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JANEIRO DE 2013 [Edição #04]


Em 2013 a 2Day volta com a quarta edição do Drops, buscando trazer mais referências daquilo que está nas ruas do mundo. Espaço e objetos que as vezes passam despercebidos ou que não valorizamos seu potencial. Inspire-se com a gente!


TEMA DE JANEIRO.2013

MOBILIÁRIO URBANO Optamos pelo tema Mobiliário Urbano, pois ele dá suporte as redes urbanas e ao convívio coletivo. São objetos que podem deixar a cidade mais bonita, prática e interessante. O mobiliário urbano vai desde as lixeiras nas ruas, passando por postes de iluminação, até armários de rede elétrica.


Uma dupla de designers holandeses, Carmela Bogman e Rogier Martens, desenvolveram um mobiliário urbano que além de criativo, é super útil. São bancos e mesas que as pessoas podem adaptar conforme sua necessidade. Mas se o pessoal estiver na hora do rush, sem poder dar uma paradinha, não tem problema, este mobiliário não atrapalha ninguém, pois pode ficar na altura do chão, passando despercebido pelos apressados.

Que tal um banco sempre sequinho, mesmo nos dias de chuva? The Rolling Bench é a salvação. Basta girar a manivela e a parte molhada fica para baixo e a seca sobe... Simples maneira de resolver antigos problemas.


Outra grande ideia para solucionar o convívio forçado em bancos públicos é o Sliding Bench. O designer Mutlu Kılınçer desenvolveu a ideia pensando na liberdade de escolha. Assim, você pode separar ou juntar os bancos individualmente conforme o desejo e a necessidade sem precisar ficar colado em alguém desconhecido.

A empresa Norte-Americana JCDecaux criou um mobiliário urbano diferenciado instalado em Paris. O espaço que proporciona sombra e descanso para os pedestres, conta com cadeiras, mesinhas e instalação elétrica para carregar os celulares e computadores. O telhado verde, ajuda a manter a temperatura, além de ser mais agradável para quem vê de cima. Além disso, há uma tela touchscreen com informações e serviços da cidade.


2 em 1: bancos + iluminação. Na cidade Sunderland, na Dinamarca, os bancos dispostos na calçada são assinados pelo designer britânico Charlie Davidson. Eles são feitos com um polímero com base de concreto e recebem uma iluminação colorida que dão um ótimo efeito.

Leaning Mold por Maruja Fuentes. Ótimo para paradas de ônibus e locais de espera pública.

Stair Squares concebido por Mark Reigelman,foi uma instalação realizada no Brooklyn's Borough Hall, mas que pode ser replicada em diversos espaços urbanos, proporcionando maior aproveitamento dos mesmos.


O escritório Mesarchitecture de Paris, criou um mobiliário urbano que pode ser instalado em qualquer lugar da cidade. O balanço nas alturas foi apresentado na Shenzhen & Hong Kong Bienal de Urbanismo e Arquitetura na China em 2009.

Um sistema de iluminação pública, onde a população precisa se exercitar para gerar energia para as lâmpadas. Projeto criado nos Estados Unidos, Texas.

O projeto desta parada de ônibus para prefeitura de Florença, vai além do design, com um sistema touchscreen, o usuário pode programar seu itinerário e acompanhar em tempo real a localização dos ônibus.


Bancos com jardins próprios e rodinhas, proporcionam uma vegetação e sombra em praças que não contam com isso e as rodinhas permitem que as próprias pessoas organizem os bancos na forma que forem utilizá-los. Projeto apresentado na Bienal de Valência e instalada depois em Lisboa.

Os bancos das paradas de ônibus em Montreal, Canadá foram substituídos por balanços que emitem som e luz de acordo com o movimento.

Uma passagem de pedestre também pode oferecer um pouco de design e bom humor para a cidade. Projeto realizado na Alemanha.


Parada de ônibus em Taiwan.

