitazoxanida de 500 mg: embalagem com 6 comprimidos. USO ORAL. USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS. INDICAÇÕES: A nitazoxanida é indicada no tratamento das seguintes infecções: gastroenterites virais provocadas por rotavírus e norovírus; helmintíases provocadas por nematódeos, cestódeos e trematódeos, amebíase, para tratamento da diarreia por amebíase intestinal aguda ou disenteria amebiana, giardíase, para tratamento da diarreia, criptosporidíase, blastocistose, balantidíase e isosporíase. CONTRAINDICAÇÕES: Este medicamento é contraindicado para pacientes que apresentem hipersensibilidade (alergia) a qualquer

Este medicamento não deve ser utilizado na presença das seguintes condições: diabetes, doenças hepáticas (no fígado) ou doença renal. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.

um dos componentes da fórmula.

PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: Para combater as parasitoses, é recomendado que se adote medidas higiênicas, como lavar bem as frutas e verduras; lavar bem os utensílios domésticos; manter as mãos sempre limpas, etc. Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: Interação medicamento-medicamento: A nitazoxanida não tem efeitos significativos na inibição do citocromo P450 e, portanto, não são esperadas interações medicamentosas. No entanto, a nitazoxanida possui alta taxa de ligação às proteínas plasmáticas e, por isso, seu médico deve

como os anticoagulantes cumarínicos (por ex., varfarina) e o anticonvulsivante fenitoína. Interação medicamento-alimento: A ingestão da nitazoxanida com alimento aumenta a absorção do medica-

ter cautela no caso de coadministração com outros fármacos com elevada taxa de ligação proteica,

mento. POSOLOGIA: Gastroenterites virais causadas por rotavírus e norovírus: um comprimido (500 mg), duas vezes por dia (a cada 12 horas) por 3 dias consecutivos. Helmintíases, amebíase, giardíase, isosporíase, balantidíase, blastocistose: um comprimido (500 mg), duas vezes por dia (a cada 12 horas) por 3 dias consecutivos. REAÇÕES ADVERSAS: Reações comuns: dor abdominal do tipo cólica, diarreia, náusea (enjoo), vômito e dor de cabeça. Reações incomuns: reação alérgica, aumento dos níveis sanguíneos de transaminase glutâmica pirúvica (uma enzima do fígado), anemia, aumento do apetite, aumento da creatinina no sangue, hiperidrose (transpiração excessiva), tontura, coloração amarelo claro no olho, febre, flatulência (gases), hipertensão (aumento da pressão arterial), prurido (coceira), rinite, aumento das glândulas salivares, taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos), coloração amarelada ou amarelo-esverdeada da urina ou esperma. Registro no MS nº 1.3517.0032. Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SAC: 0800 7727172 sac@althaia.com.br / www.althaia.com.br Material destinado aos profissionais de saúde habilitados a prescrever ou dispensar medicamentos. Imagens Ilustrativas.

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G ESTÃO

Está Escrito

Eis um dia que o Rei recebe seus nobres guardiões em seu castelo. Em meio a um pequeno tumulto, o chefe dos guardiões entra na sala onde estava o Rei, e, com a voz desolada, dirige-se de joelhos e com olhar baixo: “Meu amado Rei, sinto informar, mas perdemos nossa batalha hoje em camAmérico José da Silva Filho po. Foi uma Sócio Diretor da Cherto Atco grande perda, Educação Corporativa a maioria de americo.jose@cherto.com.br nossos soldados morreu em campo, o povo está revoltado. Estou à beira do colapso. O que fazemos?” O Rei, ouvindo seu guardião, tirava do dedo um anel, e lá ficaram seus olhos e pensamento, enquanto o tumulto se manifestava. Após alguns minutos, a voz do rei se fazia ouvir e o silêncio retornava ao redor: – Meu fiel escudeiro, voltemos para casa, vamos recompor nossa confiança e saúde física. Amanhã será um novo dia. O Guardião, mais desorientado do que quando entrou, saiu da sala do Rei buscando fazer o que lhe foi pedido, mas certamente não entendia porque tamanha calma. Passado dois anos, uma nova batalha aconteceu, e os soldados do rei novamente se encontravam no campo de guerra. Quando a guerra acabou, o chefe dos guardiões entra na sala para trazer o resultado da batalha. – Amado Rei, venho lhe informar que nosso exército foi bravo e avassalador. Não perdemos um homem sequer,

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iniciaremos um grande banquete com muita fartura de bebidas, comida e música. O que você me diz, meu Rei? – Peço-lhe que celebremos com ternura. Sou grato a cada soldado por sua bravura e coragem. Mas, tão logo voltemos para casa, vamos recompor nossa confiança e saúde física. Amanhã será um novo dia. O chefe dos guardiões ficou surpreso. Lembrara-se da última batalha antes desta, quando haviam sido derrotados. A calmaria do rei era como se o resultado fosse o mesmo que outrora. Desta vez o soldado não hesitou. Saiu da posição de joelhos, ergueu-se até que sua coluna estivesse reta, como uma espada orientada para o céu. Olhou para o rei fixamente, e, mesmo que um pouco atordoado, perguntou em voz firme e humilde: –Meu Rei, desculpe a intromissão pelas minhas palavras em busca da sua sabedoria. A última vez que vim aqui lhe trazer a notícia de que havíamos perdido a batalha, você não expressou sequer alguma raiva ou desconforto com a situação que vivíamos. E, agora que estamos frente a uma grande conquista, você se mostra gratificado, mas com a mesma calma. Percebi, meu Rei, que toda vez que lhe trago uma notícia, seja boa ou ruim, você tira o anel do dedo e fita-o como se tivesse algo escrito nele. Poderia me esclarecer essa dúvida que me confunde e persegue há anos? E o Rei, com sua nobre simplicidade, levanta de seu trono para ir em direção ao seu fiel guerreiro. Seu manto vermelho se arrasta pelo chão, sua coroa brinda seus poderes, mas sua palavra era a única coisa que silenciava ou fazia vibrar o coração e mente do seu reinado. Acompanhando o olhar curioso daquele que clamava por uma palavra de clareza, com a mão direita segurou seu anel no dedo da outra mão. Respirando com a confiança de um visionário líder, colocou então sua mão direita no ombro do jovem: –Toda vez que recebo uma notícia que deseja me tirar a serenidade, recorro a este anel que ganhei de meu pai. Nele estão escritas duas simples palavras, muito poderosas para mim. Está escrito assim: ISSO PASSARÁ.

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G

Nossas missões são como as vendas – e exigem nossos talentos para alcançar a vitória desta batalha

METAS

Nós, vendedores, somos como os guerreiros: todos os dias levantamos para ir em busca de realizar nossos objetivos: vender mais e atingir nossas metas. Temos inúmeras batalhas, e todos os dias lutamos contra nossos inimigos, que muitas vezes possuem armas mais fortes que as nossas, e nos conhecem intimamente. Somos lançados nos campos de guerra, e isso, somente com nossa coragem e com nossas armas em punho, é o que nos resta. Quando saímos de casa, todos os dias, para perseguir nossos objetivos, usamos a força do guerreiro. Sabemos onde nossas feridas estão abertas e os traumas que já vivemos. Nossas missões são como as vendas, e exigem nossos talentos para alcançar a vitória desta batalha. Porém, todo guerreiro é liderado por um visionário, um nobre rei que comanda seu reinado. Alguém que lhe guia pelo caminho da serenidade e plenitude, que lança seus desejos em campos ainda não vistos por aqueles que estão ocupados com o exercício da luta pela vitória. Assim como todo guerreiro tem seu rei, todo vendedor tem seu visionário dentro de si. É um poder que amplia a plenitude e a visão lançada ao horizonte, que decide a direção de sua caminhada. Quando nos perdemos em nossas emoções que se misturam com as vitórias ou derrotas, perdemos rumo e ritmo, e corremos o risco de se perder no caminho. Nosso “visionário” nos redireciona ao centro, ao equilíbrio de nossas fortalezas, nos preparando sempre para a próxima batalha. Precisamos aprender com os erros, e nos preparar para a próxima venda, assim como, precisamos sim, comemorar as vitórias, mas sem nos esquecer de nos preparar para a próxima! Ele não nos deixa esquecer que: tudo passa! Está escrito!

