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Resumos Epifância | A Arte da Guerra

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RESUMOS EPIFÂNICA

A ARTE DA GUERRA Sun Tzu


A ARTE DA GUERRA ISBN: 978 85 01 09250 2

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Sun Tzu


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Prólogo “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você se conhece, mas não conhece o inimigo, para cada vitória grande, sofrerá também uma derrota. Se você não conhece nem o inimigo e nem a si mesmo, perderá todas as batalhas…” A arte da guerra é sem dúvida a bíblia da estratégia, sendo utilizada amplamente no mundo dos negócios, conquistando pessoas e mercados. Na paz, preparar-se para a guerra; na guerra, preparar-se para a paz. A arte da guerra é de importância vital para o Estado. É uma questão de vida ou morte, um caminho tanto para a segurança como para a ruína. Assim, em nenhuma circunstância deve ser negligenciada. Desta maneira começa o notável documento chinês, escrito há cerca de 2500 anos, no qual é registrada a sabedoria de Sun Tzu, lósofo que se tornou general. Os conselhos de Sun Tzu podem ser usados de diferentes formas e para diversos campos do conhecimento humano. São muito úteis, principalmente, para jovens executivos e empreendedores, assim como para chefes de Estado e comandantes.

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Em A arte da guerra, são discutidos todos os aspectos da guerra – táticos, hierárquicos e humanos, entre outros. Uma obra para ser lida não apenas por todo comandante ou o cial, mas por qualquer pessoa interessada na paz. Não surpreende que o livro seja citado em lmes e constantemente aplicado para solucionar os mais recentes con itos do nosso dia-a-dia.


Estude guerra em tempos de paz Guerra é uma questão de vida ou morte. O Estado depende de entender a arte da guerra para sobreviver e se perpetuar. Estudar a guerra antes que ela ocorra é importante, pois esse é o conhecimento que servirá para criar seus planos. Para Sun Tzu, o general que desenha planos antes da batalha sempre vence o general que não se planejou. Além de conhecer sobre a guerra, também é preciso conhecer sobre si mesmo e sobre o inimigo para sermos capazes de nos comparar. Entendendo os exércitos envolvidos em uma batalha em 7 dimensões, você conseguirá prever se vencerá ou será derrotado no campo de batalhas. 1. Qual dos dois governantes dos estados inimigos tem obediência total do seu povo, de forma que eles irão seguilo até mesmo para suas próprias mortes? 2. Qual dos generais é mais capaz? 3. Qual lado tem vantagens naturais, climáticas e conhece a natureza do terreno? 4. De que lado a disciplina de seus homens é imposta mais fortemente? 5. Qual lado tem o exército mais forte? 6. Qual lado tem os o ciais e soldados mais bem treinados?

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7. Qual lado tem mais consistência em dar recompensas e punições?


Compare cuidadosamente o exército de seu inimigo com o seu próprio exército e assim você saberá quais os pontos fortes de cada lado. Planeje de acordo com as circunstâncias. Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, você sempre será vitorioso. Planejar e ser preciso nunca é demais.

Não ser derrotado para vencer Os melhores generais só entram em batalhas que sabem que vão ganhar. Os piores entram em batalhas, apenas. Um general habilidoso evita batalhas onde existe o risco de derrota e isso faz com que ele não seja derrotado e temido. A oportunidade da vitória vem dos erros do inimigo. Para garantir a vitória, existem regras essenciais: •

Você deve saber quando lutar e quando não lutar.

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Você deve saber como lidar tanto com forças inferiores como superiores a do seu exército.

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Seu exército deve ter espírito de luta e disciplina.

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Você deve lutar para que você esteja preparado e seu inimigo esteja despreparado.

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Você deve ter capacidade militar e liberdade para comandar suas tropas sem a interferência de superiores.

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Ataque somente quando você tem a vantagem e sempre evite o inimigo onde ele é forte


Evite o exército inimigo quando suas formações de tropa não estiverem em perfeita ordem ou quando eles tiverem uma posição mais vantajosa, como em um terreno mais alto, por exemplo. Nunca entre em uma batalha por raiva; O motivo pelo qual se luta é para se conquistar algo. A raiva é passageira, mas um Estado destruído não tem volta. Evite as armadilhas para as quais seu inimigo vai tentar te atrair. Não conduza seu exército para lugares onde seus suprimentos não chegarão ou por terrenos desconhecidos.

