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Persono | Pesquisa "Acorda, Brasil!"

Page 1

1

PESQUISA ACORDA BR A SIL!

PERSONO


Índice

2

Introdução

3

Performance

17

Motivação

4

Prevenção e Tratamento

20

Amostra

5

Consciência

26

Percepção

6

Resumo

30

Qualidade de Sono

10

Fontes e Referências

31

Cronotipos

13

Contatos

31

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PERSONO


Melhorar a vida das pessoas a partir do sono. Este é o propósito.

A Coteminas - empresa líder em produtos de cama, mesa e banho, com

Para fomentar a criação desse ecossistema, vem desenvolvendo iniciativas

operações no Brasil e na Argentina, além de subsidiárias nos Estados Unidos

com o objetivo de conscientizar a população sobre a fundamental

- acredita que pode contribuir não apenas deixando a casa e o ambiente

importância do dormir e de entender melhor sua rotina de sono, a fim de

de repouso das pessoas mais confortáveis e bonitos, mas também ajudando

discipliná-la, para, então, democratizar o acesso a produtos e serviços.

na mudança de hábitos para um sono melhor. O conjunto dessas iniciativas, denominamos “Projeto Persono”. Operando há mais de 10 anos as redes de lojas e e-commerces especializados

Conduzida pela plataforma de human analytics da MindMiners - empresa

mmartan, casa moyses, ARTEX e Santista, além de produtos distribuídos

de tecnologia e coordenada pela consultoria Unimark/Longo, a pesquisa

por mais de 30 mil varejistas, o grupo empresarial começou a partir de

“Acorda, Brasil!” é uma dessas iniciativas da marca Persono, em consonância

2020 a expandir sua presença na vida das pessoas, dando início a um

com sua missão de “melhorar a vida das pessoas a partir do sono”, tendo

novo ecossistema de soluções para o sono, que representará uma enorme

por objetivo imediato a conscientização da classe médica, das autoridades

oportunidade para que vários setores desenvolvam ou adaptem produtos

públicas e de toda a sociedade para o grave problema de privação de sono

e serviços focados nesta visão.

em nosso país.

3

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PERSONO


MOTIVAÇÃO Por que pesquisar o sono do brasileiro?

Segundo a Associação Mundial de Medicina do Sono (WASM), atual World

Entretanto, estes levantamentos têm sido realizados de forma limitada,

Sleep Society, os “problemas de sono constituem uma epidemia global, que

geralmente com amostras pequenas e centradas num único município ou

ameaça a saúde e a qualidade de vida de mais de 45% da população mundial”.(1)

com perfil específico de entrevistados, por exemplo, profissionais de saúde.

Infelizmente, o problema de privação de sono é ainda mais grave no Brasil: levantamento de 2016 publicado na revista Science Advanced (2) mostra que somos um dos povos que menos dorme no planeta, só ficando atrás dos japoneses e dos habitantes de Singapura. E isso certamente tem impactos

Nosso objetivo com este novo estudo é o de traçar um retrato atualizado das condições de sono do brasileiro, em todas as regiões do país, considerando sua diversidade socioeconômica, etária e de gênero.

diretos em diversos aspectos da saúde desses povos. Pesquisas sobre qualidade e hábitos de sono têm sido também uma das iniciativas da Associação Brasileira do Sono (ABSono), entidade que congrega

Dizem que o brasileiro tem o terceiro

médicos e profissionais de saúde de diversas especialidades que têm no sono

pior sono do mundo. Será?

seu foco de trabalho.

4

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PERSONO


AMOSTRA Um problema do tamanho do Brasil.

“Acorda, Brasil!” é um estudo multicêntrico sobre o sono do brasileiro e seus impactos no dia a dia. A pesquisa quantitativa foi realizada de forma totalmente digital por meio

Amostra

2.000 respondentes

Período

05/nov/2020 a 10/nov/2020

Sexos

Masculino e Feminino

Idade

A partir de 18 anos

da plataforma de human analytics da MindMiners. Todos os respondentes

18 a 24 anos: 392 respondentes / 48,7%

do estudo fazem parte do MeSeems, rede social de opinião e painel proprietário da MindMiners. Para a constituição da amostra, foram consideradas cotas a fim de representar a população brasileira em suas diversas regiões, conforme

25 a 34 anos: 551 respondentes / 51% Recortes etários 35 a 44 anos: 447 respondentes / 53,9%

detalhado a seguir:

45+ anos: 610 respondentes / 41,8% Classes sociais Diversidade de idades, de regiões e de classes sociais: um estudo representativo. Regiões de foco

A / B1 / B2 / C1 / C2 Centro-Oeste Nordeste Norte Sudeste Sul

5

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PERSONO


PERCEPÇÃO Dormimos bem ou achamos que dormimos bem?