Toda vez que você for para sua farmácia, lembre-se desta história.

Boas Vendas. q

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G ESTÃO

A Air Farma C

decolou

om a inauguração de uma loja no aeroporto do Galeão, em 2001, nascia uma nova e ousada bandeira do varejo farmacêutico brasileiro – a Air Farma, rede de lojas instaladas, por enquanto, em cinco aeroportos brasileiras, que atende a um tipo muito especial de clientes: pessoas que vão ou voltam. Esse

fluxo de partidas e chegadas é determinante para definir a cesta de produtos de uma farmácia de aeroporto – de remédios antienjoo e antivertigem a frascos de plásticos que se adaptem às regras da segurança de voo. A Revista ABCFARMA fez um “voo executivo” com o Supervisor da Rede Air Farma, Raphael Martins, para conhecer um pouco desse sucesso – que não é passageiro. A pedra fundamental da marca foi o Air Grupo – empresa que iniciou suas atividades em 1992 com a abertura de um charmoso café no bairro da Vila Olímpia, São Paulo. Dois anos depois, surgiu uma oportunidade para o Air Grupo participar de licitação pública

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no Aeroporto de Guarulhos, no recém-inaugurado Terminal 2 – uma franquia de uma loja de chocolates. Foi o começo de uma nova visão de negócios: operações em aeroportos. A Air Farma nasceu em 2001, com a inauguração da loja no aeroporto do Galeão, Rio de Janeiro. “Inicialmente, não tínhamos um conhecimento amplo sobre aeroportos, mas, com a maturação, começamos a trabalhar a expansão”, resume Raphael. Hoje, a Air Farma tem cinco lojas – além da pioneira, opera nos aeroportos de Santos Dumont (também no Rio), Confins (Minas Gerais), Florianópolis e Fortaleza. Farmácia em aeroporto certamente tem custos maiores. Vale a pena? “Os custos são realmente mais altos, mas, com um trabalho organizado e competente, todo negócio se torna viável”. Uma curiosidade: em relação ao público que viaja para fora do país, quais são os produtos mais vendidos nas lojas da Air Farma? “Medicamentos para enjoo e dormir durante o voo, escova e creme dental, e desodorantes - além de acessórios para embarque de produtos que não podem ser levados em

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G determinadas embalagens, como líquidos acima de 100 ml”. Na verdade, a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) estipula que, em voos internacionais, os líquidos devem ser colocados em uma embalagem plástica transparente vedada, do tipo zip-loc. A embalagem não pode exceder as dimensões de 20 x 20 cm. Todos os líquidos, inclusive gel, pasta, creme, aerossol e similares, devem ser conduzidos em frascos com capacidade de até 100 ml. São essas embalagens um dos itens mais vendidos pela Air Farma – além de produtos de conveniência, como sandálias. pelas características comerciais de um ponto em aeroportos, os medicamentos vendidos nas lojas Air Farma não oferecem os mesmos descontos de farmácias de rua – com exceção de funcionários do aeroporto e produtos incluídos no PBM (Programa de Benefício em Medicamentos). Para os demais clientes e demais produtos, os preços são os PMC. “Como as nossas lojas são em estados diferentes, todas as nossas compras são via distribuidores. Com isso, não temos o poder de compra de uma grande rede. E custos operacionais muito mais altos”. Sendo o público da Air Farma diferenciado em termos de poder aquisitivo e informação, essas características exigem atendimento especial? “Sem dúvida, temos de oferecer um atendimento diferenciado. Por isso, damos sempre preferência a funcionários sem experiência anterior em farmácia. Ou em primeiro emprego, para podermos dar o melhor treinamento possível”. As lojas Air Farma têm quatro farmacêuticos durante todo o seu funcionamento.

Outro detalhe:

Uma curiosidade: o layout interno das

lojas é diferenciado por causa da circulação de carrinhos com malas. Os corredores devem ter uma largura mínima de 80 cm, para a passagem de carrinhos de bagagem – além de acesso no caixa para cadeirantes. Para os próximos anos, a Air Farma pretende estar presente em novos aeroportos pelo Brasil. Antes, porém, quer modernizar todas as lojas.

Em uma palavra, a Air Farma já decolou?

“Já estamos em velocidade de cruzeiro”,

resume Raphael. q

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Farmácias Multmais investem em padronização e ferramentas estratégicas para alavancar vendas

R

ede tem proporcionado a seus associados importantes diferenciais, num mercado cada vez mais competitivo. Com 588 lojas em todas as regiões da Bahia, a rede de farmácias Multmais tem cada vez mais investido na padronização visual e na utilização de ferramentas de gestão para alavancar os resultados das suas unidades associadas. Dois desses cases marcaram o mês de julho. O Grupo Helirene, que celebra 30 anos de abertura da sua primeira loja, inaugurou uma unidade no município de Ruy Barbosa, centro-norte baiano, e a Farmácia Avenida (foto) reinaugurou a sua loja no Pituba Parque Center, um dos principais centros comerciais de Salvador. Para Jorge Filho, diretor da Farmácia Helirene, a inauguração da unidade em Ruy Barbosa representa um marco para o grupo. “Além de estarmos celebrando os nossos 30 anos de atuação no mercado, temos à disposição todas as ferramentas da Multmais, como o cartão fidelidade, que mesmo antes da abertura já estava disponibilizado, a fim de que os nossos clientes já pudessem aproveitar os descontos desde o primeiro dia. O padrão interno e a fachada também buscam criar essa visibilidade da marca, tão forte em toda a Bahia”, destacou. A nova loja da Farmácia Avenida Multmais traz ainda mais conforto e comodidade

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para os clientes. “Buscamos proporcionar aos nossos clientes uma experiência de compra sempre melhor. Por isso, migramos para este espaço no Pituba Parque Center e nossa expectativa é de crescimento nas vendas. Temos ótimos exemplos de associados que apostaram na padronização e na aplicação das ferramentas da Multmais e tiveram resultados expressivos. Estamos seguindo nesse caminho”, destacou o diretor da Farmácia Avenida, Roberto Lima. O presidente da Multmais, Cléber Magalhães, ressalta que essas unidades inauguradas em julho refletem uma forte tendência que a rede tem buscado. “Podemos notar claramente a importância do engajamento do associado com o que a Multmais proporciona, como a identidade visual, as ferramentas de gestão administrativa e as estratégias de desconto. Tudo isso faz a loja ter um posicionamento de preço acessível ao consumidor e um gerenciamento ainda mais profissional. Quando esses diferenciais que o associativismo proporciona são assimilados e colocados em prática, os Através do Midiacode, resultados são excelentes”, esta matéria pode ser finaliza ele. q compartilhada se você capturar o código acima!

