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Especial Feimafe 2011

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Ano 6 - Edição nº 34 - Maio de 2011 Publicação

MEIO AMBIENTE buraco na camada de ozônio atinge nível recorde no Ártico DESENVOLVIMENTO mais emprego no setor de máquinas e equipamentos MERCADO desconto de

2011:

ICMS sobre máquinas volta a vigorar

QUASE O BOM 2007 DE NOVO


editorial

mercado empresarial

expediente Coordenação: Mariza Simão Redatora: Sonnia Mateu - MTb 10362-SP contato: sonniamateu@yahoo.com.br Colaboraram nesta edição: Vinicius Souza e João Lopes Diagramação: Vladimir A. Ramos, Lisia Lemes e Ivanice Bovolenta Arte: Cesar Souza, José Francisco dos Santos, José Luiz Moreira, Edmilson Mandiar Distribuição: Feimafe - 13ª Feira Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura Impressão: RR Donnelley Matriz: São Paulo - Rua Martins Fontes, 230 - Centro CEP 01050-907 - Tel.: (11) 3124-6200 - Fax: (11) 3124-6273 Filiais: Araçatuba - Rua Floriano Peixoto, 120 1º and. - s/ 14 - Centro - CEP 16010-220 - Tel.: (18) 3622-1569 Fax: (18) 3622-1309 Bauru - Edifício Metropolitan Rua Luso Brasileira, 4-44 - sl 1214 - 12º and. CEP 17016-230 - Tel.: (14) 3226-4068 Fax: (14) 3226-4098 Piracicaba Sisal Center - Rua Treze de Maio, 768 sl 53 - 5º and. CEP 13400-300 - Tel.: (19) 3432 - 1434 Fax.: (19) 3432-1524 Presidente Prudente - Av. Cel. José Soares Marcondes, 871 - 8º and. - sl 81 - Centro - CEP 19010-000 Tel.: (18) 3222-8444 - Fax: (18) 3223-3690 Ribeirão Preto - Rua Álvares Cabral, 576 -9º and. cj 92 - Centro - CEP 14010-080 - Tel.: (16) 3636-4628 Fax: (16) 3625-9895 Santos - Rua Leonardo Roitman, 27 - 4º and. cj 48 Santos - SP - CEP.: 11015-550 Tel.: (13) 3224-9326 / 3232-4763 São José do Rio Preto - Rua XV de Novembro, 3057 3º and. - cj 301 - CEP 15015-110 Tel.: (17) 3234-3599 - Fax: (17) 3233-7419 O editor não se responsabiliza pelas opiniões expressas pelos entrevistados.

Setor retoma os bons níveis de negócios anteriores à crise de 2008

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o ano passado, estimulado pela volta do consumo interno e crescimento da economia, o setor de máquinas-ferramenta retomou um nível de negócios próximo ao de 2007, um ano muito bom, com produção de R$ 1,4 bilhão e consumo aparente de R$ 3,2 bilhões. A expectativa para 2011 é repetir o resultado de 2010, desde que o desempenho da economia confirme um crescimento do PIB em 4,0% (em abril último, a Confederação Nacional da Indústria reviu sua expectativa de crescimento do PIB para 2011 de 4,5% para 3,5%). Os importadores de equipamentos, após uma retração de cerca de 60% em 2009, influenciada não apenas pela queda no consumo, mas também pela alta do dólar a patamares de R$ 2,2, retomaram em 2010 o ritmo dos negócios, permanecendo, entretanto, cerca de 20% abaixo do nível de encomendas do primeiro semestre de 2008. Já em 2011, a expectativa é de, pelo menos, igualar os resultados do setor em 2008. Já as exportações de máquinas-ferramenta têm diminuído nos últimos anos devido, principalmente, ao desestímulo provocado pela taxa de câmbio. Dos níveis médios anuais em torno de US$ 350 milhões, o país exportou apenas U$ 176 milhões em 2010 e enquanto essas condições prevalecerem, não se vislumbra alteração desse quadro. Velhos gargalos continuam prejudicando o setor, como a falta de investimento na produção nacional (o Brasil só investe 17% de seu PIB na produção, o ideal é 20%) e também em Pesquisa & Desenvolvimento. E, claro, não esqueçamos o Custo Brasil e tudo que o envolve. Ainda assim, por causa de barreiras tarifárias como o imposto de importação, as máquinas-ferramenta a comando numérico, CNC, produzidas no Brasil e de maior valor agregado, continuam levando grande vantagem em relação às importadas. Nesse ponto, um dos principais diferenciais que ajudaram a indústria foi a criação do Programa de Sustentação do Investimento do BNDES, com linhas de financiamento como o Finame PSI com taxas de juros fixas de 5,5% ao ano para investimento, principalmente de pequenas empresas, na produção e inovação que inclui a aquisição de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil. Este e outros temas correlatos serão assuntos, de 23 a 28 de maio, em São Paulo, da Feimafe 2011, que, além de mostrar grandes lançamentos e inovações, pretende, através de seu estande temático, popularizar a importância das máquinas-ferramenta, utilizadas na fabricação de todos os produtos. Fazendo a sua parte, MERCADO EMPRESARIAL dedica ao setor esta edição especial.

Mercado Empresarial

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sumário

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Panorama do setor

cases & cases

2011: Quase o bom 2007 de novo

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desenvolvimento

Setor de máquinas-ferramenta retoma níveis anteriores à crise de 2008, mas segue lutando contra o Custo-Brasil para avançar mais e deve repetir em 2011 o desempenho de 2010

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FEIMAFE 2011: a evolução tecnológica da indústria das Máquinas-Ferramenta

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Inflação e o Setor de Máquinas e Equipamentos Industriais

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Desconto de ICMS sobre máquinas volta a vigorar

Buraco na camada de ozônio atinge nível recorde no Ártico

Sustentabilidade

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Setores de produção padronizada demitem e importam da China Cresce a importação de máquinas pesadas chinesas

Empresas alemãs de energia limpa afirmam poder substituir usinas nucleares

destaque

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Economia

24 25 27

Novoaço Especial: qualidade e tecnologia de ponta em aços retificados, trefilados e laminados

Meio ambiente

Mercado

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De Carlo Usinagem e Componentes

qualidade

opinião

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Mais emprego no setor de máquinas e equipamentos

Expansão

Eventos

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Mais fortes que aço, novos metais são moldáveis como plástico

Rukava, marca consolidada no segmento de esteiras transportadoras

Indústria enfrenta alta de custos, mas não repassa

tecnologia

Mercado projeta PIB menor e inflação maior em 2011

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Em 2011, investimento pode crescer mais 9%

Fascículo Qualidade de Vida - Vol.3

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MCT muda regras de importações de equipamentos para pesquisa

dicas de leitura

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vitrine

Movimento é Vida


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panorama do setor

2011:

quasE o Bom 2007 Setor de máquinasferramenta retoma níveis anteriores à crise de 2008, mas segue lutando contra o custobrasil para avançar mais e deve repetir em 2011 o desempenho de 2010

dE novo


panorama do setor

mercado empresarial

A

importação: expectativa é igualar resultados de 2008

Os importadores de equipamentos enfrentaram um cenário semelhante. Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais – Abimei, Ennio Crispino, o setor teve uma retração de cerca de 60% em 2009, influenciado não apenas pela queda no consumo, mas também pela alta do dólar a patamares de R$ 2,2. “Os negócios só retomaram o ritmo a partir de 2010, mas ainda assim permanecemos cerca de 20% abaixo do nível de encomendas do primeiro semestre de 2008”, diz Crispino. “Já em 2011, a expectativa é de, pelo menos, igualarmos

Divulgação

crise financeira internacional, que teve os resultados do setor em 2008, o que é bastante aceitável seu pico no Brasil no final de 2008, se levarmos em conta que o país, por razões de infraestruimpactou de maneira tão forte o setor tura como dificuldades logísticas e de geração de energia, de máquinas-ferramenta, que no último trimes- dificilmente conseguirá crescer mais do que 4%”. tre daquele ano o nível de pedidos caiu a um Segundo ele, a própria economia mundial ainda está terço do trimestre anterior. As vendas somente passando por um processo de recuperação, com prazos de ganhariam novo fôlego em meados de 2009, entrega superiores a 120 ou 130 dias após a encomenda, com o início do PSI – Programa quando o razoável seria 60 dias. “Quando de Sustentação do Investimento o empresário brasileiro toma a decisão de do BNDES, com taxas de juros compra, ele quer o equipamento o mais Brasil só investe fixas de 4,5% ao ano naquele rápido possível e por isso às vezes chega 17% de seu PIB na momento. Mas aí já era tarde a comprar máquinas que não são as ideais produção, o ideal para uma recuperação mais forte, para a sua indústria”, explica o dirigente da é 20% tanto que o setor apresentou em Abimei. “Nesse ponto, os importados são 2009 uma redução de 53,6% em uma opção importante da qual o mercado relação a 2008. nacional não pode prescindir, até mesmo No ano passado, estimulado pela volta do porque os fabricantes nacionais também sofrem com proconsumo interno e crescimento da economia, blemas de prazo de entrega dilatado”. “o setor retomou um nível de negócios próxiA queda do dólar, que tem permitido uma imensa mo ao de 2007, que havia sido um ano muito importação de produtos industrializados, parece não ter bom, com produção de R$ 1,4 bilhão e consu- afetado tão duramente o setor de máquinas-ferramenta. mo aparente de R$ 3,2 bilhões” afirma André “As importações de máquinas-ferramenta têm aumentado Luís Romi, Presidente da Câmara Setorial de nos últimos anos, principalmente devido à taxa cambial faMáquinas-Ferramenta da Associação Brasileira vorável, e representaram em 2010, 60% do consumo desse da Indústria de Máquinas e Equipamentos – tipo de máquina no país”, afirma Romi. “A competição está CSMF-Abimaq. muito acirrada, porém não podemos deixar de considerar Mesmo com a queda no final do ano, em que uma máquina-ferramenta requer financiamento, aces2008 o setor teve um faturamento nominal, sória técnica, suporte pós-venda, e o fabricante local leva de acordo com levantamento da Abimaq, de grande vantagem sobre o importado”. R$ 2,31 bilhões. Em 2009 esse valor foi de R$ O presidente da Abimei segue uma “Os negócios só reto1,38 bilhões e em 2010 de R$ 1,46 bilhões. “A linha semelhante de raciocínio. “Não maram o ritmo a partir expectativa para 2011 é repetir o resultado de existe uma ‘invasão’ de importados, esde 2010, mas ainda 2010, desde que o desempenho da economia pecialmente de máquinas de maior valor assim permanecemos confirme um crescimento do PIB em 4,0%”, agregado, porque esses equipamentos cerca de 20% abaixo do completa dirigente da Abimaq. dificilmente são pagos à vista e as linhas nível de encomendas Em 15 de abril último, a Confederação de financiamento disponíveis nos bancos do primeiro semestre Nacional da Indústria, CNI, reviu sua expecde 2008” tativa de crescimento do PIB para 2011 de 4,5% para 3,5%.

Ennio Crispino, presidente da Associação Brasileira dos Importadores de Máquinas e Equipamentos Industriais – Abimei

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panorama do setor

brasileiros variam entre 19% e 20% de juros ao ano e o imposto de importação para máquinas com similar nacional é de 14%, um dos mais altos do mundo”, afirma Crispino. “Já quanto a questões como instalação, peças e suporte, os associados à Abimei têm investido no treinamento e na presença local, sem falar que todos os fabricantes nacionais, sem exceção, também oferecem máquinas-ferramentas importadas em seus portifólios, como complementação de seu mix de produtos e por terem claro que não conseguem suprir sozinhos as demandas do mercado”.

Taxa de câmbio desestimula exportações

Nas exportações, por outro lado, o câmbio tem sido um fator de grande influência. “As exportações de máquinas-ferramenta têm diminuído nos últimos anos devido, principalmente, ao desestímulo provocado pela taxa de câmbio”, conta Romi. “Dos níveis médios anuais em torno de US$ 350 “Se tivéssemos uma milhões, o país exportou apenas U$ 176 miimportação maior, signilhões em 2010 e enquanto essas condições ficaria que a indústria prevalecerem, não vislumbramos alteração estaria investindo no desse quadro”. Em 2010, o país exportou aumento da produção, máquinas-ferramenta para 50 países, sendo e não apenas na manuos principais Alemanha (21,28%), França tenção do atual nível” (14,02%) e EUA (13,19%). Para o especialista em economia voltada às empresas do setor produtivo e professor do Instituto de Ensino e Pesquisa Insper, antigo Ibmeq São Paulo, Otto Nogami, a importação de bens de capital tem se mantido estável nos últimos sete anos, o que é muito ruim. “Se tivéssemos uma importação maior, significaria que a indústria Otto Nogami, professor do estaria investindo no aumento da produção, Instituto de Ensino e Pesquisa e não apenas na manutenção do atual níInsper, antigo Ibmeq São Paulo. vel”, analisa. “O empresário brasileiro ou

a multinacional com fábrica aqui, só vai deixar de produzir no Brasil quando não conseguir competir com os importados, e aí a questão do câmbio é importante”, complementa o presidente da Abimei. “Por outro lado, o real valorizado facilita a importação de bens de capital, como máquinas-ferramenta sem similar nacional que pagam apenas 2% de imposto de importação e trazem embutidas tecnologias que permitem melhorar os produtos finais nacionais, competindo não apenas nos preços, mas principalmente na qualidade com os manufaturados importados”.

P&D, um velho gargalo

Aí surge novamente um velho gargalo da produção nacional: o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento – P&D. Se para o presidente da CSMF - Abimaq as “máquinas-ferramenta brasileiras são reconhecidas no país e no exterior como opções de média e alta tecnologia, com esmerado grau técnico de fabricação e a preços competitivos”, o professor Nogami aponta que Estados Unidos e Alemanha seguem sendo os principais celeiros de tecnologia em hardware e o Japão em software. Ainda assim, por causa de barreiras tarifárias como o imposto de importação (que em outros países é em media 4%), as máquinas-ferramenta a comando numérico, CNC, produzidas no Brasil e de maior valor agregado, continuam levando grande vantagem em relação às importadas. Nesse ponto, um dos principais diferenciais que ajudaram a indústria foi a criação do – Programa de Sustentação do Investimento do BNDES, com linhas de financiamento como o Finame PSI com taxas de juros fixas de 5,5% ao ano para investimento,


mercado empresarial

panorama do setor

principalmente de pequenas empresas, na produção e inovação que inclui a aquisição de máquinas e equipamentos produzidos no Brasil.

Investimento na produção continua pequeno

A capacidade de investimento na produção é outro gargalo histórico do Brasil. “Estima-se que o ideal é o país investir 20% do seu PIB”, explica Nogami. “Em 2009, quando o mundo investiu em média 19%, a China investiu 48%, a Índia 35%, a Coréia do Sul 26% e o Brasil apenas 17%”. De acordo com o professor, a média brasileira tem sido, ao longo dos anos, de 18%, independentemente de crises. “A capacidade de investimento de um país depende da sua capacidade de poupança interna e como nem o governo nem a população poupam, ficamos sempre dependentes do capital estrangeiro especulativo que vem para cá em busca dos maiores juros do mundo”. Ele denuncia, ainda, que boa parte do que vem sendo divulgado como Investimento Produtivo Direto – IED, na verdade está sendo aplicado por empresas multinacionais nos bancos brasileiros. “A empresa declara a entrada de dólares como investimento direto, mas como o Banco Central não tem poder de fiscalização sobre o setor produtivo, não há como verificar onde o dinheiro foi realmente investido”, diz. “Acreditamos que se o volume anunciado de IED tivesse de fato sido investido na produção, com certeza teríamos um crescimento maior no setor”.

Custo Brasil

No momento em que esta edição da revista Mercado Empresarial estava sendo fechada, o

Comitê de Política Monetária do Banco Central estava reunido para definir uma nova alta na taxa Selic que levaria os juros básicos da economia nacional para 12% ou 12,25%, em tese para barrar o aumento da inflação que está superando o centro da meta do governo. Em artigo recente publicado na imprensa nacional, o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, comparou o custo anual dos juros no Brasil (R$ 180 bilhões mais R$ 50 bilhões para manutenção das reservas cambiais) com os gastos em educação (R$ 21 bilhões), saúde (R$ 49,7 bilhões) e ciência e tecnologia (R$ 5 bilhões) em 2010. “Somente nos últimos 16 anos o Brasil, de acordo com o Banco André Luís Romi, Presidente Central, o Brasil pagou a quantia estrada Câmara Setorial de Máquitosférica de R$ 1,8 trilhão, ou seja mais nas-Ferramenta da Associação do que o valor principal da atual dívida Brasileira da Indústria de pública, que é de R$ 1,5 trilhão”, citou. Máquinas e Equipamentos – CSMF-Abimaq Outros pontos que sempre voltam ao debate quando se fala em Custo-Brasil são a crônica falta de investimentos na educação (o que já causa falta de mão-de-obra especializada, apesar do nível de emprego no setor de máquinas-ferramenta ter se mantido estável), a alta tributação da produção e do consumo (com uma carga tributária em cascata que chega a níveis de 38% a 42%), as possíveis falhas na oferta de energia (com apagões constantes e novos projetos energéticos paralisados por diversos motivos), e infraestrutura logística insuficiente e ineficiente (se um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas – IPEA, publicado em abril, afirma que nove dos 13 aeroportos que estão sendo reformados para a Copa do Mundo de 2014 não estarão prontos para o evento, o que se pode dizer das estradas, ferrovias e portos?). No entanto, alguns setores continuam se desenvolvendo em ritmo superior ao da economia brasileira como um todo e sustentando, junto, o crescimento da indústria de máquinas-ferramenta. “O setor automotivo, compreendido pelas montadoras, sistemistas e fabricantes de autopeças para automóveis e caminhões, responde, em média, por 30% do consumo de máquinas-ferramenta no país, e com a perspectiva de crescimento da produção nacional de veículos, nós continuaremos nos beneficiando dessa situação”, afirma Romi. “Da mesma forma, o agronegócio tem investido de maneira consistente em novas tecnologias, máquinas e implementos agrícolas, fazendo com que a produção no campo bata recordes de produção”, complementa. A produção nacional de máquinas e implementos agrícolas é responsável em torno de 10% da demanda de máquinasferramenta ME

Foto: Manuel Guimarães

“O setor automotivo, responde, em média, por 30% do consumo de máquinas-ferramenta no país, e com a perspectiva de crescimento da produção nacional de veículos, nós continuaremos nos beneficiando dessa situação”

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evento

fEImafE 2011:

a Evolução tEcnolÓgIca da IndÚstrIa das máquInas-fErramEnta Estande temático mostra que as máquinas-ferramenta fazem parte da nossa vida e do nosso mundo

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aior feira do setor metal-mecânico, a 13ª. FEIMAFE (Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura) acontece este ano simultaneamente à QUALIDADE 2011 (11ª. Feira Internacional do Controle da Qualidade), de 23 a 28 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Organizadas e promovidas pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, os eventos devem reunir mais de 1.300 expositores e receber aproximadamente 70 mil visitantes, entre empresários, compradores, profissionais da mídia, técnicos do setor, entidades estatais e estudantes, interessados em conhecer o universo das Máquinas-Ferramenta e equipamentos da qualidade de última geração, visando ganhos de qualidade e produtividade.

Estande temático

Popularizar a importância das Máquinas-Ferramenta, utilizadas na fabricação de todos os produtos, destacando a importância e o desenvolvimento da indústria brasileira do segmento bem como da Educação Profissional, é o principal objetivo do estande temático desta edição da Feimafe. Sob o slogan “1942 → A evolução brasileira das máquinas-ferramenta e da educação profissional → 2011”, o projeto é uma parceria da CSMF (Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da Abimaq – Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Reed Exhibitions Alcantara Machado e Senai -SP. De acordo com o coordenador do estande temático,

Eng. Hiçao Misawa, “o projeto nasceu da necessidade de mostrar que as Máquinas-Ferramenta fazem parte da nossa vida e do nosso mundo. Tudo que nos cerca, sem exceção, durante uma ou mais fases de sua produção teve a participação de uma ou mais máquinas-ferramenta”. No espaço será mostrada aos visitantes a evolução tecnológica dessa indústria e da educação profissional, a partir de 1942. O estande, dividido em três períodos, “1942-1960”, “19611985” e “O estado da arte 2011”, contará com a exposição de 23 máquinas/equipamentos. Além do cuidado em expor máquinas das mais variadas décadas, a instituição educacional está tomando todas as providências para montar um ambiente conforme a realidade de cada época. Desta forma, o projeto inclui também a caracterização dos profissionais presentes no estande. “Tudo está sendo pensado e planejado. Desde o estilo dos telhados, iluminação, mobília e piso até o uniforme dos alunos e professores das escolas Senai de cada período”, acrescenta o Prof. Osvaldo Maia, do Senai-SP. Dezenas de alunos participaram do projeto, reformando e pintando todas as máquinas para essa exposição, segundo o Prof Mário Eduardo Cazão, Diretor da Escola Senai de Lençóis Paulista. Outro detalhe importante é quanto ao funcionamento das máquinas: graças à qualidade de conservação, praticamente todas as máquinas e equipamentos estarão em atividade, tornando a mostra ainda mais real e mais interativa. “É um resgate do passado chegando ao estado da arte de 2011”, completa o Prof. Ricardo Terra, Diretor Técnico do Senai-SP ME


evento

mercado empresarial

Setores da feimafe 2011

Máquinas-Ferramenta: trabalho com e sem arranque de cavacos; Moldes e fundição; Processos não convencionais; Sistemas de Solda; Sistemas integrados de transporte interno. Automação: Sistemas automáticos de Montagem; robôs industriais e Manipuladores; células e Sistemas flexíveis; hardware, Software e aplicações. Controle de Qualidade Integrado à Fabricação: Metrologia; controle dimensional “inproc” e “pós-proc”; Máquinas de Medição p/ Sistemas flexíveis; Máquinas tridimensionais integráveis. Equipamentos Auxiliares, Acessórios e Componentes: componentes Elétricos e Eletrônicos;componentes Mecânicos; componentes Hidráulicos, Pneumáticos e de Lubrificação; fluídos hidráulicos, de lubrificação e corte; dispositivos para fixação em geral. Ferramentas: Manuais: de apertar e de impacto; Manuais: de corte por arranque de cavacos e abrasivos; Elétricas e Pneumáticas; Porta - ferramentas; Matrizes e Moldes de Medição. Serviços: Serviços bancários; Publicações técnicas; Serviços em geral; Entidades.