Em resposta à pergunta direta, mais de 1/3 da população brasileira (38%) já declara problemas com a qualidade do sono.

Quase 2/3 dos entrevistados declaram dormir bem. Mas o que é dormir bem?

Dizem dormir mal Dizem dormir bem

Aparentemente, estamos numa situação mais favorável do que a média

38%

mundial, que, conforme já comentado, chega a 45% de pessoas com algum tipo de problemas com o sono(1). Mas ao se analisar mais a fundo, fazendo o cruzamento com outras

62%

respostas da pesquisa, podemos ver que os 62% de satisfeitos com o sono não conseguem suportar sua resposta com evidências claras. Ao utilizarmos essa questão como filtro para compará-la a outras respostas, chegamos à conclusão de que estamos diante de uma “falsa percepção” do que é dormir bem. Confira os dados:

6

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PERSONO


1 Indicadores parciais mostram que a percepção de se estar dormindo bem é equivocada.

As pessoas que declaram dormir bem, mas acordam cansadas ou muito cansadas pela manhã, somam 58,7%.

Acordam muito cansados

10,0

Um pouco cansados

2

48,7

As pessoas que declaram dormir bem, mas que apresentam

Bem dispostos

horas tecnicamente insuficientes de sono (menos de 6 horas/

35,8

Muito bem dispostos

dia), somam 19,1%.

5,6

0

12,5

25

37,5

50

Menos de 4 horas

2,3

Entre 4 e 6 horas

16,8

66,1

Entre 6 e 8 horas Mais de 8 horas

14,9

0

7

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17,5

35

52,5

70

PERSONO


3 As pessoas que declaram dormir bem, mas apresentam dificuldade em pegar no sono (latência de mais de 30 minutos, em comparação a tolerância máxima recomendada de 20 minutos para a indução do sono após se deitar), somam 18%.

Dormem imediatamente

13,6

4

De 5 a 10 minutos

33,6

As pessoas que declaram dormir bem, mas despertam mais de

De 10 a 30 minutos

uma vez à noite, todas as noites, somam 11,9%.

34,8

Mais de 30 minutos

18,0 6

01

0

20

30

40

Despertam várias vezes por noite

11,9

Pelo menos 1 vez toda noite A conclusão a que se chega é que quase 2/3 da população brasileira têm problemas com o sono.

30,6

Somente em algumas noites

43,8

Nunca despertam

13,6

0

8

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12,5

25

37,5

50

PERSONO


5 E em média 13,4% das pessoas que declaram dormir bem relatam algum problema de saúde que pode ter correlação com privação de sono, como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, baixa imunidade ou estresse. Os cruzamentos desses indicadores apontam, então, que 25% dos que declararam dormir bem têm uma percepção equivocada a respeito de sua qualidade de sono.

Diabetes

5,5

Dado este que, somado aos que já declaravam espontaneamente

Colesterol alto

11,6

problemas de sono, amplia o percentual de brasileiros que dormem mal para 62%, bem acima da média mundial.

13,1

Hipertensão Baixa imunidade

9,8

Estresse

27,0

Nenhuma doença

53,3

0

9

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15

30

45

60

PERSONO


QUALIDADE DE SONO Durma-se num país desse!

Definitivamente, não tem sido fácil ter um bom sono no Brasil. Pegar no sono tem sido um problema para cerca de 1/3 da população.

Principalmente nestes tempos de pandemia, em que o estudo foi realizado. Pelo menos 35% da população demora mais de 20 minutos para pegar no sono. E isso é uma constante em todas as regiões do país.

O maior responsável pela perda de sono do brasileiro ainda é o estresse, principalmente relacionado a dinheiro e trabalho.

