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Zine Complexo em Movimento - n.39 - março/2018

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e l x p o em M m o C ANO IV - EDIÇÃO Nº 39 SAMAMBAIA, DF

Março/2018

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PROJETO CARAVANA CULTURAL FOI BEM RECEBIDO POR ARTISTAS DE SAMAMBAIA

Pedro toHcaedenlinrikeiqr ua e Bezerra da Silva

Futsal Feminino em s sim! Samambaia? Temo

SE LIGA AÊ

GERAÇÃO MIMEÓGRAFO, ELES FAZIAM ACONTECER A POESIA FEITA EM BRASÍLIA

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Mulher Fonte da Beleza

Técnicas de Poesia por Sarah Zanina

Seja um colaborador deste zine! Envie-nos sugestões de conteúdo sobre a arte e cultura de Samambaia. E-mail: zcmovimento@gmail.com Imprima cópias do zine e distribua na sua comunidade. Acesse o link para baixar os arquivos: http://tinyurl.com/zinecm


EDITORIAL

BANQUETe CULTURAL!!!! Em nossa redação, uma frase que retrata bem a satisfação em trabalhar neste projeto é: fazer o Zine Complexo em Movimento, se compara com o prazer sentido por um Chef de cozinha, ao criar uma receita culinária saborosa. O resultado de cada edição tem o efeito de um banquete de matérias culturais, oferecidas aos nossos leitores. Mais um número do ZINE COMPLEXO EM MOVIMENTO chega às suas mãos recheado de informações. Fique por dentro das ações do Conselho de Cultura Samambaia, leia a entrevista maravilhosa com o poeta/escritor Sóter, sobre o movimento Geração Mimeógrafo. O Fórum Alternativo Mundial da Água 2018, ocorreu neste mês de março, Danne discorre sobre o tema, traz ainda em sua página uma homenagem às mulheres em referência ao Dia Internacional das Mulheres. Aprenda sobre

técnicas de poesia com Sarah Zanina. A cultura dialoga com várias áreas, o esporte é uma delas, é bacana conhecer o time de futsal feminino Mavericks Futsal, as garotas jogam pra caramba. O projeto Caravana Cultural esteve na cidade e vários artistas e bandas tiveram à disposição um estúdio completo para gravarem seus trabalhos. Sucesso total o Frenetikus Fest Rock. Todos os anos retratamos a importância sociocultural do evento Paixão do Cristo Negro. Vale a pena conferir o trabalho do artista Pedro Henrique. Por fim divirta-se com a tirinha de humor. Em tempo: as tirinhas em breve, serão substituídas por trabalhos de ilustradores profissionais da cidade. Bacana não? Você está convidado a degustar todas essas informações. Até a próxima edição.

Boa leitura! Por: Demontiez Marques

Expediente: Editores: Demontiez Marques, Ilton Barbosa (61 98474-2193) Diagramção: Nailan Barbosa - Fotografia: Elisa Borges Revisão: Danne Strauss - Assistente de Produção: Sarah Zanina Todas as edições disponíveis em: Issuu.com/zinecomplexoemmovimento