Feimafe 2009 - Vista parcial

Fotos: Divulgação

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opinião

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Inflação

e o Setor de Máquinas e Equipamentos Industriais *Otto Nogami

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ma palavra que já estava meio esquecida na memória das pessoas, e que estava ausente no conteúdo da mídia em geral, como sendo a grande vilã da economia brasileira, a inflação volta a ser destaque, começando a despertar preocupação não só das autoridades econômicas do atual governo, como também da comunidade financeira mundial. O tema foi, inclusive, destaque de uma nota de um dirigente do Fundo Monetário Internacional (FMI), que salienta também preocupações cada vez mais crescentes com relação ao déficit público e o saldo em transações correntes do país. E essas preocupações começam a ocupar espaço nas análises econômicas e, principalmente, nas projeções que estão sendo realizadas para este ano de 2011. Mas não se dizia que o Plano Real conseguiu estancar e controlar o processo inflacionário no Brasil? Então, o que aconteceu desde a sua implantação para que houvesse essa reversão de tendência? Indiscutivelmente o governo FHC teve um papel importante no controle sobre a escalada desenfreada dos preços da economia. Conseguiu resgatar a confiança na economia do país e, mais importante, os agentes econômicos (famílias e empresas) recuperaram a capacidade de comparar preços ao longo do tempo, permitindo então uma gestão mais eficiente dos seus fluxos de caixa. Esse melhor controle sobre o orçamento, em especial para as famílias, dá uma sensação de mais valia do dinheiro, o que induz a um consumo melhor e maior. A inflação, além de representar o aumento generalizado dos preços na economia, ela funciona como um termômetro da atividade econômica de uma região ou de um país, ou seja, dá a sinalização se está havendo algum desequilíbrio na relação entre demanda e oferta. Em outras palavras, uma taxa de inflação alta nos permite inferir de que há um

desejo de consumir da população maior que a capacidade de produzir das empresas. Essa disfunção pode ser reparada de três maneiras: freando o consumo, aumentando a produção ou permitindo a entrada de bens de consumo durável e não durável para complementar a oferta interna do país, e assim atenuar a pressão sobre os preços de bens e serviços consumidos pelas famílias. Nesse contexto, nos últimos oito anos acompanhamos o grande embate entre o Banco Central do Brasil e o Ministério da Fazenda no que diz respeito à taxa de juros referencial da nossa economia. Do ponto de vista do Banco Central a taxa de juros alta se constituía num dos mais importantes instrumentos para conter o ímpeto consumista da sociedade, pois, como se costuma dizer, o custo do dinheiro se torna mais alto, o que leva as pessoas a consumirem menos. O Ministério da Fazenda, por sua vez, também tinha suas razões ao defender a fixação de taxas de juros mais baixas, pois existe uma correlação direta entre taxas de juros e a capacidade de investir da economia, que no caso estaria desestimulando o setor privado a investir. Ao invés de assumir a posição de crítico das atitudes do Banco Central, cuja responsabilidade é sobre a execução da política monetária, os economistas do Ministério da Fazenda se esqueceram de dar a atenção necessária à capacidade de produção do país, oferecendo inven-


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s s s

mercado empresarial

opinião

tivos para que o empresariado traz, também, um aumento inevitável Quanto maior a taxa de pudesse adequar, capacitar na demanda por produtos de valor e ampliar suas condições de agregado mais baixo num primeiro juros, menores costuprodução. Isso sem falar do exmomento e de valor agregado mais mam ser os volumes de cesso de gastos realizados pelo alto no médio e longo prazo, o que investimentos no setor próprio governo, devidamente pode alimentar ainda mais a pressão produtivo da economia camuflados com artifícios coninflacionária. tábeis, que contribuíram ainda Diante deste cenário, as taxas de mais para essa pressão sobre juros somente tenderão a declinar, à os preços. Se o Banco Central tivesse cedi- medida que a indústria brasileira tenha condições de atender do às investidas do Ministério da Fazenda, a demanda das famílias, e para tanto, mais que urgentemenmantendo a taxa de juros no patamar de um te, os investimentos para capacitar e adequar a capacidade dígito, com certeza a inflação teria voltado de produção deverão ser realizados. Este processo, que bem antes. não é rápido, exigirá recursos humanos capacitados e, Quanto maior a taxa de juros, menores principalmente, máquinas, equipamentos, ferramentas e costumam ser os volumes de investimentos tecnologia. Assim podemos prognosticar um horizonte no setor produtivo da economia. Entretanto, interessante para o setor, cuja demanda tenderá a aumentar. toda uma conjunção de fatores como a mais Mas, por outro lado, este valia do dinheiro, o impacto sobre o nível de mesmo setor deverá rea*Otto Nogami é consumo oriundo dos programas sociais e a lizar investimentos para Economista, Professor do abundância de crédito, principalmente pela en- adequar o seu produto INSPER Instituto de Ensino e Pesquisa (antigo Ibmec trada excessiva de capital estrangeiro especula- ao que se oferece hoje São Paulo) e CEO da Notivo, permitiram que o consumidor brasileiro nos mercados internagami Participações Ltda. mantivesse e aumentasse ainda mais seu nível cionais, com muita tecde consumo. E a expansão da classe média nologia agregada ME

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mercado

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Desconto de ICMS sobre máquinas volta a vigorar

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ara evitar uma onda de ações judiciais, a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo decidiu suspender duas normas administrativas, em vigor desde novembro passado, que restringiam a aplicação de benefícios fiscais de ICMS sobre a aquisição de máquinas e equipamentos. Um dos benefícios era a redução da alíquota do imposto de 18% para 12% nas compras feitas dentro do Estado. O outro permitia a redução da base de cálculo do ICMS em operações interestaduais. A Fazenda, porém, passou a aceitar a aplicação dos benefícios apenas para as compras de bens destinados ao ativo imobilizado de estabelecimento industrial ou agrícola. A suspensão da restrição foi instituída pela Decisão Normativa da Coordenadoria da Administração Tributária (CAT) nº 1, de Fisco pode ter 2011, criada para garantir a “segurança dado um passo jurídica” nas relações entre empresas e atrás por pressão a Fazenda estadual. A medida criou uma grande podas empresas lêmica entre as empresas. Com a delimitação, a compra de bens como peças para veículos e máquinas para a construção civil não seriam mais alcançadas pelos benefícios fiscais. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) estava preparada para ajuizar uma ação judicial contra a restrição. “Como a Fazenda abriu a possibilidade de solução negociada, não usamos ainda esse recurso. Mas é cabível porque a restrição é ilegal”, afirma Hiroyuki Sato, diretor executivo da área de assuntos tributários da associação. O diretor diz que, antes mesmo da restrição, o Fisco chegou a autuar algumas empresas. “E elas (autuações) estão sendo derrubadas no Tribunal de Impostos e Taxas”, afirma Sato. A redução das alíquotas foi estabelecida pela Lei estadual nº 7.535, de 1991, e sua aplicação era ampla desde então. A própria Fazenda editou uma lista de máquinas e equipamentos diversos que fariam jus ao benefício. Já a redução

da base de cálculo do imposto foi oferecida por meio do Convênio firmado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) nº 52, de 1991, que também contém uma vasta lista de bens alcançados pelo desconto. Os escritórios de advocacia vinham recebendo consultas de empresas que cogitavam ingressar com ações na Justiça contra a Fazenda. “Algumas estavam preocupadas porque fecharam negócios, de longo prazo, com base nos benefícios aplicados”, explica o advogado tributarista Mauricio Barros, do escritório Gaia, Silva Gaede & Associados. Para ele, o Fisco deu um passo atrás por pressão das empresas nesse sentido. A restrição impedia a aplicação do benefício sobre máquinas ou equipamentos usados, por exemplo, para a movimentação de estoque. “Na lista da lei há ainda algumas autopeças, entre outros bens que não fazem parte do ativo imobilizado da empresa”, afirma Barros. Também há máquinas listadas pela legislação, como motoniveladoras e rolo compactador, que não são apenas de uso industrial ou agrícola. Uma empresa que fabrica hidrômetros para residências aplicava os benefícios da lei paulista tranquilamente. Isso porque seu produto está descrito na lista da lei. Com a publicação da norma que limitou a benesse para o uso industrial ou agrícola, não sabia mais o que fazer. Segundo o consultor tributário Douglas


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Rogério Campanini, da ASPR Auditoria e Consultoria, ao analisar casos como esse, chegou à conclusão de que nem a lei, nem o convênio exigem a destinação exclusiva para a aplicação industrial ou agrícola. “As normas da Fazenda extrapolaram o texto da lei e do convênio. Assim, seria possível discutir na Justiça”, diz. Na Decisão Normativa nº 1, a Fazenda paulista afirma que “constatou-se a necessidade de aprimoramento da legislação que trata dessas operações”. Para o advogado tributarista Vinicius Branco, do escritório Levy & Salomão Advogados, se a exigência voltar, não poderá retroagir e atingir os que já fizeram as operações com o benefício fiscal. Em relação às operações futuras, ele entende que existirá argumentos para contestar a restrição. “Acho discutível o governo aderir a um convênio do Confaz e depois baixar norma infralegal restringindo o direito ao beneficio fiscal”, afirma. “Primeiro, a Fazenda deveria renunciar ao convênio.” Procurada pelo Valor, a Secretaria da Fazenda de São Paulo (Sefaz) informou que seu entendimento já está exposto na Decisão CAT nº 1, de 2011, e não comentou o assunto. Fonte: Valor ME

Subsídio para compra de máquinas é prorrogado

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ela quarta vez, o governo prorrogou o Programa de Sustentação dos Investimentos (PSI), um programa especial de financiamento, com taxas de juros reduzidas, para compra e produção de máquinas e equipamentos, que se encerraria em 31 de março. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a medida, em fevereiro último, na primeira reunião do ano do Grupo de Avanço da Competitividade (GAC), mas não deu detalhes sobre até quando irá a prorrogação, nem se haverá mudança nas taxas de juros ou se o governo aumentará os recursos. Lançado em julho de 2009 como uma das soluções para combater os efeitos da crise financeira mundial, o PSI

garante, além do financiamento para a aquisição de equipamentos, crédito para compra de caminhões, tratores, ônibus, máquinas agrícolas e projetos no setor de energia. Os recursos vêm do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aplica taxas de 4,5% a 8,5% ao ano. Ao todo, o banco de fomento brasileiro opera 11 linhas de financiamento no PSI. Atualmente, o PSI tem R$ 134 bilhões disponíveis para empréstimos ME

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sEtorEs dE produção padronIZada dEmItEm E Importam da cHIna

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feroz concorrência chinesa no mercado brasileiro causa grandes estragos a empresas que produzem bens manufaturados com características de “commodities”. Em segmentos como válvulas industriais, elevadores e ferramentas, os produtos mais simples e padronizados têm sido duramente atingidos pela competição asiática. Para sobreviver, muitas companhias passam a importar o que antes produziam ou compravam de outras empresas no país, reduzindo o número de empregados. O câmbio valorizado, o peso dos impostos e o alto custo do capital e da mão de obra complicam a vida desses setores, dizem empresários. Presidente da câmara setorial de válvulas industriais da Associação Brasileira O câmbio valorizado, da Indústria de Máquinas e Equipamentos o peso dos impostos (Abimaq), Pedro Lucio diz que, dos 72 e o alto custo do associados, 80% já importam 100% do que capital e da mão de vendem. Em 2005, esse percentual era de obra são fatores que 40% a 50%. Segundo ele, são empresas que reduzem a competiatuam no segmento de “ ”, uma referência a produtos padronizados e com baixo vavidade lor agregado. Nesse segmento, o produto chinês é 60% mais barato que o brasileiro. “Com essa diferença de preços, as empresas brasileiras não conseguem concorrer.” O setor, que tinha cerca de 13 mil empregos em 2008, emprega hoje cerca de 7 mil pessoas, segundo suas estimativas. Lucio diz que ainda é viável produzir aqui válvulas com

maior diferenciação. É o caso dos produtos fabricados por sua empresa, a RTS, que faz as chamadas válvulas borboleta. No entanto, para manter a competitividade, Lucio importa, desde o ano passado, um componente da China, o que lhe permitiu reduzir o preço final do produto de 20% a 30%. A parte de sua produção vendida para a Petrobras, porém, não leva essa peça, para garantir o índice de nacionalização exigido, de 90%. O empresário relata que, mesmo com a redução de preços obtida com o componente chinês, conseguiu apenas manter o faturamento de 2010 no nível do de 2009, que ficou 40% abaixo do de 2008, por conta dos efeitos da crise. Lucio diz que demitiu 70 de seus 180 funcionários em 2009, mantendo desde então um quadro de 110 empregados. O empresário se queixa do custo dos insumos - “o quilo do aço inoxidável, que no Brasil sai por R$ 34, custa US$ 3 [pouco menos que R$ 5] na China” - e também do aumento dos custos salariais - em 2010, o reajuste dos trabalhadores da categoria foi de 9,52%. Com o câmbio valorizado e a carga tributária, fica difícil competir com os produtos, especialmente os chineses, diz ele. A situação também é bastante complicada para os fabricantes de elevadores, diz Jomar


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Cardoso, presidente do Sindicato das Empresas de Elevadores de São Paulo (Seciesp). Segundo ele, 50% do que é vendido por aqui vem do exterior. “Em 2005, esse percentual ficava em 20% a 30%”, afirma, observando que há muitos componentes importados. “Em cinco anos, não haverá mais indústria brasileira de elevadores”, diz Cardoso, presidente da Elevadores Villarta. Como no caso das válvulas industriais, Cardoso diz que os produtos chineses são extremamente competitivos no caso dos elevadores padronizados. Segundo ele, saem pela metade do preço de um fabricado por aqui, contando ainda com uma melhora expressiva de qualidade nos últimos padronizados da China, o equivalente hoje a 30% de suas vendas. “Em 2005, eu não importava quase nada. Em 2009, esse percentual já era de 20%. No fim deste ano, pode chegar a 50%.” Cardoso diz que a sua empresa conseguiu aumentar o faturamento em cerca de 20% em 2010, esperando crescer mais 15% neste ano, pelo menos. Hoje, a Villarta tem 55 funcionários, 30 a mais do que tinha em 2005. “Mas eu poderia ter o dobro se fabricasse tudo aqui”, afirma ele, para quem a indústria local deixou de aproveitar as oportunidades geradas pelo boom do mercado imobiliário. “Dos 25 mil empregos que o setor gerava há cerca de 13 anos, hoje restam pouco mais de 10 mil vagas”, lamenta ele, apontando os pesados encargos trabalhistas e o câmbio valorizado no Brasil como dois dos grandes responsáveis pela falta de competitividade do produto brasileiro em relação ao chinês, que se beneficia também da enorme escala de produção.

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Procuradas, as três maiores empresas do setor, as multinacionais Atlas Schindler, Otis e ThyssenKrupp, não se pronunciaram sobre importações. A Otis informou que “os dados não podem ser divulgados por questões estratégicas da empresa”. A ThyssenKrupp foi na mesma linha, dizendo que não “divulga informações de cunho estratégico”. A Atlas Schindler afirmou não fornecer dados sobre importações e exportações. A concorrência chinesa também atinge as empresas filiadas ao Sindicato da Indústria de Artefatos de Ferro, Metais e Ferramentas em Geral no Estado de São Paulo (Sinafer), diz o presidente da entidade, Milton Rezende. Segundo ele, no caso de ferramentas simples, como martelo, chave de fenda e alicate, o custo do produto chinês pode ser de 50% a 70% mais baixo. Também estão sofrendo muito as empresas que faziam a usinagem de peças para outros setores da indústria, como a automobilística e a de eletrodomésticos, afirma Rezende. As empresas desses segmentos, diz ele, passaram a importar boa parte dos componentes, diminuindo muito as encomendas no mercado interno. Segundo Rezende, há casos de ferramentas de primeira linha fabricadas em países desenvolvidos, como EUA, Japão e Europa e 25% a 40% mais baratos que as produzidas no Brasil. Ele estima que 30% dos produtos vendidos hoje do setor são importados, dos quais dois terços devem vir da China. Há três anos, o percentual de bens vindos de fora não chegava a 10%, afirma Rezende, destacando o impacto negativo sobre o emprego. O segmento, que em 2008 empregava 282 mil trabalhadores no país todo, terminou 2010 com 265 mil. Também no setor a competitividade brasileira é maior em produtos um pouco mais diferenciados, como ferramentas de alta precisão. Para Rezende e Cardoso, a situação de seus segmentos evidencia o processo de desindustrialização, com o avanço dos produtos estrangeiros, principalmente asiáticos, ganhando mais espaço e, com isso, reduzindo o nível de emprego. Fonte: Valor ME

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faturaMEnto da gErdau crEScE 18% E alcanÇa r$ 35,4 bilhõES

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nossas expectativas iniciais. Gerdau, líder na produção de aços Bom desempenho Adicionalmente, daremos conlongos nas Américas e uma das foi resultado da tinuidade ao esforço de gestão maiores fornecedoras de aços lonem curso para o aumento da gos especiais no mundo, encerrou o ano de expansão de 24% produtividade, visando melho2010 com R$ 35,7 bilhões de faturamento nas vendas físicas em rar nossas margens operaciobruto consolidado, um crescimento de comemoração com o nais. Para atender a expansão 18% sobre 2009, impulsionado pela maior ano anterior da demanda no Brasil e no demanda mundial por aço. Esse bom demundo, seguiremos investinsempenho foi resultado da expansão de do na ampliação da oferta de 24% nas vendas físicas em comparação com o ano anterior, que alcançaram 17,4 milhões de toneladas, produtos de aços longos comuns, especiais e especialmente pelo aumento da demanda por aços longos planos, além de aumentar a produção própria comuns no mercado interno brasileiro e pela expansão das de minério de ferro em Minas Gerais”, afirma vendas de aços especiais no Brasil e nos Estados Unidos. A o diretor-presidente (CEO) da Gerdau, André produção consolidada de aço, por sua vez, evoluiu 32% so- B. Gerdau Johannpeter. Ao longo do exercício, todas as operações bre o ano anterior, alcançando 17,9 milhões de toneladas. O Ebitda, também conhecido como geração de caixa apresentaram, novamente, crescimento no voluoperacional, apresentou 36% de crescimento, atingindo R$ me de vendas. A operação Brasil (exceto usinas 5,2 bilhões em 2010. O lucro líquido passou de R$ 1 bilhão produtoras de aços especiais) comercializou 6,6 em 2009 para R$ 2,5 bilhões no ano em análise. No quarto milhões de toneladas (+28%) em 2010. Desse trimestre, o faturamento bruto consolidado alcançou R$ total, 4,7 milhões de toneladas foram destinados 8,7 bilhões e as vendas físicas chegaram a 4,5 milhões de ao mercado interno, onde a Gerdau registrou toneladas. O Ebitda foi de R$ 815 milhões e o lucro líquido 29% de aumento nos volumes vendidos frente ao ano anterior, principalmente em razão do atingiu R$ 420 milhões. “O ano de 2010 foi muito favorável para a Gerdau, com crescimento da indústria e da construção civil. crescimento de produção, vendas, Ebitda e lucro líquido. As exportações da Companhia a partir do Brasil Além disso, os sinais de mercado neste 1º trimestre de 2011 chegaram a 1,9 milhão de toneladas, superando são positivos, com recuperação de margens, superando as em 26% os embarques para o exterior no ano de 2009. No acumulado do ano, a operação no Canadá e nos Estados Unidos (exceto usinas • Vendas físicas consolidadas alcançam 17,4 milhões de toneladas produtoras de aços especiais), apresentou 16% no ano, uma evolução de 24% sobre 2009. de acréscimo nas vendas físicas da companhia • Produção consolidada de aço apresenta expansão de 32% pee atingiu 5,7 milhões de toneladas, volume alarante o ano anterior, atingindo 17,9 milhões de toneladas. vancado pelo setor industrial. Já as unidades nos • Plano de investimentos para 2011-2015 chega a R$ 10,8 bilhões, demais países da América Latina (exceto Brasil) após a companhia encerrar o ano de 2010 com um desembolso de R$ 1,3 bilhão em ativo imobilizado. somaram 2,2 milhões de toneladas comercia• Recursos de minério de ferro em Minas Gerais alcançam 2,9 lizadas, um incremento de 10% sobre o ano bilhões de toneladas e Empresa buscará monetizar parte desse anterior, cujos destaques foram os mercados volume da Argentina e México. A Operação de Aços Especiais (inclui uni-


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dades no Brasil, Estados Unidos e Espanha) totalizou 2,8 milhões de toneladas vendidas, 48% de expansão sobre 2009, devido ao crescimento da indústria automotiva no Brasil e Estados Unidos.

investimentos alcançam r$ 1,3 bilhão em 2010

No acumulado de 2010, os investimentos em ativo imobilizado totalizaram R$ 1,3 bilhão, sendo que 72% foram destinados para as unidades no Brasil e 28% para as plantas localizadas nos demais países. Para o período de 2011 a 2015, a Gerdau irá investir R$ 10,8 bilhões em suas operações. Do total de investimentos, cerca de 75% será destinado ao Brasil e 25% às operações nos demais países. Dessa forma, a Gerdau estará plenamente capacitada para o atendimento das necessidades futuras de aço no Brasil e a manutenção de seus níveis de exportação. No início de março último, a Gerdau comunicou a realização de novos investimentos para a expansão da produção de aço e laminados em sua usina Cosigua, localizada no Distrito Industrial de Santa Cruz (RJ). A capacidade de produção de aço na usina crescerá 50% em 2012, alcançando 1,8 milhão de toneladas por ano. Além disso, será instalado um laminador de fio-máquina e vergalhões, com capacidade de produção anual de 1,1 milhão de toneladas a ser implantada em duas etapas, sendo a primeira fase com 600 mil toneladas por ano. Esse novo equipamento iniciará suas operações em 2013. Os investimentos, que seguem os mais rigorosos padrões de proteção ambiental, também envolvem a implantação de toda a infraestrutura necessária para a expansão da unidade industrial. Além disso, integra o plano de investimentos a continuidade do projeto de expansão da produção de minério de ferro em Minas Gerais. A iniciativa envolve uma segunda unidade de tratamento em Miguel Burnier – com capacidade para produzir 5,6 milhões de toneladas por ano – e uma estrutura logística para fazer chegar o material até a usina de Ouro Branco, assegurando 75% de atendimento da necessidade da planta em 2011 e 100% em 2012, com produção de aproximadamente 7 milhões de toneladas de minério. Em relação à atuação na área de mineração, a Gerdau informa que seus recursos minerais medidos, indicados e inferidos somam, atualmente, 2,9 bilhões de toneladas de minério de ferro contra 1,8 bilhão de toneladas divulgado