Dorme imediatamente

11

De 5 a 10 minutos

26

35

10

20

Preocupação com finanças

37

Preocupação com trabalho

29

Redes sociais/Smartphone

29 25

Alimentação pesada

17

Excesso de TV

17

Vida social intensa Filhos em idade escolar

28

0

52

Sedentarismo

De 10 a 30 minutos Mais de 30 minutos

Estresse

30

40

Exercício/Academia

7 6 3

Outros

5

0

10

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30

45

60

PERSONO


Maus hábitos como sedentarismo, alimentação inadequada e, principalmente, uso indiscriminado de telas de celulares à noite para acessar redes sociais também ocupam um papel muito importante para a má qualidade de sono em nosso país.

A pandemia tem afetado o sono, principalmente, das brasileiras.

E apesar de a pandemia ter alterado - positiva ou negativamente - o sono de cerca de 43% da população, especificamente as mulheres têm dormido menos e pior do que os homens, provavelmente estressadas por

Ainda falando sobre o sono das brasileiras, ficou claro que o hábito de

questões relativas à saúde.

despertar mais vezes durante a noite é maior entre as mulheres do que entre os homens.

Homens

20%

Mulheres

60

23%

57%

45 30

Dormindo menos e/ou pior

15

Não tiveram alteração no sono Dormindo mais e/ou melhor

0 Despertam várias vezes, todas as noites

11

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Despertam pelo menos uma vez à noite

PERSONO


Em contrapartida, como era de se esperar, o ato de roncar durante o sono é mais comum entre os homens, embora 2/3 da população total assumam que seu ronco já foi notado por companheiros ou outros familiares.

De maneira geral, o brasileiro tem sono dificultado (indução), Mulheres que roncam

27%

Homens que roncam Não roncam

insuficiente (horas dormidas/dia), interrompido (despertares noturnos), agitado (ronco e movimentação) e pouco reparador (disposição e atenção ao acordar).

40%

Com a pandemia, esse processo se agravou, principalmente

33%

junto ao público feminino. Nota-se, entretanto, que poucos conseguem reconhecer que estejam de fato dormindo mal. O que mostra que o problema do brasileiro não está apenas na “qualidade” do sono, mas também na “consciência” sobre a real importância de se dormir bem.

Mulheres despertam mais durante à noite, enquanto homens assumem mais que roncam durante o sono.

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PERSONO


CRONOTIPOS Cada um no seu tempo.

Já foram identificados nas populações três tipos de perfis de comportamento de sono, também conhecidos como “cronotipos”.

Cronotipo intermediário: A metade restante da população (50%) apresenta um cronotipo médio, ou seja, o pico de melatonina ocorre às 3h.

Cronotipo matutino:

Dormem geralmente da meia-noite às 8h. (3)

Indivíduos que precisam ir para a cama cedo e são mais ativos nas primeiras horas do dia. Em geral, dormem das 22h às 6h. De acordo com estudos internacionais, 25% da população é matutina. (3)

Cronotipo vespertino: Pessoas que rendem melhor à noite, mas precisam prolongar o descanso até o início da manhã. O horário de sono costuma ser das 2h às 10h. Corresponde a 25% dos indivíduos. (3)

13

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O perfil de cronotipo do brasileiro aparenta ser praticamente o mesmo da média da população mundial.

PERSONO


Homens

Mulheres

40

Em nosso estudo, pudemos constatar que 40% da população

30

brasileira é intermediária; 30%, vespertina; e 30%, matutina percentuais que indicam uma variação de 10 pontos percentuais em relação à média mundial.

20

10

Cronotipo intermediário Cronotipo diurno Cronotipo vespertino

30%

40%

0 Matutinos

+ Matutinos

+ Vespertinos

Vespertinos

Aparentemente, os cronotipos brasileiros se concentram

30%

de forma mais evidente por faixa etária e sexo. As mulheres, por exemplo, dizem “funcionar melhor” à tarde, enquanto os homens tendem a ter sua melhor performance no período da manhã. Já os mais idosos têm perfil mais matutino, enquanto o grupo dos 18 aos 24 anos é predominantemente vespertino.

14

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PERSONO


Da mesma forma, apesar de representarem 49,9% da força de trabalho do Brasil (4), as mulheres ainda se ressentem de horários de trabalho mais adequados a seu cronotipo vespertino. Nossos horários de entrada em aula não estão alinhados ao perfil de sono de nossos adolescentes.

Segundo nossa pesquisa, 65% dos entrevistados, em sua maioria mulheres, gostariam de ter horário flexível no trabalho para ajustar seu relógio biológico, como forma de potencializar sua produtividade.