Informes

Conselho de Cultura Samambaia

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stá ocorrendo uma força tarefa da Secretaria de Cultura, Administração Regional RA XII/ DF, outros órgãos governamentais, Conselho Regional de Cultura, artistas e parceiros, para inaugurar o Complexo Cultural Samambaia. A convite do secretário Guilherme Reis, dia 09/03/2018, se reuniram representantes da Secretaria de Cultura, Casa Civil, NOVACAP, Administração Regional Samambaia, Universidade Católica de Brasília e Conselho Cultura Samambaia, para tratar desta inauguração. Apontou-se pendências internas da obra, como vazamento de calhas, alagamento de salas e pátio interno, problemas nos assoalhos de madeira do palco do teatro e das salas de dança e teatro, muro e grade caídos, pavimentação e drenagem do estacionamento. Discutiu-se sobre a aquisição e instalação dos equipamentos cênicos e mobiliário. Informou-se que a SEPLAG está abrindo processo licitatório para aquisição de mobiliário e que a Secretaria não possui recurso suficiente para mobiliar logo, todo o Complexo Cultural Samambaia. A Administração Regional RA XII/DF disse dispor de R$ 300 mil, para aquisição de mobiliário. Quanto à gestão, conselheiros de cultura e representante da Universidade Católica falaram do seminário e oficina realizado para esse fim. Assessores da Secretaria de Cultura apresentaram as possibilidades de parcerias via MROSC (Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil), para gerir o espaço. Disseram que o edital para parceria MROSC e o Regimento Interno do Complexo Cultural Samambaia, serão desenvolvidos em conjunto com Conselho Regional de Cultura, Universidade Católica, Secretaria de Cultura e Administração Regional RA XII. As reuniões acontecem quinzenalmente, no auditório da Administração de Samambaia, sempre numa terça-feira. Esta reunião ocorreu dia 06/02/2018. Acesse o relatório em http://blogccs.wordpress.com


SE LIGA AÊ

GERAÇÃO MIMEÓGRAFO, ELES FAZIAM ACONTECER A POESIA FEITA EM BRASÍLIA

Sóter, nome artístico de José Luiz do Nascimento, nasceu em Catalão – GO. Formado em Agronomia pelas Universidades Federais de Goiás e Brasília, atualmente atua como publicitário, professor da rede pública de ensino, coordena a Associação Brasileira de Radiodifusão. Militante cultural, a obra deste Artista/Escritor que se apresenta como Poeta Marginal, pode ser conferida no link: http://soterpoesia.blogspot.com.br/. Sóter, junto com Nícolas Behr e Paulo Tóvar, são reconhecidamente ícones da poesia em Brasília.

1 – ZCM - Sóter, fale sobre o movimento Geração Mimeógrafo, quando surgiu? Quais as perspectivas e o legado deixado pelo movimento? Sóter - A geração mimeógrafo foi surgindo a partir do lançamento de livrinhos mimeografados pelo pessoal do grupo Nuvem Cigana no Rio de janeiro e, em Brasília, a partir do lançamento do Iogurte com Farinha, do Nicolas Behr. Na verdade não era um movimento, apenas foi acontecendo de os poetas se apropriarem do meio de produção de livros e passaram a fazê-los. Credito a isso, o pluralismo que provocou na literatura no período 70/80. 2 – ZCM - Como vocês se organizavam?Sóter - Não havia uma organização. As pessoas se agrupavam por afinidades. Aqui em bsb surgiu o grupo Lira Pau Brasília, a Cooperativa de compositores e poetas e depois outros. O pessoal imprimia seus livrinhos e saíam pelos botecos e eventos culturais, vendendo suas obras de mão em mão, faziam recitais em concertos, escolas etc. 3 – ZCM - Em pleno período ditatorial e da censura vocês conseguiam transmitir suas mensagens, houve perseguição? Sóter - Houve. O

Nicolas chegou a ser preso e processado, eu fui intimado ao DOPS, onde passei um dia todo para um depoimento e fui cassado do meu emprego como professor do GDF e muitos textos, letras de músicas e cartazes de eventos foram censurados.