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anteriormente. Essa elevação se deve às novas avaliações de volumes e teor de ferro dos recursos minerais realizadas recentemente e à aquisição adicional de áreas de terra. Os recursos estão localizados Miguel Burnier, Várzea do Lopes, Gongo Soco e Dom Bosco, no Estado de Minas Gerais, e excedem amplamente as necessidades de abastecimento próprio da Gerdau no Brasil, inclusive contemplando eventuais planos de expansão. Considerando a confortável situação no suprimento de suas necessidades atuais e futuras, a Companhia decidiu analisar a exploração comercial de parte desses recursos de minério de ferro. Portanto, serão aprofundados estudos para explorar alternativas que permitam monetizar esses ativos de uma forma eficiente e contemplem todas as necessidades de um projeto dessa envergadura no que se refere à lavra, processamento, logística de transporte, armazenagem e comercialização. Ainda em Minas Gerais, na usina de Ouro Branco, está prevista a entrada em operação da ampliação do laminador de perfis estruturais em 2011, cuja capacidade instalada chegará a 700 mil toneladas anuais. Também está em pleno andamento a instalação de dois novos laminadores de aços planos na mesma usina, um voltado para a produção de chapas grossas e outro para bobinas a quente. A implantação dos dois laminadores está seguindo o cronograma previsto, sendo que o laminador de bobinas iniciará a produção em 2012. Juntos, os equipamentos somam 1,9 milhão de toneladas de capacidade instalada. Um novo laminador de aços especiais, com capacidade de produção de 500 mil toneladas anuais, voltado para atender a crescente demanda dos segmentos automotivo e industrial, também deverá ser instalado em breve. O início de suas operações está previsto para 2012. Ademais, faz parte do plano de investimentos a modernização da aciaria da usina localizada no Peru, assim como o aprimoramento da estrutura logística portuária e das tecnologias de proteção ambiental nessa unidade até 2013. Na Colômbia, no final de 2011, será concluída a modernização do sistema de despoeiramento da unidade de Tuta e, em 2012, iniciarão as atividades da instalação portuária para embarque de carvão e coque. Na Índia, por sua vez, entrará em operação também no ano de 2012 o conjunto de investimentos já anunciado em sua joint venture – laminador de aços especiais e vergalhões, sinterização, coqueria e projetos de geração de energia. Em relação aos Estados Unidos, haverá a instalação de um novo lingotamento contínuo com aumento da capacidade da aciaria na unidade de Monroe (Michigan) – Operação Aços Especiais, que iniciará suas atividades em 2012, e a implantação de um forno de reaquecimento na planta de Calvert City (Kentucky) – Operação América do Norte, o qual começará a produzir no mesmo ano. Também está em estudos a instalação de um sistema de despoeiramento, para aprimorar a proteção do ar na Tamco, empresa recentemente adquirida, situada na Califórnia. ME

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EMPRESÁRIOS QUEREM MUDAR COMÉRCIO

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assado o frenesi com a visita de Barack Obama a Brasília e ao Rio de Janeiro, os empresários que exportam para a maior economia do mundo reiteram as reclamações com a carga tributária, os subsídios e a burocracia enfrentada na alfândega local. O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Gary Looke, garantiu que este último item deve ser reavaliado em breve. Apesar dos pedidos da Fiesp, que quer um equilíbrio maior nas negociações bilaterais, no entanto, não foram muitas as decisões tomadas. Rebatendo as reclamações, empresários dos Estados Brasileiros criticam Unidos revelam que tanto as dificuldades alfandegárias como a alta carga tributária subsídios e carga prejudicam os seus negócios. Washington tributária que enfrenaposta que, mesmo com as críticas, o crestam para vender no cimento da economia brasileira fará com mercado americano que os problemas sejam superados. Mesmo que Looke aponte para o interesse em uma relação bilateral ainda

melhor, a Fiesp quer medidas concretas para acabar com as barreiras alfandegárias, algo que poderia ter transformado a viagem de Barack Obama em mais do que simplesmente diplomática, apontou Carlos Cavalcanti, diretor do departamento de Infraestrutura do órgão, que lembrou a taxação norte-americana no suco de laranja, no etanol e na carne de boi. Na contramão da Fiesp, a Amcham (Câmara Americana de Comércio Brasil-Estados Unidos) vê avanços na visita do democrata, com Gabriel Rico, presidente do órgão, minimizando as críticas sobre a carga tributária. Luciano Almeida, que comanda a Investe São Paulo, órgão do governo estadual, apontou para um melhor diálogo. Falando a Denise Campos de Toledo, Luiz Afonso Lima, presidente da Sobeet, citou o provável casamento das duas nações para a exploração do pré-sal. Fonte: Agência Brasil ME

DEZ ACORDOS DE COOPERAÇÃO Os governos dos Estados Unidos e do Brasil assinaram dez acordos de cooperação, que envolvem área estratégicas que vão desde economia e comércio até ciência e tecnologia. Entre os temas de destaque estão o Tratado Econômico e Comercial (Teca), que estabelece contatos entre os governos nas negociações para acelerar eventuais articulações, e o apoio para a realização de eventos como a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016. Na área de comércio, foi criada Comissão Brasil-Estados Unidos para Relações Econômicas e Comerciais. O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, viu na criação da comissão um instrumento importante na solução de pendências bilaterais. “Este acordo vai permitir, de forma acertada, firme, que se resolvam questões para evitar a bitributação e barreiras técnicas e sanitárias no comércio bilateral”, afirmou o presidente da CNI.

No fórum, o presidente dos Estados Unidos disse que o seu país está disposto a fortalecer a cooperação econômica e ampliar o comércio com o Brasil. “A possibilidade de vender mais produtos e serviços para um mercado que cresce como o Brasil significa criar empregos nos Estados Unidos”, afirmou. Segundo Obama, a cada US$ 1 bilhão de exportações são criados 5 mil empregos para os norte-americanos. Mas o presidente dos EUA destacou que o Brasil também terá vantagens. Segundo o presidente da empresa Cummins e do Fórum de CEOs Brasil-EUA pelo lado norte-americano, Tim Solso, foram apontados itens específicos de cada área que podem melhorar a relação econômica entre os dois países. Na


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área de comércio, foi colocada a necessidade das reformas tarifária e alfandegária, além do sistema de vistos. O presidente do fórum pelo lado brasileiro e da Coteminas, Josué Gomes da Silva, disse que as recomendações foram “amplamente aceitas” pelos presidentes. A presidente Dilma Rousseff também conseguiu resultados práticos nas questões diplomáticas. Obama declarou apoio formal, inclusive por escrito, para uma reforma no Conselho de Segurança da ONU, mesmo apoio dado à Índia em novembro, o que pode ajudar o País a ter um assento fixo neste Conselho. Fonte: DCI

Maior parceria na área de energia

Obama e Dilma Rousseff formaram também um “Diálogo Estratégico em Energia”. A iniciativa abre caminho para cooperação na exploração de energia alternativa e do petróleo obtido em grandes profundidades. Segundo a Casa Branca, Dilma recebeu com satisfação o anúncio de Obama de que enviará em maio ao Rio uma missão comercial para negócios na área de gás e petróleo. “Queremos trabalhar junto com vocês, ajudar com tecnologias e apoio para desenvolver essas reservas de petróleo de forma segura”, explicou Obama, ao comentar o “diálogo estratégico”. “Quando vocês estiverem prontos para vender, nós queremos ser um dos maiores clientes.” O “diálogo estratégico” foi elevado ao “nível presidencial”, segundo o comunicado dos dois presidentes, que também alçaram ao mesmo nível os diálogos de parceria global e o econômico-financeiro. Os ministros dessas áreas foram instruídos a convocar reuniões para discutir os temas e “mantê-los informados regularmente”. O interesse de Obama em pôr seu governo no terreno até agora trilhado sobretudo por agentes privados surpreendeu até o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli. Ao Valor, ele admitiu ver com certo “ceticismo” a atuação do governo americano nos negócios de petróleo. Gabrielli disse não ter “com quem falar” no governo sobre compra e venda de petróleo, conduzidas por empresas privadas. “Os EUA são um país capitalista, não tem estrutura institucional para isso”.

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“Se o governo desenvolver uma estratégia para valorizar mais ainda essa relação, provavelmente ela aumentará”, complementou Gabrielli, lembrando que o Brasil já é o oitavo maior fornecedor de petróleo aos EUA e os americanos, os maiores importadores desse produto do Brasil, numa “relação puramente de mercado”. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também surpreendeu, pelo pouco entusiasmo, participantes do Fórum de Altos Executivos Brasil-EUA, no Itamaraty. Ao ouvir de um empresário referências a apoio dos EUA à Petrobras para explorar o pré-sal, respondeu que a companhia já tem capacidade suficiente. Segundo a Casa Branca, Dilma e Obama discutiram “intensificada troca de boas práticas” na exploração de petróleo e gás na plataforma marítima. Está prevista uma reunião de trabalho entre os dois países, no Rio, em outubro, para discutir exploração de petróleo em águas profundas e controle ambiental. Obama comentou o papel crescente do Brasil no mercado de petróleo e ressaltou o interesse na “parceira estratégica” entre os dois países e em participar, “como for apropriado”, no desenvolvimento desses recursos, de modo “ambientalmente responsável e avançado tecnologicamente”. Falou da missão comercial em maio, no Rio, aproveitando a conferência “Latin Oil Week”. Um dos raros instrumentos governamentais americanos para atuar na área é o apoio financeiro aos exportadores de equipamentos dos EUA, por meio do Eximbank, seu banco de apoio ao comércio exterior. Gabrielli se queixou de que a linha oferecida pelo Eximbank, em 2010, enfrenta dificuldades de liberação, pela excessiva burocracia do banco; e que não há financiamento para a instalação de empresas americanas no Brasil. Apenas uma parte dos US$ 2 bilhões oferecidos despertou interesse de parceiros privados da estatal. “A China nos liberou US$ 10 bilhões; o BNDES, US$ 25 bilhões.” Ele disse que, ao contrário do que se disseminou, não houve contrato de compra antecipada de pré-sal pela China. Há o empréstimo, em que a Petrobras se obriga a manter em depósito, nos bancos chineses, o equivalente aos juros, que serão abatidos à medida que a estatal vender óleo aos chineses. A Petrobras se compromete a oferecer 200 mil barris/dia, mas os chineses só comprarão se houver interesse e o preço for satisfatório. Não é o tipo de negócio a ser replicado com os EUA, onde o governo não compra petróleo, disse Gabrielli. Ele lembrou que o governo pode, porém, estimular a preferência por determinados fornecedores. Segundo um graduado diplomata brasileiro, o governo Dilma já notou que os compromissos relativos ao pré-sal causam alvoroço entre parceiros do Brasil, e quer evitar a impressão de que “loteia” antecipadamente os recursos conforme o poder econômico dos aliados. Fonte: Valor ME

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crEScE a iMPortaÇÃo dE MáquinaS PESadaS chinESaS

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aquecimento dos setores de construção e mineração em 2010, aliado à entrada crescente de mercadorias importadas no país em função da forte desvalorização do dólar, favoreceu os negócios das empresas que comercializam máquinas pesadas produzidas na China, mais que dobrando o volume de vendas e a previsão de faturamento até o fim do exercício na comparação com o ano anterior. A BHM, representante no país da marca chinesa Liugong, com sede na Capital, deve registrar crescimento de 200% no volume de vendas e no faturamento em relação a 2009. “Vamos ultrapassar a marca de 600 unidades vendidas contra cerca de 200 máquinas comercializadas no ano passado”, afirmou o diretor comercial, Cláudio Morice Crego. De acordo com ele, a robusta expansão foi provocada, princiDemanda reprimida nos palmente, pela demanda reprimida segmentos de construção que existe nos segmentos de conscivil e pesada pode ser trução civil e pesada. “Os equipamentos mais procurados são pásum dos motivos carregadeiras, rolos compactadores e escavadeiras. A construção está aquecida em função das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016”, explicou. “Além disso, o momento é favorável à importação, principalmente no setor de bens de capital, o que torna a época ideal para a renovação e o aumento da frota das empresas”, argumentou Crego. Ele informou ainda que o preço médio das máquinas desta categoria gira em torno de R$ 400 mil, cerca de 15% a menos do valor das concorrentes nacionais. No acumulado de 2010 até setembro, o setor de bens de capital foi um dos que mais importaram máquinas no país. Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), na comparação com o idêntico período de 2009, o aumento chegou a 50,5%, tendo sido negociados US$ 29,783 bilhões. Em Minas, a expansão foi de 30,5% no mesmo intervalo e o montante comercializado chegou a US$ 2,272 bilhões. Diante do expressivo aumento na demanda, a BHM investiu R$ 6 milhões na abertura de seis unidades nos estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Amazonas. A empresa também conta com filiais no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pará, Goiás e Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Apenas

neste ano, foram contratados mais 70 pessoas, totalizando 200 funcionários. “Além dos empregos gerados pelas novas lojas, aumentamos o número de vendedores, técnicos e mecânicos em Minas, já que o Estado é responsável por 40% das vendas”, disse o diretor. Locação - Crego ressaltou que a forte tendência de crescimento do setor nos próximos anos ofereceu à empresa a oportunidade de atuar também no segmento de aluguel de máquinas pesadas. “A partir de 2011 disponibilizaremos o serviço e pretendemos registrar expansão de 40% nos negócios sobre este exercício”, afirmou. Em Pouso Alegre, no Sul de Minas, a Liderança Máquinas e Tratores, que revende equipamentos nacionais e asiáticos, também registrou crescimento, mas em menor escala. “Ao todo, a empresa deve crescer 40% sobre o ano anterior”, calculou o diretor de vendas, Paulo Araújo. “No entanto, se confrontarmos o volume de máquinas asiáticas comercializadas em relação às nacionais, percebemos que houve retração nas vendas dos produtos nacionais. Já o volume de equipamentos chineses triplicou”, disse. Para 2011, o diretor também prevê a expansão dos negócios. “As vendas devem continuar crescendo, mas a tendência é de que o volume de produtos nacionais comercializados diminua e a frota de equipamentos chineses importados pela empresa aumente”, enfatizou. Fonte: Diário do Comércio ME


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Argentina BARRA US$ 125 milhões em importações de máquinas agrícolas brasileiras

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erca de mil tratores e colheitadeiras que já deveriam estar funcionando em lavouras argentinas seguem nos pátios de fábricas brasileiras. Em 2011, a Argentina não emitiu autorização para importação dos equipamentos. Com isso, cerca de US$ 125 milhões deixaram de entrar no caixa de indústrias nacionais. O cálculo do prejuízo é da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), tendo por base equipamentos prontos há mais de 60 dias – pelas normas internacionais, prazo máximo para a licença de importação. As máquinas – 300 colheitadeiras e 700 tratores – deveriam abastecer as concessionárias de fabricantes brasileiros no país vizinho, principal comprador desse segmento. No ano passado, as exportações do Brasil para a Argentina somaram US$ 270 milhões. Sob a alegação de proteger a indústria local, os argentinos exigem – em determinados segmentos – que o valor importado seja compensado por exportação equivalente. Como a indústria de máquinas agrícolas brasileira é muito maior – de 80% a 85% do mercado argentino –, a compensação é difícil. “O impasse precisa ser resolvido logo porque, depois da safra colhida, o produtor não vai comprar máquina nova este ano” afirma o vice-presidente da Anfavea, Milton Rego. Fonte: Canal Rural ME

Cerca de US$ 125 milhões deixaram de entrar no caixa de indústrias nacionais

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Grande ABC:

importados ameaçam indústria de máquinas

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Saldo negativo invasão de produtos estrangeivem aumentando ros, que tem representado riscos de desemprego para fabricantes de autopeças da região, também ameaça o setor de máquinas no Grande ABC. Dados da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos) mostram que a importação de maquinário, que em 2004 representava 40% do consumo (ou seja, as compras desses itens no mercado interno), agora já chega a 60% de participação. Com base em números do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a associação do setor aponta ainda que o saldo comercial (exportação menos importação) negativo vem aumentando. Há sete anos, o deficit era de US$ 602 milhões, valor que saltou para US$ 15,7 bilhões em 2010. E no primeiro mês deste ano já alcançam US$ 1,3 bilhão - reflexo de vendas ao Exterior que somaram US$ 771 milhões e aquisições de itens de outros países que foram de US$ 2,07 bilhões. Vendas Apesar de as vendas das fabricantes terem crescido 12,1% em janeiro na comparação com igual período do ano passado, o faturamento das empresas ainda fica 10% abaixo do mesmo período de 2008 e o segmento registra redução de 12,6% nos pedidos em carteira, segundo a Abimaq. Uma das companhias do segmento localizadas na região, a TM Bevo, de São Bernardo, sente a dificuldade na concorrência de preços no País e no Exterior, por causa do real valorizado. O diretor comercial, Evandro Luciano Orsi, afirma que a empresa (que faz centros de usinagem para indústrias de autopeças) deve crescer neste ano frente a 2010, mas como o ano passado foi fraco para a atividade, ele avalia que será possível apenas retomar o nível de faturamento de 2007. A companhia vem optando por importar parte do que comercializa. No ano passado, isso correspondia a 25% das vendas e em 2011 deve chegar a 40%. E o número de funcionários caiu. Eram 100 em 2009 e hoje são cerca de 60. A DM Robótica, de Diadema, também observa melhora no faturamento em relação a 2010 - a estimativa é de alta de 15% neste ano -, mas o diretor José Luiz Galvão Gomes relata a preocupação com o efeito cambial. “Não temos exportado. Procuramos manter o mercado local, mas nos preocupa a concorrência com o produto estrangeiro”, afirma. O diretor administrativo da fabricante B.Grob, Oscar Passos, conta, por sua vez, que os pedidos cresceram, mas o valor dos contratos se reduziu, por influência do câmbio. “Temos de lutar para ter mais produtividade”, cita. A companhia, que também produz centros de usinagem para o setor automotivo, chegou a ter 790 empregados há três anos. Hoje são 490. Fonte: Diário do Grande ABC ME


economia

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indúStria EnfrEnta alta dE cuStoS,

MaS nÃo rEPaSSa

F

abricantes de eletrodomésticos, eletroportáteis, veículos e máquinas chegam ao fim do primeiro trimestre do ano numa encruzilhada. De um lado, enfrentam fortes aumentos de custos, que vão do reajuste de salários acima da inflação à alta dos preços das matérias-primas de até 20%. De outro, continuam pressionados pela concorrência dos importados. O resultado desse jogo de forças é que as indústrias não conseguem repassar integralmente o aumento de custos para os preços ao consumidor. Isso põe um pouco de água na fervura da inflação. Mas também reduz a competitividade e a rentabilidade da indústria. “Desde 2008, antes da crise, não tínhamos tantos aumentos de custos simultaneamente”, observa um empresário da indústria que não quer ser identificado. Um dos vilões são as resinas É um pouco de água na plásticas, usadas em eletrodomésticos fervura da inflação, mas e carros, cujos preços subiram 20% reduz a competitividade este mês. Na lista de aumentos de custos e a rentabilidade também estão o aço e alumínio, com 10%; o cobre, que subiu 25% desde outubro de 2010; os pneus, que serão reajustados em 10% em abril; e as embalagens de papelão ondulado, com aumentos de preços entre 6% e 7% previstos para abril ou maio. Os empresários perdem o sono com os reajustes porque não têm como driblá-los. Exceto os salários dos trabalhadores, os demais preços são formados no mercado externo. E, para

complicar, há matérias-primas concentradas em poucos fabricantes. “A maioria das 11,7 mil empresas do setor de plásticos são pequenas e médias e têm dificuldade para repassar os aumentos de custo da resina”, diz o presidente da Abiplast, José Ricardo Roriz Coelho. Em contrapartida, o fornecedor da resina é um só. Rui Chammas, vice-presidente da Braskem, que comprou a Quattor e produz resinas plásticas, diz que elevou os preços, mas não confirma o porcentual. Segundo ele, a alta do petróleo pressionou a indústria química e de derivados. Mas pondera que, após o tremor no Japão, o cenário de preços é incerto. O movimento de alta se repete no aço. “As siderúrgicas começaram a retirar os descontos na faixa de 10% por causa da entrada do aço importado”, diz o ex-presidente do Inda, que reúne os distribuidores de aço, Christiano da Cunha Freire. A Usiminas, por exemplo, reajustou entre 5% a 10% os preços este mês. Os fabricantes de veículos dizem que têm contratos de longo prazo com as siderúrgicas. Mas acabam tendo de aceitar indiretamente aumentos quando compram as autopeças, que adquirem aço dos distribuidores. Rinaldo Siqueira Campos, presidente da associação que reúne importadores de produtos para veículos, diz que está difícil segurar a alta de preços dos pneus. O motivo é que, em seis meses, o preço da borracha dobrou. Por causa da competição entre montadoras, a Anfavea informa que as pressões de custos não têm sido repassadas aos carros, cujos preços recuaram 1,2% em 12 meses entre 2010 e 2011. “Está muito difícil repassar os aumentos de custos”, diz Paulo Coli, vice-presidente da Latina, que produz lavadoras. No seu caso, o maior obstáculo é a formação de grandes conglomerados, após as recentes fusões no varejo de eletrodomésticos. Fonte: Estadão ME

acesse o portal: www.