O General e o Soberano não podem causar a derrota Um exército é comandado por um general, mas este também é comandado pelo soberano. Essa cadeia de comando pode criar problemas e é preciso entendê-los para evitá-los.

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Um soberano pode atrapalhar o exército se der as ordens erradas. Isso pode ser feito quando ele pede que as tropas avancem ou recuem quando é impossível. O soberano, ao governar o exército de modo negligente ou colocar o ciais em funções inadequadas, pode fazer com que se percam guerras. Esses erros abalam a con ança dos soldados e causam a derrota.


Não só o soberano, mas também o general pode ter problemas graves. As características do general que levam à derrota são: •

Teimosia - Que leva a destruição;

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Covardia - Que leva a captura;

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Destempero - Que o deixa suscetível a insultos;

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Honra em excesso - Que o deixa suscetível a vergonha;

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Compaixão em excesso pelos seus homens - Que leva a um exército fraco.

Ele pode ser imprudente e levar seu exército à destruição, ou ser um covarde e ser capturado. Um general pode ser orgulhoso ou descontrolado e se sentir provocado por provocações do inimigo; ou ele pode estar preocupado com o conforto de seus próprios homens e deixar tais considerações impedir táticas militares. O general é responsável se qualquer uma dessas calamidades acontecerem com um exército: Se ele lança seu exército contra uma força que seja dez vezes o seu tamanho, fazendo com que seus soldados fujam.

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Se os seus soldados são muito fortes em relação aos seus superiores, causando insubordinação.

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Se os soldados são fracos demais, levando-os a serem desgastados por o ciais e desertarem.

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Se os o ciais superiores são raivosos e indisciplinados, levando-os a atacar por sua própria vontade e causar a ruína do exército.

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Se o general é fraco e indeciso, o que resulta em um exército fraco e desorganizado.

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Se o general não é capaz de estimar a força do inimigo e lança uma força inferior contra uma superior, levando a uma derrota esmagadora.

Estratégia e Espionagem Uma guerra prolongada pode esgotar os recursos de qualquer estado, deixando-o fraco e vulnerável, a nal, manter um exército é caro. É preciso focar em vitórias rápidas e decisivas, não em campanhas prolongadas. Em uma guerra, deve-se evitar cercar cidades muradas, porque isso geralmente leva meses de preparativos e pode te deixar lento. Para diminuir o custo da guerra é preciso capturar um Estado, uma cidade ou um exército inimigo inteiro e intacto ao invés de destruí-lo através de uma batalha cara. E para conseguir isso, você precisa de uma força muito maior do que a do seu inimigo.

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Um grande general vai subjugar seus inimigos sem qualquer luta, o que constitui o triunfo nal. Os melhores exércitos se destacam não só por ganhar, mas por ganhar com facilidade.


Batalhas individuais podem acabar com as guerras e por isso você deve envolver espiões: eles fornecem informações decisivas sobre a disposição do inimigo. Espiões também podem ser úteis para espalhar boatos e segredos falsos nas linhas inimigas, por isso, recompense-os bem e garanta sua delidade. Esse é um custo muito baixo a se pagar se você conseguir economizar os custos de uma longa guerra. Ah, e o último conselho do implacável Sun Tzu: se você planejar um ataque baseado em um segredo contado por um espião, mate-o, assim como quaisquer outras pessoas para as quais ele possa ter contado o segredo, para que assim seu ataque não corra o risco de perder seu poder.

Engane seu Inimigo A arte da guerra é baseada na habilidade de enganar e dissuadir o inimigo. Você deve mascarar sua força com fraqueza, coragem com timidez e a ordem com a desordem. Confundir seu inimigo vai fazer com que ele nunca esteja preparado e páreo para você. Faça com que suas tropas njam desordem quando na realidade eles são altamente disciplinados.

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Outra forma de economizar os recursos do seu Estado é tomar os de seu inimigo, levando consigo todos os alimentos, armas, armaduras e homens. Isso economiza o custo de abastecer seu exército e poupa seus camponeses da carga de trabalho para manter o seu exército.