Esta questão suscita a reflexão sobre pontos fundamentais de nossa

Homens

organização social, como os horários escolares e as jornadas

Mulheres

de trabalho. Já está cientificamente provado em todo o mundo - e também corroborado nos dados de nossa pesquisa no Brasil -, que adolescentes têm um atraso na curva da melatonina, fazendo com

Contra o horário flexível

8,92

Indiferente ao horário flexível

que sintam sono bem mais tarde que as demais faixas etárias.

Favorável ao horário flexível

Entretanto, ainda é impositivo que suas aulas escolares comecem

Entusiasta do horário flexível

às 7h da manhã, sem que estejam em seu pleno estado de atenção e

12,5 26,45 22,58 31,61 30,72 29,44 37,79

0

10

20

30

40

disposição para absorver os conhecimentos transmitidos.

15

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PERSONO


Hoje, em Seattle já é lei: o ensino do High School começa às 8h30. É preciso que, também no Brasil, o poder público considere essa questão e provoque alterações nos horários escolares, que, sem dúvida, beneficiarão a performance cognitiva de nossos jovens. E por que não, também no chamado “horário comercial”? Principalmente de escritórios, que podem até ser considerados “machistas”, tendo em vista não levarem em conta o cronotipo da brasileira.

O chamado “horário comercial” pode ser considerado machista, uma vez que privilegia o cronotipo matutino e não o vespertino, mais comumente associado às mulheres.

16

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PERSONO


PERFORMANCE Acordar nem sempre é sinônimo de estar desperto.

Ainda é senso comum em nossa sociedade que o dia só começa ao

Atenção ao acordar

Disposição ao acordar

despertarmos, quando na verdade cada jornada se inicia no momento em que vamos dormir.

12

Péssima

17

É ali, durante o sono, que nosso organismo trabalha para recuperar músculos e desintoxicar o cérebro, a fim de que possamos acordar prontos

46

Comprometida

51

para exercer a plenitude de nossa capacidade física e mental. Entretanto, os impactos de noites mal dormidas atingem boa parte dos

36

Boa 28

brasileiros nas primeiras horas da manhã, o que deve refletir diretamente na produtividade durante o trabalho e os estudos.

6

Plena

5

Nada menos do que 68% dos brasileiros declaram acordar com baixa disposição física e 58% deles com baixa capacidade cognitiva (desatenção),

0

15

30

45

60

na primeira meia hora da manhã. Mais da metade da população desperta sem disposição ou capacidade intelectual para o trabalho ou estudo.

17

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PERSONO


O velho ditado “Deus ajuda a quem cedo madruga” também suscita

Os mais ricos dormem mais tarde, acordam no mesmo horário e tentam compensar aos finais de semana.

diversas dúvidas diante de dados concretos. De acordo com os dados coletados, não se pode afirmar que a classe A seja a que se sinta melhor pela manhã. Na verdade, existe até mesmo

Classe A

um percentual maior de pessoas da classe C que declaram melhor

Classe B

Classe C

disposição entre 5h e 9h da manhã. 6 4 5,67

Antes das 20h00

Classe A

Classe B

Classe C

9 10 13,44

Sentem-se melhor das 5h00 às 9h00

46,33 43,63 43,22

23,33 24,13 23,56 9,33 8,63 7,44

0

9,33 6,38 7,11

0

42,67 42,25 41

Após as 2h00

15,67 16,13 13,11

21h00 às 00h00

21 22,33

00h00 às 2h00

19,67 23,88 23,11

17h00 às 21h00

20h00 às 22h00

22h00 às 00h00

9h00 às 13h00

13h00 às 17h00

18,67

12,5

25

37,5

50

Entretanto, existem diferenças significativas no horário 12,5

25

37,5

50

de ir dormir de cada estrato social: a classe A é a que dorme mais tarde durante a semana e a que mais “tenta compensar o sono perdido” aos sábados e domingos.

18

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PERSONO


Já a camada mais jovem da população se declara mais cansada pela manhã, enquanto os mais velhos são os mais dispostos. Estes, inclusive, apresentam o dobro da capacidade dos jovens para acordar sem ajuda de despertador. E se essa indisposição matutina pode afetar a performance profissional, imagine então o risco que se corre diariamente nas estradas e ruas brasileiras. Melhorar o sono do brasileiro não é só uma questão de Segundo o Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro, de 2007 a

saúde individual, mas também uma medida em favor do

2019, o índice de fatalidades em decorrência de sonolência ao volante

desenvolvimento econômico e da segurança pública.

já supera o de direção embriagada e sob influência de drogas, juntos.