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economia

mercado empresarial

MErcado ProJEta

Pib MEnor E inflaÇÃo Maior EM 2011

O

segue estável em 5,51% e em 4,70% para 2012. As expectativas de alta para os preços administrados em 2011 e em 2012 foram mantidas em 4,50%.

Juros e dólar

De acordo com a pesquisa Focus, os analistas também mantiveram a previsão para a Selic (a taxa básica de juros da economia) para o fim de 2011, em 12,50% ao ano. Hoje a taxa está em 11,75% ao ano. A projeção para a Selic no fim de 2012 seguiu em 11,25% ao ano. Para o mercado de câmbio, os analistas preveem que o dólar encerre 2011 em R$ 1,70, o mesmo patamar estimado na semana anterior. A projeção do câmbio médio no decorrer de 2011 permaneceu em R$ 1,68. Para o fim de 2012, a previsão para o câmbio passou de R$ 1,75 para R$ 1,74.

mercado financeiro reduziu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, de 4,10% para 4,03%, segundo o boletim Focus, divulgado no final de março pelo Banco Central (BC). Para o ano que vem, a projeção para o crescimento da economia caiu de 4,45% para 4,40%. A estimativa para o crescimento da produção industrial em 2011 passou de 4,10% para 4,00%. contas externas O mercado financeiro alterou a previsão para o déficit Para 2012, a projeção para a expansão da indústria subiu de nas contas externas em 2011. A previsão para o déficit em 4,50% para 4,70%. conta corrente neste ano passou de US$ 65,00 bilhões para O mercado financeiro também alterou a previsão da inUS$ 64,00 bilhões. Para 2012, o déficit em conta corrente flação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo do balanço de pagamentos estimado seguiu em US$ 70,00 (IPCA) em 2011. A expectativa para a inflação oficial neste bilhões. ano subiu de 5,82% para 5,88%, em um pataJá a previsão de superávit comercial em mar ainda mais distante do centro da meta de 2011 subiu de US$ 13,50 bilhões para US$ inflação, que é de 4,50% para o ano. A meta Previsão para o PIB 15,00 bilhões. Para 2012, a estimativa para o tem margem de tolerância de dois pontos saldo da balança comercial passou de US$ caiu de 4,10% para porcentuais para cima ou para baixo. 8,00 bilhões para US$ 8,30 bilhões. Analistas 4,03%, enquanto Os analistas mantiveram a projeção para alteraram a estimativa de ingresso de Invesestimativa de IPCA a inflação em 2012 em 4,80%. No caso da timento Estrangeiro Direto (IED) em 2011, subiu, de 5,82% de US$ 42,00 bilhões para US$ 42,50 bilhões. inflação de curto prazo, o mercado elevou de para 5,88% Para 2012, a previsão passou de US$ 43,00 0,50% para 0,52% a previsão para o IPCA de bilhões para US$ 44,00 bilhões. março de 2011. Para a inflação de abril, a taxa prevista passou de 0,46% para 0,48%. A pesquisa Focus também elevou de 6,88% para 6,93% dívida/Pib A estimativa para a relação dívida/PIB do Brasil neste a previsão de IGP-DI para 2011. É a décima elevação semaano caiu de 39,60 % para 39,45 %, enquanto que para 2012 nal consecutiva. Para 2012, a previsão subiu pela sexta vez seguiu estável em 38%. A projeção para a taxa de câmbio seguida, passando de 4,89% para 4,95%. também foi mantida em R$ 1,70 para o final de 2011 e em R$ A estimativa para o IGP-M deste ano, no entanto, ficou 1,75 para o final de 2012. A expectativa para a taxa média de estável em 6,97%. Para 2012, a projeção para o IGP-M subiu câmbio em 2011 ficou inalterada em R$ 1,68, mas para 2012 de 4,80% para 4,89%. Para o IPC-Fipe de 2011, a projeção caiu de R$ 1,75 para R$ 1,74. Fonte: Agência Estado ME

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economia

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BrasIlEIro EStá MaiS Endividado coM cartÃo dE crédito E carnÊ

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e acordo com a Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor), da CNC (Confederação Nacional do Comércio), divulgada no final de março último, 71,6% dos consumidores estão endividados no cartão de crédito. Os endividados por causa de contas em carnê vêm em seguida, com 21,9% de representação, sendo que, entre os consumidores que ganham até dez salários mínimos, este percentual sobe para 22,9% e entre os que recebem acima deste valor cai para 14,4%. No caso do cartão de crédito, os percentuais de endividados até 71,6% dos dez e acima de dez mínimos são de 71,9% consumidores estão e 68,6%, respectivamente. De maneira geral, a Peic revelou que, endividados no cartão em março, 64,8% dos consumidores do País estão endividados – número menor que o registrado em fevereiro, quando 65,3% estavam nessa situação.

financiamento de carro e rédito pessoal

O financiamento de veículos e o crédito pessoal ocupam a terceira e quarta posições na lista de dívidas dos brasileiros. Na primeira modalidade, 10,6% dos consumidores têm dívidas. Entre os que ganham até 10 salários mínimos, 8,9% têm empréstimos a pagar, ante 22,5% dos que recebem acima desse patamar. Considerando as dívidas do crédito pessoal, na análise por faixa de renda, dos que recebem até 10 mínimos, 10,1% têm dívidas desse tipo, enquanto 11,6% dos consumidores de maior

renda estão nessa situação. Neste último caso, o percentual total de dívidas é de 10,3%.

cheque especial, pré-datado e financiamento de casa.

A Peic ainda revelou que, em março, 7,1% dos brasileiros têm dívidas no cheque especial. Dos pesquisados de menor renda, 6,7% têm dívidas nessa modalidade de crédito. Já entre os que ganham acima de 10 salários mínimos, o percentual é de 10%. No cheque pré-datado, 3,3% dos que ganham até 10 mínimos estão com dívidas, enquanto entre os que recebem mais o número sobe para 5,3%. No geral, 3,6% dos entrevistados têm dívidas com pré-datados este mês. Já no que diz respeito ao financiamento imobiliário, 3,6% dos brasileiros têm empréstimos a pagar no terceiro mês do ano. Considerando os que ganham até 10 salários, 3,2% têm dívidas com essa modalidade de crédito. Já entre os de maior renda, 6,2% têm débitos com financiamento imobiliário para pagar.

crédito consignado

Os empréstimos consignados também marcam presença no ranking de dívidas dos brasileiros em março. Neste mês, 3,4% possuem prestações para pagar. Considerando as faixas de renda, os que recebem mais de 10 salários mínimos estão levemente mais endividados nessa modalidade (3,8%) do que os que recebem menos do que esse patamar (3,3%). A soma de outros tipos de dívidas resultaram em 3,7% do total. Sobre a pesquisa - A Peic, da CNC, é uma pesquisa mensal, iniciada em janeiro de 2010. Para compilar os dados, a CNC ouviu 17.800 consumidores de todas as capitais do País. Fonte: InfoMoney ME


economia

mercado empresarial

Em 2011, investimento

pode crescer mais 9%

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rincipal indicador de crescimento econômico futuro, o investimento saltou 21,8% entre 2009 e 2010, atingindo 18,4% do Produto Interno Bruto (PIB) no ano passado. O avanço representa uma alta de 1,5 ponto percentual em relação à taxa de 2009, mas ainda está abaixo do pico mais recente, registrado em 2008, de 19,1% do PIB. Considerado somente o quarto trimestre, a taxa foi de 17,9%. A confirmação da terceira etapa do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), com mais R$ 75 bilhões, e a perspectiva dos projetos relacionados à Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016, vão fazer o investimento crescer, em 2011, cerca de 9%, projetam vários economistas. Se confirmada a alta, a taxa de investimento poderá chegar perto de 20% do PIB este ano. Para Fernando Rocha, economista da JGP Gestão de Recursos, o resultado do último trimestre foi “decepcionante”, porque o salto de 2,5%, feito o ajuste sazonal, do consumo das famílias entre o terceiro e o quarto trimestre, não foi acompanhado pelos investimentos, que cresceram apenas 0,7%. “Não fosse pela recuperação da crise, o mix de 2010 seria claramente insustentável”, diz. O economista, porém, avalia que os investimentos terão em 2011 um resultado melhor que o último trimestre de 2010. “Enquanto o PIB desacelera para taxas inferiores a 4,5%, o investimento deve aumentar em 9% neste ano, justamente porque o consumo das famílias continua muito forte”, diz Rocha, para quem as condições estruturais por trás da demanda interna - mercado de trabalho aquecido e incremento de salários - continuam no radar de 2011. Para Rocha, os investimentos serão cada vez mais sustentados pela importação de máquinas e equipamentos, incentivados pelo câmbio valorizado. Rocha construiu uma série trimestral da produção e do consumo aparente (o resultado da soma da produção e do importado subtraída a parcela exportada) de máquinas e equipamentos. Entre o início da série, em setembro de 2006, e a queda provocada pela crise mundial, o ritmo é similar.

Se confirmada a alta, a taxa de investimento poderá chegar perto de 20% do PIB este ano “A distância começa a ficar maior no ano passado, especialmente depois que os incentivos fiscais do governo venceram, em março. Pelo consumo aparente fica muito evidente que é o importado sustentando o aumento dos investimentos”, diz Rocha. O economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, acredita numa alta de 9% do investimento, mas ressaltando que as inversões deverão ocorrer principalmente nos setores ligados à infraestrutura, como com as obras ligadas à usina de Belo Monte, à Copa do Mundo de 2014 e à Olimpíada de 2016. “A indústria que vai investir é aquela relacionada à mineração, petróleo e agribusiness”, avalia. “O investimento deverá acontecer, mas não me parece que será num ritmo muito intenso por parte do setor privado. Ela dependerá cada vez mais da vontade do governo para acontecer.” De acordo com os economistas, no entanto, é preciso elevar a taxa de investimentos acima de 22% do PIB de forma a sustentar avanços consistentes da economia, isto é, um crescimento anual em torno de 5%, sem aumento da inflação. Para o economista-chefe da corretora Ativa, Henrique Santos, com a Copa do Mundo de 2014, a Olimpíada de 2016 e os projetos do pré-sal à vista, o investimento c deve crescer pelo menos 9% em 2011. “O Brasil está muito atrasado em infraestrutura. Por isso, mesmo com consumo menor, os investimentos devem continuar fortes.” Para a LCA Consultores, o investimento crescerá a um ritmo um pouco mais modesto, de 6,2%. Segundo relatório da consultoria, a capitalização recém-anunciada do BNDES “não necessariamente terá um impacto expansionista sobre a demanda agregada”. Com a operação, o banco fez desembolsos de R$ 145 bilhões em 2011, queda nominal de quase 14% em relação a 2010. “Uma queda anual dos desembolso do BNDES não acontece desde 2003, quando caiu 10%”, anotou a consultoria. Fonte: Valor Econômico ME

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cases&cases

Imagem: Tour Engine

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ProJEto inovador

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A metade fria do motor tem um cilindro que abriga as fases de admissão e compressão do ciclo, enquanto a metade quente realiza as fases de combustão e escape.

uer ter um carro mais “verde”, que aproveite melhor a energia contida no combustível e emita menos gases poluentes? Basta dividir o motor em dois. Esta é a proposta do cientista Oded Tour, CEO e co-fundador da Tour Engine, Inc., que está desenvolvendo o já devidamente batizado Tour Engine (motor de Tour), na Califórnia, Estados Unidos. Um motor de combustão interna convencional, como o que equipa carros e motos, converte no máximo 30 por cento da energia disponível no combustível em movimento, pois seu projeto inclui uma eterna luta entre duas fases do seu ciclo: a comA tecnologia pode pressão e a combustão. Quando o ar e o combustível entram no motor, eles são aumentar a eficiência comprimidos. Para que esse processo dos motores em 50 funcione bem, a câmara de combustão por cento e reduzir as precisa estar fria. emissões de dióxido de Isso significa que o radiador conscarbono em um terço tantemente extrai energia para resfriar o cilindro, reduzindo a quantidade de energia disponível para empurrar o cilindro e mover o carro. “Estamos pedindo aos motores convencionais para executarem uma tarefa impossível,” explica Tour. “Nós queremos que eles sejam máquinas eficientes, mas lhes pedimos para fazer duas coisas contraditórias.”

Motor siamês

Já o projeto do motor de Tour divide o motor em duas metades conectadas por uma válvula - uma metade trabalha fria e a outra quente. A metade fria do motor tem um cilindro que abriga as fases de admissão e compressão do ciclo, enquanto a metade quente realiza as fases de

dividE Motor dE carro EM doiS combustão e escape - completando os chamados quatro tempos do motor. Segundo Tour, essa separação permite que os cilindros tenham dimensões mais adequadas às suas tarefas muito diferentes. A metade fria do motor tem um cilindro que abriga as fases de admissão e compressão do ciclo, enquanto a metade quente realiza as fases de combustão e escape. Para garantir que o ar seja comprimido de forma eficiente, o cilindro em um motor convencional é menor do que é desejável para o estágio de combustão. Isto significa que a mistura ar-combustível que queima não tem espaço suficiente para se expandir totalmente, de forma que uma quantidade substancial de energia é simplesmente perdida na forma de calor através do tubo de escapamento. “Nos motores convencionais você perde cerca de 40 por cento da energia disponível para o sistema de arrefecimento, e cerca de 30 por cento pelo escapamento,” diz Tour.

carros mais verdes

Já tendo construído um primeiro protótipo para demonstrar a viabilidade mecânica do motor, a empresa está agora construindo um segundo, no qual a câmara de combustão terá o dobro do tamanho da câmara de compressão. Isto irá aumentar a eficiência do motor em 20 por cento, em comparação com modelos convencionais, garante Tour. Em última análise, porém, a tecnologia pode aumentar a eficiência dos motores em 50 por cento e reduzir as emissões de dióxido de carbono em um terço, diz ele. Com informações da New Scientist


cases&cases

mercado empresarial

novoS MEtaiS SÃo MoldávEiS coMo PláStico

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magine um material mais forte do que o aço mas tão moldável quanto o plástico, capaz de assumir uma variedade aparentemente infinita de formas. Este, que tem sido o sonho dos cientistas que pesquisam esses materiais há séculos, parece estar sendo finalmente alcançado, graças ao trabalho de uma equipe da Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Em busca de uma substância ideal, que possa ser moldada em formas complexas com a mesma facilidade e baixo custo do plástico, mas sem sacrificar a resistência e a durabilidade do metal, Jan Schroers e seus colegas voltaram sua atenção para os chamados vidros metálicos. Os vidros metálicos são ligas metálicas amorfas, com uma estrutura atômica desordenada, ao contrário da estrutura cristalina ordenada dos metais. Esta é a mesma categoria de material que recentemente permitiu a construção de um vidro mais forte do que o aço e que promete a construção de asas de aviões resistentes à fadiga.

Moldagem por sopro

Os pesquisadores criaram um vidro metálico que pode ser moldado por sopro como o plástico - algo que não pode ser feito com os metais -, em formatos complexos, mas com a resistência e a durabilidade característica dos metais. “Estas ligas se parecem com o metal comum, mas podem ser moldadas por sopro tão barato e tão facilmente como o plástico,” disse Schroers.

Os pesquisadores construíram várias peças em pequena escala para demonstrar o potencial da técnica para a miniaturização.

A moldagem é feita sob baixas temperaturas e baixas pressões, em um processo no qual o vidro metálico amolece drasticamente e flui tão facilmente como o plástico, mas sem cristalizar, como o metal comum. “O truque é evitar o atrito normalmente presente em outras técnicas de moldagem,” conta Schroers. “A moldagem por sopro elimina completamente o atrito, permitindo criar qualquer forma complexa, até mesmo em nanoescala.”

Zircônio, titânio, níquel e cobre

A equipe demonstrou a capacidade do novo material criando uma série de formatos complexos, incluindo garrafas metálicas sem soldas, caixas de relógios, ressonadores miniaturizados para MEMS, giroscópios e implantes biomédicos. Todas as peças foram moldadas em menos de um minuto e são duas vezes mais fortes do se fossem feitas de aço. Segundo o pesquisador, o custo do material é similar ao do aço, mas o processamento é tão barato quanto o do plástico. Os vidros Um sonho que parece metálicos são compostos por ligas de estar sendo alcançado diferentes metais, incluindo zircônio, titânio, níquel e cobre. Fonte: Inovação por cientistas de Yale Tecnológica ME

Schroes et al./Materials Today

MaiS fortES quE aÇo,

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cases&cases Imagem: Alexander Heckel

As nano-alianças de casamento, as menores do mundo, foram feitas com fitas de DNA que se montam sozinhas.

É fEIta dE dna

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ma combinação de biologia, física, química e ciência dos materiais está na base de uma técnica conhecida como origami de DNA. Segundo alguns pesquisadores, o campo é tão efervescente que já se pode falar no surgimento de uma nova disciplina, a chamada nanotecnologia de DNA. E o casamento entre disciplinas tão distintas para formar uma disciplina nova já pode ser celebrado com todas os rituais que marcam novas uniões. Cientistas criaram anéis de DNA, que eles chamam de alianças de casamento, medindo apenas Surge a 18 nanômetros de diâmetro. Nanotecnologia Contudo, se uma aliança de DNA não for o sude DNA ficiente para manter a união, uma corrente pode ser a solução: como são construídos individualmente, os anéis podem ser interconectados, formando os elos de uma corrente que, teoricamente, pode ter qualquer tamanho.

Máquinas moleculares

Alexander Heckel e Thorsten Schmidt, da Universidade Goethe, na Alemanha, afirmam que as nano-alianças são um marco na nanotecnologia de DNA porque, ao contrário da maioria das nanoarquiteturas feitas com DNA até hoje, elas não são fixas, variando seu formato de acordo com as condições ambientais. Desta forma, elas são adequadas para funcionarem como componentes de uma máquina molecular, cujo funcionamento poderá ser controlado variando-se as condições ambientais. “Ainda estamos longe de ver estruturas como esse catenane [encadeamento] usadas em itens do dia-a-dia,” diz Heckel. “mas estruturas de DNA poderão, num futuro

Imagem: UCSD

MEnor alianÇa dE caSaMEnto do Mundo Os nanosquadrados podem ser úteis porque permitem a conexão de moléculas específicas ao seus contatos, formando entidades para serem estudadas ou que se tornem blocos para construção de estruturas maiores

próximo, serem usadas para organizar e estudar proteínas ou outras moléculas que são pequenas demais para uma manipulação direta.” Os nanoquadrados podem ser úteis porque permitem a conexão de moléculas específicas aos seus cantos, formando entidades para serem estudadas ou que se tornem blocos básicos para a construção de estruturas maiores.

nano-quadrado

Já o grupo do professor Thomas Hermann, da Universidade de San Diego, nos Estados Unidos, seguiu uma rota mais complicada. Em vez de simples círculos, eles decidiram construir nanoquadrados. Esses nanoquadrados podem ser úteis porque permitem a conexão de moléculas específicas aos seus cantos, formando entidades para serem estudadas ou que se tornem blocos básicos para a construção de estruturas maiores. O nano-quadrado foi construído de RNA - ácido ribonucleico. Segundo o grupo, o RNA tem uma capacidade natural para conter informações estruturais, que são retidas na sequência dos seus blocos constituintes. Com isto, assim como as nano-alianças, o nano-quadrado não precisa ser montado pelo cientista, ele se autoestrutura sozinho. O processo, chamado automontagem, é dirigido pela sequência programada nos quatro segmentos de RNA usados para construir os cantos. Fonte: Inovação Tecnológica ME


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mercado empresarial

Armo leva solução e economia para fabricante de sopradores

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ma ideia simples foi o que permitiu à Herom, fabricante de sopradores de fuligem para caldeiras e fornos no interior de São Paulo, reduzir seus custos com o acabamento de tubos em aço inox amplamente utilizados nos equipamentos da empresa. A solução foi trazida pela Armo do Brasil, fornecedora de suprimentos para manutenção industrial de Ribeirão Preto/SP em conjunto com a Pferd, empresa alemã especializada em abrasivos. Por anos, os tubos foram encaminhados para uma empresa a 300 km que realizava o acabamento final do equipamento. Em média, um custo de R$100 mil por semestre com o serviço terceirizado era contabilizado, sem contar gastos com transporte e o tempo que se levava para o produto retornar à fábrica para conclusão dos sopradores. “Buscamos por inúmeras vezes saídas para minimizar esses gastos em diversas feiras especializadas, porém sem sucesso”, comentou José Luiz Barrionovo, gerente de compras da Herom. Uma retífica de tubos que se encontrava inoperante na fábrica foi adaptada para utilizar cintas de lixa com qualidade Premium da Pferd realizando o serviço de acabamento dos tubos. “A solução sugerida pela Armo e pelos engenheiros da Pferd possibilitou à Herom melhorias na máquina para alcançar níveis iguais ou melhores de acabamento exigidos no produto final”, afirma Eduardo Schreiber, engenheiro da Pferd/VSM. Hoje, a finalização de um tubo de 6m feita internamente leva cerca de duas horas, antes o mesmo serviço fora da empresa durava três dias entre produção e transporte. “Os resultados comprovam que o nosso acabamento é mais rápido e superior ao se tinha anteriormente, graças a essa ideia aliada à qualidade dos abrasivos”, comenta Thomaz Afonso Piveta, coordenador de PCP da Herom ME

O mesmo serviço durava três dias entre produção e transporte; hoje leva duas horas

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desenvolvimento

SENAI E SESI TÊM r$ 26 MILHÕES PARA INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA

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Sistema Indústria está promovendo a oitava edição do Edital Senai e Sesi de Inovação, que destinará R$ 26 milhões para projetos inovadores da indústria. O valor é 67% superior aos R$ 15,5 milhões investidos em 2010 e, por isso, a expectativa é que sejam atendidas mais de 90 de empresas de todo o país. Os projetos selecionados receberão A expectativa é que apoio técnico e financeiro para o desenvolsejam atendidas mais vimento de produtos, melhoria de processos de produção ou criação de serviço que prode 90 de empresas porcione qualidade de vida ao trabalhador de todo o país ou à comunidade onde a indústria está situada. Desde a primeira edição, em 2005, 20 indústrias catarinenses já foram beneficiadas com recursos do edital. Além do aumento do volume total de recursos, o edital de 2010 aumentou de R$ 200 mil para R$ 300 mil o valor

1/8

Cliente: p tendas

por projeto. Dos R$ 26 milhões, R$ 16 milhões são do Senai, R$ 7,5 milhões do Sesi e R$ 2,5 milhões em forma de bolsas de estudo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) a pesquisadores que participam do projeto. Em 2010 foram atendidas 77 empresas em todo o país. Os recursos investidos nos projetos serão repassados aos Departamentos Regionais do Senai e do Sesi, nos estados, e usados para pagar todas as despesas geradas no desenvolvimento dos produtos, processos ou serviços propostos. Eles poderão ser aplicados na compra de equipamentos, contratação de terceiros, despesas com viagens e material de consumo, software, material de laboratório, dentre outros bens. Em Santa Catarina, as indústrias podem procurar as unidades do Senai ou do Sesi distribuídas por todo o estado.

