Persono e SESI apresentam
O despertar da indústria Estudo sobre o sono do trabalhador da indústria no Brasil.
Índice
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Introdução
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Amostra
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Dormindo bem (ou não)
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Levando o Problema pra Cama
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Uma Questão de Ambiente
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Jornada Extra
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Dormindo no Ponto
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Vivendo um Pesadelo
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Lutando com o Despertador
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Resumo
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Fontes e Referências
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Contatos
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O DESPERTAR DA INDÚSTRIA
PERSONO | SESI
INTRODUÇÃO Dois momentos, duas amostras, o mesmo problema alarmante.
Já está mais do que cientificamente comprovado que a qualidade do sono tem impacto direto na saúde, no humor e na performance profissional, esportiva e até afetiva dos indivíduos. Em dezembro de 2020, o Persono realizou a pesquisa “Acorda, Brasil!” que buscava entender o comportamento de sono da população brasileira. A pesquisa, realizada com 2.000 pessoas em todo o Brasil, foi uma iniciativas da marca Persono, em consonância com sua missão de “melhorar a vida das pessoas a partir do sono”. Vivíamos um momento de enorme preocupação com a pandemia do Coronavírus, o que certamente piorou em muito o sono do brasileiro. Porém, ficou claro que a má qualidade do sono já vinha sendo um problema de proporções nacionais - e até mesmo globais - bem antes da crise sanitária.
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O DESPERTAR DA INDÚSTRIA
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Agora, SESI e Persono se unem para pesquisar o impacto do sono - ou da falta dele - na saúde, no trabalho e na vida do trabalhador de nossas indústrias. Mais uma vez os resultados são alarmantes. E podem refletir na produtividade das empresas e na performance da economia.
Mais do que um registro, a pesquisa “O despertar da Indústria” é um alerta para empresários, gestores de pessoas, profissionais de saúde laboral e autoridades públicas da necessidade de se repensar mais do que as condições de trabalho, as condições de descanso dos trabalhadores da indústria, o que certamente terá reflexo direto na redução dos índices de acidentes e absenteísmo e no aumento de nossa produtividade.
A partir da pesquisa, a Indústria passa a ter informações que permitam a ela a elaboração de políticas e ações para o futuro que contemplem o sono dos trabalhadores e sua importância para estarmos melhores e mais fortes como indivíduos e sociedade.
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O DESPERTAR DA INDÚSTRIA
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AMOSTRA Um retrato fiel do trabalhador da indústria no Brasil. “O despertar da Indústria” é um estudo multicêntrico sobre o sono do trabalhador do setor industrial brasileiro e seus impactos no dia a dia. A pesquisa quantitativa foi realizada com mais de 4 mil empresas industriais de todo o território brasileiro. Todos os respondentes do estudo são trabalhadores que atuam regularmente em indústrias de diversos segmentos, sejam em escritórios, serviços externos ou em fábrica.
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AMOSTRA
4.174 respondentes
PERÍODO
Agosto a Setembro de 2021
SEXOS
Masculino e Feminino
IDADE
A partir de 18 anos
REGIÕES DE FOCO
Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul
RESPONDENTES POR REGIÃO
Sudeste 2028 Sul 844 Nordeste 616 Centro-Oeste 355 Norte 331
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DORMINDO BEM (OU NÃO) O trabalhador brasileiro dorme bem ou acha que dorme bem? Em resposta à pergunta direta, mais de 1/3 da amostra (38%) já declara problemas com a qualidade do sono. Exatamente a mesma proporção identificada na pesquisa “Acorda, Brasil!”, que avaliou a população brasileira em geral.
Você considera que dorme bem?
38,3% Não 61,7%
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Sim
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Das pessoas que dizem dormir bem, mais da metade (52%) declaram-se acordar cansadas ou muito cansadas pela manhã. Na pesquisa anterior, foram 58,7%.
Além disso, as pessoas que declaram dormir bem, mas que apresentam horas tecnicamente insuficientes de sono (menos de 6 horas/dia), somam 33%. Enquanto que na pesquisa anterior foram apenas 19,1%.
As pessoas que declaram dormir bem, mas apresentam dificuldade em pegar no sono (latência de mais de 30 minutos, em comparação a tolerância máxima recomendada de 20 minutos para a indução do sono após se deitar), somam 10%. Já na pesquisa anterior, somavam 18%.
E em média 49% das pessoas que declaram dormir bem relatam algum problema de saúde que pode ter correlação com privação de sono, como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, baixa imunidade ou estresse.
O DESPERTAR DA INDÚSTRIA
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LEVANDO O PROBLEMA PRA CAMA Dentre os motivos que fazem o trabalhador da indústria perder o sono ou dormir mal, os principais são: estresse, preocupações no trabalho, problemas financeiros e o uso de celulares e redes sociais.