4 – ZCM - Além de você, quem mais fazia parte do grupo inicial? Sóter - Os três primeiros livros dessa geração foram: o Iogurte com Farinha, do Nicolas Behr; A Feira de Paulo Tovar; e Início e Fim, meu. 5 – ZCM - O número de pessoas que escrevem poesias, aumentou consideravelmente, basta conferir o grande número de Saraus Literários. Este fenômeno te estimula a escrever mais? Sóter - Sim. A possibilidade de interação com outros e outras poetas e a troca de experiências poéticas é um estímulo. Inclusive, voltei a atuar na literatura candanga depois de convites para falar na Tribo das Artes, pelo Cacá e no Poemação, pelo Jorge Amâncio. 5 – ZCM - Uma vez poeta, sempre poeta, diante desta máxima, com o fim da ditadura em 1985, o que mudou na forma de fazer poesia? Sóter: Acredito que as entrelinhas continuaram e a pegada de poemas pra serem falados. Além do pluralismo de linguagens e formas que continuam como características da poesia candanga atual. 6 – ZCM - Uma Provocação: A riqueza da poesia produzida no DF, já é requisito para que se promova uma Bienal Poética. Concorda? Sóter - Concordo plenamente. Haja vista o sucesso que é a Bienal do B realizada no T-Bone, do Luiz. Por: Demontiez Marques – 98609-3109


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Página do Danne

Agua fonte da vida M

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arço é um mês muito especial, pois é o mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher e o Dia da Água. Nossas fontes de água estão cada vez mais escassas, tanto que estamos em pleno racionamento. Paralelamente ao Fórum Mundial da Água, ocorreu o FAMA (Fórum Alternativo Mundial da Água), este visou alertar a população sobre a importância da água não ser tratada como mercadoria e sim como direito fundamental garantido a tod@s. Grandes interesses estão por trás de uma mascarada preocupação com os recursos hídricos. “O controle da água que tenha como perspectiva gerar lucro, não garante o princípio da água com direito fundamental. São visões incompatíveis. A universalização do acesso à água e ao saneamento não será possível se o setor estiver sob o controle do capital privado e sua visão de lucro.” Diz Edson Aparecido da Silva, sociólogo e um dos coordenadores do FAMA. Saiba mais em: fama2018.org

Mulher Fonte da Beleza

ortes, guerreiras, vencedoras, gentis, encantadoras, fascinantes, decididas, enfim, ‘zilhões de predicativos elas mereceriam nesta matéria, mas por uma questão de espaço, gostaria apenas de registrar minha profunda admiração pelo universo feminino e fascinadamente dizer que o mundo evolui a cada dia ao passo que elas desabrocham suas qualidades, virtudes, emoções, sentimentos e atitudes. Em homenagem a essas maravilhas da criação realizei dia 10/03/18 em parceria com a Visconde Livraria e Café (Alameda Shopping) a 3ª edição do Sarau Visconde, este que foi dedicado às mulheres teve grandes participações de poetas da Academia Cruzeirense de Letras, personalidades como: Monica Barcelos, Siddha Abraxas, Rafael Vespasiano e Rafael Fernandes. Na música eu e meu parceiro irmão, Michael Moran (violinista, cantor, preparador vocal... bandolinista). No repertório passeamos de Rita Lee a Roberto Carlos, belíssimas canções com uma interpretação especial. Foi bem bacana! Para o próximo mês, como sempre, novidades!

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Parceiros

Fiquem atentos!


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abe aquela poesia que está entalada na garganta? Pois é, juntei um pequeno grupo de dicas que certamente vão lhe ajudar a “desentalar”. Como o espaço que tenho aqui é bem curto, resolvi dividir em 3 partes, bem curtas, as dicas e ao final creio que você já estará pronto para escrever. Curte aí:

Técnicas de Poesia por Sarah Zanina

Não tenha medo do que os outros vão pensar! Um bom assunto é aquele que está mexendo com você ultimamente. Pode ser qualquer coisa, qualquer sentimento. Poesia é uma forma de comunicação. Pode ser romântica, engraçada, de amizade... Você quem manda!

Faça um esqueminha.

Pegue um papel e vá anotando várias palavras que tenham a ver com o que você pretende expressar. Tente achar rimas para elas. Não precisa temer. Brincar de rabiscar pode ser muito divertido e até terapêutico. Depois você escolhe as preferidas.

Relaxe e esqueça a métrica...