Parceria entre empresas e Sesi e Senai

Os projetos selecionados serão desenvolvidos pelas empresas em parceria com as duas instituições. Os trabalhos de inovação tecnológica têm o apoio do Senai e aqueles voltados à melhoria de vida dos trabalhadores, recebem a cooperação do Sesi. Os projetos considerados tecnológicos e sociais ao mesmo tempo serão atendidos pelas duas entidades. As inscrições dos projetos terminaram no dia 6 deste mês de maio. Somente as indústrias com mais de um ano de vida puderam concorrer ao edital. Elas deverão entrar com uma contrapartida de, no mínimo, 5% do valor pedido. O projeto precisa gerar um produto final, processo ou serviço com característica inovadora, que agregue valor à empresa e agrade ao mercado consumidor ME


desenvolvimento

mercado empresarial

maIs EmprEgo no sEtor dE MáquinaS E EquiPaMEntoS

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egundo levantamento do Horas pagas - O número de horas pagas Houve um IBGE, a taxa de emprego aos trabalhadores da indústria aumentou industrial avançou 3,4% 4,1% em 2010. O incremento se deu em crescimento de em 2010, em comparação ao ano 14 dos 18 segmentos investigados. No 7,3% anterior, encerrando o ano com a corte setorial, as contribuições mais reletaxa mais elevada da série históvantes vieram de máquinas e equipamentos rica, iniciada em 2002. O setor de máquinas e (9,7%), meios de transporte (8,8%) e produtos de metal equipamentos é um dos destaques da pesquisa, (7,9%). Os ramos de vestuário (2,2%), madeira (-5,2%) e com crescimento de 7,3% na taxa de emprego, refino de petróleo e produção de álcool (-5,4%) assinalaram além do aumento das horas pagas e na folha as principais perdas neste tipo de comparação. de pagamento. Folha de pagamento - Em relação ao ano anterior, o De acordo com o Instituto, o índice teve valor da folha de pagamento real cresceu 6,8% no fechaperfil generalizado de crescimento, atingindo mento de 2010, resultado mais elevado desde 2004 (9,7%). todos os Estados e regiões, e 13 dos 18 segmen- O crescimento reverteu a queda de 2,4% observada em tos industriais pesquisados. Entre os setores, 2009, apoiada na expansão do valor da folha de pagamento sobressaíram os de máquinas e equipamentos real de todos os 14 locais investigados. (7,3%), produtos de metal (7%) e meios de O principal impacto positivo sobre o total da indústria transporte (5,9%). Por outro lado, os ramos veio de São Paulo (5%), seguido por Minas Gerais (7,6%), de vestuário (-2,1%) e de madeira (-5,8%) as- Rio de Janeiro (9,3%) e Rio Grande do Sul (9,1%). Em sinalaram as principais pressões negativas. O termos setoriais, ainda no índice acumulado no ano, 16 Rio de Janeiro apresentou aumento de 5,6%, a atividades aumentaram o valor da folha de pagamento real, Região Nordeste cresceu 5%, as regiões Norte com destaque para meios de transporte (8,3%), máquinas e Centro-Oeste 4,2%, seguidos de Rio Grande e equipamentos (7,6%), alimentos e bebidas (5,1%) e mádo Sul (4,0%), Santa Catarina (3,4%) e São quinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações Paulo (2,8%). (11,6%). Fonte: Usinagem Brasil ME

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Cliente: pekon

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desenvolvimento

Divulgação

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BMW estuda ter fábrica de carros de luxo no brasil

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ois dos três ícones alemães do mercado de luxo já tentaram produzir automóveis no Brasil - MercedesBenz e Audi. Mas as perspectivas de crescimento de vendas em toda a América do Sul animam agora a BMW a fazer o mesmo. Ao divulgar os resultados financeiros do grupo, no final de março último, em Munique, o presidente mundial da marca, Norbert Reithofer, revelou que a companhia considera a possibilidade de ter uma fábrica na América do Sul. A declaração do executivo rompe a ideia de que o Brasil não pode ter fábricas de carros de luxo. Um conceito que se formou a partir dos fracassos dos projetos Audi e Mercedes, que investiram no país em meados da década de 90. A Audi acabou deixando a parceira Volkswagen sozinha na fábrica que as duas marcas compartilhavam em São José dos Pinhais (PR). A Mercedes A empresa alemã já está agora reformando a antiga fábrica de automóveis em Juiz de Fora (MG) para possui uma fábrica transformá-la numa linha de caminhões. que monta motos Embora a decisão final de produzir em Manaus, a numa região onde os volumes de vendas de primeira fora da carros luxuosos são baixos ainda não tenha Europa sido tomada, segundo Reithofer, é prática da montadora fazer com que “a produção siga os mercados”. O executivo não falou especificamente Brasil, e sim América do Sul quando se referiu a planos de uma nova fábrica. Mas, segundo pessoas próximas à empresa, é natural a opção por instalar a atividade industrial no maior mercado da região, como fazem os demais fabricantes de veículos. Os números recentes na América do Sul e Caribe, para onde eventual produção em solo brasileiro seria escoada, animam a direção da montadora alemã. Somente no mercado brasileiro, em 2010 as vendas cresceram 52% para a marca BMW e a 68% no caso do Mini, compacto de luxo do grupo.

Nessas regiões foram vendidos, no ano passado, 22,2 mil veículos das duas marcas. Somente da marca BMW foram mais de 18 mil unidades. Desse total, o mercado brasileiro absorveu 8,1 mil veículos BMW e 1,7 mil Mini. Há pouco tempo, o presidente da filial brasileira, Henning Dornbusch, falou sobre o plano de ampliar a rede de revendas do Mini no país em razão do aumento de demanda. Mesmo que daqui para a frente o grupo não repita na região índices de crescimento tão expressivos como o do último exercício, como é de se esperar, será ainda fácil chegar a um total anual próximo de 50 mil unidades em poucos anos, um volume considerável para qualquer empresa que produz carros de preços altos começar a pensar numa linha de produção. A BMW possui, desde dezembro de 2009, uma fábrica que monta motos da marca na Zona Franca de Manaus. Trata-se da primeira fora da Europa. Já no segmento de automóveis, a companhia conta com produção em 13 países, incluindo Estados Unidos e China. Em 2010, o grupo vendeu 1,46 milhão de automóveis e 110 mil motos em todo o mundo. O crescimento de vendas em países emergentes, como China, ajudaram o grupo a alcançar receita recorde de US$ 60,4 bilhões, 19,3% acima de 2010. O lucro antes dos impostos (EBIT) subiu para US$ 4,8 bilhões. A direção da BMW também baseia os planos de investir no Brasil em dados reconhecidos pela própria indústria da Alemanha, dando conta de que o mercado brasileiro de veículos leves ultrapassou o alemão em 2010, num total de 3,3 milhões de unidades. Fonte: Valor ME


CURSOSCIESP/FIESP CIESP/FIESP2010 2010 CURSOS O CIESP – Centro Indústrias do Estado de São Paulo O CIESP – Centro dasdas Indústrias do Estado de São Paulo desenvolve regularmente programas de cursos, seminários desenvolve regularmente programas de cursos, seminários e palestras formatos diferenciados de capacitação e palestras comcom formatos diferenciados de capacitação seus associados. parapara seus associados.

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Fascículo

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H

oje, graças à evolução tecnológica, temos mais conforto e comodidades. Se esse avanço facilitou o nosso dia-a-dia, por outro lado nos tornou mais sedentários. No Brasil, o sedentarismo é um problema que afeta cerca de 70% da população, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes mellitus e o colesterol alto. O estilo de vida atual pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso país. Ou seja, sem atividade física não há qualidade de vida. Para trazer o homem de volta a sua origem, é preciso resgatar o movimento.

Movimento é vida


Mexa-se! “A máquina humana é a única que se aprimora com o uso e se atrofia com o desuso” (Nuno Cobra, “A Semente da Vitória”)

hipertensão, câncer de cólon, osteoporose, doença das coronárias, derrame, obesidade, diabetes e alterações do humor.

A

evolução da indústria de bens de consumo deixa a vida cada vez mais prática, aumentando, consequentemente, o sedentarismo. O carro, a televisão com controle remoto e o computador são apenas alguns exemplos de invenções que contribuem para que, a cada dia, as pessoas façam menos movimento. A mistura explosiva da falta de atividade física associada a uma alimentação desregrada, outra característica contemporânea, tem como resultado lógico as doenças cardiovasculares, maior causa de morte no mundo. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 70% das doenças estão ligadas ao estilo de vida. Além disto, a mudança de hábitos poderia trazer uma economia de 50% do que se gasta para combater as doenças crônicas relacionadas ao sedentarismo.

O que é atividade física?

Atividade física é um conjunto de ações que um indivíduo ou grupo de pessoas pratica, proporcionando um gasto de energia e alterações do organismo, por meio de exercícios que envolvam movimentos corporais, com aplicação de uma ou mais aptidões físicas, além de atividades mental e social, tendo como resultados os benefícios à saúde. A definição é de Marcelo Montti, autor do livro “A Importância da Atividade Física”. Segundo o médico Francisco Carlos de Brito, geriatra do Hospital Alemão Oswaldo Cruz (em São Paulo) e co-autor do livro “Envelhecimento - Prevenção e Promoção de Saúde”), a atividade física pode ser simplesmente uma caminhada. Segundo ele, não existem atividades físicas preferenciais; as melhores são as que você gosta de fazer e lhe dá prazer. O importante é que seja realizada de forma rotineira, pelo menos 30 minutos contínuos ou acumulados na maioria dos dias. Alimentação correta e atividade física regular diminuem os riscos do surgimento de males como

O que é o sedentarismo?

O sedentarismo é definido como a falta ou a grande diminuição da atividade física. Na realidade, o conceito não é associado necessariamente à falta de uma atividade esportiva. Do ponto de vista da Medicina Moderna, o sedentário é o indivíduo que gasta poucas calorias por semana com atividades ocupacionais. Segundo um trabalho realizado com ex-alunos da Universidade de Harvard, o gasto calórico semanal define se o indivíduo é sedentário ou ativo. Para deixar de fazer parte do grupo dos sedentários o indivíduo precisa gastar no mínimo 2.200 calorias por semana em atividades físicas.

Quais são as consequências do sedentarismo?

Segundo o Dr. Turíbio Leite Barros Neto, Coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte (Cemafe) da UNIFESP e autor do livro: “Exercício, Saúde e Desempenho Físico”, a vida sedentária provoca literalmente o desuso dos sistemas funcionais. O aparelho locomotor e os demais órgãos e sistemas solicitados durante as diferentes formas de atividade física entram em um processo de regressão funcional, caracterizando, no caso dos músculos esqueléticos, um fenômeno associado à atrofia das fibras musculares, à perda da flexibilidade articular, além do comprometimento funcional de vários órgãos.

Quais as doenças associadas à vida sedentária?

O sedentarismo é a principal causa do aumento da incidência de várias doenças. Hipertensão arterial, diabetes, obesidade, ansiedade, aumento do colesterol, infarto do miocárdio são alguns dos exemplos das doenças às quais o indivíduo sedentário se expõe. O sedentarismo é considerado o principal fator de risco para a morte súbita, estando na maioria das vezes associado direta ou indiretamente às causas ou ao agravamento da grande maioria das doenças.


3 Como deixar de ser sedentário?

Para atingir o mínimo de atividade física semanal, existem várias propostas que podem ser adotadas de acordo com as possibilidades ou conveniências de cada um: • Praticar atividades esportivas como andar, correr, pedalar, nadar, fazer ginástica, exercícios com pesos ou jogar bola é uma proposta válida para evitar o sedentarismo e importante para melhorar a qualidade de vida. Recomenda-se a realização de exercícios físicos de intensidade moderada durante 40 a 60 minutos de 3 a 5 vezes por semana; • Exercer as atividades físicas necessárias à vida cotidiana de maneira consciente.

Antes de iniciar a prática de qualquer atividade física é fundamental fazer um check-up médico, para evitar riscos de lesões e de problemas cardiológicos

Quais são as alternativas às atividades físicas esportivas?

A vida nos grandes centros urbanos com a sua automatização progressiva, além de induzir o indivíduo a gastar menos energia, geralmente impõe grandes dificuldades para ele encontrar tempo e locais disponíveis para a prática das atividades físicas espontâneas. A própria falta de segurança urbana acaba sendo um obstáculo para quem pretende fazer atividades físicas. Diante dessas limitações, tornar-se ativo pode ser uma tarefa mais difícil, porém não de todo impossível. As alternativas disponíveis muitas vezes estão ao alcance do cidadão, porém passam desapercebidas. Aumentar o gasto calórico semanal pode se tornar possível, simplesmente reagindo aos confortos da vida moderna. Subir 2 ou 3 andares de escada ao chegar em casa ou no trabalho, dispensar o interfone e o controle remoto, estacionar o automóvel intencionalmente num local mais distante, dispensar a escada rolante no shopping-center, são algumas alternativas que podem compor uma mudança de hábitos. Segundo trabalhos científicos recentes, praticar atividades físicas por um período mínimo de 30 minutos diariamente, contínuos ou acumulados, é a dose suficiente para prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.

Alguns dos benefícios comprovados da Atividade Física • Aumenta a eficiência do coração, melhorando a circulação do sangue. • Melhora a oxigenação das células e do organismo como um todo. • É fator decisivo para normalizar a pressão arterial. • Melhora a respiração, tornando- a mais eficiente e revitalizando os pulmões. • Fortalece os músculos, ossos e ligamentos. • Contribui para a melhor digestão e o funcionamento intestinal. • Aumenta a resistência e evita a fadiga. • Regulariza o sistema glandular. • Melhora a capacidade mental e a memória. • Leva à perda de gordura corporal. • Ajuda no controle do colesterol, reduzindo os níveis de LDL (colesterol ruim) e elevando os de HDL-C (colesterol bom). • Melhora o sono. • Retarda o envelhecimento. • Estimula a produção de Endorfina, gerando bem-estar. • Evita o estresse e a depressão. ATENÇÃO: A prática de atividade física mal orientada causa lesões e danos aos indivíduos. Procure orientação profissional.

Vo l .


Quais são as contra-indicações para fazer exercícios?

A liberação plena para a prática de atividades físicas, particularmente as atividades competitivas e de maior intensidade, deve partir do médico. Nesses casos, um exame médico e eventualmente um teste ergométrico podem e devem ser recomendados. Indivíduos portadores de hipertensão, diabetes, coronariopatias, doenças vasculares etc. devem ser adequadamente avaliados pelo clínico não somente quanto à liberação para a prática de exercícios, como também quanto à indicação do exercício adequado como parte do tratamento da doença. Quando se trata de praticar exercícios moderados como a caminhada, raramente existirá uma contra-indicação médica, com exceção de casos de limitação funcional grave.

Quais são as recomendações básicas para fazer exercícios com segurança?

A principal recomendação é seguir o bom senso e praticar exercícios como um hábito de vida e não como quem toma um remédio amargo. A principal orientação é fazer exercícios com prazer, sentindo bem-estar antes, durante e principalmente depois da atividade física. Qualquer desconforto sentido durante ou depois de exercícios deve ser adequadamente avaliado por um profissional da especialidade. O exercício não precisa e não deve ser exaustivo se o propósito for a saúde.

Praticando exercícios com maior segurança e efetividade:

• Usar roupas adequadas: a função da roupa durante o exercício é proporcionar proteção e conforto térmico. Agasalhos que provocam aumento excessivo da sudorese devem ser evitados porque provocam desconforto e desidratação, não exercendo nenhum efeito positivo sobre a perda de peso. • Hidratar-se adequadamente: deve-se ingerir líquidos antes, durante e depois de exercícios. A perda excessiva de líquidos e a desidratação constituem a principal causa de mal-estar durante o exercício. • Sentir bem-estar: escolha a modalidade e sobretudo a intensidade de exercício que traga prazer e boa tolerância. Ao fazer exercícios prolongados ajuste a intensidade que permita sua comunicação verbal sem que a respiração ofegante prejudique sua fala. Esta é uma forma prática de ajustar uma intensidade adequada. • Consultar seu médico: qualquer dúvida ou desconforto procure orientação profissional. Realizar uma avaliação física para elaboração de um programa de treinamento será uma atitude de grande utilidade prática. Não se deixe levar por propagandas muitas vezes enganosas prometendo resultados milagrosos com outros recursos recomendados para substituir os benefícios do exercício ativo. A atividade física regular e realizada com prazer é um recurso insubstituível na promoção de saúde e qualidade de vida.

PLANEJE-SE! • Estabeleça metas de curto e longo prazo. Uma meta de curto prazo pode ser caminhar por 10 a 15 minutos em 5 dias na semana. Pode não parecer muito, mas qualquer atividade física é melhor que nenhuma. Uma meta de longo prazo pode ser fazer pelo menos 40 minutos de atividade física de intensidade moderada na maioria dos dias da semana. • Estabeleça recompensas. Seja sua meta fazer exercícios físicos 15 minutos por dia ou caminhar mais do que na semana passada, você merece recompensa pelos esforços. Algumas ideias são um novo CD para motivação ou novo tênis. • Obtenha apoio. Pode-se ter um amigo para fazer exercícios físicos com você. Isso é mais divertido e um pode motivar o outro. • Registre seu progresso. Manter registro do seu progresso em um caderno ou planilha pode lhe mostrar os avanços que teve desde que começou com os exercícios físicos para emagrecer. Desta forma, você se sentirá bem. • Progrida com os exercícios físicos gradualmente. Qualquer exercício físico é melhor que nenhum, então comece com o que pode e gradualmente aumente a quantidade. O governo americano recomenda 30 minutos de exercícios físicos de intensidade moderada na maioria dos dias da semana. Não se preocupe se isso parece muito. Você não deve começar fazendo tudo isso de cara. • Divirta-se! Tente exercícios físicos que você gosta de fazer.

Fontes: Brito, Francisco Carlos (“Envelhecimento- Prevenção e Promoção de Saúde”, Ed. Atheneu); Barros Neto, Turíbio Leite (“Exercício, Saúde e Desempenho Físico”, Ed. Atheneu; Cobra, Nuno (“A Semente da Vitória”, Ed.Senac); Weight-control Information Network (Tradução de Hélio Augusto Ferreira Fontes); Montti, Marcelo (“A Importância da Atividade Física”, artigo disponível em http:// boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm ); IPE – Instituto de Pesquisas Evolutivas

Próximo Módulo:

Controle o stress


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com chip orgânico, brasil ganha chance em semicondutores

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Brasil perdeu oportunidades recentes de ter sua própria indústria de semicondutores. Mas uma nova chance do país ganhar espaço nesse mercado parece surgir com os avanços em uma área ainda pouco conhecida da tecnologia: a eletrônica orgânica. A técnica usa compostos de moléculas baseadas em carbono no lugar de elementos como silício e cobre na fabricação de componentes. Por usar material comum, como flúor e enxofre, a eletrônica orgânica demanda investimentos mais baixos. “Com US$ 100 mil já é possível montar uma fábrica”, diz o professor Roberto MenCompostos baseados donça Faria, coordenador do em carbono Instituto Nacional de Eletrônica Orgânica (Ineo) da Unisubstituem silício e versidade de São Paulo (USP) cobre na produção em São Carlos. Uma fábrica de de componentes chip de silício custa cerca de eletrônicos US$ 3 bilhões. A fábrica de componentes orgânicos também dispensa investimentos maciços na montagem de áreas livres de impureza, as chamadas salas limpas, e de sistemas de vácuo. “A eletrônica orgânica será a grande indústria do século XXI. Precisamos embarcar nessa viagem agora”, diz Faria. O mercado de dispositivos eletrônicos orgânicos movimenta anualmente R$ 5 bilhões no mundo e pode chegar a R$ 600 bilhões em 15 anos, conforme dados da consultoria IDTechEx. No mercado brasileiro, o potencial é de atingir R$ 18 bilhões ao ano no mesmo período.