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G ESTÃO

Geraldo Monteiro

é mestre em Administração pela Fecap e professor pós-graduação nas Faculdades Oswaldo Cruz geraldo.monteiro25@gmail.com

A

O RISCO DA NÃO MUDANÇA POR PARTE DAS EMPRESAS EM UM AMBIENTE DE CONSTANTE MUTAÇÃO

s empresas, de uma forma geral, operam em um ambiente em constante mutação – e, no caso das farmácias, não é diferente. Reconhecer e adaptar-se às mudanças internas e externas pode significar a diferença entre sucesso contínuo e fechamento da empresa. As empresas que não conseguem mudar assumem o risco de declínio organizacional, inclusive de forma mais rápida do que imaginamos. O declínio organizacional ocorre quando as empresas não preveem, não reconhecem e não neutralizam as pressões internas ou externas que ameaçam sua sobrevivência. Ou quando não se adaptam a elas. Em outras palavras, o declínio ocorre quando as empresas não reconhecem a necessidade de mudanças impostas, na sua maioria, pelas pressões externas. Diante disso, citamos alguns tipos de declínios organizacionais que podem ocorrer nas empresas de uma forma geral, caso não se adaptem às mudanças: cegueira, inércia, ação falha, crise e dissolução. Cegueira: o declínio se inicia quando os principais dirigentes deixam de perceber as mudanças internas ou externas que prejudicarão suas organizações. Essa cegueira pode ser atribuída a uma simples falta de conscientização das mudanças – ou a uma incapacidade de compreender seu significado. Também pode originar-se do excesso de confiança que surge quando uma empresa obteve muito sucesso. Inércia: à medida que os problemas de desempenho organizacional tornam-se mais visíveis, os dirigentes podem reconhecer a necessidade de mudança, mas ainda assim não aplicam ações corretivas. Pode ser que estejam esperando ver se os problemas se corrigirão naturalmente. Ou que estejam deparando com dificuldades para alterar práticas e políticas que conduziram anteriormente ao sucesso. Possivelmente também

assumem, de modo equivocado, que conseguirão corrigir os problemas facilmente e, portanto, não julgam que a situação seja urgente. Ação Falha: os dirigentes, confrontados com custos crescentes, lucros decrescentes e participação de mercado declinante, anunciam planos para apertar o cinto, com a finalidade de cortar custos, aumentar a eficiência e restaurar a lucratividade. Em outras palavras, em vez de reconhecerem a necessidade de mudanças fundamentais, assumem que, se simplesmente operarem com uma empresa mais enxuta, o desempenho da empresa retornará aos níveis anteriores. No estágio de crise, a falência ou dissolução (isto é, desmembrar a empresa e vender suas partes) são prováveis, a menos que a empresa reorganize completamente a forma como opera. Nesse ponto, entretanto, as empresas normalmente não possuem os recursos para alterar integralmente o modo como operam. Redução do quadro e dispensas reduzirão o nível de talento entre os colaboradores. Além disso, gestores talentosos que possuíam conhecimento suficiente para antever o aparecimento da crise encontrarão emprego em outras empresas, frequentemente concorrentes.

Dissolução: após deixar de fazer as mudanças necessárias para preservar a organização, a empresa é dissolvida por meio da legislação falimentar, ou pela venda de ativos para honrar compromissos com fornecedores, bancos e credores. q

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G ESTÃO

Cara nova e alma feminina para sua farmácia J Por Silvia OSSO

á viu aquela crônica da internet sobre o pessimista e o otimista? Uma empresa americana de calçados manda dois representantes a determinado país da África para estudar a possibilidade de construir uma fábrica ali. E recebe os dois relatórios. O primeiro: “Aqui ninguém usa sapatos. Se instalarmos uma fábrica, teremos prejuízo”. O segundo: “Aqui ninguém tem sapatos. Se instalarmos uma fábrica, venderemos tudo!” Quanta diferença de visão sobre o mesmo tema. Não vou falar sobre a crise! Já vivemos várias, e estamos aqui vivos e prósperos. O negócio é buscar resultados e não lamentos. A visão que cada um tem é que dá o toque otimista ou pessimista.... Prefiro o otimista! Que tal uma visão mais feminina para sua farmácia?

Silvia OSSO

é palestrante e consultora de empresas. Especialista em desenvolvimento de pessoas e varejo. Autora dos livros destinados ao varejo e serviços denominado ATENDER BEM DÁ LUCRO; ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS EM FARMÁCIA, PROGRAMA PRÁTICO DE MARKETING EM FARMÁCIAS e LIDERANÇA PARA TODOS.

Contatos: siosso@uol.com.br ou Facebook: Silviaosso

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Pesquisas recentes mostram que, em produtos de consumo de massa, os aspectos que mais atraem os clientes são, em primeiro lugar, o preço e, em segundo, a promessa – os atributos, perspectivas de resultado e tudo que envolve a realização de um sonho. Só para ilustrar a importância dessas ações, a publicidade vem em sétimo lugar. No segmento HPC, 84% dos consumidores são mulheres e são responsáveis pela compra dos produtos para si e para o restante da família. Acho que esse, por si só, é um argumento que deve ser levado em conta por aqueles que estão envolvidos com a exposição, atendimento e vendas numa farmácia. Deveriam pensar mais no que se passa dentro da cabeça das mulheres antes de idealizar sua loja. A maioria dos empresários busca liderança no segmento em que atua. Se pensarem na área de HPC, devem lembrar que, para chegarem lá, diferenciando-se das concorrentes, precisam fazer uma exposição de produtos com credibilidade e que atraia intimamente a consumidora – conduzindo o item em questão para além da sua condição funcional. A maioria dos empresários não tem essa visão tão necessária ao segmento farmacêutico e, normalmente, se voltam para o fluxo de caixa, para compras e soluções racionais – desprezando os aspectos

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G humanos da questão. Minha sugestão é: alterar paradigmas e fazer a loja ter uma arrumação e atendimento com alma feminina! A nova mulher é independente, ousada, bem informada e, como consumidora, cética e exigente. Não compra mais só o sonho e não acredita em produtos milagrosos. Vive em um mercado globalizado, tendo a percepção crítica e até técnica a respeito do que consome – e quer saber se realmente existe o atributo prometido pelos produtos e se estes são funcionais. Que uma loja bonita atrai clientes, todo mundo sabe. Mas muita gente ainda tem dúvida sobre o que fazer para transformar seu ponto-de-venda “nesse” lugar mais

atraente. Para começar, os proprietários devem incorporar como verdade absoluta o fato de que o visual da loja ajuda nas vendas – e que nem sempre ter um grande mix de produtos é sinônimo de sucesso. Em síntese, o local deve ter um layout organizado, espaço suficiente para o cliente ir e vir e um visual limpo. Para isso, é necessário pensar nos equipamentos, na exposição dos itens, na iluminação e no aconchego que ela pode oferecer. É necessário pensar que a arrumação dessa loja com alma feminina deve considerar, em vez de apenas produtos, os sonhos; em vez de números, conceitos; em vez de vendas, pensar em autoestima; em vez de metas, pensar em aconchego.