Você não precisa acertar logo de cara. É justamente a vontade de acertar de primeira que “emperra” o pensamento. Você é livre para escrever e apagar o que quiser, mudar tudo de lugar... Solte o verbo! Não tenha medo…

Como eu disse, o espaço é curto, então vá treinando durante esses dias que na próxima edição eu te ajudarei a organizar as ideias que apareceram.

Parceiros

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Beijinho, e até lá!


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Futsal Feminino em Samambaia? Temos sim!

avericks FC (representado com a cor roxa que significa transformação e espiritualidade) é um time de futsal feminino que se deu início em Samambaia, foi criado em agosto de 2016 através de amigas, colegas e familiares que passaram a se reunir para a prática de exercícios e lazer em alguns dias da semana. A brincadeira se fortaleceu com o crescimento e desenvolvimento do time, percebeu-se um certo potencial na maioria das meninas que frequentavam as reuniões desse esporte tão querido. Em uma decisão de participar de um pequeno torneio no Recanto das Emas, foi escolhido o nome Mavericks e a partir desse momento começaram os treinos específicos que eram passados por nossos parceiros para participarmos de amistosos, campeonatos, torneios, entre outros. Como se trata até então de um projeto “amador” apareceram e aparecem muitos obstáculos e barreiras em nosso cotidiano durante esses quase dois anos de surgimento, como por exemplo: a falta de credibilidade, o preconceito, o desrespeito, dificuldade em conseguir patrocinadores, falta de ajuda financeira, falta de visibilidade, e até mesmo a falta de um espaço adequado para mantermos o cronograma de treinos. São inúmeras as dificuldades no dia a dia, entretanto, a fé, o talento, a garra, a união e o respeito das atletas que estruturam este belo time, sempre moveu a comissão em um sonho comum de quem sabe um dia uma ou várias dessas atletas venham a alcançar seus objetivos pessoais que esse esporte pode oferecer. Temos a esperança de que a visibilidade para o futsal feminino chegue em seu mais alto patamar, juntamente com o respeito, a desfragmentação de um velho e ultrapassado tabu e um pouco mais do conceito de que “SIM, SOMOS MENINAS E MULHERES QUE AMAM O FUTSAL,

E SIM, NÓS SABEMOS JOGAR E JOGAMOS COM TODO O AMOR E EMOÇÃO QUE VAI ALÉM DA SUA IMAGINAÇÃO. NOS RESPEITE. MENINAS TAMBÉM JOGAM!” Descobrimos que Mavericks significa “fazer a diferença”, “ter sua própria opinião”. Seguimos com esse nome para fazermos sempre a diferença, seja nos treinos, jogos, trabalho, instituição de ensino, em casa, na rua e em qualquer lugar que formos. Desde então, conquistamos o pódio em muitas das competições que somos convidadas a participar, sempre com a nossa torcida marcando presença, fazendo barulho e incentivando o time nas vitórias ou nas derrotas. Nosso propósito é ajudar na visibilidade da modalidade do futsal feminino e representar nossa comunidade, orientar e ensinar a prática do futsal, respeitando cada uma de forma adequada, ter disciplina e respeito às colegas e adversárias, utilizar o esporte como meio de socialização, interação, desenvolvimento de habilidades físicas, técnicas e táticas. Com isso garantimos a oportunidade às meninas e mulheres da comunidade de Samambaia ao acesso às atividades esportivas, lazer, melhoria na qualidade de vida e desenvolvimento social e pessoal.