(5)

Em nossa pesquisa, 17% das pessoas declaram já ter dormido ao volante. E, se até 2019, o número de CNHs ativas era de aproximadamente 73,8 milhões (6), isso significa dizer que mais de 12 milhões de motoristas já passaram por essa experiência aterrorizante.

É preciso que a sociedade passe a valorizar mais o sono, assim como vem aprendendo a valorizar a prática de exercícios e a alimentação equilibrada. Precisamos promover uma mudança de mindset a respeito do sono, enaltecendo o hábito de dormir oito horas por dia e deixar de promover a privação de sono como prova de determinação e sucesso pessoal.

17% dos brasileiros confessam já ter dormido ao volante. Estes sobreviveram, mas as fatalidades decorrentes de sonolência atingem cifras de milhares ao ano.

19

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PERSONO


PREVENÇÃO E TRATAMENTO Temos feito muito pouco pelo nosso sono.

Especialistas são unânimes em afirmar que a enorme maioria dos casos

Mas apesar disso, e das constantes e massivas campanhas mundiais

de baixa qualidade de sono pode ser resolvida com a adoção de práticas e

de combate ao sedentarismo, o brasileiro continua se mexendo

mudança de hábitos, não só na hora de ir dormir, como durante todo o dia.

pouco: 56% de nossa amostra não fazem exercícios com mínima

A chamada “higiene do sono”, composta de uma série de pequenos e até simples cuidados na rotina diária pode causar enormes transformações no

regularidade (duas vezes por semana), com destaque negativo para as mulheres e para pessoas da classe C.

sono do brasileiro.

Praticantes

Pelo menos duas destas recomendações nos chamaram a atenção durante esta pesquisa:

Sedentários

100

1

75

Prática de exercícios físicos

50

Especialistas recomendam que se façam exercícios físicos com regularidade, mas que se evite a prática muito tardia. O ideal é tentar

25

se exercitar por, pelo menos, meia hora na maioria dos dias da semana, porém não mais tarde do que duas ou três horas antes de se deitar.

0 Classe A

20

PESQUISA ACORDA BR A SIL!

Classe B

Classe C

PERSONO


O sedentarismo endêmico do brasileiro contribui negativamente para sua má qualidade de sono.

Entretanto, os dormitórios das casas brasileiras têm sofrido uma verdadeira invasão de telas digitais: nada menos do que 78% dos brasileiros têm o hábito de levar o celular para a cama, principalmente na camada mais jovem da população.

E, segundo cruzamento de dados, são justamente os sedentários os que declaram dormir pior.

Celular na cama

Tempo e dinheiro parecem ser condições fundamentais para a prática

Dormem sem celular

100

de exercícios físicos matinais que, como visto acima, são mais benéficos para o sono.

75 A classe A, apesar de dormir mais tarde, acorda cedo e tenta compensar o sono no final de semana, usa mais as suas manhãs para se exercitar.

50

O mesmo ocorre com as pessoas mais velhas, que raramente praticam exercícios físicos à noite.

25

2 Uso de celular próximo da hora de dormir

0 Homens

Mulheres

Classe A

Classe B

Classe C

Outra recomendação muito frequente de especialistas é a de limitar o uso de equipamentos eletrônicos que emitam luz pelo menos duas horas antes de ir dormir. Televisor, celular, tablet e computador devem ser evitados, assim como ambientes muito iluminados.

21

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A luz azul dos celulares, somada ao caráter ansiogênico de noticiários e redes sociais, está atrapalhando o sono do brasileiro.

PERSONO


A luz azul dos celulares, que inibe a produção de melatonina - o hormônio

Mas, se a população erra na “higiene do sono”, erra ainda mais no

do sono -, somada ao caráter ansiogênico de noticiários e redes sociais, faz

“tratamento dos distúrbios do sono”.

do uso de celular antes de adormecer um hábito altamente prejudicial à qualidade do sono.