Em seu estágio atual, a tecnologia não pode ser aplicada à fabricação dos processadores centrais de celulares e computadores - dois dos tipos mais comuns de chips. A tecnologia já pode, no entanto, substituir a eletrônica tradicional em material semicondutor usado na fabricação de sensores, telas flexíveis, painéis para captação de energia solar, lâmpadas e etiquetas inteligentes. “As embalagens de remédio podem ter circuitos que mudam de cor para indicar quando o medicamento passa da data de validade”, exemplifica Faria. Cartões inteligentes e papel eletrônico são outras possibilidades. Só no Ineo existem mais de 30 grupos de pesquisa estudando aplicações e conceitos científicos relacionados à eletrônica orgânica. A tecnologia já é usada por fabricantes de celulares na área de telas; empresas como Sony e Samsung também adotam o material na fabricação de aparelhos de TV e monitores ultrafinos. O novo console portátil da Sony, lançado ontem, chegará ao mercado com uma tela de OLED, uma espécie de LCD que consome menos energia e se baseia na eletrônica orgânica. No Brasil, algumas empresas começam a investir na área. Recentemente, a CSEM Brasil - instituição privada sem fins lucrativos criada pela suíça CSEM S.A e pela empresa de participações FIR Capital - assinou com o governo de Minas Gerais e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) um termo de cooperação técnica, com aporte de R$ 7 milhões, para desenvolver produtos com eletrônica orgânica. A instituição também firmou com a Fapemig um memorando de entendimento para cooperação científica com o Imperial College London, principal centro de referência da área. O executivo-chefe da CSEM Brasil, Tiago Maranhão Alves, diz que a empresa focará o desenvolvimento de etiquetas com sensores de identificação por radiofrequência (RFID) e células fotovoltaicas (que convertem luz em


mercado empresarial

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energia elétrica). O plano é iniciar a produção desses itens no prazo de um ano e instalar uma fábrica de chip eletrônico orgânico, o que exigirá investimento de R$ 100 milhões. Ele diz que o composto usado para a produção desses itens poderia ser fornecido por empresas que já atuam no país, como a Braskem. Por meio de sua assessoria, a Braskem informou que acompanha o desenvolvimento da tecnologia. Devido ao custo reduzido, Alves diz acreditar que a tecnologia atrairá o interesse de investidores para a instalação da fábrica. “Desde a década de 70 corremos atrás do mercado de semicondutores. A eletrônica orgânica é o próximo trem que não podemos perder.” A holandesa Philips também iniciou um projeto no Brasil recentemente. Anunciou parceria com a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI) e apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para trazer ao Brasil parte do desenvolvimento da tecnologia OLED. O diretor de tecnologia e sustentabilidade da Philips, Walter Duran, diz que as lâmpadas de OLED disponíveis atualmente são pequenas e, portanto, têm aplicação limitada. O projeto visa desenvolver lâmpadas maiores, que permitam criar painéis destinados a ambientes residenciais. Um exemplo seria um vidro para janela capaz de armazenar energia solar e iluminar um cômodo à noite. A Philips planeja iniciar a produção de luminárias com a tecnologia em 2013. No início da década passada, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) também usou a eletrônica orgânica para criar a língua eletrônica, equipamento que identifica os sabores de alimentos e bebidas. Fonte: Valor ME

acesse o portal: www.

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desenvolvimento

são paulo aposta Em rEcEita PróPria Para invEStir r$ 80 bilhõES

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governo de São Paulo, Secretário da comandado por GeralFazenda de Alckmin, do Alckmin (PSDB), diz que Estado pode planeja manter o forte ritmo perder para pôr fim à de investimentos que marcou a gestão anterior. Nos próximos guerra fiscal quatro anos a previsão é de R$ 80 bilhões que serão sustentados basicamente pela arrecadação própria, principalmente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), e pela ampliação da capacidade de endividamento. Em entrevista concedida ao Valor, o secretário de Fazenda, Andrea Calabi, ressalta que a média de investimentos prevista até o fim do mandato pulou de US$ 2 bilhões anuais nas duas últimas décadas para mais de US$ 8 bilhões por ano na última gestão. Para viabilizar os planos, o governador deve manter a política de substituição tributária, que gerou polêmica entre empresários e a Fazenda estadual na administração anterior, do também tucano José Serra. O secretário também promete ser mais duro com o uso de incentivos fiscais concedidos por outros Estados. Diz que aumentará a fiscalização e terá “tolerância zero” com benefícios ilegais. Calabi retoma proposta de seu antecessor na Fazenda, Mauro Ricardo Costa, de aplicar 4% de alíquota interestadual de ICMS como forma de amenizar a guerra fiscal, com o restante do imposto ficando com o Estado de destino da mercadoria. Ao contrário de Costa, o atual secretário admite a possibilidade de o Estado perder receita e recuperar a arrecadação com o crescimento econômico do país. Com exceção da concretização da venda da Cesp, que ficou pendente da gestão anterior, Calabi esclarece que há poucos ativos disponíveis para gerar receitas extraordinárias. Na falta, o governo aposta em eventuais fontes novas de recursos. Desde o início do ano, a secretaria da Fazenda elabora um projeto de lei para possibilitar a fiscalização no pagamento de royalties sobre a exploração de petróleo. O projeto deve ser encaminhado à Assembleia Legislativa nos próximos três meses. Outra proposta estudada pelo governo é a cobrança da contribuição de melhoria, um tributo previsto na Constituição Federal, mas praticamente inexplorado por Estados e municípios. A ideia é instituir a cobrança sobre os benefícios trazidos por obras públicas de infraestrutura voltadas para atender a demanda da Copa do Mundo de 2014. Fonte: Valor ME

BrasIl quEr fomEntar Inovação nas IndÚstrIas

A

indústria brasileira foi tema de reunião realizada no escritório da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), em São Paulo, com a participação dos ministros Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. As informações do jornal Export News. A reunião foi o primeiro encontro do ano da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), iniciativa liderada pela CNI que pretende colocar a inovação no centro da estratégia das empresas brasileiras. O programa tem como objetivo dobrar o número de empresas inovadoras até 2013. O encontro, coordenado pelo presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, reuniu, a portas fechadas, os membros do governo com 34 representantes de grandes empresas brasileiras para falar sobre medidas de estímulo à inovação. “Não temos no Brasil uma cultura de inovação. Temos esforços isolados. Essa mobilização mostra um momento novo em que empresas e governos estão preocupados com isso”, apontou Pimentel, em entrevista coletiva após a reunião. Segundo Andrade, está sendo feita uma parceria ente o setor privado e o governo também em questões ligadas à desoneração dos investimentos e das exportações. “A questão da inovação é que vai dar sustentabilidade para que a indústria seja competitiva”, reforçou. Os ministros não falaram sobre novas medidas de estímulo à inovação que eventualmente estejam em estudo. Apenas Mercadante relembrou algumas leis de incentivo que já existem e afirmou que elas serão reforçadas, como a chamada “Lei do Bem” (que oferece incentivos


desenvolvimento

mercado empresarial

Maior competitividade é o objetivo

fiscais a empresas que realizem pesquisas tecnológicas e de inovação), a Lei de Inovação, o programa de estímulo à subvenção econômica e a política de compras públicas. “Nós vamos aprofundar este caminho, o BNDES e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos, órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia) vão avançar mais nessa direção para ganharmos competitividade em outros setores, como ganhamos, por exemplo, na agricultura, com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)”, declarou Mercadante, citando a importância das indústrias brasileiras de aviação e automotiva. Mercadante lembrou as linhas de financiamento já disponíveis para a inovação na indústria e disse que os incentivos fiscais serão ampliados. “Os créditos da Finep e do BNDES são muito grandes. Só do BNDES são mais de R$ 120 bilhões, e uma parte importante é para inovação e, além disso, há os programas não reembolsáveis que o CNPq, a Finep e o Ministério de Ciência e Tecnologia oferecem hoje.” Sobre a meta de aumento dos incentivos fiscais, Mercadante afirmou que “temos que avançar todo ano”. “Nós avançamos muito, nós tínhamos investimentos em pesquisa e desenvolvimento que eram de 0,9% do PIB há oito anos, e hoje são de 1,53%, é um crescimento de mais de 50%. A média mundial é de 2%, então nós crescemos fortemente”, completou. Luciano Coutinho falou sobre o papel das pequenas e médias empresas na questão da inovação no Brasil e disse que o cartão do BNDES está aberto para a contratação de consultorias e a aquisição de equipamentos de inovação nestes segmentos. “Estamos dando grandes passos para criar um sistema de inovação que venha de base, da pequena empresa e chegue à grande empresa”, afirmou ME

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expansão

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dE carlo usInagEm uma empresa em plena expansão

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E componEntEs

omprometida com a qualidade, mantendo como prioridade a satisfação dos clientes e a melhoria contínua de seus processos, a De Carlo Usinagem e Componentes é uma empresa em pleno desenvolvimento. Fabrica peças e executa o serviços de usinagem em máquinas CNC com equipamentos de metrologia de avançado padrão tecnológico, com o know how de mão-de-obra treinada e qualificada, conforme as exigências da ISO/ TS 16949. Entre seus Clientes estão multinacionais e empresas nacionais de grande e médio porte de diferentes segmentos do mercado. A trajetória da empresa é marcada por um crescimento contínuo, como nos conta o Diretor Geral José Ramos De Carlo. Fundada em 1977 como Retificadora De Carlo, oferecendo serviços de retífica A De Carlo é certificada em tambores e discos de freios, pela ISO 9001 desde além de vender outros produtos, 2000, e a certificação da em 1980 deixou de trabalhar com TS 16949 foi conquistada freios e passou a se denominar em fevereiro de 2004 De Carlo Peças, tendo como atividade principal a fabricação de peças em série para a indústria automobilística, com vinte funcionários em jornada de dois turnos. Com a expansão, a empresa mudou-se para Jundiapeba, em um terreno de 900 metros. Com o passar dos anos, a De Carlo foi adquirindo imóveis vizinhos e ampliando suas instalações.

A denominação atual, De Carlo Usinagem e Componentes, chegou em 2004, assim como a conquista da certificação ISO/TS 16949, e já, na época, com aproximadamente duzentos funcionários trabalhando em jornada de três turnos. Em 2006, a De Carlo investiu em uma nova fábrica, de 8000m² de área construída, localizada à Av. Ten. Onofre Rodrigues Aguiar, 1005, na Vila Industrial, em Mogi das Cruzes, atual sede da companhia. As modernas instalações contemplam, além de um parque com maquinário de última geração (Centro de Usinagem Vertical e Horizontal, Torno CNC, Torno Mecânico, Retífica Centerless, Universal e Plana, Brunideira, Brochadeira, Fresadora, Furadeira, Prensa, entre outros equipamentos), Laboratório de Metrologia e Manutenção, salas de treinamento e de reunião, refeitório e vestiários. O Laboratório de Metrologia e Manutenção, ambiente climatizado, é equipado com Tridimensional BLN 710 CNC – Mitutoyo, Tridimensional BH 710 B – Mitutoyo, Medidor de Contorno, Contracer CV-1000 N2 - Mitutoyo, Medidor de Circularidade, Roundtest RA-2100 – MITUTOYO, Rugosímetro SJ 301 – Mitutoyo, Micro Durômetro HM 122 – Mitutoyo, Projetor de Perfil, Durômetro Convencional, Ogivas com Coluna Pneumática, Softwares de última geração e Instrumentos Convencionais, como Paquímetros, Micrômetros, Subtos, Imicros, Calibradores, e outros. Conta com Equipe qualificada e com recursos adequados


mercado empresarial

para executar a manutenção mecânica e eletroeletrônica e otimizar as condições de utilização do maquinário.

atualização constante

“Acreditamos que o maior patrimônio de uma empresa são os seus funcionários, por isso, nós da De Carlo, estamos sempre investindo em treinamentos técnicos para os nossos colaboradores, sendo que equipamos uma sala para tal finalidade com capacidade para até 40 pessoas”, diz o Diretor José Ramos De Carlo A De Carlos também é uma empresa preocupada com a preservação do Meio Ambiente, e nesse sentido implantou um sistema de tratamento de esgoto e um separador de água/óleo.

Certificação

A De Carlo é certificada pela ISO 9001 desde 2000, e a certificação da TS 16949 foi conquistada em fevereiro de 2004. “Esta conquista se tornou um marco em nossa história, e demonstra uma trajetória de evolução e sucesso

expansão

na fabricação e prestação de serviços de usinagem ao setor automotivo”, constata, orgulhoso, o Diretor José Ramos De Carlo. E finaliza: “o reconhecimento dos Clientes ao certificado emitido pela TUV MANAGEMENT SERVICE / IQA é demonstrado frequentemente e nos coloca em posição privilegiada no mercado competitivo no qual nos encontramos” ME

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qualidade

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novoaço ESPEcial qualidade e tecnologia de ponta em aços retificados, trefilados e laminados

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nvestir em qualidade na comercialização de aços retificados, trefilados e laminados e em tecnologia de ponta na fabricação de barras de aços retificados é a prioridade da Novoaço Especial, empresa que a cada ano consolida sua marca no mercado do aço, no Brasil. Trabalhando desde o ano de 2005, com aço retificado, aço prata carbono, aço trefilado, aço inox, barras, chapas e tubos de aço, aço laminado, a empresa aposta sempre na inovação e, dentro dessa linha, oferece também atualmente ao mercado barras de aços retificados de sua própria fabricação dentro das principais tolerâncias (h-7, h-8, h-9). Outro diferencial da Novoaço Especial, que tem sua sede à rua José Manoel da Fonseca Jr., 500, na Vila Matilde, na capital paulista, é seu estoque para pronta entrega das principais bitolas de usos gerais, o que possibilita reduzir os custos para os clientes e maior agilidade nos prazos. A empresa é também especializada na prestação de serviços de descascamento e retifica de aços em barras redondas nos diâmetros de 12.70 mm a 160,00 mm – atendendo dentro dos padrões de qualidade exigidos pelas normas de tolerância de cada cliente seja em aços carbonos, ligados, inox ou aços-ferramenta: • Materiais laminados somente para tolerância H.11, ou seja, trefilados. • Materiais trefilados e descascados para tolerância de retificado em H.8 e H.9. • Barras de até 10 metros de comprimento. • Todos os materiais deverão vir endireitados.

produtos • Aços Retificados SAE 1020/45 = de 2,00 à 160,00mm de tol. h-8 e h-9 e sob consulta h-6 e h-7 • Aços Retificados Ligas Gerais = Sob consulta = Inox/4140/ 8640 /4340 / 4320 / 8620 /52100 - Etc. • Aços Retificados Cromados = de 2,00 a 160,00 mm camada de cromo : 25 microns. • Tubos de Aço Trefilados/Brunidos = Diâmetro externo 31,75 a 215,90 mm, Diâmetro interno 25,40 a 215,90 mm • Aços Fresados Usinados 1020/45 = Sextavados e Quadrados de 15,88mm à 254,00 mm Chatos de 25,00 à 223,00mm até 1000mm de larg. Sob Consulta 4140/ 8640 / 4320 /8620 Inox / Bronze Comprimentos máximo: 3000 mm • Aços Trefilados SAE 1020/45 = Redondos de 3,00 mm à 101,60 mm (4”) Sextavados de 3/16” à 50,80 mm (2”) Quadrados de 3/16” à 50,80 mm (2”) Chatos sob prévia consulta • Aços especiais para uso = Prata Tungstênio/ Carbono / VC-131/ VND, Ferramental e estampos (trabalho a Quente e a Frio) • Aços mecânicos laminados = 1020/ 1045 / 4140 / 8640 /8620 / 52100


mercado empresarial

meio ambiente

buraco na caMada dE oZÔnio atingE nívEl rEcordE no ártico

O

buraco na camada de ozônio acima do Ártico chegou a nível recorde, segundo informações da Organização Meteorológica Mundial divulgadas em 5 de abril último. A diminuição na camada acima da área chegou a 40% durante o inverno no hemisfério norte. O recorde anterior era de 30%. Para a OMM, substâncias que destroem a camada de ozônio continuam a ser emitidas como o clorofluorcarbonetos (CFCs) - lançados na atmosfesta por extintores de incêndio, sprays e refrigeradores. Apesar de recorde, o número já era esperado pelos especialistas do órgão ligado às Nações Unidas (ONU). A perda de ozônio na atmosfera também acontece sobre a região da Antártida. Mas segundo a OMM, os danos na região polar do hemisfério sul estão diminuindo com o tempo, com a recuperação da camada no local. A camada protege a superfície terrestre da exposição exagerada a raios ultraviole-

tas, que podem causar câncer na pele, cataratas nos olhos e comprometer o Perda foi de 40% sistema de defesa do corpo de humanos. Os danos também atingem outros animais e registrada durante plantações. o inverno no heA medição foi feita durante o inverno no misfério norte. hemisfério norte, que terminou durante o mês de março. Segundo a OMM, o frio excessivo na estratosfera – região onde fica a camada de ozônio – pode ser uma das causas para a diminuição recorde. Quando a temperatura nesta parte da atmosfera – entre 10 a 50 quilômetros de altitude, acima da maior montanha da Terra, o Everest, com 8.849 metros de altura – fica abaixo de 78 graus Celsius negativos, o efeito nocivo na camada de ozônio acontece, já que nuvens se formam nas regiões polares e reagem com a camada. O Protocolo de Montreal, estabelecido há 31 anos, havia combatido o uso de substâncias emissoras de CFCs, mas, para o braço meteorológico da ONU, a causa para a perda de ozônio ainda está ligada a atividades humanas que destroem a camada. O objetivo final do acordo é que os níveis de destruição da camada sejam menores do que eram em 1980. Fonte: G1 ME

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meio ambiente

naSa advErtE: oS PoloS EStÃo dErrEtEndo MaiS ráPido quE o PrEviSto

A

s camadas de gelo da Groenlândia e da Antártida estão perdendo massa a um ritmo mais acelerado que os prognósticos feitos até agora, o que repercutirá na alta do nível dos oceanos, segundo um estudo divulgado em março último pela Nasa. Os resultados do estudo sugerem que as camadas de gelo estão derretendo mais rápido que as geleiras das montanha e serão o principal fator de contribuiCamadas de gelo da ção para uma alta global do nível dos Groenlândia e da oceanos, muito antes do previsto. As Antártida estão perdendo informações são da agência de notícias massa, o que deve elevar EFE. o nível dos oceanos muito A Nasa analisou dados de seus satélites entre 1992 e 2009 e descobriu que antes do previsto a cada ano durante o curso do estudo as camadas de gelo dos polos perderam uma média combinada de 36,3 gigatoneladas a mais que no ano anterior. Em 2006, por exemplo, os polos perderam uma

massa combinada de 475 gigatoneladas ao ano em média, uma quantidade suficiente para elevar o nível global do mar em uma média de 1,3 milímetros ao ano frente as 402 gigatoneladas que as geleiras da montanha perdem em média. “Que as camadas de gelo serão a principal causa do aumento do nível do mar no futuro não é surpreendente, já que possuem uma massa de gelo muito maior que as geleiras da montanha”, assinalou o autor do estudo, Eric Rignot, da Universidade da Califórnia. “O surpreendente é que esta maior contribuição das camadas de gelo já está ocorrendo”, advertiu o cientista, que realizou a pesquisa com a colaboração do Laboratório da propulsão do jato (JPL) da Nasa. As medições realizadas indicam que se “as tendências atuais continuarem é provável que o aumento do nível do mar seja significativamente maior que os níveis projetados pelo Grupo Intergovernamental de Analistas sobre a Mudança Climática em 2007”, acrescentou ME


mercado empresarial

meio ambiente

Casca de banana purifica água contaminada por metais tóxicos

A

s cascas da banana purificam a água contaminada por metais potencialmente tóxicos. Essa é a recente descoberta feita por pesquisadores da UNESP (Universidade Estadual Paulista) de Botucatu. O grupo descobriu que a casca de banana picada é um purificador de água tão ou mais eficiente do que vários outros materiais disponíveis destinados a cumprir essa função. Os experimentos realizados pelos pesquisadores revelaram que a casca de banana picada consegue remover rapidamente o chumbo e o

Essa é a recente descoberta feita por pesquisadores da UNESP de Botucatu

cobre diretamente a partir da água de um rio. A eficiência verificada foi equivalente ou melhor do que uma série de outros materiais já testados para o mesmo fim. Um aparelho de purificação de água à base de casca de banana pode ser usado até 11 vezes sem perder suas propriedades de captura dos metais. A equipe brasileira acrescenta que as cascas da banana são muito atraentes como purificadores de água devido ao seu baixo custo e porque elas não precisam de qualquer modificação química para funcionarem na captura dos metais pesados ME

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meio ambiente

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rEforMa: com apEnas r$ 150, conSuMidorES conSEguEM EconoMiZar

50% dE água

N

o Dia Mundial da Água, comemorado no dia 22 de março último, uma dica muito importante envolve o seu bolso e o bem-estar do planeta e da sociedade. Se cada consumidor gastar R$ 150 para fazer uma reforma em seu imóvel, é possível alcançar uma economia de até 50% no consumo de água. A conta foi feita considerando uma casa com uma torneira na cozinha e uma no tanque, e dois banheiros com uma torneira e um vaso sanitário cada um. “São produtos simples e cuja troca pode ser feita pelo próprio consumidor”, explica Paulo Costa, da H2C, especializada em planejamento e projetos para o uso racional da água.

troca por produtos mais econômicos

Assim, a reforma inclui a compra de duas bacias sanitárias com caixas acopladas de duplo acionamento – três ou seis litros de água por descarga – e os respectivos assentos. “Desde 2003, por norma da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas], os fabricantes passaram a disponibilizar bacias de baixo consumo, mas faltam incentivos para que a população realize a substituição do produto”, explica Costa. Outra sugestão é instalar restritores de vazão nos dois chuveiros e em todas as torneiras (duas nos banheiros, uma na cozinha e outra na lavanderia). “A queda no consumo obviamente será acompanhada de economia”, destaca. Confira as contas na tabela abaixo:

de dentro para fora da casa

Se no interior do imóvel uma reforma ajuda muito a economizar água, os consumidores não podem esquecer o outro lado, que é a parte que cabe aos condomínios. De acordo com o vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), Hubert Gebara, o sistema de medição de água individualizada

também deve fazer parte da celebração do Dia Mundial da Água. “Enquanto na Alemanha, o consumo per capita diário varia de 90 a 110 litros, em São Paulo, oscila de 200 a 210 litros”, compara. “A individualização sempre vale a pena, mesmo em prédios antigos, pois gera economia, colabora com a preservação ambiental e se coloca como uma questão de justiça social”. Afinal, cada morador é obrigado a pagar aquilo que efetivamente consome. De acordo com Hubert, alguns condôminos chegam a se assustar, ao receberem a primeira conta individual. Isso se explica porque, embora a água seja consumida de forma excessiva, esse consumo é camuflado quando todos pagam pela média. Mas, com o hidrômetro individual, paga mais quem consome mais.