De acordo com a sua percepção, o que tem sido um impeditivo para uma melhor qualidade de sono? Estresse Preocupações no trabalho
Celular/Redes Sociais Problemas financeiros Hábitos alimentares Sedentarismo Outros Filhos em idade escolar
Excesso de televisão Vida social intensa Exercícios físicos 2000
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3000
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UMA QUESTÃO DE AMBIENTE Trabalhadores remotos dormem mais, mas demoram a pegar no sono. O ambiente de trabalho parece não ter grande influência na qualidade de sono percebida pelos entrevistados. No caso dos trabalhadores de rua, entretanto, observa-se uma satisfação com a qualidade do sono ligeiramente superior quando comparada com a dos demais trabalhadores. Qual opção melhor descreve o ambiente onde você executa a sua função na maior parte do tempo? Ambiente externo (ruas, etc.)
Costumo dormir imediatamente
Demoro de 10 a 30 minutos para pegar no sono
Escritório
Demoro de 5 a 10 minutos para pegar no sono
Fábrica/Laboratório/ Loja/Restaurante
Demoro mais de 30 minutos para pegar no sono
Home-Office/ Trabalho Remoto 0
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Entretanto, a maioria dos trabalhadores de escritório (57%) e dos que fazem home office (56%) dormem de 6 a 8 horas,enquanto os trabalhadores de fábrica (46%) ou de ambientes externos (46%) dormem no máximo 6 horas diárias.
Por outro lado, percebe-se que a prática do home office tem prejudicado a indução do sono de trabalhadores remotos: 23% desses profissionais demoram mais de 30 minutos para adormecer após deitarem na cama, enquanto que entre os que trabalham na rua apenas 17% demoram esse tempo para adormecer.
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JORNADA EXTRA A disciplina de horário impacta na qualidade do sono.
A prática de hora extra pode estar prejudicando a qualidade de sono dos trabalhadores da indústria. A diferença entre trabalhadores que frequentemente têm horário estendido de trabalho (52%) daqueles que nunca trabalham mais do que a jornada normal (70%) chega a 18 pontos percentuais em termos de qualidade percebida do sono. É possível inferir que a jornada extra de trabalho influencie diretamente no tempo de sono do trabalhador: 48% dos que costumam cumprir horas extras dormem no máximo 6 horas por noite, versus 36% dos que nunca fazem horário estendido de trabalho. Também como é de se esperar, mudanças constantes de turnos de trabalho acabam por impactar negativamente na qualidade do sono: apenas 47% dos que alternam turnos declaram dormir bem, enquanto esse percentual aumenta para 66% entre os que raramente ou nunca modificam suas jornadas de trabalho. 11
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Frequência de mudança de turno x Percepção da qualidade do sono
Algumas vezes
Frequentemente
Nunca
Raramente Não sente que dorme bem Sente que dorme bem
Sempre
0
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DORMINDO NO PONTO O sono ruim impacta diretamente no desempenho do trabalhador.
O impacto de noites mal dormidas pode ser considerado alarmante no desempenho profissional dos trabalhadores da indústria nacional: 70% dos respondentes que dormem menos do que 6 horas por dia se dizem cansados ou muito cansados no início da manhã. A tomada de decisões nas primeiras horas da manhã também fica comprometida com más noites de sono: 56% dos trabalhadores que dormem menos de 6 horas por dia estão mais expostos a cometer erros no início do dia.
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Normalmente, qual é o seu nível de disposição durante a primeira meia hora depois que você acorda pela manhã?
14,5%
Muito cansado
47,2%
Um pouco cansado
33,4%
Bem disposto
4,8%
Muito bem disposto
E qual o seu nível de atenção durante essa primeira meia hora depois que você acorda pela manhã?
8,5%
Muito desatento
41,6%
Um pouco desatento
44,6% Atento
5,3%
Muito atento
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O risco de acidentes de trabalho ou no deslocamento para a indústria também é preocupante: 28% dos respondentes que dormem menos de 4 horas por dia, afirmam ser frequentes seus cochilos enquanto dirigem ou operam uma máquina no ambiente de trabalho. Você já cochilou ou adormeceu enquanto dirigia um veículo ou trabalhava com alguém? 6,9%
Não, nunca
14,3%
Sim, uma única vez 8,2%
66,6%
Sim, poucas vezes Sim, acontece com frequência Não se aplica
Em resumo, 93% dos trabalhadores que não dormem bem acreditam que a falta de sono interfere em sua performance profissional.
Você acredita que o seu sono interfere na sua performance diária? 13,4%
15,2%
Interfere muito 29,4% 42%
Interfere bastante Interfere um pouco Não interfere nada
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VIVENDO UM PESADELO Apesar dos problemas causados, poucos procuram ajuda médica para dormir melhor.
47% dos trabalhadores que possuem pelo menos uma condição de saúde adversa - cientificamente ligada à quantidade insuficiente de sono -, como Diabetes, Colesterol alto, Pressão alta, Baixa Imunidade ou Estresse, costumam dormir menos do que 6 horas por noite.
Você enfrenta algumas das condições de saúde abaixo?