Apesar de 38% da população declarar espontaneamente que dormem mal, e presumirmos que 62% não têm qualidade de sono satisfatória,

Por outro lado, mas tão prejudicial quanto, está o velho hábito de manter

86% não consideram problema com sono uma razão suficiente para ir ao

um aparelho de TV no quarto, presente em 49% da amostra.

médico.

Esta prática é mais comum nas residências dos mais idosos, que também

E, pelo visto, o problema não é o de acesso, uma vez que, mesmo entre

assumem utilizar o aparelho para “pegar no sono”.

os que têm plano de saúde, a grande maioria (83,8%) não costuma procurar médicos para questões relativas ao sono.

TV no quarto

60

Consultam sobre sono

Não consultam sobre sono

45 30 15 0 18-24 anos

25-34 anos

35-44 anos

45+ anos

Com plano de saúde

Sem plano de saúde

Mesmo tendo plano de saúde, o brasileiro se consulta muito pouco sobre distúrbios do sono.

22

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0

12,5

25

37,5

50

PERSONO


O comportamento da classe médica diante de queixas relativas ao sono

Os que vão ao médico por problemas de sono são sempre os que mais

também é merecedora de nota de alerta.

consomem medicamentos, com destaque para o clonazepam (Rivotril).

A coincidência entre percentuais de pessoas que consultam médicos

Surpreende também o fato do baixo índice de solicitação de exames de

especificamente para questões de sono (13,55%) e aquelas que consomem

aprofundamento diagnóstico: 72% dos consultados por problemas de

medicamentos para dormir (13,45%) estabelece relação direta entre

sono jamais fizeram um exame de polissonografia.

consulta médica e prescrição.

Sim

Não

Faz sempre PSG

Já fez PSG

Nunca fez PSG

Não conhece PSG

120

Toma medicamente para dormir

13,45

86,55

Faz consulta sobre sono

13,55

86,45

0

25

50

75

90 100

60 30 Prescrição de medicamentos é prática comum nas consultas sobre queixas de sono, mesmo sem aprofundamento diagnóstico.

23

PESQUISA ACORDA BR A SIL!

0 Já fizeram consulta sobre sono

Nunca fizeram consulta sobre sono

PERSONO


E, se isso vem ocorrendo em consultas específicas, o problema se acentua ainda mais quando o motivo da consulta não está no sono em si.

Alimentação

Atividades físicas

Sono

Estresse

Peso

Em consultas que não são motivadas especificamente por queixas de sono, o tema é raramente abordado na anamnese.

68 66

Perguntas mais comuns em consultas e check-ups

Médico não

41

pergunta sobre sono

36

Médico pergunta

58%

sobre sono

34

0

17,5

35

52,5

70

42%

58% não questionam os pacientes sobre o sono e, quando o fazem, a questão é bem menos prevalente do que outras preocupações, como alimentação, atividade e forma física.

24

PESQUISA ACORDA BR A SIL!

Em consultas e check-ups que não tratam especificamente sobre sono, este importante indicador de saúde é praticamente esquecido.

PERSONO


Infelizmente, sono ainda não é tema que preocupe o brasileiro ou ocupe seu tempo em consultas e conversas. A imensa maioria da

Em recente entrevista, a Dra. Andrea Bacelar - neurologista e

população (90% dos entrevistados) jamais foi questionada sobre sua

presidente da Associação Brasileira do Sono - alerta que “todo

qualidade de sono.

médico precisa entender um pouco de sono”. (7)

Entretanto, mais da metade dos entrevistados (55%) declarou padecer de alguma enfermidade que pode ser correlacionada à privação de sono - como estresse, colesterol alto, hipertensão arterial, baixa imunidade ou diabetes - sem, provavelmente, jamais ter investigado

A mulher não vai rotineiramente a um médico de sono, mas frequenta o ginecologista. Um profissional desinformado pode prescrever medicamentos para uma queixa de sono que venham a gerar dependência medicamentosa, por exemplo.

a questão. Pessoas mais idosas costumam ir ao cardiologista, para checar pressão alta. O médico deve abordar também sobre o sono, que tem influência direta na hipertensão. Ao solicitar uma polissonografia, o médico precisa saber diferenciar o que é sério do que não é relevante. Deve saber interpretar minimamente os resultados do exame. É comum ver pacientes com uma polissonografia de cinco anos na gaveta, em que já havia sinalização de algum transtorno e ele não foi tratado. Quando ocorre um evento agudo e procuram o especialista, levando aquele exame antigo, as alterações já não

“Todo médico precisa entender um pouco de sono”. Dra. Andrea Bacelar Presidente da ABSono

25

PESQUISA ACORDA BR A SIL!

são mais aquelas: provavelmente já se agravaram. Enfim, falta à classe médica maior capacitação sobre o tema sono. O despreparo começa já na própria faculdade, onde o tema praticamente não faz parte da grade curricular.