Por: Patrícia Nunes


PROJETO CARAVANA CULTURAL FOI BEM RECEBIDO POR ARTISTAS DE SAMAMBAIA

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e 14 a 18 de fevereiro o projeto CARAVANA CULTURAL da Secretaria de Cultura, passou por Samambaia, e passará por outras cidades do DF. Questionada sobre o local escolhido, a praça do Skate Parque na 302 Samambaia Sul, local tido como moradia de pessoas de melhor poder aquisitivo, a produção informou que o objetivo desta edição do projeto, é atender a todos os níveis sociais, geralmente, este tipo de projeto, tem como público alvo pessoas de baixa renda. Em tempos de crise, os artistas tem dificuldade de produzir material de divulgação dos seus trabalhos, a estrutura colocada à disposição dos artistas vem em boa hora. “A participação da banda Dia Urbano no projeto Caravana Cultural foi nossa primeira experiência em gravação do nosso som em estúdio. Fomos muito bem recebidos, iniciamos a gravação em Samambaia e concluímos com uma ótima apresentação ao vivo em Taguatinga (na QNL)” diz Ilton Barbosa, baixista da Banda.

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os 5 dias, período de duração do evento, a comunidade teve oportunidade de enriquecer o currículo, participando de oficinas de informática, fotografia, criação de reportagens, edição de vídeos, desenvolvimento de aplicativos, filmagem, gravação de Demo (vídeo feito para demonstração e divulgação) e outros. Na carreta, dotada de estúdio, telão, palco móvel, foram exibidos: filmes nacionais; e shows com as bandas que participaram do projeto.

Bela iniciativa! Por: Demontiez Marques


Fest Rock

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os dias 09 e 10 de março aconteceu em Samambaia, mais precisamente no Saloon Red Rock Alternativo, o primeiro Frenetikus Fest Rock, festival que contemplou 10 bandas 100% autorais de várias partes do Distrito Federal e celebrou com muito rock os 4 anos de existência da Frenetikus Produções Artísticas. No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a sexta feira (dia 09) foi dedicada somente a elas, cinco bandas, todas com mulheres nos vocais, fizeram tremer os porões do Saloon, as atrações da noite foram:

Helen Dieb; Mariana Camelo; Banda Compressor; Haynna e os Verdes; e Maria Sabina e a Pêia. O sábado (dia 10) o caos se instalou em Samambaia, do Hard Rock ao Baião pesado as bandas mandaram o recado fechando o festival, estiveram: Subisntate, Diferencial Zero, Dog Savanna, Olhos de Psiquê e Seu Roque Tupinambá. A Frenetikus Produções vem a 4 anos trabalhando em prol do rock do Distrito Federal e da música independente, já são alguns eventos importantes no currículo, como Outubro Rock Rosa, Qto Vale o Show, Autoral em Cena e por último o Frenetikus Fest Rock. Por: Carlão Rocha


Paixão do Cristo Negro 2018

áscoa 2018. Tempo da 20ª Paixão do Cristo Negro em Samambaia/DF. Realizado pelo instituto Brasil Vivo, espaço Imaginário Cultural e a COMUNIDADE, o evento foi da QD 302, frente à igreja Santa Luzia, até a QD 102, próximo à estação do metrô, com cenas da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, negro. A Secretaria de Cultura/GDF repassou recurso destinado pelos deputados Wasny de Roure e Cristiano Araújo. O recurso assegurou palco, luz, som, fechamentos, efeitos especiais, figurinos, cenários, tendas, banheiros químicos, prestação de serviços, etc. Em cena e na plateia a COMUNIDADE manteve o espetáculo vivo, pulsante, identificado com o tema ‘fraternidade e superação da violência’, lema da Campanha da Fraternidade 2018. Paixão do Cristo Negro conta a história de Jesus Cristo, aquele de Israel, ambientado em Samambaia/DF, cidade contemporânea, com dilemas semelhantes aos da antiga Jerusalém. Gera profunda empatia nas pessoas que lutam, com fé, por dias melhores para si e a humanidade. O envolvimento artístico e religioso mexe com as pessoas. “O espetáculo reflete causas e consequên-

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Samambaia-DF

cias da violência, hoje. Mostra que é necessário desenvolvermos a cultura da paz. Fazemos esse teatro popular e libertador, vivenciando a fé real, fortalecendo a arte popular. Com isso fortalecemos também a identidade social e cultural da região”, explica o diretor Gilberto Alves.