Colesterol Alto Pressão Alta
Baixa Imunidade Estresse Não possuo nenhuma dessas condições de saúde
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Entretanto, apenas 24% dentre os respondentes que consideram não dormir bem procuram ajuda médica, 22% fazem uso de medicamentos e somente 10% recorreram a uma análise mais profunda do problema, com exames de polissonografia. Você já foi alguma vez ao médico por insatisfação com a qualidade do seu sono?
17,4%
Não Sim 82,6%
Você já fez alguma vez um exame de polissonografia? 6,8%
Não Sim 91,3%
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Faço regularmente
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LUTANDO COM O DESPERTADOR A necessidade de despertar cedo, eleva o percentual de cronotipo matutino neste recorte da população
Já foram identificados nas populações três tipos de perfis de comportamento de sono, também conhecidos como “cronotipos”.
Cronotipo matutino: Indivíduos que precisam ir para a cama cedo e são mais ativos nas primeiras horas do dia. Em geral, dormem das 22h às 6h. De acordo com estudos internacionais, 25% da população é matutina. (3) Cronotipo vespertino: Pessoas que rendem melhor à noite, mas precisam prolongar o descanso até o início da manhã. O horário de sono costuma ser das 2h às 10h. Corresponde a 25% dos indivíduos. (3) Cronotipo intermediário: A metade restante da população (50%) apresenta um cronotipo médio, ou seja, o pico de melatonina ocorre às 3h. Dormem geralmente da meia-noite às 8h. (3) 18
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No estudo anterior, pudemos constatar que 40% da população brasileira é intermediária; 30%, vespertina; e 30%, matutina - percentuais que indicam uma variação de 10 pontos percentuais em relação à média mundial.(1) A maioria dos trabalhadores da indústria no Brasil declaram-se entre ”definitivamente matutino” (36%) e “mais matutino que vespertino” (31%). Entretanto, o percentual dos que acordam cedo é ainda maior (76% está em pé até as 7 da manhã), independente de ter ou não uma boa noite de sono. E mesmo fora dos dias de trabalho, o hábito de despertar cedo permanece, sendo um hábito de 50% dos que dizem não dormir bem e de 45% dos que alegam dormir bem.
‘‘Matutino’’ ou ‘‘Vespertino’’?
20,2%
Mais ‘vespertino’ do que ‘matutino’
31,3%
Mais ‘matutino’ do que ‘vespertino’
12,6%
Definitivamente ‘vespertino’. Funciono melhor à tarde
35,9%
Definitivamente ‘matutino’. Funciono melhor pela manhã
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RESUMO Quase 2/3 das pessoas declaram dormir bem, mas indicadores parciais mostram que a impressão é equivocada.
Das pessoas que acreditam dormir bem, mais da metade (52%) declaram-se acordar cansadas ou muito cansadas pela manhã.
Dentre os motivos que fazem o trabalhador da indústria perder o sono ou dormir mal, os principais são: estresse, preocupações no trabalho, problemas financeiros e o uso de celulares e redes sociais.
A prática do home office tem feito os trabalhadores remotos dormirem mais, porém prejudicou a indução do sono desses profissionais.
A prática de hora extra e as mudanças de turnos de trabalho prejudicam a qualidade de sono de quem trabalha na indústria.
48% dos trabalhadores que costumam fazer horas extras dormem no máximo 6 horas por noite, versus 36% dos que nunca fazem horário estendido de trabalho.
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Quase um terço dos trabalhadores que dormem menos de 4 horas por dia, declara ter cochilado enquanto dirigiam ou operavam uma máquina no ambiente de trabalho.
Trabalhadores que dormem menos do que 6 horas por noite se dizem cansados ou muito cansados no início da manhã (70%) e estão mais expostos a cometer erros no início da jornada de trabalho (56%).
Quase metade dos trabalhadores que possuem Diabetes, Colesterol alto, Pressão alta, Baixa Imunidade ou Estresse, dormem menos do que 6 horas por noite.
A maioria dos trabalhadores da indústria no Brasil declaram-se entre “definitivamente matutino” (36%) e “mais matutino que vespertino” (31%).
Enquanto 66% se consideram de cronotipo matutino, a quantidade de trabalhadores que se obrigam a acordar antes das 7 da manhã é maior: 76%.
Mesmo aos finais de semana, o hábito de despertar cedo permanece em praticamente metade dos trabalhadores.
Apesar de assistência oferecida pela empresa ou pelo serviço público de saúde, nem 1/4 dos trabalhadores da indústria que consideram não dormir bem procuram ajuda médica para o problema.
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FONTES E REFERÊNCIAS 1. Pesquisa Persono “Acorda, Brasil!” - Estudo multicêntrico sobre o sono do brasileiro e seus impactos no dia a dia - Unimark Longo/MindMiners (2020) https://form.typeform.com/to/YDimD8p9?typeform-source= persono.typeform.com 2. World Sleep Society, organização internacional fundada por World Sleep Federation (WSF) e World Association of Sleep Medicine (WASM) - https://worldsleepsociety.org/ (2016). 3. Instituto Internacional de Melatonina (IiMEL), da Universidade de Granada, na Espanha.
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