PERSONO


CONSCIÊNCIA É hora de acordar para o problema do sono!

Ainda estamos longe de dar o real valor ao tempo que passamos dormindo.

Homens são mais descrentes em relação aos impactos do sono em seu dia a dia.

Embora, para todos os recortes estudados, o “sono como forma de regenerar corpo e mente” seja o primeiro lugar em respostas, 50% dos brasileiros minimizam a importância de noites bem dormidas em sua performance diária, alegando que seu cansaço, seu humor, sua

Alguns grupos se destacam ainda mais pela falta de consciência sobre a

produtividade e sua concentração nada ou pouco tenham a ver com

importância do dormir bem.

o sono.

É o caso do público masculino, que, quando comparado às mulheres,

Nenhum

Considerável

Baixo

Alto

mostrou-se descrente sobre a importância e os benefícios do sono, em proporções que variaram em cerca de 35%. 14

Mulheres

36

Impacto do sono na performance diária

Homens

40 30

28

20 21

0

26

PESQUISA ACORDA BR A SIL!

10

20

10

30

40

Nenhum impacto

Baixo

Considerável

Alto impacto

PERSONO


Embora seja uma constante entre a população em geral, também a ideia equivocada de tentar compensar a privação de sono dormindo mais horas Parece que a consciência sobre a importância do sono vem evoluindo com as gerações. Mas, na prática, isso ainda não se reflete no tempo reservado ao sono na rotina diária.

aos sábados e domingos parece ser um hábito um pouco mais masculino. Parece que a idade também exerce influência no velho preconceito “dormir é para os fracos”. Existe uma tendência, ainda que tímida, dos mais jovens a valorizar mais os impactos do sono na performance diária. Entretanto, é essa faixa etária e predominantemente na classe C, que dorme menos nos dias úteis e ainda menos aos finais de semana,

Do ponto de vista geográfico, pode-se notar um percentual maior de

provavelmente motivada pela intensa vida noturna.

pessoas que indicam o “sono como desperdício de tempo” na região Norte do país: cerca de 80% maior do que nas demais regiões.

Nenhum impacto

18-24 anos

12,5

Baixo

Considerável

28,32

Alto impacto

30,1

29,08

5,38% 2,79%

25-34 anos

12,16

35,57

32,12

20,15 36

35-44 anos

13,42

45+ anos

18,2

0

27

38,03

40,98

25

PESQUISA ACORDA BR A SIL!

50

29,31

22,46

75

3,92% 19,24

18,36

100

1,78%

Índices regionais de percepção do sono como desperdício de tempo

1,35%

PERSONO


Ainda não nos é possível identificar os motivos para tal discrepância, sendo necessário um novo estudo específico para que se possa chegar a conclusões

O mercado de de produtos e serviços para o sono parece ser extremamente promissor. Porém, será necessário investimento no processo de conscientização da população para o problema.

com mais embasamento sobre essa questão. E essa falta de consciência leva o brasileiro a investir muito pouco na qualidade de seu sono, mesmo no tocante a itens fundamentais para a qualidade do sono, como travesseiros e colchões. 50% das pessoas não trocam seu travesseiro há mais de três anos e acreditam que só devem pensar em substituir o colchão a cada dez ou somente quando apresentar deformidades que comprometam seu conforto.

Além disso, apesar de todos terem smartphones, 82% da população nunca usou nenhum aplicativo de monitoramento de sono e apenas 12% investiram em algum item para melhorar a experiência de sono, como relógios, pulseiras, anéis, máscaras ou algum outro dispositivo dotado de tecnologia específica.

Quando trocar o travesseiro

Vida útil do colchão Utiliza ou utilizou

60 45

Apps

30

Nunca utilizou

18

82

Relógio

13

87

Outros dispositivos

12

88

15 0 1 ano

28

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3 anos

5 anos

10 anos

0

25

50

75

100

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Finalmente, seria de se esperar que a consciência do sono evoluísse de acordo com o nível de instrução do indivíduo. Isso se confirma principalmente na avaliação do sono como perda de tempo (que é praticamente o dobro junto às pessoas de menor nível de educação) e no sono como elemento regenerador físico e mental (em que os entrevistados com mais estudo se destacam em relação aos que só cursaram o ensino médio ou fundamental).