Para vender mais, dê cara nova e alma feminina à sua drogaria, observando: 3 Nem sempre ter um mix enorme produz vendas! Tudo deve ser feito de maneira

estratégica. É necessário estudar a proporção entre mix e exposição, de forma que jamais os produtos pareçam desarrumados. Lojas com espaço físico pequeno devem dar prioridade aos produtos de maior valor agregado. Isto serve não só para vender, como também para valorizar a loja. O importante é dar destaque a essa dica de ouro – e caprichar na arrumação e mix. 3 Evite a poluição visual na área de dermocosméticos e maquiagem. Muita “informação” confunde o cliente e reduz vendas. 3A iluminação é muito importante; ela dá o “ponto focal” iluminando diferenciadamente um local para destacá-lo. A loja não deve ser iluminada por igual, ou o cliente não saberá para onde olhar. Se há um ponto com uma luz diferenciada, isso chama a atenção e cria dinamismo no local. 3 Os móveis também são foco de atenção. Alguns equipamentos ganham formas multifuncionais, servindo para vários objetivos: além de expor o produto, enfeitam a loja. Para criar amplitude dentro da loja, as gôndolas centrais devem ser cada vez menores, mais estreitas e mais baixas. Esse artifício cria a sensação de amplitude e o cliente fica mais à vontade para andar pela loja. Quanto maior o fluxo e tempo gasto dentro da loja, mais volumosas as compras por impulso. 3 Outros artifícios que deixam o ambiente atraentes são os acrílicos, vidros e iluminação. A LED de cor branca dá sensação de limpeza, destaca o produto que ilumina; não gasta energia; não aquece o item iluminado e preserva sua qualidade. 3 Há ainda um elemento que vem ganhando destaque: o aparelho de televisão de LCD. Ele passou a ser um vendedor pois, além de veicular informações sobre produtos e serviços, representa uma forma de entretenimento.

Se sua loja já está encantadora, que tal fazer um móvel simulando uma penteadeira? Coloque-a em destaque, preferencialmente, no centro da loja, com

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produtos de valor agregado ou marcas que carregam qualidade. Quando a cliente vem atrás de um produto, ela também quer levar o desejo. Com a penteadeira, ela vai se enxergar “na sua casa dos sonhos”, o que realçará o desejo de obter aquele item. Se o desejo é grande, a pessoa se dispõe a fazer “algum sacrifício” para satisfazê-lo. O importante é brincar com o sentimento da consumidora. Não esqueça que mulheres compram seus produtos de beleza para recarregar sua autoestima – e estes devem reverenciá-las em toda a sua extensão, do conceito ao resultado. O projeto de arrumação tem que começar pela alma da consumidora, pois é na sua intimidade que residem todas as razões para a compra do produto. q

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G ESTÃO

Meu faturamento

estagnou

O que fazer?

N

os últimos meses, esta é uma das perguntas que mais ouvi de empresários de farmácia. Este artigo é dedicado ao assunto. O óbvio da minha parte seria expor aqui uma série de sugestões para aumentar o faturamento. E vou fazê-lo – mas

não da forma óbvia que se espera. Primeiro, porque aumento de faturamento só tem sentido se vier acompanhado de LUCRATIVIDADE! Segundo, porque antes uma pergunta precisa ser respondida: você quer aumento de faturamento temporário ou resultados duradouros? Pesquisas realizadas com 287 farmácias entre 2014 e 2017 demonstraram que 67,2% das lojas que buscavam aumento de faturamento continuaram a conviver com ausência de lucro – ou até piora dos seus índices de endividamento. Mais: 83,5% dessas farmácias estavam buscando aumento de faturamento gastando tempo, dinheiro e “energia” em ações equivocadas. Sugerir ações para aumentar o faturamento não é difícil – principalmente quando se trata de ações de curto prazo. Tabloides, promoções, ações de merchandising, propaganda em carros volantes, melhorias no layout interno e externo do ponto de venda, gerenciamento por categorias, ações sociais e institucionais, campanhas de vendas e alguns métodos para extrair melhores resultados da equipe – tudo isso pode gerar aumento de vendas.

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Cadri Awad, farmacêutico/consultor de empresas e sócio proprietário do Instituto Bulla, empresa especializada em Gestão de Varejo Farmacêutico. 62 8484-8777 e-mail: cadri@institutobulla.com.br

Mas dois dados chamaram a atenção:

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46,4% das farmácias abordadas não tinham estoque suficiente para permitir o aumento de vendas.

390% delas não utilizavam gestão baseada em in-

dicadores financeiros e nunca fizeram Demonstrativos de Resultados Financeiros e Projeções de Fluxo de Caixa. De que adianta aumentar o faturamento se a empresa não tem controle sobre o dinheiro que entra e sai para garantir fluxo positivo ao final de cada mês? A diferença entre vender 50 mil ou 1 milhão por mês pode não significar nada quando não se tem os números na mão. Para pensar realmente em aumento de faturamento, é preciso antes, basicamente, levar em conta quatro fatores:

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G Promoção (Propaganda) De que adianta ter ótimos preços se a farmácia não os divulga adequadamente? Bons preços não significam nada quando a empresa não promove campanhas, promoções e não os veicula de forma adequada?

PDV (Ponto de Venda) Produto (Estoque) O estoque ideal de uma farmácia deve ser na proporção de duas a três vezes (a preço de custo real) em relação à sua venda bruta (PMC), quando a venda é de até R$ 100.000,00. A partir de R$ 100.000,00, a proporção fica menor e gira em torno de 1,2 a 1,6 vezes a venda. Sem o estoque ideal e um mix de produtos apropriado a seu público-alvo, é impossível vislumbrar aumento de vendas. Mix de produtos é um fator crítico: de que adianta ter um estoque proporcionalmente alto, mas dos produtos errados?

Preço (Precificação Inteligente) A moderna gestão de farmácias exige a aplicação de técnicas de precificação, para gerar percepção de “barato” e, ao mesmo tempo, garantir a rentabilidade saudável que o gestor quer e precisa para seu negócio.

Técnica da percepção Nesta técnica o objetivo é distribuir descontos ou mark-up (diferença entre o custo de um bem ou serviço e seu preço de venda), entre os produtos, de forma a garantir a média final ideal de descontos sobre o PMC que garante competividade diante da concorrência e preserva o lucro planejado.

Técnica do desconto ou mark-up aleatório sobre faixas de preço Com esse item, o objetivo é precificar os produtos de acordo com a sua faixa de preço. Nesse modelo, quanto maior é o valor agregado do produto, maior é o desconto ou menor é o mark-up aplicado.

Técnica da distribuição de margens de lucro e descontos por produtos Nesse modelo, após descobrir o lucro bruto necessário para pagar as despesas e permitir o lucro desejado, o gestor distribui as margens planejadas entre os produtos de acordo com o subgrupo a que eles pertencem.

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Muitas farmácias, com o passar dos anos, assistiram ao fluxo de passantes e veículos ser alterado em função de mudanças no trânsito, abertura de centros comerciais na região e alterações que inverteram a proporção de classes sociais que frequentavam o ponto de venda. Por isso, é importante, de vez em quando, medir o fluxo de passantes, analisar o público-alvo e fazer projeções do ticket médio x número de entrantes para prever o potencial de faturamento do seu negócio.

Percebeu que fechamos, com esta abordagem, os 4Ps do marketing, conceito criado em 1949 por Neil Borden e aprimorado por Jerome McCarthy em 1960?

Produto, Preço, Promoção e Praça (PDV) Depois do exposto, convido você a fazer a seguinte reflexão: sua farmácia tem todos os atributos até aqui expostos? Se sim, parabéns! Com você podemos discutir DIFERENCIAIS COMPETITIVOS para atrair mais clientes e aumentar o faturamento. Do contrário, a dica é: comece a fazer o obvio, o necessário, enfim, o BÁSICO – e pode ter certeza de que estará preparado para pensar em DIFERENCIAIS COMPETITIVOS, com foco em prestação de serviços, atendimento diferenciado e ações que visem superar a expectativa de compras de seus clientes. Aumentar o faturamento é ótimo, mas melhor ainda é garantir a rentabilidade necessária para o negócio. A fórmula que o trouxe aqui não necessariamente é a mesma que o levará ao próximo nível. Portanto, não se acomode nunca, pois a concorrência não dá “mole” – e o mercaAtravés do Midiacode, do evolui sempre.