água, um bem essencialmente caro para o condomínio

Além disso, dentro do orçamento dos condomínios, os gastos com esse recurso natural representam a segunda maior despesa, perdendo apenas para os custos da mão de obra e dos encargos. “O sistema de medição de água individualizada pode reduzir em até 35% essa conta, baixando também os gastos com energia elétrica”, afirma. Para se ter uma ideia, quando a conta não é individualizada, a água responde por entre 10% e 12% das despesas ordinárias do condomínio. “Implantada a medição, essa fatia pode cair para 8% ou 9%”, estima Hubert. “É primordial termos consciência de que, com atitudes simples como essa, estamos contribuindo para a preservação dos recursos”, conclui Paulo. Fonte: InfoMoney ME

cálculo da reforma Equipamento antigo

consumo

reforma

consumo

custo

2 bacias com caixa acoplada

12 litros / acionamento

2 bacias c/ cx acoplada de baixo consumo

6 litros / acionamento

2 x r$ 50

2 torneiras no banheiro

12 litros / minuto

2 arejadores de vazão

6 litros / minuto

2 x r$ 5

1 torneira na pia da cozinha

12 litros / minuto

1 arejador de vazão

6 litros / minuto

r$ 5

1 torneira no tq da lavanderia

12 litros / minuto

1 arejador de vazão

6 litros / minuto

r$ 5

2 duchas

8 a 20 litros / minuto

2 arejadores de vazão

4 a 10 litros / minuto

2 x r$ 5

complementos

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2 assentos

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2 x r$ 10


meio ambiente

Divulgação

mercado empresarial

Petrobras e Ufsc iniciam pesquisa em gás natural

A

Petrobras e a Universidade Federal de Santa Catarina (Ufsc) inauguraram em 18/3 último, os Laboratórios de Pesquisa em Gás Natural, construídos no campus Universitário Trindade da UFSC, em Florianópolis. Com uma área de 806 m², os laboratórios fazem parte da Rede Temática de Gás Natural e receberam um investimento de R$1,5 milhão. Entre as atividades dos novos laboratórios, destaca-se o desenvolvimento de equipamentos de transferência de calor que proporcionarão maior eficiência energética. Esse projeto faz parte das iniciativas de eficiência energética do Programa Tecnológico para Mitigação de Mudanças Climáticas (Proclima), coordenado pelo Centro de Pesquisas & Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes). Também serão realizados estudos de ferramentas computacionais inteligentes para aplicação nas atividades industriais de gás natural e serão desen-

volvidos equipamentos térmicos para uso por consumidores comerciais e industriais de gás natural, como fornos de cocção de pães utilizando tecnologia de termossifões.

Redes Temáticas

Laboratórios O modelo de Redes Temáticas foi criado pela Petrobras em 2006, voltado para o relacionamenreceberam um to com as universidades e institutos de pesquisas investimento de brasileiros. Hoje há 50 redes operando em parceria R$1,5 milhão com cerca de 110 universidades e instituições de pesquisas de todo o Brasil. Nas redes, as instituições desenvolvem pesquisas em temas estratégicos para o negócio da Petrobras e para a indústria brasileira de energia. A Petrobras vem investindo cerca de R$ 400 milhões anuais, em média, possibilitando às instituições conveniadas a implantação de infraestrutura, aquisição de modernos equipamentos, criação de laboratórios de padrão mundial de excelência, capacitação de pesquisadores/recursos humanos e desenvolvimento de projetos de Pesquisa & Desenvolvimento nas áreas de interesse, como petróleo e gás, biocombustíveis e preservação ambiental ME

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sustentabilidade

Pontes rodoviárias são fonte de energia na Itália Divulgação

O projeto Solar Wind prevê revitalizar uma ponte atualmente desativada e torná-la capaz de produzir eletricidade para cerca de 15 mil casas da região

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nergia de ponte, já ouviu falar? Ela será utilizada, em breve, na Itália, graças ao projeto arquitetônico dos profissionais Francesco Colarossi, Giovanna Saracino e Luisa Saracino. Eles desenvolveram e apresentaram ao governo italiano o projeto Solar Wind, que prevê revitalizar uma ponte atualmente desativada no país e torná-la capaz de produzir eletricidade para cerca de 15 mil casas da região. Como? A ideia é tão simples que nos faz questionar como ninguém pensou, antes, em um projeto semelhante. Os designers propõem reformar a ponte, instalando em toda a sua estrutura de sustentação 26 turbinas eólicas, capazes de produzir energia. Além disso, os 22 quilômetros de pista serão revestidos com painéis solares, que também poderão gerar eletricidade. Como pontes estão constantemente expostas ao sol e ao vento, a previsão é de que a Solar Wind produza cerca de 40 milhões de kW/h por ano para a região de Calábria, onde está localizada. A ponte ainda ganhará quiosques, onde serão vendidos alimentos orgânicos, com a intenção de tornar o local – que tem uma vista incrível – em um ponto turístico italiano. O projeto foi um dos vencedores do concurso New Italian Blood, promovido pelo governo italiano, que premiou as melhores ideias para o reaproveitamento das várias pontes que estão velhas e desativadas em todo o país – já que demolir essas construções custa muito caro. Fonte: Planeta Sustentável ME


sustentabilidade

mercado empresarial

EmprEsas alEmãs dE

EnErgIa lImpa

afIrmam podEr suBstItuIr usInas nuclEarEs

O

setor de energias renováveis da Alemanha tem se mostrado otimista em relação a uma possível substituição das usinas nucleares por fontes limpas. A Associação de Empresas Alemãs de Energias Renováveis (BBE em alemão) informou, em 17/3 último, que as energias verdes poderiam abastecer 47% do suprimento energético do país até 2020. A associação, composta por 22 empresas do setor de energias renováveis, discutiu como substituir a capacidade de geração de energia nuclear, e afirma que as usinas renováveis podem oferecer grande parte do suprimento dessa energia. “As renováveis poderiam fornecer 47% do suprimento de energia alemão até 2020. Deste modo elas não só compensariam a retirada da energia nuclear (que deve ser usada até 2021 no máximo), mas também ofereceriam energia acessível e sustentável”, apontou o grupo. “A Alemanha pode interromper o uso da energia nuclear de forma rápida, sem se tornar dependente da importação de eletricidade proveniente de países vizinhos. Pelo contrário: em 2007, por exemplo, seis reatores deixaram de funcionar. No entanto, a Alemanha teve naquela época um dos maiores superávits de exportação de eletricidade na história do país”, relembrou Dietmar Schuetz, presidente da BEE. “Pelo menos sete dos reatores mais antigos poderiam ser desligados da rede sem provocar uma escassez de abastecimento”. De acordo com dados da indústria alemã, no último ano as energias renováveis foram responsáveis por 17% a eletricidade gerada no país, de uma produção de 585 bilhões de kilowatts hora. Já a geração de energia nuclear contribuiu com 23% do suprimento total. O governo alemão declarou que pretende suspender até junho as atividades de sete usinas de energia nuclear que começaram a operar antes de 1980, mas ainda não decidiu se as usinas serão reabertas após o término da crise nuclear

Energias verdes

que ocorre no Japão. abasteceriam 47% do O governo terá que suprimento energético determinar também se redo país até 2020 tomará um programa para fechar seus 17 reatores ou se estenderá a vida útil de algumas das usinas mais novas. No segundo semestre do ano passado, o país havia decidido expandir a vida útil dos reatores, mas essa decisão poderá ser revogada. Enquanto a situação permanece indefinida, a Alemanha deve elaborar novos anos para assegurar o futuro do abastecimento de energia. “Se o governo federal está levando a sério o desenvolvimento acelerado das energias renováveis, deve retirar o prolongamento da vida útil das centrais nucleares de forma permanente e não apenas por três meses”, disse Schuetz. “Os reatores não são uma ponte, mas um sério obstáculo para a necessária reestruturação do nosso sistema energético”. Recentemente, o Instituto de Economia Mundial de Hamburgo mostrou que as extensões de vida útil poderiam atrasar a competitividade das energias renováveis em relação às energias fósseis em cerca de 16 anos. Relatórios do Ministério Federal da Economia e outros estudos também indicam que além de abastecer o fornecimento de energia do país, a Alemanha poderia ainda exportar eletricidade, mesmo sem as usinas nucleares. “Em vez de usinas nucleares, precisamos de usinas renováveis de ciclo combinado. Oferecemos esta possibilidade ao chanceler há cinco anos”, disse Schuetz. No entanto, argumenta-se que as energias renováveis têm níveis de produção voláteis, ou seja, que estes níveis podem ser muito inconstantes devido a diversos fatores. A BEE afirma que uma expansão na quantidade de usinas renováveis poderia resolver esse problema, mas isso não poderá acontecer enquanto a Alemanha tiver excesso de usinas termelétricas. A Associação afirma também que usinas de ciclo combinado poderiam equilibrar a volatilidade entre as diversas energias renováveis, mas que o esquema vem sendo ignorado. “Até agora não temos nenhum projeto para expandir tais usinas de ciclo combinado – embora isso tenha sido anunciado pelo governo federal”, disse o presidente do grupo. Fonte: Carbono Brasil ME

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mercado empresarial

destaque

ruKava Marca consolidada no segmento de esteiras transportadoras

F

undada em 1998, em São Paulo, para desenvolver trabalhos de engenharia na área de meios auxiliares à Produção, três anos depois a Rukava já iniciava suas atividades em esteiras transportadoras de alumínio estrutural. E não parou mais! Consolidou sua marca no mercado e hoje está entre as melhores do País em seu segmento, trabalhando com sistemas logísticos pequenos, médios e grandes. Segundo o Diretor Industrial Rubens Godoy, o grande diferencial da empresa é a qualidade Rukava, “conquistada ao longo de anos de esforços e parcerias com empresas do exterior e solidificada com a obtenção da Certificação ISO9001:2008”. Os carros-chefes da Rukava são os sistemas e projetos logísticos, sendo que a produção dos equipamentos é toda realizada internamente. A empresa é reconhecida por reduzir custos e aumentar a eficiência nos processos produtivos. Do portfólio da empresa, Godoy aponta um produto que vem alcançando um grande destaque: “são nossos projetos para movimentação logística de materiais”. Os clientes que têm adquirido este equipamento estão muito satisfeitos com nossa qualidade e vem nos recomendando ao mercado”, ressalta. “Atendemos todos os segmentos de mercado, petroquímico, mineração, industrial em geral e agronegócios, e nossa atuação passou de nacional e internacional no início de 2009, quando iniciamos a internacionalização da Rukava. Em função disso, acreditamos que nosso volume de exportações tende a crescer em 2011, comparado a 2010. Como estamos buscando novas parcerias internacionais e levando nossa marca para todos os continentes, a tendência é nosso faturamento crescer cada vez mais. Acredito até que no início do próximo ano teremos que

Em plena expanpensar em abrir uma filial!”, comemora o Diretor Rubens Godoy. são, com qualidaCom mais de 60 clientes fidelizados, de, planejamento e a Rukava se programa para ampliar esse muito gás, Rukava número em virtude das parcerias intertem tudo para se nacionais que estão sendo efetuadas. tornar a grande Por outro lado, as parcerias com multinacionais exige que a empresa esteja na líder na sua área vanguarda na implantação de inovações tecnológicas, buscando o que há de mais avançado na área. A Rukava tem em seu quadro de funcionários um Departamento Técnico, que conta com engenheiros capacitados e treinados dentro das mais modernas técnicas internacionais de qualidade e inovação tecnológica. “Desenvolvemos parcerias em projetos internacionais com engenheiros de outros países”, complementa o Diretor. Segundo Godoy, a Rukava está em grande expansão no exterior, onde sua marca já é conhecida e apreciada por empresas de peso no mercado ME

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tecnologia

mct muda rEgras

dE iMPortaÇõES dE EquiPaMEntoS

O

Para PESquiSa

Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) anunciou mudanças nos procedimentos de importação de equipamentos e insumos para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias. A Receita Federal passará a dar prioridade para a análise desses materiais e, um esforço integrado entre a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Infraero, o Sistema de Vigilância Agropecuária (Vigiagro) e o CNPq promete dar mais agilidade ao processo. O MCT identificou a dificuldade que alguns pesquisadores tinham para receber insumos e equipamentos para pesquisa comprados no exterior. “Vivemos um período em que as importações cresceram 46%; as exportações tinham crescido 33% e o pessoal disponível nesse trabalho continua sendo basicamente o mesmo”, aponta o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Análise dos mateMercadante. Segundo dados do ministériais terá prioridade rio, esses materiais movimentam US$ 600 e processos serão milhões por ano, envolvendo uma média de sete mil itens por mês, cuja entrega mais ágeis acaba atrasando por conta da sobrecarga no sistema. Os materiais de pesquisa ainda encontram mais duas barreiras burocráticas. Como são isentos de impostos, passam por fiscalização atenta da Receita Federal. Além disso, dependendo do insumo, também precisam passar por inspeção mais rigorosa na Anvisa. “São importações de produtos químicos e animais transgênicos, quer dizer,

coisas que precisam de acompanhamento e fiscalização”, sustenta o ministro. Para solucionar o problema, o ministério organizou uma série de procedimentos para agilizar as entregas. A primeira mudança será a edição de instrução normativa da Receita Federal para dar prioridade ao à análise desses equipamentos. Outra ocorerá no acompanhamento e no fluxo da entrega. O vendedor do produto informará por meio de e-mail específico, que será criado pela Infraero, a data de chegada, o horário, o número do voo e outros detalhes. Com essas informações, será mais fácil acompanhar as etapas do processo. O fluxo das inspeções foi organizado, e não acontecerá mais de forma aleatória. Passará primeiro pela Anivisa, Vigiagro e Receita Federal, caso seja necessário, nessa ordem. Por meio eletrônico, um órgão avisará ao próximo quando o material estiver liberado, para que se possa dar encaminhamento ao processo com mais rapidez. Para viabilizar esse sistema, o CNPq criou um selo, o “CNPq Expresso”, que será distribuído para as principais exportadoras no exterior. Esse selo, em forma de fita, será colocado nas embalagens dos produtos para que eles sejam facilmente identificados pelos operadores na


tecnologia

mercado empresarial

Imagem: CAS

Infraero e nos órgãos fiscalizadores. “Visualmente o funcionário poderá identificar a carga e imediatamente operar de forma diferenciada”, explica Mercadante. O sistema será implantado primeiro no aeroporto de Guarulhos, responsável hoje por 60% das importações do setor. O MCT irá montar uma equipe de pesquisadores para monitorar todo o processo e ver onde ainda há falhas, para depois implantá-lo em todo o país. A ideia é que até o final do ano o sistema já esteja funcionando em todos os aeroportos. “Só no momento que tivermos estudado todo o processo e que tivermos absoluta segurança de que esse é o melhor modelo, nós vamos expandir para os outros aeroportos”, detalha Mercadante. O chefe do Serviço de Compras Internacionais da UnB, José Geraldo Ribeiro da Silva, explica que as mudanças não vão afetar muito a UnB porque o maior problema enfrentado pelos pesquisadores daqui é a burocracia dentro da própria universidade. “O pesquisador tem que elaborar uma série de documentos, que às vezes demoram para ser analisados pela Diretoria de Recursos Materiais e pela Procuradoria Jurídica, por exemplo”, justifica. Outro problema acontece nas importações de materiais para o ensino, que ainda não contam com essas facilidades. “Por conta da burocracia, a compra desses materiais chega a demorar seis meses para sere analisada pelo Ministério da Educação e outros órgãos”, diz. Fonte: UFMG ME

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gPS chinÊS EM conStruÇÃo

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Academia Chinesa de Ciências anunciou que a China terá seu próprio sistema de navegação global por satélites, formado por uma constelação de 30 satélites. Citando um “especialista sênior de tecnologia espacial da China”, a agência afirmou que o projeto está previsto para estar plenamente funcional em 2020. O programa prevê o lançamento de 12 a 14 satélites durante o período que vai de 2011 a 2015. A China começou a construir seu próprio sistema de navegação por satélite em 2000, montando um sistema regional de navegação por satélite. O sistema Beidou foi iniciado com o lançamento de três satélites geoestacionários entre outubro de 2000 e maio de 2003 (beidou significa bússola em chinês). “O sistema de navegação regional Beidou-1 desempenhou um papel importante nos esforços de resgate após o terremoto devastador de maio de 2008 em Wenchuan, tendo sido o único canal de ligação com a área atingida pelo terremoto,” disse o especialista, identificado apenas como Qi, que seria membro do Comitê Nacional da Conferência Política Consultiva do Povo Chinês (CCPPC). O sistema Beidou-1, contudo, não possui escalabilidade, o que teria exigido a construção do Beidou-2, com alcance global. O Beidou-2 está sendo criado em etapas. Em dezembro de 2010, a China lançou nada menos do que sete satélites para sua rede de posicionamento global. Na etapa de 2011 a 2015, serão lançados de 12 a 14 satélites com capacidade para fornecer serviços de navegação, calendário e serviços de mensagens curtas na região da Ásia e do Pacífico. Os satélites restantes serão lançados entre 2016 e 2020, quando o GPS chinês estará completo, com seus 30 satélites. Segundo o Sr. Qi, o GPS chinês poderá desempenhar um papel importante na previsão de terremotos, na definição mais precisa de fronteiras, na orientação de “motoristas perdidos” e para assegurar operações militares mais precisas. Atualmente estão em atividade o GPS norte-americano e o russo, Glonass. O Galileo, o GPS europeu (que promete a precisão de localização de 1 metro), deve estar pronto em 2014. As informações são da Oficina da Net, France-Presse e portal Inovação Tecnológica ME


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dicas de leitura

MECÂNICA PARA ENGENHARIA DINÂMICA Um clássico entre mestres e estudantes, os dois volumes de Mecânica para engenharia (Volume 1, Estática; Volume 2, Dinâmica) chegam à sexta edição consolidando-se como obra atemporal no ensino da matéria. Há quase 60 anos sendo revisado e ampliado para acompanhar os avanços teóricos e tecnológicos na área, é um clássico que transcende o tempo. Constantemente revisada, ampliada e atualizada, Mecânica para engenharia ganha, nesta sexta edição, mais recursos de ajuda e de estímulo aos estudantes. Autor: J. L Meriam, L.G Kraige Editora: LTC/2009 - 6ª. edição Número de páginas: 510

ELEMENTOS DE MÁQUINAS DE SHIGLEY PROJETO DE ENGENHARIA MECÂNICA Oitava edição, agora no sistema internacional de medidas, de um livro que já é referência no mercado. Mantém a abordagem básica que fez dele referência essencial no estudo de projeto de máquinas há cerca de quarenta anos. Autor: Budynas, Richard G . Editora: Bookman/2011 Número de páginas: 1084

MÁQUINAS FERRAMENTA: ELEMENTOS BÁSICOS DE MÁQUINAS E TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO Este livro é destinado aos estudantes das áreas de Tecnologia e Engenharia Mecânica, como também aos alunos das escolas técnicas em geral e todos aqueles que têm interesse na construção e fabricação das máquinas-ferramentas. Aborda os princípios e elementos básicos na construção, funções, acionamento, hidráulica, pneumática, comandos e usinagens das respectivas máquinas-ferramentas, assim também como uma introdução à robótica e acionamentos copiadores através de modelos padronizados. Termina com uma explanação geral dos modelos e máquinas-ferramentas existentes no mercado. Exemplos práticos e exercícios resolvidos. Autor: Horst Witte Editora: Hemus – 7ª. edição Número de páginas: 395

ENGENHARIA DE CONTROLE MODERNO - 5ª EDIÇÃO - 2011 Engenharia de controle moderno chega à quinta edição renovado, com uma didática diferenciada que intensifica o processo de ensino/aprendizagem - e faz com que passe despercebido o fato de o livro ter quatro décadas de mercado! Isso porque a obra, que foi totalmente revista e reformulada, traz agora novos exercícios e exemplos, bem como exibições do MATLAB©, as quais facilitam a utilização do programa na representação do conteúdo apresentado. Ideal para cursos como engenharia, automação industrial e eletrotécnica. Autor: Katsuhiko Ogata Editora: Pearson / Prentice Hall/ 2011 Número de páginas: 824


dicas de leitura

mercado empresarial

PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS FERROS FUNDIDOS A obra começa com uma visão geral sobre os tipos de ferros fundidos e sua utilização. Segue-se uma rápida revisão sobre a metalurgia dos ferros fundidos, enfocando-se principalmente o desenvolvimento da microestrutura, que vai condicionar as propriedades mecânicas do componente. Também dentro desta visão apresenta-se um capítulo sobre tratamentos térmicos de ferros fundidos, importante ferramenta de modificação de propriedades mecânicas. Na discussão das propriedades mecânicas procura apresentar os diversos ferros fundidos dentro de um mesmo capítulo, como por exemplo, no capítulo sobre Módulo de Elasticidade. Foi incuído um capítulo sobre Normas, para familiarizar o estudante com esta importante ferramenta de relacionamento fornecedor-cliente. O livro finaliza com uma discussão sobre seleção de material em alguns componentes automobilísticos, onde os ferros fundidos têm aplicação importante. Autor: Wilson Luiz Guesser Editora: Edgard Blucher/2009 Número de páginas: 344

GESTÃO DA PRODUÇÃO - TRADUÇÃO DA 2ª EDIÇÃO Utilizando como exemplo uma empresa virtual do setor de máquinas, o livro descreve a produção de dois grupos construtivos típicos, desde a análise de mercado até a entrega dos produtos. Autor: Falko Wieneke Editora: Edgard Blucher /2009 Número de páginas: 216

TEORIA E PROJETO PARA MEDIÇÕES MECÂNICAS Trata a fundo a teoria de medições em engenharia, desempenho de sistemas de medição e instrumentação. Os autores mostram como desenvolver, operar e analisar sistemas de medição e como relatar os resultados. O texto cobre análise de incerteza e medições mecânicas em uma apresentação unificada, apresentando ao leitor as ferramentas experimentais mais eficazes disponíveis no mercado. Autor: Richard S. Figliola Editora: Guanabara Koogan/2007 – 4ª. edição Número de páginas: 424

CÁLCULO TENSORIAL Os textos de Cálculo Tensorial, em geral, apresentam aplicações práticas especialmente sobre Teoria da Relatividade, Mecânica Quântica, Teoria das Cascas ou Geometria Diferencial, daí surgem representações distintas para os tensores dependendo da aplicação. Isso ocorre na Álgebra Tensorial ou no Cálculo Diferencial Absoluto, que foi a denominação original usada por Tulio Levi-Civita para esse ramos da Matemática. Os objetivos deste livro não são apenas apresentar conceitos e desenvolver fórmulas, sua principal intenção é incentivar o leitor a pensar matematicamente de forma abstrata. Autor: Emil Sánchez Editora: Interciência /2011 Número de páginas: 310