Quando você se aproximar de seu inimigo, faça parecer que você está bem longe. Quando você estiver pronto para atacar, faça parecer que você não está. Brinque com seu inimigo como um gato brinca com um rato. Se ele tem um temperamento di ícil, irrite-o. Se ele está confortável, perturbe-o; se está bem suprido, faça com que ele passe fome; se está tranquilamente acampado, force-o a se mudar. Se você quer que o inimigo avance, tenha uma isca para ele; e se você deseja que ele recue, cause sofrimento a ele. Um combatente inteligente aproveita a iniciativa e impõe sua vontade sobre o comportamento do exército inimigo. Ataque-o em seus pontos vulneráveis, de modo que ele tenha que correr para se defender. Faça com que seu inimigo que tentando adivinhar por onde você vai atacar, forçando-o a se dividir e espalhar suas forças. Fazer com que ele tenha que se preparar para ataques em várias frentes cria o caos e garante que você sempre tenha vantagem.

Conheça seus soldados e os soldados do inimigo

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O espírito de um soldado tem seu ponto ótimo pela manhã. Ao meio dia ele já começa a se por e durante a noite ele só pensa em retornar ao acampamento.


Se os soldados cam de pé apoiados em suas lanças, eles estão com fome. Se existe confusão e caos no acampamento, a autoridade do general é fraca. Quando os soldados que buscam água para o acampamento começam a beber antes de retornar, eles estão sofrendo de sede. Quando eles começarem a comer seu próprio gado e agir como se eles não fossem mais voltar para as suas tendas, saiba que eles estão dispostos a lutar até a morte.

Conheça o terreno onde você luta Um bom general sabe onde lutar e não lutar, sabe quais ordens do seu soberano deve seguir e quais deve desobedecer. Como a água molda o seu curso de acordo com o chão por onde ui, o bom general também tem que se adaptar à situação, ao terreno e à disposição do inimigo.

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Observe o terreno para tirar proveito de suas vantagens naturais e evitar as suas desvantagens. Nunca escale montanhas, vá contra a corrente ou se desloque para longe dos seus suprimentos. Evite penhascos, lugares fechados ou atoleiros em que uma pequena tropa pode destruir um exército inteiro. Observe o inimigo e seus soldados também. Observe, entenda os riscos e as oportunidades antes de começar um ataque. Nunca se exponha.


Disciplina e incerteza levam o soldado a lutar até a morte Controlar uma grande tropa não é diferente de uma pequena. O importante é dividir os homens em grupos menores e usar sinais tais como gongos, tambores e bandeiras para controlar suas forças. Eles vão se mover como um só e os covardes não se atreverão a recuar e nem o valente avançará sozinho. Um grande general conduz seu exército como se estivesse levando um único homem pela mão. Trate seus soldados como lhos e eles vão car do seu lado até a morte. Se você é incapaz de comandá-los com autoridade, eles serão tão inúteis como crianças mimadas. Uma disciplina de ferro entre seus soldados é necessária para a vitória. Mas para que a disciplina seja e caz, seus soldados devem admirá-lo e respeitá-lo. Você deve tratá-los de forma humana e ao mesmo tempo mantê-los sob controle com disciplina e castigos.

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Como um general, você também deve manter segredos. Mantenha seus soldados desinformados e incertos e mude seus planos com frequência para manter ambos, os seus soldados e o inimigo, tentando adivinhar. Faça longas e tortuosas rotas, em vez de diretas. Só revele suas intenções quando estiver totalmente imerso no campo de batalha.


Se a situação parecer boa, conte a seus soldados sobre o assunto, mas quando a situação parecer desfavorável, mantenha esse conhecimento para si mesmo. Quanto mais você penetrar no estado inimigo, mais os seus soldados se sentirão parte de algo maior. Coloque-os em situações inesperadas, onde não há escapatória, e eles vão perder todo o senso de medo e lutar com força máxima, mesmo que até a morte.

Notas Finais As regras da guerra não mudam e o bom general está sempre pronto para ela. Estudar as habilidades de guerra, planejar corretamente e saber como gerenciar a tropa são habilidades críticas para um general. Um general quali cado escolhe lutar somente quando sabe que a vitória é certa, para nunca ser derrotado e sempre ser temido.

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Saber enganar seu inimigo e usar o território a seu favor também são essenciais.


Autoria

Sun Tzu (544 a.C. – 496 a.C.)

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Foi um general, estrategista e lósofo chinês e principal nome relacionado a escola militar de loso a chinesa. Ele é mais conhecido por seu tratado militar, A Arte da Guerra, composto por 13 capítulos de estratégias militares.


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