Utilizando a estrutura do próprio espaço público de Hamburgo, o artista alemão Oliver Schau criou mobiliários urbanos com materiais de baixo custo, com flexibilidade, firmeza e resistência as diferentes variações climáticas.

Criado pelos designers Remy & Veenhuizen para uma escola em Zoetermeer, na Holanda, o banco de elementos naturais é aconchegante e criativo, ótimo para ambientes como parques.

As placas de esquina estão por toda a cidade e merecem maior atenção em relação ao design para deixar a nossa cidade mais bonita. Essa em Paris é do Ruedi Baur.


“Lent Space”

Um terreno no centro de Nova York em Manhattan, super valorizado, mas com o projeto ainda indefinido pela construtora, foi “doado” temporariamente para uso público. O escritório de arquitetura Interboro Partners ficou responsável por realizar este espaço temporário, que conta com alguns mobiliários urbanos, além de espaço para exposição de arte contemporânea, eventos e viveiro de plantas. O “muro” que demarcava o terreno, conforme exigido pelo cliente, também era usado como banco e podia ser adaptado conforme o público que estava presente no local.


BRASIL

O mobiliário urbano da artista catarinense Giovana Zimermann, instalado nas ruas de Florianópolis, saiu com destaque na revista GCDO (Global Design Cities Organization)

O Brasil também já entrou nessa onda de aprimorar os mobiliários urbanos, tanto esteticamente, como funcionalmente. No caso do Rio de Janeiro, foi uma mistura de mobiliário urbano com espaço privado, onde os quiosques da praia acabavam atrapalhando o visual mais bonito da cidade. Por isso a prefeitura do Rio de Janeiro e a empresa Orla Rio, com o projeto arquitetônico do escritório Índio da Costa Arquitetura e Design, buscaram conciliar a necessidade de criar estruturas básicas para prestação de serviços, buscando o menor impacto possível na paisagem. Por isso o resultado são quiosques muito “transparentes” com lâminas de vidros e os serviços (cozinha, depósito, banheiro...) no subsolo.


Nova York

Porto Alegre

A Praça Turca em Juazeiro na Bahia veio da necessidade de sombrear essa cidade do sertão baiano além de criar espaços vazios em seu centro urbano. Projeto e desenvolvimento da SETE43Arquitetura.

Londres

Utilizar os espaços públicos e mobiliários já existentes para agregar uma troca entre a sociedade é um movimento visto em diferentes lugares do mundo. Porto Alegre, Nova York, Londres mostram que cabines telefônicas e paradas de ônibus também podem ser uma biblioteca pública. É só pegar um livro ou deixar o seu.

BRT em Curitiba


O suporte para bicicletas Key, da empresa Santa & Cole, vencedor dos prêmios IDEA Award 2007, Premi Ciutat de Barcelona 2008 e Red Dot Award 2008, em Barcelona (Espanha).

Yoann Henry Yvon, designer baseada em Milão, também criou um bicicletário diferente: Marguerite Bike Rack, onde prende-se a bicicleta nas “pétalas” que são flexíveis no suporte.

Os estudantes de Arquitetura e Urbanismo Bruno Cipriano e Rafael Fusco, juntamente com os arquitetos André Ambrósio e Fábio Henrique Conceição, de Curitiba, projetaram um estacionamento de bicicletas, que também possui um banco para descansar. Os materiais utilizados são de baixo custo e sustentáveis, sendo madeiras salvas de caminhões tombados. “Andar de bicicleta é ser fluído, versátil e flexível em um mundo endurecido e pesado, além da possibilidade de mudar de direção e estacionar em lugares diversos”, explicam.


Bairro Nørrebro

Três escritórios de design Topotek 1 + BIG Architects + Superflex tiveram o desafio de “recriar” todo um bairro de Copenhagen, Dinamarca: Nørrebro. Uma única região, com diferentes, bonitos e inovadores mobiliários urbanos.


Bairro Nørrebro

Mais mobiliários do bairro Nørrebro na Dinamarca.


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Drops 2Day - Janeiro de 2013 [Edição #4]