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aS novidadES da sandvIK coromant

O sistema de fixação QS, as brocas Corodrill 452 e as fresas de topo Ball Nose são os novos produtos que a Sandvik Coromant apresenta ao mercado. A funcionalidade de troca rápida bem sucedida do sistema de fixação QS da Sandvik Coromant para máquinas com cabeçote móvel agora pode ser combinada com refrigeração de alta pressão. A usinagem de peças pequenas de materiais exigentes de cavacos longos apresenta problemas quanto à quebra de cavacos. Com essa introdução de olhais direcionados, pode-se garantir um fornecimento de refrigerante, com melhoria significativa da quebra de cavacos ou desempenho, a partir de 10 bar. Essa nova função de refrigeração é facilmente encontrada em máquinas existentes no mercado e proporciona uma melhor qualidade da peça na usinagem de peças pequenas. As Brocas Corodrill 452 produzem furos para parafusos e rebites em plásticos reforçados com fibra de carbono e materiais metálicos em pacotes. Cada material com fibra de carbono tem sua própria exigência, o que aumenta o risco de delaminação ou lascamento. Essas novas geometrias da CoroDrill reduzem esse risco, garantindo que as rigorosas tolerâncias do furo sejam cumpridas com acabamento e qualidade excepcionais. A gama inclui geometrias para alargador e um escareador com dispositivo de microparadas para produzir chanfros de qualidade. A última novidade da Sandvik é uma nova gama de fresas de topo CoroMill Plura Ball Nose pequenas para perfilamento em aços duros a médio-duros. Elas vem em diâmetros de 0.1 - 0.12 mm e são perfeitamente apropriadas para moldes e matrizes pequenas, conectores eletrônicos de fibra ótica e manufatura de implantes médicos e odontológicos, em que a alta precisão é importante. As fresas são inteiriças de metal duro de finos grãos com cobertura PVD multicamadas. As ferramentas têm um desenho de geometria que evita que o raio se deteriore a partir de desgaste não homogêneo. O pescoço da ferramenta permite uma boa acessibilidade especialmente no fresamento de bolsões.

vIllarEs mEtals aPrESEnta o vImcor Um aço inoxidável de alta usinabilidade para aplicações como câmaras quentes, porta moldes e moldes de injeção de termoplásticos

Entre as novidades da Villares Metals, especial destaque é o seu mais recente desenvolvimento, o VIMCOR, um aço inoxidável de alta usinabilidade para aplicações como câmaras quentes, porta moldes e moldes de injeção de termoplásticos. Entre as características deste aço, que possui os principais requisitos desejados pelas ferramentarias e usuários finais de moldes e componentes para injeção de plásticos, estão a excelente usinabilidade em desbaste e em furação profunda, bem como a excelente soldabilidade, uniformidade de dureza, estabilidade dimensional e boa resistência a corrosão. A linha de produtos da Villares Metals inclui aços ferramenta para trabalho a quente, para trabalho a frio e uma ampla gama de aços para moldes plásticos, além de aços rápidos, aços inoxidáveis, aços válvula e ligas especiais. Todos têm sua qualidade certificada de acordo com as normas ISO 9001:2000, ISO/TS 16949:2002, Embraer GQP/ SQF, D2000W0, Ü-NORM e P.E.D. Diretiva 97/23/EC.


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mandrIladora autoMática ma-110 da travIs A TRAVIS apresenta ao mercado a Mandriladora Automática modelo MA-110, com curso longiRobustez e alta tudinal (Z) de 1340mm, curso transperformance versal (X) de 1500mm, distância do eixo árvore a mesa de 1150mm, curso axial da manga (W) de 550mm e curso do carro da placa expansiva (U) de 200mm. O motor principal tem potência de 15 KW, máxima rotação do eixo principal de 1100 RPM e máxima rotação da placa expansiva de 170 RPM. O diâmetro do eixo árvore é de 110mm e o cone é ISO 50. Com uma estrutura reforçada, design inovador e tecnologia de ponta, a Mandriladora MA-110 possui mesa com superfície de 1250mm x 1100mm, capacidade máxima de carga sobre a mesa de 5000 KG, peso aproximado da máquina de 18000 KG e controlador digital Siemens (Simatic Mult Panel). O equipamento possui programação de movimento dos eixos para ciclos de furação em círculo, malha e arco e programação de movimento dos eixos para ciclos de fresamento. Essas características tornam o produto um equipamento de muita robustez e alta performance e precisão nos mais diversos processos de usinagem.

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torno vErtIcal clEvEr c5120Ex12/8 A CIMHSA Comércio Importação e Exportação de Máquinas disponibiliza ao mercado a Torno Vertical marca CLEVER, modelo C5120Ex12/8, com máximo diâmetro torneável de 2000mm, diâmetro da mesa de 1800mm, máxima altura da peça de 1250mm e capacidade máxima de carga sobre a mesa de 8000 KG. A velocidade máxima é de 125RPM, o curso horizontal do cabeçote é de 1050mm, o curso horizontal do cabeçote lateral é de 630mm e o curso vertical do cabeçote lateral é de 1180mm. Com uma estrutura extremamente reforçada, design inovador e tecnologia de ponta, o Torno Vertical CLEVER possui a potência do motor principal de 37 KW, peso aproximado do equipamento de 17500 KG e mesa com superfície de 1250mm x 1100mm. O equipamento possibilita alta performance e precisão para os mais diversos processos de usinagem pesada.

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oS novoS ProdutoS da

sEW-EurodrIvE

A

líder mundial no fornecimento de soluções em acionamento, Sew-Eurodrive lança na Feimafe 2011 as últimas novidades da linha de redutores industriais, produtos eletrônicos e servoacionamentos, além da linha de motoredutores. Confira: MOVITRAC® LTX - uma das inovações é o servoacionamento MOVITRAC® LTX, que complementa o portfólio de soluções com servomotores, pois permite combinação otimizada com a série CMP de servomotores de alta dinâmica. Concebido para ter instalação e parametrização fácil e rápida é considerado ideal para máquinas de embalagens, manipulação de cargas, posicionamento. MOVIGEAR® - acionamento mecatrônico composto de motor, redutor e controle eletrônico integrado. Inteligente e com conceito compacto, reduz o tempo de colocação em operação e facilita as tarefas de monitoração e manutenção. O elevado rendimento do equipamento contribui para redução dos custos com energia elétrica. Alta durabilidade e longa vida útil. MOVIDRIVE® B – amplia a família de conversores MOVIDRIVE® B, que conta agora com três novas potências: 160 kW, 200 kW e 250 kW. Motoredutores - A Sew também exibe a linha global de motores elétricos de indução de alto rendimento – o Motor DR. A novidade apresenta potência de 0,37 a 200 kW e carcaças que variam do tamanho 71 a 315. Redutores Industriais - a nova linha de redutores industriais Série X apresenta graduações de torque de 58 até 500 kNm. O grande número de acessórios oferece alto nível de flexibilidade para as aplicações. A ampla faixa de reduções para redutores de engrenagens helicoidais e de engrenagens cônicas - de 6 – 400 -

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demonstra que a Série X é completa e abrangente. Pode ainda ser aplicada em inúmeras posições de montagem ou disposições dos eixos. A Série Compact MC oferece oito tamanhos e, a Série ML, sete. Servoacionamentos - O Servofuso apresenta solução inovadora em servoacionamentos elétricos, instalação simplificada em sistemas de automação existentes, economia de espaço, torque máximo de saída de 31,4 Nm, força máxima de 20.000 N e rotação nominal de 3.000 ou 4.500 rpm, em função do passo do fuso – 5 mm ou 10 mm. O produto tem como principal característica a integração de um fuso de esferas em um servomotor padrão SEW que movimenta o eixo no sentido axial, substituindo sistemas convencionais de fusos e de pistões hidráulicos ou pneumáticos. A Sew também oferece ao mercado os servomotores CMP, que alia alta dinâmica, precisão e torque elevado em um projeto compacto. Monitoramento e proteção - O DUV10A consiste em um sensor de vibração com um transmissor de sinais integrado. É usado para monitoramento e proteção de equipamentos rotativos como, por exemplo, motores e redutores. O transmissor de vibração tem capacidade para monitorar até 20 bandas de freqüência. Já o DUO10A é um sensor utilizado para monitorar a temperatura do óleo, com uma unidade de diagnóstico integrada, aplicado em redutores, diminuindo custos com lubrificação e paradas desnecessárias.


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BomBa ElÉtrIca radial Mr Outra novidade no mercado metal-mecânico é a Bomba Elétrica Radial MR, uma robusta e compacta unidade de lubrificação, com até três saídas radiais, e que se propõe a ser o mais simples e seguro método de lubrificação automático e dosado para máquinas em geral. Seus elementos bombeadores (pistões) são facilmente instalados ou removidos. O equipamento resiste ao trabalho com altas pressões, pode alimentar diretamente os pontos de lubrificação ou ser ligada a distribuidores progressivos. Seu reservatório é de acrílico, o que facilita a visualização do lubrificante. A chave de nível elétrica é opcional. O produto é indicado para máquinas especiais de pequeno e médio porte como injetoras de plástico ou alumínio, tornos, fresas, mandrilhadoras e centros de usinagem em geral.

BEnEr lança a rEtIfIcadora Plana tangEncial rvK-6030 A Bener Veker amplia a sua linha de proCom unidade dutos com a Retificadora Plana Tangencial hidráulica para RVK-6030. A máquina tem como destaques movimento unidade hidráulica para movimento longilongitudinal tudinal e placa magnética de 600x300 mm com passo polar fino. Entre os acessórios de série estão o rebolo com flange, flange portarebolos, dressador e balanceador estático de rebolo. Outros acessórios standard são: caixa de ferramentas de serviços, niveladores, lâmpada de trabalho e sistema de refrigeração. A mesa de trabalho mede 600 x 300 mm, com curso máximo longitudinal de 600 mm e curso transversal com saída completa do rebolo de 300 mm. O curso vertical é de 500 mm. A máquina suporta carga de até 250 kg e tem distância entre a mesa e o centro do rebolo de 500 mm. Os avanços seguem as seguintes especificações: movimento longitudinal 5~25 m/min; transversal automático – faixa 0.5~20 mm; rápido transversal 1.100 mm/min e rápido vertical de 550 mm/min. Outras especificações técnicas: velocidade do rebolo 1.750 rpm; dimensões do rebolo 355x38x127 mm. A retificadora tem 2.000 mm de altura, 2.650 mm de largura e 1.550 mm de profundidade. Pesa aproximadamente 1.700 kg.

inovador Macho laMinador da PriMEr toolS

A

Primer Tools, fabricante de ferramentas rotativas Resistente ao especiais e standard, de Sorocaba, apresentará na Feimafe 2011 a sua mais recente inovação: um madesgaste e cho laminador com corpo em aço e lóbulos em metal duro, também à torção disponível em diâmetros acima de 10 mm. As operações de laminação de rosca são de alto torque, exigindo grande esforço das ferramentas e, havendo o risco de que os machos integrais de metal duro se rompam. Com o objetivo de atender as necessidades de um cliente da área de autopeças, a Primer realizou vários estudos que resultaram na nova ferramenta. A solução encontrada foi o desenvolvimento de um macho com o corpo em aço e os lóbulos em metal duro, soldados ao corpo da ferramenta. O macho laminador é resistente ao desgaste e também à torção. A maior dificuldade foi no desenvolvimento do processo de soldagem. O responsável tanto pelo desenvolvimento da ferramenta, quanto do processo de soldagem adotado foi o gerente Industrial Reginaldo Freitas.

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SEguranÇa EM válvulaS dE controlE é coM a foxWall/Encon Aliando tecnologia de ponta e qualidade, o Grupo Foxwall/Encon oferece o que existe de melhor e mais seguro em válvulas de controle, peças sobressalentes, posicionadores analógicos, digitais e serviços de recuperação e manutenção em válvulas, nacionais e importadas, segundo os diretores da empresa, que é pioneira no segmento. Atuando no mercado desde 1985, atende em todo o País e no exterior, contando com um corpo técnico altamente capacitado e experiente, em constante treinamento e aprimoramento para oferecer aos clientes as melhores e mais eficientes soluções aos diversos processos. Para atender às demandas dos clientes, a Foxwall continua inovando e desenvolvendo produtos no mercado como DR10 Dessuperaquecedor Radial, fonte acessível de

tecnologia e métodos para controlar processos de precisão e a Válvula Dessuperaquecedora de Vapor tipo vertical série D20, controla a temperatura em linha de vapores superaquecidos gerando vapores saturados e a Válvula Condicionadora de Vapor VC10, que reduz a pressão e temperatura de vapor superaquecido num conjunto de equipamentos compacto e de alto desempenho para atender requisitos de processos de altíssimas pressões e temperaturas.

foxwall tel. (11) 4612-8202 / fax (11) 4702-6370 | 4702-3889 www.foxwall.com.br rua comendador Jaroslav Simonek, 120 - Jd. da glória granja viana - cotia - SP - cEP 06711-260


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O endereço certo do cabo de aço Empresa do ramos de cabos de aço, laços de cabos de aço e acessórios para movimentação, elevação e amarração de cargas, atendendo aos seguimentos de Siderurgia, Automobilismo, Mineração, Construção Civil, Off-shore e outros. Nossa sede, localizada no bairro de Pirituba, em São Paulo (SP), dispõe de 3 mil metros quadrados e conta com a colaboração de 30 funcionários, sempre empenhados em atender da melhor maneira possível seus clientes. Com grande experiência na fabricação de laços, a Cabos de Aço São José atua no mercado como fabricante de laços de cabo de aço conforme as nomas NBR 11900 e NBR 13541 e revenda de Cabos de Aço, Cintas de Poliéster, Correntes - grau 8 e Acessórios para movimentação de carga. Distribuidora autorizada de cabos de aço marca CIMAF (ISO 9002), é um dos maiores fabricantes da América Latina. A Cabos de Aço São José fabrica os mais variados tipos de laços, nos diâmetros de 1/4’’ (6,4mm) a 3’’ (77mm), atendendo todo o território nacional.

Para se destacar no mercado, a Cabos de Aço São José investe no cumprimento dos prazos de forma rígida, contando sempre com a alta qualidade e confiabilidade dos produtos e revende. Com larga experiência no mercado e contando com profissionais altamente treinados e qualificados, a Cabos de Aço São José também oferece a seus clientes, assistência técnica e apoio aos usuários de seus produtos. Atualmente a empresa está direcionando seu foco no crescimento da indústria naval e na abrangência do mercado de cabos e acessórios com grande capacidade de elevação. É importante frisar que a Cabos de Aço São José possui também em seu estoque, as Cintas de Poliéster do tipo SLING nos mais diversos tamanhos, Correntes em grau 8 e galvanizadas.

Cabos de Aço São José Tel: (11) 3908-0515 • Fax: (11) 3904-2148 www.cabossaojose.com.br


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mercado empresarial

TUBONIL: DESDE 2006 A Tubonil está no mercado desde 2006. Trata-se de uma empresa nova, mas com profissionais com muitos anos de experiência no mercado de tubos de aço carbono sem costura e com costura, de pequenos e grandes diâmetros. Comercializa também a linha de Tubos Especiais de 12” a 24” SCH 40 A SCH 160, Tubos Mecânicos ST52 de 50,00mm a 650,00mm paredes grossas, padrão e fora de padrão. Localizada no município de Guarulhos – SP, numa área de 2.500m2, tem instalações modernas e funcionais que lhe permitem atender, com alto nível de qualidade, todas as demandas de seus clientes e fornecedores em todo o Brasil.

A maior preocupação da empresa é com a satisfação de seus clientes e com o cumprimento qualitativo de suas atividades: assim, dedica-se à melhoria contínua de seus produtos e serviços. Tudo isso faz da Tubonil mais que um distribuidor de tubos de aço, um parceiro de negócios preocupado em atender seus clientes de forma diferenciada, orientando e prestando suporte técnico.

Tubonil Comercial de Tubos de Aço Ltda. Fone/Fax: (11) 2406-7494 www.tubonil.com.br • vendas@tubonil.com.br

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GRUPO ACRO DE CARA NOVA! Composto por 6 empresas no ramo de amarração, elevação e Movimentação de cargas, o Grupo Acro, lança em 2011 sua nova identidade visual. A ousadia de uma mudança como essa traduz inteiramente a energia e dedicação que vem sendo depositada na empresa para a construção de uma marca cada vez mais sólida no mercado. Na nova logomarca, o verde ganhou novas tonalidades. O antigo triângulo, símbolo da Acro, foi redesenhado, abrindo espaço para um triângulo com formas sobrepostas que formam a palavra ACRO. Nos últimos anos, o Grupo Acro apresentou muitas melhorias em seus processos, contratou profissionais especializados e ampliou sua área de armazenamento e atendimento ao cliente. Em dezembro de 2010, a unidade de São Paulo conquistou a Certificação Internacional de

Qualidade – ISO 9001:2008 – pela certificadora DNV. A partir disso, identificamos o momento ideal para mostrar que estamos evoluindo e nos modernizando na busca de melhorias contínuas. Diante desse novo cenário, uma reestruturação na identidade visual representa um novo posicionamento, uma nova atitude, sinalizando uma fase de crescimento e reiteração dos valores assumidos. Acesse nosso site e conheça um pouco mais sobre nossa história. www.acrocabo.com.br Fone: (11) 3299-5400 Rua Nilton Coelho De Andrade, 1326 Pq. Novo Mundo

Unidade SP - Parque Novo Mundo


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Metal-Por Qualidade e precisão em peças técnicas Com experiência há mais de quinze anos em usinagem leve de peças técnicas, à Metal-Por Indústria e Comércio dispõe de Máquinas e equipamentos para média e alta produção, permitindo oferecer garantia e qualidade de seus produtos. A MetalPor caracteriza-se pelo fornecimento de produtos sob encomenda, com parcerias e recomendações que mantém com seus clientes. As peças são fabricadas em latão, alumínio, polietec, fenolite e etc. Atende à Fabricantes de lustres e luminárias em geral; Os produtos desenvolvidos são: - Peças em Polietec para isolamento elétrico e dissipadores de calor; - Parafusos e prolongadores para pastas,

catálogos, mostruários, álbuns fotográficos e etc. - Porcas, Arruelas, Peças especiais conforme desenhos ou amostras. Atende também em todo Território Nacional e Mercosul. R. General Dias, 263 Penha - São Paulo - SP 2641-3942 • 2642-3919 2642-3920 • 2642-3921 compras@metalpor.com.br vendas@metalpor.com.br www.metalpor.com.br


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índice de anunciantes

Abrasipa Indústria de Abrasivos........................................72 Acerotec Produtos Siderúrgicos.........................................31 ACMW Indústria e Comércio ............................................71 Aços Lapefer........................................................................61 Acro Cabos de Aço Indústria e Comércio . ......................70 ACT Sistemas Hidráulicos . ................................................64 Aguiafix Comércio de Fixadores e Ferramentas ............47 Air King Compress do Brasil .............................................28 Anglo Americana Comercial de Ferro e Aço ..................67 Brasved................................................................................54 Brooklin Perfuração e Fixação .........................................50 Cabos de Aço São José ..................................... 2ª Capa, 68 Cabos de Aço Torame........................................................45 De Carlo Usinagem e Componentes ...............................73 Eleko Parafusos...................................................................26 Empilhadeiras Hangcha......................................................72 Enerpac Durazzo & Cia ......................................................32 Engemac de Jundiaí............................................................17 EPIL................................................................................ 24, 43 Fast-Bras Abrasivos e Equip. Vibratórios . .......................70 Fatruwal Borrachas e Vedações........................................43 Feital....................................................................................13 FIESP.....................................................................................36 Fonseca Vedações Industriais............................................50 Foxtubo................................................................................72 Foxwall................................................................................66 Hidraufort Comércio de Tubos e Conexões ....................28 Império dos Metais Comercial .........................................24 Inco- Rubber Produtos de Borracha..................................62 Industrat Tratamento Térmico...........................................58 Injetamak Indústria e Comércio de Peças ......................26 Kort Fort......................................................................4ª Capa L G Comércio de Equip. de Segurança ME......................58 Lotus Metal ........................................................................62

Maksen................................................................................50 Marcamp Equipamentos ..................................................72 Marte Etiquetas Metálicas ................................................15 Masterpen...........................................................................69 Metal-Por Indústria e Comércio .......................................72 Metalúrgica Agathon ........................................... Selo Capa Mudras Comercial e Industrial .........................................25 Novex .................................................................................17 Novoaço Especial................................................ 35, 3ª Capa Parafusalia Ferragens e Ferramentas...............................60 Partel Parafusos ................................................................60 Pekon Condutores Elétricos Ind e Com ...........................33 Pirafer..................................................................................50 Pontabrás Abrasivos Industriais .......................................25 Procorte Produtos Siderúrgicos ........................................29 Repuchotec..........................................................................59 Roscacorte Parafusos Especiais.........................................31 Rotofilme Indústria e Comércio ME.................................64 Rukava Assembley System Comércio e Indústria . . 56, 61 SESI.......................................................................................41 Siderúrgica São Joaquim....................................................11 Socorro Mangueiras Com. Imp. e Exp. ............................45 Super Finishing do Brasil Coml ..........................................5 Tecmol Molas Técnicas Indústria e Comércio . ...............32 Tekno S/A Indústria e Comércio.......................................63 Tellure Rota.........................................................................66 Tercabo Cintas e Cabos de Aço.........................................29 Tubonil Comercial de Tubos de Aço ................................51 Tubonil Comercial de Tubos de Aço ................................69 União Elevadores de Obras................................................53 Vertex Comércio e Indústria . ...........................................54 Vibramol Indústria e Comércio de Molas.........................33 Wimaq Industrial ........................................................ 68, 49 Zara Transmissões Mecânicas...........................................15


Revista Mercado Empresarial - Feimafe 2011  

o ano passado, estimulado pela volta do consumo interno e crescimento da economia, o setor de máquinas-ferramenta retomou um nível de negóci...

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