Sucesso e prosperidade sempre!

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Será o fim dos chefes?

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eportagens veiculadas na imprensa no mês passado apresentaram dados mostrando que os chefes estão sendo atingidos pelo desemprego de modo muito mais forte do que os demais empregados. Apesar de o Brasil ter gerado quase 400 mil empregos em 2018, só no primeiro semestre deste ano foram demitidos 80 mil gestores que se somaram aos 90 mil dispensados no mesmo período em 2017. Os mais atingidos foram os gerentes e supervisores que desfrutam salários mais altos. A reportagem indicada acena com possíveis causas: (1) empresas passaram as responsabilidades dos chefes para subordinados (juniorização das chefias); (2) outras colocaram mais empregados sob o comando do mesmo gestor; (3) há as que contrataram PJs no lugar de chefes empregados. É possível que todas essas forças tenham operado na referida onda de demissões. Não se pode esquecer, porém, a drástica redução dos investimentos e o declínio da atividade econômica que atingem o Brasil há vários anos. Mas há um fator de grande importância que ficou ausente nas análises apresentadas. Trata-se do impacto das novas tecnologias e dos novos tipos de negócios sobre os cargos de chefia. Robôs, inteligência artificial, impressão 3D e outras inovações têm diminuído a necessidade de chefes. O comércio eletrônico, por exemplo, vem eliminando empregados das lojas físicas. Alguns vendedores são deslocados para a logística do

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es que f e h c s o d e t r a “Grandeavpam estoques, compras, administr tc. foi e e d a id il b a t n marketing, co ação.” m o t u a r o p a d substituí

novo comércio. Grande parte dos chefes que administravam estoques, compras, marketing, contabilidade etc. foi substituída por automação. O mesmo ocorreu com gestores que, até pouco tempo, cuidavam de recrutamento e avaliação de pessoal, do almoxarifado, do gerenciamento de escritórios de advocacia, engenharia, medicina, contabilidade etc. Os exemplos são incontáveis. Os estudos mais recentes indicam que as novas tecnologias provocam desigualdade na medida em que afetam muitas profissões do meio da pirâmide ocupacional (Ryan Avent, The wealth ofhumans, London: Penguim Randon House, 2016). Sim, porque no topo cresce a demanda por pessoas criativas, altamente especializadas e que dominam uma gama ampla de conhecimentos, inclusive, no campo psicossocial e emocional para exercer liderança. Na base, estão os profissionais cujas atividades (ainda) não podem ser realizadas por robôs: zeladores, faxineiros, enfermeiros, garçons, seguranças, cuidadores de idosos, sem falar nos artistas. As implicações dessas mudanças para a estabilidade social são expressivas e preocupantes e afetam o comportamento político dos cidadãos de classe média que, de repente, se sentem impotentes ao constatarem que possuem habilidades que não servem mais. Nem todos conseguem fugir das profissões invadidas e destruídas pelas inovações e se deslocarem com sucesso para atividades que exigem conhecimentos que eles não possuem. O sistema educacional

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convencional não dá conta de promover esse ajuste em vista da sua natural lentidão para mudar currículos e retreinar professores. O que será do futuro? – então as esperanças reacendem com a expansão dos cursos on-line de alta velocidade e que podem promover o ajuste das pessoas às novas tecnologias. Sites como edX, Coursera, Udacity, Khan Accidemy, Open2Study, Veduca, Futureleam, MOOC (massive open on line courses), etc., oferecem milhares de treinamentos rápidos sobre as mais variadas inovações e tipos de negócios. Eles são ministrados para salas de aula com milhares de alunos – muitos deles, gratuitos. Em outras palavras, a própria revolução tecnológica começa a oferecer soluções para ajudar os seres humanos a se transformarem. É claro, nada é receita de bolo. Isso exigirá novas formas de apreender e uma boa base de educação geral. Mas, no momento, é o que se visualiza para preparar as pessoas para as gigantescas mudanças profissionais que vão se acentuar cada vez mais daqui para frente. Por meio delas, as pessoas que perdem empregos poderão adquirir novo trabalho. *José Pastore é presidente do Conselho de Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio/SP Artigo originalmente publicado no jornal Correio Braziliense em 3 de agosto de 2018. Através do Midiacode, esta matéria pode ser compartilhada se você capturar o código ao lado!

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G ESTÃO

SUPLEMENTOS ALIMENTARES UMA NOVA CATEGORIA QUE GERA MAIS VENDAS E RENTABILIDADE PARA SUA FARMÁCIA

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á um tempo, ao se falar de suplementação alimentar, as pessoas logo remetiam às famosas “bombas”. Felizmente,

esse tempo ficou para trás. Os suplementos alimentares são hoje indicados para uma vasta parcela da sociedade, de recém-nascidos a centenários, englobando, assim, todas as faixas etárias.

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Renilso Flores, daCentral Nutrition Publicado recentemente no Diário Oficial da União, o novo marco regulatório para suplementos alimentares representa não somente a criação formal da categoria de suplementos alimentares, como a tão desejada regulamentação do setor. Esse avanço torna-se importante para os consumidores terem acesso a novos suplementos com um padrão de qualidade que não deixa nada

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a desejar em relação aos suplementos fabricados nos EUA, por exemplo. O Brasil vem se tornando um dos maiores consumidores mundiais de suplementos alimentares – não somente pelos adeptos de atividade físicas, mas por todos os segmentos da população que vêm buscando esses produtos visando saúde, beleza e bem-estar. Contrariamente ao que muitos ainda pensam, a ingestão desses produtos contribui fortemente não só para a estética como para melhora substancial da saúde e qualidade de vida. Estima-se que a categoria dos suplementos alimentares tenha um faturamento superior a US$ 400 milhões, segundo a Euromonitor International, tornando-se uma nova categoria de produtos indispensável para o varejo farmacêutico. Diante desse cenário, é cada vez mais importante que os gestores de farmácias e drogarias observem suas gôndolas e ocupem os espaços com esses produtos, pois é uma grande oportunidade para aumentar suas vendas, tickets médio e, consequentemente, a rentabilidade. Farmácias e drogarias são o local que os usuários escolheram para adquirir seus suplementos, pois esses estabelecimentos contam com orientação do farmacêutico, que pode, assim, indicar esses produtos de forma correta, segura e consciente. O fundador da Central Nutrition, Renildo Flores, salienta que os estabelecimentos não devem entender o mercado de suplementos somente para os praticantes de musculação. Ele comenta que, muito além desse contexto, os suplementos representam uma nova categoria para a farmácia – e o termo serve para nomear substâncias como vitaminas, minerais, aminoácidos, fibras dietéticas, peptídeos, oligoelementos, colágenos e muito mais. Além disso, esses nutrientes são utilizados em fór-

mulas da indústria da suplementação alimentar com objetivos como a melhora do desempenho físico, aumento de massa muscular, recuperação pós-treino, força, energia, definição muscular, aumento da massa magra, melhora da pele, cabelos, unhas, sistema imunológico, sono, depressão e muitos outros sintomas. Ele cita como exemplo os idosos que, em sua maioria, possuem uma baixa capacidade de ingestão e digestão dos alimentos, devendo, portanto, usar suplementos para compensar essa deficiência. Um exemplo são os aminoácidos, responsáveis pela construção estrutural do organismo, tecidos conjuntivos (músculos, ossos e cartilagens), pele e cabelos. Dentre eles, destacam-se oito aminoácidos que não podem ser sintetizados pelo organismo, chamados de essenciais, que precisam ser adquiridos pela ingestão alimentar ou pela suplementação nutricional, que são: L-Leucina, L-Valina, L-Isoleucina, L-Lisina, L-Fenilalanina, L-Treonina, L-Metionina, L-Triptofano. Renildo Flores diz que o diferencial da Central Nutrition está na forma como combina essas substâncias – isso pode fazer toda a diferença – e na forma como se relaciona com as farmácias e drogarias, levando a esses estabelecimentos um modelo de negócio no qual os balconistas e farmacêuticos são treinados para lidar com essa nova categoria de produtos. Para isso, conta com equipe de farmacêuticos, nutricionistas e médicos.