Mais informações:

Imaginário Cultural (61) 3013-1610 Gilberto (61) 98497-5145 Por: Élton Skartazini


Pedro Henrique I

ntérprete e compositor, 21 anos, estudante da Escola de Música de Brasília, gosta de boa música, toca de Liniker a Bezerra da Silva, já se apresentou em diversos eventos como Sarau VA, Abril contra o crack, Sarau Ubuntu, Reflexo das Ruas, Coco da Ema entre outros, possui diversos parceiros que contribuem com seu som, como a cantora e percussionista Isadora Santos, o cantor e violinista José Guedes, a cantora e poeta Prethaís, o cantor, poeta e violonista Preto e a cantora e poeta Julia Sagatiba. Em entrevista ao Zine Complexo em Movimento, Pedro conta um pouco sobre seu ponto de vista sobre a música e seu trabalho com ela. ZCM - Como foi seu primeiro contato com o violão? O que te motivou a aprender? Pedro - Meu primeiro contato veio através do meu irmão, quando tinha uns 15 anos, porém na época não tive muito interesse, mas logo depois do ensino médio conheci alguns músicos que acabaram me influenciando e me motivaram a aprender cada vez mais. ZCM - Quem são suas referências musicais? Suas influências? Pedro - Bom, muitas das minhas referências musicais são de próprios amigos e claro, a própria música popular me anima muito, Baden Powell um cara que me influencia muito do jeito de tocar, mas os estudos vão a Samba de Coco, Frevo, Baião, Choro, Samba, Partido Alto, Bossa Nova. ZCM - Conte qual foi a situação em que você se apresentou para um público, que te deu a maior satisfação como músico. Pedro - Acho que uma das melhores apresentações trabalhando em coletivos pelo DF é ver o papel fundamental da cultura como forma de cura para pessoas, para se relacionarem... lembro que o ônibus estava cheio e o trânsito engarrafado, eu e uma amiga fizemos um som e vimos todas pessoas relaxarem, participarem das brincadeiras populares, foi um pouco de amor espalhado pelas pessoas, principalmente onde

toca de Liniker a bezerra da Silva

menos se espera. ZCM - Quais são seus planos, seus projetos para os próximos anos? Onde acha que a música vai te levar? Pedro - Bom, meu plano é investir em músicas autorais e, também pela troca de conhecimento, penso em fazer projetos sociais onde eu possa disseminar essa linguagem como outras possibilidades de vida para as pessoas. Bom, eu não sei onde a música vai me levar, mas só vou saber indo. ZCM - Você vive de música/arte ou tem outra forma de garantir o seu sustento? Pedro - Boa parte dos meus recursos sim, com arte de rua, projetos sociais ou aula particulares de música, mas no final das contas acabo fazendo de tudo um pouco, um bico aqui outro ali e a vida segue. ZCM - Como é ser artista de rua? Quais são as vantagens e desvantagens? Pedro - Eu vejo como a pessoa que leva a arte até as pessoas e também como uma forma de democratização da artes. Umas das vantagens é dar acesso a cultura para a comunidade de forma colaborativa, uma das desvantagens é que é muito esforço e pouco reconhecimento se compararmos a artistas que estão nas grandes mídias, então falta um pouco de apoio aos artistas locais da cidade. ZCM - Que conselho você daria a uma pessoa que está iniciando seus estudos de música e deseja viver dela? Pedro - Muita paciência e calma, pois é realmente um mercado muito difícil, mas com calma as coisas vão se ajustando, porque realmente leva um tempo pra ser um bom profissional e tem várias áreas de atuação, então é pesquisar o máximo onde a pessoa melhor se encaixa, seja trilha sonora, estúdio, eventos etc. Por: Danne Strauss


TIRINHAS RETIRADAS DA INTERNET


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Zine Complexo em Movimento - n.39 - março/2018 by Zine Complexo em Movimento - Issuu