Ensino superior

Médio ou fundamental

O fato de as diferenças entre nível de instrução a respeito da consciência do sono não serem tão gritantes mostra que o

1,8

Perda de tempo

tema não tem sido pautado nas escolas. Tampouco nas famílias.

3

Nossos pais simplesmente não nos ensinaram a dormir. 24,1

Relaxamento

Com isso, de nada adianta o mercado da “soluções para o sono”

27,6

ter enormes oportunidades de crescimento no Brasil, se não

26,1

Necessidade

estivermos conscientes do problema e da importância do dormir.

29,2

Tudo indica que o investimento em ações de conscientização,

48 Regeneração

tanto por parte do poder público como das entidades de

40,2 0

12,5

25

37,5

saúde ou das indústrias que atuam em mercados afins, 50

deva ser o primeiro passo para a mudança da sociedade e o desenvolvimento de um novo e promissor mercado.

Nossos pais não nos ensinaram a dormir. Nem a escola. O brasileiro precisa reaprender a dormir para que possa se tornar mais produtivo em todos as dimensões da vida: pessoal, profissional e afetiva.

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RESUMO

Quase 2/3 das pessoas declaram dormir bem, mas indicadores parciais mostram que a impressão é equivocada.

O chamado “horário comercial” privilegia o cronotipo matutino e não o vespertino, mais comumente associado às mulheres.

Mesmo tendo plano de saúde, o brasileiro se consulta muito pouco sobre distúrbios do sono (8,1%).

Pegar no sono tem sido um problema para 1/3 da população.

Mais da metade da população desperta sem disposição (68%) ou capacidade intelectual para o trabalho ou estudo (58%).

Em consultas e check-ups que não tratam especificamente sobre sono, este importante indicador de saúde é praticamente esquecido (58%).

A pandemia tem afetado o sono de 43% da população.

Mulheres despertam mais durante à noite, enquanto homens assumem mais que roncam durante o sono (40%).

O perfil de cronotipo do brasileiro aparenta ser praticamente o mesmo da média da população mundial.

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17% dos brasileiros confessam já ter dormido ao volante. Estes sobreviveram, mas as fatalidades decorrentes de sonolência atingem cifras de milhares ao ano.

Homens são mais descrentes em relação aos impactos do sono em seu dia a dia.

O sedentarismo endêmico do brasileiro (56%) contribui negativamente para sua má qualidade de sono.

A luz azul dos celulares, levados para a cama por 78% dos brasileiros, está atrapalhando o sono.

PERSONO


FONTES E REFERÊNCIAS 1. World Sleep Society, organização internacional fundada por World Sleep Federation (WSF) e World Association of Sleep Medicine (WASM) -https://worldsleepsociety.org/ (2016). 2. O. J. Walch, A. Cochran, D. B. Forger, A global quantification of “normal” sleep schedules using smartphone data. Sci. Adv. 2, e1501705 (2016). 3. Instituto Internacional de Melatonina (IiMEL), da Universidade de Granada, na Espanha. 4. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 5. Total de mortes em acidentes nas estradas brasileiras com causas identificadas - Atlas da Acidentalidade no Transporte Brasileiro - 2007 a 2019.

C O N TATO S Persono: Roberta Martins | roberta.martins@coteminas.com.br Análise: Zé Luiz Tavares | zeluiz@unimark.com.br Divulgação: Fernanda Bellotto | fernandabellottoconsultoria@gmail.com Parceiro de pesquisa: Danielle Almeida | danielle@mindminers.com.br

6. Raio-X das CNHs no Brasil - https://naboleia.com.br/raio-x-das-cnhs-no-brasil-numero-de-mulheres-habilitadas-aumenta/ #:~:text=At%C3%A9%202019%2C%20o%20n%C3%BAmero%20de,correspon dendo%20a%2065%25%20das%20habilita%C3%A7%C3%B5es. 7. Blog Persono - Entrevista: Sono e sua relação com a saúde - https:// persono.com.br/insights/sono-e-ciencia/sono-e-sua-relacao-com-asaude.

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