Renildo Flores

Central Nutrition

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Regime Estendido Planejado: até 120 dias sem pausa, e ela ainda pode planejar quando quer menstruar.1

Ela escolhe o que faz, escolhe o que veste, escolhe com quem sai. E também quando quer menstruar.

e os parâmetros da coagulação e fibrinólise. A drospirenona provoca aumento na aldosterona plasmática e na atividade da renina plasmática. Posologia: ingerir um comprimido por dia durante 24 dias consecutivos, aproximadamente no mesmo horário. Durante o período entre o 25º dia e o 120º dia, a usuária pode decidir quando fará a pausa de 4 dias. Esse intervalo de pausa (sem ingestão de comprimidos) não pode ser maior do que 4 dias. O intervalo de pausa de 4 dias deve ser realizado no máximo após 120 dias de ingestão contínua dos comprimidos. Após cada intervalo de 4 dias sem ingestão de comprimidos, inicia-se um novo ciclo de tomada de comprimidos, com mínimo de 24 dias e máximo de 120 dias. Durante o intervalo de 4 dias sem ingestão de comprimidos, geralmente ocorre sangramento, e este pode não haver cessado antes do início da tomada do próximo comprimido revestido. Caso ocorra gotejamento e/ou sangramento de escape contínuos (três dias consecutivos) entre o 25º dia e o 120º dia, é aconselhável fazer o intervalo de 4 dias de pausa (sem a ingestão de comprimidos). Isso reduzirá o número total de dias com sangramento. Para auxiliar no uso do regime flexível, recomendamos que a usuária baixe gratuitamente o aplicativo IUMI® ES, que está disponível para download nas principais lojas de aplicativos – App Store e Google Play. Reg. MS 1.0033.0154/Farm. resp.: Cintia Delphino de Andrade – CRF-SP nº 25.125/LIBBS FARMACÊUTICA LTDA./CNPJ 61.230.314/0001-75/Rua Alberto Correia Francfort, 88/Embu das Artes-SP/Indústria brasileira/IUMIES-MB01-18/Serviço de Atendimento Libbs: 0800-0135044. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Se persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado. Documentação científica e informações adicionais estão à disposição da classe médica, mediante solicitação. Referência bibliográfica: 1. IUMI® ES. São Paulo: Libbs Farmacêutica, 2018. Bula do medicamento.

Junho 2018.

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CONTRAINDICAÇÕES: TROMBOSE VENOSA PROFUNDA/GESTAÇÃO. INTERAÇÕES COM MEDICAMENTOS: ANTICONVULSIVANTES/RIFAMPICINA/GRISEOFULVINA.

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A ssuntos Regulatórios

Os desafios para a implementação da Logística Reversa de Medicamentos por: Dr. Rafael

de Oliveira Espinhel

Assessor jurídico da ABCFARMA

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marco regulatório instituído pela Política Nacional de Resíduos traz diretrizes imprescindíveis para a implementação da Logística Reversa de Medicamentos, como o princípio da responsabilidade compartilhada. Acesse pelo Midiacode no final deste artigo, a Lei Federal n° 12.305/2010, que insituiu Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

Aludido princípio atribui aos fabricantes, importadores, distribuidores e varejistas a responsabilidade pela realização da logística reversa no limite da proporção dos produtos que colocarem no mercado interno, conforme metas progressivas, intermediárias e finais, estabelecidas no instrumento norteador da matéria. Vale dizer que, de acordo com a lei federal, a implementação e a operacionalização dos sistemas de logística reversa deverão ocorrer por meio da celebração de acordos setoriais ou termos de compromisso, podendo ter abrangência nacional, estadual, regional ou municipal.

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Mas existe um modelo ideal a ser adotado? De acordo com análises técnicas, as experiências europeias são as mais bem-sucedidas em termos de sistemas de Logística Reversa de Medicamentos. Os programas implementados em países como França, Portugal, Itália e Espanha se diferenciam, por exemplo, dos casos dos Estados Unidos e Canadá. Isso se deve ao fato de que nos países norte-americanos a logística não está sujeita a um marco regulatório nacional, o que torna o programa fragmentado, com amplitude limitada e resultados menos expressivos do que nos países da Europa. Todavia, a nosso ver, é importante atentar para alguns aspectos que problematizam e dificultam a eficiência e os custos associados à implementação de um programa em território brasileiro. Entre eles, destacamos: Reforma da legislação tributária. É imprescindível que o Estado desenvolva uma política fiscal simplificada que facilite e incentive a movimenta-

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A ção de resíduos, concedendo crédito presumido, adicional, de IPI, PIS/Pasep e Cofins, bem como de ICMS, para empresas engajadas nas atividades de logística reversa. Outra importante alteração da legislação tributária refere-se à criação da chamada “taxa visível” (visible fee) ou “ecovalor”, a fim de assegurar a sustentabilidade financeira dos sistemas de logística reversa. Legislação estadual e/ou municipal. Um grande desafio é impedir a pulverização de normas estaduais e municipais dispondo sobre a responsabilidade pós-consumo de medicamentos e estabelecendo obrigações (atribuições) em contrariedade ao disposto na PNRS, via de regra, atribuindo muitas vezes a responsabilidade pela implementação unicamente ao varejo farmacêutico. Uma consequência disso, indesejável para os fins da efetividade da logística, é a crescente judicialização da matéria.

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Viabilidade técnica e econômica. Outro ponto importante a ser superado é a ausência de locais apropriados para realizar a destinação ambientalmente adequada dos medicamentos vencidos em muitos Estados da Federação. Muitos municípios brasileiros não possuem aterros sanitários, bem como locais para realizar a incineração dos medicamentos, o que torna um problema a implementação da logística reversa, sob a perspectiva da viabilidade técnica e econômica. A despeito de todas as dificuldades, o que se percebe pela análise das experiências já praticadas no Brasil é que existe uma conscientização crescente por parte dos atores da cadeia farmacêutica sobre a necessidade da construção de um acordo setorial para a implementação da Logística Reversa de Medicamentos.

Anvisa publicou o novo marco regulatório dos suplementos alimentares. As novas regras vão melhorar o acesso dos consumidores brasileiros a produtos seguros e de qualidade. Outro impacto esperado é a redução do desnível de informações observado nesse mercado, especialmente na veiculação de alegações sem comprovação científica. A modernização da regulamentação também vai diminuir os obstáculos para comercialização e inovação desse setor, além de melhorar o controle sanitário e a gestão do risco desses produtos.

O novo marco legal para suplementos alimentares é formado por seis normas, a saber:

ç § Resolução RDC Anvisa nº 239/2018 ç ç ç

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Estabelece os aditivos alimentares e coadjuvantes de tecnologia autorizados para uso em suplementos alimentares. § Resolução RDC Anvisa nº 240/2018 Altera a RDC nº 27, de 6 de agosto de 2010, que dispõe sobre as categorias de alimentos e embalagens isentos e com obrigatoriedade de registro sanitário. § Resolução RDC Anvisa nº 241/2018 Dispõe sobre os requisitos para comprovação da segurança e dos benefícios à saúde dos Capture pelo probióticos para uso em alimentos. Midiacode § Resolução RDC Anvisa nº 242/2018 as novas Altera a RDC nº 24, de 14 de junho de 2011, a RDC nº 107, de 5 de setembro de 2016, resoluções a Instrução Normativa nº 11, de 29 de setembro de 2016, e a RDC nº 71, de 22 de da Anvisa dezembro de 2009, e regulamenta o registro de vitaminas, minerais, aminoácidos e proteínas de uso oral, classificados como medicamentos específicos § Resolução RDC Anvisa nº 243/2018 Dispõe sobre os requisitos sanitários dos suplementos alimentares. § Instrução Normativa 28/2018 Estabelece as listas de constituintes, de limites de uso, de alegações e de rotulagem complementar dos suplementos alimentares. q REVISTA ABCFARMA • SETEMBRO/18 - Nº 325

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E ventos

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A Academia em festa

s 81 anos da Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil/Academia Nacional de Farmácia foram comemorados em bela solenidade no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, no último dia 10 de agosto. O evento contou com cerca de 130 profissionais do setor da saúde, homenageados e familiares, acadêmicos, apoiadores e mantenedores da entidade. A solenidade contou com a palestra magna

“A mutidisciplinaridade e as expectativas possíveis e improváveis na saúde”, proferida pelo Dr. Rubens Belfort Junior. “A medicina está cada vez mais avançada e as pessoas exigindo cada vez mais. Logo vão existir medicamentos para a prevenção do uso de óculos. A ANF prima pela multidisciplinaridade. O farmacêutico deve estar ao lado do médico, do enfermeiro e de outros profissionais de saúde trabalhando em conjunto”. Na ocasião, foi lançado também o livro que conta os 80 anos da Academia (ao lado)

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E Homenageados

Pedro Zidoi Sdoia, professor Lauro Domingos Moretto e João Paulo Silva Vieira, atual presidente da ANF

A medalha comemorativa Mérito Ciências Farmacêuticas tem o objetivo de agraciar personalidades de vida científica brasileira e internacional, profissionais que atuam em entidades associativas e professores e diretores de instituições de ensino, bem como a autoridades, em reconhecimento às suas relevantes contribuições. Foram homenageadas 20 personalidades das Ciências Farmacêuticas brasileiras, distribuídos em quatro categorias: Membros de Entidades Associativas Farmacêuticas, Diretores e Professores de Instituição de Ensino, Pesquisadores e Autoridades. Após as homenagens, houve o lançamento do livro comemorativo “Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil 80 anos – História de Ideais e Conquistas”. O presidente da ABCFARMA, Pedro Zidoi Sdoia, foi um dos convidados de honra do evento, juntamente com sua esposa, Maria Helena Zidoi. Membro Honorário Nacional da Academia, ele faz um pequeno histórico da entidade: “Os farmacêuticos criaram em 1916 a Associação Brasileira de Farmacêuticos. Em 1924, surge o Conselho Científico da Associação Brasileira de Farmacêuticos e, a partir de 13 de agosto de 1937, ela se transforma em Academia Nacional de Farmácia. Em 16 de fevereiro de 2017, tendo na presidência o Acadêmico Lauro Domingos Moretto, a Academia passa a ser denominada de Academia Brasileira de Ciências Farmacêuticas, mantendo como subtítulo Academia Nacional de Farmácia, com sede no Rio de Janeiro e sub-sede em São Paulo”. Presidida por vários anos pelo acadêmico Caio Romero Cavalcante, que prestou relevantes serviços à frente da entidade, a ANF passou a ser comandada pelo professor Lauro Domingos Moretto, que dinamizou os trabalhos da Academia– que, durante sua gestão, ganhou expressão internacional.

Missa solene

Flâmula comemorativa

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No dia seguinte ao evento, os membros da Academia participaram de missa solene na Igreja Nossa Senhora Aparecida, no bairro de Moema. Após a missa, todos foram convidados para almoço festivo. q

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E ventos

ABCFARMA,

MLK e Rede TV! Uma nova parceria para grandes resultados

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m almoço na bela sede da REDE TV!, em São Paulo, deu início a um novo e promissor projeto de aproximação da entidade com todos os players do mercado farmacêutico: ABCFARMA INFORMA. Represen-

tantes de algumas das mais importantes indústrias do setor estiveram presentes ao evento – e puderam conhecer, em primeira mão, os detalhes desse projeto, alinhavado pela MLK Comunicação, que virá reforçar o protagonismo e o pioneirismo da ABCFARMA como a primeira e ainda mais relevante associação do segmento farmacêutico em prol de todos os elos do setor. O almoço também celebrou o aniversário do presidente da ABCFARMA, Pedro Zidoi Sdoia – que foi cumprimentado por Edu Guedes e Sidney Oliveira

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E Coube a Leka Vital, diretora da MLK Comunicação, e a Felicio De Rosa Neto, executivo corporativo da ABCFARMA, apresentar o projeto aos presentes. O ABCFARMA INFORMA tem como objetivo aproximar ainda mais a indústria farmacêutica das farmácias, dos farmacêuticos e do consumidor final – através da TV e das mídias digitais. Será uma série de programetes de 90 segundos, apresentados pela jornalista Fabiana Teixeira durante o programa “Edu Guedes e você”, todas as quartas-feiras, entre 10h45 e 12h na REDE TV!, para todo o Brasil. Uma versão estendida do programa, com 7 a 10 minutos, será veiculada no canal do programa no YouTube. Em ABCFARMA INFORMA, que será gravado na Farmácia-Modelo da ABCFARMA, na sede paulistana da entidade, serão abordados, de maneira didática, em linguagem leiga, temas de interesse não só dos

profissionais de farmácia como do consumidor final – envolvendo, por exemplo, classes de medicamentos sobre as quais ainda pairam dúvidas ou novidades do mercado que necessitam apresentação. Enfim, ABCFARMA E VOCÊ será uma plataforma privilegiada de informações abalizadas sobre a dinâmica do mercado farmacêutico. Num primeiro momento, o projeto ABCFARMA INFORMA, contará com cinco patrocinadores. Cada patrocinador terá cinco programas – no formato citado: parte ao vivo, parte veiculado no YouTube. Importante: o cenário do programa pode ser customizado com produtos do patrocinador nas gôndolas de nossa Farmácia-Modelo. E o patrocinador também poderá indicar um entrevistado para falar do produto em questão. Outras formas de merchandising e de apresentação dos produtos poderão serão estudadas.

Um tour pela Rede TV

Amilcare Dallevo Neto (à frente, à esquerda) faz um tour com os convidados pelas dependências da Rede TV Antes do almoço e da apresentação do projeto, os convidados foram brindados com um tour pelas moderníssimas instalações da REDE TV!, que estão entre as mais avançadas do país. Nosso “cicerone” foi Amilcare Dallevo Neto, head of Value Creation da emissora.Também fomos acompanhados na visita e no almoço pela executiva de contas Glauce Gonçalez, pela diretora do departamento de Value Creation, Nicolle Rojais de Carvalho, e pela jornalista e apresentadora Fabiana Teixeira. Também agradecemos o apoio de empresas com participação no projeto, como Embarquiaqui.com, representada na REDE TV! por Cláudio Soares Oliveira,

Standout (Andréa Miranda Dias), Superação Uniformes (Cláudio Soares Oliveira) e Italian Hairtech (Danilo José da Silva). Nossos agradecimentos

também aos dirigentes de empresas farmacêuticas que nos prestigiaram no evento: Carlos Nahum – Grupo EMS

Fernando Schulz dos Santos e Antonio Augusto Pontes –Brasterápíca Wilson Borges – Natulab Sérgio Vasconcelos e Fernando Marinheiro – Cellera Farma

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Marco Aurélio Miguel – MR Farma Régis Rodero – Metalfarma Rodrigo Gomides – Supera RX Silvana Ribeiro Araújo – Prati Donaduzzi Fernando Cesar da Silva – Nunes Farma Inácio Carlos Marchette Junior, Edgar A. Ibitinga e Leonardo Minguini Rodriguez – Ekobé

Maria Isabel F. Costa – Cifarma Fabiana Lacerda Bezerra – Rede Coop Jaime Luciano de Biagi e Douglas Galiás – Sanfarma

João Batista dos Santos – EGV Pharma Vanessa Dias – RP de diversas marcas Com o apoio desses executivos e dessas marcas, o Projeto ABCFARMA INFORMA vem aí – e prenunciando um sucesso antecipado, pela grande receptividade dessa atraente ação de marketing, onde todos ganham com a informação.

O executivo corporativo da ABCFARMA, Felicio De Rosa Neto, saúda Pedro e Maria Helena Zidoi durante almoço de dirigentes da indústria farmacêutica na RedeTV!

ABCFARMA: um novo passo

O 9 de agosto foi um dia marcante em minha vida. A MLK Comunicação e a Rede TV!, nas pessoas de Leka Vital, Almilcare Dallevo Neto (CEO da Rede TV! e nosso anfitrião num tour pelas magníficas dependências da emissora), Glauce Gonçalez (Executiva de Contas da Rede TV) e Edu Guedes, que apresenta o programa “Edu Guedes e Você”, ofereceram uma visita, seguida de almoço, a líderes da indústria farmacêutica, para a apresentação de nosso projeto de parceria denominado ABCFARMA INFORMA. Nessa visita, tivemos a alegria de reencontrar Sidney Oliveira, da Ultrafarma, que participava do programa de Edu Guedes. Um amigo de longo tempo, que, ao vivo, fez uma inesquecível saudação à minha pessoa. Aos que carinhosamente compareceram,

e aos que nos receberam na Rede TV!, nossos eternos agradecimentos.

Pedro Zidoi Sdoia

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O que há de novo na praça BIOPOWER

(cefeína 210mg em cápsulas gelatinosas) INDICAÇÃO Suplemento de cafeína para atletas. INFORMAÇÕ IMPORTANTE: “A cafeína é um composto químico bem conhecido pela ciência: a trimetilxantina ou C8H10N4O2 que, no nosso corpo, tem efeito estimulante. “A bebida impulsiona o sistema normal de vigília, aumentando a atenção, a concentração e a memória”, explicou o médico Darcy Roberto Lima*, que foi coordenador científico do projeto Café & Saúde, do Ministério da Agricultura.” Fonte: https://super.abril.com.br/saude/a-base-de-cafeina/ Para mais informações, acesse: www.ems.com.br SAC 0800-191914 Produto isento de registro conforme RDC 27/10

LINHA LABY LIP CARE DE CARA NOVA

Para atender as necessidades do consumidor e seguir as tendências do mercado, a Bravir promoveu mudanças na Linha Laby, de protetores labiais, que foram além do layout das embalagens. Entre os lançamentos, esta o sabor de açaí com guaraná, que oferece proteção contra os efeitos nocivos da exposição prolongada ao sol 15 vezes mais do que se não tivesse aplicado. É elaborado com substâncias que hidratam e amaciam os lábios, evitando o ressecamento e o envelhecimento precoce. Ajuda a prevenir queimaduras solares. Nº de processo ANVISA: 253510.72638/2018-21 SAC 31 3355 1555

REDUBÍO SHAKE SLIM, PARA REDUÇÃO DE PESO

A linha de shakes e cápsulas para gerenciamento de peso do Grupo Cimed apresenta novidades. Para aqueles que desejam realizar uma dieta de redução de peso em uma semana, a marca apresenta Redubío Shake Slim 7 dias, que ajuda na conquista de resultados rápidos, de forma prática e econômica. Os shakes estão disponíveis em três sabores: baunilha, morango e chocolate. Com uma formulação completa, Redubío Shake Slim contém mais de 21 vitaminas e minerais, nutrientes essenciais para o bom funcionamento do organismo, além de proteínas que garantem a saciedade, fibras para ajudar no controle do trânsito intestinal e ainda colágeno hidrolisado, importante para a firmeza e elasticidade da pele. Para mais informações: www.grupocimed.com.br Produto isento de registro conforme RDC 27/10 SAC 0800 704 46 47

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O KIT DERMAFEME® FRESH, SABONETE ÍNTIMO DIÁRIO

Especialmente desenvolvido com a proteína de leite e ácido lático que inibe a proliferação de germes, Dermafeme® Fresh pode ser usado todos os dias, produzindo sensação de limpeza, proteção e frescor o dia inteiro. Registro Anvisa: 25351.466830/2017-85 Para mais informações: www.dermafeme.com.br SAC 0800 704 46 47

KIT DERMAFEME® NEUTRALIZZ NEUTRALIZA CHEIROS DESAGRADÁVEIS

Além da fragrância mais suave, esse sabonete íntimo equilibra o pH da região íntima, proporcionando higiene completa e proteção por até 24 horas Registro Anvisa: 25351.143560/2015-19 Para mais informações: www.dermafeme.com.br SAC 0800 704 46 47

LAVITAN® MULTI SÊNIOR

Com 23 vitaminas e minerais, Lavitan® Multi Sênior tem sabor baunilha e contém 60 cápsulas gelatinosas. É a mais nova escolha de homens e mulheres maduros que buscam complementar a sua dieta e melhorar sua saúde. Sua Formulação Premium com complexo B auxilia o metabolismo energético, promove a saúde cardiovascular e auxilia no fortalecimento dos ossos. Registro Anvisa: 6.7198.0010 Para mais informações: www.lavitanvitaminas.com.br SAC 0800 704 46 47

PANTOGAR TOP

A Biolab Farmacêutica tem uma linha completa de medicamentos e suplementos direcionados ao tratamento e cuidados dos cabelos – e agora lança Pantogar TOP, uma solução tópica elaborada para prevenir e combater a perda de cabelos em homens e mulheres. A queda de cabelo pode ocorrer devido ao desequilíbrio do ciclo capilar, em virtude de diversas causas, como estresse, alterações nutricionais, uso de medicamentos, entre outros fatores. Pantogar deixa o cabelo saudável e fortalecido. Sua composição não contém fragrância e não deixa o couro cabeludo oleoso. Pantogar TOP, que tem fórmula patenteada com extratos botânicos que previne e retarda a queda de cabelos, está disponível em frasco com 80ml e vem com aplicador. Mais informações: www.biolabfarma.com.br. Contraindicação Este medicamento é contraindicado em casos de hiperssensibilidade ao ativo ou qualquer outro componente da formulação. Produto isento de registro conforme RDC 27/10 SAC 0800 724 65 22

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A ABCFARMA é inovadora, pois, além do reconhecimento no canal farma, conta com parceiros que acreditam e confiam no nosso trabalho. Associado OURO

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Associado PRATA

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Edição de setembro

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